Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021
O absurdo dos inspectores de circunstâncias e os medíocres filósofos que nos governam

 

Um dos inspectores de circunstâncias («regras lógicas») que possibilitam extensas «tabelas de verdade» da lógica proposicional é o da equivalência material ou bicondicional : «P é verdade se e só se Q é verdade» . P(↔) Q

 

A regra da equivalência bicondicional enuncia-se assim: 

 

«Uma proposição bicondicional é verdadeira se as proposições que a constituem forem ambas verdadeiras ou ambas falsas».

 

Vejamos uma aplicação desta regra, considerando que a proposição P é «Marte tem um brilho avermelhado» e a proposição Q é «Marcelo Rebelo de Sousa é presidente da república portuguesa».

 

« Marte tem um brilho avermelhado se e só se Marcelo Rebelo de Sousa é presidente da república portuguesa».

 

Qualquer pessoa de bom senso dirá: é uma asserção ridícula, não é verdadeira, a dita tabela de verdade que estipula

Verdadeiro        verdadeiro       verdadeiro

P                          Q                          P(↔) Q   

é absurda.

 

Vejamos outra regra errónea da lógica proposicional. A tabela de verdade da implicação material (se...então: P→Q) enuncia-se assim : 

 

«A implicação só é falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente falso. Nos outros casos, é sempre verdadeira.»

 

Consideremos o seguinte caso de P e Q serem verdadeiras

P= A revolução comunista russa ocorreu em Novembro de 2017

Q=Portugal detém a presidência da União Europeia de 1 de Janeiro a 1 de Julho de 2021» 

 

Aplicando P→Q  temos: 

Se a revolução comunista russa ocorreu em Novembro de 2017 então Portugal detém a presidência da União Europeia de 1 de Janeiro a 1 de Julho de 2021».

 

Esta implicação é uma falácia, uma coisa não implica a outra apesar de ambas serem factos verdadeiros, a menos que se acredite numa absoluta conexão predestinada. 

 

Quem subscreve esta lógica ?

 

Antes de tudo, Gottlob Frege (Wismar, 8 de Novembro de 1848 — Bad Kleinen, 26 de Julho de 1925) matemático, lógico e filósofo alemão que ligou elementos matemáticos e linguísticos para o entendimento de enunciados (estes são reduzidos a uma simples letra, como por exemplo P, sendo P a proposição «O Alentejo está cheio  de olivais»).

 

Outros filósofos, como Ludwig Wittgenstein (Viena, 26 de Abril de 1889 — Cambridge, 29 de Abril de 1951)  filósofo austríaco, naturalizado britânico.e Rudolf Carnap (Ronsdorf, Wuppertal, 18 de maio de 1891 — Santa Mônica, 14 de setembro de 1970)  filósofo alemão e o matemático britânico Bertrand Russell, (Ravenscroft, País de Gales, 18 de maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de Fevereiro de 1970) estudaram as relações entre a lógica e a linguagem, criando ou completando a chamada filosofia analítica da linguagem, que inclui a lógica proposicional. 

 

Podemos classificar de filósofos medíocres, no plano da lógica, Frege, Wittgenstein, Carnap e Russell? Sim, podemos e devemos. E que pensar dos subscritores e defensores em Portugal desta lógica proposicional como Manuel Maria Carrilho, João Branquinho, Guido Imaguirre , João Saágua, Ricardo Santos, Desidério Murcho, Domingos Faria, Rolando Almeida, Pedro Galvão, Célia Teixeira, António Pedro Mesquita, Aires Almeida, Alexandre Franco de Sá? São medíocres intelectuais e, se algum deles se apercebeu genuinamente das falácias dessa lógica, padece de cobardia intelectual por não as denunciar. É aliás este grupo o grande responsável, desde que Carrilho foi ministro da Cultura em 1995-1999 e ministro da Educação em 1999-2002, da alteração para pior dos programas de filosofia do 10º e 11º anos de escolaridade em que os professores sáo obrigados a lecionar esta estúpida lógica proposicional.

 

A universidade em filosofia funciona como um partido leninista: os dirigentes, os catedráticos, cooptam os doutorandos e mestres que lhes são fiéis e não põem em causa o seu estatuto de «sábios». Já Schopenhauer denunciou no século XIX a corrupção da filosofia institucional.

 

NOTA: COMPRA O NOSSO «DICIONÁRIO DE FILOSOFIA E ONTOLOGIA», inovador em relação a todos os outros dicionários, repleto de transcrições literais de textos dos filósofos. Aproveita, a edição já esgotou nas livrarias excepto na livraria Modo de Ler, Praça Guilherme Gomes Fernandes, na cidade do Porto. Contém 520 páginas, custa só 20 euros (portes de correio para Portugal incluídos). Este blog é de serviço público, colhes aqui um saber que não encontras em nenhum outro, um saber que as televisões e as universidades, conservadoras e ignorantes, procuram abafar. Deves ajudar a manter este blog.

Encontram-se à venda na livraria «Modo de Ler», Praça Guilherme Gomes Fernandes, centro da cidade do Porto, as nossas 0bras:

Dicionário de Filosofia e Ontologia, Dialética e Equívocos dos Filósofos, de Francisco Limpo Queiroz,

Astrologia Histórica, a nova teoria dos graus e minutos homólogos,de Francisco Limpo Queiroz,

Astrología y guerra civil de España de 1936-1939, de Francisco Limpo Queiroz

This blog requires thousands of hours of research and reflection and produces knowledge that you won't find anywhere else on the internet. In order for us to continue producing it please make a donation to our bank account with the IBAN PT50 0269 0178 0020 4264 5789 0

Nota- O autor deste blog está disponível para ir a escolas e universidades dar conferências filosóficas ou participar em debates. 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

© (Copyright to Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

© (Copyright to Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 15:53
link do post | comentar | favorito

Quinta-feira, 29 de Novembro de 2018
Equívocos da lógica proposicional: a função de implicação ou condicional

A função de verdade dita condicional ou implicação na lógica proposicional simboliza-se S →P. Por exemplo, «Se chover»(proposição S) «então levarei guarda-chuva» (proposição P).

 

Escreve um manual do 11º ano de filosofia da Santilhana:

 

«A implicação material é uma operação intelectual que relaciona condicionalmente os valores lógicos de duas proposições simples.

«Por exemplo: P→Q       «Se tirar a carta, então vou comprar carro»

 

«Qual é a regra da implicação?

«Regra da implicação: A implicação só é falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente falso. Nos outros casos é sempre verdadeira».

 

«Qual é a tabela de verdade da implicação?

 

«A tabela de verdade da implicação é a seguinte:

 

P       Q            P→Q

V        V              V

V         F             F

F         V            V

F          F            V

(Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 73).

 

É fácil verificar a falsidade desta tabela de verdade aplicando-a a exemplos concretos (lógica material).

 

Consideremos a proposição complexa «Se há pegadas de dinossauro na Serra de Aire e Candeeiros (P),  então a Lua completa em 27,3 dias a sua órbita em torno da Terra (Q)».

 

Ambas as proposições simples são verdadeiras e, segundo a tabela de «verdade», a implicação será verdadeira. Mas não é, porque a relação entre pegadas de dinossauro na serra X e mês sideral da Lua é meramente acidental,  não existe sequer: quer haja ou não pegadas de dinossauro a Lua leva sempre 27,3 dias na sua órbita em torno da Terra.

 

Consideremos as proposições simples "Os átomos existem" (P) e "As moléculas existem" (Q). Construamos  a proposição complexa «Se os átomos não existem ( ¬ P) então (→ )as moléculas existem (Q)». Segundo a tabela de verdade acima, sendo    ¬ P falsa (porque os átomos existem) e Q verdadeira (as moléculas existem) a implicação será verdadeira. Ora não é isso que sucede: não havendo átomos implica não haver moléculas porque estas são agregados de átomos, logo a proposição «Se os átomos não existem (¬ P) então as moléculas existem (Q)» é uma implicação falsa.

 

Não basta considerar o valor de verdade de cada uma das proposições simples é necessário centrar-se no tipo de implicação: se é necessária, fundada na causalidade ou no sincronismo, ou contingente, fundada na ficção, no imaginário... Mas sobre isto a lógica proposicional nada diz. Não está bem construída, não foi bem pensada.

 

O que fazem os arautos da lógica proposicional em Portugal na universidade e no ensino secundário- João Branquinho, Ricardo Santos, Guido Imaguirre, João Sàágua, Domingos Faria, Aires Almeida, Rolando Almeida, Luís Veríssimo, Pedro Galvão e outros - senão ensinar estas erróneas teses e asim contribuir para estupidificar os alunos de filosofia?

 

Tenham a coragem de fazer autocrítica e condenar a lógica proposicional! Os vossos mestrados e doutoramentos não impedem que lavreis no erro. Não servem para nada, senão para transmitir conhecimentos fragmentados, mistos de verdade e erro. Extingam-se as cátedras de filosofia na universidade, ocupadas por incompetentes que se cooptam entre si, acabe-se com o autoritarismo sectário  e pseudo-científico da filosofia analítica e outras: as cátedras são tão prejudiciais ao saber quanto o Tribunal da Santa Inquisição o foi para a descoberta de Deus e o livre pensamento. 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 12:04
link do post | comentar | favorito

Domingo, 16 de Setembro de 2018
Equívocos nas Aprendizagens Essenciais de filosofia do 11º ano: teorias essencialistas versus teorias não essencialistas

A arrumação intelectual das teorias da arte no programa e nos manuais de filosofia em Portugal é confusa. Por exemplo, nas Aprendizagens Essenciais programa de Filosofia do 11º ano, que alguns atribuem a Aires Almeida da SPF,  lê-se como conteúdo a lecionar aos alunos:

 

O problema da definição da arte.

Teorias essencialistas: a arte como representação, a arte como expressão a arte como forma.

Teorias não essencialistas: a teoria institucional e a teoria histórica.

(11º Ano Filosofia, Aprendizagens Essenciais/ Articulação com o Perfil dos Alunos, página 10).

 

Há aqui a confusão de vários níveis: ontológico, sociológico, psicológico. A arte como expressão de emoções- nível psicológico ou psicopoiético- não pode ser posta em concorrência (no mesmo nível) que a arte como imitação da natureza/representação (nível ontológico: relação arte com a realidade exterior): a Mona Lisa de Leonardo da Vinci é simultaneamente arte como representação e arte como expressão de emoções do artista. A arte como expressão de emoções - género psicopoiético - devia emparelhar com a arte como inteleção, isto é, a gestação da obra de arte pelo intelecto mas este conceito é esquecido.

 

A arte como representação é um conceito vago: deveria dizer-se a arte como imitação da natureza e a arte como transfiguração da natureza (neste último caso cabem as grandes correntes artísticas da intura do sécuo XX como o dadaísmo, o surrealismo, o cubismo, o abstracionismo, a concret art, etc.).

 

Aceitemos que tanto a arte como imitação como a arte como transfiguração do real são correntes essencialistas porque assentam em formas imutáveis ou quase imutáveis - as essências. Por exemplo, o surrealismo pode ser considerado essencialista porque, na pintura, desconecta partes de corpos ou objectos reais e combina-os ou refaz aqueles de modo surreal, onírico (exemplo: um quadro representando um corpo de mulher de modo naturalista mas em que a cabeça é substituída por uma maçã ou por uma árvore).

 

a arte como expressão de emoções e sentimentos tanto pode ser essencialista - imaginemos a pintura religiosa de Cristos sofredores de Bartolomé de Las Casas, transmitindo um persistente sentimento de dor e sacrifício - como pode ser existencialista - uma performance improvisada de teatro ou vídeo, entregue ao acaso, à flutuação do momento é arte não essencialista, existencialista, se por existencialismo entendemos a teoria da liberdade e da imprevisivibilidade da vida. Arte existencialista é, por exemplo, a de Christo (13 de Junho de 1935-31 de Maio de 2020) , artista plástico búlgaro do Nouveau Realisme que envolvia o exterior de edifícios com  gigantescas capas  que produziam formas efémeras que duravam uma ou mais semanas ou meses.

 

No que respeita à teoria da arte como forma - refere-se à teoria da forma significante (combinação de formas, cores ou sons, etc.) que, segundo Clive Bell, caracteriza a obra de arte - tanto pode ser classificada como essencialista, na medida em que engloba a teoria da arte como transfiguração da natureza, o neo-impressionismo, o cubismo, o surrealismo, etc., como pode ser classificada de não essencialista uma vez que o subjectivismo existe na atribuição, por cada pessoa, de forma significante a uma pintura abstrata (um diz« Parece-me um cavalo esta forma esfumada», outro diz «A mim parece-me o mapa da Península Ibérica», outra diz «Julgo que representa um orgão genital», etc). Ademais, não tem lógica opor a arte como representação à arte como forma como acima se faz (Teorias essencialistas: a arte como representação, a arte como expressão a arte como forma) uma vez que a arte como representação é uma arte de formas, naturalistas ou surreais.

 

A teoria institucional da arte é assim definida por alguns autores:

«Esta crítica às teorias essencialistas abriu o caminho à teoria da arte como instituição que faz depender o estatuto da obra de arte de factores extrínsecos à própria obra, estabelecendo que é o mundo da arte, artistas, críticos, historiadores da arte, galeristas, etc., quem confere tal estatuto». (Adília Maia Gaspar, António Manzarra, Filosofia 10º, Caderno de Atividades, Raíz Editora, pág. 62).

 

Por que razão a teoria institucional da arte é não essencialista, segundo a estrutura do programa de 11º ano? Não nos explicam. Pelo contrário: é uma teoria essencialista sociológica, situa a essência da arte no consenso social e na sua consagração, expansão e visibilidade ante o público e os críticos e negociantes.

 

Voltando aos conteúdos programáticos do início deste artigo: por que razão a teoria da história da arte é não essencialista se ela engloba os diversos essencialismos que se foram manifestando ao longo da história (o realismo natural da pintura clássica e renascentista, o impressionismo, o expressionismo, o surrealismo, etc.)?  

 

Quem estruturou esta divisão acima entre teorias essencialistas e existencialistas da arte não pensa dialeticamente mas caoticamente, como é próprio da filosofia analítica em voga que justapõe no mesmo nível definições de diferentes níveis ou regiões. E essa confusão vai recair sobre os estudantes nas provas de exame nacional de filosofia concebidas por mentes «analíticas» que querem dividir a meio um fio de cabelo e estabelecem divisões e uniões arbitrárias. Acresce o facto de que estas «Aprendizagens essenciais...» são um documento ilegal pois constituem uma alteração do programa instituído por decreto e que só por decreto pode ser alterado.

 

Senhor Ministro da Educação, destrua a influência nos exames nacionais de filosofia do lobby dos pseudo-filósofos da lógica proposicional e da filosofia analítica - João Branquinho, M.S. Lourenço, Fernando Ferreira,  Teresa Marques,  Célia Teixeira. Ricardo Santos, Elia Zardini, Guido Imaguirre, Aires Almeida, Pedro Galvão, Desidério Murcho, Rolando Almeida, Domingos Faria, Manuel Maria Carrilho, João Sáagua, Alexandre Franco de Sá, etc. - que com as suas definições autoritárias, de vincada falta de racionalidade, representam o protofascismo epistémico que abafa o ensino livre da filosofia.

 

This blog requires thousands of hours of research and reflection and produces knowledge that you won't find anywhere else on the internet. In order for us to continue producing it please make a donation to our bank account with the IBAN PT50 0269 0178 0020 4264 5789 0

 

 NOTA: COMPRA O NOSSO «DICIONÁRIO DE FILOSOFIA E ONTOLOGIA», 520 páginas, 20 euros (portes de correio para Portugal incluídos), CONTACTA-NOS.

www.filosofar.blogs.sapo.pt

 

  f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 10:32
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Setembro 2022
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
16

18
20
22
23
24

25
26
27
28
29
30


posts recentes

O absurdo dos inspectores...

Equívocos da lógica propo...

Equívocos nas Aprendizage...

arquivos

Setembro 2022

Agosto 2022

Julho 2022

Junho 2022

Maio 2022

Abril 2022

Março 2022

Fevereiro 2022

Janeiro 2022

Dezembro 2021

Novembro 2021

Outubro 2021

Setembro 2021

Agosto 2021

Julho 2021

Junho 2021

Maio 2021

Abril 2021

Março 2021

Fevereiro 2021

Janeiro 2021

Dezembro 2020

Novembro 2020

Outubro 2020

Setembro 2020

Agosto 2020

Julho 2020

Junho 2020

Maio 2020

Abril 2020

Março 2020

Fevereiro 2020

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Teste de filosofia do 11º...

Suicídios de pilotos de a...

David Icke: a sexualidade...

links
blogs SAPO
subscrever feeds