Sábado, 28 de Maio de 2016
Teste de Filosofia do 10º ano, turma A (Maio de 2016)

 

Eis um teste de filosofia centrado no tema religião, opção escolhida pelos alunos da turma.

 

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA A

24 de Maio de 2016. Professor: Francisco Queiroz.

 I

  «O rito é a reactualização do mito que se refere à transcendência. O realismo crítico não se liga necessariamente ao espiritualismo ou ao materialismo”.

 

1) Explique estes pensamentos.

 

2)Faça corresponder a cada um dos cinco elementos da filosofia chinesa do Feng Shui e do taoísmo, o respectivo ponto cardeal, animal, campo de vida (profissão, casamento, etc), cor, sentido humano (audição, visão, etc.), estação do ano, hora do dia, percentagem de yang (jovem, velho) e de yin, e aplique a lei da contradição principal a esse conjunto

 

.3)Relacione, justificando:

A) Dharmas, eu e impermanência, no budismo.
B) Ser fora de si, alienação e panteísmo, na doutrina de Hegel sobre a ideia absoluta.

 

CORREÇÃO DO TESTE COTADO PARA 20 VALORES

 

1)  O rito é um conjunto de gestos e cerimónias (exemplo: a missa dos católicos, o passar as contas de um rosário entre as mãos dos budistas) que visam reacender os mitos sagrados do princípio do mundo, isto é, as cenas lendárias dos deuses, anjos, demónios ou antepassados de uma tribo ou povo. O partir do pão (rito) na missa católica evoca ou põe na ordem do dia a morte de Cristo na cruz (mito). Transcendência é estar fora de ou além de e neste contexto mito da transcendência significa o mito que fala de seres sobrenaturais, em regra deuses que criam o mundo ou nele intervêm.  (VALE TRÊS VALORES). O realismo crítico é a teoria que afirma que há um mundo material anterior às mentes humanas e independente destas que o captam de maneira distorcida. O realismo crítico em Descartes consiste em postular o seguinte: há um mundo de matéria exterior às mentes humanas, feito só de qualidades primárias, objetivas, isto é, forma, tamanho, número, movimento. As cores, os cheiros, os sons, sabores, o quente e o frio só existem no interior da minha mente, do organismo do sujeito, pois resultam de movimentos vibratórios de partículas exteriores já que o mundo exterior é apenas composto de formas, movimentos e tamanhos. Ora esta teoria é compatível com o materialismo, doutrina que afirma que a matéria é o princípio eterno do mundo, que Deus e deuses não existem nem almas no «Além», e que o espírito é uma forma subtil de matéria. É também compatível com a maioria das formas de espiritualismo, doutrina que afirma que o espírito (Deus, deuses, espíritos humanos) é eterno ou criador do universo de matéria e que esta deriva do espírito. (VALE QUATRO VALORES)

 

2) Os cinco elementos da filosofia chinesa do taoísmo são: madeira, fogo, terra, metal e água. As correspondências de cada um são:

 

MADEIRA. Este. Dragão verde. Crescimento, família. Cor verde. Visão. Nascer do sol. Jovem Yang.

FOGO. Sul. Fénix. Fama. Fala. Verão. meio dia, velho Yang (máximo Yang ou máxima luz e calor).

TERRA. Sudoeste (ou Centro, segundo algumas interpretações). Serpente. Cor: amarelo. Fim do verão. Casamento, amores.  Sabor. Meio da tarde. Igual proporção de Yang e Yin.

METAL. Oeste. Tigre branco. A criatividade, os filhos. O olfato. Outono. Cor branca. Pôr do sol. Jovem yin (algum frio e humidade).

ÁGUA. Norte. Tartaruga negra. A profissão, os negócios. Audição. Inverno. Meia noite, velho Yi ( máximo Yin ou máxima escuridão e frio).

A lei da contradição principal diz que um sistema de múltiplas contradições pode ser reduzido a uma só, organizando-as em dois blocos, podendo haver uma ou outra contradição na zona neutra. Assim podemos, por exemplo, colocar de um lado o bloco Yang (Madeira/primavera ; Fogo/Verão) e do outro lado o bloco Yin (Metal/ Outono, Água/Inverno), ficando na zona neutra a Terra/Fim do Verão na qual Yang e Yin se equilibram. Há outras maneiras de estruturar a contradição principal. (VALE SEIS VALORES)

 

3) A)  Dharma em sentido geral significa Lei da Natureza. Dharmas em sentido particular são as qualidades físicas, psíquicas e intelectuais que, por assim dizer, flutuam no cosmos como átomos, sem sujeito, e se juntam para formar o eu mutável, a personalidade de uma pessoa. Assim a cor dos olhos, a forma do rosto e do corpo, as sensações de prazer e dor, os impulsos sentimentais, a consciência são dharmas que formam o eu em mudança ou impermanência de cada um: quem fica cego perdeu o dharma da visão, quem fica em coma perdeu o dharma da consciência. O eu é impermanente, na verdade nem existe, porque os dharmas que o formam mudam a cada instante, embora haja um eu superior, o Atmã, destituído de dharmas e imortal. (VALE QUATRO VALORES)

 

3-B) O ser fora de si é a segunda fase da ideia absoluta: Deus, que era ser em si, pensamento puro,  alienou-se em matéria física, isto é, separou-se de si mesmo enquanto espírito pensante, transformou-se em espaço, tempo, em astros, montanhas, rios, plantas e animais. Isto é panteísmo, doutrina que afirma que a natureza biofísica é divina: o sol e a lua são olhos de Deus, os mares são a linfa de Deus, erc. (VALE TRÊS VALORES).

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 15:59
link do post | comentar | favorito

Domingo, 7 de Dezembro de 2014
Breves reflexões de Dezembro de 2014

 

 

 Aqui exponho algumas breves e recorrentes reflexões neste Dezembro de 2014 em que o planeta Júpiter se mantém até 28 de Dezembro no grau 22 do signo de Leão (grau 142º em longitude eclíptica).

 
1- ESTAMOS EM RISCO DE QUE O AMOR NÃO EXISTA porque a maioria dos casamentos são apenas uma forma estável de ter sexo (duas a quatro vezes por semana) habitação e despesas domésticas compartilhadas ( muitos casais já nem fazem sexo entre os cônjugues). Proclamamos pois: o VERDADEIRO AMOR é o AMOR PRÓPRIO e nem sequer o amor a um Deus exterior pois esse Deus é o nosso próprio EGO projectado «para fora» - como se houvesse fora!

 

2- ISTO NÃO INVALIDA QUE A VIRGEM MARIA OU VÉNUS EXISTAM NO INTERIOR DE NÓS. É eficaz invocar os deuses - ou melhor: é, plausivelmente eficaz - para obter favores (emprego, amores, solução de conflitos interpessoais e político-sociais, melhorias climatéricas, etc). Há certamente muitas Virgens do Carmo - uma para cada um dos católicos que a idealizam e invocam. E cada uma está na mente exterior de cada crente e pode manifestar-se.

 

3- AS MULHERES SÃO DEUSAS ENTRE OS 17 E OS 27 ANOS DE IDADE. E nem todas. Só aquelas que são, objectivamente, belas, fisicamente falando. Objectivamente quer dizer: por largo consenso entre homens e mulheres. É evidente que há uma beleza interior que pouco se reflecte na beleza física exterior. Mas as deusas são, fisicamente, belas. Uma mulher de 40, 50 ou 60 anos não pode pretender ser uma deusa pois descobre em si as rugas e a flacidez do envelhecimento corporal. A alma espiritual, essa, não envelhece: tem sempre 16, 18 ou 20 anos de idade.

 

4- O AMOR ENTRE DUAS PESSOAS é a intersecção acidental de DOIS AMORES-PRÓPRIOS. Nada mais que isso. O  amor existe onticamente, em linguagem heideggeriana - nos fenómenos de superfície - mas ontologicamente, na parte oculta e profunda, só existe o amor-proprio.

 

5- UMA VEZ QUE O AMOR É UMA GRANDE MENTIRA convido todos os casais a manterem-se unidos sob o lema do «Amo-te muito» porque «uma mentira mil vezes repetida transforma-se em verdade».

 

6- PARA SERMOS FELIZES TEMOS QUE ACEITAR UM CERTO GRAU DE INFELICIDADE. Somos confrontados a cada passo com imperfeições, psíquicas ou físicas ou sociais, das pessoas que amamos, das pessoas com quem convivemos no dia a dia, dos lugares, dos bairros ou casas onde moramos. E isso constitui um segmento de infelicidade com que temos de nos contentar, que «temos» de aceitar. Mas não devia ser assim. O mundo está mal feito - responsabilidade do deus da matéria ou demiurgo.

 

7- PORQUE SOMOS HOMENS HETEROSSEXUAIS VESTIMO-NOS DE MULHER. Porque somos maduros, para não dizer velhos, gostamos de mulheres muito mais novas. Lei da contradição. Polaridade que forma a vida.

 

8- O PROBLEMA ONTOLÓGICO DO AMOR- Como se chega a amar alguém? De modo grego, só pela simples visualização do arquétipo (a beleza do rosto e do corpo dela coincide com os arquétipos de Mulher e de Belo) ? De modo indiano, pelo contacto físico, táctil, do beijo, do toque nos seios, nos genitais, isto é, da prática do acto sexual (mesmo que ela seja feia é óptima na cama, leva-me ao paroxismo)? Ou de outro modo?

 

9- OS DEUSES ROUBARAM A BELEZA DAS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO. Ou terá sido só Cronos, o deus do tempo, pai de Zeus-Júpiter e este e outros deuses estão isentos de culpa? Por isso procuro mulheres de gerações mais jovens a quem os deuses, ou o deus Cronos, ainda não roubaram a beleza.

 

10- MULHERES SUPERFICIAIS - Uma mulher, por mais bela que seja, é para mim uma criatura superficial se não for capaz de orar comigo à Deusa Vénus, em ritual mágico, ou à Virgem Maria, em ritual cristão. E tem que ser autêntica na oração: uma oração sem fé é como um orgasmo fingido. Se essa mulher não crê na divindade, será incapaz de sustentar a fidelidade e manter as chaves do conhecimento hermético.

 

11- SE UM HOMEM DISSESSE «AMO-TE» A CERTAS MULHERES QUE AMA, SENSUALMENTE OU NÃO, IRIA PRESO OU SERIA AGREDIDO OU DESPEDIDO DO EMPREGO. Por isso, é preciso calar, fingir que não se ama.

 

12- UM CASAMENTO É UMA TRÉGUA NA GUERRA DAS ATRAÇÕES SEXUAIS. Para ter paz e um domínio seguro, casamo-nos. Ás vezes, pode ser preciso cortar todos os «amigos/as» do facebook para tranquilizar o conjugue e concentrar a relação em si mesma, no ovo do lar. E que são os amigos/as? Quantos nos amam? Quem tem 1500 amigos no FB, só tem 3 ou 4 amigos reais...

 

13- OS OUTROS SÃO APENAS O BÁLSAMO, OS PENSOS HIGIÉNICOS NA FERIDA ABERTA QUE É A SOLIDÃO ONTOLÓGICA DE CADA UM. Precisamos dos outros porque eles nos salvam de nós mesmos. Mas não devia ser assim. Devíamos ser autossuficientes, possuir os dois sexos, não depender de outrem. Pois deus é «bissexual», possui os dois princípios, o masculino e o feminino.

 

14- O VERDADEIRO AMOR É AQUELE QUE PRESCINDE DO ACTO SEXUAL - Ela tem uma qualquer doença no útero e não pode ter relações sexuais genitais e ele diz. «Amo-te na mesma, não te preocupes». Isto sim, é o puro amor. A contemplação da beleza dela como arquétipo. Só a visão sem o contacto íntimo.

 

15- O ENVELHECIMENTO. O envelhecimento é uma prova da maldade dos deuses ou do deus único, ou do deus da matéria, o demiurgo, que nos moldou numa fraca matéria-prima. Ao ler este meu comentário, a  aluna Jéssica acrescenta: «Num ponto de vista mais científico-filosófico é mesmo a terra e todas as suas forças que estão fartas do mal que lhes fazemos e resolvem expulsar nos daqui envelhecendo-nos do dia para a noite ahah». É uma tese plausível.

 

16- AS UNIVERSIDADES E A HISTÓRIA DA FILOSOFIA FORAM E SÃO GOVERNADAS POR FILÓSOFOS E CATEDRÁTICOS ESTÚPIDOS. Karl Popper, Saul Kripke,  Bertrand Russel, Peter Singer, Simon Blackburn e Martin Heidegger eram ou são tão estúpidos que nem sequer se deram conta de que as duas guerras mundiais do século XX  se fizeram acompanhar da presença de planetas lentos, trans-saturnianos, na área 1º-9º do signo de Leão (graus 121º a 129º da eclíptica): de 1 de Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918, Neptuno moveu-se desde 28º-27º do signo de Caranguejo a 9º do signo de Leão, e decorreu a 1ª Guerra Mundial; de 1 de Setembro de 1939 a 2 de Setembro de 1945, Plutão moveu-se de 2º-1º a 10º do signo de Leão, e decorreu a 2ª Guerra Mundial. O fenomeno astronómico - um planeta lento ocupar a área 0º-9º de Leão por um período de 4 ou 5 anos - é muito raro. As guerras mundiais são raras. Sincronizaram-se guerra mundial e primeiro decanato do signo de Leão, o que indicia uma lei.

 

E o que disseram ou dizem sobre isto as «luminárias» da filosofia portuguesa, os José Marinho, Cunha Leão, Agostinho da Silva, José Gil, Eduardo Lourenço, Miguel Reale, Luís de Araújo, António Barreto, José Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, Boaventura Sousa Santos, António Teixeira Fernandes, José Reis, Irene Borges-Duarte, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, Maria Leonor Xavier, Maria do Carmo Themudo, João Branquinho, Ricardo Santos, Olivier Feron, Pedro Alves, Manuela Bastos, Alexandre Franco de Sá? Nada. Não disseram, não dizem, nada sabiam e não sabem nada disto. Não conceberam e não concebem sequer que os planetas, anteriores à existência da humanidade, determinem nos seus movimentos no Zodíaco, até aos mas ínfimos pormenores, a evolução da humanidade, os períodos de guerra e paz, a sucessão dos regimes político-sociais, o comportamento de cada indivíduo, o seu tempo de vida. Como puderam ou podem, com tão elevado grau de ininteligência anti-astrologia, ocupar cátedras universitárias?

 

Muito simples: a universidade não é a cúpula do saber autêntico, os mestrados e doutoramentos não significam verdadeira inteligência mas apenas fragmentos de inteligência, na universidade só triunfam os que se moldam ao deficiente pensamento colectivo de que «os astros não determinam a existência humana, não pode haver astrologia científica, o homem é livre de traçar o seu destino, o futuro está em aberto». Os grandes filósofos iluministas e racionalistas dos séculos XVII e XVIII - Descartes, Spinoza, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, etc. - que pretendiam "libertar a humanidade" da "tirania da superstição e da astrologia" eram, afinal, obscurantistas, obscureceram ou esconderam a influência decisiva e permanente dos planetas sobre a vida humana.

 

E a universidade contemporânea, racionalista (fragmentária), ignorante da filosofia hermética e da dialética holística, nasceu desses cérebros retorcidos e retóricos, pretensamente superiores. A universidade é uma instituição de massas, está contra a grande maioria dos pensadores autênticos que são poucos, superiormente excêntricos e alvo de censura.

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 09:42
link do post | comentar | favorito

Segunda-feira, 31 de Março de 2014
Teste de filosofia do 11º B (Março de 2014)

 

Eis um teste de filosofia, o segundo do segundo período lectivo, para o 11º B. O teste centra-se na epistemologia e demonstra, em certa medida, que é possível relacionar autonomamente a filosofia com as diversas ciências - com a astrofísica (teoria da relatividade), com a química (princípio da incerteza de Heisenberg), com a medicina (anarquismo epistemológico de Feyerabend) - superando os néscios que dizem que «a filosofia não pode intervir na área das ciências» como se estas fossem textos sagrados, intocáveis. Evitaram-se as escorregadias questões de escolha múltipla que, em muitos casos, não permitem ao aluno exibir e desenvolver o seu saber filosófico.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia , Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA B
28 de Março de 2014. Professor: Francisco Queiroz

 


I

 

“O princípio da incerteza de Heisenberg não implica necessariamente fenomenologia ou idealismo solipsista cartesiano. Imre Lakatos equacionou as perspectivas internalista e externalista na validação das ciências e dividiu em três níveis cada Programa de Investigação Científica.“

1-A) Explique, concretamente, cada uma destas frases                                                       

 

II

 

 

2) Relacione, justificando:
2-A) Realismo crítico e teorias da relatividade geral e da relatividade especial de Einstein.

 

2-B) Fenómeno, númeno, juízos analíticos e juízos sintéticos na doutrina de Kant.

 

2-C) Princípios da falsificabilidade e da testabilidade em Karl Popper e ciência normal/ciência extraordinária e incomensurabilidade dos paradigmas em Thomas Kuhn.

 

2-D) Anarquismo epistemológico em Paul Feyerabend e indução amplificante

 

 

 

 

 

CORRECÇÃO DO TESTE DE FILOSOFIA (COTADO PARA 20 VALORES)

 

1) O princípio da incerteza de Heisenberg estabelece ser impossível conhecer em simultâneo a velocidade e a posição de um electrão ou partícula do mesmo género microfísico: ou se conhece a velocidade ou se conhece a posição, o que sugere a nuvem electrónica, uma «fotografia» de um turbilhão. Isto não implica fenomenologia, corrente céptica da interdependência sujeito-mundo exterior (exemplo: o electrão, embora fora do meu corpo,  é correlato a mim, existe enquanto eu existir e não sei se subsiste sem eu existir) nem implica o idealismo solipsista de Descartes segundo o qual só a minha mente existe e todo o mundo material, electrões incluídos, é ilusão, sensação dentro da minha mente englobante do cosmos. O princípio da incerteza é compatível com o realismo ontológico, que sustenta que os electrões e a matéria em geral podem subsistir sem haver seres humanos (VALE TRÊS VALORES). Imre Lakatos, epistemólogo, defendeu que a ciência se estrutura em Programas de Investigação Científica (PIC). Cada um destes tem três níveis: o núcleo duro, conjunto das teses imutáveis; o cinto protector, conjunto das teses revisíveis, que podem ser rectificadas ou substituídas; a heurística, conjunto dos métodos de investigação livre, teórica e prática, que pode confirmar ou anular o PIC. O internalismo, posição sustentada por Lakatos, é a doutrina segundo uma teoria já é ciência mesmo que confinada a um só cientista, o seu autor, desde que apresente coerência interna e a experimentação a confirme, ao passo que o externalismo diz que uma teoria só é ciência se obtiver o assentimento externo do resto da comunidade científica, do governo e ministério da ciência, das revistas da especialidade, dos fóruns televisivos, do grande público (VALE TRÊS VALORES).

 

 

2) A) A teoria da relatividade geral de Einstein diz que espaço e tempo são uma só realidade, o espaço-tempo, que o universo é esférico, fechado, ainda que um raio de luz possa girar em círculo infinitamente dentro dele dado que a luz encurva na proximidade de grandes massas. Não há, portanto, rectas e planos infinitos como na geometria euclidiana mas o espaço é ondulado, «torcido», e essa visão é realismo crítico já que esta doutrina afirma que há um mundo real de matéria mas os olhos humanos e o senso comum não o captam tal como ele é. A teoria da relatividade especial sustenta, entre outras coisas, que um corpo que atinja a velocidade da luz (300 000 quilómetros por segundo) viaja para o passado, o que é realismo crítico, contrário ao realismo natural que afirma que é impossível viajar ao passado. (VALE TRÊS VALORES).

 

2) B) Fenómeno, em Kant, é "o objecto indeterminado de uma intuição empírica", isto é, um objecto material irreal como uma mesa, árvore, flor, corpo humano, etc, gerado na sensibilidade do sujeito, em particular no sentido externo desta, o espaço, graças às formas a priori, espaço e tempo. O fenómeno é uma aparência muito consistente (realismo empírico). Por detrás do fenómeno, numa outra dimensão, sem espaço nem tempo, está o númeno ou objecto real incognoscível (exemplo: Deus, liberdade, alma imortal).   O fenómeno é a máscara do númeno. O juízo analítico, segundo Kant, é aquele em que o predicado não acrescenta nada de novo ao sujeito (exemplo: «A esfera é redonda») e o juízo sintético é aquele em que o predicado acrescenta algo novo ao sujeito (exemplo: «A esfera é azul»).(VALE TRÊS VALORES).

 

2) C) O princípio da falsificabilidade de Popper estabelece que as ciências são conjuntos de conjecturas, isto é, as suas leis ou teses são potencialmente falsas, falsificáveis, refutáveis. Isso exige aplicar permanentemente o princípio da testabilidade: há que submeter a constantes testes experimentais as teses de uma ciência. Entre as várias teorias na mesma área científica ( exemplo: vacinar ou não vacinar na medicina preventiva; heliocentrismo versus geocentrismo na astrofísica) Popper defende que se deve escolher a mais verosímil, a que dá mais garantias, sublinhando que a ciência é uma aproximação incessante à verdade sem nunca abarcar o todo desta.

Thomas Kuhn discorda da hierarquização das ciências segundo o seu grau de verdade e diz que os paradigmas (modelos teóricos ou teórico-práticos que vertebram as ciências e os mitos) são incomensuráveis, não podem comparar-se entre si. Neste ponto opõe-se a Popper embora ambos coincidam na desvalorização do método hipotético-dedutivo. Kuhn sustenta o descontinuísmo na história das ciências: há longos períodos de lenta evolução ou estagnação do paradigma de uma ciência, chamado ciência normal, durante décadas ou séculos, subitamente as anomalias acumulam-se e originam um paradigma contrário, dito ciência extraordinária, que acabará por destronar a ciência normal e substitui-la mediante uma revolução epistemológica (VALE QUATRO VALORES).

 

2) D)- Anarquismo epistemológico de Feyerabend é a filosofia que nega autoridade às ciências institucionais dominantes - a medicina química ou alopática com as transfusões de sangue, vacinas, exames radiológicos, biópsias e outras «estupidezes»; a física quântica; a psiquiatria com recurso a drogas, etc - e pretende derrubá-las e abrir campo a uma larga democracia de base, tal como a autogestão dos anarquistas, elevando ao mesmo estatuto que as ciências universitárias a medicina natural, a medicina hopi, a ervanária, a acupunctura, a astrologia, os rituais religiosos eficazes na cura, a dança da chuva, etc. Feyeraband considera o homo sapiens das tribos e civilizações primitivas, que sabe usar o ciclo da lua e a energia cósmica, mais inteligente do que o cientista racionalista fragmentário do século XX e XXI que não crê no determinismo planetário nem no mundo dos espíritos supraterrenos.

A indução amplificante é a generalização de alguns exemplos empíricos similares de modo a formar uma lei necessária, infalível. Exemplo: « duzentas pessoas cancerosas ingeriram dia a dia, durante sete semanas, "chás" de Erva de São Roberto e em todos os casos se verificou redução dos tumores ou mesmo a desaparição destes, logo induzimos, de modo amplificante, que a Erva de São Roberto destrói as células malignas do cancro». Feyerabend, ao contrário de Popper, parece ter aceite a indução amplificante que se aplica a tudo: à acupunctura, à ervanária, à astrologia, à dança da chuva,às bençãos religiosas. Desde que estes métodos dêem frutos bons em centenas, milhares ou dezenas de milhares de casos induz-se a universalidade das suas teses, sob certas condições: por exemplo, a dança da chuva só resulta no seu contexto de povos indígenas da América Latina ou dos índios norte-americanos, vestidos a preceito, executando os seus rituais segundo a tradição, não resulta feita, como uma paródia,  por europeus que não acreditem nesses deuses e pratiquem o rito sem o espírito, a forma sem o conteúdo. (VALE QUATRO VALORES)..

 

 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 00:39
link do post | comentar | favorito

Terça-feira, 22 de Maio de 2012
Pequenas reflexões em Maio

 

O CORPO- Ainda que o neguemos, por via de uma educação espiritualista e platonizante, amamos o corpo do ser amado - e tanto mais quanto mais fôr jovem e belo. Não se ama só o corpo, mas também a electricidade que o anima, o espírito, o charme sexy do outro. Difícil é estabelecer a proporção exacta de amor à carne, à forma plástica, e ao espírito, à forma não plástica... Talvez seja o número de oiro: 1,618. A favor do corpo. Isto daria 38,2% de amor ao espírito e 61,8% de amor ao corpo... Tudo muito matemático, tudo muito discutível.

 

OS TIPOS COMO EU - Os tipos como eu, excêntricos (verdadeiros intelectuais, modéstia àparte) passam largos períodos de travessia do deserto quando lhes salta da mão a mulher perfeita que amaram: não se contentam com meias tintas, com ventres obesos de mulher e rostos enrugados, com trintonas, quarentonas e cinquentonas com formação superior ou sucesso empresarial, por isso preferem a solidão. Necessitam de mulheres jovens (idade ideal: 25-30) para os inspirarem nas artes do pensamento que são também as artes do amor...

 

O AMOR ETERNO - É apenas a expectativa, persistente e vivamente sentida dentro de ti, do número de vezes que levas uma mulher (ou um homem) para a cama. O amor é tanto mais eterno quanto mais forte a imaginação. Mas de facto, nada há de eterno excepto o espírito e a matéria como determinações gerais das coisas. O amor é uma coisa.

 

INDIVIDUAÇÂO - 17 de Maio de 2012, cerca das zero horas. Ante um copo de bom vinho e queijo de cabra fatiado, num restaurante de Beja, Nuno tem finas observações que recolho e medito:

 

«Hoje a individuação desapareceu nas grandes cidades. Há demasiada população no mundo. As pessoas são números, átomos no meio da multidão. Aqui em Beja ainda somos reconhecidos na nossa individualidade, conhecem-nos pelo nome, traçam o nosso retrato psicológico. Os músicos e artistas criativos se fizerem músicas ou pintarem quadros que se afastem do comum do que a editora discográfica ou a galeria de arte vendem são marginalizados. Só triunfa e só vai à televisão, aos programas do Goucha, do Jorge Gabriel ou da Júlia Pinheiro, quem as editoras querem. E estas muitas vezes impõem ao músico alterar a obra original para se vender melhor. Desfazem a criatividade da obra».

 

Se a individuação desapareceu, desaparece com ela a filosofia, enquanto pensar genuíno do indivíduo. E a robotização do pensamento através da lógica proposicional e das teses redutoramente equívocas da filosofia analítica demonstram isso mesmo. Até que ponto a tomada das faculdades de filosofia nas academias por esta corrente antimetafísica não terá sido congeminada e decidida nos círculos de Bilderberg e afins, para descafeinar a filosofia e torná-la serva da «teologia» da nova ciência da electrónica e da medicina alopática e da «teologia política» da nova ordem mundial?

 


LESBIANISMO E FIDELIDADE CONJUGAL- 16 de Maio de 2012. Em conversa com Nuno, descubro que pensa como eu no capítulo da fidelidade conjugal. Diz: «Eu aceitaria a minha esposa na mesma, caso ela tivesse uma aventura com uma lésbica. Mas se a infidelidade fosse com um homem, não» . Surpreendo-me com esta opinião incomum e digo: «Penso exactamente assim, Nuno. Se a nossa esposa se entrega a outro homem isso fere mortalmente a nossa confiança nela e mina a autoconfiança de cada um de nós».

 

Obviamente, eu não sou deste tempo, nesta matéria. O marido de vanguarda, hoje, fecha os olhos às escapadelas sexuais da esposa e interpreta-a como um feixe e uma paciente de múltiplas atrações sexuais que o casamento não consegue anular, senão reprimindo.

 

OS DEUSES - Tenho conversas filosóficas frequentes com um amigo literato e chegamos à conclusão que os deuses troçam de nós. Diz o meu amigo: «Eles têm livro de instruções sabem o que podem esperar de nós e o que fazem. Nós, ao contrário, fomos postos aqui sem livro de instruções e encontramos um muro sem saber o que há para além dele, sem saber como agir com conhecimento».

Dedico-me ao estudo da astrologia histórico-social - a única científica - para detectar alguns dos lances que temos no nosso destino. Porque creio que nem os deuses têm poder de impedir o girar dos astros no céu e a influência determinante destes sobre tudo o que fazemos e pensamos.

 

 

NÃO GOSTO DAS MULHERES DEBOCHADAS- Não gosto das mulheres debochadas, salvo excepcionalmente, para passar uma noite intensa ou para as ver num espectáculo de burlesco. O deboche, a promiscuidade sexual espalhou-se, aceleradamente, entre as mulheres no mundo de hoje e isso faz baixar o seu valor afectivo "mercantil" Por isso, se somos perfecionistas, escolher, no mundo das mulheres, torna-se hoje ...complexo. As mulheres possuídas por muitos homens já deixaram de ser mulheres. São máquinas de sexo, odres vazios, imaginariamente contaminadas pelos seus múltiplos donos. Há que ser compreensivo com todas, obviamente. Até as prostitutas merecem o meu respeito - tanto como as psicanalistas e psicólogas. Só quem conhece as vidas de cada uma se abstém de as condenar.Mas abster-se de condenar não significa tomá-las como parceiras sexuais.

 

SINCRONISMOS ONTOFONÉTICOS- A cada passo, comprovo a minha teoria da ocorrência simultânea, ou quase, de factos com onomástica e ideação similares, no mesmo dia ou em cada dois dias contíguos. Exemplos não faltam.

 

De 20 a 22 de Maio de 2012, as ideias de BELO, ROSSIO e ABRA em foco: no dia 20, CiBELE (evoca: BELA) Queiroz cumpre aniversário, a imprensa mundial exalta a vitória do Chelsea, clube de ABRAmovich, na final da Liga de Campeões, na véspera; no dia 22, no cine Pax Júlia em Beja, é exibido, em duas sessões, o magnífico filme «FlorBELA», e no final da exibição, o realizador Vicente do Ó declara que se tivesse mais do que os 600 000 euros que conseguiu para financiar o filme teria recriado cenas de 1927 no ROSSIO de Lisboa e faz argutos comentários sobre a parolice reinante em Lisboa e o carácter manipulador de jovens de programas televisivos como o «Ídolos», uma máquina de inspecção de vias férreas choca com um automóvel no ROSSIO ao sul do Tejo, em ABRantes (evoca: ABRA), o «Correio da Manhã» publica, como todas as terças-feiras, mais um acutilante artigo de Paulo Morais em que este alude ao deputado Manuel SeABRA (evoca: ABRA), agente de lobbies económicos, escrevendo que «já ao nível da AR, foi recentemente constituída uma comissão para avaliar as parcerias público-privadas mas esta não oferece garantias de independência; sem qualquer pudor, os partidos nomearam para seus membros deputados como o social-democrata Emídio Guerreiro, o socialista Manuel SeABRA, o centrista Altino Bessa, parlamentares cujos interesses no imobiliário os torna parceiros num sector cujos autores dominantes são exactamente os concessionários das PPP».

 

Em 10 de Maio de 2012, SAS e QUEDA DE FALÉSIAS em foco: o pianista Bernardo SASSeti, de 41 anos, morre ao cair de uma FALÉSIA em Cascais, enquanto fotografava, o telejornal da TVI mostra imagens do derrube por uma máquina-grua de cumes de FALÉSIA numa das 75 praias do Algarve onde há arribas em risco de desmoronamento, noticia-se a morte por leucemia do cabeleireiro britânico Vidal SASSon, de 84 anos.

Em 8 de Maio de 2012, a ideia de RAPAZ DERRUBADO DE VEÍCULO DE DUAS RODAS está em foco: na Avenida Fialho de Almeida, em Beja, junto à Escola Secundária Dom Manuel, um ADOLESCENTE é DERRUBADO COM O SEU MOTOCICLO ao chocar contra uma carrinha de transporte de valores e fica entre a vida e a morte, ficando também gravemente ferida uma rapariga que o acompanhava, à noite é exibido em sessão única no cine Pax Julia, em Beja, o belo filme «O miúdo da BICICLETA» em que Cyril, um pré-adolescente de 10-11 anos, é DERRUBADO DA SUA BICICLETA por um rapaz mais velho que se quer vingar dele.

 

Se o filme «O miúdo da bicicleta», com cenas de derrube de miúdos que vão numa bicicleta, não viesse a Beja neste dia 8 de Maio haveria o brutal acidente em Beja com o derrube de dois adolescentes que iam num motociclo?

 

AS HOMENAGENS A MIGUEL PORTAS- Miguel Portas, ex militante do PCP, dirigente e eurodeputado do Bloco de Esquerda, nascido em 1 de Maio de 1958, faleceu em 24 de Abril de 2012. As homenagens à sua memória uniram pessoas de diversos quadrantes políticos: desde o ex salazarista Pedro Santana Lopes até ao ex troskista Francisco Louçã, passando pelos sociais-democratas e socialistas membros do grupo de Bilderberg Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, António Costa e outros, e pela burguesia lisboeta que apreciava a postura elegante e o discurso simultaneamente conciliador e contestatário de Miguel Portas. Mas quando a burguesia chora a morte de um «deputado revolucionário» a pergunta impõe-se: era Portas um revolucionário anticapitalista ou apenas um reformista de esquerda posicionado para travar os «excessos» da revolta popular, diluindo-a na acção parlamentar?

 

NOITE TÉPIDA EM BEJA - 23 de Maio de 2012, 22.55 horas. A noite está tépida em Beja. Uma luz amarela dos candeeiros doura, melancolicamente, o branco do casario na zona da cidade onde vivo, num bairro romântico e popular onde as tascas, às vezes emudecem, e fica um silêncio perfeito, de veludo. Amo o lugar que os deuses me concederam nesta etapa da vida- o Alentejo é uma escatologia, com Deus-planície ao fundo, como alvo da nossa atenção e vida. Vou sair um pouco até à Praça da República e ver como está a esplanada do bar JCCC.

Amo o silêncio, o silêncio hermético e sagrado do Alentejo rural, tenho sempre o telemóvel desligado e deixo-o em casa, mas aprecio muito conversar com as pessoas. E gosto de cantar as músicas de Joaquin Sabina em voz alta quando vou a caminhar pelas ruas de Beja... 

 
CALOR ABAFADO EM BEJA - 24 de Maio de 2012. Uma cúpula de calor abafado, seco, envolve a cidade de Beja hoje e os campos em volta. Temperatura máxima: 33º C. Já fiz quatro caminhadas grandes (a pé) sob o sol. Como os ceifeiros de outrora - e de hoje. Este calor é das entranhas do Alentejo, dos trigos, da pele tisnada da planície ainda com rectângulos verdes. Dizem que o Diabo, hoje, não anda por Beja: prefere o calor do inferno, porque em Beja sentir-se-ia mal, e os bares recusariam servir-lhe água, cerveja ou limonada. E as nossas orações gnósticas, com as cores do arco-irís, e alguns corsés e sutiãs imaginários vermelhos e roxos, sobem ao céu onde Deus e a Deusa - ou o Deus hermafrodita - nos protegem, complacentemente.

Ah, hoje é aniversário do coronel João Varela Gomes, de 86 anos de idade, grande figura do golpe antifascista fracassado do quartel de Beja em 1 de Janeiro de 1962. E amanhã às 18.30 é lançado na biblioteca municipal de Beja um livro sobre o golpe de Beja de 1962, de José Hipólito. Não posso esquecer. Beja, a nossa mãe amada, com seus seios de campos de girassol e trigo....

 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 00:42
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Outubro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
11
12
13

15
16
17
18
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


posts recentes

Teste de Filosofia do 10º...

Breves reflexões de Dezem...

Teste de filosofia do 11º...

Pequenas reflexões em Mai...

arquivos

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Teste de filosofia do 11º...

Pequenas reflexões de Ab...

Suicídios de pilotos de a...

David Icke: a sexualidade...

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds