Quinta-feira, 19 de Março de 2015
O PS, ignorante da Astrologia Política, não exige eleições já...

O GOVERNO PSD-CDS APODRECE E O PS, ESTUPIDAMENTE, NÃO EXIGE ELEIÇÕES LEGISLATIVAS JÁ .Temos de ser misericordiosos com os dirigentes do Partido Socialista Português, néscios que não levam em conta a astrologia política histórica: eles não sabem que em Setembro e Outubro de 2015, Júpiter estará no signo de Virgem, espaço do céu de 30º de arco - de 150º a 180º da eclíptica - em que Júpiter deu 3 vitórias ao PSD em legislativas, em 2 de Dezembro de 1979 (Júpiter em 9º de Virgem),  5 de Outubro 1980 (Júpiter em 25º de Virgem) e  6 de Outubro 1991 (Júpiter em 4º-5º de Virgem). Sabendo que em cada 11 ou 12 anos Júpiter atravessa durante uns 10 a 12 meses o signo da Virgem e que isso se associa a triunfos da direita liberal ou salazarista em Portugal seria de bom senso, para quem é de esquerda, evitar eleições legislativas com Júpiter em Virgem. E Júpiter estará neste signo de 11 de Agosto de 2015 a 9 de Setembro de 2016, prenunciando um fortalecimento da direita portuguesa.

 

Por isso, com o actual apodrecimento político gradual do governo PSD-CDS- dívidas de Passos Coelho à Segurança Social saldadas fora do prazo legal, lista VIP de contribuintes fiscais que beneficia uns tantos «barões» da política e da economia, etc. - o PS devia exigir eleições legislativas já, em Maio ou Junho de 2015, enquanto Júpiter está no signo de Leão, signo no qual Júpiter se encontrava aquando da reeleição de Mário Soares para presidente da República Portuguesa em 13 de Janeiro de 1991. Em 11 de Agosto de 2015, Júpiter passará do grau 29 do signo de Leão para o grau 0 do signo de Virgem e os ventos da política mudarão, passando a soprar favoravelmente às direitas de Passos Coelho e Portas. A estupidez dos que, apesar de licenciados, mestres ou doutorados em universidades, ignoram o determinismo astral é ilimitada... É óbvio que a estupidez anti-astrologia histórica infecta também os materialistas históricos do PCP, do Bloco de Esquerda, do MRPP ou do MAS que fazem do marxismo uma teologia e não uma doutrina a rectificar no interesse da classe operária.

 

Quando olhamos a história da filosofia, vemos a tragédia de sermos conduzidos por tipos como Zizeck, Heidegger, Sartre, Bertrand Russell, Saul Kripke, Rorty, Peter Singer, Husserl, Foucault, Olavo de Carvalho, Montesquieu, Hegel, Kant, Spinoza,  Descartes, que nunca conceberam o determinismo planetário - a astrologia-astronomia real - como senhor absoluto dos nossos actos e autor dos nossos destinos ...

 

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
Uma divisão falaciosa dos egoísmos por Kurt Baier

 

 

No seu artigo «O egoísmo», do Compêndio de Ética organizado por Peter Singer, Kurt Baier distingue cinco versões de egoísmo: o egoísmo exagerado, o egoísmo psicológico, o egoísmo como meio para o bem comum, o egoísmo racional e o egoísmo ético. Trata-se de uma divisão  confusa, que espelha o caos da filosofia analítica e da filosofia institucional em geral que mistura espécies de diferentes géneros no mesmo saco.

 

Peter Singer não detectou esta confusão nem Paul Ricoeur, nem Richard Jeffrey nem Daniel Danett, nem Simon Blackburn, nem Olavo de Carvalho, nem Miguel Reale nem os professores universitários portugueses ou brasileiros como José Gil, Ricardo Santos,  Alexandre Franco de Sá, João Branquinho, Olivier Feron, Luís de Araújo, Mendo Castro Henriques, Desidério Murcho, Pedro Galvão, José Meirinhos, Vítor Guerreiro, Bento Prado Júnior, Luís Vilela, Paulo Eduardo Arantes, e tantos outros   nunca detectaram estes erros de sobreposição de conceitos. Que sabem eles de dialética, isto é, de ordem clara no pensamento? 

 

Estamos, pois, contra as universidades, dominada por intelectuais de segunda e terceira categoria, confusos, mais ou menos eruditos, a receberem fundos estatais que não merecem pois não reunem a categoria intelectual que se outorgam a si mesmas.

 

EGOÍSMO PSICOLÓGICO NÃO SE OPÕE COMO CONTRÁRIO A EGOÍSMO PROMOTOR DO BEM COMUM

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Distinguimos entre cinco versões de egoísmo. A versão do senso comum considera um vício a busca do próprio bem mais além do moralmente permissível . A segunda, o egoísmo psicológico, é a teoria segundo a qual, se não na superfície, ao menos no mais profundo todos somos egoístas no sentido de que no que concerne à nossa conduta explicável pelas nossas crenças e desejos, esta sempre tende ao que consideramos o nosso máximo bem. A terceira, ilustrada pela teoria de Adam Smith, é a teoria segundo a qual em determinadas condições a promoção do próprio bem é o melhor meio de alcançar a meta legítima da moralidade, a saber, o bem comum. Se não se colocam objecções morais à consecução e à manutenção de estas condições, pareceria desejável tanto de um ponto de vista moral como de um ponto de vista egoísta procurar ou manter estas condições se nelas podemos alcançar a meta moral promovendo ao mesmo tempo o nosso maior bem. A quarta e quinta versões, o egoísmo ético e racional, apresenta-o como ideais práticos, a saber, como os ideais da moralidade e da razão.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 289; o destaque a negrito é posto por mim)..

 

Egoísmo psicológico não contraria a noção de egoísmo promotor do bem comum. São duas dimensões do mesmo egoísmo: o psicológico integra-se no género ontológico (o que é, o ser de...), isto é, descreve a natureza humana como egoísta; o egoísmo promotor do bem comum, isto é, analisado nos seus efeitos económicos - exemplo: o grande capitalista constrói, por egoísmo psicológico, uma casa com paredes de mármore e oiro e assim dá emprego a dezenas de operários  e negócios a empresas de matéria-prima, o seu egoísmo promove o bem comum - é, na mesma, egoísmo psicológico, integra-se no género praxiológico (a utilidade, a consequência de algo). Por que razão, então, Baier os classifica como extrínsecos, contrários, entre si? Confusão intelectual. Só isso.

 

É RIDÍCULO OPOR EGOÍSMO RACIONAL A EGOÍSMO ÉTICO

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Vou considerar finalmente as duas versões do egoísmo como ideal prático, habitualmente denominadas egoísmo racional e egoísmo ético, respectivamente. Frente à doutrina antes considerada do egoísmo como meio para o bem comum, não se baseiam em premissas fácticas sobre as consequências sociais ou económicas do fomento de cada qual do seu maior bem. (...) Ambos os ideais têm uma versão mais forte e outra mais débil. A mais forte  afirma que é sempre racional (prudente, razoável, respaldado pela razão) sempre correcto (moral, elogioso, virtuoso) aspirar ao máximo bem de cada qual, e nunca racional, etc., nunca correcto, etc., não o fazer. A versão mais débil afirma que é sempre racional, é sempre correcto fazê-lo, mas não necessariamente nunca é racional nem correcto não o fazer.» (...)

«Unida a outra premissa, o egoísmo racional implica o egoísmo ético. Essa outra premissa é o racionalismo ético, a doutrina segundo a qual para que uma exigência ou recomendação moral seja sólida ou aceitável, o seu cumprimento deve estar de acordo com a razão. (...) Assim, pois se aceitamos a versão débil do racionalismo ético (segundo a qual as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se o seu cumprimento está de acordo com a razão) e também aceitarmos a versão débil do egoísmo racional - a saber, que comportar-se de determinada maneira está de acordo com a razão se ao comportar-se de esse modo o agente aspira ao seu máximo bem - en congruência também devemos aceitar a versão débil do egoísmo ético - a saber, que as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se, ao cumpri-las, o agente aspira ao seu máximo bem. E o mesmo pode dizer-se a respeito das versões fortes.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 286-287; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Não é clara, neste texto, a distinção entre versão débil do racionalismo ético e versão débil do egoísmo racional e muito menos a distinção entre esta última e a versão débil do egoísmo ético. Não há exemplos, os contornos destas definições esfumam-se. Estamos no terreno do charlatanismo característico de alguma filosofia analítica.

 

Egoísmo racional não se opõe a egoísmo ético como contrário, é parte deste. É ridículo opor racional a ético, porque o racional está contido no ético. A racional opõe-se irracional, afectivo ou sentimental. Mas os tontos da filosofia analítica não sabem hierarquizar as espécies contrárias e as colaterais, não sabem colocar as primeiras dentro de um mesmo género e as segundas em géneros diferentes. Os grupos de estudo de filosofia analítica, como, em Portugal, o Lan Cog de João Branquinho e Ricardo Santos, passam ao lado da clareza dialética, perdidos em labirínticos corredores de pensamento fragmentário.

 

E são estes senhores, pobres em raciocínio holístico e analítico, que troçam do determinismo planetário na vida social e cultural, da astrologia histórico-social, ciência das ciências, que blindam (parafascismo!) as suas universidades contra a discussão livre desta e de outras temáticas, são estes senhores que fazem ou superintendem os programas e os manuais de filosofia para o ensino secundário...

Abaixo a casta antifilosófica, ou mediocremente filosófica, que domina as cátedras universitárias em todo o mundo!

 

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Terça-feira, 23 de Setembro de 2014
Inconsistências de Olavo de Carvalho

 

 

Olavo de Carvalho (Campinas, Brasil, 29 de Abril de 1947) é um jornalista, conferencista e filósofo brasileiro, católico de direita, anticomunista, adversário da globalização e da elite global (Trilateral, grupo de Bilderberg, maçonaria Skull and Bones, etc) que domina a política, a cultura e a economia mundial. Tem razão em muitas das suas críticas às fragilidades e à corrupção da democracia parlamentar brasileira que classifica de «governo de ladrões». Mas não tem razão ao colocar-se na posição de um catolicismo fascista, que justifica a ditadura militar brasileira (1964-1985), latifundista e católica, igualmente corrupta, embora dispondo de véus de censura que ocultam a podridão das classes dirigentes. Algumas das suas ideias expressas no seu site figuram abaixo.

 

LIMITAR-SE A PERCEBER BEM A TEORIA DE UM FILÓSOFO É ENTERRAR A FILOSOFIA?

 

Escreveu Olavo de Carvalho:

 

«Note-se a imensa diferença que existe entre adquirir pura informação, por mais erudita que seja, sobre as idéias de um filósofo, e levá-las à prática fielmente, como se fossem nossas, no exame de problemas pelos quais sentimos um interesse genuíno e urgente. A primeira alternativa mata os filósofos e os enterra num sepulcro elegante. A segunda os revive e os incorpora à nossa consciência como se fossem papéis que representamos pessoalmente no grande teatro do conhecimento. É a diferença entre museologia e tradição. Num museu pode-se conservar muitas peças estranhas, relíquias de um passado incompreensível. Tradição vem do latim traditio, que significa “trazer”, “entregar”. Tradição significa tornar o passado presente através da revivescência das experiências interiores que lhe deram sentido. A tradição filosófica é a história das lutas pela claridade do conhecimento, mas como o conhecimento é intrinsecamente temporal e histórico, não se pode avançar nessa luta senão revivenciando as batalhas anteriores e trazendo-as para os conflitos da atualidade.» (Olavo de Carvalho, Quem é filósofo e quem não é, Diário do Comércio, 7 de Maio de 2009).

 

Há aqui uma incompreensão de Olavo de Carvalho, um crítico do pragmatismo: considera, erradamente, que ter informação exacta sobre a teoria de um filósofo  "mata os filósofos e os enterra num sepulcro elegante". Mas, em filosofia, compreender é mais importante que aplicar. E Olavo chama à compreensão "museologia", opondo-a à tradição que é transmissão de saberes do passado. Esquece que há filosofias ou partes de filosofias que nem sequer se podem aplicar porque são interpretações sem consequências práticas. Por exemplo, compreender na ontognoseologia de Kant o que é númeno (Deus, alma, imortal, etc) e o que é fenómeno (exemplo: mesa, árvore, raposa, mão, casa) não implica aplicar, mas apenas constatar.

 

Pegar nas ideias de um filosófo e «levá-las à prática fielmente, como se fossem nossas, no exame de problemas pelos quais sentimos um interesse genuíno e urgente» é, segundo Olavo de Carvalho, a atitude correcta, a tradição no sentido de entrega e transmissão. Mas porque temos de levar à prática as ideias do filósofo, se muitas vezes elas já estão descontextualizadas, se já se passaram séculos? Hegel chamou a atenção para o facto de que  os platónicos e os neoacadémicos dos séculos XV e XVI, no Renascimento italiano, não reproduziam com verdade os discípulos de Platão ou os membros da Nova Academia dos séculos IV ou III antes de Cristo na Grécia. Eram imitações, fora do contexto do mundo antigo.

 

Quem nos obriga a militar por essas ideias? O que os marxistas do século XX - Lenin, Stalin, Mao Ze Dong, Che Guevara, etc - fizeram foi «levar à prática», com maior ou menor fidelidade, as ideias de Karl Marx. E não deturparam Marx? Levar à prática garante a fidelidade aos princípios?

 

NÃO SE DEVE ESTUDAR A FILOSOFIA POR AUTORES?

 

Olavo de Carvalho teoriza ainda o seguinte:

 

«Não estude filosofia por autores, mas por problemas. Escolha os problemas que verdadeiramente lhe interessam, que lhe parecem vitais para a sua orientação na vida, e vasculhe os dicionários e guias bibliográficos de filosofia em busca dos textos clássicos que trataram do assunto. A formulação do problema vai mudar muitas vezes no curso da pesquisa, mas isso é bom. Quando tiver selecionado uma quantidade razoável de textos pertinentes, leia-os em ordem cronológica, buscando reconstituir mentalmente a história das discussões a respeito. Se houver lacunas, volte à pesquisa e acrescente novos títulos à sua lista, até compor um desenvolvimento histórico suficientemente contínuo. Depois classifique as várias opiniões segundo seus pontos de concordância e discordância, procurando sempre averiguar onde uma discordância aparente esconde um acordo profundo quanto às categorias essenciais em discussão. Feito isso, monte tudo de novo, já não em ordem histórica, mas lógica, como se fosse uma hipótese filosófica única, ainda que insatisfatória e repleta de contradições internas. Então você estará equipado para examinar o problema tal como ele aparece na sua experiência pessoal e, confrontando-o com o legado da tradição, dar, se possível, sua própria contribuição original ao debate.»(Olavo de Carvalho, Quem é filósofo e quem não é, Diário do Comércio, 7 de Maio de 2009).

 

Náo se deve estudar filosofia por autores? Mas´isso é segmentar, fragmentar o pensamento de um autor. Se escolhemos o tema cosmologia e só estudarmos em Platão a cosmologia e nada mais, ficamos a conhecer a divisão platónica em três mundos - o do Mesmo (acima do céu visível), o do Semelhante (céu visível) e o do Outro (Terra, mundo sensível) - mas ficamos, provavelmente, a ignorar a teoria de Platão exposta no Crátilo, das palavras como «pinturas» das ideias, a teoria das três partes da alma (nous, tymus e epitimia) e a teoria dos três estratos sociais da pólis (filósofos-reis, guerreiros e população em geral). Logo, carecemos de uma perspectiva holística sobre cada autor, perspectiva que é, deveras, importante.

 

PS- Se é professor ou estudante de filosofia, história, astrologia ou demais ciências, porque não começa a compreender os movimentos planetários e a astrologia histórico-social e libertar-se da crucial ignorância a que o votaram nessa matéria? Adquira na nossa loja online www.astrologyandaccidents.com as nossas obras.

 

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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2014
Ignorância de Olavo de Carvalho sobre Astrologia Histórico-Social

 

 

Olavo de Carvalho (Campinas, Brasil, 29 de Abril de 1947) é um jornalista, conferencista e filósofo brasileiro, católico de direita, anticomunista, adversário da globalização e da elite global (Trilateral, grupo de Bilderberg, maçonaria Skull and Bones, etc) que dita a política, a cultura e a economia mundial. A sua posição teórica sobre astrologia foi exposta em uma entrevista a Roberta Tórtora «Um acerto de contas com a astrologia» em Porto do Céu, Recife, Junho 2000, de que reproduzo o seguinte excerto:

 

«Entrevistadora -O Sr. não utiliza os planetas Urano, Netuno e Plutão em suas análises astrológicas. Acha impossível estabelecer um simbolismo correto para estes planetas?»

 

«Olavo de Carvalho- Não sei. Deixei este assunto de lado, porque achei que ele era mais um abacaxi. Se há alguém que não pode opinar sobre o assunto, este alguém sou eu. Não atendo para leitura de mapas há uns vinte anos, mas foi exatamente depois que deixei de trabalhar profissionalmente que comecei a estudar mesmo a astrologia. Se você está em dúvida a respeito de tudo e mexendo nos pilares de uma ciência, não tem como trabalhar com ela no campo da prática diária. Não dá para desmontar um carro e andar nele ao mesmo tempo. O questionamento teórico da Astrologia é muito profundo. Não utilizei Urano, Netuno e Plutão porque percebi que isto me colocava perguntas muito mais complicadas do que aquelas com que eu estava lidando, utilizando apenas os sete planetinhas. »

 

Se abandonasse teses da astrologia tradicional do tipo «O Sol rege o signo de Leão, Mercúrio rege os signos de Gémeos e Virgem» e investigasse exaustivamente os factos histórico-sociais como nós o fizemos durante três décadas, Olavo não defenderia a tese errónea e paralisante de que «se você está em dúvida a respeito de tudo e mexendo nos pilares de uma ciência, não tem como trabalhar com ela no campo da prática diária». É justamente o contrário que se deve fazer: as ciências rectificam-se através da investigação de factos empíricos novos, mesmo que os seus pilares desabem em parte ou no todo, e sem essa revolução teórico-prática estagnam e constituem um depósito de erros.

 

Olavo de Carvalho ignora, certamente, a teoria da identificação política, geográfica, económica, religiosa das pequenas áreas do Zodíaco  (2º-7º graus) e de áreas médias (10º-30º graus) que há 13 anos expusemos no nosso livro «Sincronismos, Cabala e Graus do Zodíaco», editado pela Estampa, em Lisboa, seguramente a maior descoberta na astrologia mundial, passe a imodéstia do autor. Olavo ignora, por exemplo, que a área 0º-7º do signo de Virgem é uma das que identifica o Brasil.

 

 

ÁREA 0º-7º DE VIRGEM:

BRASIL

 

 

A passagem de um planeta, do Sol ou nodo da Lua na área  0º-7º do signo de Virgem (isto é: graus 150º a 157º da eclíptica, em longitude)  é condição necessária mas insuficiente para destacar o Brasil.

 

Em 15 de Novembro de 1989, com Saturno em 3º de Virgem, um pronunciamento militar chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca, no Rio de Janeiro, instaura a  república no Brasil; de 3 a 23 de Outubro de 1930, com Neptuno em 4º 37´/ 5º 12´ de Virgem, eclode e triunfa no Brasil, uma rebelião promovida pelas classes médias urbanas, coroada com a elevação de Getúlio Vargas a presidente da república e a derrota da oligarquia latifundiária dos coronéis; de 18 a 23 de Agosto de 1942, com Nodo Norte da Lua em 4º 16´/ 4º 14´ do signo de Virgem, o Brasil imerge no «vulcão» da II Guerra Mundial com o torpedeamento de 5 navios brasileiros por submarinos alemães e a morte de 652 pessoas, nos dias 18 e 19, e a declaração de guerra do Brasil à Alemanha, no dia 22; em 24 de Agosto de 1954, com Sol em 0º 17´/ 1º 15´ de Virgem, Mercúrio em 2º 29´/ 4º 25´ de Virgem, o presidente do Brasil, Getúlio Vargas, suicida-se; em 29 de Junho de 1958, com Plutão em 0º 20´/ 0º 21´ de Virgem, o Brasil sagra-se campeão do mundo em futebol sénior, ao vencer, na final, a Suécia, por 5-2; em 17 de Junho de 1962, com Plutão em 7º 44´de Virgem, o Brasil é, pela segunda vez, campeão do mundo em futebol sénior ao vencer, na final, a Checoslováquia por 3-1; de 31 de Março a 15 de Abril de 1964, com Úrano em 6º 42´/ 6º 15´  de Virgem, um pronunciamento das Forças Armadas brasileiras destitui o presidente esquerdista João Goulart, que tencionava fazer a reforma agrária, e instaura uma ditadura militar fascizante que faz eleger presidente da república, no dia 11, o general Humberto Castelo Branco; em 18 de Julho de 1967, com Vénus em 6º 23´/ 7º 0´ de Virgem, o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, que organizava com o senador Daniel Krieger um movimento de resistência contra o endurecimento da ditadura militar no Brasil promovido pelo general Costa e Silva, morre vítima de atentado, em Fortaleza, quando o pequeno avião Piper Aztec PA 23 em que viajava é atingido na cauda por um caça T-33 da Força Aérea Brasileira e cai, havendo apenas um sobrevivente; em 21 de Junho de 1970, com Nodo Norte da Lua em 4º 56´/ 4º 51´ de Virgem, o Brasil torna-se tricampeão mundial de futebol sénior ao triunfar por 4-1, na final, frente à Itália; em 21 de Março de 1989, com Nodo Sul da Lua em 4º 51´/ 49´ de Virgem, um avião Boeing 707, da Transbrasil, cai sobre a favela Jardim do Ipanema na cidade de Guarulhos,  Grande São Paulo, onde vivem cerca de 40 000 pessoas pobres, perto do Aeroporto de Cumbica, incendeia-se e explode causando mais de 25 mortos e 200 feridos e destruição de casas; em 1 de Maio de 1994, com  Quirón em 2º 51´ de Virgem, o piloto de Fórmula 1 Ayrton Sena, de 34 anos, despista-se no circuito de Imola no Grande Prémio de San Marino, Itália, e morre; em 17 de Julho de 1994, com Vénus em 6º 27´ / 7º 34´ de Virgem, o Brasil sagra-se tetracampeão mundial em futebol sénior ao vencer, na final, a Itália por 3-2, em grandes penalidades, ao cabo de 120 minutos com 0-0; em 31 de Outubro de 1996, com Marte em 0º 23´/0º 56´ de Virgem, após descolar do aeroporto de Congonhas, no estado de São Paulo, um avião Fokker 100 despenha-se sobre o bairro residencial Villa Catarina, morrendo os 89 passageiros e os 6 tripulantes e resultando ainda dezenas de feridos; em 12 de Julho de 1998, com Nodo Norte da Lua em 2º 3´/ 2º 2´ de Virgem, a selecção de futebol sénior do Brasil é vencida por 0-3 pela da França, na final do Campeonato do Mundo, em Paris; em 30 de Agosto de 2002, com Marte em 0º 15´ /0º 53´ de Virgem, um avião Brasília da Ricco Linhas Aéreas cai no Acre, morrendo 23 pessoas.

 

Outro exemplo da significação detalhada de áreas do Zodíaco que o nosso conferencista de Campinas desconhece é o da área 11º-28º de Gémeos como veículo das ideias de Trindade e Tradicionalismo Católico. 

 

 

 

ÁREA 11º A 28º DO SIGNO DE GÉMEOS:

TRINDADE, SANTÍSSIMA TRINDADE, TRADICIONALISMO CATÓLICO

 

A passagem de um planeta, do Sol ou nodo da Lua na área  11º-28º do signo de Virgem (isto é: graus 150º a 157º da eclíptica, em longitude) é condição necessária mas insuficiente para exaltar as ideias de Trindade, Santíssima Trindade e Tradicionalismo Católico.

 

Em 13 de Junho de 1929, com Mercúrio em 16º 12´ /15º 43´ de Gémeos e Sol em 21º 29´/22º 26´  de Gémeos, na capela da casa de religiosas de Tui, Espanha, a freira Lúcia dos Santos desfruta da visão da Santíssima Trindade e da Nossa Senhora de Fátima com o seu Imaculado Coração na mão esquerda; em 23 de Julho de 1945, com Úrano em 15º 54´/ 15º 57´de Gémeos, a mística católica Alexandrina Costa, prostrada desde há 21 anos no seu leito, com lesão na coluna, tem a visão da Santíssima Trindade, em Balasar, Póvoa de Varzim; em 31 de Maio de 1962, com Mercúrio em 19º 37´/ 19º 16´  de Gémeos, as ilhas de Trindade e Tobago deixam de ser membros da Organização de Estados Americanos; em 4 de Junho de 1974, com Sol em 13º 0´/ 13º 58´  de Gémeos, Nodo Sul da Lua em  19º 24´ de Gémeos, dois operários agrícolas, Cesário Luciano e Joaquim Matos, morrem na freguesia de Trindade, Beja, sul de Portugal, ao virar-se a ceifeira-debulhadora em que trabalham; em 14 de Setembro de 1985, com Quirón em 14º 38´/ 14º 39´ de Gémeos, é lançada à água, dos estaleiros de Vila do Conde, a nau Trinitá (Trindade) réplica perfeita da nau homónima do navegador do século XVI Fernão de Magalhães, para participar num filme de António Vilar; em 5 de Julho de 1996, com Vénus em 11º 55´/ 12º 2´ de Gémeos, Marte em 15º 47´/ 16º 29´de Gémeos, um comboio galga a plataforma da estação da Trindade, na cidade do Porto, causando um morto e cinco feridos.

 

Em 14 de Setembro de 1905, com Plutão em 22º 45´ de Gémeos, nasce, na Lorena, França, o padre Michel Colllin, místico, que se fará coroar papa após a morte de João XXIII;  em 29 de Novembro de 1905, com Plutão em 22º 1´/22º 0´  de Gémeos, nasce em Turcoing, França, o arcebispo Marcel Lefébvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que mantém a missa católica tridentina, de comunhão de joelhos e na língua e se opõe ao modernismo; em 25 de Agosto de 1910, com Plutão em 27º 44´ / 27º 45´ de Gémeos, o papa Pio X condena as teses do modernismo democrata-cristão de Marc Sangnier e do jornal francês Le Sillon; em 23 de Abril de 1946, com Nodo Norte da Lua em 21º 52´/ 21º 54´ de Gémeos, nasce, em Sevilha, Clemente Dominguez y Gómez, papa da pequena igreja tradicionalista católica de El Palmar de Troya, Utrera, Sevilha, cego a partir de 1976; em 27 de Agosto de 1953, com Júpiter em 22º 47´/ 22º 55´ de Gémeos,  é assinada a Concordata entre a Santa Sé e o Estado espanhol de Francisco Franco, que outorga privilégios ao catolicismo tradicional como religião oficial; em 9 de Junho de 1963, com Sol em 17º 27´/ 18º 25´ de Gémeos, o padre Michel Collin que acusa a cúpula da igreja católica romana de estar minada pela maçonaria e pelo progressismo é coroado como papa Clemente XV, ante um reduzido número de fiéis tradicionalistas, em Cleméry, Lorena, França; em 24 de Junho de 1968, com Mercúrio em 24º 40´/ 24º 16´ de Gémeos, o religioso canadiano Jean Tremblay recebe, supostamente, de Jesus Cristo o encargo de ser papa da Igreja Católica Romana sucedendo a Clemente XV (Michel Collin) da Lorena; em 29 de Junho de 1988, com Vénus em 14º 33´ / 14º 21´ de Gémeos e Mercúrio em 18º 48´/ 19º 10´ de Gémeos,  o arcebispo francês Marcel Lefèbvre e o bispo brasileiro António de Castro Mayer consagram em Ecône, Suíça, cinco bispos tradicionalistas defensores da missa em latim de São Pio V, à revelia do Vaticano, o que levará o papa João Paulo II a produzir excomunhões sobre eles, dois dias depois, canonicamente incorrectas, segundo alguns; em 25 de Março de 1991, com Marte em 25º 17´/ 25º 47´ de Gémeos, morre o arcebispo francês tradicionalista Marcel Lefébvre.

 

É certo que o meu livro «Sincronismos, Cabala e Graus do Zodíaco», superior, na substancialidade do saber, às obras astrológicas de Fernando Pessoa e André Barbault, ao «Ser e Tempo» de Heidegger, a «Nome e necessidade» de Saul Kripke e à generalidade das teses de doutoramento de filosofia, sociologia, astrofísica e história aprovadas nas universidades de Portugal, Brasil e resto do mundo, foi cuidadosamente ignorado pela grande imprensa como convinha à elite global e aos vaidosos académicos néscios em matéria de astrologia. Mas Olavo devia conhecê-lo, uma vez que foi publicado em língua portuguesa e alcançou o mercado brasileiro.

 

  

 

PS- Se é professor ou estudante de filosofia, história, astrologia ou demais ciências, porque não começa a compreender os movimentos planetários e a astrologia histórico-social e libertar-se da crucial ignorância a que o votaram nessa matéria? Adquira na nossa loja online www.astrologyandaccidents.com as nossas obras.

 

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