Segunda-feira, 6 de Outubro de 2014
Incoerências de Aristóteles sobre a verdade e o lugar da verdade

Sobre o que é a verdade, Aristóteles escreveu:

«A falsidade e a verdade não se dão, pois, nas coisas (como se o bom fosse verdadeiro, e o mau imediatamente falso) mas sim no pensamento e, tratando-se das coisas simples e do quê-é (tó tí), nem sequer no pensamento.» (...) «E posto que a combinação e a divisão têm lugar no pensamento e não nas coisas, e o que é neste sentido é distinto das coisas que são em sentido primordial (pois o pensamento junta ou separa seja o quê-é de uma coisa, seja a qualidade, seja a quantidade, seja alguma outra determinação sua) o que é no sentido de "é acidentalmente" e "é verdadeiro" há-de deixar-se de lado.»

(Aristóteles, Metafísica, Livro VI, Capítulo VI, 1027 b, 25-30; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Que significa esta tese aristotélica? Que os objectos físicos, em si mesmos, não são verdadeiros nem falsos. Uma planície de sobreiros no Alentejo não é verdadeira nem falsa mas o juízo «Esta planície do Alentejo está recheada de sobreiros» é verdadeira. Isto é, obviamente, errado porque reduz a noção de verdade ao juízo, excluindo dela a intuição sensível (exemplo: planície enquanto a vejo) e a intuição inteligível (exemplo: átomo, mundo de espíritos invisíveis e imperceptíveis).

 

É absurdo dizer que o conceito «Deus» não é verdade nem mentira e que o juízo «Deus existe» é verdadeiro ou falso porque a própria intuição intelectual «Deus» é verdadeira já no plano da imaginação. Dizer que o conceito não é verdadeiro nem falso mas que o juízo, que integra esse e outros conceitos, é verdadeiro ou falso abre a porta à incongruência do pensamento. As coisas ou são verdadeiras ou falsas, não há terceira via: a falsidade é a não verdade, contrapõe-se à verdade como o não-ser ao ser. Não há uma zona neutra entre verdade e erro, como supunham Aristóteles e, no século XX, Bertrand Russel e os adeptos da filosofia analítica anglo-saxónica. A neutralidade expressa no cepticismo ("Não sei se é verdadeiro ou falso que X...") é um modo gnosiológico não um modo ontológico ("As coisas X e Y ou são reais ou irreais..").

 

Aristóteles afasta-se do realismo modal - ou pelo menos reduz o âmbito deste - ao considerar que a combinação e a divisão não existem nas coisas mas apenas no pensamento. Ora, no pôr do sol, há uma combinação de cores - azuis, rosas, laranjas, vermelhos - que se vai alterando a cada momento, uma combinação objectiva, real em si mesma, que está para lá do nosso pensamento.

 

Quando acima refere as "coisas simples" e as "coisas que são em sentido primordial" Aristóteles refere-se, certamente, às formas eternas que Platão designa por Ideias, os arquétipos. Elas existem, pois, fora do pensamento e da realidade física. Como platónico «envergonhado», Aristóteles admite que o quê-é  (exemplo: a forma conceptual de cavalo, de triângulo, de número quatro, etc.) existe mas não nas coisas físicas nem no pensamento - o que equivale a dizer que existe em um mundo objectivo suprafísico ou infrafísico, metafísico, antes de haver coisas físicas. Isto é platonismo, com a diferença de que Aristóteles aboliu o lugar do mundo inteligível acima do céu visível e transferiu-o «para baixo», para lugar nenhum.

 

 

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Quarta-feira, 12 de Janeiro de 2011
Confusão em Aristóteles ao separar figura de predicação e acto e potência dela

 

No riquíssimo livro, no plano filosófico, que é a "Metafísica", Aristóteles distingue as figuras da predicação do acto e da potência delas, revelando, pelo menos aparentemente, alguma falta de clareza. Escreveu o Estagirita:

 

 « Posto que "o que é" e "o que não é" se dizem, em um sentido segundo as figuras da predicação, em outro sentido segundo a potência ou o acto de estas, ou os seus contrários, e em outro sentido o que  é verdadeiro ou é falso no sentido mais fundamental, o qual tem lugar nas coisas segundo estejam unidas ou separadas, de modo que diz a verdade o que julga que o separado está separado e o que sendo unido está unido, e diz falsidade aquele cujo juízo está articulado ao contrário das coisas, (...) Desde logo, tu não és branco porque seja verdadeiro o nosso juízo de que és branco, mas, pelo contrário, porque tu és branco, dizemos algo verdadeiro ao afirmá-lo.»

 

(Aristóteles, Metafísica, Livro IX, 1051a 30-35, 1051 b, 1-10; in pags 389-390 da versão espanhola de "Metafísica" de Editorial Gredos, tradução de Tomás Calvo Martínez; o negrito é posto por mim).  

 

Qual é a diferença entre as figuras de predicação e a potência ou o acto de estas? Não existe diferença. Fora do acto -realidade actual- e da potência - realidade virtual futura- não há outro modo de as coisas, entre estas as figuras de predicação, serem. O acto e a potência incluem ambos a figura de predicação, esta ora está num, de certo modo, ora está noutro, não subsiste fora deles. Portanto, a formulação desta questão, por Aristóteles, no texto acima, é equivoca.

 

Um primeiro problema hermenêutico no texto acima é o de saber o que Aristóteles entende por figura de predicação (schêma tês kategorías). Se se tratasse das figuras do silogismo, teorizadas em «Analíticos Primeiros», estruturaria a resposta do modo que exponho a seguir. 

Vejamos a primeira figura de predicação, classificada, como as outras três, em função da posição do termo médio nas duas permissas do silogismo regular( sendo P o termo maior ou primeiro, M o termo médio, que está contido no primeiro, S o termo último ou menor). 

 

P-M

M-S

P-S

 

 Todos os europeus não são asiáticos.

 Alguns asiáticos são chineses de Macau.

 Alguns europeus não são chineses de Macau.

 

 

(Nesta figura de predicação, Europeu é o termo maior, Asiático o termo médio e  Chinês de Macau o termo menor)

 

Esta figura de predicação corresponde a uma realidade em acto. E a figura está em acto enquanto inferência lógica concreta, com referentes. A figura está em potência enquanto esquema abstracto P-M, M-S, P-S. 

 

No entanto, por figura de predicação pode entender-se outra coisa distinta da figura do silogismo, como se depreende das seguinte passagens da "Metafísica":

 

«Enfim, certas coisas são um numericamente, outras especificamente, outras genericamente e outras por analogia: numericamente são-no aquelas coisas cuja matéria é una, especificamente aquelas cuja definição é una, genericamente aquelas cuja figura de predicação é a mesma e, por fim, por analogia as que guardam entre si a mesma proporção que guardam entre si.» (Aristóteles, Metafísica, Livro V, 1016-b, 30-35).

 

«Assim, a forma e a matéria são heterogéneas e também o são os predicados que correspondem às diversas figuras de predicação de "o que é" ( uns, com efeito, significam quê-é ; outros que é de certa qualidade e outros segundo as distinções expostas anteriormente.»

(Aristóteles, Metafísica, Livro V, 1024-b, 10-15).

 

Neste caso, figura de predicação significa o género, a substância primeira ( o quê-é) e os seus acidentes, ou seja, as categorias do ente. Por exemplo, animal é o género de António Damásio (substância primeira).  

Aliás, Tomás Calvo Martínez, tradutor da Metafísica, escreveu em nota:

 

«27. A expressão "figura da predicação" (schêma tês kategoría) refere-se usual e tecnicamente às distintas categorias (géneros supremos). BONITZ (238-39) propõe que nesta ocasião se interprete no sentido mais amplo e menos técnico de "predicado", a fim de integrar na doutrina proposta a unidade genérica correspondente aos géneros intermédios. Pelo contrário, Ross (I, 304-305) propõe interpretar a expressão no seu sentido usual e técnico, o que nos daria uma referência à unidade genérica entendida como pertença à mesma categoria.» ( Aristóteles, Metafísica, pag 222, nota do tradutor, Editorial Gredos).

 

 Nesta outra interpretação de figura da predicação, como género (exemplo: animal) ou como substância primeira (exemplo: António Damásio), o argumento é o mesmo que expus acima: o género e a substância primeira, como outras figuras da predicação, não são distintos do acto e da potência de si mesmos, ou são acto ou potência. 

Portanto a frase de Aristóteles « Posto que "o que é" e "o que não é" se dizem, em um sentido segundo as figuras da predicação, em outro sentido segundo a potência ou o acto de estas, ou os seus contrários» encerra, em si, uma equívoca duplicação de entidades.

 

Aristóteles coloca, no texto citado no início deste artigo, um terceiro sentido da dicotomia «o que é/ o que não é»: o de as coisas estarem unidas na realidade - isso seria o verdadeiro - ou de estarem desunidas - isso seria o falso. Mas esse terceiro sentido não é afinal o segundo,  o acto e a potência da figura de predicação na realidade exterior ou os seus contrários? A meu ver, é.

 

A unidade não tem mais realidade que a pluralidade ou desunião. Ao dizer que "o que é" se exprime no que está unido, Aristóteles visava, talvez inconscientemente, dizer que a verdade é a unidade entre o captado ou inteligido e a realidade externa. Mas, na realidade exterior, no mundo das coisas, estar unido ou desunido possui, em ambos os casos, realidade ontológica, carácter de "o que é".

  

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Segunda-feira, 5 de Outubro de 2009
La verdad y la falsedad, según Aristóteles

El falso es el no verdadero en acto, es decir, es el contrario del verdadero. Si por verdad se entiende realidad, falsedad es irrealidad.

 

 

Escribió Aristóteles:

 

 «Por su parte lo que es en el sentido de «es verdadero», y lo que no es en el sentido de falsedad, están referidos a la unión y a la división, y entre ambos, a su vez, se reparten la contradicción. (…)»

 

«La falsedad y la verdad no se dan pues en las cosas (como si lo bueno fuera verdadero y lo malo, inmediatamente falso) sino en el pensamiento, y tratándose de las cosas simples y del quê-es (tó tí), ni siquiera en el pensamiento.» (Aristóteles, Metafísica, Libro VI, 1027b).

 

 ¿Cual es, según Aristóteles, la región de la verdad? No es la región de las cosas materiales del mundo físico – este vaso y aquél caballo no son ni verdaderos ni falsos, son tal y cual talidades. Verdad es unión de distintas cosas, para el Estagirita, y falsedad es la división. Para Aristóteles, las regiones de la verdad son, al parecer, dos:

 

1)      El pensamiento, donde se da el juicio (ejemplo: «esta rosa es roja»).

 

2)      Las formas inmutables (el què-es eidético) y las cosas simples – aire, agua, fuego, tierra por ejemplo - que ni siquiera son pensamiento humano, sino formas o elementos, pensables pero no pensantes, que existen eternamente de modo potencial en los objetos materiales. Ejemplo: la forma nieve es eterna pero solo se actualiza cada otoño y invierno en miles de kilómetros de naturaleza biofísica de este planeta. La esencia nieve es eternamente, en acto o en potencia, y verdadera en si misma, de suyo, pero no sucede lo mismo con la sustancia nieve que veo aquí o tengo en mis manos y que en unos minutos o días se deshará en agua licuida.

 

La región de la falsedad es, por supuesto, más corta y pequeña que la de la verdad: no es posible contraponer falsedad al qué-es de caballo o de cielo o de hombre, ya que el caballo tiene siempre aquella forma específica, al igual que el cielo y el hombre; no es posible contraponer falsedad a las cosas simples como aire, agua, fuego, tierra, aunque es posible que se les contraponga privación, que no es lo mismo que falsedad.

 

Nota: Está em risco de não se realizar, na Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja, por só haver 13 professores inscritos quando o mínimo exigido é de 20 inscritos, a acção de formação de professores de filosofia B4/2009- A Teoria Dos Valores, e a Ética, na Perspectiva do Método Dialéctico (50 horas) em que o formador é o autor deste blog. O horário das sessões é o seguinte: 10 de Outubro de 2009, 17, 24 e 31 de Outubro, (das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 17.30 horas em cada um destes dias); 5, 7, 14, 21 e 28 de Novembro de 2009 (das 9.30 às 12.30 e das 14.30 às 17.30 horas em cada um destes dias, excepto a 5 de Novembro; neste será das 17.30 às 19.30).

 

Se até 9 de Outubro, 7 professores de qualquer área de Portugal se inscreverem, a acção terá lugar. Se as 7 novas inscrições não surgirem, não haverá acção de Ética e Dialéctica neste país em que tão raras são as acções de formação de docentes de Filosofia...

 

 Inscrições no Centro de Formação de Associação de Escolas das Margens do Guadiana, entidade formadora: cfmguadiana@gmail.com

 

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Sábado, 18 de Julho de 2009
Verdade e falsidade são contraditórios (Terceiro Excluído) ou são apenas contrários ( Não Contrariedade)?

São verdade e falsidade contraditórios ou contrários?

 

Na concepção de Aristóteles, há uma diferença entre contraditório e contrário. A  contradição, na terminologia aristotélica, é uma exclusão mútua de contrários sem termo médio - por exemplo: branco e não branco - ao passo que a contrariedade é uma coexistência de contrários através de um terceiro termo, o intermédio - por exemplo: branco e preto são contrários e têm o cinzento como intermédio.

 

«A contrariedade é diferença completa …E se a contradição, e a privação e a contrariedade e os termos relativos são modos de oposição, e o primeiro deles é a contradição, e se na contradição não há termo médio, enquanto, sim, pode havê-lo entre os contrários, é evidente que contradição e contrariedade não são o mesmo. A privação, por seu lado, é um tipo de contradição.»  (Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1055a-b; o bold é nosso) .

 

Falso significa não verdadeiro (negação) e destituído ou privado de verdadeiro (privação). É uma oposição de privação: o falso é a ausência do verdadeiro. Podemos pois, arvorar o princípio do terceiro excluído: todas as entidades do universo, materiais ou imateriais, substâncias ou acidentes, géneros e espécies, são verdadeiras ou falsas. Não há terceira hipótese. Ainda que digamos com o positivismo lógico: «mas Deus, o Paraíso ou o Inferno são entidades incognoscíveis e, portanto, escapam à dicotomia verdadeiro-falso», diremos que só escapam, provisoriamente, a essa dicotomia no plano do sujeito cognoscente mas não no plano ontológico do «em si», pois de duas uma, ou é verdadeiro que Deus paraíso e inferno existem metafisicamente ou é falso.

 

Não há, por conseguinte, nada no universo, no homem ou no pensamento que possa escapar a figurar num dos pratos da balança verdade-falsidade, ou seja, realidade-irrealidade. O átomo, o quark e o leptão são partículas verdadeiras ou falsas tal como o seu conceito na mente humana é verdadeiro ou falso. Se as considerarmos como essências, como fazia Husserl com o seu método fenomenológico que retoma a epochê (suspensão do juízo), continuamos no plano da verdade enquanto essência ou forma ideal e transferimos para a potência (futuro) a sua existência no mundo real.

 

Há pois, dois géneros originais: o género verdade ou realidade e o género falsidade ou irrealidade.

A indecisão ou incognoscibilidade de algo é apenas a cortina que mascara os pólos verdadeiro e falso em toda a sua extensão. Essa incognoscibilidade faz parte do pólo do falso: é falso em potência. E faz igualmente parte do género verdadeiro: é verdadeiro em potência.

O incognoscível é pois, espécie dentro do género verdadeiro, se por verdadeiro se entende a apreensão necessária e infalível pela consciência da realidade imanente e transcendente a ela – o incognoscível é o verdadeiro que em acto, isto é, no presente, é impossível de conhecer - e dentro do género falso - o falso que em acto, isto é, no presente, é impossível de conhecer. Constitui um género que atravessa transversalmente os outros dois, contrários entre si, e tem metade do seu conteúdo em cada um daqueles dois géneros. Assim o terceiro (o incognoscível) está, em acto, englobado no primeiro (verdadeiro) e no segundo (falso).

 

O incognoscível existe em acto por parte do sujeito mas só existe em potência quanto ao objecto. De facto, nada é potencialmente incognoscível se é real: apesar da limitação inerente aos seres humanos podemos imaginar mentes mais poderosas (Deus, deuses, anjos, humanóides extraterrestres) que acedam ao conhecimento integral. E ainda que não houvesse deuses, homens  ou outras mentes cognoscentes, a verdade como realidade por si subsistiria, sem dimensão gnosiológica mas somente com caracter ontológico..

 

A solução é a seguinte: verdadeiro e falso são contrários no plano gnosiológico, uma vez que no conhecimento humano há dois contrários (verdadeiro e falso) e um intermédio (incognoscível, indeciso); verdadeiro e falso são contraditórios no plano ontológico porque cada entidade em toda a extensão do ser ou é verdadeira ou não é, não havendo termo médio. Neste último caso, verdadeiro não implica existir necessariamente uma ou várias consciências humanas ou outras para o apreender: é realidade em si, autosubsistente.

 

Verdadeiro é, pois, um termo com dois sentidos: ponte gnosiológica, infalível quanto à informação que transporta, entre a mente cognoscente e a realidade interior ou exterior (verdade para mim ou para nós); realidade em si, ontológica, autosubsistente, sem necessitar de mente que a apreenda (verdade em si mesma).

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