Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018
A uniformização no ensino da filosofia, indício de ditadura

 

No seu afã de uniformizar o ensino público da filosofia, o pequeno grupo de doutorados e mestres que fabricou a alteração dos progranas de 10º e 11º ano de escolaridade em Portugal, que poderá dar-se em Setembro de 2018, proibe a lógica aristotélica e impõe como «científica» e única a lógica proposicional. É a ditadura dos illuminati na área do ensino da filosofia.

 

Quem são os illuminati? Um grupo restrito de 13 famílias multimilionárias, algumas das quais reptilianas, como a família real inglesa dos Windsor, e os seus agentes políticos e mediáticos: presidentes da república e chefes de governo, deputados e senadores, catedráticos, directores de jornais, estações de rádio e televisão, chefes militares, chefes de serviços de espionagem, filósofos da uniformização, etc. Que visam? Um governo mundial único, uma economia global em que um punhado de oligarcas explora e oprime o resto da população mundial, uma ditadura mundial ( Nova Ordem Mundial) e a redução da população mundial.

 

David Icke escreve sobre a uniformização, levada a cabo em todo o mundo em nome da "igualdade" e da "democracia´":

 

«Em todos os lugares, o modelo ocidental está a atropelar a diversidade  cultural. Podemos vê-lo no modo como se está a impor a "cultura estadunidense" ao resto do mundo, mas "Estados Unidos" é somente o veículo. Na realidade, é a uniformidade dos Illuminati oculta atrás do disfarce de "Estados Unidos". As ditaduras necessitam que se centralize a tomada de decisões porque uns poucos não podem controlar a multidão se o poder está dividido e delegado em outras pessoas- Quanto mais pessoas participem na tomada de decisões, menos podem uns poucos ter o controlo sobre o que se decide. A prioridade nº 1 de toda a ditadura é terminar com a diversidade e impor uma uniformidade centralizada. Observa em todo o mundo e verás que, em qualquer ocasião, a diversidade e a individualidade estão no ponto de mira. Quer seja a estrutura do governo, a "cultura" mundial imposta pelas empresas multinacionais, Hollywood e a televisão, o design dos edifícios e a roupa.. tudo começa a parecer e a funcionar da mesma maneira. Foi uma lástima ver em um documentário sobre uma escola na África do Sul que as crianças vestiam uniformes como os das escolas europeias e americanas. Talvez penses que é um facto insignificante, mas é um indicativo da galopante uniformidade. África tem uma diversidade cultural magnífica no que respeita às suas vestimentas e estilos de vida; e ainda assim, está a deixar-se consumir pela aborrecida banalidade da moda universal. É um claro e com frequência terrivelmente simples processo de homicídio cultural. O objectivo é que as pessoas aspirem à cultura dos seus opressores. Convences-te de que a tua uniformidade sem graça é o símbolo do êxito, uma prova de que as culturas que defendes se libertaram das amarras do seu primitivo "passado" cultural e se uniram às mesmas sociedades que antes as oprimiam. "Agora sou um de vós, e tenho umas Nike". Os líderes políticos e outros aspirantes ocidentais abandonaram a sua diversidade para adoptar a versão ocidental dos uniformes escolares, o traje escuro. O mundo está governado por homens de trajes escuros, quer sejam políticos, banqueiros, homens de negócios, e inclusive os leitores de telejornais que dão as "notícias"

 

(David Icke, La conspiración mundial y como acabar con ella, Ediciones Obelisco, Barcelona, pp 650-651; o bold é colocado por nós).

 

 

 

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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018
A perversa reforma do programa de filosofia do 10º e 11º ano em Portugal ou Bilderberg no ensino

A reforma do programa de filosofia, que se prevê entrar em vigor em Setembro de 2018, elimina a lógica aristotélica do programa de filosofia e coloca a lógica proposicional como obrigatória e única modalidade lógica na primeira parte do programa de filosofia do 10º ano de escolaridade em Portugal. O resto do programa de 10º ano limitar-se-á à ética, passando a estética e a religião para o programa de 11º ano que deixará de ter a lógica aristotélica e a lógica proposicional em alternativa uma à outra. É mais uma manobra dos pseudo filósofos analíticos - a corrente em que militam João Branquinho, Ricardo Santos, Guido Imaguire, Pedro Galvão, Desidério Murcho, Alexandre Franco de Sá, Sara Bizarro, Aires Almeida, etc. - para afunilar o ensino da filosofia, para o tornar aborrecido, sem horizontes metafísicos, aos olhos dos alunos. O formalismo da lógica proposicional, uma lógica deficiente porque exclui as proposições modais aristotélicas do tipo «É possível que a desumanização do homem esteja em marcha» e «É impossível ignorar os filósofos gregos pré-socráticos, Lao Tsé e o budismo no ensino da filosofia» visa substituir a ausência de ideias dos novos doutorados e mestres em filosofia da universidade portuguesa.

 

Os autores da reforma argumentam que é preciso interdisciplinaridade com a matemática. Mas que interdisciplinaridade há nas turmas de humanísticas e artes com a matemática no 10º e 11º ano de escolaridade? Praticamente, nenhuma. O exame nacional de filosofia, instituído há anos, visou apenas uniformizar, controlar os professores de filosofia, que são perigosos para o sistema político quando são criativos e livres porque rompem a censura existente nas televisões, jornais e nos manuais escolares.

 

Nada disto é inocente. Estas mudanças de programas obedecem à estratégia do neofascismo «democrático» do clube de Bilderberg que quer expulsar do ensino de massas a filosofia livre e a história social e política crítica: ocupando os alunos com inúteis exercícios de lógica, impede-se estes de conhecer as ideologias marxista, anarquista, teoovniológica, as teorias da conspiração, o taoísmo, o platonismo, o aristotelismo, etc. E o peso da ética (leia-se: a ideologia federalista dos illuminati) cresce imenso no 10º ano. É o doutrinarismo do Estado Novo de Salazar vertido em doutrinarismo do Estado da Nova Ordem Mundial. São os inimigos da liberdade de filosofar quem está a alterar os programas de filosofia do ensino secundário em Portugal. Eles temem os professores mais cultos e amplos no pensar!

 

Na nova proposta de programa de 10º ano, na abordagem introdutória à filosofia e ao filosofar ignora-se a definição de filosofia como livre interpretação metafísica do universo, da vida e do homem e limita-se a descrevê-la como actividade crítica (apêndice da ciência, como defendia o círculo de Viena fundado em 1929):

 

«O que é a filosofia?

«Caracterizar a filosofia como actividade conceptual crítica.»

«As questões da filosofia»

«Clarificar a natureza dos problemas filosóficos».

 

Evita-se falar em grandes temas da filosofia porque isso poderia inclinar os professores a explanar em síntese as doutrinas de Heráclito, Lao Tse, Platão, Aristóteles, etc., que os novos doutorados em filosofia ignoram, de um modo geral, e que tentam suprimir do ensino dado conterem metafísica.

 

Alerta, professores de filosofia! Nem sequer fomos consultados sobre este afunilamento do programa, sobre esta  desaparição do item grandes temas da filosofia do programa de 10º ano ainda em vigor. Os antifilósofos da lógica proposicional, seres de pensamento robótico, decidem amputar os programas à revelia dos milhares de professores de filosofia do ensino secundário em Portugal, à boa maneira dos eurocratas  a quem a democracia de base intimida.

 

É lamentável que sejam governos do Partido Socialista Português a limitar o campo do ensino público livre da filosofia: ligado através de António Costa, de Manuel Maria Carrilho, de Maria de Lurdes Rodrigues, de António José Seguro ao clube mundialista de Bilderberg, de Henry Kissinger, das famílias Rotschild e Rockfeller, de Pinto Balsemão e Ricardo Salgado, o PS português transforma-se, subtil e gradualmente, num partido social-fascista no campo do ensino  da filosofia ao suprimir programaticamente a vastidão dos grandes temas da filosofia, a liberdade de cada professor escolher temas e ensinar à sua maneira. Que medo à individualidade radical tem a burguesia portuguesa e os seus homens de mão socialistas! E Tiago Brandão Rodrigues está ou não consciente desta manobra ditatorial? Ele é, formalmente, o responsável desta reforma de fechamento do horizonte filosófico nas escolas. Protestemos, massivamente, junto do ministro da Educação, do governo, das estações de televisão, das rádios, dos jornais. Vamos à luta contra os neofascistas do pensamento «analítico», os novos inquisidores do século XXI.

 

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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
A «operacionalidade cognitiva» dos «macacos» ou contradições de Desidério Murcho

Em artigo de «Público» de 25 de Novembro de 2008, intitulado «Escolher conteúdos», escreve Desidério Murcho:

 

«A operacionalidade cognitiva é o primeiro factor importante na escolha de conteúdos escolares. A operacionalidade cognitiva de um conteúdo escolar é tanto maior quanto mais esse conteúdo pode ser proveitosamente aplicado pelo estudante para adquirir por si outros conteúdos. Em filosofia, por exemplo, insiste-se por vezes em ensinar aspectos irrelevantes da lógica aristotélica, além de a própria lógica aristotélica ser irrelevante, quando se pode ensinar lógica proposicional, que é mais operacional e mais intuitiva. O estudante é assim obrigado a decorar um conjunto de conteúdos sem qualquer aplicação para ele descobrir seja o que for, posteriormente.» (D.Murcho, in «Público», 25-11-2008; o bold é posto por nós).

 

A lógica proposicional assenta em diversas regras de validade/invalidade erróneas que Murcho e outros apologistas não detectam ou, se acaso já detectaram, insistem em não reconhecer. Não é, por conseguinte, superior à lógica aristotélica: necessita desta para ser corrigida e sobreviver.

Por exemplo, sobre o silogismo hipotético, o manual «A arte de pensar», de que Murcho é co-autor, declara que a afirmação do consequente (na segunda premissa) é uma forma falaciosa, isto é, um raciocínio erróneo:

 

P ---> Q

Q

Logo P

(Aires Almeida, Célia Teixeira, Desidério Murcho, Paula Mateus, Pedro Galvão, A arte de pensar, Filosofia 11º ano, pag 39)

 

Assim, segundo Murcho e os adeptos da lógica proposicional é erróneo o seguinte silogismo hipotético:

 

Se estou em Paris, visito a Torre Eifel.

Visito a Torre Eifel.

Logo, estou em Paris.

 

Ora, ao contrário do que postula a lógica proposicional, nada há de errado neste raciocínio: é válido tanto do ponto de vista substancial (verdade concreta, lógica informal) como do ponto de vista formal (validade ou verdade abstracta, lógica formal).

Por outro lado, para os defensores da lógica proposicional é necessariamente válida a seguinte forma do silogismo hipotético (modus ponens, isto é, afirmação da primeira parte da premissa condicional):

P ---> Q

P

Logo, Q

 

Assim segundo Murcho e os formalistas da lógica proposicional seria válido o seguinte raciocínio:

Se estou em Paris, visito a Torre Eifel.

Estou em Paris.

Logo, visito a Torre Eifel.

 

De facto, este raciocínio não possui validade dedutiva - a conclusão não brota necessariamente das premissas se o conexionamos com o referente, isto é, com a situação real a que se refere; é possível ir a Paris e não visitar a Torre Eifel - mas isso nem Murcho nem os teóricos desta lógica foram capazes de ver por... excesso de «operacionalidade cognitiva». A validade deste raciocínio é indutiva, contingente. A sua suposta «validade dedutiva» é uma mera tautologia.

 

UM AUTOR DE MANUAIS «CONTRA» OS MANUAIS

 

Outro dos traços da sofística de Desidério Murcho é criticar, teórica e demagogicamente, práticas que ele mesmo adopta, como se nada tivesse a ver com o assunto. Lembra o ladrão que grita «Agarra que é ladrão»:

 

«Dada a mentalidade aristocrática, não admira que muitos estudantes se sintam alienados da escola e não a valorizem: os manuais, programas e linguagens foram supostamente concebidos para eles, mas na verdade estão feitos contra muitos deles — que reagem desprezando, e com razão, essa escola. Os responsáveis educativos pensam então que a rejeição resulta do desinteresse dos alunos pelos conteúdos, e esvaziam programas e manuais de conteúdos, enchendo-os de mais linguagens rebuscadas, que alienam ainda mais os alunos. » (D.M. in Público de 25-11-2008; o bold é nosso)

 

Faz sentido esta crítica? Que seriedade existe nestas frases quando sabemos que o manual «Arte de Pensar», da Didáctica Editora, de que Murcho é co-autor, é o modelo (defeituoso) de quase todos os manuais de filosofia para o 10º ano publicados nos últimos anos em Portugal? 

 

O sofrível manual «Arte de Pensar- 10º ano» (volume I, pag 82) classifica as respostas ao problema do livre-arbítrio em 4 correntes: determinismo radical, determinismo moderado, indeterminismo e libertismo. É uma cópia do confuso Simon Blackburn no seu Dicionário de Filosofia -  alguém falou em macacos de imitação e na necessidade de os combater?

 

É tão erróneo distinguir determinismo radical de determinismo moderado como falar de lei da gravidade radical e lei da gravidade moderada: o determinismo é sempre o mesmo, a lei da gravidade é uma só.

 

É igualmente um erro lógico de palmatória de Simon Blackburn e dos seus imitadores (Murcho, Aires Almeida, Pedro Galvão, António Paulo Costa, Célia Teixeira, Paula Mateus, Luís Rodrigues, etc) colocar o libertismo fora da dicotomia determinismo-indeterminismo: isso viola o princípio do terceiro excluído, segundo o qual uma coisa ou qualidade pertence ao grupo A ou ao grupo não A, exclúindo a terceira hipótese.

 

O libertismo é uma forma de determinismo ou de indeterminismo ou ambas as coisas, não podendo estar fora da dicotomia. Pelos vistos, o grande apologista da «superioridade» da lógica proposicional não sabe, sequer, aplicar o princípio do terceiro excluído no pensamento...

 

 

O problema do ensino da filosofia consiste, antes de mais, na deficiente conceptualização e sistematização das correntes e ideias filosóficas, mais do que na memorização mecânica. Não há filosofia sem memorização, que é o substrato «bruto» da filosofia, sem embargo de esta ultrapassar necessariamente a memorização. A filosofia emerge com a imaginação e a racionalidade construtiva-criativa operando sobre juízos, raciocínios e conceitos memorizados a partir dos textos ou do diálogo vivo.

 

A «OPERACIONALIDADE COGNITIVA» CONTRA O CONHECIMENTO AUTÊNTICO

 

Quando se troca a função primordial da filosofia - a delimitação cognitiva dos conceitos, a descoberta das pontes (correlações: juízos, raciocínios) que ligam aqueles - função essencialmente estática,  pela "operacionalidade dos conceitos", isto é , do movimento dos conceitos segundo regras mecânicas, não pensadas com madurez, função dinâmica, cai-se inevitavelmente naquilo que Murcho critica com aparente seriedade:

 

«Alguns professores tendem a complicar o óbvio e a baralhar o simples, para poder depois fazer perguntas de aparência sofisticada. O resultado é treinar o aluno como um macaco fazedor de exames e testes, e não como um ser humano que compreende os conteúdos em causa.» (Desidério Murcho, «Escolher conteúdos», in Público de 25-11-2008).

 

Ora a lógica proposicional é um fazer mecânico, não um pensar originário e livre. Esta robótica do pensamento para onde alguns subfilósofos "analíticos" empurram os estudantes de filosofia do 10º e 11º ano do ensino secundário ou do curso universitário é, de facto, um treinar «macacos» por fórmulas meramente decoradas.

 

Não venha Murcho com a sua habitual sobranceria, típica do pensamento superficial, dizer que «ultrapassou Aristóteles» e está na ponta de lança da modernidade. Essa propaganda não colhe junto dos que pensam em profundidade e não se deixam encadear pelo uso nos grandes media da «filosofia» simplex ( existe um paralelismo entre o político José Sócrates com o seu simplex e Murcho com o seu simplismo «lógico proposicional» mas não é tema deste artigo).

A lógica proposicional foi concebida para o raciocínio matemático, quantitativo, não para o raciocínio filosófico e científico-físico, qualitativo. Nestes dois últimos há conceitos intrínsecos a outros conceitos - emerge aqui a tríade substância primeira, espécie e género, posta em relevo por Aristóteles e que a lógica proposicional, defeituosa, esqueceu - como as bonecas russas, em que uma se abre e contêm outras mais pequenas lá dentro.

 

A lógica proposicional está para a lógica de predicados como a teoria de Newton, do espaço uniforme e formado de linhas rectas , está para a teoria de Einstein, do espaço heterogéneo que encurva na proximidade de grandes massas. É exactamente o oposto do que o lobby da «filosofia analítica/lógica proposicional» em Portugal propaga.

 

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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
O silogismo disjuntivo e a grande mentira da lógica proposicional

De acordo com a lógica proposicional, um «modo válido» do silogismo disjuntivo é:

 

p V q

~ p

Logo, q

(Nota, lê-se: p ou q; não p; portanto q).

 

Exemplo:

Ou é português ou é espanhol.

Não é  português.

Logo, é espanhol.

 

 

Este é um exemplo que confirma a estrutura formal enunciada. Trata-se de uma disjunção exclusiva - neste caso: «Aquela pessoa ou é português ou é espanhol.». Mas há muitos contra-exemplos, como este, de disjunção inclusiva que são formalmente errados e encontram acolhimento na estrutura formal acima exposta:

 

Ou é português ou é portuense.

Não é português.

Logo, é portuense.

 

Como portuense - habitante do Porto, cidade do norte de Portugal - está, em regra, incluído em português, é ilógico dizer, em regra, que, não sendo português, é portuense. Está, portanto, errada a estrutura formal do silogismo disjuntivo acima exposta porque serve, indistintamente, a disjunção exclusiva e a disjunção inclusiva. Está errada a lógica proposicional que reduz as proposições a uma simples letra ( exemplo: "ou é português" representa-se pela letra p) sem ter em conta o conteúdo interno de cada proposição.

A fórmula pvq, não p, logo q, só é válida se o nome predicativo do sujeito do antecedente (primeiro termo) não englobar - isto é, for extrínseco a.. - o nome predicativo do subsequente (segundo termo) da primeira premissa.

 

NÃO HÁ FALÁCIA NA AFIRMAÇÃO DO SEGUNDO MEMBRO DA DISJUNÇÃO

 

Segundo a lógica proposicional, é «inválido» o seguinte esquema de silogismo disjuntivo que, na segunda premissa, afirma o consequente da primeira:

 

a V b

b

Logo, ~ a

 

De facto, isto não é, em regra, uma falácia. Vejamos um exemplo:

Ou é português ou é espanhol.

É espanhol.

Logo, não é português.

 

Este raciocínio não é uma falácia porque o conteúdos do antecedente (primeiro termo) e do subsequente (segundo termo) são extrinsecos entre si. Seria uma falácia no caso seguinte:

 

Ou é a Lua ou é um satélite.

É um satélite.

Logo, não é Lua.

 

Este raciocínio é falácia porque há uma relação de inclusão do antecedente no subsequente da primeira premissa: a Lua é um dos satélites existentes no cosmos.

Vemos, pois, que a mesma estrutura formal proposicional de um silogismo disjuntivo (disjunção inclusiva)- neste caso: a v b, a , logo não a - é válida nuns casos e inválida noutros, não constituindo regra geral. Desmorona-se, portanto, o edifício da lógica proposicional, com as suas falsas tabelas de verdade, erguidas no nevoeiro do abstracto.

 

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Sábado, 31 de Maio de 2008
O formalismo cego do Modus Tolens ou a grande mentira da lógica proposicional

 Segundo a lógica proposicional, a forma correcta, válida, do silogismo condicional Modus Tolens é a seguinte:

 

a àb

~b

Logo, ~ a     

  Nota: lê-se: a implica b; não b (negação de b); por conseguinte, não a (negação de a)

 

 E, segundo Russell e os seus seguidores, a forma inválida desse tipo de silogismo é:

 a à b

~a

Logo, ~b

 

Vamos demonstrar que esta segunda forma não é necessariamente inválida. Vejamos o seguinte exemplo:

 

Se estou em Lisboa, visito a Torre de Belém, .

Não estou em Lisboa .

Logo, não  visito a Torre de Belém .

 

Este silogismo é válido. Não enuncia apenas verdades mas o seu modo de raciocínio é correcto, ainda que segundo a lógica proposicional de Russell seja “inválido”. De facto, a torre de Belém está contida na área geográfica de Lisboa e, não posso, obviamente, sem estar em Lisboa visitar a torre de Belém.

Não partimos do abstracto para justificar e legitimar o concreto, mas procedemos de forma inversa: é da lógica informal, concreta, empírico-ideal, que fala de estrelas, de Sócrates, de Torre de Belém, de Lisboa, etc, que extraímos a lógica formal, as variáveis a,b,c, etc, que representam proposições ou predicados, consoante as lógicas. Impor a ditadura do formal, do abstracto, ao concreto é um erro de esquematismo cometido por Bertrand Russell e muitos outros lógicos.

 

Assim a fórmula

a à b

~a

Logo, ~b

 

é válida sempre que o nome predicativo do sujeito ou o complemento circunstancial ( no caso acima, complemento de lugar : Lisboa ) do antecedente da primeira premissa  englobar o nome predicativo do sujeito ou o complemento circunstancial (no caso acima, complemento de lugar: Torre de Belém)  do consequente.

 

Ora isto anula um dos pressupostos da lógica proposicional que é o de considerar em bloco uma proposição (por exemplo:“ Visito a torre de Belém” é designado, na lógica interproposicional, por uma única letra : a ), sem analisar os seus componentes –análise interna que a lógica de predicados faz. Ver as ligações externas entre as proposições sem atender ao conteúdo interno, excepto no carácter de afirmação ou negação da proposição, é o método erróneo da lógica proposicional. O exemplo que demos acima de um modo tolens inválido para eles, os russelianos (negação do antecedente) mas de facto válido, prova que é indispensável levar em conta o conteúdo concreto dos termos de cada juízo e proposição para determinar a sua validade, a sua verdade.

Ou seja: de um modo geral, não se pode inferir a partir do abstracto a validade de um raciocínio, é indispensável conhecer o conteúdo concreto, os referentes, dos seus termos.

A lógica proposicional está, pois, errada, na sua estrutura geral e não constitui um método seguro de pensar bem.

 

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Terça-feira, 10 de Abril de 2007
Deficiências estruturais da Lógica Proposicional

 

A lógica proposicional - disciplina que substitui cada proposição simples por uma letra e a liga com outras proposições, simbolizadas por letras, através de conectivas - possui deficiências estruturais no conjunto de leis que a constituem. Tão cantada pela harpa de alguns tecnocratas do «pensamento», é, no entanto, uma lógica menor que no seu intuito de simplificação do pensamento, agilizou, em certos casos, e simultaneamente empobreceu este. Eis algumas objecções ao corpo teórico desta lógica.

A AFIRMAÇÃO DO CONSEQUENTE NEM SEMPRE É FALÁCIA

 

Os manuais de Filosofia, do 11º ano em Portugal, incluem a seguinte regra da lógica proposicional, advinda da lógica clássica de predicados:

 

«No silogismo condicional do tipo modus ponens (p→q, p, logo q) - composto por duas premissas, a primeira delas condicional, e uma conclusão - a afirmação, na segunda premissa, do consequente da primeira é inválida, cria uma inferência inválida ou falácia.»

 

Eis um exemplo extraído de um manual escolar português:

 Exemplo 3- Falácia da afirmação do consequente:

«Se Pedro pensa, então vive.

«Como Pedro vive

«Então, Pedro pensa».

 (in «Razão e Diálogo», manual de Filosofia 11º ano, de Neves Vicente, Porto Editora, Porto, 2004, pag. 63).

 

De facto, trata-se de uma falácia ou erro de pensamento porque nem sempre o viver humano implica o pensar: se Pedro estivesse num estado vegetativo, fruto de uma lobotomia, viveria sem pensar, pelo menos aparentemente.

 No entanto, se construirmos de outro modo um silogismo modo ponens, continuando a afirmar na segunda premissa o consequente da primeira premissa, não existe falácia. É o caso seguinte:

 

 «Se estou em Lisboa, visito a torre de Belém.

«Visito a torre de Belém.»

«Logo, estou em Lisboa».

 

Neste silogismo a segunda premissa afirma o consequente da primeira mas… o silogismo não se converte em falácia. É válido (formalmente) e verdadeiro (materialmente). Porquê?

Porque o consequente da primeira premissa (lugar da torre de Belém) está incluído, implicitamente, no antecedente (lugar de Lisboa, isto é género que inclui, como espécie ou indivíduo, o lugar Torre de Belém).

 

Portanto, a regra geral da lógica proposicional segundo a qual «a afirmação do consequente na segunda premissa de uma inferência modo ponens invalida esta» é falsa: sempre que o consequente estiver englobado no antecedente da primeira premissa, ou dito de outro modo, sempre que o antecedente for um predicado do consequente ( No caso acima, «estar em Lisboa» é um predicado de «Torre de Belém»: a Torre de Belém está em Lisboa), a afirmação do consequente não gera uma falácia mas constrói um silogismo válido.

 Não sei se Bertrand Russel ou Alfred Withehead, lógicos famosos do século XX, responderam a esta objecção (não conheço a totalidade da obra destes filósofos) mas de todos os manuais de lógica que conheço não encontrei, sequer, levantada esta objecção que me parece óbvia e de fundamento sólido.

 As conectivas ou operadores proposicionais (conjuntor, disjuntor inclusivo, disjuntor exclusivo, condicional e bicondicional) são insuficientes para construir uma lógica proposicional correcta. Seria necessário juntar-lhes o sinal de inclusão e o de exclusão de uma proposição ou de um conceito desta em relação a outra proposição ou a um conceito desta mas isso implica entrar na lógica de predicados, na lógica ideal-substancial.

 A lógica proposicional é demasiado rígida para ser uma lógica viva, científica. É parcialmente válida e parcialmente errónea, como se viu no exemplo que acima dei.

 Sem operar constantemente com a lógica de predicados, com as noções de género, espécie e indivíduo,  - sem dúvida o maior contributo que o velho Aristóteles deu à filosofia e à lógica, a par das noções de acto e potência e de quatro causas de um ente -  não é possível estruturar um pensamento lógico científico. Logo, por si só a lógica proposicional não oferece consistência suficiente: é inconsistente em determinadas regras.

 

A REGRA DA DUPLA NEGAÇÃO, GERADORA DE FALÁCIAS

 

Um dos argumentos com o negador, intitulado regra da Dupla Negação - simbolização: ~ ~(p^q),então p^q ) - é considerado válido nos manuais de Lógica Proposicional. Diz o manual de J.Neves Vicente, da «Porto Editora»:

 

 Formulação da regra da dupla negação:

Se temos como premissa uma proposição duplamente negada, podemos inferir como conclusão a sua afirmação, e vice-versa.

«Exemplo 2 da dupla negação (válido):

«Se não é certo que Russel e Whitehead não são os autores dos Principia Mathematica

 «então é certo que o são»

 Simbolização: ~ ~(p^q) I-  p^q

 (in «Razão e Diálogo», manual de Filosofia 11º ano, de Neves Vicente, Porto Editora, Porto, 2004, pag. 77).

 

No entanto, se analisarmos do ponto de vista da lógica ideal substancial, verificamos que o exemplo é uma falácia ad ignoratiam: o facto de não termos a certeza se Russel e Whitehead não são os autores de um dado livro, não permite inferir com absoluta segurança que sejam os autores desse livro.

 

Dou outro exemplo:

 «Se não é certo que Deus e os anjos não são os autores do mundo da matéria

«Então é certo que são os autores do mundo da matéria».

 

Isto é uma falácia. Se uma proposição é incerta, meramente verosímil, não pode ser transformada por esta via lógico «dedutiva» em proposição afirmativa válida e verdadeira. Esta inferência da dupla negação salta «por cima» do princípio do terceiro excluído (uma coisa ou qualidade pertence ao grupo A ou não A, excluindo outra hipótese) que considera a existência de três pólos (verdadeiro, falso e versosímil) reduzindo-os, momentaneamente, a dois campos, segundo a lei da contradição principal da dialéctica: o campo do verdadeiro (confirmado) e o campo do não verdadeiro (que inclui o falso e o verosímil ou provavelmente verdadeiro).

 Aqui reside a grande falha da lógica proposicional: a não utilização do princípio lógico do terceiro excluído - que contempla as frases do tipo «Provavelmente, o átomo existe», «Não é certo que Deus seja o criador de tudo» -  absolutamente indispensável a um raciocínio correcto.

 

 

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Sábado, 23 de Dezembro de 2006
Mito e Sofisma em torno da Lógica Proposicional Simbólica

Está, hoje, na moda,  o pensamento superficial de que «a lógica proposicional é o eixo principal do pensamento filosófico e de que, sem ela, este não é possível».

 

No entanto, os pequenos pensadores adeptos desta lógica - em Portugal, com destaque para Desidério Murcho e o seu grupo antifilosófico de «filósofos» mediáticos que influenciam o Ministério da Educação - nunca souberam explicar a razão pela qual Marx, Freud, Nietzschze ou Heidegger desconheciam ou não utilizavam essa lógica e pensavam, no entanto, muito melhor do que Desidério e muitos dos «analíticos.» 

 

É que Marx, Freud, Nietzsche e Heidegger raciocinavam segundo uma lógica ideal, informal, noção desconhecida, pelo menos aparentemente, para a lógica interproposicional e prévia a esta.

A lógica proposicional bivalente, simbólica é uma tabuada que nem sequer cobre o espectro completo do pensamento. Com ela, ainda que se domine os operadores de verdade ou verofuncionais- meros nexos lógicos entre as proposições - pode-se errar na delimitação dos conceitos entre si, na sua correlação, que é prévia à formação do juízo.

 

Por exemplo, o problema de saber se  «a filosofia é exterior ou interior à ontologia» não pode resolver-se através da lógica proposicional. Porque esta é destituída de intuição substancial, é um conjunto de regras, um aparelho formal. Exemplo:  o raciocínio «Se chover, levo guarda-chuva»  representa-se nesta lógica por p -> q, sendo p =chover e q=levo o guarda-chuva. Simplificação, útil nalguns casos e deformante noutros.

 

É pela lógica ideal ou material, também chamada lógica informal - que principia com a noologia ou delimitação e caracterização dos conceitos, anterior a qualquer regra - que se responde ou se resolve o dito problema. Uns dirão que a ontologia é um domínio da filosofia, sendo portanto interior a esta. Outros dirão que a ontologia é exterior, em parte ou na totalidade, à filosofia, isto é engloba esta e outros domínios ou é completamente alheia à filosofia.

 

Desidério Murcho, repetindo o positivismo lógico, sustenta que «a questão do ser é um pseudoproblema filosófico». Trata-se de um sofisma deste professor radicado no Brasil em 2011. Quanta superficialidade sofística naquela frase! Há diversas acepções da palavra ser. E uma delas, o ser como relação predicativa, de pertença ou exclusão de A em relação a B, inclui a lógica proposicional simbólica. Se o ser é um pseudoproblema, então a lógica proposicional simbólica também o é, dado que esta é uma vertente conceptual do ser.

 

Os apologistas da lógica proposicional bivalente como «a grande, a verdadeira arte de pensar, sem a qual não existe autêntica filosofia» equivalem, de facto, aos ritualistas dentro do catolicismo, aos defensores da missa em latim como «o verdadeiro sacrifício oferecido a Deus, ao contrário da missa em vernáculo, sem valor»- como se a forma fosse mais importante do que o conteúdo e valesse a pena, aos olhos da divindade, rezar em latim no templo e ter, ao mesmo tempo, uma atitude de banditismo e fraude no plano económico-social e político, prejudicando outras pessoas, com absoluto egoísmo!

 

Agradaria a Deus , supondo que este existe, que um torturador e assassino, funcionário da ditadura chilena de Pinochet, frequentasse a missa em latim, diariamente, no intervalo das sessões de tortura de opositores que promovia? Decerto que não, do mesmo modo que não agradam à fecundidade do pensamento filosófico os formalistas analíticos que sabem de cor as tabelas de verdade mas pensam mal...

 

Aquilo que se denomina correntemente "filosofia analítica" não é senão, em larga medido, a expressão da ideologia da burguesia nesta época da globalização, a expressão formalista das relações económicas capitalistas em que o valor de verdade se mede pela capacidade de fazer dinheiro - o dinheiro é em si mesmo um símbolo - e a ideologia política é «posta de lado», aparentemente, como sendo um «pseudoproblema». Neste sentido, os Desidérios, de Portugal e de outros países, são apenas comissários políticos de uma classe social privilegiada, eurocratas, metafísicos em sentido negativo que, totalitariamente, reservam à filosofia um destino de marginalização.

 

É contra estes tecnocratas medíocres do pensamento, estes carcereiros das ideias atrás das grades do formalismo, que disfarçam a sua ausência de ideias criativas e de racionalidade holística com a memorização da tabuada das regras, e contra o seu mito/sofisma da pretensa «superioridade da lógica proposicional» que temos de defender o galeão da filosofia, carregado de ouro de teorias, nos mares agitados da cultura mediática.

 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

(Direitos de autor reservados para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 

 

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 17:37
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