Terça-feira, 30 de Maio de 2017
Teste de filosofia do 10º ano de escolaridade (26 de Maio de 2017)

 

Contrariamente à nossa posição habitual de não fazer perguntas de escolha múltipla nos testes de filosofia às quais se responde com uma simples cruz, construímos, por razões de disciplina comunitária, uma matriz comum solicitada pela Inspeção Geral de Ensino, e construímos um teste em que entra este tipo de perguntas. Este teste centra-se nos valores religiosos, opção escolhida pelos alunos desta turma em alternativa aos valores estéticos.

 

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

Escola Secundária Diogo de Gouveia , Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA C

26 de Maio de 2017 Professor: Francisco Queiroz

 

GRUPO I (10 pontos x 5, 50 PONTOS)

Em cada questão, indique a única resposta correcta de entre 4 hipóteses.

 

1) A corrente que sustenta que todos os emigrantes da Ásia e África devem ser expulsos de um país europeu é a do:

A) Etnocentrismo relativista.

B) Multiculturalismo.

C) Etnocentrismo absolutista.

D) Relativismo.

 

2) Na psicanálise de Freud o id é:

A) O polícia da consciência. 

B) O super-ego.

C) O ego.  

D) Os instintos e desejos inconscientes.

 

3) A filosofia de Osho:

A) Defende a validade das diferentes religiões.

B) Acredita no valor benéfico dos sacerdotes.

C) Diz que o bem e o mal não existem.

D) Sustenta que o casamento torna as pessoas infelizes.

 

4) O panenteísmo sustenta que

A) Deus está só acima da natureza física.

B) Deus e deuses não existem.

C) Deus é unicamente a natureza material, biofísica.

D) Deus é unicamente a natureza material, biofísica mais um espírito universal acima desta.

 

5)Na religião egípcia:

A)Acredita-se na reencarnação de todos os seres.

B) O céu é masculino e a terra é feminina.

C) O céu é feminino e a terra é masculina.

D) Seth não matou Osíris, os deuses são todos amigos.

 

GRUPO II (2x50 pontos)

1)Explique concretamente o seguinte texto:

 

«O budismo admite a lei do karma, o nirvana e os dharmas na origem do eu e aponta três pecados capitais A teoria da História de Hegel consiste em três etapas e na última comporta três formas de estado».

 

2)Explique os três estádios da existência humana segundo Kierkegaard.

 

GRUPO III (50 pontos)

 

1) Explique concretamente o seguinte texto:

«Entre o materialismo e o espiritualismo há o ideomaterialismo. A ontologia tem três correntes principais: o realismo, o idealismo e a fenomenologia. De um modo geral, a ciência afasta-se da mística

 

CORREÇÃO DO TESTE COTADO PARA 200 PONTOS (20 VALORES)

 

GRUPO I (50 PONTOS)

 

1-C)......................................10 PONTOS

2-D).......................................10 PONTOS

3-D).......................................10 PONTOS

4-D)........................................10 PONTOS

5-C).........................................10 PONTOS

 

GRUPO II (100  PONTOS)

1) O budismo, religião que veio reformar o hinduísmo com o seu sistema de 4 castas de pessoas, é um espiritualismo ateísta na medida em que admite que não há deuses eternos mas espíritos eternos (o Atman, o espírito superior de cada indivíduo) que reencarnam em sucessivos corpos segundo a lei do karma que diz o seguinte, grosso modo: se fores bom e justo nesta vida reencarnarás mum sábio, numa pessoa saudável com muito boa sorte, se fores mau e injusto nesta vida reencarnarás num cego de nascença, num boi ou num escorpião. O nirvana é o estado de extinção do eu, das paixões egoístas e poderá abranger o mundo das formas puras, extraterrestre, e o mundo das não formas onde há divindades imersas em meditação desde há séculos. Os dharmas são qualidades psicofísicas, predicados sem sujeito, como por exemplo, memória, sensações visuais, auditivas, tácteis, inteligência, consciência, etc, que flutuam no cosmos e se juntam, por acaso, formando um «eu» de cada invidíduo que encarna no mundo terrestre. Os três pecados capitais do budismo são: ódio, avareza e vaidade (VALE TRINTA PONTOS). Para Hegel, a essência da história é Deus ou Ideia Absoluta que se desenvolve segundo um percurso circular    desdobrando-se em três fases, segundo a lei da tríade: fase lógica, Deus sozinho antes de criar o universo o espaço e o tempo (é a tese ou afirmação, o primeiro momento da tríade); fase da natureza ou do ser fora de si, na qual Deus se aliena ou separa de si mesmo ao transformar-se em espaço, tempo, astros, pedras, montanhas, rios, plantas e deixa de pensar (é a antítese ou negação, o segundo momento da tríade, panteísmo, Deus é a natureza ); fase da humanidade ou do espírito ou do ser para si, em que a ideia absoluta/Deus emerge com a aparição da espécie humana, que é Deus encarnado evoluindo em direção a si mesmo, por sucessivas formas de estado, desde o despótico mundo oriental (um só homem livre, o faraó ou o imperador oriental) passando pelo mundo greco-romano (alguns homens são livres, os escravos e os servos não) até ao mundo cristão da Reforma protestante onde todos os homens são livres porque Lutero, no século XVI, apelou à tradução da bíblia de latim para alemão, de modo a torná-la compreensível ao povo, e à revolta contra a corrupta igreja romana com seu papa e bispos (esta fase da humanidade é a síntese ou negação da negação, panenteísmo, Deus é espírito isolado e é tudo, natureza e humanidade) (VALE 40 PONTOS).

 

2)Segundo Kierkegaard, filósofo existencialista cristão, há três estádios na existência humana: estético, ético e religioso. No estádio estético, o protótipo é o Don Juan, insaciável conquistador de mulheres que vive apenas o prazer do instante, e sente angústia se está apaixonado por uma mulher e teme não a conquistar. O desespero é posterior à angústia: é a frustração sobre algo que já não tem remédio ou que se esgotou. Ao cabo de conquistar e deixar centenas de mulheres, o Don Juan cai no desespero: afinal nada tem, o prazer efémero esvaiu-se. Dá então o salto ao ético: casa-se. No estado ético, o paradigma é do homem casado, fiel à esposa, cumpridor dos seus deveres familiares e sociais. Este estado relaciona-se com o essencialismo, doutrina que afirma que a essência, o modelo do carácter ou do comportamento vem antes da existência e condiciona esta. A monotonia e a necessidade do eterno faz o homem saltar ao estádio religioso, em que Deus é o valor absoluto, apenas importa salvar a alma e os outros pouco ou nada contam. Abraão estava no estádio religioso, de puro misticismo, quando se dispunha a matar o filho Isaac porque «Deus lhe ordenou fazer isso». O estádio religioso é o do puro existencialismo, doutrina que afirma que a existência vive-se em liberdade e angústia sem fórmulas (essências) definidas, buscando um Deus que não está nas igrejas nem nos ritos oficiais. Neste estádio, o homem casado pode abandonar a mulher e os filhos se «Deus lhe exigir» retirar-se para um mosteiro a meditar ou para uma região subdesenvolvida a auxiliar gente esfomeada. A escolha a cada momento ante a alternativa é a pedra de toque do existencialismo. Kierkegaard acentuava a noção de angústia, essa liberdade bloqueada, essa intranquilidade que surge antes ou durante muitos actos decisivos (exemplo: a angústia do aluno antes de saber a nota do teste, a angústia da mãe antes do parto, etc). Kierkegaard situa o paradoxo no interior do estado religioso e diz que se deve amar e seguir a vontade de Deus apesar de não compreendermos esta. (VALE TRINTA PONTOS).

 

GRUPO III

1) Entre o materialismo, doutrina que diz que a matéria física é eterna, incriada e origem de todo o universo, sendo até o pensamento uma forma subtil de matéria, não havendo Deus nem deuses nem espíritos desencarnados, e o espiritualismo, doutrina que diz que o universo procede do Espírito (um ou vários deuses ou almas eternas) e que a matéria deriva do espírito, há o ideomaterialismo,também chamado dualismo, que diz que os princípios simultâneos do universo são dois, o Espírito e a Matéria (VALE 20 PONTOS). A ontologia ou teoria do ser e dos entes divide-se em: realismo (o mundo material existe para além das mentes humanas); idealismo (o mundo material é um conjunto de sensações, só existe dentro das mentes humanas); fenomenologia (não sabemos se o mundo material subsiste por si mesmo fora de nós). (VALE 20 PONTOS). A mística é um estado subjectivo de alma, um sentimento humano de que se está intimamente unido a Deus ou deuses, de que se «vê» a Virgem Maria, anjos, etc, e isso é rejeitado pela ciência que busca leis objectivas, factos comprováveis por toda a gente (VALE 10 PONTOS).

 

 

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Sábado, 29 de Março de 2014
Teste de filosofia do 10º B (Março de 2014)

 

Eis um teste de filosofia, o segundo do segundo período lectivo. Evitaram-se as escorregadias questões de escolha múltipla que, em muitos casos, não permitem ao aluno exibir e desenvolver o seu saber filosófico. A última questão sobre a ideia absoluta segundo Hegel espelha o facto de a turma ter escolhido estudar os valores religiosos.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia , Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA B
27 de Março de 2014. Professor: Francisco Queiroz

 

 

 I

 

“Todos consideram o belo como belo,
é nisso que reside a sua fealdade.
Todos consideram o bem como bem,
é nisso que reside o seu mal.

 

Porque o ser e o nada engendram-se.(…)
Por isso o santo adopta
A táctica do não-agir
E pratica o ensino sem palavra.”

 

LAO TSE

 

1) Explique o significado deste poema característico do taoísmo, indicando se nele há Yang e Yin.

 

II

 

 2) Relacione, justificando:

 

A)  Esfera dos valores vitais e esfera dos valores espirituais em Max Scheler.

 

B) Imperativo categórico em Kant, autogestão e situação original na teoria de Rawls.

 

C) Empirismo, e racionalismo.

 

D) Gematria e objectivismo intra-anima.

 

E) As três fases da Ideia Absoluta na História, segundo Hegel, e teísmo, panteísmo e panenteísmo.

 

 

 

CORRECÇÃO DO TESTE DE FILOSOFIA (COTADO PARA 20 VALORES)

 

1) Ao dizer que a fealdade do belo reside no facto de todos o considerarem belo, o filósofo nega o objectivismo estético, o triunfo do pensamento da maioria sobre a minoria e afirma a preponderância da subjectividade de cada um. É um paradoxo aparente. O taoísmo permanece um individualismo quietista, baseado no não-agir. O mesmo sucede com o bem: o filósofo nega o unanimismo ético, isto é, o diz que o facto de todos acharem "bem" um determinado ente ou acção torna estes maus. Em todo o Yang (fogo, verão, dilatação) há um pouco de Yin (água, inverno, contracção) e viceversa: em todo o belo há algo de feio e em todo o feio há algo de belo. O «ser e o nada engendram-se» significa a dialéctica da vida: o «ser humano» nasce do nada e ao morrer transforma-se em nada. Sabendo que tudo devém e desaparece, o santo taoísta, seguidor do Tao - isto é ao ritmo ondulatório da natureza: semear-regar-colher, inverno-primavera-verão-outono,vaivém das ondas, etc - do universo, pratica o não agir: não se exibe, não procura ir à televisão ou ser eleito para cargos políticos ou económicos em empresas. não faz grandes viagens, não lança guerras, etc. Pratica ainda o ensino sem palavras, através do gesto, do olhar e de uma (não) acção exemplar.  O Yang (fogo, dilatação, movimento) está no poema expresso no ensino sem palavras, que exprime o movimento de transmissão de ideias,  e o Yin (água, contração, repouso) exprime-se no repouso do não agir.(VALE QUATRO VALORES).

 

 

2) A) Segundo Max Scheler, a esfera dos valores vitais refere-se aos estados anímicos e inclui os valores de: nobre e vulgar, amor-paixão e ciúme, cólera, inveja, sentimentos de vitória e de derrota, de juventude e de velhice, de coragem e cobardia, de vaidade e humildade, de saúde e de doença, etc. Opõe-se-lhe a esfera de valores espirituais, essencialmente intelectual, que inclui os valores estéticos (belo, feio, sublime, horrível), os valores éticos (bem, mal, justo injusto) e os seus derivados do direito (legal, ilegal, etc) os valores do conhecimento da verdade (filosofia) e os derivados deste (ciências: matemática, física, biologia, história, etc). (VALE TRÊS VALORES).

 

2) B) O imperativo categórico ou verdadeira lei moral, gerado pelo eu numénico ou racional, enuncia-se assim: «Age de modo que a tua acção seja como uma lei universal da natureza», que a todos se aplica com imparcialidade, incluindo a ti mesmo. Autogestão, conceito anarquista, significa a gestão das fábricas, hipermercados, lojas, bairros, escolas feita pelos próprios trabalhadores, moradores ou estudantes dessas empresas ou instituições: a assembleia reune, decide os salários, as escalas de trabalho e férias, sem patrões nem directores.Situação original é, em John Rawls, uma situação ideal de democracia de base em que toda uma população de uma cidade ou região se reune para debater e aprovar leis, sob um véu de ignorância, isto é, ignorando a profissão e a importância social e financeira de cada um. Estes três conceitos possuem em comum a noção de democracia basista fundada na liberdade individual. (VALE TRÊS VALORES)

 

2-C) Empirismo é a corrente gnosiológica que sustenta que as nossas ideias são cópias desbotadas das percepções empíricas, estas últimas são a principal ou única fonte de conhecimento. Racionalismo é a corrente gnosiológica que sustenta que a principal ou única fonte das nossas ideias é a razão, o raciocínio, marginalizando ou negando mesmo as percepções empíricas, e que as nossas ideias não são cópias das percepções sensoriais. São duas correntes opostas. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-D) A gematria é uma teoria da Kaballah (Cabala ou tradição secreta judaica) que estabelece que cada letra do alfabeto equivale a um número e que Deus fez o mundo com as 22 letras do alfabeto hebraico. Exemplo: A=1, B=2, C=3, D=4, E=5, etc...A objectividade intra anima é o facto de a generalidade de as pessoas partilharem entre si a mesma opinião, a mesma percepção de algo, ainda que este algo não seja perceptível ou palpável, de forma indiscutível, na realidade exterior. Pode considerar-se que a gematria é um objectivismo intra anima, uma verdade comum a todos os iniciados na Cabala, que não é aceite por muitas pessoas ditas «mais terra a terra». (VALE DOIS VALORES).

 

2-E) Hegel divide a história universal da ideia absoluta ou Deus em três fases:  a fase lógica ou do ser em si, na qual só existe um espírito, Deus, antes de criar o universo material o espaço e o tempo, espírito ou ideia absoluta que se limita a pensar (isto corresponde ao teísmo, doutrina segundo a qual há um ou vários deuses independentes da natureza física); a fase da natureza ou do ser fora de si em que Deus se aliena em matéria bruta, isto é, se transforma em astros, sol, montanhas, rios, rochas, plantas e animais não humanos (isto corresponde ao panteísmo, doutrina que sustenta que Deus é a natureza física e biológica); a fase da humanidade ou do ser para si, em que Deus renasce, como espírito livre, em forma de homens que lentamente, progridem em direcção à liberdade de espíriro que é regresso à primeira fase. (esta terceira fase corresponde ao panenteísmo, doutrina que afirma que Deus é tudo, a natureza material, a humanidade e é Ele mesmo como espírito transcendente). Este progresso exprime-se através de três formas de estado sucessivas- no início, o despotismo oriental, em que só um homem é livre, séculos depois o estado greco-romano, em que só alguns homens são livres e por último o estado do cristianismo reformado por Lutero em que todos os homens são livres de examinar a Bíblia sem a manipulação do clero católico romano, completado em 1789-1799 pela revolução francesa que implantou a democracia baseada na liberdade, igualdade e fraternidade (VALE CINCO VALORES).

 

 

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