Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
Salvador Freixedo: as leis anti humanas da ONU e o engano dos místicos cristãos

 

Salvador Freixedo, nascido em 23 de Abril de 1923 em Carballino, Orense, Galiza, é um ex-sacerdote católico espanhol jesuíta, célebre por pesquisar ovniologia e correlacioná-la com as religiões. Sustentou que Jesus é um extraterrestre bom. Escreveu:

 

«Outra das táticas que João Paulo II viu em Satanás e que coincidem com as dos tripulantes dos OVNIS foi a maneira de infiltrar-se nas mentes das grandes autoridades de este mundo »(...)

«Um claro exemplo disto têmo-lo na ONU, que tendo começado como uma organização internacional para facilitar o encontro e a compreensão dos diversos povos e culturas, converteu-se pouco a pouco em um instrumento de leis não só anticristãs mas também antihumanas. Por exemplo, a lei do aborto livre, que pouco a pouco diversas agências dependentes e subvencionadas pela ONU estão introduzindo em todas as nações.  Mediante ela se assassina em cada ano no mundo entre trinta a cinquenta milhões de seres humanos que estavam a caminho de se converter em homens e mulheres normais e se deixa feridas psicologicamente mulheres que a longo prazo e se arrependem de ter colaborado no assassinato do seu próprio filho. Organizações dependentes da ONU como NATO, UNESCO, UNICEF, FAO, OMS, ACNUR, IPPF, SAÚDE REPRODUTIVA, BM, FMI, etc. estão seguindo a política destrutiva, anticristã e antihumana da identidade de género e com todas as suas funestas consequências. Um dos seus projectos dissimulados (valendo-se da teoria do perigo da superpopulação mundial) consiste em despovoar África e limitar a natalidade nos países atrasados que possuem riquezas naturais estratégicas para as grandes indústrias dos países desenvolvidos. Em vez de ajudar esses países a matar a fome e a organizar-se e a sair do seu atraso e da sua pobreza, forçam-nos a emigrar massivamente (criando tremendos conflitos nas nações desenvolvidas), dão-lhes de presente toneladas de preservativos para travar a sua natalidade, e por outro lado negam-lhes outras ajudas mais úteis se não se atêm às suas directivas».

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 96-98; o destaque a negrito é quase todo posto por nós).

 

O CONTROLO MENTAL DOS REPTILIANOS SOBRE OS HUMANOS

 

Salvador Freixedo atém-se à tese de que os reptilianos que vivem à superfície da Terra ou no interior desta em cidades subterrâneas são extraterrestres que vieram buscar alimento no nosso planeta e dominar a humanidade. Escreve:

 

«Segundo os melhores investigadores, os reptilianos são seres perversos, uns rebeldes dentro da ordem da Criação tal (como Luzbel e os seus seguidores na teologia cristã) que gozam com o mal e com o sofrimento. o que pretendem com a humanidade é, por um lado, a sua perversão em todos os sentidos e, por outro lado, fazê-la sofrer e convertê-la em sua escrava sem que ela se dê conta».

 

«O autor alemão Franz Erdl descreve assim as actividades destes invasores siderais:

 

"Os reptilianos e os draconianos, com a ajuda dos seus acólitos cinzas, manipulam desde há milhares de anos o nosso inconsciente colectivo e o de cada indivíduo sem que ninguém se livre disso. O controlo mental não só se estende aos sujeitos de laboratório que foram abduzidos ou preparados de outros maneiras, mas estende-se a todos nós... Os reptilianos desenharam minuciosamente todas as nossas religiões e filosofias, cuidando muito dos detalhes, e implantaram-nas entre nós. Todas as religiões levam o selo deles e todas são perigosas. Sinto dizê-lo, mas também o budismo e a de aqueles que meditam solitários nas montanhas do Tibete

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 98-99; o destaque a negrito é posto por nós).

 

OS SOFRIMENTOS DOS MÍSTICOS SÃO INDUZIDOS PELOS REPTILIANOS QUE ADORAM E BEBEM SANGUE

 

O ex jesuíta Freixedo desenvolve a tese de que os místicos cristãos, como Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz ou o padre Pio de Pietrelcina, estigmatizado, agredido por demónios (reptilianos?) durante a noite na sua cela do convento de São Giovani Rotondo, em Itália, foram enganados por reptilianos que passam por deuses e demónios e que pedem sacrifícios de sangue porque este é o seu alimento.

 

«Se temos de ser sinceros, pensamos que toda a estranha e muitas vezes absurda fenomenologia que se dá à volta dos místicos cristãos e dos de outras religiões é obra dos "reptilianos príncipes de este mundo", não só com o desejo de se divertirem à custa do humano e de o enganar, mas com o mais perverso de atormentar pessoas inocentes cheias de boa vontade; porque estes "espíritos malignos" gozam enganando e atormentando.»

 

«Este incitamento à dor - em que o sangue está presente com muita frequência e em abundância - encontramo-lo também em outras religiões. Para citar algum exemplo, vemo-lo na cerimónia islâmica chamada Tatbir. E dá-se na festa anual denominada Ashura, comemorativa da morte de Hussein, neto do profeta. Nela, um imã vai ferindo na cabeça com uma espada muito afiada os fiéis que, possuídos por um frenesim místico, vão passando diante dele, finalizando a macabra cerimónia com centenas de fiéis enfurecidos e ensanguentados espirrando em um charco sangrento. E algo parecido se pode dizer de outra estranha cerimónia dos sufis.»

 

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 119-120; o destaque a negrito é posto por nós).

 

JESUS CRISTO, PÁRA-RAIOS ANTI REPTILIANO

 

E Jesus Cristo, para Salvador Freixedo, é um extraterrestre bom enviado pelo Ser Supremo, que designamos por Deus, para combater os reptilianos - Satanás, na linguagem da igreja,  os lagartos que adoptam forma humana, como por exemplo a rainha de Inglaterra, o príncipe Carlos, Barack Obama, George Bush, Henry Kissinger, Pierre Trudeau, Tony Blair, entre outros, e os cinzas .

 

«Considero  Jesus cristo como um desses bons espíritos que esse SER a quem os humanos chamam Deus foi mandando à humanidade para contrariar as influências dos espíritos malignos.(...)

 

«Nos exorcismos que a Igreja realiza para libertar os possessos por Satanás, a arma mais forte que o exorcista utiliza é a invocação do nome de Jesus Cristo. E igualmente, ainda que muitos dos "peritos" em ovnis o ignorem e julguem que a mistura de Jesus Cristo com os ovnis é um horror e um erro "antiovniológico", o certo é que muitos contactados se sentiram libertos do poder que sobre eles exerciam os alienígenas que os dominavam quando, desesperados, se refugiaram sob a proteção de Jesus Cristo e invocado o seu nome.»

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 158-160; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Domingo, 26 de Maio de 2019
O divórcio no catecismo da igreja católica e no evangelho de São Mateus

O catecismo da Igreja Católica Romana não espelha com exactidão o evangelho de São Mateus na questão do divórcio. Omite até a passagem do evangelho em que Jesus admite o divórcio em caso de adultério da mulher.

 

O evangelho de São Mateus diz o seguinte sobre o divórcio.

 

Tendo Jesus concluído estas palavras, partiu da Galiléia, e foi para os confins da Judéia, além do Jordão;    e seguiram-no grandes multidões, e curou-os ali.  Aproximaram-se dele alguns fariseus que o experimentavam, dizendo: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?   Respondeu-lhe Jesus: Não tendes lido que o Criador os fez desde o    princípio homem e mulher,  e que ordenou: Por isso deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua
mulher; e serão os dois uma só carne?  Assim já não são mais dois, mas um só carne. Portanto o que Deus ajuntou,   não o separe o homem.  Responderam-lhe: Então por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?  Disse-lhes ele: Pela dureza de vossos corações Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas não foi assim desde o princípio. Eu vos digo porém, que qualquer que repudiar a sua mulher a não ser por causa de infidelidade e casar com outra, comete adultério e o que casar   com a repudiada também comete adultério.]  (Evangelho segundo São Mateus, Capítulo 19, versículos 1 a 9; o destaque a negrito é posto por nós).

 

O Catecismo da Igreja Católica Romana, dado em 11 de Outubro de 1992 pelo papa João Paulo II diz o seguinte:

 
«1664 . A unidade, a indissolubilidade e a abertura à fecundidade são essenciais ao Matrimónio. A poligamia é incompatível com a unidade do Matrimónio; o divórcio separa o que Deus uniu; a recusa da fecundidade desvia a vida conjugal do seu "dom mais excelente". (Catecismo da Igreja Católica, Gráfica de Coimbra, pág. 1993, pag. 368).

Nenhuma referência há no catecismo sobre o direito do marido  repudiar a mulher adúltera.

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Segunda-feira, 6 de Maio de 2019
Mística Alexandrina Costa e Astrologia Histórica

 

Alexandrina Maria da Costa (30 de Março de 1904, Balasar, distrito do Porto-13 de Outubro de 1955, Balasar) foi uma mística católica, entrevada, que teve visões de Jesus Cristo e da Virgem Maria e que misticamente desposou Jesus (para os ateus e agnósticos: imagina que desposou) e viveu a paixão de Cristo e desceu ao inferno (interpretação do ateu: alucinações). Procuro aqui estabelecer apenas correlações entre esses fenómenos e graus do Zodíaco sem tomar partido, fenomenologicamente. A base factual desta investigação é o livro «Alexandrina» de Humberto Pasquale, Edições Salesianas, Porto,  5ª edição,1985).

 

GRAU 19º-21º DO SIGNO DE CARANGUEJO

JARDIM MÍSTICO,  INFERNO

 

A área 19º-21º do signo de Caranguejo (área 109º-111º de longitude eclíptica) liga-se à visão mística de um jardim celeste, em Alexandrina Costa,  em que Jesus é jardineiro.  Liga-se também à visão do inferno e sensação de estar imerso nele.

 

Em 16 de Novembro de 1944, com Nodo Norte da Lua em 19º 52´/ 19º 43´de Caranguejo, Alexandrina Costa vê um jardim em si mesma e nele Jesus a enlevar-Se entre as flores (sacrifícios de Alexandrina, almas santificadas) que são obra sua.

 

Em 11 de Fevereiro de 1955, com Júpiter em 21º 41´/ 21º 35´ do signo de Caranguejo, Alexandrina Costa vê de novo o símbolo do jardim e Jesus Cristo que lhe diz «Olha, repara no jardineiro Divino, estou a regar as flores do teu jardim, em terreno por Mim cultivado.»

 

Em 13 de Julho de 1917, com Mercúrio em 20º 22´/ 22º 31´ do signo de Caranguejo, a Senhora de Fátima aparece, na Cova da Iria,  aos pastorinhos Jacinta, Lúcia e Francisco Marto e mostra-lhes a visão do inferno com milhões de almas a arder no fogo atormentadas por demónios monstruosos.

 

Em 13 de Agosto de 1945, com Saturno em 19º 3´/ 19º 10´  do signo de Caranguejo, a mística Alexandrina Costa escreve «Sinto-me como se estivesse condenada ao inferno. A minha alma sente aqueles horrorosos suplícios. São os olhos da alma que vêem os demónios atormentadores».

 

Em 6 de Setembro de 1945, com Saturno em 21º 39´/ 21º 45´  de Caranguejo, Alexandrina Costa escreve «O inferno, ai o que é o inferno, o que lá se sofre!». 

 

ÁREA 13º-15º DO SIGNO DE VIRGEM:

SATANÁS

 

A área 13º-15º do signo de Virgem conexiona-se com visões ou possessões de Satanás, o Diabo.

 

Em 7 de Outubro de 1937, com Vénus em 14º 24´/ 15º 37´ do signo de Virgem, Alexandrina Costa, entrevada, sofre possessão momentânea por Satanás, tentando despedaçar-se contra os ferros da cama, morder-se, a ponto de que nem quatro pessoas a conseguem dominar.

 

Em 27 de Setembro de 1944, com Júpiter em 13º 15´/ 13º 27´ do signo de Virgem, Alexandrina Costa escreve "O demónio aparece-me em diversas ocasiões do dia e da noite, ora em forma de homem preso à cintura, ora em forma de leão preso ao pescoço, tentando assaltos tremendos, mas sem nunca conseguir tocar a minha pessoa".

 

ÁREA 3º-4º DO SIGNO DE BALANÇA:

O PARAÍSO CELESTE

 

A área 3º-4º do signo de Balança conexiona-se, nos estados de alma de Alexandrina, com o Paraíso cristão, o Céu de Jesus e do Espírito Santo. 

 

Em 30 de Março de 1945, com Neptuno em 4º 58´/ 4º 56´  do signo de Balança, Alexandrina Costa, no meio de intensas dores místicas, tem a impressão de que a abóbada do Céu desce sobre ela e grita "Que belo!  Que belo! Que luz!  Que luz!".

 

Em 27 de Setembro de 1946, com Sol em 3º 16´/ 4º 15´ do signo de Balança,  Alexandrina Costa escreve "A minha alma gozou um pouco a vida do céu, o gozo da alma na posse do seu Deus. E tive a visão de uma mansão de almas que gozavam a mesma vida divina, todas embebidas no amor de Jesus".

 

ÁREA 15º-16º DO SIGNO DE BALANÇA:

 ALMA VÍTIMA PELOS PECADOS DO MUNDO

 

A área 15º-16º do signo de Balança (graus 195 e 196 de longitude eclíptica para os astrónomos que não gostam de falar em signos ou arcos do céu de 30º cada) conexiona-se com a ideia de alma vítima no catolicismo e na vivência mística de Alexandrina.

 

Em 4 de Julho de 1940, com Nodo Norte da Lua em 16º 4´/ 15º 52´do signo de Balança, Alexandrina Costa oferece-se a Jesus para ser vítima, junto com outras almas do mundo, em união com Nossa Senhora para obter a paz para Portugal e Jesus aceita a oferta e diz-lhe que «Portugal será salvo».

 

Em 10 de Março de 1950, com Neptuno em 16º 42´/ 16º 41´ do signo de Balança, Jesus mostra misticamente a Alexandrina Costa a necessidade de multiplicar as almas vítimas no mundo.

 

ÁREA 0º-3º DO SIGNO DE ESCORPIÃO:

PURGATÓRIO

 

A área 0º-3º do signo de Escorpião indica o Purgatório, lugar de expiação dos pecados cometidos na vida terrena.

 

Em 31 de Outubro de 1943, com Mercúrio em 0º 2´/ 1º 42´do signo de Escorpião, Alexandrina Costa sofre, misticamente, as penas das almas do Purgatório. 

 

Em 21 de Julho de 1982, com Júpiter em 1º 14´/ 1º 18´ do signo de Escorpião, a Virgem Maria diz aos videntes de Medjugorge que «No purgatório há muitas almas, há mesmo pessoas consagradas a Deus, padres e religiosas, rezai mem sua intenção pelo menos sete Pai Nosso, Avé Maria, Glória e o Credo, eu recomendo-vos, há muitas almas que estão no purgatório há muito tempo, porque ninguém reza por elas».

 

Em 4 de Novembro de 1982, com Mercúrio em 1º 34´/ 3º 13´ do signo de Escorpião, a Virgem Maria, em aparição em Medjugorge, diz aos videntes sobre a visão que uma pessoa teve em Mostar «Foi uma visão verdadeira. Eram almas do purgatório da sua família. É preciso rezar por elas.»

 

ÁREA 7º-8º DO SIGNO DE ESCORPIÃO:

CONSAGRAÇÃO DO MUNDO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

 

A área 7º-8º do signo de Escorpião articula-se com a ideia de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

 

Em 20 de Março de 1939, com Nodo Norte da Lua em 9º 0´/ 8º 53´ do signo de Escorpião,  Jesus diz a Alexandrina Costa, a respeito do novo papa católico romano, que »é este Papa que consagrará o mundo ao Coração de Minha Mãe»

 

Em 16 de Junho de 1939, com Nodo Norte da Lua em 7º  37´/ 7º 32´ do signo de Escorpião, Marte em 4º 25´/ 4º 30´ do signo de Aquário, Alexandrina Costa sente que Jesus lhe pede para que inste com o papa de Roma para que faça a Consagração do Mundo ao Coração Imaculado de Maria.

 

Em 31 de Outubro de 1942, com Sol em 6º 55´/ 7º 56´do signo de Escorpião, em cerimónia pública, o Papa Pio XII consagra o mundo ao Imaculado Coração de Maria atendente aos pedidos que a mística Alexandrina Costa lhe fez de Portugal, no momento crítico da II Guerra Mundial em que as tropas alemãs de Rommel avançavam sobre o Canal de Suez e a União Soviética de Estaline era invadida pelos exércitos de Hitler.

 

ÁREA 1º-4º DO SIGNO DE AQUÁRIO:

CONSAGRAÇÃO DO MUNDO AO IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA

 

A área 1º-4º do signo de Aquário conexiona-se com a ideia de consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria.

 

Em 16 de Junho de 1939, com Marte em 4º 25´/ 4º 30´ do signo de Aquário, Alexandrina Costa sente que Jesus lhe pede para que inste com o papa de Roma para que faça a Consagração do Mundo ao Coração Imaculado de Maria.

 

Em 5 de Abril de 1941, com Marte em 1º 44' / 2º 26´ de Aquário,  Jesus pede com insistência à entrevada Alexandrina Costa a consagração do Mundo ao Coração de Maria.

 

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Quinta-feira, 30 de Novembro de 2017
Salvador Freixedo: o derramamento de sangue, objectivo dos reptilianos dos OVNIS e das religiões em geral

 

 

 

Por vezes, aparecem em Portugal e outros países rebanhos de cabras, ovelhas e manadas de vacas mortas com feridas profundas no cachaço e outras partes do corpo e estas acções, ocorridas de noite, são atribuídas a um misterioso «chupa cabras». A verdade é que estes morticínios podem ser atribuídos a tripulantes dos OVNI (Objectos Voadores Não Identificados).

 

Salvador Freixedo, (Carballino, Ourense, Galicia, Espanha, 23 de Abril de 1923), autor de livros como «Teovniología, a origem do mal no mundo», «A granja humana» e «Defendámo-nos dos deuses»,  é um ex sacerdote católico, da  Companhia de Jesus, que investiga desde há décadas a conexão entre os tripulantes dos OVNIS ávidos de derramamento de sangue humano e animal e as religiões tradicionais que exigem e realizam sacrifícios sangrentos. Freixedo subscreve a tese de que há reptilianos de aspecto humano misturados com a espécie humana e de que as aparições marianas existem e são manipulações que entidades, possivelmente oriundas de OVNIS, fazem de videntes e multidões. A Bíblia está cheia de patranhas e levou a criminosas guerras e assassínios ditados pela Inquisição, tal como o Corão, invocado, por exemplo pelas duas partes na guerra Irão-Iraque que causou 1 milhão de mortos. Salvador apela a que os homens deitem ao lixo todos os livros sagrados e pensem pela sua própria cabeça. Escreveu:

 

«Em linhas anteriores, dissemos que desde um princípio Satanás tinha tratado de confundir as doutrinas dos cristãos, "inspirando" crenças novas que entravam em conflito com as originais. Esta intromissão e engano não se limitou à doutrina, mas também a práticas, cerimónias e ritos. Se temos de ser sinceros, pensamos que toda a estranha e muitas vezes absurda fenomenologia que se dá em torno dos místicos cristãos e dos das outras religiões é obra dos "reptilianos príncipes de este mundo", não só com o desejo de divertir-se à custa do ser humano e de enganá-lo, mas com o mais perverso de atormentar pessoas inocentes cheias de boa vontade; porque estes "espíritos malignos" gozam enganando e atormentando. »

«Este incitamento à dor - em que o sangue está presente com muita frequência e em abundância - encontramo-lo também em outras religiões. Para citar um exemplo, vemo-lo na cerimónia islâmica chamada Tatbir. E dá-se na festa anual denominada Ashura, comemorativa da morte de Husein, neto do profeta. Nela, um imã vai ferindo na cabeça com uma espada muito afiada os fiéis que, possuídos de um místico frenesim, vão passando diante dele, finalizando a macabra cerimónia com centenas de irritados fiéis ensanguentados espirrando em um charco sangrento. E algo parecido se pode dizer de uma estranha cerimónia dos sufis. As nossas procissões cristãs de flagelantes da Idade Média - e de tempos não tão longínquos - não são muito diferentes de estas práticas. Nas mil seitas do hinduísmo, estas cerimónias sangrentas adquirem carácteres dramáticos, misturadas com outras de um masoquismo incompreensível.»

 «Quando uma pessoa conhece bem a ação dos cinzas e dos reptilianos dos nossos dias, em que o sangue tem um papel tão destacado - e não só pela mutilação e dessangramento de animais nas granjas - não estranha nada cerimónias como estas. O grande John Keel contou-me um caso, investigado por ele, em que um OVNI se coloca em cima de uma ambulância que transportava grande quantidade de sangue e com uma espécie de grandes pinças tratou de levá-la pelos ares e só desistiu ante a chegada de outros automóveis.» (...)

 

«Aparte isto, com certa periodicidade continuamos brindando-os (Nota nossa: aos tripulantes reptilianos de OVNIS) com sacrifícios humanos como os de Pol Pot no Cambodja, os de Darfur no Sudão, os da guerra civil no Congo, os de más de 500 000 degolados a golpes de facas de mato nas revoltas de utus e tuitsis em Uganda e Ruanda. E como sobremesa, o nosso planeta oferece-lhes diariamente a carne tenra e ensanguentada dos mais de 100.000 fetos frutos de abortos, com a permissão da ONU, da UNICEF e da UNESCO e dos corruptos políticos de seus países».

 

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, el orígen del mal en el mundo, Usuhaia, Santa Coloma de Queralt, pp. 119-121; o destaque a negrito é posto por nós).

 

A OVNIOLOGÍA ESTÁ NA RAÍZ DE TODAS AS RELIGIÕES

 

Se a Bíblia fala de anjos que desceram do céu em carros voadores e acasalaram com as filhas dos homens refere-se certamente aos tripulantes dos OVNIS, intra ou extraterrestres. Escreve Freixedo:

 

«Na realidade, a ovniologia está na raíz de todas as religiões e no fundo da casuística anormal ou paranormal com que estão ainda tão entretidos tanto ovniólogos, psicólogos, psiquiatras e parapsicólogos.» (...)

«O Iavé que se apresentava no Paraíso como amigo de Adão e Eva era um grande inimigo da serpente, e de facto disse-lhes que não acreditassem nas suas mentiras. Mas baseando-nos também na própria Bíblia, descobrimos que o próprio Iavé era um mentiroso e inimigo da raça humana, como a própria serpente. » (...)

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, el orígen del mal en el mundo, Usuhaia, Santa Coloma de Queralt, pp. 84-86; o destaque a negrito é posto por nós).

 

DAVID ICKE EQUIVOCA-SE SOBRE O CRISTIANISMO

 

Freixedo respeita um autor como o britânico David Icke que, com uma coragem extraordinária, denunciou a rainha Isabel II de Inglaterra, Bill e Hilary Clinton, George Bush e outros como reptilianos que comandaram ou comandam alavancas da globalização rumo à Nova Ordem Mundial, escravização dissimulada de biliões de pessoas num capitalismo sem rosto humano. Mas diverge de Icke na medida em que este ataca o cristianismo:

 

«Em páginas anteriores citei, e em boa parte elogiosamente, David Icke. Misturadas com as suas arriscadas ideias há grandes verdades das quais se pode considerar um porta-estandarte. Mas aparte outras coisas, há algo em que discrepo radicalmente dele e é na sua visceral inimizade com o cristianismo e na sua ideia sobre a inexistência de Jesus Cristo e sobre a autoria dos evangelhos. Abelardo Reuchlin, o autor em que se baseia, não nos oferece nenhum documento de que tenha tirado todas as suas impactantes informações. Creio que Icke, que tanto fala de manipulação a que nós humanos estamos expostos, também foi manipulado neste particular e vítima das subtis estratégias reptilianas para desacreditar as outras grandes verdades que há nos seus escritos.» (...)

 

«Considero Jesus Cristo como um dos bons espíritos que esse SER que os humanos chamam "Deus" foi enviando à humanidade ao longo dos séculos para contrariar as influências dos espíritos malignos.» (...)

«Nos exorcismos que a Igreja realiza para libertar os possessos por Satanás, a arma mais forte que o exorcista utiliza é a invocação do nome de Jesus Cristo

 

 (Salvador Freixedo, Teovniología, el orígen do mal en el mundo, Usuhaia, Santa Coloma de Queralt, pp. 157-159; o destaque a negrito é posto por nós).

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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
Teologia cátaro-bogomila: Cristo (Ammi) não morreu no Gólgota

 

O teólogo cátaro por excelência do século XXI, João Bereslavsky, russo, escreveu:

 

«Cristo não morreu no Gólgota, como o representa a versão sinodal-rabínica

«Pelo contrário, Cristo não pôde morrer de nenhum modo porque era imortal; mas sim derramou cinco litros de valioso mirró (NOTA NOSSA: mirró, na versão espanhola, é, segundo o editor,« um líquido oleoso e fragante de origem celestial, manifestado de modo misterioso no mundo material em forma de gotas e correntes que caem dos objectos sagrados e relíquias), o tesouro para divinizar o homem. E o seu sangre mírrico, multiplicado, transubstanciado voltou a ele.»

«Por isso, Cristo da segunda vinda é portador dos compostos mírricos e supracelestiais.»

«Isto é o que ensinava Cristo, chegando em corpos transfigurados.»

«Ele dizia:" De igual modo que pelo corpo humano correm os glóbulos vermelhos do sangue, também no corpo de Divino Ammi, o Mestre Divino da segunda vinda, corre o mirró fragantíssimo do Pai».

«A comunhão do Santo Graal era a comunhão de Cristo da segunda vinda. Não se comungava do sangue e do corpo, mas dos compostos mírricos do Nosso Altíssimo.»

 

(Juan de San Grial, « El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pp. 382-383; o destaque a negrito é posto por nós).

 

Cristo, segundo Juan de San Grial, não gostava de usar o nome de Jesus para se demarcar do pecadocentrismo dos judeus:

 

«Cristo da segunda vinda rejeitava o nome "Jesus" e inclusive "Cristo"  por causa da intersecção com o messianismo pecadocêntrico. Cristo da segunda vinda pedia que lhe chamassem Ammi (o mestre, a divindade). »

«O seu verdadeiro destino de Messias é ser vela. Ele é o autêntico salvador dos descendentes de Adão, da teia de aranha de Elohim».

(Juan de San Grial, ibid, pp. 381-382; o destaque a negrito é nosso).

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Terça-feira, 13 de Junho de 2017
Breves reflexões de Junho de 2017

 Eis algumas despretensiosas reflexões que brotam neste quente mês de Junho de 2017.

 

QUANDO MORRERES NINGUÉM OU QUASE NINGUÉM VAI DAR PELA TUA FALTA. Para que te preocupas, pois, com as críticas dos outros ao teu comportamento, críticas ditadas por inveja, preconceito, necessidade de te controlarem, de te manterem dentro do rebanho social? Vive e sê tu mesma/o. Os outros? Quase todos são apenas barreiras, objectos estranhos à tua liberdade.

 

ESCRAVO DO FACEBOOK. Sou um escravo voluntário da escrita no Facebook. Venho aí diariamente, leio e escrevo. Antes de mais, faço-o por necessidade do Intelecto Universal, o chamado Intelecto Agente que, como dizia Aristóteles, sobrevive à morte do indivíduo: há ideias que gero ou capto da Região Inefável que devem ser difundidas e ficar na platibanda do pensamento académico, modéstia áparte. Mas também o faço por amor erótico: há sempre uma mulher bela do lado de lá da web a quem se pode dirigir um galanteio, uma declaração de amor. Em terceiro lugar, faço-o por necessidade de explicar a minha postura pessoal, a ação no meio em que vivo: Baixo Alentejo, Portugal.

 

SINCRONISMOS FONÉTICOS . Em 11 e 12 de Junho de 2017, a ideia de MÁRIO está em foco: no dia 11, deflagra um incêndio num autocarro no túnel do MARÃO (evoca: MÁRIO), noticia-se que os estados norte-americanos de MARYland (evoca: MÁRIO) e Columbia vão processar o presidente Trump por receber indevidamente milhões de dólares através de empresas suas; no dia 12, de madrugada, na Nora de Serpa, MAIRA (evoca: MÁRIO) Baldaia e a sua banda brasileira dão um concerto musical, falece em Santarém MÁRIO Brito, de 76 anos de idade, engenheiro de telecomunicações, portuense.

 

COM A ALTA VELOCIDADE DE ROTAÇÃO DAS TROCAS DE PARCEIRO NO AMOR, A VISÃO ECONOMICISTA E INDIVIDUALISTA DA VIDA IMPERA. Elas já não gostam de nós, em regra: medem a marca do automóvel que temos, o tamanho do nosso pénis em repouso, o saldo da nossa conta bancária, as vezes que lhes pagamos o jantar ou o lanche ou as levamos à discoteca, o nosso status social (empregado bancário, médico, professor, agricultor rico, etc) . Mas o inverso também é verdade: olhamos para elas como objectos sexuais , como «gajas a levar para a cama e largar logo que estejamos saciados». É um mundo pragmático de usar os outros enquanto nos são úteis: é como o aluguer de quartos em Lisboa, dá dinheiro, aluga-se já a turistas por uns dias, nada de alugueres por anos e anos à mesma pessoa ou família. O amor romântico acabou, ninguém ama ninguém de forma continuada. David Hume tinha razão: não temos um eu fixo, somos um fluxo de imagens a correr algures. Salvam-se alguns honrosos casamentos e uniões de facto onde o amor paixão unido ao amor romântico prevalecem.

 

OS FESTIVAIS MUSICAIS DE VERÃO COMO O MEO SUDOESTE, que se inicia a 1 de Agosto de 2017 em Zambujeira do Mar, costa alentejana, não passam de modos de alienação da juventude e dos trabalhadores em geral. Os artistas, vendidos ao grande capital, não denunciam a Nova Ordem Mundial do governo único, da precariedade de emprego, do lançamento de guerras imperialistas onde quer que as chefias dos EUA e da Rússia ou da UE achem necessário. Muita música, droga, sexo promíscuo sem preservativos, alcool - eis a falsa ou superficial amizade que se forja nesses aglomerados de dezenas de milhar de pessoas. No resto do ano, o capitalismo aumenta o ritmo de trabalho dos assalariados, oferece bares e copos e muito stress a quem vive só do seu salário (proletariado).

 

PORQUE VAMOS A SERPA OUVIR ANTÓNIO ZAMBUJO? Não é, essencialmente, para ouvir o artista alentejano. É para ver as mulheres belas que se aglomeram na Praça da República. E para saudar um ou outro amigo que vive em Serpa com quem temos colóquios culturais. E para desfrutar da noite de Lua em Capricórnio - a Lua Cheia foi ontem, 10 de Junho, às 21 h 44, com a Lua em 18º do signo de Sagitário - que as noites de luar no Alentejo são lindas e sensuais. E para orar ao Grande Arquitecto do Universo.

 

BEJA AUTO-DESTRUTIVA POR FORÇA DA ELITE POLÍTICO-ECONÓMICA LOCAL . 11 de Junho de 2017. Estou a visitar a exposição de gravuras de Banda Desenhada expostas no Teatro Pax Julia, no centro de Beja e encontro Jorge, artista conceituado. Comenta-se: «Como é possível que tendo morrido (em 13 de Maio de 2017) Leonel Borrela, pintor e arqueólogo do património e funcionário do Museu Regional de Beja, que tanto deu a esta cidade investigando, pintando e teorizando sobre a sua arquitectura e história, não haja uma reprodução em grande de um quadro seu numa destas salas com os dizeres «Homenagem a Leonel Borrela, 1955-2017»? Beja é auto-destrutiva. A elite política e económica que domina a cidade quer apagar da memória os criadores, artísticos, literários, etc, que, bejenses de nascimento ou não, fazem obras de valor. Vê só o caso da taberna outrora atelier de pintura de Carlos Montes na Rua da Branca: aí aprenderam a pintar artistas bejenses e a câmara deveria preservar isso como espaço museológico. Eles querem é que sejamos esquecidos: morremos e ninguem homenageia os que prestigiamos a cidade com o nosso trabalho artístico e cultural. Beja é autofágica. Ingrata, madrasta.»

 

ALÉM DO PRAZER DAS FESTAS DE FIM DE SEMANA E DO SEXO TRANSBORDANTE HÁ ... O PARAÍSO. A vida moderna carece de sentido para os existencialismos ateu e agnóstico, filosofias dominantes nos dias de hoje na Europa do século XXI: «temos de gozar a vida, que bom aproveitar as noites de sexta e sábado nas discotecas e bares e às duas e meia da manhã conseguir levar uma mulher ( ou um homem) semi ébria para o automóvel ou para a cama e... fazer sexo! »Tantos homens e mulheres insatisfeitas a fumar e a beber alcool, a noite inteira, nos bares! Já fizemos muita coisa em termos de sexo - menos homossexualidade e certo tipo de perversões; o Diabo dotou-me de uma imaginação que vai até ao travestismo mas o Senhor Deus guarda-me na fronteira com o ilícito - e concluimos que tem que haver algo imóvel, superior à união sexual física: o Paraíso, que é a união íntima, «sexual» entre nós, espíritos, e Deus-Deusa (a Trindade , a Virgem Santa Maria).

Por isso, se estás insatisfeita/o, reza, persiste na oração - em especial o rosário à Virgem Maria - e virão as respostas adequadas. O sentido da vida é o Paraíso, o reino da beatitude, o Pleroma dos gnósticos. As nossas desventuras, aflições, doenças estão escritas nos astros, no Zodíaco (foi o Deus inferior, o demiurgo, que fabricou os astros, não Jesus nem os Eons do Pleroma). Nem Osho, com a sua técnica filosófica de meditação, consegue atingir os cumes da beatitude cristã. A meditação relaxa mas é preciso ver os deuses e os anjos. Eu amava uma mulher muito linda, há anos, e ela sofreu uma doença grave - foi uma provação que Deus enviou, com o ensinamento «Não ames apenas a beleza corporal, penetra no mistério do espírito, é uma mulher como as outras, frágil, um invólucro de carne perecível».

 

O meu pai, muito católico toda a vida, nos últimos anos de vida perdeu a esperança de salvar-se: dizia «estou condenado, atropelei de bicicleta uma velhinha quando tinha 15 anos de idade», tinha remorsos excessivos, o Demónio rondava-o. Qualquer que seja o teu passado, não tenhas remorsos: já passou. Se há desculpas a pedir a alguém, uma dívida a pagar fá-lo. Reza incessantemente, com descontração, sem ansiedade, e verás mudanças boas na tua vida, serenidade, paz.

 

AS ESCOLAS DE ASTROLOGIA QUE MARCAM PASSO. Sou autodidata em astrologia. Desprezo as escolas de astrologia, de um modo geral dominadas por dogmáticos estéreis: sem provas experimentais, dizem que «Vénus rege o signo de Balança» e que «há doze casas no horóscopo pessoal», etc. Eis títulos de alguns livros meus: «Ciclos astrológicos na História de Portugal» (ed autor 1985), «Leis planetárias em eleições gerais» (Estampa, 1996), «Sincronismos Cabala e Graus do Zodíaco» (Estampa,2001), «Astrología y guerra civil de España de 1936-1939» (ed. autor, 2006), «Acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia» (Ed. Autor, 2008), «Álvaro Cunhal e Antifascismo na Astrologia Histórica» (Ed. Autor, 2013), « Astrologia Histórica» (Esfera do Caos, 2015). Oito livros ao todo. Os mais «prestigiados» astrólogos comerciais portugueses, como Paulo Cardoso, Luís Resina, Helena Avelar, Luís Ribeiro, Cristina Candeias, Vera Xavier ou Flávia Monsaraz, guardam rigoroso silêncio sobre as minhas obras porque não têm arcaboiço intelectual ou moral para as enfrentar e analisar criticamente nem possuem suficiente saber feito de investigação empírica. Calam, ignoram para silenciar a dissidência, a «heresia». Portugal, país de invejas: astrólogos que só procuram o enriquecimento pessoal financeiro, a imagem televisiva, não a verdade da ciência astrológica.

 

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014
Sobre a crítica de Orlando Braga ao taoísmo

 

Orlando Braga, um intelectual monárquico e católico do Porto, um polemista temível, autor de blogs com críticas inteligentes e desassombradas à ideologia da globalização  dos Bilderberg e da Trilateral e ao fascismo bonapartista dos mundialistas, à «apostasia do papa Francisco»,  e a muitos aspectos da vida política e cultural portuguesa, publicou em 6 de Outubro de 2014 o post «Erros do taoísmo» no seu blog espectivas.worldpress.com. Aí escreveu:

 

«.Depois de estudar as religiões (ou as “filosofias místicas orientais”, como está na moda dizer-se em vez de “religiões”) do Oriente, cheguei à conclusão de que o catolicismo é a forma religiosa mais evoluída. Temos, por exemplo, o Taoísmo que está na moda nos meios culturais de certas “elites”. Os conceitos de Yang e Yin partem do princípio de que “os opostos se complementam”, por um lado, e por outro lado de que “os opostos se anulam no Tao”. » (Orlando Braga)

 

Crítica minha: os opostos anulam-se no Tao? Não é verdade. O Tao não se divide em opostos enquanto origem, unidade primordial, princípio metafísico: mas, enquanto movimento «sinusoidal» da natureza divide-se em dois contrários, está composto de oscilações permanentes, de Yang (dilatação, calor, subir, fluxo, espírito) e de Yin (contração, frio, descer, refluxo, matéria), verão (Yang)- inverno (Yin), dia (Yang)-noite (Yin), diástole (Yang)- sístole (Yin), fluxo da onda (Yang)-refluxo da onda (Yin). Os opostos não se anulam, antes geram-se mutuamente no Tao, o que coincide com as doutrinas de Heráclito e Hegel do perpétuo devir como luta de contrários.

 

O TAOÍSMO NEGA A TRANSCENDÊNCIA?

Escreve ainda Orlando:

«Jesus Cristo não negou a existência dos opostos; pelo contrário, chamou-nos à atenção para eles. Mas Ele apelou para a transcendência, para além da imanência: os opostos eram por Ele considerados meios (para algo transcendente) e não fins em si mesmos (como acontece no Taoísmo). » (Orlando Braga)

 

Crítica minha: é um pouco confuso dizer que o taoísmo considera os opostos como fins em si mesmos e que não apela para a transcendência. O taoísmo não nega a transcendência: convida a contemplá-la como zona de obscuridade que é. E neste campo coincide com os cabalistas judaicos que falam do Ein-Sof (o Nada incognoscível) que é a divindade além do Deus revelado (Iavé, Eloim, etc) e com os místicos alemães que falam de Deus e da deidade como mestre Eckhart. No taoísmo, definido como um quietismo místico individualista («dominar o sopro vital pelo espírito é ser forte», escreveu Lao Tse) a alma sobe em direcção ao Tao, a Mãe do universo.

Lao Tse (601-517 a.C), filósofo do taoísmo escreveu:

 

«O Tao que se procura alcançar não é o próprio Tao;

o nome que se lhe quer dar não é o seu nome adequado.»

 «Sem nome, representa a origem do universo;

com um nome, torna-se a mãe de todos os seres.

Pelo não-ser, atinjamos o seu segredo;

pelo ser, abordemos o seu acesso.

Não-Ser e Ser saindo de um fundo único só se diferenciam pelos seus nomes.

Esse fundo único chama-se Obscuridade.

Obscurecer esta obscuridade, eis a porta de toda a maravilha.»  (Lao Tse, Tao Te King, Editorial Estampa, pag 13)

 

Sem os ritos do confucionismo chinês, religião de Estado, o taoísmo preconiza uma ascese que não é pura imanência mas a contemplação metafísica da natureza e o abandono do estudo livresco e da carreira política, a meditação («Aquele que fala não sabe/ aquele que sabe não fala. Cerra a tua abertura/fecha a tua porta/ cega o teu gume/ desata todos os nós/ funde numa só luz todas as luzes - diz Lao Tse) de tal modo que o santo poderia atingir uma "ilha dos bem aventurados" - do mesmo tipo da ilha de Avalon, onde estaria o Santo Graal, na quarta dimensão, como, possivelmente, Orlando Braga acreditará. Isto não é transcendência?

 

A LUZ COMO ONDA NÃO SE OPÕE À LUZ COMO FEIXE DE PARTÍCULAS? OS CONTRÁRIOS NÃO SE COMPLEMENTAM?

 

Escreve ainda Orlando Braga:

 

«Por outro lado, segundo o Cristianismo original, “aquilo que se opõe não se complementa”: dizer que “duas coisas que se opõem se complementam”, é uma contradição em termos. Só se complementam duas coisas que têm afinidades entre si, embora diferentes entre si. “Complementaridade” significa “diferença”, mas não propriamente “oposição”.

Por exemplo, a complementaridade onda / partícula, na física quântica, não significa que a onda se “oponha” à partícula: significa, em vez disso, que são estados diferentes de existência que encontram, na complementaridade, uma forma de ser. E se a existência se resumisse aos opostos (como defende o Taoísmo e Heraclito), não faria sentido a existência dos neutrões do átomo, que não se opõem a nada. » (Orlando Braga, «Erros do taoísmo», espectivas.worldpress.com; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Orlando Braga não intuiu a lei dialética da unidade de contrários: em cada ente ou fenómenos há uma luta de contrários os quais, apesar de se oporem entre si, formam uma unidade (complementaridade).  Aliás, na estrutura da luz, onda opõe-se a partícula: a luz não pode ser onda e partícula sob o mesmo aspecto ao mesmo tempo (princípio da não contradição). O termo opostos em Aristóteles tem uma acepção bastante mais vasta do que a que Orlando Braga lhe dá: contrário, contraditório, relativo e privativo. Aristóteles escreveu:

 

«E se a contradição, e a privação, e a contrariedade e os termos relativos são modos de oposição e o primeiro de eles é a contradição e se na contradição não há termo intermédio, enquanto que pode havê-lo entre os contrários, é evidente que contradição e contrariedade não são o mesmo.» (Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1055 b, 1-5)

 

 O neutrão é um intermédio de protão e electrão e opõe-se a ambos como semi-contrário - noção que já desenvolvi em outros posts deste blog. Há, por conseguinte, intermédios no modo de pensar dialético, o terceiro termo, a síntese existe. Convém esclarecer que um dos princípios do taoísmo é «em todo o Yang, há um pouco de Yin; em todo o Yin há um pouco de Yang» o que, traduzido em exemplos, dá fórmulas inquietantes como : em todo o homem, há um pouco de mulher; em toda a mulher, há um pouco de homem; em toda a bondade, há um pouco de maldade; em toda a maldade, há um pouco de bondade; em toda a democracia, há um pouco de totalitarismo; em todo o totalitarismo, há um pouco de democracia; em toda a monarquia há um pouco de república, em toda a república há um pouco de monarquia.

 

O NÃO-SER É UMA FORMA DO SER?

 Afirma ainda Orlando Braga:

 

«Finalmente, e ao contrário do que defende o Taoísmo, os opostos não se anulam, porque se isso fosse verdade, teríamos que considerar, por exemplo, o Ser e o Não-ser em pé de igualdade de valor, isto é, teríamos que pensar que seria possível, por exemplo, a existência uma oposição entre o Ser e o Não-ser que redundasse na anulação dos dois. Ora, o Não-ser é uma forma de Ser; e por isso não pode haver uma oposição entre dois conceitos sendo que um deles está contido no outro.
O misticismo, em qualquer religião ou doutrina, só tem valor e é credível se partir de um princípio de respeito pela racionalidade e pela lógica. Foi também esse um dos legados que Jesus Cristo nos deixou através, por exemplo, das suas parábolas. » (Orlando Braga; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Crítica minha: o não ser não é uma forma de ser. Já Parménides disse: «O ser é, o não ser não é...». Ser e não ser excluem-se mutuamente. O não existente não é uma forma de existente, pura e  simplesmente está fora do círculo existencial. Quando o taoísmo fala em que o Tao abarca o ser e o não-ser, refere-se a ser e não-ser determinados (ser verão, não-ser verão, etc)  e não a ser em abstracto. Porque ser e não ser, em abstracto, sem determinações, excluem-se em absoluto. Quanto à racionalidade e à lógica do evangelho de Cristo, que Orlando Braga enaltece, parece estar ausente em passagens do evangelho como esta:

 

«Eu vim trazer fogo à Terra, e que quero eu, senão que ele se acenda? Eu, pois, tenho de ser batizado num batismo, e quão grande não é a minha angústia, até que ele se cumpra? Vós cuidais  que eu vim trazer paz à Terra? Não, vos digo eu, mas separação; porque de hoje em diante haverá, numa mesma casa, cinco pessoas divididas, três contra duas e duas contra três. Estarão divididas: o pai contra o filho, e o filho contra seu pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra. (Lucas, XII: 49-53)

 

O taoísmo é místico em certa vertente, mas muito racional em outra. Se conhecesse o carácter político conservador do taoísmo de Lao Tse, que preconiza uma «ditadura sensata» sobre o povo, dando a este condições económicas dignas, talvez Orlando Braga não minimizasse esta filosofia em que, provavelmente, Salazar se inspirou. E sabe-se que Orlando alinha pela contra-revolução monárquica popular contra os excessos da esquerda e a deriva do centro para a esquerda. Eis o conselho de Lao Tse:

 

«Rejeita a sabedoria e o conhecimento,

o povo tirará cem vezes mais proveito.
 
«Rejeita a bondade e a justiça,
 
o povo voltará à piedade filial e ao amor paternal.
 
Rejeita a indústria e o seu lucro,
 
os ladrões desaparecerão.»
 
«Se estes três preceitos não forem suficientes,
 
ordena o que se segue:
 
«Distingue o simples e abraça o natural,
 
reduz o teu egoísmo
 
e refreia os teus desejos». (Lao Tse, in Tao Te King)

 

 Orlando Braga é prosélito do catolicismo e «de uma penada» liquida ou minimiza, sumariamente, o valor de outras religiões. Compreendo-o: também fui educado no preceito de que «ninguém se salva fora da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo». Mas, racionalmente, há que estudar as outras religiões sem clubismo, tanto quanto possível. Do cristianismo, só podemos dizer que gerou a democracia contemporânea baseada no sufrágio universal e gerou-a sobretudo pela via do protestantismo,  que contestou a inquisição e o papado romano.

 

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