Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
O sinarquismo

 

Sinarquismo é um movimento político-económico e uma filosofia desenvolvida pelo mestre ocultista Saint-Yves d´ Alveydre (1842-1909) e mais remotamente pela Ordem do Templo, a Maçonaria e outras organizações iniciáticas antigas, que defende o estabelecimento de um governo mundial único, uma economia única, uma religião sincrética única e um padrão geral de direitos humanos tendo em vista o bem-estar da humanidade e a eliminação das guerras. Saint-Yves teorizou a existência de uma cidade subterrânea, Aghartha, que seria o centro do poder mundial onde viveria aquele que René Guenon, outro esoterista, descreveu como o «rei do mundo»:

 

«Convém todavia lembrar, quanto à organização geral do mundo, por Saint-Yves descrita com um luxo de detalhes fantásticos, o centro iniciático mundial da Missão da Índia; chama-lhe ele «Paradesa» ou Agartha.»

«Governada por uma trindade sinárquica, o Brahatma, “suporte de almas no espírito de Deus” e seus dois assessores, o Mahatma, “representando a Alma universal” e o Mahanga, “símbolo de toda a organização material do cosmos”, esta Cidade Santa, invisível a quem anda na terra, é o protótipo dos centros espirituais secundários que conhecem as diferentes tradições: Ishdankkaïr, Salem, Tebah. Sucedendo a um centro ainda mais antigo, Ayodhia, ela é sede dum soberano pontificado e de uma espécie de universidade reguladora da evolução da humanidade, da qual, a julgar por René Guénon (em o Rei do Mundo) seria proveniente, de forma caricatural, a Ideia dessa Grande Loja Branca cara aos teosofistas.»

«Esta Cidade Santa, ainda segundo Saint-Yves, existiria materialmente, embora de forma subterrânea, nos confins do Himalaia ou talvez nos altos vales do Chitral…»

(Jean Saunier, A sinarquia ou o velho sonho de uma sociedade nova, Edições 70, Lisboa, 1979, pág. 81).

 

O sinarquismo tem críticos acérrimos. como Daniel Estulín, que tem radiografado o percurso do clube sinarquista de Bilderberg, um grupo de homens dos mais poderosos do mundo, que reuniu pela primeira vez em 1954, sob o impulso da família real holandesa e da família Rockefeller no Hotel Bilderberg, em Oosterbeck, para analisar e influenciar a política mundial. Estulin escreveu:

 

«A Revolução francesa, e o posterior período de Terror Jacobino (1789-1794) criou-se para evitar a qualquer preço que a França se convertesse no segundo país a adotar uma constituição, seguindo o exemplo da Revolução norte-americana. Foi dirigida a partir de Londres por Lord Shelburne e contou entre os seus principais defensores com o conde Joseph de Maistre, o principal teórico da revolução francesa e um importante teórico da Iluminação.»

«Por que razão Londres, inimigo tão declarado de Napoleão, desempenharia um papel tão relevante na criação do primeiro fascista moderno da história? Porque as guerras napoleónicas destruíram o continente europeu, deixando a Grã Bretanha como a única superpotência. As guerras napoleónicas também acabaram com as intenções dos líderes europeus que apoiavam a Revolução norte-americana e com a esperança de que na Europa surgisse um eficaz sistema de Estados-nação (…) O resultado de este processo de destruição foi um chefe de estado nietzschiano, Napoleão Bonaparte, o primeiro fascista moderno, a imagem da destruição pelo puro prazer de destruir». (…)

«No fim de contas, o sinarquismo não é mais do que a continuação da tradição de Napoleão Bonaparte. Hitler e Bush são dois exemplos actuais dessa loucura histórica.» (Daniel Estulin, Los secretos del Club de Bilderberg, Editorial Planeta, Barcelona, 2006, pp 217-218; o bold é posto por nós).

 

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Sábado, 14 de Janeiro de 2017
Breves reflexões de Janeiro de 2017

 

 

Eis algumas reflexões mais ou menos triviais que me ocorrem neste início de 2017.

 

A VERDADE NÃO ESTÁ AO ALCANCE DE TODOS .Husserl dizia que a verdade é uma ideia, perceptível embora em infinitas vivências. Nem toda a gente atinge a verdade em qualquer área: a lei da desigualdade entre os indivíduos e as mentes respectivas prevalece, como em tudo. O erro é muito mais frequente do que a descoberta da verdade. Não admira que a esmagadora maioria dos homens de ciência, dos filósofos e professores de filosofia não compreendam esta verdade: os planetas no seu movimento através dos 360º do Zodíaco ou circunferência celeste determinam todos os acontecimentos individuais e colectivas que se dão no planeta Terra. Falta-lhes inteligência holística e trabalho de investigação sobre milhares de factos históricos reais.

 

O PRAZER INTELECTUAL DA DESCOBERTA. É para mim um prazer enorme estudar comparativamente, durante tardes inteiras, meses e anos seguidos, tanto quanto a actividade lectiva mo permite,  muitos acidentes de avião, comboio, barco, automóvel, sob o ponto de vista astronómico e histórico e encontrar algumas leis astrológicas que explicam essas ocorrências. Vivo num outro universo, mais acima, ao decifrar parcialmente esses enigmas da ordem cósmica. Louvados os deuses que me inspiram nessa tarefa.

 

OS SINCRONISMOS FOMÉTICOS REGEM A HISTÓRIA. Vejamos exemplos. Em 12 e 13 de Janeiro de 2017, as ideias de MACEDO e CAVALEIRO estão em destaque: no dia 12, Baraona, do Museu Regional, encontra-me numa rua de Beja e elogia João Rocha, presidente da câmara de Beja, dizendo que este quer atrair à cidade através da construção de uma Escola EQUESTRE , CAVALEIROS tauromáquicos e alta burguesia ligada a esta área, um telejornal anuncia que Paulo Campos, ex presidente do INEM, acusa Paulo MACEDO, enquanto ministro da Saúde do governo PSD-CDS, de o ter pressionado a colocar num posto do INEM Helena Lalanda de Castro, irmã do arguido Paulo Lalanda de Castro, dono da Octopharma; no dia 13, um homem assassina a tiro a sua esposa, de 60 anos, em MACEDO de CAVALEIROS, a aluna Catarina MACEDO lê um texto sobre Kant na aula de filosofia, na ESDG.

 

O CASAMENTO, NA MEDIDA EM QUE ACORRENTA DUAS PESSOAS UMA Á OUTRA, PODE SER UMA CRIAÇÃO DO DIABO. Porque só o Diabo, se existe, usa correntes e acorrenta pessoas. Deus, o Puro Amor, deixa as pessoas livres. Os casamentos celebrados pelas igrejas católicas, protestantes, judaicas não são sacramentos divinos: são contratos para a concupiscência e o enriquecimento material, são formas de poder familiar e social.

 

O GRANDE OLHO ESPIÃO DA INTERNET .Se dantes eram os padres que conheciam no confessionário os segredos, as preferências dos fiéis, agora é o controlo íntimo, a espionagem das redes sociais, das tecnologias audiovisuais, que assegura estabilidade aos senhores do mundo.Temos a televisão, verdadeira sacerdotisa do controlo mental de massas, a ciência universitária encartada, o papa Francisco e o Banco Central Europeu, enfim, estamos bem formatados, como crentes ou como ateus, para a New World Order, o capitalismo global ou, segundo Daniel Estulín, o novo fascismo bonapartista imposto à escala mundial...

 

TRUMP TAMBÉM TEM RAZÃO. Na sua última entrevista Donald Trump disse algo como «nunca devíamos ter invadido, o Iraque, foi a pior decisão da nossa história». Refere-se à invasão do Iraque em Março de 2003. E está certo. George W. Bush, o criminoso presidente republicano de 2001 a 2009, fez a guerra do Iraque, relançou a Al-Qaeda e não votou Trump. Declarou ainda Trump que «a NATO é uma organização obsoleta». E está certo. Para nos libertarmos da ditadura financeira do euro da senhora Merkel, Trump, apesar de grande burguês, pode ser um aliado na luta contra a globalização, pelo regresso a um mundo dual de equilíbrios firmes. Sem esquecer, que é um reacionário no que toca à posição e aos direitos das mulheres, um representante do machismo boçal do grande construtor civil. E é bom que Trump se entenda com Putin, o presidente de uma Rússia atávica, reacionária, católico-ortodoxa, onde de 40 em 40 minutos a violência doméstica masculina mata uma mulher (cerca de 12 000 mulheres são mortas anualmente pelos seus parentes ou parceiros) e onde o Código Penal não prevê punições para os agressores das mulheres e dos homossexuais, excepto em caso de assassinato.

 

LISBOA É, PARA MUITOS, A ESCRAVIDÃO DO TRABALHO. Um jovem engenheiro bejense concluiu o curso em Lisboa e empregou-se numa empresa cuja sede é no centro da capital. Não conseguiu alugar casa:é hábito de muitos que dispõem de apartamentos alugarem quarto a turistas. Vive num quarto e gasta uma hora em transportes públicos para chegar ao emprego e outra hora para regressar ao quarto. São 10 horas diárias de trabalho e viagens em autocarros que exigem mudança de veículo ou num metropolitano superlotado que reduziu o número de carruagens - onde dantes eram 4 agora são 3. O engenheiro ganha cerca de 1000 euros limpos mais subsídio de refeição (5 euros por dia). Não tem tempo para desfrutar de cinemas, bares, discotecas, visitas a amigos. O trabalho é uma escravidão. Vives em Beja e, se tens emprego condigno e casa, ainda te queixas?

 

O GOVERNO PS ATENTA, POR MEIO DA SUPERVISÃO E DA UNIFORMIZAÇÃO, CONTRA A LIBERDADE PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES . Encontro em Beja um sindicalista que me diz: «Já viste o escândalo da política do Ministério da Educação? Impõem a supervisão, a uniformização de métodos de avaliação e ensino. Os professores vão assistir às aulas uns dos outros. A Inspeção de Ensino vai investir contra a autonomia pedagógica de cada um, impondo fórmulas burocráticas comuns. Diz-se que é a equipa da antiga ministra de Sócrates Maria de Lurdes Rodrigues que tanto mal estar causou na classe docente,quem congeminou este controlo totalitário das aulas e dos conteúdos lecionados. Mas ensinar é diversificar e não uniformizar. Os professores deviam revoltar-se e agir em bloco dizendo não a esta política. A FENPROF está amordaçada pelo PCP: não protesta para manter a «geringonça». A descida da TSU é uma medida gravíssima porque tira 40 milhões de euros à Segurança Social e as nossas reformas serão afectadas por isso. O país está a endividar-se ao ritmo de 38 milhões de euros por dia. É insustentável, isto um dia colapsa. O governo de António Costa quer recapitalizar a Caixa Geral de Depósitos com os nossos impostos mas esconde as enormes dívidas de Joe Berardo e outros milionários à CGD - os amigos do PS. O Passos Coelho fez bem em aliar-se ao PCP e ao BE chumbando a descida da TSU. O presidente Marcelo leva o governo ao colo porque quer ter um segundo mandato. O Costa é habilidoso na imagem.»

 

TU NÃO PRECISAS DE MEDICAMENTOS CONTRA A DEPRESSÃO OU O SENTIMENTO DE SOLIDÃO: TENS O FACEBOOK. A tua família fictícia são as tuas dezenas ou centenas ou milhares de amigos do Facebook. Agradece a Mark Zukenberg, mais teu amigo que o papa. Mark, sem te conhecer, cuida de ti, põe-te em contacto com o vasto mundo humano. Avé Mark, bendito sejas. Dás-nos oportunidade de escrever, de vibrar com o facto de sermos lidos, ouvidos. Thank you, Mark.

 

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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
Daniel Estulín denuncia a sinarquia, fonte do terrorismo internacional

 

Daniel Estulín (29 de Agosto de 1966), jornalista lituano que vive em Espanha, é um dos autores de fama internacional que denunciam a Nova Ordem Mundial dos sinarquistas. Estes sáo um grupo de «iluminados», que pretendem criar uma espécie de Empresa Mundial única e um governo mundial único de  essência fascista e aparência «progressista». Os trabalhadores do mundo inteiro serão reduzidos a uma (semi) escravatura uma vez que não terão alternativa a aceitar baixos salários, contratos temporários, despedimentos sem indemnização, etc. Não haverá oposição ao capitalismo global, uma vez destruídos as burguesias e burocracias nacionais russa e chinesa e os nacionalismos de diversa índole. Vejamos uma pequena resenha da investigação que Estulin leva a cabo e das conclusões a que chegou, plasmada em excertos de artigos e entrevistas dele.

                                                     

OS PAÍSES QUE FOMENTAM O TERRORISMO: GRÃ-BRETANHA, EUA E ARÁBIA SAUDITA

 

 Estulín afirma que o terrorismo internacional é fomentado, financiado e manipulado pelo Ocidente anglo-americano e pela Arábia Saudita:


«Há três países terroristas: Arábia Saudita, que financia; Grã-Bretanha, que é a sede do terrorismo internacional - Sete lugares tenentes de Osama Bin Laden operam a partir de Londres - e os EUA, que sempre desempenhou o papel de valentão.»
 «Quem controla a política externa da Grã-Bretanha? Não é o primeiro-ministro. É a rainha da Inglaterra. Dizer que Elizabeth II é o fundador do Estado islâmico seria incorrecto. O certo seria dizer que a Coroa britânica é o promotor do IE.»

«Em 1992, o relatório Ynon falava da necessidade de refazer o Médio Oriente, para que Israel se pudesse expandir.espalhar. Isso faz-se enfraquecendo os estados. Podes falar sobre revoluções, de Primaveras árabes, mas aqueles que lucram dessas debilidades  regionais são Israel e Arábia Saudita, que têm inimigos comuns como o Irão. Mas o que ganha o Ocidente  do caos? O inferno na terra é fantástico para a elite supranacional que pode criar a sua nova ordem. Desmontam os estados; em seguida, vem Al Qaeda, o Estado Islâmico; em seguida, o exército norte-americano, as ONGs ... e finalmente as grandes empresas encarregadas da reconstrução. Desestabilizam para poder controlar depois a um nível supranacional.»

 

«Qual é o papel da Rússia? Russos e chineses sabem que os poderes supranacionais  não vão parar na Síria. Em seguida, vem o Irão e, em seguida, Rússia. É óbvio. Mas imagine um mundo sem a Rússia no meio. É o país que está fazendo de balança entre todos, absolutamente.»

 

«Eu não sou um lituano, eu sou da República Soviética da Lituânia. Putin encanta-me. Devolveu o orgulho ao país pisado na década de 90, quando 40% da população perdeu tudo de um dia para o outro.»


                                O CLUBE DE BILDERBERG

 

Desde 1954 existe um grupo fechado de banqueiros, directores de jornais e cadeias de televisão, políticos, professores universitários, militares, chamado clube de Bilderberg, que reune uma vez por ano para pensar e traçar as estratégias do capitalismo internacional. Lançamento de guerras ou de crises financeiras, criação do Mercado Comum Europeu em 1957-1958, criação da União Europeia, vitória eleitoral deste ou daquele político, deste ou daquele partido, alteração das leis de cada país para retirar soberania nacional são estudadas e planeadas nestas reuniões.

 

Pinto Balsemão, dono da SIC, é o poderoso agente do clube de Bilderberg em Portugal. Foi aliás Balsemão o escolhido por Kissinger e outros membros de Bilderberg, em Novembro de 1980, para substituir o  primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro que viria a ser assassinado, com o ministro da Defesa Amaro da Costa, no atentado aéreo planeado que ocorreria em 4 de Dezembro de 1980, em Camarate.

José Sócrates, António Guterres, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Ricardo Espírito Santo, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, Barack Obama, Henry Kissinger, Bill Clinton, François Hollande, Angela Merkel são membros do clube de Bilderberg, participaram em reuniões deste. Diz Estulín, que há 10 anos lançou um livro denunciando este clube de cérebros mundialistas:

 

«O que hoje é chamado de Clube Bilderberg 800 anos atrás, foi chamado de Nobreza Negra de Veneza. O sistema operacional não é o Clube piramidal, mas circular entrelaçada com outros círculos de poder. 
 O Comité dos Sábios, é dividido em três grupos de 13 pessoas. Entre eles, há grupos de poder ainda menor chamado "Nove homens sábios". Ao contrário do que está escrito em muitos sites, nenhuma pessoa realmente poderosa é judaica. Todos têm raízes italianas e venezianos mais concretas, incluindo os descendentes de famílias Frescobaldi e Savoy.»

 

ver:  http://www.publico.es/politica/daniel-estulin-reino-unido-base.html

 

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
A filosofia universitária: sequestrada pelo fascismo mundialista

 

Desde os anos 90, acompanhando superestruturalmente a globalização capitalista, com a ideologia de um mercado único mundial, a abolição de fronteiras alfandegárias ou mesmo jurídico-políticas, a filosofia universitária mudou: despiu as camisolas das ideologias contrárias, assumiu uma forma lógica abstracta, na tentativa de absorver, numa síntese totalitária, os contrários. Hoje os professores de filosofia são, sobretudo professores de lógica proposicional ou clássica, no ensino secundário.

 

São funcionários do sistema, sem irreverência filosófica, todos muito iguais, ovelhas do mesmo rebanho. Se compararmos os diferentes manuais do 10º e 11º ano de filosofia da Porto Editora, da Leya, da Areal Editores, da Santilhana, etc, vemos que são, no essencial, idênticos, dizem o mesmo e omitem os mesmos autores que hoje são tacitamente proibidos na universidade: Edgar Morin, Ivan Ilich, Paul Feyerabend, René Guenon, Jules Evola, Jean Hanu, Guy Débord, etc.

 

Todos os manuais de filosofia estão de acordo com a objecção de Edmund Gettier à definição clássica de conhecimento como «crença verdadeira justificada». A objeção de Gettier é demasiado infantil, raia a estupidez: Smith tinha uma «crença verdadeira justificada» (diz Gettier; de facto não tinha) em que Jones seria alvo de promoção no emprego mas a expectativa falha e assim se «refutaria» a definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada» (ver artigo de 15 de Maio de 2014, neste blog). Os académicos não pensam, contagiam-se uns aos outros com a veneração por raciocínios falaciosos...

 

Nenhum manual de filosofia contesta a vacinação obrigatória. Nenhum professor de filosofia, à excepção do autor deste blog e de um ou outro caso raro, questiona os alunos sobre esta questão. Os professores de filosofia, da universidade ou do secundário, dormem sobre esta e outras questões capitais de direitos humanos e de epistemologia e fazem o papel de reprodutores da ditadura da medicina alopática como no tempo do salazarismo. Não questionam, dão o assunto por entregue à «ciência» sem perceberem que a raíz desta é pura ideologia - só os estúpidos aceitam a tese de que a inoculação de um vírus através da vacina «ensina» o organismo a «defender-se»...

 

Nenhum manual de filosofia, nenhum professor universitário expõe as teses da astrologia histórica que são conhecidas, pelo menos nos países de língua portuguesa, patentes nos livros e artigos do autor deste blog. Não sabem, temem, sentem-se desmascarados na sua ignorância abissal. Censuram, escondem.

 

De Eduardo Lourenço a José Gil, passando por Desidério Murcho, Sofia Miguens, Alexandre Franco de Sá, João Branquinho, Ricardo Santos, Miguel Real, António Pedro Mesquita, José Luís Câmara Leme, Tito Cardoso e Cunha, João Luís Lisboa, Olivier Feron, Carlos João Correia, José Mattoso, João Medina, José Pacheco Pereira, Manuel Maria Carrilho e tantos outros, a mediocridade filosófica anti-astrologia impera: todos ignoram, por exemplo, que a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 se deu com Júpiter em 21º-22º de Balança, que a revolução radical de 19-20 de Outubro de 1921 («noite sangrenta») ocorreu com Júpiter em 4º-5º de Balança, que a greve geral operária e insurreição dos vidreiros da Marinha Grande em  18 de Janeiro de 1934 se deu com Júpiter em 22º de Balança, que a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa e a reeleição presidencial de Eanes com apoio das esquerdas em 4-7 de Dezembro de 1980 ocorreu com Júpiter em 6º-7º de Balança, que a vitória nas legislativas do PS de Sócrates em 20 de Fevereiro de 2005, aconteceu com Júpiter em 18º de Balança, e todos ignoram que tudo isto configura uma lei astronómico-política de Júpiter no signo de Balança (graus 180 a 210 da eclíptica ou contorno solar do Zodíaco).

 

A universidade, onde preponderam a filosofia analítica e o pensamento fragmentário e monolítico, executa a política da maçonaria mundialista encarnada na Comissão Trilateral, no Clube de Bilderberg e em tantos políticos que ocupam cargos de ministros, deputados, líderes de fundações, etc. Um fascismo napoleónico, bonapartista, no dizer de Daniel Estulín, fascismo de aparência democrática (votas nos conservadores ou votas nos socialistas... ambos ligados ao clube de Bilderberg) que suprime os «extremismos» de direita e de esquerda e «normaliza» tudo - veja-se como as editoras de manuais escolares invadem a esfera de ensino de cada professor de filosofia dizendo-lhe que exercícios deve dar aos alunos, que temas, quais as respostas certas, num pensamento robótico que urge desmascarar - está em marcha para criar cidadãos tecnocráticos, robóticos, obedientes à minoria iluminati superpoderosa e criminosa.

 

Os professores de filosofia são, lamentavelmente, meros agentes de propaganda das democracias sequestradas pelos iluminati - os Obama, os François Holande, os António Costa, António José Seguro, os Marcelo Rebelo de Sousa, os Pinto Balsemão, os Paulo Portas, os António Barreto, os Manuel Maria Carrilho, etc. «Coitados» dos professores! Precisam de ganhar a vida e não querem correr riscos...

 

 

 

 

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