Sábado, 4 de Julho de 2020
Breves reflexões de Julho de 2020

 

1.INCOMPETÊNCIA E ENRIQUECIMENTO DESMESURADO DE ADMINISTRADORES DA CP /REFER. A democracia de elites que temos, de Cavaco a Guterres e Sócrates, de Passos Coelho a António Costa, é corrupta: os lugares de administração de empresas públicas são de nomeação política que não obedece à competência técnica. Assim, os ministros do PS e do PSD-CDS - a nova União Nacional democrática como Francisco Salgado Zenha designou este conjunto de partidos em dado momento em 1986 - nomeiam para chefiar as empresas públicas não técnicos apartidários de alta competência, mas um militante do PS ou um militante do PSD para que adjudiquem obras a empresas privadas que financiem secretamente estes partidos do «centrão».

A incompetência é tanta que as mesas de comando dos centros de controlo do tráfego ferroviário na linha do Norte não estão bem sintonizadas: as mesas de Braço de Prata e de Campanhã são da Siemens e a mesa de Pampilhosa é da Alcatel, o que faz com que haja uma «zona escura» de 20 quilómetros de via férrea a norte a 20 quilómetros de via férrea a sul da Pampilhosa em que se deixa de saber a localização dos comboios que circulam nessa zona. Quanto aos jobs for the boys, destacamos o engenheiro Cardoso dos Reis, relevante figura do PS e da maçonaria, presidente do conselho de administração da Refer de 2000 a 2002 no governo de António Guterres e presidente do conselho de administração da CP de 2006 a 2010, sob o governo Sócrates. Consta que se tornou muito rico. Como, com os vencimentos oficiais conhecidos?

 

2. O DESPERDÍCIO EM DINHEIRO DE USAR COMBOIO A DIESEL EM VEZ DE COMBOIO ELÉCTRICO. Um especialista que trabalha na IP ( ex CP, ex REFER) diz-me: «A linha entre Praias do Sado e Ourique está eletrificada e tem uma extensão de cerca de 270 quilómetros. Essa linha é usada por 3 a 5 comboios diários que vão buscar o minério às minas de Neves Corvo e o trazem para Praias do Sado para seguir de barco para o Canadá, o país da empresa privada que explora as minas. Ora a IP, gerida por incompetentes administradores nomeados pelo governo de Costa, impõe que comboios a Diesel que gastam 500 litros de gasóleo aos 100 quilómetros façam o percurso de 540 quilómetros diários quando se devia e podia fazer o transporte com comboios eléctricos até Ourique a custos muito mais baixos. O comboio a Diesel só é necessário nos 27 quilómetros de linha não electrificada que ligam Ourique às minas de Neves Corvo. Em Ourique, poder-se-ia fazer a troca de máquina para tracionar os 14 vagões: da máquina locomotiva eléctrica passar-se-ia a locomotiva a Diesel. Mas os gastadores de milhões do erário público, filiados no PS ou no PSD, que comandam muitas empresas públicas, não se importam. A partidocracia minou a democracia, reduziu esta ao esqueleto».

 

3.QUANDO OS POLÍTICOS EM PORTUGAL INTERFEREM COM OS TÉCNICOS E COLOCAM EM RISCO A VIDA DOS CIDADÃOS. 16 de Julho de 2020. Um técnico da Infraestruturas de Portugal diz-me: «Sabes, os políticos em Portugal julgam-se omnipotentes e desrespeitam a autonomia dos técnicos superiores, dos engenheiros, dos professores universitários da área de ciências e tecnologias. Um caso gritante desta interferência foi no governo de José Sócrates, aí por 2007 ou 2008, na CP, quando o director desta era o engenheiro Francisco Cardoso dos Reis, que exerceu o cargo até 2010. Vários comboios da Siemens tinham chegado ao limite de quilometragem e não podiam circular sem risco de acidente. O serviço de reparação e manutenção só podia ser feito pelos funcionários da Siemens mas como custava milhões de euros o governo resolveu interferir para «poupar dinheiro ao país». A ordem dada aos técnicos foi: retirar as cartas magnéticas dos motores das locomotivas paradas nas oficinas de Campolide e colocá-las nos motores das outras que tinham esgotado o prazo de validade. Apesar das diligências do inspector Cristo junto de engenheiros que desaconselharam essa mudança de códigos incompatíveis entre si, os encarregados de oficinas da CP prontificaram-se a cumprir as ordens da tutela política. Fez-se uma experiência na linha de Sintra: uma locomotiva com a carta magnética de outra começou a rodar e ao chegar à estação de Benfica o maquinista não conseguia controlá-la, ela avançava cada vez mais rápido e o maquinista fez «homem morto» isto é, cortou a energia eléctrica e conseguiu frear o comboio que parou antes da próxima estação. O maquinista mudou de direção voltou para trás em direção às oficinas de Campolide, teve que «fazer homem morto» para travar o comboio e foi rebocado por uma locomotiva de socorro até às oficinas da CP. Este teste que provou o erro dos políticos ao impor a troca de cartas magnéticas nos motores, desconhecendo que cada uma delas tem um código próprio que defende os direitos de propriedade da Siemens, impediu acidentes graves que produziriam mortes na linha de Sintra. Salazar era um ditador político que respeitava mais a autonomia dos técnicos do que os actuais governantes da democracia que resolvem instrumentalizar os técnicos.»

 

4.ESCÂNDALO: GOVERNO PS EXPULSA DA TAP DAVID NEELEMAN, O GRANDE ESPECIALISTA DA AVIAÇÃO, E DEIXA O GRUPO BARRAQUEIRO (AUTOCARROS) COM 22,5% DA TAP. O governo PS de António Costa coloca fora da TAP David Neeleman, o fundador das companhias aéreas estadunidenses JetBlue Airways, Morris Air, da canadense WestJet e da brasileira Azul Linhas Aéreas, que salvou da falência várias companhias aéreas da América Latina. E deixa dentro da TAP o grupo de autocarros Barraqueiro, isto é, Humberto Pedrosa, que nada sabe de aviação comercial mas que detém 22,5% do capital da TAP e se prepara para comprar mais dos 72,5% do capital que o Estado português passa a deter. Não seria mais justo e sensato comprar por cerca de 200 milhões a participação do acionista menor Humberto Pedrosa / Grupo Barraqueiro e deixar Neeleman na TAP? Era. Mas o PS de Costa é um pau mandado do Barraqueiro, grupo capitalista que está em todas, e que faz parte de um conglomerado de privados que conseguiu o contrato leonino da Fertagus (o comboio de dois andares que atravessa a ponte sobre o Tejo) segundo o qual qualquer minuto de atraso do comboio obriga o Estado a indemnizar os privados, entre eles o Barraqueiro.

 
5-A CÂMARA MUNICIPAL DE BEJA, DE MAIORIA PS, ENTREGOU À DIREÇÃO REGIONAL DE CULTURA DE ÉVORA O MUSEU REGIONAL DE BEJA, ATRAIÇOANDO O SEU PROGRAMA ELEITORAL E O DISTRITO DE BEJA. Há cerca de 2 meses, no passado dia 18 de maio de 2020, a Câmara Municipal de Beja e a Direção Regional de Cultura do Alentejo assinaram um protocolo de colaboração relativo ao Museu Regional de Beja e a outros equipamentos culturais da cidade que permite que quadros e outras obras de arte deste Museu sejam transferidos para Évora ou emprestados a outras regiões. Ora, para esta cerimónia, o presidente da câmara de Beja, dr. Paulo Arsénio, não convidou um único dos 14 funcionários do Museu Regional Rainha D. Leonor da Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL) entregue por decreto de 5 de Junho de 2019 do governo de António Costa à Direção Regional de Cultura do Alentejo sediada em Évora, alterando-se o Decreto-Lei n.º 114/2012, de 25 de maio. Nem mesmo Francisco Paixão, director interino do Museu até Dezembro de 2019, foi convidado para esta cerimónia de Maio de 2020. Porquê? Governam nas costas do povo? Sem dúvida.
 
Isto prova o carácter autoritário do executivo PS da câmara de Beja que não consulta as populações como deve ser e não defende a cidade e o concelho como se viu no caso do relatório de Novembro de 2019 dos ex administradores da CP Martins de Brito e Acúrsio Mendes dos Santos, relatório que não propunha a ligação ferroviária de Cuba ao aeroporto internacional de Beja nem a electrificação de toda a linha do Alentejo. A câmara calou-se, deixou passar isto, submissa como é ao governo central de Lisboa, e só graças ao Engenheiro Elio Bernardino, da Plataforma Alentejo, um dos dois ou três melhores especialistas deste país em traçados ferroviários, foi possível corrigir e comprometer o governo com a ligação ferroviária ao aeroporto de Beja.
 
O PS de Beja, tal como a CDU bejense, o PSD e o CDS bejenses, o Chega bejense são apenas forças de ocupação da nossa cidade ao serviço das direções partidárias de Lisboa que dão ordens de adjudicar negócios com tal ou tais empreiteiros. Os partidos não representam a alma de Beja nem as classes mais desfavorecidas que vivem no concelho, são apenas viveiro dos «tachos» de alguns. Precisamos de uma revolução como a de 1 de Dezembro de 1640 contra Felipe IV de Espanha e Miguel de Vasconcelos no governo de Lisboa: Beja é dos bejenses, Portugal é dos portugueses. Beja necessita de uma candidatura independente às autárquicas de 2001 encabeçada pelo Engenheiro Elio Bernardino e pelo professor Florival Baioa Monteiro, pessoas íntegras que não se deixam manipular pelos grandes grupos económicos, nem pelas direções partidárias em Lisboa nem por empresários locais pouco honestos. E só assim Beja progredirá na revolução 4.0 que a União Europeia pôs em marcha.

 

6. SINCRONISMO ONTOFONÉTICO. De 1 a 3 de Julho de 2020, as ideias de HENRIQUE e de LOUCO emergem: no dia 1, o padre HENRIQUE Martins, pároco da igreja do Salvador, em Beja, completa 84 anos de idade; no dia 2, leio sobre a religião dos germanos em que o astuto deus LOKI (sugere: LOUCO) gera o lobo Fenri, a serpente Midgard e Hel, rainha do Inferno; no dia 3, leio a frase do escritor Manuel Ayllón «Viver à moderna é esta LOUCURA de querer viver tudo», o jornal I publica um artigo de HENRIQUE Neto, socialista e maçon que critica António Costa ao afirmar que «Há muito que considero António Costa em tudo semelhante a José Sócrates e um defensor convicto do ex-primeiro--ministro. Há razões para isso: (a) a sua longa convivência com José Sócrates, como amigo pessoal que foi visitá-lo à cadeia; (b) enquanto ministro do mesmo Governo, corresponsável por todos os erros e desmandos cometidos e que conduziram Portugal à bancarrota e a pedir ajuda externa pela terceira vez, sempre com Governos socialistas; (c) a inexistência de qualquer incómodo da parte do PS relativamente a ter como militante um primeiro-ministro acusado de corrupção; (d) o desconhecimento formal dos comportamentos pessoais aberrantes de José Sócrates e o encobrimento político de decisões abusivas do interesse nacional que António Costa não podia desconhecer».

 

7. OS IDIOTAS ÚTEIS E A MÃO ATRÁS DO ARBUSTO. 12 de Julho de 2020. Um politólogo liga-me de Lisboa e diz:« O Fernando Medina, presidente da câmara de Lisboa, está muito preocupado por ter assinado tantas adjudicações directas a empresas privadas. O CDS voltou a pedir a lista dessas adjudicações que, no total, devem ascender a 400 000 ou 500 000 euros anuais. Um dos gabinetes de advogados que têm conseguido mais adjudicações é o de José Miguel Júdice que assim ganha muito mais do que cada vez que vai à televisão e lhe pagam 1000 euros. O PCP também mete ao bolso com estas adjudicações, tal como o PSD. O Mário Centeno fez sempre a vontade aos poderosos, desempenha bem a função de idiota útil, isto é, de um actor retórico que faz o que a mão atrás do arbusto lhe manda. E os idiotas úteis pululam como comentadores televisivos: o Miguel Sousa Tavares, o José Gomes Ferreira, o Ricardo Costa, o Pedro Santos Guerreiro, o António José Teixeira, o José António Saraiva, etc., veja que nenhum deles se atreve a dizer que Humberto Pedrosa, novo homem forte da TAP, é o dono da empresa de autocarros Barraqueiro e que o novo presidente da TAP vai ser o filho, David Pedrosa. A imprensa está açaimada, controlada. As lojas maçónicas estão na mão dos poderosos que são a mão atrás do arbusto e controlam a informação».

 

8. DUAS VISÕES SOBRE MÉRTOLA. 10 de Julho de 2020. Noite pletórica de conversas no centro de Beja em várias esplanadas. José, que aproveitou a pausa da pandemia para criar um grupo de cante na freguesia de Nossa Senhora das Neves diz-me: «Não pense que Mértola, vila outrora islâmica do Baixo Alentejo, é terra abandonada. Antes de Março de 2020, todas as quintas feiras, vinham do Algarve, 6 ou 7 autocarros carregados de turistas que almoçavam nos diversos restaurantes e davam grande movimento à vila. As agências de viagens algarvias fixaram rotas de visita a Mértola em um só dia» E Solange diz-me que criaram nas Neves uma aula de flamenco com uma professora espanhola. Beja é arte, música, sensualidade do Sul, a cidade homogeneamente mais linda de Portugal.

 

A esta visão idílica de Mértola responde assim um seu natural, David Encarnação (7 de Novembro de 1984), mestre em História pela Universidade de Évora e candidato à autarquia em 2017 pelo PSD: «Mértola continua abandonada, porque os turistas passam e quem fica sabe bem do que falo. Mértola continua a ter problemas de abastecimento de água nas aldeias, onde muitas vezes não há rede de saneamento básico. Faltam os transportes públicos e sobretudo politicas capazes de atrair empresas e fixar pessoas. Repare-se que a freguesia mais despovoada de Portugal é o Espírito Santo, no limite com o Algarve. Só em 2017/18 é que os últimos recantos do concelho foram electrificados. As Negas, na União de Freguesias de S. Miguel do Pinheiro, S. Pedro e S. Sebastião, continua sem alcatrão, a Espargosa idem idem(na ligação à sede de freguesia). Basta sair a 5 km da vila para encontrar aldeias despovoadas, sem infraestruturas... O concelho é mais que Mértola, e a economia local tem de ser mais que só turismo, que já se percebeu que não é todo suficiente para resolver tudo. Pergunte ao seu amigo quantas vezes foi ele a Penedos e viu camiões a encher o depósito de água... é caso para dizer que ainda há muito Alentejo profundo e pró-fundo!»

 

9.SINCRONISMO ONTOFONÉTICO. Em 11 de Julho de 2020, as ideias de SOFIA e de OITO exaltam-se: escrevo o texto «Não viemos ao mundo para ser felizes mas para cumprir o destino que os astros nos assinalam e salvar as nossas almas rezando a toda a hora a Nosso Senhor e à Nossa Senhora rainha do Céu (a SOFIA da gnose de Valentim, que rege a OITAVA esfera celeste, além da esfera de Saturno).», OITO horas depois, à noite, encontro em uma esplanada de Beja a bela SOFIA Branquinho (OITO de Janeiro de 1996), engenheira agrónoma, e, de passagem a bela Maria dá-me um beijo, coisa rara neste tempo de receios do Covid, conheço Oleg, engenheiro ucraniano (OITO de Abril de 1994) corrijo parcialmente OITO testes escritos dos que me foram confiados. 

 

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Domingo, 10 de Novembro de 2019
Daniel Estulin: o clube de Bilderberg está em declínio

 

 

Daniel Estulín (29 de Agosto de 1966, Vilnius, República Socialista Soviética da Lituânia), ex oficial do KGB, politólogo, especializou-se em estudar a influência Clube de Bilderberg na política mundial - um grupo de multimilionários, banqueiros, presidentes de repúblicas e chefes de governo, deputados, directores de cadeias de televisão e jornais, aristocratas, sociólogos, especialistas de manipulação de massas, que reúne uma vez por ano, em Maio ou Junho, desde 1954.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio, António Guterres, José Sócrates, Eduardo Ferro Rodrigues, Augusto Santos Silva, Inês de Medeiros, Santana Lopes, António Costa, Rui Rio, Elisa Ferreira, Fernando Teixeira dos Santos, Paulo Macedo, Fernando Medina, Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, Maria Luís Albuquerque, Nuno Morais Sarmento, Paulo Portas, Ricardo Salgado, Leonor Beleza, Artur Santos Silva, Clara Ferreira Alves, José Eduardo Moniz, Paula Amorim, Vasco de Melo, Eduardo Marçal Grilo, João Gomes Cravinho, Miguel Horta e Costa, Nicolau Santos, Isabel Mota, Luís Amado, foram, pelo menos uma vez, a reuniões deste Clube que impulsionou a criação do Mercado Comum Europeu e da União Europeia.

 

Em Portugal, o membro permanente é Francisco Balsemão que, em Novembro de 1980, semanas antes do assassinato pela C.I.A, em 4 de Dezembro de 1980, do seu amigo e primeiro-ministro de Portugal Francisco Sá Carneiro, que desagradava aos EUA, reuniu em Lisboa com o bilderberger Henry Kissinger, mentor do golpe fascista de 1973 no Chile. Escreveu Estulin em 2006 em um seu livro:

 

«A Segunda Guerra Mundial tal como demonstro neste livro e como amplamente expus no meu primeiro livro sobre o Clube de Bilderberg, foi astutamente financiada  pelos Rockefeller, os Loeb e os Warberg. O príncipe Bernhard, fundador do Clube Bilderberg, também estava implicado. Era nazi. A família real britânica, na sua maioria, simpatizava com os nazis, do mesmo modo que o Eastern Establishment "liberal" dos Estados Unidos, a rede plutocrática que domina a vida económica, política e social de este país. Hitler, a besta, foi criado pelos mesmos que hoje assistem em segredo às reuniões do Clube de Bilderberg, do CFR (Council on Foreing Relations) e da Comissão Trilateral.  A história, para esta gente, é um quadro em branco na qual defecar contra a angústia dos outros.»

(Daniel Estulin, Los secretos del Club de Bilderberg, Editorial Planeta, 2006, pag. 268).

 

Em entrevista publicada no jornal I em 19 de Fevereiro de 2019, Daniel Estulin declara que o clube de Bilderberg está em declínio porque o sistema de livre comércio e de convertibilidade do dólar em ouro definido nos acordos de Bretton Woods de 1944 entrou em colapso

 

«Quem são as outras figuras importantes deste plano para controlar o mundo?

 

«Temos sido condicionados para pensar que os presidentes e primeiros-ministros eleitos são realmente quem decide o destino dos nossos países e que, através de “eleições democráticas”, as pessoas podem mudar o destino das suas nações. Isto não faz qualquer sentido. Presidentes e primeiros-ministros são “mão-de-obra contratada” que comanda em nome da elite invisível. Conceptualmente, o mundo é governado por poderes supranacionais que não respondem aos cidadãos das nações, mas às estruturas de poder supranacionais das elites. Pode pensar que o presidente Trump é “o mais poderoso político à face da Terra”, quando, de facto, Trump é um projeto de um grupo alternativo de interesses supranacionais que nem sequer é americano. Os EUA são hoje parte de um projeto da elite banqueira financeira liberal/projeto especulativo com base em Wall Street. Esse projeto está hoje morto e podemos ver isso pelo colapso que vemos ao nosso redor. O grupo alternativo, chamado Black International (aristocracia europeia, realeza, os Rotschild, o Vaticano), conseguiu fazer com que o seu candidato se tornasse presidente. Em novembro de 2014, disse publicamente que o presidente dos EUA seguinte seria, muito provavelmente, alguém como Trump.»

 

Só os convidados podem participar na conferência. Quem é convidado e porquê?

 

«Não se pode comprar a entrada no Bilderberg. O comité diretivo decide quem convidar. Procuram um banqueiro liberal entusiasta One World ou um socialista fabiano que possam fazer avançar a agenda. Por vezes, os seus candidatos acabam por ocupar posições importantes no palco nacional e internacional, como é o caso de José Manuel Durão Barroso, do presidente Bill Clinton. Quando um membro Bilderberg se vê envolvido em escândalos públicos que podem estragar a reputação do Grupo Bilderberg, esses membros são impedidos para sempre de voltar a participar nos encontros, como é o caso do príncipe Bernardo da Holanda.»

 

Em que podemos ver a influência de Bilderberg hoje em dia?

 

«A sua influência está a decair porque o modelo que representa está moribundo. Ainda são muito fortes como se pode ver pela sua luta contra Trump e os Estados Unidos, mas acabarão por desaparecer, juntamente com o FMI, Banco Mundial, Organização Mundial de Comércio, Davos, porque todas essas instituições representam um modelo acabado – Bretton Woods.» ( in Jornal I, entrevista de António Rodrigues, 19 de Fevereiro de 2019; o destaque a negrito é posto por nós)NOTA:

 

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