Quarta-feira, 11 de Junho de 2014
Teste de Filosofia do 10º B (Junho de 2014)

 

Eis um teste de filosofia, para o terceiro período lectivo, para o 10º A. Os alunos escolheram os valores religiosos e, neste âmbito, foram estudados o mito celta-cristão do Santo Graal, a lenda do rei Artur e da Távola Redonda, a espiritualidade gibelina e a espiritualidade guelfa, a heresia cátara dos séculos XII e XIII e o catolicismo romano, o budismo, a teoria de Hegel sobre a ideia absoluta/Deus, a teoria de Freud sobre a libido e a religião. Evitaram-se as escorregadias questões de escolha múltipla que, em muitos casos, não permitem ao aluno pensar multidimensionalmente, exibir e desenvolver o seu saber filosófico.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia com 3º Ciclo, Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA B
9 de Junho de 2014. Professor: Francisco Queiroz

 

 “A sede do Graal aparece sempre como um castelo, como um palácio real fortificado, e nunca como uma igreja ou um templo.(…) E (constata-se) a já observada e estreita relação do Graal com a espada e a lança, além de com uma figura de rei, ou de traços reais» (Julius Evola, “O mistério do Graal”, pág. 106)


1) Relacione este pensamento com a filosofia de guelfos e de gibelinos e com as várias descrições do Graal.


2) Relacione, justificando:
A) TEOLOGIA CÁTARA, TEOLOGIA CATÓLICA E MONISMO-DUALISMO
B) HOMENS HÍLICOS, PSÍQUICOS E PNEUMÁTICOS, OGDDÓADA E PLEROMA NA GNOSE DE VALENTIM
C) SIMBOLISMOS DO ANDRÓGINO, DA PERGUNTA, DE AVALON, DAS DUAS ESPADAS, NA LENDA DO GRAAL.
D) FASE DO SER EM SI E DO SER FORA DE SI, EM HEGEL, E DOIS DOS TRÊS MUNDOS NA TEORIA DE PLATÃO
E) DHARMAS, NO ATOMISMO ONTOLÓGICO DO BUDISMO, LÍBIDO E COMPLEXO DE ÉDIPO, EM FREUD.
F) VEIAS DO DRAGÃO, REI DO MUNDO E PRINCÍPIO MICROCOSMOS-MACROCOSMOS, NA FILOSOFIA ESOTÉRICA ANTIGA.

 

 

 

 

CORRECÇÃO DO TESTE DE FILOSOFIA (COTADO PARA 20 VALORES)

 

1) A sede do Graal aparece como um castelo a conquistar e não como uma igreja porque o Graal é um ideal da cavalaria medieval e não de pacíficos frades conventuais, bispos ou do Papa. O Graal tem de ser conquistado de armas na mão e implica duras provas para o cavaleiro Parsifal e outros da Távola Redonda. Não é consensual a teoeia de que o cálice do Graal fosse a taça em que José de Arimateia tivesse recolhido o sangue de Cristo pendurado na cruz, até porque a doutrina secreta dos templários rejeita a tese da crucifixão do Senhor. Assim, há outras teses: o Graal-pedra, esmeralda caída da fronte de Lúcifer; o Graal-lança, talvez relacionado com a lança do soldado Longinos que teria trespassado o peito de Jesus na cruz; o Graal-livro, que conteria os segredos, alquímicos e outros, do universo, sendo alquimia a arte de transformar o chumbo em oiro, quer no plano simbólico quer no plano material(VALE TRÊS VALORES).

 

 

2-A) A teologia cátara é dualista: há dois princípios originários do mundo, o Deus do Bem, que fez as nossas almas espirituais, e o Deus do Mal ou da Matéria que fez os nossos corpos . Para os cátaros a guerra e o sistema feudal aprovado e protegido pela igreja católica de Roma são criações de Lúcifer. Por isso, os cátaros reuniam-se nas cidades do sul da França no século XIII, os seus perfeitos praticavam a castidade e difundiam dois sacramentos o melhoramentum (pedir a benção de joelhos) e o consolamentum (imposição de mãos, como baptismo sem água nem fogo). Os cátaros não veneravam a cruz, símbolo de escravidão à hierarquia católica, pois achavam impossível que o Deus do Bem incarnasse num corpo material feito pelo seu rival. Não aceitavam que a hóstia consagrada fosse o corpo de Cristo e falavam no pão supersubstancial (o pão espiritual) que pode ligar-se ao Graal. Foram reprimidos sangrentamente pela cruzada romana que em 1244 tomou a fortaleza de Montségur e lançou na fogueira homens, mulheres e crianças. A teologia católica é monista: foi um Deus único que fez as almas e o mundo material, sendo o mal existente neste atribuído ao livre-arbítrio dos homens, e sendo o papa o representante de Cristo. Os católicos dizem que «Deus não quer o mal mas permite-o». Os cátaros refutam esta interpretação: se apenas houvesse um Deus benévolo todo poderoso Ele não permitiria sequer o mal. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-B) Os homens hílicos possuem almas materiais que se extinguem com a morte do corpo: não têm salvação, segundo a gnose. Estão coninados à Terra, no centro das sete Esferas Planetárias. Os homens psíquicos são aqueles que vão à igreja, comugam e cumprem os ritos e as regras morais: as suas almas não foram geradas no Pleroma, mas na Ogdóade, a oitava esfera onde vive o eón Sofia, a Sabedoria exterior, que, por equívoco, gerou o Demiurgo, o autor do mundo das sete esferas planetárias. Os homens pneumáticos estão destinados à salvação, mesmo sem irem à missa e sem cumprirem os mandamentos da igreja, porque as suas almas foram geradas no pleroma e estão predestinadas a regressar a este, depois de serem exiladas em corpos O pleroma, na gnose de Valentim, é o mundo superior da Luz, onde vivem originalmente os trinta Éons: sabedoria, inteligência, bondade, igreja, etc. Os Eóns são essências espirituais perfeitas, a primeira das quais é o Ingénito, ou Pai de todas as coisas, que, sendo andrógino, gerou os outros Eóns. Estes equivalem aos arquétipos de Bem, Belo, Justo, Número, essências imóveis e eternas, que integram o Mundo Inteligível de Platão, situado acima do céu visível. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-C) O simbolismo do andrógino, referido por Platão em «O banquete», consiste no seguinte: as primeiras raças humanas eram compostas de seres andróginos uma vez que o deus que as gerou era masculino na sua metade direita (correspondências: fogo, yang, razão) e feminino na sua metade esquerda (correspondências: água, Yin, intuição). Temendo a autosuficiência dessa raça humana primordial, o deus dividiu cada exemplar em dois, um masculino e o outro feminino, de modo a que cada um se sentisse incompleto e carente do outro.

 

  

O simbolismo da pergunta.  A pergunta é exactamente a que o cavaleiro eleito faz ao rei doente ou em morte aparente no castelo: «Onde está o Graal? De onde veio o Graal?» . Tem um valor iniciático algo similar, no plano formal, à pergunta que o mestre da loja maçónica faz ao neófito: «Que buscas?» . «A luz» -- responderá este.

Évola escreveu: «O poder milagrosamente redentor atribuído à pergunta resulta como uma extravagância somente nesse sentido. Perguntar equivale a apresentar o problema. A indiferença que, no herói do Graal, é culpa, o seu assistir, "sem perguntar", ao espectáculo do esquife, do rei que sobrevive, inanimado, morto, ou que conserva uma aparência artificial de vida, depois de terem sido realizadas todas as condições da cavalaria "terrena" e da "espiritual" e se tenha conecido o Graal, é a indiferença a este problema,» (Julius Évola, O Mistério do Graal, pág 117).

 

Avalon ou Thule é, na lenda do Graal, a ilha giratória situada no polo, terra dos hiperbóreos, situada no eixo do mundo. É a ilha mágica de cristal, que possui a Árvore da Vida e o elixir da vida eterna (Avalon indica Maçã, na língua celta) e onde estaria, em certas descrições, o castelo do Graal, o cálice ou pedra sagrada que emitiria uma luz mais intensa que o Sol e restabeleceria a saúde a qualquer doente ou ferido de guerra. Ferido de morte, o rei Artur seria trasladado num navio a Avalon e aí ficaria a viver, na quarta dimensão. «Antes de mais, mencionou-se o episódio de Mordrain, raptado pelo Espírito Santo na "ilha torre" no meio do oceano. A ilha está deserta. Mordrain é exortado a manter-se firme em sua fé. Sucede-se a isso a tentação de uma mulher, e resulta claro que nela é o próprio Lúcifer quem age.»(Julius Évola, O Mistério do Graal, Pensamento, pág 105).

 

. O simbolismo das duas espadas exprime o duplo sentido da espada e do cavaleiro: arma de guerra, militar, força física; instrumento da realeza, e mesmo Santo Graal, força espiritual e social. Um tema recorrente das lendas sobre o Graal é o do cavaleiro das Duas Espadas. A duplicação é uma determinação ontológica: aparência - essência, mundo sensível-mundo inteligível, virilidade material- virilidade espiritual, etc.

«A insuficiência da força heróica, não no sentido técnico específico já indicado deste termo mas no sentido comum, exprime-se também no motivo da dupla espada. A primeira espada, aquela que Parsifal carrega naturalmente consigo, ou que conquistou em suas aventuras premilitares, corresponde às virtudes puramente guerreiras devidamente vividas. A segunda, em Wolfram, Parsifal consegue obtê-la somente no castelo do Graal, como aquele do qual todos esperam que "faça a pergunta". Enfim, é aquela mesma que o rei vivo apenas aparentemente, no Diu Crône, transmite a Galvão antes de desaparecer, no sentido de passar a ela a sua própria função; e é a espada que no Grand St. Graal Celidoine diz estimar como o próprio Graal». ( Julius Evola, O Mistério do Graal, pág. 111).

 (VALE TRÊS VALORES)

 

2-D) A fase do ser em si, na teodiceia de Hegel, é a primeira fase da ideia absoluta ou Deus em que esta está sozinha, ainda ñão criou o espaço, o tempo e o universo material, limita-se a pensar. Equivale ao racionalismo, doutrina segundo a qual a razão é a fonte preponderante dos nossos conhecimentos. A fase do ser fora de si é aquela em que a ideia absoluta se aliena no seu contrário, se converte em mundo empírico da narureza, em montanhas, rios, árvores, girafas e outros animais. Equivale ao empirismo, doutrina que afirma as percepções empíricas como a fonte dos comhecimentos humanos.(VALE TRÊS VALORES)

 

2-E) Na filosofia budista, os «dharmas» são qualidades impessoais - memória, imaginação, força física, capacidade visual e auditiva, etc - que flutuam no universo e se juntam, acidentalmente, ao núcleo eterno do "eu" individual para formarem a personalidade de cada indivíduo durante uma dada encarnação ou vida terrestre da alma (atomismo ontológico do budismo). A libido ou energia sexual é um dos dharnas,  varia de pessoa a pessoa, e está presente no complexo de Édipo, que segundo Freud, é o desejo de o menino, de entre 3 a 5 anos de idade, eliminar o pai e (VALE TRÊS VALORES).

 

2-F) As veias do Dragão é a expressão que designa um sistema de túneis e grutas no interior do planeta Terra que conduzem ao centro deste, o reino de Agharta, segundo o esoterismo milenar, que dispõe de um sol interior e de habitantes, onde vive Melquisedec, o rei do mundo. «No interior da Terra, circula um poderoso campo de energia, é o Feng-Shui e Lung-Mei dos Chineses, e foi conhecido como o caminho das correntes telúricas, também chamado "As Veias do Dragão". (Ernesto Barón, A mensagem cósmica arturiana, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, pág.111) .

O dragão terrestre seria uma imitação, um reflexo, na sua figura, da constelação do Dragão E isto é o princípio segundo o qual o microcosmos ou pequeno universo (exemplo: uma rede de túneis e grutas) espelha o macrocosmos ( o grande universo, as constelações).

 

«As linhas telúricas, Linhas-lei, tinham um traçado coerente com o formato das constelações. (...) Também descobriu-se que muitas cúpulas cheias de água que se encontram em numerosos megalitos reflectem as constelações, principalmente da Ursa Maior e da Ursa Menor. Porquê?»

«As pedras Ofitas integram-se maravilhosamente com os condutos intraterrestres. Essa energia é conhecida também como o Sangue do Dragão que o Mago Merlin, guia condutor do rei Artur, conheceu.» (Ernesto Barón, A mensagem cósmica arturiana, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, pág.125) . (VALE DOIS VALORES)

 

Nota: Não é necessário o aluno saber de cor e escrever as citações de Julius Evola e Ernesto Barón que apenas foram inseridas na resposta para melhor a ilustrar.

 

 

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Quinta-feira, 5 de Junho de 2014
Teste de Filosofia do 10º A (Junho de 2014)

  

Eis um teste de filosofia, para o terceiro período lectivo, para o 10º A.  Os alunos escolheram os valores religiosos e, neste âmbito, foram estudados o mito celta-cristão do Santo Graal, a lenda do rei Artur e da Távola Redonda, a espiritualidade gibelina e a espiritualidade guelfa, a heresia cátara dos séculos XII e XIII e o catolicismo romano, o budismo. Evitaram-se as escorregadias questões de escolha múltipla que, em muitos casos, não permitem ao aluno pensar multidimensionalmente, exibir e desenvolver o seu saber filosófico.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia com 3º Ciclo, Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA A
2014. Professor: Francisco Queiroz

 

"Se o cavaleiro representa o princípio espiritual da personalidade empenhado nas várias provas, o cavalo só pode representar aquele que “leva” esse princípio, isto é a força vital, que ele mais ou menos personifica”   (Julius Evola, “O mistério do Graal”, pág. 106)

 

1) Relacione este pensamento com Nous, Tumus e Concupiscência em Platão..

 

II

 

2) Relacione, justificando:

 

A) TEOLOGIA CÁTARA, TEOLOGIA CATÓLICA E MONISMO-DUALISMO
B) PLEROMA NA GNOSE DE VALENTIM E UM DOS MUNDOS EM PLATÃO.
C) SIMBOLISMOS DO ANDRÓGINO, DO LUGAR PERIGOSO, DE AVALON, DO REI-PESCADOR, NA LENDA DO GRAAL.
D) ASCESE GUELFA, ASCESE GIBELINA E POSIÇÃO FACE À CRUCIFIXÃO DE JESUS
E) DHARMAS, FORMAÇÃO DO EU E LEI DO KARMA NO BUDISMO.
F) VEIAS DO DRAGÃO, ALINHAMENTOS-LEI E PRINCÍPIO MICROCOSMOS-MACROCOSMOS, NA FILOSOFIA ESOTÉRICA ANTIGA.

 

 

 

CORRECÇÃO DO TESTE DE FILOSOFIA (COTADO PARA 20 VALORES)

 

1) O cavaleiro equivale, em Platão, ao Nous, razão intuitiva que apreende os arquétipos do Bem, do Belo, do Sábio, do Justo, etc, princípio espiritual teórico.Mas também se pode dizer que o cavaleiro equivale ao conjunto Nous-Tumus, sendo o tumus a coragem, o brio militar, que simultaneamente é um princípio espiritual e anímico. O cavalo equivale à Concupiscência ou parte inferior da alma, segundo Platão, onde se inserem os instintos de comer, beber, enriquecer em bens materiais, luxúria ou sensualidade exacerbada ou equivale ao conjunto Concupiscência- Tumus se considerarmos que a força vital se distribui por estas duas partes da alma, a média e a inferior.(VALE TRÊS VALORES).

 

 

2-A) A teologia cátara é dualista: há dois princípios originários do mundo, o Deus do Bem, que fez as nossas almas espirituais, e o Deus do Mal ou da Matéria que fez os nossos corpos . Para os cátaros a guerra e o sistema feudal aprovado e protegido  pela igreja católica de Roma são criações de Lúcifer. Por isso, os cátaros reuniam-se nas cidades do sul da França no século XIII, os seus perfeitos praticavam a castidade e difundiam dois sacramentos o melhoramentum (pedir a benção de joelhos) e o consolamentum (imposição de mãos, como baptismo sem água nem fogo). Os cátaros não veneravam a cruz, símbolo de escravidão à hierarquia católica, pois achavam impossível que o Deus do Bem incarnasse num corpo material feito pelo seu rival. Não aceitavam que a hóstia consagrada fosse o corpo de Cristo e falavam no pão supersubstancial (o pão espiritual) que pode ligar-se ao Graal. Foram reprimidos sangrentamente pela cruzada romana que em 1244 tomou a fortaleza de Montségur e lançou na fogueira homens, mulheres e crianças. A teologia católica é monista : foi um Deus único que fez as almas e o mundo material, sendo o mal existente neste atribuído ao livre-arbítrio dos homens, e sendo o papa o representante de Cristo. Os católicos dizem que «Deus não quer o mal mas permite-o». Os cátaros refutam esta interpretação: se apenas houvesse um Deus benévolo todo poderoso Ele não permitiria sequer o mal. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-B) O pleroma, na gnose de Valentim, é o mundo superior da Luz, onde vivem originalmente os trinta Éons: sabedoria, inteligência, bondade, igreja, etc. Os Eóns são essências espirituais perfeitas, a primeira das quais é o Ingénito, ou Pai de todas as coisas, que, sendo andrógino, gerou os outros Eóns. Estes equivalem aos arquétipos de Bem, Belo, Justo, Número, essências imóveis e eternas, que integram o Mundo Inteligível de Platão, situado acima do céu visível. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-C) O simbolismo do andrógino, referido por Platão em «O banquete», consiste no seguinte: as primeiras raças humanas eram compostas de seres andróginos uma vez que o deus que as gerou era masculino na sua metade direita (correspondências: fogo, yang, razão) e feminino na sua metade esquerda (correspondências: água, Yin, intuição). Temendo a autosuficiência dessa raça humana primordial, o deus dividiu cada exemplar em dois, um masculino e o outro feminino, de modo a que cada um se sentisse incompleto e carente do outro.

 

O lugar perigoso é o aspecto misterioso e tremendo ou terrível do sagrado. «A natureza perigosa do Graal, em segundo lugar, se nos manifesta em relação com o tema do "local perigoso" e com a prova que este constitui para quem deseja assumir a parte do "herói esperado" e a função de chefe supremo da cavalaria da Távola Redonda. Trata-se do "lugar vazio" ou "décimo terceiro lugar" ou "lugar polar", a respeito do qual já tivemos oportunidade de falar; lugar sob o qual se abre o abismo, ou que é fulminado, quando se senta um indigno e um não-eleito.» (Julius Évola, O Mistério do Graal, Pensamento, pág 67).

 

Avalon ou Thule é, na lenda do Graal, a ilha giratória situada no polo, terra dos hiperbóreos, situada no eixo do mundo. É a ilha mágica de cristal, que possui a Árvore da Vida e o elixir da vida eterna (Avalon indica Maçã, na língua celta) e onde estaria, em certas descrições, o castelo do Graal, o cálice ou pedra sagrada que emitiria uma luz mais intensa que o Sol e restabeleceria a saúde a qualquer doente ou ferido de guerra. Ferido de morte, o rei Artur seria trasladado num navio a Avalon e aí ficaria a viver, na quarta dimensão. «Antes de mais, mencionou-se o episódio de Mordrain, raptado pelo Espírito Santo na "ilha torre" no meio do oceano. A ilha está deserta. Mordrain é exortado a manter-se firme em sua fé. Sucede-se a isso a tentação de uma mulher, e resulta claro que nela é o próprio Lúcifer quem age.»(Julius Évola, O Mistério do Graal, Pensamento, pág 105).

 

O simbolismo do rei-pescador representa o rei que perdeu o poder físico ou político, ou ambos, e procura reavê-lo a partir das águas (lembremos que Excalibur, a espada real, vem das águas onde emerge a mão da Dama do Lago que a entrega a Artur). «Ora, lendas árabes, de conhecimento comum na Idade Média ocidental através de versões espanholas, apresentam o tema do peixe relacionado com uma procura equivalente, no fundo, à do Graal como pedra real e pedra da potência. Trata-se de um anel com uma pedra, com as características de "um fogo que enche o céu e a Terra", símbolo do poder supremo. Salomão, tendo perdido esse anel, entra em decadência. O anel fora atirado ao mar. Salomão, pescando, o reencontra no ventre de um peixe e readquire assim o poder de um domínio visível e invisível (sobre homens, animais e demónios).» Julius Évola, O Mistério do Graal, Pensamento, pp 97-98 ). (VALE TRÊS VALORES)

 

2-D) Ascese é a ascensão da alma ao mundo espiritual superior mediante certa disciplina imposta ao corpo (imobilidade das posturas do yoga ou da meditação filosófica, jejum, treino militar, etc). Os gibelinos eram, no século XIII, os partidários do império romano-germânico em que um imperador de direito divino se sobrepunha aos reis e ao papa. A ascese gibelina é a da cavalaria templária: orar e combater pela fé, treinar-se militarmente. Diz-se que, tal como os islâmicos, os templários não acreditavam que Jesus Cristo tivesse morrido na cruz e, por isso, secretamente pisavam a cruz, símbolo dos escravos que se deixam morrer. Os guelfos eram os partidários do papa romano e defendiam a via ascética-contemplativa: adoração da cruz, jejuns, uso de cilícios, missas, etc. (VALE DOIS VALORES)

 

2-E) Na filosofia budista, os «dharmas» são qualidades impessoais - memória, imaginação, força física, capacidade visual e auditiva, etc - que flutuam no universo e se juntam, acidentalmente, ao núcleo eterno do "eu" individual para formarem a personalidade de cada indivíduo durante uma dada encarnação ou vida terrestre da alma (atomismo ontológico do budismo). Esta junção faz-se através da lei do karma ou lei da recompensa que se enuncia grosso modo, assim: «Se fores bom e justo nesta existência reencarnarás numa personalidade superiormente dotada, se fores mau e injusto na actual existência reencarnarás numa pessoa deficiente, profundamente infeliz ou num animal feroz ou desprezível». Por exemplo, alguém que nasça cego, desprovido do dharma da visão, deve-o à lei do karma que o obriga a pagar factura por comportamentos imorais em existências anteriores (VALE TRÊS VALORES).

 

2-F) As veias do Dragão é a expressão que designa um sistema de túneis e grutas no interior do planeta Terra que conduzem ao centro deste, o reino de Agharta, segundo o esoterismo milenar, que dispõe de um sol interior e de habitantes, onde vive Melquisedec, o rei do mundo. «No interior da Terra, circula um poderoso campo de energia, é o Feng-Shui e Lung-Mei dos Chineses, e foi conhecido como o caminho das correntes telúricas, também chamado "As Veias do Dragão". (Ernesto Barón, A mensagem cósmica arturiana, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, pág.111) .

Os alinhamentos-lei são linhas geográficas que ligam entre si cidades e templos em lugares rurais, linhas que desenham polígonos imitando as constelações celestes. E isto é o princípio segundo o qual o microcosmos ou pequeno universo (exemplo: um templo, uma rede de estradas ou cidades) espelha o macrocosmos ( o grande universo, as constelações). 

 

«As linhas telúricas, Linhas-lei, tinham um traçado coerente com o formato das constelações. (...) Também descobriu-se que muitas cúpulas cheias de água que se encontram em numerosos megalitos reflectem as constelações, principalmente da Ursa Maior e da Ursa Menor. Porquê?»

«As pedras Ofitas integram-se maravilhosamente com os condutos intraterrestres. Essa energia é conhecida também como o Sangue do Dragão que o Mago Merlin, guia condutor do rei Artur, conheceu.» (Ernesto Barón, A mensagem cósmica arturiana, Centro de Estudos de Antropologia Gnóstica, pág.125) . (VALE TRÊS VALORES)

 

 Nota: Não é necessário o aluno saber de cor e escrever as citações de Julius Evola e Ernesto Barón que apenas foram inseridas na resposta para melhor a ilustrar.

 

 

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Sábado, 5 de Outubro de 2013
Reflexões gnósticas cristãs para inquietar os agnósticos

 

 1- O CORPO BELO DE UMA MULHER É UM ÍDOLO - Platão chamava ídolos às imagens- fantasma, sombras de objectos reais colocados atrás dos prisioneiros, que estes viam projectadas na parede da caverna onde estavam presos desde a nascença. Ora, o corpo belo de uma mulher é um ídolo - por que se há-de amar as belas e não as feias? Assim, o acto sexual é uma pura e agradável idolatria. Deus e o tempo vingam-se dessa idolatria: as mulheres outrora belas ganham rugas, engordam, ficam com os seios e a barriga flácidos. Que havemos de amar nelas senão a alma invisível, já que o corpo é corruptível?

 

2- AS MULHERES SÃO TODAS FEIAS, se comparadas com a beleza da Virgem Maria ou Éon Sofia na gnose de Valentim.

 

3- SE UMA ESPOSA IMPEDE O MARIDO DE ORAR À VIRGEM Maria, e se  zanga quando ele vai a uma missa cristã ou entra numa igreja, dizendo «Tu não gostas suficientemente de mim», ele deve divorciar-se. Pois o amor à Virgem é mais importante que o amor à esposa, à namorada, à amante.

 

4- EU APENAS CONSIGO NAMORAR uma mulher jovem e bela que reze permanentemente - não de forma egoísta - e que diga: «Como sou feia em comparação com a vossa beleza, Santa Virgem Maria!» E que não me exija nada fora da visão religiosa e mística.

 

5- OS FILÓSOFOS ANALÍTICOS, POSITIVISTAS LÓGICOS e outros limitam o conhecimento à visão, ao cheiro, à audição e ao tacto e à razão submetida a eles. Por isso dizem: «A Virgem Maria é pura imaginação, não tem sentido sequer supor que existe». Ignoram que o coração é também uma fonte de conhecimento.E como podemos fiar-nos na «racionalidade» destes filósofos, se nem sequer a sua limitada inteligência lhes dá a intuição e a compreensão racional da Astrologia histórico-social, de como os planetas deslizando no Zodíaco controlam por completo os actos humanos e biofísicos na Terra?

 

 6- ORAR E SOBREPOR-SE À AUTOCOMISERAÇÃO - Se orarmos permanentemente a Cristo e à Virgem Maria e desprezarmos o nosso ego sedento de popularidade entre a vasta massa, carícias e luxos, elogios de amigos e familiares, ultrapassaremos os lamentos, a autocomiseração e atingiremos um apreciável patamar de tranquilidade/ felicidade.

 

7- OS MEUS VERDADEIROS AMIGOS possuem sempre um lado traiçoeiro, irónico, ainda que leve. Detecto isso, sem grande esforço. É por isso que só tenho amigos de conveniência, interesseiros, instáveis, excepto, claro, Jesus Cristo e a Virgem Maria que não precisam de mim e por isso amam-me.

 

8- O AMOR DO HOMEM A UMA MULHER é, em regra, uma questão vaginal. O resto é retórica, poesia. ilusão.

 

9- É INCONCILIÁVEL SERVIR A DEUS E AO MUNDO - Se queremos uma vida mundana e feliz, repleta de prazeres e movimento - é a tendência natural de cada um - afastamo-nos de Deus, a grande Escuridão visível que tem dentro a Luz. Se servimos a Deus, apagamo-nos para o mundo social, em certa medida, e fracassamos nalguns campos ou em todos. Não há como resolver isto, a menos que Deus seja o mundo visível, sensível, palpitante de emoções.

 

10- AO ESPÍRITO DE FORNICAÇÃO chamamos amor, AO INTERESSE DE CONVIVER chamamos amizade.

 

11- O AMOR É UM SENTIMENTO GERAL - Não se ama ninguém em particular, a não ser acidentalmente. O universal serve-se do particular mas ab-roga-o, anula-o, quando assim o entende, como diria Hegel. Por isso se amo esta mulher agora poderei a qualquer momento amar outra. Essencialmente, não amo nenhuma das duas, porque são finitas, limitadas e limitam-me.

 

12- DEUS NÃO TEM O PODER TODO SOBRE O MUNDO DA MATÉRIA- Com tantos males e ruindade no mundo, derivados do instinto de sobrevivência de cada um e do deus do Mal (o Diabo), não pode dizer-se que Deus manda na história do mundo nos seus mais ínfimos pormenores. O mal está incluído na Ordem Cósmica. Voltamos pois à tese gnóstica: a tua alma é criação do Deus Superior e do Eón Sofia (a Santa Virgem Maria) e o teu corpo é criação do demiurgo, um deus inferior, que alguns identificam com Iavé e outros com Satã. Ou este não será o demiurgo mas uma entidade inferior e obscura do mundo subterrâneo, os Infernos... Metafísica!

 

13- BELEZA -És bela, jovem, estás a sair ou já saíste da adolescência. Maquilhas-te, produzes-te, vives preocupada com a higiene do corpo e a elegância e exotismo da roupa que usas. E com a alma interior? Lavas esta com bons pensamentos e orações? Ou praticas bullying sobre outras colegas, dizes mal delas, procuras roubar-lhes os namorados, fazes sexo com quem não amas por pura animalidade, fumas charros e estouras gradualmente o teu cérebro são, tomas como ídolos o Justin Bieber, a Madonna, o Marilyn Manson? Que importa a tua beleza exterior se ainda não és bela interiormente?

 

14- FIZESTE AS TUAS ORAÇÕES AO ALTÍSSIMO, HOJE? - Não fizeste? Então que esperas? Podes ser ceifado da vida a qualquer instante, por um acidente interno ou externo. Coloca-te na presença de Deus e fala Lhe. Se tivesses a infelicidade de morrer hoje, arderias anos seguidos no Purgatório, com sofrimentos idênticos aos do Inferno.

 

«Isso é meter medo às pessoas! - dizes - Não aceito esta religião». Mas se o amigo que vai a conduzir o carro que te transporta insiste em acelerar a 140 quilómetros/ hora, não é teu dever meter-lhe medo, dizendo »Olha que podemos sofrer um acidente gravíssimo e morrer ou ficar paraplégicos»? Também tu vais a 140 quilómetros à hora na tua vida - de bar em bar, de bebida em bebida, de charro em charro, de namorada em namorada, de ameaça em ameaça a quem não gostas, de concerto em concerto musical, de negócio menos honesto a negócio menos honesto - e não paras para ver o essencial: a divindade sustenta-nos a cada instante e devemos louvá-La.

 

15- O AMOR E A SENSUALIDADE - Frequentemente o que se chama de amor está contaminado pela sensualidade. Não é amor: é desejo sexual, excitação hormonal, sensação de prazer imediato e cego. As mulheres sabem disso e muitas vezes deixam-se ir na onda... A verdadeira amizade quase não existe neste mundo. Quase nenhum dos meus amigos do facebook é meu amigo... É apenas fachada, um vago interesse de saber algo.

 

16- CADA DIA ESTÁS MAIS PERTO DE ENFRENTAR DEUS e nem te dás conta. A tua dívida em pecados - injúrias sobre os outros, manipulação, silenciamento das capacidades dos que te são superiores na profissão ou no pensar,  exploração, etc - é sustentável? Como vais conseguir pagá-la, se não orares já?

 

17- POR MAIS AMOR QUE FAÇAS SEXUALMENTE BEM EXECUTADO, não conseguirás prender a alma da tua (teu) parceira (o). Por isso, as relações dos casais são instáveis, submetidas à lei da contingência. Mas o Amor de Cristo não é instável: nele não corres risco.

 

18- HÁ UMA CONTRADIÇÃO ENTRE SER SANTO E SER REVOLUCIONÁRIO SOCIAL - Os anarquistas espanhóis, cujos ideais de dignidade humana e igualdade social ainda hoje perfilho em grande parte, queimaram em 1936-1937 centenas de igrejas e capelas e executaram padres e freiras, atitudes anti clericais que abomino. Sou, portanto um atípico simpatizante do anarquismo que reza a Deus e à Virgem Maria, entidades não anárquicas, vértices das hierarquias celestes.

 

Há esta fractura insanável entre ser revolucionário social e ser cristão (gnóstico, católico, protestante, etc). O PCP sempre foi muito mais cuidadoso nas relações com a igreja católica e outras igrejas do que a extrema esquerda trotskista, anarquista, maoísta, guevarista, internacional situacionista. Lembro-me de que esta corrente, em 18 de Junho de 1975, cercou o patriarcado de Lisboa que fechara a Rádio Renascença ocupada pelos trabalhadores revolucionários e entrou em luta, com apedrejamentos, contra o cordão humano de católicos que formou um escudo em redor do edifício do patriarcado.

 

Os comunistas genuínos estão próximos de Cristo mas não rezam nem veneram Cristo em espírito e caem na idolatria dos Lenine, Estaline, Mao Ze Dong, Kim Il Sung, Fidel Castro, falsos deuses de pés de barro. Globalmente, o comunismo ateu é uma  religião «humanista», materialista, assente na veneração divinizadora do «faraó» vermelho, isto é, o líder do «proletariado» e é uma impostura científica: como todo o ateísmo, fecha as aberturas a outros mundos invisíveis, com a agravante de que persegue ou pode perseguir cultos religiosos e metafísicos.

 

O padre Francisco da Cruz (29 de Julho de 1859- 1 de Outubro de 1948) tem, provavelmente, maiores poderes de intercessão junto de Deus do que o líder do PCP Álvaro Cunhal (10 de Novembro de 1913- 13 de Junho de 2005) mas não está excluída a hipótese de Cunhal ser um santo não católico. Na verdade, só por «milagre» o PCP mantém ainda em Portugal uns 12% do eleitorado e bastiões operários e autárquicos importantes, 39 anos após a revolução popular de 1974-1975. Cunhal será um «Santo António vermelho»?

 

19- A PROPÓSITO DA MÚSICA «PANIS ANGELICUS» DE CÉSAR FRANK- O verdadeiro pão dos anjos é, não a hóstia consagrada - esta é-o por reflexo - mas o redondo branco-ouro da alma da pessoa que a vai tomar, com devoção. É um pão interior, supersubstancial, como diziam os cátaros.

 

20- ANTES DE DEITAR PEÇAM AO VOSSO ANJO DA GUARDA que vele por vós, pelos familiares e pela casa. Não costumam fazer isso? Que raio de vida espiritual é a vossa, se não utilizais os poderes reais do invisível mas vedes televisão até às duas da madrugada? A oração é tão eficaz como a faca de cortar a carne ou a batedeira eléctrica. É mesmo mais eficaz do que estes objectos materiais: ela corta e despedaça a «matéria» psíquica do Mal.

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 20:48
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