Domingo, 28 de Janeiro de 2018
Divergências entre Icke e Bereslavsky sobre os Cavaleiros Templários e o Infante Dom Henrique

João Bereslavsky, o profeta dos cátaros do século XXI, de 71 anos de idade, considera os cavaleiros templários na Idade Média como forças do bem, aliados da igreja cátara vítima da repressão brutal por parte da igreja católica romana. David Icke (29 de Abril de 1952), ao invés, considera os templários como forças do mal, grandes banqueiros europeus na alta Idade Média, membros da reptiliana Irmandade Babilónica.

 

Escreve João Bereslavsky, separando dos templários a figura de Elohim, o deus do Antigo Testamento ou Lúcifer disfarçado:

 

«Os templários não renunciaram a Cristo, mas adoravam o verdadeiro Cristo. Professavam a fé em outro Cristo - o que chegou não para ir a favor mas contra a tirania de Elohim - e em outra igreja, a antielohímica. Nos seus corações soava o grande desafio de Jacques de Molay contra a aliança do papa e governadores laicos.»

(Juan de San Grial, «El 700 Evangelios Originales,  Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2012, pág.246; o negrito é colocado por nós).

 

David Icke, o maior historiador arqueólogo da actualidade, escreveu sobre os templários cuja simbologia está presente na City of London, o centro financeiro e conspirativo que dirige a política mundial:

 

«Os cavaleiros templários utilizaram nos seus rituais o símbolo da caveira e dos ossos durante novecentos anos e nesse símbolo também se inspirou o nome e o logotipo da Sociedade Caveira e Ossos que está estreitamente relacionada com a família Bush. (...)

«O emblema da City são dois reptéis voadores que sustentam o escudo dos cavaleiros templários

«Apesar da sua riqueza, os templários estavam isentos de pagar impostos. Tinham os seus próprios tribunais e tinham domínio sobre os monarcas, as pessoas de influencia, as empresas e os países (igual a hoje). O seu método, igual a, posteriormente, o dos Rothschild, consistia em colocar o seu objectivo em uma posição de dependência, normalmente mediante chantagem e endividamento

 

(David Icke, La conspiración mundial y como acabar con ella, Ediciones Obelisco, Barcelona, pp 268-270; o bold é colocado por nós).

 

Icke que sustenta que os fenícios, os escandinavos, os irlandeses, os galeses os bretões, os portugueses já tinham descoberto a América muito antes de Cristovão Colombo em 1492, e que os evangelhos cristãos foram inventados e escritos pela família romana Piso, escreveu ainda:

 

«Depois da purga de 1307, muitos templários abandonaram a França, em direção à Escócia, como vimos. Sem embargo, outros dirigiram-se a Portugal, onde actuaram com outro nome, os cavaleiros de Cristo, centrados principalmente em actividades marítimas. O grão mestre mais famoso dos cavaleiros foi o príncipe Henrique o Navegador (outro príncipe Henrique) que viveu entre 1394 e 1460. O termo "navegante" ou "nautonnier" utilizavam-no os cavaleiros templários e o Priorado de Sião para denotar um grão mestre e, por conseguinte, não é de estranhar que este frente templária, os cavaleiros de Cristo, o adoptasse. O príncipe Henrique era um explorador marítimo de sangue real (reptiliano) e foram os seus marinheiros que "descobriram" Madeira e Açores, dois possíveis restos da Atlântida. Dadas as suas relações com o conhecimento secreto da Irmandade, tinha acesso a muitos mapas traçados nas viagens dos fenícios e outros, entre eles os que cartografaram a existência do continente americano. Só vinte anos depois de Colombo zarpar rumo à América, desculpem, "à Índia", o almirante turco otomano Piri Reis traçou um mapa da Antártida trezentos anos anos antes que este continente fosse descoberto oficialmente! As técnicas modernas corroboraram a precisão do seu mapa! Como pôde fazê-lo? Disse que desenhou o mapa baseando-se nos anteriores, nas mesmas fontes que tiveram à sua disposição o príncipe Henrique o Navegador e os cavaleiros de Cristo ou cavaleiros templários. Este assunto torna-se sumamente relevante quando descobrimos que um dos capitães do príncipe Henrique e cavaleiro de Cristo era o sogro de...Cristovão Colombo. Este tipo não estava buscando a Índia. Soube para onde se dirigia durante o tempo inteiro»(...)

«Colombo era um membro de um grupo que se inspirou nas crenças do poeta Dante, um cátaro e templário muito activo, e a bandeira que Colombo içou nas suas embarcações nessa viagem à América era a...da cruz vermelha sobre o fundo branco. Dois altos iniciados da rede da Irmandade Babilónica deram um apoio crucial a Colombo: Lorenzo de Médicis, de uma das famílias mais poderosas de Veneza, e o artista Leonardo da Vinci, um grão mestre do Priorado de Sião, a sociedade secreta da linhagem merovíngia (Ramsés-Piso-Bush). Foram eles quem também promoveu a terrível Inquisição espanhola que começou em 1478 e não foi abolida até 1834. Isso significa, como terás notado, que a MESMA linhagem que escreveu os Evangelhos (Piso) formou a estrutura da religião cristã baseada em essas histórias (Constantino), patrocinou a tradução da Bíblia que se converteu na principal versão até à actualidade (rei Jacobo I de Inglaterra e Escócia) e criou a Inquisição espanhola que se opunha a qualquer um que desafiasse a versão cristã de Deus, a vida e a história (Fernando e Isabel).»

 

(David Icke, El mayor secreto, el libro que cambiará el mundo, Ediciones Obelisco, Barcelona, 2014, pp 256-257; o bold é colocado por nós).

 

Assim, o infante Dom Henrique era membro da Irmandade Babilónica, que englobava os templários, a nobreza Negra de Veneza e Génova,  e as diversas monarquias reptilianas, que, através da colonização, iniciavam o processo de globalização conducente à Nova Ordem Mundial. Esta descrição histórica que David Icke nos faz é profunda e suplanta de longe a dos historiadores universitários como José Mattoso, João Medina, Damião Peres, António Borges Coelho, Borges de Macedo, António Reis, José Hermano Saraiva e outros que evitam revelar as conexões das sociedades secretas que vertebram o curso da história.

 

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Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018
A Igreja Católica Romana e o genoicídio dos Índios da América

 

A igreja católica romana e depois as igrejas protestantes conduziram um genoicídio sistemático sobre os povos indígenas da América do Sul, Central e do Norte.

 

Escreve Juan Bereslavsky, o filósofo guia dos cátaros do século XXI:

 

«Os métodos mais comuns de repressão "cultural" foram: a infecção por varíola e os internatos católico-romanos (Roman catholic residencial schools).»

«Em 1860, por decreto secreto do papa, os cardeais deram a benção aos cientistas para que desenvolvessem uma tecnologia capaz de contagiar, de maneira geral, as populações indígenas com doenças mortais. Os "conquistadores" provocavam o contágio através de lenços, mantas e outros artigos infectados que eram entregues aos índios. Logo, a varíola foi introduzida abertamente nas escolas, e ao terceiro dia de infecção, a maioria das crianças marchava atormentada para o outro mundo, aos destinos de luz hiperbóreos. Todo o corpo se cobria de abcessos; assim a criança morria em uma terrível agonia. As injeções massivas de varíola foram armas biológicas que destruiram 90% da população índia

«Em finais do século XIX criou-se uma polícia militar (guarda armada). Uma das suas tarefas era despojar os pais índios dos seus filhos. De acordo com a legislação federal canadiana, o menino pele-vermelha, depois de cumpridos os sete anos, devia ser enviado a um acampamento de regime especial ( residência escolar). O pai e a mãe deviam dar por escrito o consentimento de que, em seguida, o destino do menino seria confiado ao director da escola (um sacerdote romano). mediante este escrito renunciavam aos seus direitos de paternidade e entregavam a criança, deixando-a a disposição do jesuíta-torturador, sem possibilidade alguma de voltar a ter potestade sobre os seus filhos.»

«Em 1886 terminou a construção da primeira via ferroviária para o oeste do Canadá e também foi o momento em que se declarou ilegal a espiritualidade dos índios. Foram proibidas as línguas indígenas

«Em 1925, uma vez mais sob a pressão da Igreja Católica Romana, foi emitida uma "lei de canadização (canadisation) e cristianização dos índios", ainda mais cruel que a anterior. Confirmou-se a ilegalidade da sua religião e idiomas (idiomas que tinham as marcas da civilização hiperbórea que tinha existido nesta terra durante milhares de anos!). Paralelamente puseram-se em funcionamento centros de esterilização massiva de crianças, como sucursais de aquelas selvagens escolas residenciais.»

 

(Juan de San Grial, América, el proyecto de una civilzación divina,  Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2016, pp.121-122; o negrito é colocado por nós).

 

Os católicos que conservam a suficiente racionalidade não têm outro caminho senão afastar-se de uma igreja diabólica que se intitula católica romana dirigida pelo cardeal Bergoglio - papa Francisco, a quem os poderosos de Portugal e a imprensa subserviente dão grande distinção - que, como cardeal de Buenos Aires entregou à ditadura militar argentina (1976-1983) dois sacerdotes antifascistas, posteriormente assassinados pelo regime de Videla. Uma igreja de clérigos, padres, bispos, papas assassinos, pedófilos, sodomitas, sádicos que fariam inveja à Gestapo e às SS de Hitler, igreja que hoje veste a máscara de "democrata" e "humanista" por estar desmascarada pela imprensa livre e por uma juventude que não aceita o sacrifício da cruz a favor dos poderosos.

 

 

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Domingo, 29 de Outubro de 2017
Cátaros do século XXI: o pecadocentrismo faz crescer a árvore do vício

Os cátaros do século XXI admitem a existência de um inferno tártaro, extraterrestre ou intraterrestre, onde jazerão aprisionadas almas que não quiseram e não querem despertar os 144 castelos interiores de bondade e sabedoria existentes em cada ser humano nas suas vidas terrestres. De acordo com a gnose cátara, o ser humano é divino (teohumanidade) é um espírito celeste aprisionado num corpo material alterado por Elohim (o remodelado de adaptação): foi Lúcifer quem modelou o actual corpo adâmico do homo sapiens, a partir do barro. O homem actual é um descendente degenerado da humanidade da Atlântida e da Hiperbórea de que falam os mitos ancestrais.

 

 O teólogo cátaro João do Santo Graal (João Bereslavsky, nascido em 1946) afirma que quanto mais o homem cai no pecadocentrismo, insistindo na sua culpa, segundo os ritos das igrejas romana e bizantina, mais preso fica de Lúcifer no inferno. Nas comunicações que a Divindade teria feito a este místico haveria a seguinte:

 

«Os fariseus mentem ao afirmar que aos pecadores lhes esperam torturas eternas. A verdade é a seguinte: desde a Terra é fácil regressar ao céu no caso de haver arrependimento e uma visão clara dos seus mistérios (das armadilhas do príncipe de este mundo) e muitas almas voltam às suas moradas celestiais. Mas o caminho de volta é quase impossível depois da estada no inframundo das seitas do tártaro, esses templitos guardados pelo cão Cerbero de três cabeças e com serpentes venenosas que se enroscam à sua volta.» 

 

«Ajudai as vítimas do inferno que habitam nos templos cristãos de ultratumba, semelhantes aos Abraãos, Moisés e Noés do Antigo Testamento que estiveram no Sheol! Ajudai-os a recuperar a visão espiritual! Hoje em dia não rezeis pelos defuntos ,mas pelos que estão atolados na terceira armadilha, a armadilha de Lúcifer. Sair desta, meu filho, é mais difícil do que sair da armadilha terrena; é quase impossível.»

«Milhões de almas são arrastadas às esferas do tártaro astral. A missa de defuntos apaga-lhes para sempre a memória mística da sua origem divina e submerge-as numa constante recordação dos seus pecados, para conveniência do maligno que, durante o modelado ilegítimo lhes introduziu o princípio pecaminoso.»

«Quanto mais medita o homem sobre os seus pecados, mais cresce a árvore do vício (o que também convém ao nosso inimigo, filho meu). Quanto mais busca o arrependimento infrutuoso nos limites das antigas instituições, mais se alimenta da maldita árvore e se perde definitivamente.»

«Segundo foi revelado aos discípulos do Grande Cálice, aqueles hebreus que cumpriam as leis de Moisés ficavam no Sheol. Não podiam regressar ao céu porque professavam a fé no amo do tártaro fúnebre, Lúcifer. O destino póstumo dos cristãos é parecido a este e inclusivamente mais terrível».

 

(Juan de San Grial, « Rosa de los Serafitas, Evangelio cátaro bogomilo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2015, pp. 257-258; o destaque a negrito é posto por nós).

 

E nesta passagem parece aplicar-se a lei do pensamento negativo («Se pensas que vais fracassar, fracassarás mesmo, se pensas que há inferno eterno este plasma-se, de inexistente que era, no real») o que sugere que o inferno poderia ser uma co-criação do Diabo e da alma que desespera dos seus pecados:

 

«No inferno tártaro, não há nenhuma esperança de salvação. Quanto mais se sume a alma na visão dos seus pecados, mais profundamente é consciente da sua incorrigibilidade e dá desesperadamente o seu consentimento para os sofrimentos eternos, que é precisamente o que quer o Diabo! Os seus planos perseguem levar as almas, depois de as ter arrastado do céu à Terra na sua primeira tentação, aos seus templitos e logo enviá-las às torturas eternas nos seus campos de concentração incorrigíveis do arrependimento do pecado.» (ibid, pág 259; o negrito é de nossa lavra).

 

Assim, segundo João do Santo Graal, a teologia católica e ortodoxa, pessimista e pecadocentrista. faria o jogo de Lúcifer gerando um inferno que é real e irreal, psicológico, uma vez que a mente do cristão que  morre se automortifica e alimenta esse inferno pois não vê que o verdadeiro Deus é Amor e não envia ninguém ao Inferno. É racional que o Inferno, se existe, não seja eterno e que as almas possam sair dele.

 

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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
Teologia cátaro-bogomila: Cristo (Ammi) não morreu no Gólgota

 

O teólogo cátaro por excelência do século XXI, João Bereslavsky, russo, escreveu:

 

«Cristo não morreu no Gólgota, como o representa a versão sinodal-rabínica

«Pelo contrário, Cristo não pôde morrer de nenhum modo porque era imortal; mas sim derramou cinco litros de valioso mirró (NOTA NOSSA: mirró, na versão espanhola, é, segundo o editor,« um líquido oleoso e fragante de origem celestial, manifestado de modo misterioso no mundo material em forma de gotas e correntes que caem dos objectos sagrados e relíquias), o tesouro para divinizar o homem. E o seu sangre mírrico, multiplicado, transubstanciado voltou a ele.»

«Por isso, Cristo da segunda vinda é portador dos compostos mírricos e supracelestiais.»

«Isto é o que ensinava Cristo, chegando em corpos transfigurados.»

«Ele dizia:" De igual modo que pelo corpo humano correm os glóbulos vermelhos do sangue, também no corpo de Divino Ammi, o Mestre Divino da segunda vinda, corre o mirró fragantíssimo do Pai».

«A comunhão do Santo Graal era a comunhão de Cristo da segunda vinda. Não se comungava do sangue e do corpo, mas dos compostos mírricos do Nosso Altíssimo.»

 

(Juan de San Grial, « El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pp. 382-383; o destaque a negrito é posto por nós).

 

Cristo, segundo Juan de San Grial, não gostava de usar o nome de Jesus para se demarcar do pecadocentrismo dos judeus:

 

«Cristo da segunda vinda rejeitava o nome "Jesus" e inclusive "Cristo"  por causa da intersecção com o messianismo pecadocêntrico. Cristo da segunda vinda pedia que lhe chamassem Ammi (o mestre, a divindade). »

«O seu verdadeiro destino de Messias é ser vela. Ele é o autêntico salvador dos descendentes de Adão, da teia de aranha de Elohim».

(Juan de San Grial, ibid, pp. 381-382; o destaque a negrito é nosso).

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Teologia cátaro-bogomila: diferenças entre Guan Min, a Deusa Mãe, e a Virgem Maria católica e Lilith

 

Segundo o teólogo cátaro russo Juan de San Grial (João do Santo Graal, de seu nome João Bereslavsky), nascido em 1946, a Virgem Maria está num escalão inferior ao da Deusa do Universo ou Mãe Teoengendradora da Teohumanidade, que assume várias encarnações entre as quais Guan Min, a Minné ou Amor Divino Feminino.


«7. (1) Guan Min é divindade (!), diferenciando-se da Virgem Maria que continua sendo um ser humano e não entra no panteão das divindades. A deusa está no cume do panteão. A Mãe Divina cristã, apesar de ser Rainha celestial, não é deusa. Esta é a diferença essencial».

«(2). É a mensageira do Deus do Amor ( Dieu d´ Amour), não de Jehová com a sua legislação jurídica e trazida do mal, luxúria, quimeras,etc. Guan Min é de outra Divindade, a que é um Todo - e não é «um» - com os seus filhos. Ela leva até ao outro Pai, até ao Hierodamante -um dos seus múltiplos nomes - o Pai do puro amor.»

 

«(3). É penetrante e não distante. A Mãe Divina nas suas aparições costuma limitar-se ao Verbo, a presságios. Por exemplo, durante o «baile do sol» em Fátima, a Mãe Divina está em alguma parte do céu, debaixo há uma multidão de mil pessoas, o sol desce à Terra, a gente teme queimar-se com os seus raios... Mas em pouco tempo tudo volta ao lugar.

 

«(4) É bodistávica.  Veio de aquele que diviniza os seus filhos. O seu objectivo é fazer dos recém nascidos teomeninos, bodisatvas e budas.
A Virgem Maria não se une, não diviniza e não se manifesta como NOSSA Teonoiva. O máximo que pode dar é o amparo consagrado.»

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pp. 129).

 

«(27) A grande Arquitecta é Guan Min. a que está contra o Demiurgo, o diabo que finge ser deus e que criou Adão e Eva como meio-serpentes luxuriosas».

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pág.132).

 

«37. A doutrina dos pédricos (NOTA NOSSA: discípulos de Pedro, romanos e ortodoxos) sobre a Virgem Maria está tão tergiversada e caricaturada como a visão da cruz do Gólgota -ao qual Cristo nunca ascendeu - como símbolo de morte e desonra:

"Ela não é divindade mas sim purificada previamente pelos méritos de Cristo, depois de nove meses de gestação nas suas entranhas, milagrosamente dá à luz o Salvador do mundo." Ela só é a Mãe de Cristo e só oferece aos demais um amparo distante.»

«37. A Mãe divina formalizada impede a percepção de Guan Min com o coração aberto. O "Sou a Imaculada Conceição" de Lourdes permanece como mito arquetípico dogmático».

«38. (...) Quem é a Mãe Divina hoje em dia? A Teonoiva da Montanha de Ruiseñor? A Mãe Divina transubstanciou-se em Guan Min, que talvez João o Evangelista não conhecesse.»

(ibid, pág 101; o negrito é posto por nós).

 

 

LUCIMARIA E LUCICRISTO, AS FORMAS DE LÚCIFER, SENHOR DO CATOLICISMO ROMANO E BIZANTINO

 

Segundo o catarismo, a igreja católica romana e a igreja católica bizantina veneram uma Lucimaria, uma mistura de Virgem Maria e Lúcifer, e um Lucicristo, mistura do mesmo Lúcifer com Cristo. Dizem a história e a lenda que Domingos de Gusmão, frade fanático que impulsionou em 1209 o assassínio massivo dos cátaros da Ocitânia, rezou diante de uma imagem da Virgem Maria e a estátua teria levantado os braços ao céu pedindo «justiça», isto é, a morte das centenas de milhar de cátaros que divergiam da corrupta igreja romana. Se este episódio foi verdadeiro, seria Lúcifer, disfarçado de Maria, isto é, como Lucimaria a provocar esse efeito mágico designado como milagre. Como poderia a Mãe Divina apoiar e incentivar o assassinio dos cátaros e o roubo das suas terras? Não poderia. Só Lilith, a Deusa negra do mal, deseja as guerras com as suas brutalidades sangrentas e nisso se opõe a Guan Min, a Mãe Divina, Alma Mater Dei et Humani.

 

Escreve o místico líder da pequena igreja cátara do século XXI sobre a existência de dois Deuses, um o Deus do Amor, Arquétipo Solar da Luz, da Beleza da Paz, o outro o Deus negro, ou Adonai-Elohim, deus do judaísmo, da matéria, da acumulação de dinheiro à custa da exploração de seres humanos, da escravatura, da guerra, da bruxaria, da corrupção da natureza:

 

«Deus negro manifestava-se em distintas civilizações e religiões como um ídolo malvado que exigia sacrifícios no seu altar, um açoitador, odioso, juíz e vampiro. Os cultos pagãos, ridicularizados tradicionalmente por judeus e cristãos, ligados aos sacrifícios (como os representam as tribos africanas e os índios mesoamericanos) são a manifestação de Elohím, de este "Todo Poderoso", antigo Deus negro.»

«A grande luta entre o Deus branco e o Deus negro (Luzbel) não termina nunca em nenhum momento.»

«Luzbel ("Luci-branco") é um grande fingidor, é Lúcifer que se faz passar pela Divindade. De aqui provêm Cristo Romano, Lucicristo, e Maria Romana, Lucimary, dingindo hipocritamente que eram mensageiros do Deus branco, baixavam à Terra, e em seu nome, os sacerdotes cometiam os seus actos malvados e os verdugos romanos imolavam os santos.»

(Juan de San Grial, « El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pág.114; o destaque a negrito é posto por nós).

 

LILITH, A DEUSA NEGRA DOS HUMANÓIDES E DOS SENHORES DA GLOBALIZAÇÃO, QUE SE OPÕE À MÃE DIVINA GUAN MIN

 

O lado feminino do Deus do mal é Lilith, a segunda mulher que havia no Paraíso Terrestre, deusa da luxúria e da corrupção, em alguns relatos:

 

«Guan Min intervém contra Lilith - a adversária com seus humanóides, serviços especiais, tecnocratas do governo, Comité dos 300 e as mafias religiosa, militar, petrolífera, médica, banqueira, farmacêutica.»

«1. O plano secreto dos humanóides, escondido escrupulosamente pelos serviços especiais das potências mundiais, consiste em destruir os homo sapiens, o "modelo sem saída", e implantar a espécie do "post-homem", homo sapiens-sapiens, sapiens ao quadrado, os "lilinos" (de Lilith), os gobelinos.

«2. Os humanóides estão excessivamente inquietos. Eles transmitem as tecnologias destrutivas mas têm medo de que se voltem contra eles próprios: "um quarto de século mais e as nossas tecnologias poderiam ser dirigidas contra nós!"»

«Exigem-se duas condições para a transmissão das tecnologias humanóides:

- milhões de vítimas sangrentas - exige-as Lilith negra, sentada sobre a besta púrpura, embriagada com o sangue dos inocentes -

-a destruição absoluta da 84º civilização. o homo sapiens é substituído pelo tecnorobot, o "post-homem", o "lílin".

«3. A Terra, do ponto de vista dos humanóides, está predestinada a repetir o destino de Saturno, da Lua, de Marte...quer dizer, converter-se em um planeta morto durante milhões de anos, o quartel general dos OVNI de segunda classe

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pág.103; o negrito é colocado por nós).

 

MINNÉ E SAN SALVADOR, O CASTELO MÁGICO JUNTO A PORTBOU, GIRONA

É interessante notar que os cátaros, embora considerando o Deus judaico Iavé-Elohim o príncipe do mal, têm estima pelos cabalistas que se afastaram da ortodoxia da Tora e prescrutam o Deus desconhecido, o Ein Sof Aur (Nada Infinito da Luz). O município de Girona que, ao norte da Catalunha, confina com França e onde se situa o mítico castelo de San Salvador, perto de Portbou, é talvez o centro cátaro mais importante na Europa Ocidental. O centro da teohumanidade, conceito cátaro que sustenta que em cada homem há 144 castelos interiores onde habita o verdadeiro Deus da Luz e que a distância entre o homem e Deus é muito menor do que a proclamada pelos católicos, ortodoxos, judeus e islâmicos. Escreve Juan de San Grial:

 

«Minné é a rainha de todas as culturas e civilizações. Os heróis e as mães formosas adoravam-na desde os inícios.»

«Nós renovamos e passamos da 84ª à 85ª civilização, a civilização de Minné.»

«Vilajuiga, uma povoação ao pé de San Salvador...Aqui viviam os melhores cabalistas, Isaac Luria visitava-a. As ideias dos cátaros sobre o Pai do Puro Amor transubstanciaram-se nos tratados solares da Cábala e estenderam-se por todo o mundo (posteriormente na versão do judaísmo hassídico russo e outras).»

«Também aqui, perto de Vilajuiga, viviam os sufis espanhóis.»

«San Salvador é o centro místico da teohumanidade. Assim como o foi na Idade Média, o é no III Milénio.»

(Juan de San Grial, «Guan El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pp. 217-218; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Sábado, 14 de Outubro de 2017
Teologia cátaro-bogomila: Evolucionismo de Darwin e Criacionismo Bíblico são doutrinas erróneas

Na Idade Média, a filosofia cátara, expressa por exemplo no «Livro dos Dois Princípios» do perfeito Jean de Luigio, foi sempre superior à escolástica de São Boaventura, São Tomás de Aquino, Escoto Eriúgena e muitos outros. Porquê?  Porque não caiu no erro de postular que um mundo imperfeito onde o assassínio, a exploração de milhões de seres, a doença e a mentira imperam é obra de um Deus perfeito e bondoso.  

 

Escreve o filósofo neocátaro russo João do Santo Graal, nascido em 1946:

 

«12. Vejamos as doutrinas tradicionais sobre a origem do homem:

(1) A teoria da evolução de Darwin - sobre a origem das espécies a partir das mais primitivas até às mais desenvolvidas - ao fim e ao cabo leva a uma visão humanóide do homem: o Homo Sapiens encontra-se um degrau mais abaixo de desenvolvimento que os humanóides. Esta visão está próxima da do Tibete e das doutrinas cósmicas sobre a mudança de raças, expressa na Doutrina Secreta de E.Blavatsky, o clássico do ocultismo moderno e da «nova era».

 

«(2) A doutrina criacionista considera que o homem está criado por compostos materiais, modelado a partir do pó e da argila. Sobre este postulado se apoiam os fundamentalistas bíblicos: professam isto os hebreus, cristãos e muçulmanos.»

 

«13. Do ponto de vista da antropologia bogomila, as duas doutrinas são falsas. O homem não «evolui» desde as formas primitivas até às mais desenvolvidas, mas tampouco está "criado". É nascido de civilizações de Divindades bondosas e trazido milagrosamente à Terra como uma flor celestial que caiu sobre prados verdes e pulverizou ao redor de si o seu pólen empíreo.»
«Não só Cristo nasceu do Pai, mas também o homem nasce do Pai e da Mãe do puro amor. Na terceira hipóstase (Pai- Mãe-Cristo) está presente cada um dos homens. Cada um dos encarnados na Terra está chamado a entrar na trindade bogomila suprema e cristificar-se, divinizar-se.»

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pp. 137-138; o destaque a negrito é nosso).

 

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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2017
Neocátaros versus budismo e Nova Era

O cristianismo neocátaro ou catarismo do século XXI emanado da Rússia e vivo na Catalunha e Valencia e no sudeste de França opõe-se ao budismo e às doutrinas da Nova Era em geral (a tarologia, a cura pelos cristais, a medicina quântica, etc.) As (supostas) mensagens do Além de Santa Eufrosínia, mística cátara russa falecida em finais do século XX, ao patriarca da igreja cátara identificam Elohim, deus do antigo Testamento, como corruptor da humanidade, incluem o seguinte:

 

«Grita para que não entrem pelo arco de Lúcifer. Isto é o mais perigoso. As portas luciferinas são: o karma, o progresso, as reencarnações, o nirvana (como saída da ordem terrena para um planeta morto) elohim propõe a sua própria arca, a caixa de Pandora. Em volta desta há serpentes. A entrada pelas portas luciferinas implica a perdição eterna. A quem passa por elas espera-o o destino mais desafortunado: a paulatina desintegração, a explosão nos planetas mortos. Dispersar-se-á na inexistência como poeira cósmica.»

«O Pai do Puro Amor é o Rei do Universo, é o Rei misericordioso. Nas suas mãos estão o destino e o futuro.»

«Não façais compromissos com a «Nova Era»! A façanha hoje é a oração, a catarse, a liturgia. O fariseísmo está vencido mas tendes um novo inimigo - o cosmismo.»

(Juan de San Grial, «Madre Eufrosinia. la guia del nuevo catarismo», Associaciò per l´estudì de la cultur catàr, 2012, pag. 378).

«Não saias da oração. Dedica à oração dois-três dias, a uma oração incessante e verás que frutos haverá.»
«A oração com o coração lavado pelas lágrimas é improfanável. Aqui mesmo está a chama, na oração.»
«Durante a terceira hora de oração revelou-se o mundo do silêncio, a paz dulcíssima.» (ibid, pág. 421).

 

É de notar que a Nova Era inclui os mágicos, os bruxos, os astrólogos comerciais, os tarólogos, os mestres de Reiki que prometem ajudar a pessoa nos seus desejos carnais. Esta oração constante ao Deus verdadeiro e à Virgem deve ser feita fora dos templos das igrejas católica, ortodoxa-bizantina, protestante, judaica, islâmica, etc, porque em todas elas «reinam sacerdotes, bispos ou imãs do Anti Cristo».

 

REJEIÇÃO DO PROGRESSO MATERIAL

O cristianismo ascético dos cátaros implica fazer muitos sacrifícios para alcançar o Reino, o pleroma do Altíssimo. Assim, há uma rejeição de princípio dos automóveis, dos televisores e computadores, pelos riscos que comportam de adormecimento do espírito que deve estar vigilante num mundo material que pertence a Elohim-Adonai, o demiurgo, identificado com Lúcifer, deus do Mal. 

 

«Os automóveis são demónios materializados; por isso são tão difíceis nas horas de afluência do tráfego. Reza as orações de exorcismo para expulsar, outros te ajudarão . Os condutores que se protejam benzendo-se com a cruz, com a oração, com os ícones, com os rosários, como os guerreiros no campo de batalha, senão perderão a saúde, a graça e as forças. O sacerdote melquisedequiano, se usa o carro, não tem que perder a oração».(Juan de San Grial, «Madre Eufrosinia. la guia del nuevo catarismo», pag. 278).

 

 «O grande ancião Anfiloquio, curador e fazedor de milagres, contava-nos como um enxame de demónios basta para povoar os televisores, fazendo ninhos; como fazem troça das pessoas; como semeiam as doenças, a loucira; como atiram para as hienas. O ecrã de televisão é a janela para os mundos infernais, o computador é ainda pior. O televisor lança-nos ao precipício abismal, aos planetas mortos. E o computador convida-nos ao diálogo com elohim, este é o seu altar pestilento. Quantas doenças vêm do computador e da técnica moderna!»
(Juan de San Grial, «Madre Eufrosinia. la guia del nuevo catarismo», Associaciò per l´estudì de la cultur catàr, 2012, pp 133-134).

 

 

DEMARCAÇÃO FACE AO CATOLICISMO ROMANO E ORTODOXO, AO PROTESTANTISMO E OUTROS

 

Sendo, na perspectiva cátara, as igrejas católica romana, católica ortoxa ou protestante sedes do anti Cristo, uma vez que todas perseguiram os cátaros, com relevo para a sanguinária igreja do papa de Roma, não se deve visitar os seus templos.

 

«Não te afeiçoes particularmente às aparições da Rainha Celeste no mundo católico. Na Rússia, a Mãe Divina não se revela com menos frequência ou menos generosamente, ela é a Czarina da Rússia».(Juan de San Grial, «Madre Eufrosinia. la guia del nuevo catarismo», pag. 58).

 «Os pais perfeitos e imortais e os santos nos céus não abençoam visitar os actuais templos. Como predisseram os grandes santos há séculos, chegará a hora em que os templos serão abertos, as cúpulas serão doiradas, mas não se poderão visitar já que a abominação e a devastação se instalarão neles: as serpentes, os escorpiões e os espíritos infernais. Não há graça neles mas uma contínua iniquidade e os paroquianos perecem espiritualmente. Tira-se-lhes a última fé e recebem os selos do anti Cristo na fonte». (Juan de San Grial, «Madre Eufrosinia. la guia del nuevo catarismo», pag. 423).

O ensinamento é claro: a teologia católica e a prática de uma igreja romana em que os fiéis não jejuam semanalmente, idolatram um papa apóstata (tal como idolatram Cristiano Ronaldo) e os sacerdotes comem bons bifes e têm bons carros está manipulada desde há séculos por Lúcifer, o pai da mentira e do mundo material. Deve o cristão cátaro orar continuamente e não entrar nos templos católicos, ortodoxos, protestantes, judaicos e outros pois o verdadeiro Deus, o Altíssimo, não está neles.

 

O ponto de divergência filosófica com judeus, católicos, protestantes e islâmicos está na natureza do mundo material e do seu autor: segundo os judeus, os católicos e os protestantes foi o Deus do Bem que fez a natureza física onde há beleza e crimes constantes e animais e homens se devoram, invejam e oprimem uns aos outros; segundo os cristãos cátaros, a natureza física e os corpos humanos foram feitos pelo Demiurgo, Adonai- Elohim um deus castigador e maléfico, Satã, a Serpente, e o Deus da Luz, no Pleroma, apenas fez os nossos espíritos. A Árvore da Cabala judaca tem um problema teórico: o panenteísmo, a descida das qualidades divinas à matéria, expressa na última esfera, Malkuth, o reino material. Ora para os cátaros isso é doutrina de Elohim-Jeová, mistifica a existência do Pleroma, mundo divino que só gerou as nossas almas e nada gerou de material.

 

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© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 18:12
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