Sexta-feira, 23 de Abril de 2021
Equívocos no manual «Do outro lado do espelho, 10º», da Raíz Editora (Crítica de Manuais Escolares- LXI)

 

O manual de filosofia " Do outro lado do espelho", da Raíz Editora, da autoria de Adília Maia Gaspar e António Manzarra, com revisão de João Sàágua, contém várias confusões conceptuais.

 

EQUÍVOCAS DEFINIÇÕES DE LIBERTISMO E DETERMINISMO MODERADO 

 

Lê-se no manual: 

 

«O libertismo traduzido por libertarianismo ou ainda libertarismo (libertarianism) é a perspectiva que defende a existência do livre-arbítrio, opondo-se deste modo à corrente determinista, e por isso rejeita a ideia de haver compatibilidade entre elas. Segundo o libertismo, as ações partem de uma escolha do sujeito não sendo determinadas por acontecimentos anteriores, dado que as escolhas humanas não estão sujeitas aos constrangimentos que regem outros fenómenos».

 

(Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pág.141; o destaque a negro é posto por nós)

 

O primeiro erro deste texto é opor como contraditórios, mutuamente excluentes, determinismo e livre-arbítrio. Não há incompatibilismo. Este existe apenas entre o fatalismo e o livre-arbítrio. Mas determinismo e livre-arbítrio são  apenas contrários, isto é, coexistem apesar de se oporem. Note-se que o manual não dá relevo à noção de fatalismo confundindo-a com determinismo radical, isto é determinismo biofísico sem livre-arbítrio.

 

O segundo erro deste manual nesta temática- erro perfilhado por John Searle,Daniel Dennett, Simon Blackburn e pelos filósofos analíticos em geral - é considerar que há livre-arbitrio dentro do libertismo, o que é impossível pois este, como não leva em conta o determinismo biofísico, não faz um exame racional das circunstâncias e só este exame integra o livre-arbítrio. O libertismo, se existe, é a escolha impensada, emotiva, irracional, isenta de livre-arbítrio.

 

E o manual define assim o determinismo moderado:

«O determinismo moderado é a perspetiva que defende a existência do determinismo, admitindo, todavia, que poderá existir simultaneamente livre-arbítrio, sendo por isso designado de compatibilista (...) No entanto apesar de determinada, uma ação poderá ser livre quando parte do próprio sujeito...»

 

(Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pág.147; o destaque a negro é posto por nós)

 

Este manual, considerando duas hipóteses, a de um indivíduo X que não pode ir a uma festa por estar doente e a do mesmo indivíduo X que não vai à festa porque não tem vontade, comete o erro de afirmar, confusamente, que no determinismo moderado a ação é simultaneamente livre e determinada, o que viola o princípio da não contradição:

 

«De facto, em ambas as hipóteses o resultado é o mesmo, isto é, ambas produziriam o mesmo efeito : X não foi à festa de aniversário. Todavia as causas foram diferentes. Na primeira, X não foi à festa por estar doente; na segunda, X não foi à festa por sua causa, por não ter vontade.»

«O determinismo moderado diria que, neste caso, em ambas as hipóteses, a ação foi determinada pois de uma forma ou de outra não deixaria de acontecer.» (Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pp.147-148; o destaque a negro é posto por nós).

 

Como não deixaria de acontecer a ação? Se houvesse livre arbítrio é óbvio que a ação de estar ausente à festa poderia ser revertida, X poderia comparecer. A confusão em que mergulham os autores é visível. E apoiam-se no confuso Daniel Dennett:

 

«Daniel Dennet, um compatibilista reconhecido, não nega que as ações humanas estejam determinadas, mas também defende que isso não implica necessariamente a inevitabilidade. Falar em inevitabilidade conduz-nos à ideia fatalista de que o ser humano nada pode fazer para alterar o rumo dos acontecimentos;  contudo, Dennett e os compatibilistas consideram que, apesar de estarmos determinados, somos seres racionais e, por isso, capazes de entender o meio e actuar sobre ele de forma a proteger-nos e evitar perigos. Fazendo alusão à célebre frase de Lutero "Estou aqui, não posso fazer diferente" quando revolucionou a Igreja com a reforma protestante no século XVI, elucida como ela poderá ter dois sentidos, descrevendo igualmente o presssuposto compatibilista.»

 

(Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pág.148; o destaque a negro é posto por nós ).

 

Que dois sentidos pode ter a frase fatalista "Estou aqui, não posso fazer diferente" se ela nega o livre-arbítrio? É isto o compatibilismo? Não nos façam rir, Daniel Dennett e seu séquito de compatibilistas, ó fracos filósofos analíticos!

 

UMA IMPERFEITA DEFINIÇÂO DE RELATIVISMO

O manual define assim relativismo:

 

«O relativismo é a teoria que considera que os juízos morais têm valor de verdade, isto é, podem ser verdadeiros. No entanto, tal como o subjetivismo, reconhece a impossibilidade de lhes conferir uma natureza universal e objetiva. O relativismo, demarcando-se da posição subjectivista, considera que a verdade destes juízos não depende da aprovação do indivíduo, mas sim da sociedade, sendo ela a determinar o que é  moralmente correto ou incorreto. »

(Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pág.179; o destaque a negro é posto por nós ).

 

Esta definição de relativismo está incompleta porque ignora a dialética, a diversidade de valores dentro de cada sociedade. Assim, por exemplo, é relativismo os comunistas e anarquistas portugueses sustentarem que «foi boa e justa a ocupação de terras levada a cabo pelos trabalhadores rurais e os sindicatos no Alentejo e Ribatejo em 1974-1977 designada por reforma agrária» e os liberais e conservadores portugueses argumentarem que «a reforma agrária de 1974-1976, com o patrocínio do MFA, do PCP, do MES, da UDP, do PRP, foi  um mal, um roubo aos legítimos proprietários das terras» .

 

O relativismo é a doutrina segundo a qual os valores variam de sociedade a sociedade ou de classe a classe social e de grupo a grupo e etnia a etnia dentro de cada sociedade. Esta última parte da definição é ignorada pelos filósofos analíticos, só vêem a árvore e não a floresta. 

 

HÁ SUBJETIVISMO E RELATIVISMO EMOTIVISTAS E SUBJETIVISMO E RELATIVISMO NÃO EMOTIVISTAS

 

.O manual apresenta a seguinte errónea dIvisão nas posições sobre a natureza dos juízos morais: 

Não cognitivista ---------------------->  Emotivismo

Cognitivista ----------------------------->Subjetivismo

 Cognitivista------------------------------->Relativismo

Cognitivista--------------------------------Objetivismo

(Adília Maia Gaspar e António Manzarra,Do outro lado do espelho 10",  Raíz Editora, pág.174; o destaque a negro é posto por nós ).

 

Ora nem todo o subjetivismo é cognitivista, o subjetivismo tanto se insere no cognitivismo (conhecimento por conceitos, pelo intelecto)  - por exemplo: «A religião jainista é a melhor do mundo porque prescreve o vegetarianismo como alimentação, a oração diante de belas imagens e opõe-se à vivisseção dos animais» como no não cognitivismo (conhecimento pelo sentimento, pela sensação) -por exemplo: «Sinto Deus mas não O conheço».

 

De igual modo, nem todo o  relativismo é cognitivista, o relativismo tanto se insere no cognitivismo (conhecimento por conceitos, pelo intelecto)  - por exemplo: «A democracia parlamentar capitalista é o melhor regime do mundo porque pressupõe eleições livres em multipartidarismo a parlamentos nacionais ou regionais e liberdade de imprensa, de greve, e livre empresa» como no não cognitivismo (conhecimento pelo sentimento, pela sensação) -por exemplo: «A maioria acha preferível o amor heterossexual à atração homossexual, daí que seja errado postular a igualdade de género».

NENHUM TEMA VERDADEIRAMENTE FRACTURANTE COMO SERIA EXIGÍVEL EM FILOSOFIA

 

Estes manual e estes autores são meros instrumentos de propaganda da redutora filosofia oficial: a filosofia analítica, com a sua errónea lógica proposicional (só mentes estúpidas dizem que «Vou ao Porto ou vou a Lisboa» é diferente na estrutura lógica de «Ou vou ao Porto ou vou a Lisboa»). Fazem o discurso politicamente correcto, longe dos "extremismos", se exceptuarmos a dúvida hiperbólica cartesiana ou a teoria das conjecturas e refutações de Karl Popper. Não são filósofos mas funcionários de uma medíocre filosofia com a qual moldam a mente de alunos inteligentes.

 

Nenhum texto sobre astrologia histórica e não falta assunto filosófico: se o Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 25 de Abril de 1983, com Júpiter em 9º do signo de Sagitário, e venceu as eleições legislativas de 1 de Outubro de 1995, com Júpiter em 10º do signo de Sagitário, e venceu as eleições de 6 de Outubro de 2019, com Júpiter em 18º-19º do signo de Sagitário, poderá dizer-se que Júpiter no signo de Sagitário (arco de 240º a 270º do Zodíaco) gera necessariamente vitórias do PS?

 

Nenhum texto questionando a vacinação e é tão oportuno fazê-lo.David Icke escreveu. «O processo de fabricação de vacinas inclui o uso de macacos, embriões de frangos e fetos humanos, além de estabilizadores como a estreptomicina, o cloreto de sódio, o hidróxido de sódio, o alumínio, o cloridrato, o sorbitol, a gelatina hidrolisada, o formaldeído,e um derivado do mercúrio chamado timerosal ...» (David Icke, «La conspiración mundial y como acabar con ella», Ediciones Obelisco, Barcelona, pag 819).

 

Os autores deste manual, como bons servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. Os autores deste manual de filosofia são estrangeirados, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136)

 

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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2021
No «libertismo» de Blackburn e Searle não há livre-arbítrio

 

Os filósofos da moda como Simon Blackburn e John Searle são parcialmente impensantes. Sustentam um conceito de libertismo que é o seguinte: libertismo é um livre-arbítrio pleno no ser humano, que não leva em conta o determinismo das leis biofísicas, ao contrário do livre-arbítrio existente no determinismo moderado, que é condicionado pelas leis físico-sociais (saúde e doença, situação económica de emprego ou desemprego, condições de habitação, situação familiar, regime político existente no país, crença ou descrença religiosa, etc.).

 

Um exemplo de libertismo seria o de um homem que, sem temer e sem levar em conta as consequências, se atirasse de repente do alto de uma falésia para a morte ou, por impulso, se despisse integralmente numa praça cheia de gente gritando «Sou livre». Mas estas atitudes, ao contrário do que supõem os professores de filosofia, não assentam no livre-arbítrio que é uma deliberação racional e só existe no determinismo moderado ou no indeterminismo moderado, mas assentam sim na escolha aleatória, instintiva, irracional. 

 

O livre-arbítrio implica o exame racional, cuidadoso das circunstâncias do determinisno físico e social e não a liberdade de uma atitude louca, imprevista, como a do suicida que se enforca. Por isso está errado Simon Blackburn quando escreveu: 

 

II) «Determinismo moderado ou compatibilismo. As reações deste último tipo afirmam que tudo o que podemos desejar de uma noção de liberdade é completamente compatível com o determinismo (---)

III) Libertismo. Esta posição advoga que o compatibilismo é apenas uma fuga e que há uma noção mais substantiva e real de liberdade que pode ainda ser preservada em relação ao determinismo (ou ao indeterminismo. Em Kant, enquanto o eu empírico ou fenoménico é determinado e não é livre, o eu numénico ou racional tem capacidade para agir racional e livremente.»

 

(SIMON BLACKBURN, Dicionário de Filosofia, Gradiva, 2ª edição, 2007).

 

A teoria de Kant é um determinismo moderado pelo livre-arbítrio do eu racional, não é um libertismo no sentido postulado por Blackburn. O eu numénico é livre, não porque esteja hermeticamente isolado, mas porque enfrenta o eu não livre, o eu empírico dos instintos e paixões. A liberdade racional de escolha só existe onde o determinismo a enfrenta.

 

E tu, professor/a de filosofia, vês agora os erros propagados pelos manuais escolares de 10º e 11º ano de escolaridade e pela seita dos chamados filósofos e semifilósofos analíticos que tomaram de assalto as universidades com doutoramentos light, as editoras como a Gradiva, a Areal Editores, a Porto Editora, o ministério da Educação e impõem a lógica dos idiotas designada «lógica proposicional» ? Dás-te conta de como és manipulada/o? E de como manipulas os teus alunos?

 

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Sábado, 14 de Novembro de 2020
Astronomia e acidentes no Metropolitano de Lisboa

 

 

Há cerca de uma dezena de áreas pequenas do Zodíaco que despoletam acidentes  no Metropolitano de Lisboa:  21º-22º do signo de Touro, 22º-24º do signo de Gémeos, 7º-8º do signo de Leão, 0º-1º do signo de Virgem, 19º-21º do signo de Virgem, 22º-26º do signo de Balança, 0º-2º do signo de Escorpião, 20º-26º do signo de Sagitário, 16º-17º do signo de Capricórnio, 17º-19º do signo de Peixes. Se duas ou três destas áreas estiverem percorridas no mesmo dia pelo Sol e por um ou mais planetas é muito provável que um acidente se corporize.

 

ÁREA 21º-22º DO SIGNO DE TOURO

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 21º-22º do signo de Touro  (ou seja: graus 51º-52º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 15 de Setembro de 2003. com Nodo Norte da Lua em 22º 7´de Touro, Marte em 1º 7´/ 0º 58´ de Peixes, às 23.15 horas, um jovem que trazia uma lata de spray para pintar as paredes do metropolitano de Lisboa morre electrocutado no interior da estação do Rato.

 

Em 26 de Março de 2004, com Vénus em 21º 34´/ 22º 34´ e Touro, Júpiter em 8º 12´/8º 10´ de Leão,  a queda de estuque da abóbada da estação de Cidade Universitária interrompe, à noite, a circulação na Linha Amarela do Metro de Lisboa entre as estações de Campo Pequeno e Campo Grande.

 

Algumas das datas em que o Sol, um nodo da Lua ou um planeta atravessarão os graus 21º-22º do signo de  Touro são: de 16 a 19 de Fevereiro de 2021 (Marte); 29 e 30 de Abril de 2021 (Mercúrio); de 11 a 13 de Maio de 2021 (Sol); em 22 e 23 de Abril de 2022 (Mercúrio); de 3 de Abril a 4 de Julho de 2022 (Nodo Norte da Lua); de 11 a 13 de Maio de 2022 (Sol); de 5 a 8 de Agosto de 2022 (Marte); de 17 a 22 de Abril de 2024 (Nodo Norte da Lua).

 

ÁREA 22º-24º DO SIGNO DE GÉMEOS

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 22º-24º do signo de Gémeos  (ou seja: graus 82º-84º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 28 de Junho de 1996, com Mercúrio em 21º 30´/ 23º 24´ de Gémeos, Vénus em 12º 8´/ 11º 59´ de Gémeos,   um desabamento de terras nas obras do Metropolitano de Lisboa, junto à estação da Alameda, soterra 3 operários da empresa Metrolis, morrendo um deles, José Barrinhas, e ficando feridos os outros 2.

 

Em 14 de Junho de 2012, com Sol em 23º 20´/24º 18´ de Gémeos, Saturno em 22º 53´/ 22º 52´ de Balança, a circulação na Linha Azul do Metropolitano de Lisboa é de manhã interrompida durante cerca de uma hora, devido a um acidente com uma passageira na estação dos Restauradores.

 

Em 5 de Julho de 2013, com Marte em 24º 10´/ 24º 51´de Gémeos, Sol em 13º 8´/ 14º 6´ de Caranguejo, Vénus em 8º 50´/ 10º 3´ de Leão,  às 10.21 horas na estação dos Olivais, no sentido Aeroporto-São Sebastião da Pedreira uma pessoa cai à linha no momento em que o metro chega à estação e acaba por morrer o que faz esvaziar os comboios, evacuar a estação e encerrar circulação na Linha Vermelha do Metro de Lisboa de (Aeroporto - São Sebastião).

 

Em 29 de Setembro de 2020, com  Nodo Norte da Lua  em 23º 33´/ 23º 21´ de Gémeos, Nodo Sul da Lua em 23º 33´/ 23º 21´ de Sagitário, Mercúrio em 1º 52´/ 2º 55´ de Escorpião, Júpiter em 17º 49´/ 17º 52´ de Capricórnio, Neptuno em 19º 5´/ 19º 4´ de Peixes quatro pessoas ficam feridas no desabamento de parte do teto de uma galeria entre a estação de metro de São Sebastião e a praça de Espanha por falta de fiscalização da câmara municipal de Lisboa aos erros do empreiteiro cuja equipa ao derrubar uma estrutura de betão armado na Praça de Espanha perfura a abóbada da galeria do metropolitano fazendo cair terra e pedras sobre um comboio que circula na Linha Azul entre a estação das Laranjeiras e o Marquês de Pombal. 

 

Algumas das datas em que o Sol, um nodo da Lua ou um planeta atravessam os graus 22º-24º do signo de  Gémeos são: de 10 a 15 de Abril de 2021 (Marte); de 21 de Maio a 8 de Junho de 2021 (Mercúrio); de 27 a 29 de Maio de 2021 (Vénus); de 5 a 7 de Julho de 2021 (Mercúrio); de 7 a 21 de Outubro de 2022 (Marte); de 7 a 14 de Março de 2023 (Marte); de 30 de Abril a 3 de Maio de 2023 (Vénus).

 

ÁREA 7º-8º DO SIGNO DE LEÃO

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 7º-8º do signo de Leão  (ou seja: graus 127º-128º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 3 de Setembro de 2002, com Júpiter em 6º 54´ /7º 6´ de Leão, Vénus em 25º 43´/ 26º 35´ de Balança, um trabalhador fractura a bacia em acidente nas obras da estação do Metro de Santa Apolónia, em Lisboa.

 

Em 5 de Julho de 2013, com Vénus em 8º 50´/ 10º 3´ de Leão, Marte em 24º 10´/ 24º 51´de Gémeos, Sol em 13º 8´/ 14º 6´ de Caranguejo, às 10.21 horas na estação dos Olivais, no sentido Aeroporto-São Sebastião da Pedreira uma pessoa cai à linha no momento em que o metro chega à estação e acaba por morrer o que faz esvaziar os comboios, evacuar a estação e encerrar circulação na Linha Vermelha do Metro de Lisboa de (Aeroporto - São Sebastião).

 

ÁREA 0º-1º DO SIGNO DE VIRGEM

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 0º-1º do signo de Virgem  (ou seja: graus 150º-151º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 10 de Maio de 1989, com Nodo Sul da Lua em 1º 25´/ 1º 20´ de Virgem, Júpiter em 11º 32´/ 11º 46´ de Gémeos, Nodo Norte da Lua em 1º 25´/ 1º 20´ de Peixes, o derrame de combustível um depósito da GALP de uma estação de serviço obriga a interromper por algumas horas a circulação no túnel do metropolitano de Lisboa, entre as estações de Palhavã e São Sebastião, invadido por gasolina.

 

De 11 a 22 de Maio de 1989, com Nodo Sul da Lua em 1º 16´/ 0º 0´ de Virgem,  com Nodo Norte da Lua em 1º 16´/ 0º 0´ de Peixes, permanece interrompida a circulação na linha do Metropolitano de Lisboa, entre as estações da Rotunda e Colégio Militar, ao detectar-se, de manhã do dia 11, a escorrência de combustível nas paredes das galerias; em 30 de Maio de 1995, com Marte em 1º 59´/ 2º 27´ de Virgem, Quiron em 20º 7´/ 20º 8´ de Virgem, Júpiter em 10º 50´/ 10º 42´ de Sagitário, um curto-circuito corta a energia eléctrica na estação do metro de Lisboa da Rotunda, ferindo ligeiramente um fiscal. 

 

ÁREA  19º-21º DE SIGNO DE VIRGEM

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 19º-21º do signo de Virgem  (ou seja: graus 169º-171º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 11 de Dezembro de 1996, com Marte em 21º 3´/ 21º 29´ de Virgem, Nodo Norte da Lua em 4º 58´/ 4º 46´ de Balança, Vénus em 22º 14´/ 23º 29´de Escorpião, às 9.15 horas, um aluimento nas obras da estação do Metro de Olivais Sul, na Rua Cidade de Bissau em Lisboa, soterra sob uma parede de betão, 6 operários que permanecem salvos por uma bolsa de ar existente noutro túnel a 30 metros de profundidade e são resgatados após horas de perfuração, às 19.30 horas, um deles ferido.

 

Em 19 de Outubro de 1997, com Nodo Norte da Lua em 19º 12´/ 19º 6´de Virgem, Vénus em 11º 45´/ 12º 50´ de Sagitário, Júpiter em 12º 17´/ 19´ de Aquário, pela 1.00 hora da madrugada, principia um grande incêndio no qual explodem várias garrafas de acetileno e arde um depósito de tintas, no túnel do metropolitano que liga a estação da Alameda à do Areeiro, em Lisboa, ardendo as estações nova e velha, morrendo Sidi Bamba, vigilante da obra de construção, residente no Bairro das Marianas e Ernesto Rosa Pereira, chefe da estação de Metro do Areeiro e, devido às inundações causadas pelas chuvas na véspera, é interrompida a circulação de comboios no Metro entre as estações de Avenida e Campo Grande, 

 

ÁREA 22º-26º DO SIGNO DE BALANÇA 

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 22º-26º do signo de Balança  (ou seja: graus 202º-205º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 24 de Outubro de 1995, com Nodo Norte da Lua em 26º 31´de Balança, Sol em 0º 6´/ 1º 5´ de Escorpião, Saturno em 18º 42´/ 18º 39´ de Peixes, pelas 16.30 horas, desmorona-se uma das paredes do túnel nas obras de ampliação da estação de metro do Chiado, matando um trabalhador de 35 anos.

 

Em 29 de Julho de 2014, com Nodo Norte  da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Balança, Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Carneiro, Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, Quiron em 17º 7´/ 17º 5´ de Peixes, um homem é ferido na estação de metro do aeroporto de Lisboa, sendo esta encerrada.

 

Algumas das datas em que o Sol, um nodo da Lua ou um planeta atravessarão os graus 22º-26º do signo de  Balança são: de 15 a 19 de Novembro de 2020 (Vénus); de 18 de Setembro a 4 de Outubro de 2021 (Mercúrio); de 30 de Setembro a 5 de Outubro de 2023 (Marte)-

 

ÁREA 0º-2º DO SIGNO DE ESCORPIÃO 

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 0º-2º do signo de Escorpião  (ou seja: graus 210º-212º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 24 de Outubro de 1995, com Nodo Norte da Lua em 26º 31´de Balança, Sol em 0º 6´/ 1º 5´ de Escorpião, Saturno em 18º 42´/ 18º 39´ de Peixes, pelas 16.30 horas, desmorona-se uma das paredes do túnel nas obras de ampliação da estação de metro do Chiado, matando um trabalhador de 35 anos.

 

Em 29 de Julho de 2014, com Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Carneiro, Nodo Norte  da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Balança, Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, Quiron em 17º 7´/ 17º 5´ de Peixes, um homem é ferido na estação de metro do aeroporto de Lisboa, sendo esta encerrada.

 

Em 29 de Setembro de 2020, com Mercúrio em 1º 52´/ 2º 55´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 23º 33´/ 23º 21´ de Sagitário, Júpiter em 17º 49´/ 17º 52´ de Capricórnio, Neptuno em 19º 5´/ 19º 4´ de Peixes quatro pessoas ficam feridas no desabamento de parte do teto de uma galeria entre a estação de metro de São Sebastião e a praça de Espanha por falta de fiscalização da câmara municipal de Lisboa aos erros do empreiteiro cuja equipa ao derrubar uma estrutura de betão armado na Praça de Espanha perfura a abóbada da galeria do metropolitano fazendo cair terra e pedras sobre um comboio que circula na Linha Azul entre a estação das Laranjeiras e o Marquês de Pombal .

 

Algumas das datas em que o Sol, um nodo da Lua ou um planeta atravessarão os graus 0º-2º do signo de  Escorpião são: de 21 a 23 de Novembro de 2020 (Mercúrio); de 10 a 13 de Setembro de 2021 (Vénus); 

 

ÁREA 20º-26º DO SIGNO DE SAGITÁRIO

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 20º-26º do signo de Sagitário  (ou seja: graus 260º-266º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 28 de Dezembro de 2005, com Mercúrio em 19º 46´/ 21º 13´ de Sagitário, Plutão em 24º 44´/ 24º 46´ de Sagitário, Vénus em 1º 12´/ 1º 2´ de Aquário; às 17.45 horas, uma mulher cai à linha na estação de Cais do Sodré, em Lisboa, sofrendo amputação de um braço, e isso interrompe a circulação na Linha Verde do metropolitano (Cais do Sodré / Telheiras) e condicionada a circulação na Linha Azul (Baixa-Chiado / Amadora Este).

 

Em 27 de Março de 2006, com Plutão em 26º 45´ de Sagitário, Sol em 6º 10´/ 7º 10´ de Carneiro, às 9.34 horas, uma avaria faz parar e reter durante 40 minutos um comboio com centenas de passageiros na Linha Azul do Metro de Lisboa no túnel entre as estações de Sete Rios e Praça de Espanha, sendo assistidos 10 passageiros na estação de Praça de Espanha por crises de ansiedade;

 

Em 9 de Dezembro de 2008, com Mercúrio em 24º 38´/ 26º 16´ de Sagitário, Saturno em 21º 17´/ 21º 20´ de Virgem, Vénus em 1º 11´/ 2º 21´de Aquário, uma passageira cai à linha do Metro na zona do Marquês do Pombal no momento em que a composição circula e fica com o braço esquerdo preso na roda do comboio sendo a circulação na linha amarela do Metro de Lisboa cortada por uma hora.

 

Em 12 de Novembro de 2019, com Júpiter em 25º 32´/ 25º 45´ de Sagitário, Marte em 25º 12´/ 25º 51´ de Balança, Júpiter em 25º 32´/ 25º 45´ de Sagitário, Saturno em 16º 15´/ 16º 20´ de Capricórnio,  ocorre uma avaria num comboio na linha na Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa pelas 17h05, que se imobiliza no túnel que liga as estações de  Cidade Universitária e Campo Grande, que obriga à interrupção do serviço, ao fim de 40 minutos, alguns passageiros sentem-se mal e são  acionados os botões de emergência para abrir as portas da carruagem.e saem  da composição e circulam pela linha com a ajuda de um funcionário do metro, regressando  à normalidade a circulação às 19h07".

 

Em 2 de Fevereiro de 2020, com  Marte em 20º 5´/ 20º 46´ de Sagitário, Nodo Norte da Lua em 7º 48´/ 7º 49´ de Caranguejo, a circulação da Linha Vermelha do Metro de Lisboa é interrompida no sentido Aeroporto-São Sebastião.desde, pelo menos, as 12h26 devido a um passageiro, cair para a linha do metro na estação Oriente.

 

Em 29 de Setembro de 2020, com Nodo Sul da Lua em 23º 33´/ 23º 21´ de Sagitário, Mercúrio em 1º 52´/ 2º 55´ de Escorpião, Júpiter em 17º 49´/ 17º 52´ de Capricórnio, Neptuno em 19º 5´/ 19º 4´ de Peixes quatro pessoas ficam feridas no desabamento de parte do teto de uma galeria entre a estação de metro de São Sebastião e a praça de Espanha por falta de fiscalização da câmara municipal de Lisboa aos erros do empreiteiro cuja equipa ao derrubar uma estrutura de betão armado na Praça de Espanha perfura a abóbada da galeria do metropolitano fazendo cair terra e pedras sobre um comboio que circula na Linha Azul entre a estação das Laranjeiras e o Marquês de Pombal.

 

Algumas das datas em que o Sol, um nodo da Lua ou um planeta atravessarão os graus 20º-26º do signo de  Sagitário são:  de 11 a 18 de Dezembro de 2020 (Sol); dde 14 a 19 de Dezembro de 2020 (Mercúrio); de 31 de Dezembro de 2020 a 6 de Janeiro de 2021 (Vénus). 

 

ÁREA 16º-17º DO SIGNO DE CAPRICÓRNIO

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 16º-17º do signo de Capricórnio  (ou seja: graus 286º-287º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 12 de Novembro de 2019, com Saturno em 16º 15´/ 16º 20´ de Capricórnio, Júpiter em 25º 32´/ 25º 45´ de Sagitário, Marte em 25º 12´/ 25º 51´ de Balança, Júpiter em 25º 32´/ 25º 45´ de Sagitário,  ocorre uma avaria num comboio na linha na Linha Amarela do Metropolitano de Lisboa pelas 17h05, que se imobiliza no túnel que liga as estações de  Cidade Universitária e Campo Grande, que obriga à interrupção do serviço, ao fim de 40 minutos, alguns passageiros sentem-se mal e são  acionados os botões de emergência para abrir as portas da carruagem.e saem  da composição e circulam pela linha com a ajuda de um funcionário do metro, regressando  à normalidade a circulação às 19h07".

 

Em 29 de Setembro de 2020, com Júpiter em 17º 49´/ 17º 52´ de Capricórnio, Nodo Sul da Lua em 23º 33´/ 23º 21´ de Sagitário, Mercúrio em 1º 52´/ 2º 55´ de Escorpião, Neptuno em 19º 5´/ 19º 4´ de Peixes quatro pessoas ficam feridas no desabamento de parte do teto de uma galeria entre a estação de metro de São Sebastião e a praça de Espanha por falta de fiscalização da câmara municipal de Lisboa aos erros do empreiteiro cuja equipa ao derrubar uma estrutura de betão armado na Praça de Espanha perfura a abóbada da galeria do metropolitano fazendo cair terra e pedras sobre um comboio que circula na Linha Azul entre a estação das Laranjeiras e o Marquês de Pombal 

 

ÁREA 17º-19º DO SIGNO DE PEIXES

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua ou de um planeta na área 17º-19º do signo de Peixes (ou seja: graus 347º-349 º em longitude na eclíptica)  é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente ferroviário no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 24 de Outubro de 1995, com Nodo Norte da Lua em 26º 31´de Balança, Sol em 0º 6´/ 1º 5´ de Escorpião, Saturno em 18º 42´/ 18º 39´ de Peixes, pelas 16.30 horas, desmorona-se uma das paredes do túnel nas obras de ampliação da estação de metro do Chiado, matando um trabalhador de 35 anos.

 

Em 29 de Julho de 2014, com Quiron em 17º 7´/ 17º 5´ de Peixes, Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Carneiro, Nodo Norte  da Lua em 22º 8´/ 22º 2´ de Balança, Marte em 1º 32´/ 2º  4´ de Escorpião, um homem é ferido na estação de metro do aeroporto de Lisboa, sendo esta encerrada.

 

Em 29 de Setembro de 2020, com Neptuno em 19º 5´/ 19º 4´ de Peixes Mercúrio em 1º 52´/ 2º 55´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 23º 33´/ 23º 21´ de Sagitário, Júpiter em 17º 49´/ 17º 52´ de Capricórnio, quatro pessoas ficam feridas no desabamento de parte do teto de uma galeria entre a estação de metro de São Sebastião e a praça de Espanha por falta de fiscalização da câmara municipal de Lisboa aos erros do empreiteiro cuja equipa ao derrubar uma estrutura de betão armado na Praça de Espanha perfura a abóbada do túnel do metropolitano fazendo cair terra e pedras sobre um comboio que circula na Linha Azul entre a estação das Laranjeiras e o Marquês de Pombal.

 

Estas pesquisas são ciência histórico-astronómica e superam em muito a astrologia tradicional que, por comodismo e falta de inteligência, não leva em conta estes «detalhes» porque nem ela mesma acredita no determinismo planetário-social absoluto. Os astrólogos tradicionais, que sustentam que «Vénus rege Balança e Marte rege o Carneiro», ignorando que Marte rege a área 1º a 11º do signo de Balança, exaltada quando uma sonda sobrevoa ou aterra em Marte, são papagaios ignorantes.

 

Saliente-se que os canais de televisão, os jornais como «Expresso», «Sol», «I», «Diário de Notícias», «Correio da Manhã», revistas como «Sábado», «Visão», «Revista Portuguesa de Filosofia» e muitas outras têm obrigação de divulgar os nossos estudos mas não o fazem porque são epistemicamente fascistas, são a nova «Santa Inquisição» de fachada científica e positivista. Não sabem nem podem refutar os dados históricos que apresentamos, por isso ignoram, censuram. A cultura contemporânea iluminista é fascista no plano epistémico porque sobrepõe o imaginário «livre-arbítrio» humano, o acaso, à necessidade, às leis infalíveis das radiações planetárias. E nada disto nega a existência do Deus do Puro Amor, exterior ao sistema das órbitas planetárias, transcendente à máquina Mundi do Grande Arquitecto.

 

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Segunda-feira, 30 de Março de 2020
Não existe o livre-arbítrio mas sim o livre-arbítrio retroactivo

 

Não creio no livre-arbítrio.  As forças planetárias que moldam o nosso destino a cada momento são tão poderosas que não permitem a deliberação, a escolha meditada e racional (livre-arbítrio). Assim perfilho a heresia dos cátaros do século XIII segundo a qual o pecador peca por necessidade - o ladrão ou o assassino rouba ou mata em tal dia ou tal hora porque Marte e Saturno o forçam a isso - e o justo, a pessoa bondosa faz o bem por necessidade (obrigatoriedade fatalista, lei da natureza) - o filantropo que dá a sua fortuna aos sem abrigo não é livre de o fazer, é compelido por Júpiter ou Vénus ou Marte a fazê-lo. Deus não condena ninguém porque é Amor puro mas só pode abrir as portas do Paraíso, do Pleroma, às almas que se purificaram da matéria regida por Satã.

 

Quanto a mim, não existe o livre-arbítrio mas sim o "livre-arbítrio retroactivo": posso reflectir no acto que pratiquei por instinto/determinação planetária há dois dias e aceitar ou não racionalmente, mas não o posso apagar, posso pedir perdão a Deus e orar ou ser indiferente por aceitar o mal que fiz cuja responsabilidade descarto de mim por ser obra de Satã. Este livre-arbítrio é impotente, operacionalmente falando, porque os actos estão no passado, no tempo pretérito, mas é uma reflexão livre, predispõe ou não o espírito a ascender ao Mundo da Luz Eterna, que não é obviamente o Mundo de Lúcifer.

 

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Sábado, 28 de Março de 2020
Confusões de Domingos Faria sobre Determinismo, Indeterminismo e Livre-Arbítrio

 

Domingos Faria, autor de manuais de filosofia, vende cursos de lógica erróneos a professores de filosofia do ensino secundário. Encontra-se no mesmo patamar de inteligência mediana em que estão os autores dos exames nacionais de filosofia do 11º ano do  ensino secundário sendo que cada um destes exames contem 10 questões de escolha múltipla, um terço das quais mal elaboradas. Domingos escreveu a seguinte cadeia de raciocínios falaciosos (falácia do determinismo versus livre-arbítrio):

 

«1. Ou o universo é determinista ou é indeterminista.

2. Por um lado, se o universo é determinista, não podemos agir de outra forma.

3. Se nunca podemos agir de outra forma, então não temos livre-arbítrio.

4. Logo, se o universo é determinista, nunca temos livre-arbítrio.

5. Por outro lado, se o universo é indeterminista, então as nossas ações resultam do acaso.

6. Se as nossas ações resultam do acaso, então não temos livre-arbítrio.

7.Logo se o universo é indeterminista, nao temos livre-arbítrio.

8. Logo, quer o universo seja determinista, quer seja indeterminista, não temos livre-arbítrio.»

 

Domingos Faria não tem uma noção clara do que é determinismo. Confunde este com fatalismo, doutrina segundo a qual tudo está predestinado e não temos livre-arbítrio. O determinismo é a teoria das leis constantes da natureza, isto é as mesmas causas, nas mesmas circustâncias, geram sempre os mesmos efeitos. Não é contrário do livre-arbítrio, é colateral (compatível com) deste. O livre-arbítrio não se opõe a todo e qualquer determinismo: escolhe a cada momento uma cadeia de ações deterministas. Exemplo: hoje posso deliberar jantar - se o fizer desencadeio o mecanismo determinista da digestão - ou posso deliberar jejuar ficando 15 ou 24 horas sem comer - se o fizer desencadeio o mecanismo determinista da autólise ou auto limpeza interna automática do organismo.

 

Portanto, está errado o raciocínio: «Por um lado, se o universo é determinista, não podemos agir de outra forma então não temos livre-arbítrio».

 

Está igualmente errado o raciocínio «se o universo é indeterminista, então as nossas ações resultam do acaso, então não temos livre-arbítrio». O que é um universo indeterminista? É aquele que não se rege por leis fixas de causa-efeito. Mas o indeterminismo biofísico não impede o livre-arbítrio nem impõe que as ações resultem do acaso. Exemplo: em um universo indeterminista, uma mulher pode dar à luz um gato mas pode usar o livre-arbítrio e deliberar acolher ou rejeitar o gato emanado do seu útero.

 

NOTA: COMPRA O NOSSO «DICIONÁRIO DE FILOSOFIA E ONTOLOGIA», 520 páginas, 20 euros (portes de correio para Portugal incluídos), CONTACTA-NOS. Apoia a produção filosófica independente. Se neste blog absorves ideias novas e raciocínios luminosos podes retribuir comprando o dicionário.

 

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Domingo, 15 de Março de 2020
São Tomás: racional é dos homens, intelectual é dos anjos

 

Platão dividiu o conhecimento intelectual em dianoia (raciocínio matemático e analítico) e noese (intuição inteligível dos arquétipos, sem usar o raciocínio). São Tomás de Aquino distinguiu o intelectual do racional. Alguns teólogos sustentaram que nos anjos não existe amor electivo, isto é, de livre escolha. E São Tomás descreve assim esse argumento:

 

«Objeções por as quais parece que nos anjos não há amor electivo: 

«1. O amor electivo parece ser um amor racional, já que a escolha se segue ao conselho e o conselho é uma deliberação como se diz em III Ethic (de Aristóteles). Mas o amor racional contrapõe-se ao intelectual, que é próprio dos anjos como se diz no capítulo 4 de De Div. Nom. (Dionísio). Portanto, nos anjos não há amor de livre escolha.»

 

O doutor angélico responde assim: 

«Nem todo o amor de livre escolha é amor natural no sentido em que o amor racional se contrapõe ao intelectual. Chama-se amor racional ao que se segue ao conhecimento discursivo e como dissemos anteriormente ao falar do livre-arbítrio (questão 59 artigo 3 , resposta à objeção 1), nem toda a escolha é consequência de um processo discursivo racional; só a escolha do homem o é. »

 

(Santo Tomas de Aquino, Suma de Teologia, I, Parte I, Cuestion 60, Sobre el amor o dilección de los ángeles, Biblioteca de Autores Cristianos, Madrid, 2006,  pp 560-561; o destaque a negrito é posto por nós ).

 

Para o doutor angélico, os anjos não necessitam de raciocinar para conhecer e escolher, isto é, dispõem de um livre-arbítrio intuitivo, clarividente:

«Assim, pois, como a natureza intelectual dos anjos é perfeita, só têm conhecimento natural e não discursivo e, sem embargo, há neles amor natural e amor electivo. » (ibid, pág 561).

 

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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2020
Teste de filosofia 10º ano (Fevereiro de 2020)

 

Eis um teste de filosofia gizado por quem não perfilha as erróneas tabelas de verdade da lógica proposicional, esse refúgio dos que ainda não pensaram a fundo ontologia e metafísica.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA F

3 de Fevereiro de 2020, Professor: Francisco Queiroz


I

«O determinismo biofísico com livre-arbítrio (dito: determinismo moderado) distingue-se do determinismo sem livre-arbítrio (dito: determinismo radical) e do fatalismo. O dualismo estóico de Marco Aurélio inclui a epokê e pode comparar-se ao dualismo do ser humano  em Kant e da sua moral. As essências na teoria de Platão ocupam um lugar diferente das essências na teoria de Aristóteles. Os valores dispõem de hierarquia e polaridade.»

 

1)Explique concretamente este texto.

 

2)Explique concretamente o seguinte texto:

“O ser em Parménides equivale ao mundo do ser em Platão. O princípio do terceiro excluído não é a mesma coisa que o princípio da não contradição.”

 

3)Relacione, justificando:

A ) Cosmologia de Heráclito e racionalidade.

B) Esfera dos valores vitais e sentimentais e esfera dos valores espirituais em Max Scheler. 

C) Multiculturalismo versus Etnocentrismo em duas modalidades.

D) Esfera dos valores do santo e do profano e esfera dos valores sensíveis em Max Scheler.

 

1) O determinismo biofísico com livre arbítrio é a teoria que sustenta que na natureza física as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos mas o homem dispõe de livre-arbítrio, isto é, o poder de reflectir e escolher racionalmente um caminho. Exemplo: apetece-me comer (determinismo) mas raciocino e delibero  jejuar para emagrecer (livre-arbítrio). O determinismo biofísico sem  livre arbítrio é a teoria que sustenta que na natureza física as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos e o homem não dispõe de livre-arbítrio, age por instinto, sem reflexão e livre-arbítrio. Esta segunda teoria não exclui o acaso na natureza ou no comportamento humano e nisso se distingue do fatalismo, doutrina diz que tudo o que acontece está predestinado nos astros, na genética ou no pensamento de Deus ou no destino, não havendo livre-arbítrio nem acaso. (VALE TRÊS VALORES).

 

O dualismo estóico de Marco Aurélio divide o ser humano em duas partes: o eu racional, o guia interior, que é a nossa verdadeira essência e que corresponde ao eu numénico ou racional em Kant produtor do imperativo categórico («Age de modo que a tua ação seja como uma lei universal na natureza, sem favorecer especialmente a ti ou a teus amigos ou paridários»; o corpo físico que é algo exterior à essência e é capaz de suportar as maiores dores e tortura desde que controlado pelo eu racional e que em Kant corresponde ao eu empírico ou fenoménico, o eu dos instintos egoístas (comer, beber, favorecer os familiares e amigos em detrimento de outros, etc). A epokê é a suspensão do juízo preconizada por Marco Aurélio para manter a tranquilidade de espírito: «Calma! Dizem-te que o teu filho está doente mas não te dizem que vai morrer. Fica-te pois pelas primeiras impressões e nada lhe acrescentes». (VALE TRÊS VALORES).

 

As essências, na teoria de Platão - exemplo: o Belo, o Bem, o Homem, a Mulher, a Árvore, o triângulo - são modelos perfeitos, imóveis e eternos, arquétipos, invisíveis, situados acima do céu visível. Em Aristóteles, as essências são igualmente imóveis e incriadas mas existem no mundo de baixo: a essência Homem (eidos) está presente em cada um dos homens, a essência Árvore subjaz em todas as árvores, é a sua forma comum. (VALE DOIS VALORES).

 

Os valores, isto é, qualidades éticas, estéticas, filosóficas, económicas, políticas, biofísicas, etc., existentes por toda a parte possuem hierarquia, isto é, escala desde cima a baixo. Exemplo: saúde é mais importante que título universitário e este está acima de ausência de estudos e ser iletrado. Possuem também polaridade, isto é, para cada valor há um ou mais contra-valores: justiça em um pólo injustiça no outro, bondade em um pólo maldade no outro. (VALE UM VALOR)

 

2) O ser em Parménides é o que é, o que dura eternamente, não foi criado nem será extinto, é uno, indivisível, homogéneo, contínuo como uma esfera, invisível, imperceptível aos sentidos e só pode ser apreendido pelo pensamento (ser e pensar é um e o mesmo). Este conceito corresponde ao mundo inteligível de Platão tomado em bloco abstraindo das formas (arquétipos de Bem, Belo, Triângulo, Justo, etc.), excepto da de esfera (VALE DOIS VALORES). O princípio do terceiro excluído sustenta que cada coisa ou qualidade pertence ao grupo A ou ao grupo não A, excluindo a terceira hipótese. Isto é diferente do princípio da não contradição que diz que uma coisa não pode ser ela e o seu contrário ao mesmo tempo e no mesmo aspecto. (VALE UM VALOR).

 

3) A cosmologia de Heráclito estabelece que a substância origem do mundo, o arkê, é o fogo que constitui o caos que depois,orientado por um Logos (Inteligência Cósmica) se transforma em cosmos por processos de arrefecimento em diferentes graus produzido os astros, o planeta Terra, as árvores, os animais, os seres humanos. Este cosmos ao fim de milhares de anos voltará a ser fogo puro, isto é caos, este originará um novo cosmos. Há nisto racionalidade ou seja lógica: a oscilação pendular caos-cosmos, a omnipresença do fogo como essência oculta de homens, animais, mares, céus. (VALE DOIS VALORES)

 

3-B) A esfera dos valores vitais e sentimentais tem como principais valores o nobre e o vulgar. Engloba ainda os pares amor-ódio, sentimento de juventude e sentimento de velhice, alegria e tristeza, sentimento de vitória ou derrota, paixão e ciúme, orgulho versus humildade, desassobro versus vergonha, coragem versus cobardia, etc. A esfera dos valores espirituais engloba, segundo Scheler, os valores éticos (bem e mal) , estéticos, jurídicos (correcto, incorrecto, legal e ilegal) , filosóficos (verdade e erro) e os valores de referência, subordinados aos filosóficos,  que são os científicos (verdade e erro). Cada valor desdobra-se em três níveis. Exemplo para um valor filosófico: valor de coisa, o livro «Metafísica» de Aristóteles; valor de função, ler e meditar a «Metafísica»; valor de estado, sentir-se esclarecido e feliz por adquirir vastas noções filosóficas aristotélicas(VALE DOIS VALORES).

 

3-C) Multiculturalismo é a ideologia que defende que em cada Estado devem coexistir em plano de absoluta igualdade de direitos políticos e sociais as diferentes etnias, a original do território, e as imigrantes, podendo, por hipótese, um imigrante mexicano ser eleito presidente dos EUA e todas as comunidades - estadounidense de raça branca, portuguesa, mexicana, chinesa, indiana, etc. - receberem igual financiamento para celebrarem as suas festas tradicionais e terem aulas para os seus filhos. Etnocentrismo é a ideologia que defende que em cada país há uma etnia dominante, como por exemplo, o povo católico de etnia caucasiana em Portugal. Reveste duas modalidades: etnocentrismo democrático, que concede direitos às etnias imigrantes e a minorias culturais e sexuais; etnocentrismo nazi, racista ou religioso intolerante ou de outro tipo, que esmaga outras etnias, expulsa imigrantes em massa, prende e persegue homossexuais etc. (VALE DOIS VALORES).

 

3-D) A esfera dos valores do santo e do profano engloba os valores de salvação, próprios do crente em Deus, e de desespero ou indiferença religiosa próprios do ateu. Cada valor desdobra-se em três níveis. Exemplo: valor de coisa, um crucifixo; valor de função, beijar ou crucifixo ou contemplá-lo devotamente; valor de estado, sentir-se salvo e protegido por Deus. A esfera dos valores sensíveis é a inferior: contém os valores de prazer e dor física e os valores subordinados de referência . o útil e o inútil. (VALE DOIS VALORES).

 

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Quinta-feira, 9 de Maio de 2019
Reflexões de circunstância, de Maio de 2019.

 

 

O LIVRE-ARBÍTRIO NÃO PODE TER SIDO CRIADO POR DEUS. Se Deus dotasse o homem de livre-arbítrio estaria, de certo modo, a induzi-lo na via do pecado porque o livre-arbítrio é a escolha racional entre o bem e o mal a cada instante, entre um e vários caminhos ou modos de comportamento. Assim, o Deus do Amor não pode criar um ser imperfeito como o homem. Pode dar apenas a este a centelha luminosa do Amor na alma, o desejo de atingir a perfeição e ascender ao Paraíso.

 

O TEMOR DE DEUS OBRIGA-NOS A REZAR EM FAVOR DOS MORTOS E DOS VIVOS. São João dizia "todo espírito que não proclama Jesus esse não é de Deus, mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo."

São João escreveu que »No amor não há temor; pelo contrário, o perfeito amor lança fora o temor; de facto, o temor pressupõe castigo, e quem teme não é perfeito no amor». A verdade é que se não temêssemos o inferno ou as chamas do purgatório teríamos um comportamento muito mais relaxado, libertino, pecaminoso.

Os místicos como São Pio de Pietrelcina dizem: «Rezai, rezai continuamente, mesmo sem vontade.» A oração salva muitas almas de cair no inferno e cura doenças e estados de abandono, desemprego e carências alimentares neste mundo terreno. As falsas religiões como o judaísmo, o islamismo, o hinduísmo, o budismo não salvam, coisa que as mentes relativistas da nossa época têm dificuldade em aceitar.

 

DEUS SÓ PODE FAZER O BEM, LOGO NÃO CRIOU O INFERNO, REINO DE LÚCIFER. A ideia de que Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis é teologicamente errónea porque muitas coisas visíveis e invisíveis são más por essência ou por acidente. Há portanto dois criadores: o Deus do Bem, incluindo a deusa Guan Min (a Minné dos cátaros) e Lúcifer o Deus do Mal e da matéria.

 

SINCRONISMO ONTOFONÉTICO-Em 7 e 8 de Maio de 2019, a ideia de MOURA está em foco: no dia 7, pelas 22 horas, uma ambulância da Cruz Vermelha de MOURA, Alentejo, cai numa ravina perto de Safara, morrendo dois dos seus ocupantes; no dia 8, Lucas MOURA marca os três golos com que o Tottenham derrotou o Ajax garantindo a passagem à final da Liga de Campeões em futebol.

 

SEVILHA E SOR ANGELA DE LA CRUZ. 11 de Maio de 2019. Viajamos a Sevilha desde Beringel, saindo às 7.15 horas, no autocarro do clube taurino desta vila alentejana. Pedro e eu acompanhamos 4 amigas de Ferreira do Alentejo. Almoçamos juntos, quase todos a mesma sopa cordobesa: salmorejo. Na praça do duque da Victoria, o famoso Espartero do século XIX. Quando eu disse «Vamos visitar a santa de corpo incorrupto»todos concordaram. O calor era muito. E tomamos o caminho da igreja da Encarnação, em cujo convento jaz o cadáver de Santa Angela de la Cruz (30 de Janeiro de 1846, Sevilha; 2 de Março de 1932, Sevilha), a freira fundadora das Irmãs da Companhia da Cruz, um instituto religioso católico romano dedicado a ajudar os pobres abandonados e os doentes sem ninguém para cuidar deles.

 

Rezamos na capela onde está exposto dentro de um altar envidraçado o corpo da santa, às 15 horas. Que paz! Fátima e Vera dizem: «Até parece que o corpo da santa respira». É fantástico rezar - a imaginação tem um papel fundamental, só ela abre ou cria um mundo místico. Mesmo que Deus não existisse, tu poderias inventá-lo. E orei com fé. Escreve-se num papel um pedido e mete-se numa caixa que depois as freiras abrirão, lerão o papel e, suponho, incluirão os pedidos nas suas orações.Vejo as freiras na igreja ao lado de braços abertos adorando misticamente o Santíssimo (a hóstia grande) exposto na custódia.

 

Sinto falta da missa latina de São Pio V, hierática, profunda, em que se comungava de joelhos, diferente das actuais eucaristias liberais e demo-maçónicas, quase isentas de mística. Mas eu não sou um católico verdadeiro, as raízes da filosofia cátara impregnam-me: o mundo da matéria foi criado por um Demiurgo, um deus degenerado, ou por Satã, a nossa alma superior, o Nous de Platão, foi criado pelo verdadeiro Deus do Amor ou por Minne, a Mãe Universal, o lado feminino de Deus, de que a Virgem Maria é mensageira. A solução é rezar, rezar sempre mesmo sem vontade.

 

Voltamos para Beja pelas 22 horas. Uns tinham ido assistir à tourada na Maestranza - 37 euros cada bilhete em bancadas expostas ao sol, vendo pessoas desmaiar. Eu sou de livros e redescobri aberta, com prazer, a livraria Beta, da calle Sierpes, agora com novo nome: livraria Verbo. Adoraria voltar a Beja com uma mala cheia de livros mas há limites orçamentais...Que fantástico é circular em Sevilha, cidade mágica.

 

SINCRONISMO ONTOFONÉTICO. Em 17 e 18 de Maio de 2019, as ideias de PEIXE, RECUPERAÇÃO e COURO estão em foco: no dia 17, quando estou na esplanada do café Luís da Rocha, noto, pelas 19 horas, a chegada da manifestação de rua da CDU bejense envolvendo o candidato João PEIXOTO (evoca: PEIXE) Ferreira, consigo RECUPERAR um ficheiro informático que há dias se corrompera; no dia 18, desloco-me à Feira Islâmica de Mértola, evento de grande beleza pela arquitectura de Mértola e pelo colorido das tendas com ar...tigos multicolores da civilização islâmica, folheio o CORÂO numa banca (evoca: COURO), compro um cinto de COURO, encontro casualmente PEIXE, vendedor de automóveis em Beja e conversamos, encontro Ivo Figueira, campeão nacional de PESCA desportiva e aluno da ESDG, António Joaquim (primo) diz-me que a câmara de Ferreira do Alentejo tenta RECUPERAR a pureza da água contaminadas pelos químicos dos olivais superintensivos e intensivos que o governo PS e a comissão europeia ao serviço da monsanto estimulamo Benfica RECUPERA o título de campeão da primeira Liga de Futebol.

 

 

CATARINA DIZ-ME: «O AMOR NÃO EXISTE, O PROFESSOR TEM RAZÃO». Expliquemo-nos: o único amor que existe é o amor a si mesmo, o amor-próprio. O amor aos outros enquanto indivíduos particulares não existe em si mesmo, é apenas a modalidade externa e sedutora do amor-próprio, é acidental. Só amo aquela mulher enquanto ela for linda e doce comigo, se ela me trair ou roubar, o amor cessa - ou seja, permanece o amor próprio. Só amo a Deus porque Ele me mantém vivo e optimista e me promete o Paraíso quando morrer - e isto é ainda amor próprio.

 

SER FELIZ NESTE MUNDO É, EM REGRA, SER INFELIZ NO OUTRO MUNDO DO ALÉM. Este é o ensinamento, aparentemente cruel, da mística cristã. Dizia o Padre Pio de Pietrelcina, místico italiano: «Eu amo-te e peço a Jesus que te faça conhecer o amor, porque pelo amor chegamos ao sofrimento. Nós nascemos para sofrer.»

Isto opõe-se radicalmente aos que dizem: «Faz o que te dá prazer, sem regras morais, sem remorsos, a vida é só esta e há que aproveitá-la bem.» Mas mesmo estes hedonistas, não cristãos, experimentam o sofrimento com os seus apetites desenfreados: lá vem uma doença grave, uma perda de emprego, uma separação sentimental dolorosa....

 

PARA NÓS, OS MACHOS TRADICIONAIS, INCLUSIVE OS QUE COMO EU SE MASCARAM NO CORSO DE CARNAVAL, A REVOLUÇÃO SEXUAL «LIBERTADORA DA MULHER» É UM DESASTRE. Onde arranjar uma mulher em condições, fiel por anos e anos, «para toda la vida», doce e a saber cozinhar bem, passar a roupa a ferro, arrumar a casa, crente em Deus e disposta a orar o rosário com o marido e os filhos?

 

As adolescentes e mulheres que imigram do Alentejo, das Beiras e Trás os Montes para Lisboa e Porto, cidades de costumes corrompidos, correm riscos de cair no pântano: uma parte delas cai na promiscuidade sexual, na prostituição, porque a necessidade de dinheiro, estudos universitários, roupas e automóveis caros fala mais alto. Um amigo diz-me: «Aqui no Alentejo, nas aldeias pequenas, ainda se encontram mulheres virgens e outras que não tiveram mais que um parceiro, mulheres decentes.»

 

Na igreja ultracatólica de El Palmar de Troya, Andaluzia, as regras da decência no vestir (decreto de 9 de Outubro de 1985 do papa cego Clemente) impunham que a mulher, tanto na igreja como na rua e em casa, nunca use calças nem pijama de duas peças, que são vestuário masculino, e que o vestido que use seja não transparente, não muito cingido ao corpo, sem decote, de mangas compridas, com a saia a cair pelo menos 4 dedos abaixo do joelho. Às mulheres que se vestem ousadamente e se iam confessar o Padre Pio dizia: «Porcalhona! Vai de imediato cobrir os braços e os ombros para não arderes no fogo do purgatório»!

 

PORQUE É QUE COSTA E O PS COM 33,3% DE VOTOS AFUNDARAM RIO E O PSD COM 21,9% DE VOTOS NAS ELEIÇÕES EUROPEIAS DE 26 DE MAIO DE 2019? Porque a COSTA enfrenta e concilia-se com o MAR que é muito mais vasto e poderoso que o RIO.

 

POR QUE RAZÃO MARISA MATIAS E O BE FICARAM À FRENTE DE JOÃO PEIXOTO FERREIRA E DA CDU NO NÚMERO DE VOTOS NAS ELEIÇÕES EUROPEIAS? Porque o MAR ( MARISA) é muito maior do que o PEIXE (PEIXOTO).

 

AS MULHERES FICAM MUITO MAIS FEMININAS USANDO SAIAS (A CAIR ABAIXO DOS JOELHOS) DO QUE USANDO CALÇAS OU MINI-SAIA. Quase ninguém reflecte sobre essa mudança que masculinizou a mulher e retirou encanto e intensidade à atração heterossexual. Acha-se «normal» que a mulher se travista com calças mas o inverso, o uso de saias pelo homem é apontado como anormal. De um site brasileiro retirei o seguinte comentário:

«Durante o período da Segunda Guerra Mundial, as mulheres norte-american...as, que haviam conquistado o direito ao voto no ano de 1920, substituíram os homens nas fábricas e conquistaram, também, o direito ao uso da calça em denim com modelagem adequada ao seu corpo, quando a Levi's lançou a Lady Levi’s 701, em 1935. Deste modo, as mulheres só foram receber a devida atenção da indústria do jeans muito tempo depois dos homens.
Até o começo dos anos 6O não era muito comum uma mulher usar calças, restrito apenas as mulheres ousadas. E hoje, ironicamente, todas as mulheres, com exceção das religiosas, usam calças.»

 

Psicanaliticamente, em minha opinião, o uso generalizado de calças pelas mulheres aumenta o número de homossexuais masculinos. A mulher de calças é psiquicamente mais masculina do que a mulher de saia ou vestido. E corre o risco de ser lançada no Inferno eterno pois desafiou o Deus dos universos em nome da «liberdade de ser o que se quiser».

No Antigo Testamento, no livro do Deuteronómio, 22-5, está escrito: «A mulher não deverá usar roupas masculinas, e o homem não se vestirá com roupas de mulher, pois Yahweh, o teu Deus, tem aversão por toda pessoa que assim procede.»

 

 

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Sábado, 1 de Abril de 2017
Determinismo e indeterminismo: equívocos de Paul Davies

 

Paul Davies escreveu no seu excelente livro «Deus e a Nova Física»:

 

«Um agente livre é aquele que pode causar certos actos no mundo físico. Num universo indeterminista, ocorrem eventos que não têm causa. Mas poder-se-á ser responsável pelos actos a não ser que sejam "causados" por alguém? Os defensores do livre arbítrio afirmarão que que as actividades da pessoa são determinadas,  por exemplo, pelo seu carácter, inclinações, personalidade

«Suponhamos que um homem pacífico comete, repentinamente, um acto violento. O indeterminista diria: «Foi um acontecimento espontâneo, sem causa antecedente. Não se pode culpar o homem.» O determinista, por seu lado, declararia o homem responsável, mas confortar-se-ia com o facto de ele poder vir a ser reabilitado pela educação, persuasão, psicoterapia, drogas, que provocariam um comportamento diferente no futuro. » (Paul Davies, Deus e a Nova Física, Círculo de Leitores, 1989, pág. 171; o destaque a negrito é colocado por nós).

 

Ora o que sucede é exactamente o oposto do que diz Paul Davies. O que é o livre-arbítrio? É a escolha livre, ponderada, racional de um acto ou de valores sobrepondo-se ao determinismo biofísico.  O livre-arbítrio é uma parte do indeterminismo, da inexistência de necessidade, de relações constantes causa-efeito. Portanto dizer que «Os defensores do livre arbítrio afirmarão que as actividades da pessoa são determinadas, por exemplo, por exemplo, pelo seu carácter, inclinações, personalidade» constitui um erro: se são determinadas pelo carácter ou inclinações, o livre-arbítrio desaparece.

 

 

Por outro lado, dizer, a respeito de um crime hediondo praticado por um homem até então bem comportado que « o indeterminista diria: «Foi um acontecimento espontâneo, sem causa antecedente. Não se pode culpar o homem.» é errado, pelo menos no que toca a uma parte dos indeterministas. Se há indeterminismo,  maior é a responsabilidade de cada um, não há desculpas, o livre-arbítrio deveria ter-se exercido sobre a base da vigilância.

 

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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2017
Ontologia de Espinoza: fatalismo, Deus como a necessidade imanente à natureza biofísica

Baruch de Espinoza (24 de Novembro de 1632, Amsterdão — 21 de Fevereiro de 1677, Haia) foi um dos grandes pensadores do racionalismo do século XVII , originário uma família judaica portuguesa que fugiu de Portugal por causa da perseguição da Inquisição. Excluiu o livre-arbítrio da existência humana considerando esta determinada pelo desejo, pela necessidade de conservar o bem-estar de cada um.Em 27 de julho de 1656, a Sinagoga Portuguesa de Amsterdão excomungou Espinoza com o chérem, por este sustentar que «nem o entendimento nem a vontade pertencem à natureza de Deus» e que Deus é a lei infalível da natureza, a causa imanente de todas as coisas (panteísmo).

 

PROVIDENCIALISMO E FATALISMO

 

 Espinoza professou o Providencialismo, a doutrina de que a Divina Providência guia o destino de cada homem no sentido do bem espiritual mesmo através das dificuldades e fracasos que lhe envia:

 

 «O ódio há-de ser vencido pelo seu contrário, o amor, e todo aquele que se guia pela razão deseja também para os demais o bem que apetece para si mesmo (...) o varão de ânimo forte considera antes de tudo que todas as coisas se seguem da necessidade da natureza divina, e, portanto, sabe que tudo quanto pensa ser molesto e mau, e quanto lhe parece imoral, horrendo, injusto e desonroso, obedece a que a sua concepção das coisas é indistinta, mutilada e confusa; e, por esta causa, esforça-se sobretudo por conceber as coisas como são em si, e por apartar os obstáculos que se opõem ao verdadeiro conhecimento, tais como o ódio, a ira, a inveja, a irrisão, a soberba e os demais de este estilo, que comentámos anteriormente; e deste modo esforça-se quanto possível, como temos dito, por agir bem e estar alegre.»

(Spinoza, Ética, Alianza Editorial, Madrid, 2006, pp 366-367).

 

Espinoza elimina o livre-arbítrio e o acaso de tal modo que tudo o que sucede, acontece por necessidade, isto é, não poderia ser de outro modo. E como tudo está em Deus, este é a própria necessidade. Aqui Espinoza antecipa o hegelianismo que aprisiona Deus ao círculo do ser em si/ ser fora de si/ ser para si.

 

PROPOSIÇÃO XXIX

«Na natureza não há nada contingente mas em virtude da necessidade da natureza divina, tudo está destinado a existir e a agir de certa maneira

(Spinoza, Ética, Alianza Editorial, Madrid, 2006, pag 83).

 

 

O LIVRE-ARBÍTRIO NÃO EXISTE

Espinoza excluiu o livre-arbítrio da existência humama considerando esta determinada pelo desejo e pela necessidade da natureza. A afirmação de que a soma dos três ângulos internos de um triângulo perfaz 180º não é um acto de livre-arbítrio é uma imposição à alma da ideia de triângulo que o entendimento concebe. Volição é um acto de querer isto ou aquilo mas a volição não implica que haja livre-arbítrio. Escreveu:

                                                          

PROPOSIÇÃO XLVIII

«Não há na alma nenhuma vontade absoluta ou livre, mas a alma é determinada a querer isto ou aquilo por uma causa, que também é determinada por outra, e esta por sua vez por outra, e assim até ao infinito

(Spinoza, Ética, Alianza Editorial, Madrid, 2006, pág 176).

 

PROPOSIÇÃO XLVIII

«Na alma não se dá nenhuma volição, no sentido de afirmação ou negação, aparte aquela que está implícita na ideia enquanto é ideia

Demonstração: na alma (pela Proposição anterior) não há nenhuma faculdade absoluta de querer ou não querer, mas tão somente volições singulares, a saber: tal e qual afirmação, tal e qual negação. Sendo assim, concebamos uma volição singular, por exemplo um modo de pensar pelo que a alma afirme que os três ângulos de um triângulo valem dois rectos. Esta afirma implica o conceito, ou seja, a ideia de triângulo(...) Deste modo, esta afirmação pertence à essência da ideia de triângulo e não é outra coisa que ela mesma (...)

 

«Corolário: A vontade e o entendimento são um e o mesmo.

«Demonstração: A vontade e o entendimento não são senão as mesmas volições singulares (...) Ora bem: uma volição singular e uma ideia singular são um e o mesmo (pela Proposição anterior). Logo, a vontade e o entendimento são um e o mesmo.»

(Spinoza, Ética, Alianza Editorial, Madrid, 2006, pp 177-179; o negrito é posto por nós).

 

 

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