Segunda-feira, 29 de Fevereiro de 2016
Teste de Filosofia do 11º ano, turma B (Fevereiro de 2016)

 

Eis um teste de filosofia fora do estereótipo dos testes que os autores dos manuais escolares da Porto Editora, Leya, Santillana, Areal Editores, etc, divulgam. E sem questões de escolha múltipla que, frequentemente, são incorrectamente concebidas por quem não domína o método dialético e desliza para a horizontalidade da filosofia analítica vulgar. Só os professores que conseguem afastar-se do modelo de testes que os manuais de filosofia, estereotipados, difundem, têm possibilidade de ser verdadeiramente bons. Há uma radicalidade de pensamento que só o individualismo radical atinge.

 

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA B

24 de Fevereiro de 2016. Professor: Francisco Queiroz.

 I

"Feyerabend criticou o método das conjecturas e refutações de Popper, em particular pela posição deste face à astrologia e à medicina hopi, e declarou que os homens da idade da pedra, inventores dos mitos, «livres do jugo da especialização, estavam conscientes da grande quantidade de relações entre os homens e entre estes e a natureza». Afirmou ainda Feyerabend, anarquista epistemológico, que, hoje, com o racionalismo fragmentário actual, mera ideologia, « temos uma religião sem ontologia, uma arte sem conteúdos, e uma ciência sem sentido»

 

1)Explique, concretamente este texto

 

2)Explique como, na ontognoseologia de Kant, se formam o fenómeno CEGONHA e o conceito empírico de CEGONHA.

 

2) Relacione, justificando:

A) Positivismo lógico do círculo de Viena e indução amplificante, por um lado, corroboração e testabilidade em Karl Popper, por outro lado.


B) B) Método hipotético-dedutivo, ciências empírico-formais e ciências hermenêuticas


C) Fenomenologia, realismo crítico e cepticismo 

 

D) Sete relações filosóficas e idealismo em David Hume . 

 

 

CORREÇÃO DO TESTE COTADO PARA 20 VALORES

 

1) Feyerabend criticou Popper por este reduzir as ciências a conjuntos de conjecturas que são aceites provisoriamente e depois refutadas, isto é, rejeitadas com argumentos e testes experimentais. E criticou Popper por considerar pseudo-ciências a astrologia e a medicina hopi  (os hopis são uma tribo índia dos EUA que veneram a natureza, usam plantas para a cura em ligação com a oração ao deus criador). Feyerabend insistiu em que a visão especializada, fragmentária, das actuais ciências dos séculos XIX a XXI perdeu a percepção holística, global dos fenómenos. O homo sapiens primitivo conhecia a vida de forma global (intuição holística), não estava fragmentado em saberes particulares como o homem de hoje. Os homens do mito estavam livres do jugo da especialização que hoje impera: um engenheiro civil, especializado, só sabe temas de engenharia civil, nada sabe sobre a cura pelas plantas dos seus cálculos renais e de outras doenças e nada sabe sobre as fases da lua e os seus efeitos sobre as sementeiras e colheitas (VALE TRÊS VALORES). As ciências actuais são baseadas num racionalismo fragmentário - teoria que afirma ser a razão a principal fonte de conhecimento, mas não a razão holística que tudo abarca como por exemplo movimentos dos astros e deuses, racionalismo esse que fragmenta o conhecimento, separa o estudo do fígado do estudo do coração, separa o facto histórico-social terrestre do facto astronómico celeste, etc.  Essas ciências nasceram com o emergir da burguesia industrial e financeira actual e por isso estão impregnadas de ideologia - sistema de ideias e valores de uma classe social- burguesa. A ciência e a tecnologia do automóvel como veículo de transporte individual ou familiar insere-se na ideologia individualista da burguesia: «Enriquece, compra um carro próprio, viaja livremente». Feyerabend era anarquista epistemológico, isto é, sustentava a igualdade de base entre todas as doutrinas, que é necessário acabar com o domínio exclusivo da medicina química oficial, da biologia oficial (evolucionismo de Darwin) da electrónica, etc, porque são ideológicas, defendem certas classes e grupos sociais, visam aumentar lucros da grande indústria Que significa dizer que hoje temos uma religião sem ontologia?  Significa que temos um conjunto de ritos cujo simbolismo profundo já perdemos, em cuja filosofia já não penetramos. Por exemplo, ignoramos que o facto de a pia de baptismo de antigas ser . Constroem-se hoje igrejas com uma arquitectura moderna ignorando o número de oiro (1,618), número mágico de proporção entre o comprimento e a largura e a altura de um compartimento. Que significa dizer que hoje impera uma arte sem conteúdos? Significa, por exemplo, que uma tela branca salpicada de pontos vermelhos é um quadro sem conteúdo, um significante sem significado. Que significa dizer que há uma ciência sem sentido? Significa, por exemplo, que há uma medicina que não percebe o sentido da febre - acção de autodefesa do organismo, expulsando as toxinas através do suor ou de urinas escuras - e manda reprimir os sintomas, tomando anti piréticos.( VALE TRÊS VALORES).

 

2) O númeno ou objecto metafísico afecta de alguma maneira a sensibilidade fazendo nascer nesta um caos empírico de matéria indeterminada e as formas a priori de espaço (figuras, extensão) e tempo (duração, simultaneidade, sucessão) moldam essa matéria transformando-a no fenómeno cegonha, que é o objecto visível ou coisa para nós. As imagens do fenómeno são levadas pela imaginação às categorias de unidade, pluralidade, realidade e outras do entendimento ou intelecto ligado ao mundo empírico e aí são reduzidas à unidade, a um conceito único de cegonha (VALE TRÊS VALORES).

 

3-A) O positivismo lógico do círculo de Viena considera sem sentido a metafísica e afirmações desta como «Deus criou o Paraíso e o Inferno e pune os maus» porque não podem ser comprovadas empiricamente. Para este positivismo, só os factos empíricos ( exemplo: maçã, tornado, etc) e as suas relações lógico-matemáticas são verdade e a indução amplificante - generalização segundo uma lei necessária de alguns casos empíricos semelhantes entre si - é perfeitamente legítima. Karl Popper opõ-se ao positivismo lógico pois, na linha de David Hume, duvida da indução amplificante, achando que há sempre excepções a uma dada lei da natureza e considera ser impossível verificar essa lei pois teríamos de estudar centenas de milhar ou milhões de exemplos concretos. Popper diz que só é possível a corroboração ou confirmação de alguns exemplos através da testabilidade, isto é, realização de testes experimentais (VALE TRÊS VALORES).

 

3-B) O método hipotético-dedutivo baseia-se na indução amplificante, inferência que Popper não aceita como válida, e tem quatro fases: observação, hipótese, dedução matemática da hipótese e verificação experimental com confirmação ou não da hipótese. As ciências empírico-formais são as ciências da natureza biofísica - química, física, astronomia, biologia, geologia - e baseiam-se em leis necessárias ou tendencialmente necessárias e por isso assentam na indução amplificante. As ciências hermenêuticas, ou seja, as que se baseiam em interpretações mais ou menos subjectivas e leis estatísticas - psicologia, sociologia, história, economia, - não recorrem ou recorrem pouco à indução amplificante (VALE TRÊS VALORES).

 

3.C) O realismo crítico é a teoria segundo a qual a matéria é real e exterior às nossas mentes mas estas não espelham como ela é. O realismo crítico de Descartes é a teoria qiue sustenta que há um mundo real de matéria exterior às mentes humanas composto de uma matéria indeterminada, sem peso nem dureza/moleza, apenas formado de figuras geométricas, movimento, números (qualidades primárias, objetivas), sendo subjectivas, isto é exclusivamente mentais, as cores, os cheiros, os sabores, as sensações do tacto, o calor e frio (qualidades secundárias, subjectivas). A fenomenologia é a ontologia que sustenta não saber se o mundo material subsiste ou não fora das mentes humanas. O cepticismo é a corrente que duvida do que vai além dos dados empíricos imediatos ou até mesmo deste. A fenomenologia possui um fundo cético e o realismo crítico, na medida em que duvida de alguns dados dos sentidos, também (VALE TRÊS VALORES).  

 

2-D) O idealismo, isto é, a doutrina que diz que o mundo material exterior à mente humana não existe, é ilusório, é base da teoria de Hume. Por exemplo, o"eu" em David Hume não é uma realidade, mas uma ideia ilusória, uma vez que somos apenas uma corrente de percepções empíricas a que a memória e a imaginação atribuem um núcleo invariável chamado «eu». Do mesmo modo, a   substância (exemplos: as substâncias cadeira ou nuvem) é uma ideia fabricada pela nossa imaginação servindo-se das sete relações filosóficas que são disposições sensório-intelectuais a priori da mente humana: semelhança, identidade, relações de tempo e lugar, proporção de quantidade ou número, graus de qualidade, contrariedade e causação. A ideia de permanência, de continuidade entre as percepções empíricas forja as ideias de eu e de substância. As relações de tempo e lugar não estão em objectos materiais fora de nós mas são um modo de ver e pensar inerente à nossa mente - e isto é idealismo (VALE DOIS VALORES)

 

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Terça-feira, 12 de Março de 2013
Teste de filosofia do 11º ano de escolaridade (último do 2º período, 2013)

 

Final do segundo período lectivo em Portugal. Eis um teste centrado na teoria do conhecimento - que classifico, classicamente, como gnosiologia - e  na epistemologia ou reflexão filosófica sobre as ciências formais, empíricas naturais e hermenêuticas.

 

Escola Secundária Diogo de Gouveia , Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO, TURMA A

  11 de Março de 2013        Professor: Francisco Queiroz
I

 

«As ideias adventícias, segundo Descartes, são parcialmente ilusórias. Na teoria de Kant, as categorias são formas puras do entendimento, e influenciam a construção quer dos juízos analíticos quer dos juízos sintéticos

 

1) Explique, concretamente, este texto.

 

2) Relacione, justificando:

 

A) A lei da luta de contrários, por um lado, as quatro forças fundamentais da natureza, o relógio químico e o binómio entropia/neguentropia (ponto de vista da ciência materialista dialéctica), por outro lado.

B) Explique como, segundo a gnosiologia de Kant, se formam o fenómeno SOBREIRO e o conceito empírico de SOBREIRO.

 

C) Espaço e tempo segundo Kant, espaço e tempo segundo David Hume, e espaço e tempo segundo o materialismo dialéctico.

 

III

 

3) Disserte, livremente, sobre o seguinte temas:

 

«Revisibilidade, falsificabilidade, testabilidade, indução, verificação e corroboração nas ciências empíricas – o ponto de vista de Karl Popper, filósofo do realismo, inspirado em David Hume, filósofo do idealismo

 

CORRECÇÃO DO TESTE, COTADO PARA UM TOTAL DE VALORES

 

1) Por ideias adventícias, Descartes entendia as sensações e percepções empíricas. Exemplo: ver uma jarra de flores, saborear gaspacho, ouvir música. Ora, as percepções empíricas serão parcialmente ilusórias segundo Descartes: as cores (exemplo:o vermelho da rosa), os cheiros (exemplo: o perfume da rosa), os sabores, a dureza e a moleza, o calor e o frio, são qualidades secundárias, isto é não existem na realidade objectiva, no mundo material exterior ao corpo humano, surgem apenas na mente como ilusão, resultando do embate nos orgãos sensoriais de «poeiras» exteriores emanadas dos objectos. No entanto, as ideias adventícias, na medida em que reflectem as formas, o tamanho e o movimento dos objectos exteriores, isto é, as qualidades primárias, não transmitem ilusão mas sim verdade. (VALE TRÊS VALORES) As categorias, em Kant,  são formas a priori ou puras do entendinento, isto é, mecanismos inatos do pensamento, anteriores a toda a experiência sensorial, como por exemplo, unidade, pluralidade e totalidade (categorias da quantidade), que unificam a diversidade dos dados empíricos (do fenómeno). Os juízos analíticos são as proposições em que o predicado não acrescenta nada de novo ao sujeito, como por exemplo, o juízo «A esfera é redonda». A categoria de Realidade entra, de certo modo, na construção deste juízo. Os juízos sintéticos são as proposições em que o predicado acrescenta um conteúdo novo ao sujeito, como por exemplo, «A esfera é vermelha».(VALE TRÊS VALORES)

 

 

2) A) A lei da luta de contrários é a seguinte: um  divide-se em dois, em cada ente há uma luta de contrários que constitui a essência e o motor de desenvolvimento desse ente ou fenómeno. Essa luta manifesta-se por exemplo na oposição entre a força nuclear forte, (yin, para dentro) interacção entre os quarks e os gluões que mantém coeso o núcleo de cada átomo, mantendo os protões unidos entre si, por serem compostos de quarks, e a força nuclear fraca, (yang, para fora)  que cinde as partículas e constitui, por exemplo, a radioactividade - ou desintegração de um núcleo instável de urânio com emissão de partículas alfa, beta, radiações electromagnéticas de alta frequência gama e poeiras. Manifesta-se ainda na luta entre o electromagnetismo (yang, para fora) que inclui a luz, as ondas de rádio e televisão,  microcondas, raios X, radar, baseado na transmissão dos fotões e a  gravidade ou força gravitacional (Yin, para dentro) força atractiva que mantém unido o sistema solar e evita a explosão das estrelas,   a mais fraca das quatro forças mas aquela que se exerce numa maior vastidão. A lei da luta de contrários manifesta-se na experiência do relógio químico: moléculas azuis e vermelhas de um gás rodando num caos, em vez de originarem moléculas de cor roxa, alternam entre si a cor do gás, que ora é azul ora é vermelho, de forma homogénea, a intervalos regulares. Isto prova que a entropia, estado de desorganização molecular teorizado pelo segundo princípio da termodinâmica, não é o fim dos processos naturais mas dá origem à neguentropia, um estado de ordem da natureza, que é capaz de auto organização. (VALE QUATRO VALORES). 

 

 

2) B) O fenómeno SOBREIRO forma-se na sensibilidade, uma das três partes do espírito humano, do seguinte modo: os númenos afectam, desde o exterior, a sensibilidade (isto é, o espaço e o tempo que rodeiam o corpo do sujeito) e fazem nascer nela um caos de sensações (cores, matéria, sons, etc). Esse caos é moldado pelo espaço (extensão e formas geométricas) e pelo tempo (duração, sucessão simultaneidade) e transforma-se num sobreiro, no fenómeno sobreiro,- uma imagem tridimensional, dir-se-ia hoje. O entendimento intervém na medida em que confere ao sobreiro o carácter de substância, de divisibilidade (em partes: pernas, tampo, etc).O conceito empírico de SOBREIRO forma-se no entendimento do seguinte modo: as imagens / intuições empíricas de sobreiro (as imagens dos diferentes sobreiros que vimos) sobem da sensibilidade ao entendimento, passando pela imaginação. O entendimento, munido de categorias ou conceitos puros como unidade, pluralidade, realidade, recebe as diversas imagens de sobreiro e redu-las a uma imagem abstracta única, o conceito de sobreiro, de base empírica. (VALE QUATRO VALORES).

 

2) C) Em Kant, o espaço e o tempo são formas a priori da sensibilidade,  isto é são condições subjectivas da existência da matéria, não são reais em si mesmos, mas existem antes de todo e qualquer objecto - idealismo transcendental. Em David Hume, espaço (lugar) e tempo são relações filosóficas, não existem em si mesmos fora da mente do sujeito, mas, ao contrário de Kant, não existem antes dos objectos que são meras impressões de sensação e ideias. No materialismo dialético, espaço e tempo são dimensões, desdobramentos da matéria, que é real em si mesma, anterior à humanidade, o espaço sempre existiu e nunca se reduziu à dimensão de um ponto que concentrasse toda a matéria e energia existentes no universo como sustenta a discutível teoria do Big Bang do abade Lemaitre. (VALE TRÊS VALORES)

 

3) Popper sustentou o princípio da falsificabilidade: uma teoria científica deve ser considerada potencialmente falsa (falsificabilidade) e para isso ser sujeita a rigorosos testes experimentais (testabilidade) e à discussão racional já que a indução amplificante é inaceitável (por mais cisnes brancos que vejamos não podemos inferir a tese de que todos os cisnes do mundo são brancos, a verificação implicaria conhecer a totalidade dos cisnes vivos). Portanto, só pode corrobar-se (confirmar-se) este ou aquele caso. As ciências são conjuntos de conjecturas, suposições, e não devemos nunca presumir de que atingimos a verdade definitiva. Deve procurar-se as excepções e não a regra. Defendeu a revisibilidade - em qualquer momento se podem rever as teses e os métodos de uma ciência. depois de achar anomalias .Popper era realista, admitia que o mundo material é real e não invenção da nossa mente. Inspirou-se em Hume que subjectivizou a causação, o princípio do determinismo (a causa A produz sempre o efeito B). Hume era idealista, sustentava que os objectos materiais eram ideias assentes em impressões de sensação. (VALE TRÊS VALORES)

 

 

 

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