Terça-feira, 8 de Outubro de 2019
Ponto 14º 2´/ 14º 8´ de qualquer signo do Zodíaco: atentados em França

 

Há milhares de leis planetário-zodiacais a reger os acontecimentos humanos ou naturais. Uma que determina alguns dos atentados ocorridos em França é a seguinte: a passagem de um planeta ou Nodo da Lua em movimento lento no ponto 14º 2´/ 14º 8´ de qualquer signo do Zodíaco (14º 2´/ 14º 8´de Capricórnio, 14º 2´/ 14º 8´ de Aquário, etc.) é condição necessária, ainda que não bastante, para desencadear um atentado em França. 

 

 Em 7 de Janeiro de 2015, com Nodo Sul da Lua em 14º 14´/ 14º 2´ de Carneiro, Nodo Norte da Lua em 14º 14´/ 14º 2´ de Balança, dois homens armados e encapuzados, radicais islâmicos da Jihad, com uma metralhadora kalashnikov e um lança-rockets assaltam, em Paris, na rua Nicola Appert, nº 10, a sede do jornal satírico “Charlie Hebdomadaire”, de tonalidade anarquista  e  pacifista, que publicara, em 2011, caricaturas de Maomé, que tinham saído originalmente nas páginas de um jornal dinamarquês, e disparando, assassinam 12 pessoas, entre elas 10 jornalistas, um dos quais o director e cartoonista de Charlie Hebdo, Stéphane Charbonnier.

 

Em 8 de Janeiro de 2015, com Nodo Sul da Lua em 14º 14´/ 13º 53´ de Carneiro,  Nodo Norte da Lua em 14º 2´ / 13º 53´de Balança, um homem armado, de colete à prova de bala, sai de um automóvel em Montrouge, ao sul de Paris, abate uma mulher polícia com um tiro no pescoço e fere gravemente um funcionário camarário.

 

Em 14 de Julho de  2016, com Nodo Norte da Lua em 14º 12´/ 14º 7´ de Virgem, um ataque terrorista que aconteceu na cidade francesa de Nice quando, por volta das 22h40 no horário local (GMT +1), um camião com semirreboque guiado por Mohamed Bouhlel, um indivíduo de 31 anos de idade e dupla nacionalidade francesa e tunisiana,invade a celebração do Dia da Bastilha na avenida marginal de Nice, sul da França, a Promenade des Anglais onde enorme multidão passeia e mata por atropelamento 84 pessoas ferindo centenas de outras 18 das quais em estado muito grave até ser morto a tiro pela polícia;

 

Em 3 de Outubro de 2019, com  Saturno em 14º 5´/ 14º 7´ de Sagitário,  um funcionário do serviço de informática do Departamento dos Serviços Secretos da Polícia, de 45 anos de idade, surdo-mudo, convertido ao islamismo, mata uma mulher e três homens com uma faca ao início da tarde na sede da polícia em Paris, no centro histórico da cidade, na Île de la Cité, perto da catedral de Notre-Dame, onde estão integradas as principais Delegações e Direções da polícia, e é abatido a tiro. 

 

Algumas das próximas datas em que um planeta transitará em movimento lento pelo ponto 14º 2´/ 14º 8´ de qualquer signo são: 17 e 18 de Fevereiro de 2021 (Júpiter em 14º de Aquário); 14 e 15 de Março de 2021 (Nodo Norte da Lua em 15º de Gémeos).

 

Que dizem a isto os senhores jornalistas, sociólogos, astrónomos, professores universitários e liceais de história, filosofia, os colunistas da imprensa escrita e televisão como Miguel Sousa Tavares, Luís Marques Mendes,  José Miguel Júdice, Paulo Portas, José Pacheco Pereira, António Lobo Xavier, Miguel Reale, António Costa Pinto, José Eduardo Moniz, Daniel Amaral, Ricardo Araújo Pereira, José Manuel Fernandes, etc.? Nada. Ignoram. Silenciam. Não sabem. E não querem que o grande público saiba.

 

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Quarta-feira, 18 de Setembro de 2019
Ontologia distingue-se de ontognosiologia?

 

Que diferenças há entre os conceitos de ontologia e ontognosiologia?

 

Na década de 90, enviei à Guimarães &Editores um ensaio sobre a ontognosiologia de Kant que a editora não publicou - creio ter sido o primeiro a usar este termo ao menos na língua portuguesa; um ou dois anos mais tarde constatei que Miguel Reale usava este termo «ontognosiologia de Kant» em publicação de Guimarães &Editores. Talvez tenha lido o meu ensaio e aproveitado o título...

 

O realismo, doutrina que postula que há um mundo de matéria real em si mesmo anterior à existência da humanidade e independente das mentes humanas, é uma corrente do género ontológico (respeitante ao ser: a matéria é ser, existe fora de nós) e simultaneamente é corrente do género gnosiológico (respeitante ao conhecer: conheço a matéria fora de mim).  Por isso ontognosiologia realista é um conceito com razão de ser. E ontognosiologia idealista, como é o caso da teoria de Kant, também é um conceito justificado. Considerei, no meu «Dicionário de Filosofia e Ontologia» que o género ontologia comporta quatro modalidades: realismo, idealismo, fenomenologia, objectualismo. Este último, como corrente que faz desaparecer o sujeito cognoscente, inserindo-o na matéria («Não há nada senão as coisas» dizia Sartre), é ontologia mas não ontognosiologia. Portanto, é possível distinguir ontognosiologia de ontologia sem embargo de se fundirem em diversos casos.

 

Mas onde inserir os conceitos de materialismo, espiritualismo e dualismo hilonoético? Na gnosiologia? Não. Não são ontologias? São. Para as distinguir de realismo-idealismo-fenomenologia- objectualismo, que são do género ontologia, coloquei-as no género ontologia principial porque o espírito/deuses é, para alguns, o começo de tudo e a matéria, no caos ou ordenada é, para outros, o começo de tudo.

 

Realismo não pode confundir-se com materialismo e idealismo não pode confundir-se com espiritualismo, confusões estas perfilhadas por Karl Marx e Vladimir Lenin. Este, chamava idealismo objectivo à visão realista e simultaneamente espiritualista do mundo, aos cristãos que acreditavam na matéria como real e em Deus. Há realistas (pessoas que crêem na realidade do mundo material) que são espiritualistas (crêem em Deus ou Deuses ou na consciência individual (alma) imortal) e há realistas que são materialistas (não crêem em Deus, Deuses nem em vida além da morte). 

 

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Segunda-feira, 5 de Janeiro de 2015
Equívocos da «Nova teoria da felicidade» de Miguel Reale

 

 Em «Nova Teoria da Felicidade», o filósofo Miguel Reale brinda-nos com teses que merecem uma reflexão cuidada. 

 

A FELICIDADE É UM VALOR RACIONAL?

 

Escreve Miguel Reale:

 

«1. A felicidade é um valor racional que se fundamenta em sentimentos de ordem e equilíbrio e em vivências harmónicas de carácter psíquico e social. Não em estados eufóricos e jubilosos momentâneos» ( Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 25).

«3. A felicidade procede de uma decisão racional, de um juízo deliberativo, pelo qual a consciência conclui (emotiva, mas sobretudo logicamente) ser feliz ou estar em estado de felicidade. »( Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 91).

 

Esta é uma posição intelectualista sobre a felicidade, de raíz aristotélica e estóica. Discordo: a felicidade é essencialmente, o prazer que comporta uma grande dose de irracionalidade, isto é, uma harmonia com o instinto não com a razão. Reale opõe-se a Freud e a Nietzsche na medida em que estes sustentaram que a felicidade deriva dos sentidos, da realização dos instintos básicos do homem - a vontade de poder sobre os outros em Nietzsche: fazer a guerra, vencer os outros através da força; o id ou infra-ego, em Freud, incluindo os instintos de comer, beber e, sobretudo, o instinto sexual, a pulsão de Eros. A felicidade do filósofo é a felicidade tranquila, a eudaimonia. Mas há uma outra felicidade, dionisíaca, orgíaca, gastronómica, sensual que Reale apaga ou rejeita: é o sensualismo, o prazer físico ou psicofísico puro.

 

O OUTRO É O PONTO ÉTICO CENTRAL DA FELICIDADE?

 

E prossegue Miguel Reale:

 

«15. No futuro, o outro, como ponto ético central, será estabelecido como critério primeiro, último da felicidade pessoal. Neste sentido,  resgatam-se igualmente de modo pacífico ( é o único modo de o fazer sem a contestação radical de Nietzsche, de Freud e de Foucault), sem revoluções violentas, apenas acompanhando as mudanças sociais provocadas pela terceira revolução industrial (tecnologias da informação), os antigos valores éticos (sem carga religiosa, apenas humana) que fizeram da Europa o continente mais importante dos últimos 3.000 anos: o valor da solidariedade, do companheirismo, da amizade desinteressada, da cooperação inter-pares, da lealdade e fidelidade, mas também os antigos e sempre actuais valores humanistas cristãos da misericórdia, da caridade e da piedade, hoje mais propriamente designados como assistência, solidariedade e cooperação sociais, os valores comunitários vicinais da fraternidade e interajuda, os valores confucionistas de respeito e veneração pelos ancestrais e pela hierarquia não imposta do mérito e da competência, e os valores budistas vinculados à compaixão como comoção própria pelo destino do outro.»( Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 25; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Ora, é falso que o critério primeiro e último da felicidade pessoal seja o outro. Não é. É o eu, o id (instintos primordiais) de cada pessoa. Por muito bem que façamos aos outros, fazemo-lo porque isso satisfaz o nosso ego ou o nosso id (instintos de conservação e reprodução). Isto é de uma evidência elementar. O combatente da democracia que combate as forças da reacção e do totalitarismo fá-lo, antes de mais, por si mesmo e em segundo lugar, pelos outros: ele deseja ser livre e que todos sejam livres e sente prazer em abater o poder de fascistas, nazis ou burocratas comunistas. Mas proclamará que se bate a favor do povo e não do seu ego pessoal singular. Miguel Real não desmonta esta ilusão altruísta e aliocêntrica. Recusa a psicologia das profundidades, que revela o egocentrismo essencial como mola da ética.

 

O homem que ama apaixonadamente a sua esposa ou namorada e lhe oferece jantares e estadia de luxo em hotéis, jóias, roupas lindíssimas, viagens a lugares maravilhosos, quantias avultadas em dinheiro, beijos e prazeres eróticos frequentes,  ama-se a si mesmo. O seu cônjugue, isto é, o outro é a mediação (no  sentido temporal de, como antítese ser o segundo momento da tríade dialéctica), porque o amor dirige-se ao outro com bilhete de retorno, a síntese hegeliana.  Só se pode tornar felizes os outros se nós próprios o formos - esta é a regra geral, que comporta algumas excepções.

 

Portanto, o ponto central da ética é a felicidade de cada indivíduo sem destruir ou menorizar a felicidade de outros - objectivo que é, ao menos em parte impraticável. A felicidade dos escritores triunfantes no mercado e nas idas à televisão acarreta a infelicidade dos escritores rejeitados e ignorados.

 

A FELICIDADE NÃO EXISTE?

Miguel Reale sustenta que a felicidade não existe a não ser mentalmente, como ilusão:

 

«1. A felicidade, como ser ético, não tem existência concreta.

«2. A felicidade, como ser ético, estatui-se unicamente como ser mental. Possui existência mental.»

«3. Neste sentido, a felicidade ´é uma ilusão, uma construção mental. »

«4. Enquanto construção mental, a felicidade não corresponde, porém, a um flatus mentis. A felicidade está para a mente como a miragem para a visão. Não existe oásis naquela zona do deserto mas o viajante vê-o, objectivamente.»

 

( Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 92-93; o destaque a negrito é posto por mim).

 

É uma visão errada de Reale, unilateral, intelectualista, da felicidade, que é prazer (hedoné, em grego). O que é a «felicidade como ser ético»? Isto não é esclarecido. Miguel Reale parece não detectar que a saúde física - respirar e mover-se saudavelmente, saborear e digerir maçãs ou outros alimentos agradáveis ao paladar - é felicidade, isto é, prazer continuado. Parece ignorar que o acto sexual entre dois parceiros que se amam ou desejam intensamente é dez ou vinte ou trinta minutos de felicidade psicofísica que culmina no orgasmo. A felicidade existe a cada momento, misturada com um certo grau de infelicidade. É isso que Miguel Reale não consegue ou não quer ver.

 

Um amoroso não correspondido por uma mulher sente-se, afectivamente infeliz, e simultaneamente é feliz ao contemplar a bela paisagem de sobreiros ou ao beber uma cerveja ou comer uma iguaria e é sempre feliz - ainda que não se dê conta- a cada minuto que respira e se move com saúde. Para muitas pessoas, especialmente para os adolescentes, a saúde física não é uma ilusão, uma miragem,  mas um oásis permanente no deserto da vida.

 

O MAL É O ÚNICO CONCEITO ONTOLÓGICO REAL?

 

«10. Com excepção do mal, único conceito ético real, ontológico, todos os restantes conceitos éticos se estatuem como construções mentais culturais e civilizacionais (humanas, portanto). Bem, responsabilidade, dever moral, liberdade, justiça, culpa e perdão são meros flatus mentis, sem outra existência ôntica que a de prevenirem o domínio do mal no seio das sociedades.» 

(Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 94; o destaque a negrito é posto por mim).

 

A visão antidialética de Miguel Reale é patente. Segundo ele, o ser é o mal e tudo o resto (regras morais, tribunais e sistema de justiça, etc.) é não-ser. Se há o mal, há igualmente o seu contrário, o bem, ao nível ontológico, profundo e principial. Se uma pessoa ajuda outra sem nada esperar em troca a não ser um sorriso isso prova que o bem é ontológico, tanto quanto o mal.

 

NÃO EXISTE SENTIDO ÚLTIMO DA VIDA?

Miguel Reale escreve:

«17. A máxima ilusão social: ser feliz.»

«18  Caracterizada desde Aristóteles como o sentido último da vida.»

«19. Porém, não existe sentido último da vida.».»

( Miguel Reale, Nova Teoria da Felicidade, Editora Dom Quixote, Março de 2013, pág. 98; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Ao contrário de Reale, sustento que há um duplo sentido último da vida:

1) Ser feliz, realizar a felicidade, motor e sentido subjectivo de todos os seres humanos ( vivemos porque temos esperança de ser felizes amanhã e nos anos vindouros, felizes no amor, na saúde, no dinheiro, nas visitas ao estrangeiro, no trabalho; e se somos religiosos, vivemos para nos elevarmos a um mundo divino).

2) Cumprir a vontade do Zodíaco e da movimentação planetária que tudo comanda, motor objectivo, científico, dos estados de espírito e   actos humanos, e este segundo sentido escapa à vontade e à intencionalidade humana racional porque é pura predestinação em que se misturam a busca da felicidade e da infelicidade.

 

Como desconhece a astrologia científica a partir da qual se induz que tudo está predestinado, Miguel Reale ignora, como todos os académicos, o sentido real imanente da vida: ordem cósmica, em que uns (pessoas singulares, classes sociais, países, religiões, etc) sobem num prato da balança cósmica e outros (pessoas singulares, classes sociais, países, religiões, etc) descem no outro prato da mesma balança conforme a revolução dos planetas no círculo celeste.

 

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Domingo, 7 de Dezembro de 2014
Breves reflexões de Dezembro de 2014

 

 

 Aqui exponho algumas breves e recorrentes reflexões neste Dezembro de 2014 em que o planeta Júpiter se mantém até 28 de Dezembro no grau 22 do signo de Leão (grau 142º em longitude eclíptica).

 
1- ESTAMOS EM RISCO DE QUE O AMOR NÃO EXISTA porque a maioria dos casamentos são apenas uma forma estável de ter sexo (duas a quatro vezes por semana) habitação e despesas domésticas compartilhadas ( muitos casais já nem fazem sexo entre os cônjugues). Proclamamos pois: o VERDADEIRO AMOR é o AMOR PRÓPRIO e nem sequer o amor a um Deus exterior pois esse Deus é o nosso próprio EGO projectado «para fora» - como se houvesse fora!

 

2- ISTO NÃO INVALIDA QUE A VIRGEM MARIA OU VÉNUS EXISTAM NO INTERIOR DE NÓS. É eficaz invocar os deuses - ou melhor: é, plausivelmente eficaz - para obter favores (emprego, amores, solução de conflitos interpessoais e político-sociais, melhorias climatéricas, etc). Há certamente muitas Virgens do Carmo - uma para cada um dos católicos que a idealizam e invocam. E cada uma está na mente exterior de cada crente e pode manifestar-se.

 

3- AS MULHERES SÃO DEUSAS ENTRE OS 17 E OS 27 ANOS DE IDADE. E nem todas. Só aquelas que são, objectivamente, belas, fisicamente falando. Objectivamente quer dizer: por largo consenso entre homens e mulheres. É evidente que há uma beleza interior que pouco se reflecte na beleza física exterior. Mas as deusas são, fisicamente, belas. Uma mulher de 40, 50 ou 60 anos não pode pretender ser uma deusa pois descobre em si as rugas e a flacidez do envelhecimento corporal. A alma espiritual, essa, não envelhece: tem sempre 16, 18 ou 20 anos de idade.

 

4- O AMOR ENTRE DUAS PESSOAS é a intersecção acidental de DOIS AMORES-PRÓPRIOS. Nada mais que isso. O  amor existe onticamente, em linguagem heideggeriana - nos fenómenos de superfície - mas ontologicamente, na parte oculta e profunda, só existe o amor-proprio.

 

5- UMA VEZ QUE O AMOR É UMA GRANDE MENTIRA convido todos os casais a manterem-se unidos sob o lema do «Amo-te muito» porque «uma mentira mil vezes repetida transforma-se em verdade».

 

6- PARA SERMOS FELIZES TEMOS QUE ACEITAR UM CERTO GRAU DE INFELICIDADE. Somos confrontados a cada passo com imperfeições, psíquicas ou físicas ou sociais, das pessoas que amamos, das pessoas com quem convivemos no dia a dia, dos lugares, dos bairros ou casas onde moramos. E isso constitui um segmento de infelicidade com que temos de nos contentar, que «temos» de aceitar. Mas não devia ser assim. O mundo está mal feito - responsabilidade do deus da matéria ou demiurgo.

 

7- PORQUE SOMOS HOMENS HETEROSSEXUAIS VESTIMO-NOS DE MULHER. Porque somos maduros, para não dizer velhos, gostamos de mulheres muito mais novas. Lei da contradição. Polaridade que forma a vida.

 

8- O PROBLEMA ONTOLÓGICO DO AMOR- Como se chega a amar alguém? De modo grego, só pela simples visualização do arquétipo (a beleza do rosto e do corpo dela coincide com os arquétipos de Mulher e de Belo) ? De modo indiano, pelo contacto físico, táctil, do beijo, do toque nos seios, nos genitais, isto é, da prática do acto sexual (mesmo que ela seja feia é óptima na cama, leva-me ao paroxismo)? Ou de outro modo?

 

9- OS DEUSES ROUBARAM A BELEZA DAS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO. Ou terá sido só Cronos, o deus do tempo, pai de Zeus-Júpiter e este e outros deuses estão isentos de culpa? Por isso procuro mulheres de gerações mais jovens a quem os deuses, ou o deus Cronos, ainda não roubaram a beleza.

 

10- MULHERES SUPERFICIAIS - Uma mulher, por mais bela que seja, é para mim uma criatura superficial se não for capaz de orar comigo à Deusa Vénus, em ritual mágico, ou à Virgem Maria, em ritual cristão. E tem que ser autêntica na oração: uma oração sem fé é como um orgasmo fingido. Se essa mulher não crê na divindade, será incapaz de sustentar a fidelidade e manter as chaves do conhecimento hermético.

 

11- SE UM HOMEM DISSESSE «AMO-TE» A CERTAS MULHERES QUE AMA, SENSUALMENTE OU NÃO, IRIA PRESO OU SERIA AGREDIDO OU DESPEDIDO DO EMPREGO. Por isso, é preciso calar, fingir que não se ama.

 

12- UM CASAMENTO É UMA TRÉGUA NA GUERRA DAS ATRAÇÕES SEXUAIS. Para ter paz e um domínio seguro, casamo-nos. Ás vezes, pode ser preciso cortar todos os «amigos/as» do facebook para tranquilizar o conjugue e concentrar a relação em si mesma, no ovo do lar. E que são os amigos/as? Quantos nos amam? Quem tem 1500 amigos no FB, só tem 3 ou 4 amigos reais...

 

13- OS OUTROS SÃO APENAS O BÁLSAMO, OS PENSOS HIGIÉNICOS NA FERIDA ABERTA QUE É A SOLIDÃO ONTOLÓGICA DE CADA UM. Precisamos dos outros porque eles nos salvam de nós mesmos. Mas não devia ser assim. Devíamos ser autossuficientes, possuir os dois sexos, não depender de outrem. Pois deus é «bissexual», possui os dois princípios, o masculino e o feminino.

 

14- O VERDADEIRO AMOR É AQUELE QUE PRESCINDE DO ACTO SEXUAL - Ela tem uma qualquer doença no útero e não pode ter relações sexuais genitais e ele diz. «Amo-te na mesma, não te preocupes». Isto sim, é o puro amor. A contemplação da beleza dela como arquétipo. Só a visão sem o contacto íntimo.

 

15- O ENVELHECIMENTO. O envelhecimento é uma prova da maldade dos deuses ou do deus único, ou do deus da matéria, o demiurgo, que nos moldou numa fraca matéria-prima. Ao ler este meu comentário, a  aluna Jéssica acrescenta: «Num ponto de vista mais científico-filosófico é mesmo a terra e todas as suas forças que estão fartas do mal que lhes fazemos e resolvem expulsar nos daqui envelhecendo-nos do dia para a noite ahah». É uma tese plausível.

 

16- AS UNIVERSIDADES E A HISTÓRIA DA FILOSOFIA FORAM E SÃO GOVERNADAS POR FILÓSOFOS E CATEDRÁTICOS ESTÚPIDOS. Karl Popper, Saul Kripke,  Bertrand Russel, Peter Singer, Simon Blackburn e Martin Heidegger eram ou são tão estúpidos que nem sequer se deram conta de que as duas guerras mundiais do século XX  se fizeram acompanhar da presença de planetas lentos, trans-saturnianos, na área 1º-9º do signo de Leão (graus 121º a 129º da eclíptica): de 1 de Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918, Neptuno moveu-se desde 28º-27º do signo de Caranguejo a 9º do signo de Leão, e decorreu a 1ª Guerra Mundial; de 1 de Setembro de 1939 a 2 de Setembro de 1945, Plutão moveu-se de 2º-1º a 10º do signo de Leão, e decorreu a 2ª Guerra Mundial. O fenomeno astronómico - um planeta lento ocupar a área 0º-9º de Leão por um período de 4 ou 5 anos - é muito raro. As guerras mundiais são raras. Sincronizaram-se guerra mundial e primeiro decanato do signo de Leão, o que indicia uma lei.

 

E o que disseram ou dizem sobre isto as «luminárias» da filosofia portuguesa, os José Marinho, Cunha Leão, Agostinho da Silva, José Gil, Eduardo Lourenço, Miguel Reale, Luís de Araújo, António Barreto, José Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, Boaventura Sousa Santos, António Teixeira Fernandes, José Reis, Irene Borges-Duarte, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, Maria Leonor Xavier, Maria do Carmo Themudo, João Branquinho, Ricardo Santos, Olivier Feron, Pedro Alves, Manuela Bastos, Alexandre Franco de Sá? Nada. Não disseram, não dizem, nada sabiam e não sabem nada disto. Não conceberam e não concebem sequer que os planetas, anteriores à existência da humanidade, determinem nos seus movimentos no Zodíaco, até aos mas ínfimos pormenores, a evolução da humanidade, os períodos de guerra e paz, a sucessão dos regimes político-sociais, o comportamento de cada indivíduo, o seu tempo de vida. Como puderam ou podem, com tão elevado grau de ininteligência anti-astrologia, ocupar cátedras universitárias?

 

Muito simples: a universidade não é a cúpula do saber autêntico, os mestrados e doutoramentos não significam verdadeira inteligência mas apenas fragmentos de inteligência, na universidade só triunfam os que se moldam ao deficiente pensamento colectivo de que «os astros não determinam a existência humana, não pode haver astrologia científica, o homem é livre de traçar o seu destino, o futuro está em aberto». Os grandes filósofos iluministas e racionalistas dos séculos XVII e XVIII - Descartes, Spinoza, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, etc. - que pretendiam "libertar a humanidade" da "tirania da superstição e da astrologia" eram, afinal, obscurantistas, obscureceram ou esconderam a influência decisiva e permanente dos planetas sobre a vida humana.

 

E a universidade contemporânea, racionalista (fragmentária), ignorante da filosofia hermética e da dialética holística, nasceu desses cérebros retorcidos e retóricos, pretensamente superiores. A universidade é uma instituição de massas, está contra a grande maioria dos pensadores autênticos que são poucos, superiormente excêntricos e alvo de censura.

 

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012
O ciclo de Júpiter em Gémeos determinará a eleição do presidente dos EUA em 6 de Novembro de 2012?

 

Júpiter ocupa o signo de Gémeos (arco de 60º a 90º da eclíptica ou trajectória aparente do Sol) um ano em cada doze. Pode a posição de Júpiter, amanhã dia 6 de Novembro de 2012, em 14º do signo de Gémeos, determinar, por si só, a vitória de um dos candidatos, o democrata Barack Obama e o republicano Mitt Romney?  Creio que não.

 

Como sempre, na Astrologia Histórico-Social, que investigo baseio-me nos exemplos histórico-astronómicos. Isto nada tem de místico e de irracional. Místicos obscurantistas são os pretensos «racionalistas» que negam o determinismo zodiacal, absoluto em todos os acontecimentos geofísicos, biológicos, políticos e sociais: eles não se baseiam em dados empíricos mas na sua fé cega no acaso, no indeterminismo. Parto de dados concretos e opero sobre eles. E isso deixa embaraçados os meus opositores teóricos, inclusive os astrólogos tradicionais - Paulo Cardoso, Flávia Monsaraz, Luís Resina, Helena Avelar, Cristina Candeias, Vera Xavier, Liz Greene, Stephen Arroyo, todos eles anti historicistas no sentido preciso do termo, astrólogos de segunda categoria que o sistema ( a televisão, as revistas de «horóscopos», as editoras de «esoterismo» fácil) promove.

 

Em 7 de Novembro de 2000, com Júpiter em 8º do signo de Gémeos, realiza-se a eleição do colégio presidencial que elegerá George Bush como presidente dos EUA, ao cabo de contagens de votos supostamente fraudulentas que derrotarão Al Gore, o candidato democrata.

 

Este exemplo é claramente insuficiente para induzir a repetição do resultado de Novembro de 2000 mas numa coisa parece imitar: no carácter renhido da contenda, com empate técnico em várias sondagens entre os dois candidatos.

 

Decerto, Júpiter não é despiciendo na modelação dos resultados. No signo de Capricórnio, elegeu pelo menos dois presidentes progressistas nos EUA:

 

A) Em 8 de Novembro de 1960, com Júpiter em 2º do signo de Capricórnio, John Fitzgerald Kennedy, candidato democrata, que viria a enfrentar o lobby das petrolíferas texanas, é eleito presidente dos EUA.

 

B) Em 4 de Novembro de 2008, com Júpiter em 17º do signo de Capricórnio, Barack Obama, candidato democrata, é eleito presidente dos EUA.

 

 

Como é evidente, os politólogos e os filósofos do sistema (Nuno Rogeiro, Pacheco Pereira, António Barreto, Manuel Vilaverde Cabral, Maria de Lurdes Rodrigues, Ângelo Correia, Adriano Moreira, Marcelo Rebelo de Sousa, António Costa Pinto, Ricardo Costa, Fátima Campos Ferreira, José Gil, Manuel Maria Carrilho, Eduardo Lourenço, Miguel Reale, Viriato Soromenho Marques, Porfírio Silva, Vítor Guerreiro, João Branquinho, José Barata Moura, António Pedro Mesquita, etc) não entendem nada disto. São incapazes de olhar as estrelas, o firmamento, numa óptica científica, de fonte geradora dos comportamentos humanos, animais, vegetais e mecânicos. Carecem de racionalidade holística. Não têm a grandeza e a solidez de pensamento dos universitários do Renascimento, de Galileu e Kepler, que praticavam astrologia, ligavam o Zodíaco à Terra. E a televisão, essa inimiga do pensamento superior, ao qual silencia,  permite-lhes divulgar as suas interpretações sociológicas que são de qualidade muito inferior ao saber histórico-astronómico das leis que descobrimos.

 

PS- Se é professor ou estudante de filosofia, história, astrologia ou demais ciências, porque não começa a compreender os movimentos planetários e a astrologia histórico-social e libertar-se da crucial ignorância a que o votaram nessa matéria? Adquira na nossa loja online www.astrologyandaccidents.com as nossas obras «Álvaro Cunhal e Antifascismo na Astrologia Histórica», recentemente lançada, «Os acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia» e outras que lhe fornecem conhecimentos que em nenhum outro lado pode encontrar. É tempo de ser culto e profundo! Pense por si, sem receio dos clichés dominantes.

 

 

 

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