Domingo, 10 de Novembro de 2019
Daniel Estulin: o clube de Bilderberg está em declínio

 

 

Daniel Estulín (29 de Agosto de 1966, Vilnius, República Socialista Soviética da Lituânia), ex oficial do KGB, politólogo, especializou-se em estudar a influência Clube de Bilderberg na política mundial - um grupo de multimilionários, banqueiros, presidentes de repúblicas e chefes de governo, deputados, directores de cadeias de televisão e jornais, aristocratas, sociólogos, especialistas de manipulação de massas, que reúne uma vez por ano, em Maio ou Junho, desde 1954.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, Jorge Sampaio, António Guterres, José Sócrates, Eduardo Ferro Rodrigues, Augusto Santos Silva, Inês de Medeiros, Santana Lopes, António Costa, Rui Rio, Elisa Ferreira, Fernando Teixeira dos Santos, Paulo Macedo, Fernando Medina, Durão Barroso, Manuela Ferreira Leite, Maria Luís Albuquerque, Nuno Morais Sarmento, Paulo Portas, Ricardo Salgado, Leonor Beleza, Artur Santos Silva, Clara Ferreira Alves, José Eduardo Moniz, Paula Amorim, Vasco de Melo, Eduardo Marçal Grilo, João Gomes Cravinho, Miguel Horta e Costa, Nicolau Santos, Isabel Mota, Luís Amado, foram, pelo menos uma vez, a reuniões deste Clube que impulsionou a criação do Mercado Comum Europeu e da União Europeia.

 

Em Portugal, o membro permanente é Francisco Balsemão que, em Novembro de 1980, semanas antes do assassinato pela C.I.A, em 4 de Dezembro de 1980, do seu amigo e primeiro-ministro de Portugal Francisco Sá Carneiro, que desagradava aos EUA, reuniu em Lisboa com o bilderberger Henry Kissinger, mentor do golpe fascista de 1973 no Chile. Escreveu Estulin em 2006 em um seu livro:

 

«A Segunda Guerra Mundial tal como demonstro neste livro e como amplamente expus no meu primeiro livro sobre o Clube de Bilderberg, foi astutamente financiada  pelos Rockefeller, os Loeb e os Warberg. O príncipe Bernhard, fundador do Clube Bilderberg, também estava implicado. Era nazi. A família real britânica, na sua maioria, simpatizava com os nazis, do mesmo modo que o Eastern Establishment "liberal" dos Estados Unidos, a rede plutocrática que domina a vida económica, política e social de este país. Hitler, a besta, foi criado pelos mesmos que hoje assistem em segredo às reuniões do Clube de Bilderberg, do CFR (Council on Foreing Relations) e da Comissão Trilateral.  A história, para esta gente, é um quadro em branco na qual defecar contra a angústia dos outros.»

(Daniel Estulin, Los secretos del Club de Bilderberg, Editorial Planeta, 2006, pag. 268).

 

Em entrevista publicada no jornal I em 19 de Fevereiro de 2019, Daniel Estulin declara que o clube de Bilderberg está em declínio porque o sistema de livre comércio e de convertibilidade do dólar em ouro definido nos acordos de Bretton Woods de 1944 entrou em colapso

 

«Quem são as outras figuras importantes deste plano para controlar o mundo?

 

«Temos sido condicionados para pensar que os presidentes e primeiros-ministros eleitos são realmente quem decide o destino dos nossos países e que, através de “eleições democráticas”, as pessoas podem mudar o destino das suas nações. Isto não faz qualquer sentido. Presidentes e primeiros-ministros são “mão-de-obra contratada” que comanda em nome da elite invisível. Conceptualmente, o mundo é governado por poderes supranacionais que não respondem aos cidadãos das nações, mas às estruturas de poder supranacionais das elites. Pode pensar que o presidente Trump é “o mais poderoso político à face da Terra”, quando, de facto, Trump é um projeto de um grupo alternativo de interesses supranacionais que nem sequer é americano. Os EUA são hoje parte de um projeto da elite banqueira financeira liberal/projeto especulativo com base em Wall Street. Esse projeto está hoje morto e podemos ver isso pelo colapso que vemos ao nosso redor. O grupo alternativo, chamado Black International (aristocracia europeia, realeza, os Rotschild, o Vaticano), conseguiu fazer com que o seu candidato se tornasse presidente. Em novembro de 2014, disse publicamente que o presidente dos EUA seguinte seria, muito provavelmente, alguém como Trump.»

 

Só os convidados podem participar na conferência. Quem é convidado e porquê?

 

«Não se pode comprar a entrada no Bilderberg. O comité diretivo decide quem convidar. Procuram um banqueiro liberal entusiasta One World ou um socialista fabiano que possam fazer avançar a agenda. Por vezes, os seus candidatos acabam por ocupar posições importantes no palco nacional e internacional, como é o caso de José Manuel Durão Barroso, do presidente Bill Clinton. Quando um membro Bilderberg se vê envolvido em escândalos públicos que podem estragar a reputação do Grupo Bilderberg, esses membros são impedidos para sempre de voltar a participar nos encontros, como é o caso do príncipe Bernardo da Holanda.»

 

Em que podemos ver a influência de Bilderberg hoje em dia?

 

«A sua influência está a decair porque o modelo que representa está moribundo. Ainda são muito fortes como se pode ver pela sua luta contra Trump e os Estados Unidos, mas acabarão por desaparecer, juntamente com o FMI, Banco Mundial, Organização Mundial de Comércio, Davos, porque todas essas instituições representam um modelo acabado – Bretton Woods.» ( in Jornal I, entrevista de António Rodrigues, 19 de Fevereiro de 2019; o destaque a negrito é posto por nós)

 

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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019
David Icke: a Nobreza Negra de Veneza e os Illuminati

David Icke, o melhor historiador actual sobre a trama secreta illuminati que comanda o planeta, fala da Nobreza Negra que já na Idade Média e no Renascimento comandava a expansão marítima e territorial europeia e que incluía, certamente, o infante Dom Henrique. Diz, aliás, que as descobertas marítimas foram apenas redescobertas porque os mapas mundi com a configuração dos continentes já existiam desde há milhares de anos desenhados por raças extra e intraterrestres :

 

«Os Iluminati estão relacionados com a Élite Mundial por meio da Nobreza Negra, uma antiga agrupação de indivíduos de «raça pura». As suas sedes acham-se em Itália, especialmente em Veneza e Génova. Tanto João Cabotto (cujo nome verdadeiro era Giovanni Cabotto) como Cristovão Colombo viveram em Génova antes de "descobrir" diversas partes da América e com quatro anos de diferença um do outro. Numerosos investigadores afirmam hoje que outro Giovanni pertencia a uma das famílias da Nobreza Negra. Trata-se de Giovanni Agnelli, que durante muito tempo foi director da empresa Fiat até 1996, e membro destacado do Clube Bilderberg. A família Agnelli exerce uma grande influência em Itália e diz-se, meio a brincar, que a principal responsabilidade de qualquer primeiro ministro italiano é "dar brilho à maçã da porta de Agnelli". Giovanni Agnelli manteve uma relação - a quese deu muita publicidade - com Pamela Churchill, a neta de Winston, até que ela se casou com...Averell Harriman. Ela era uma das principais encarregadas de recolher fundos para Bill Clinton e foi embaixadora de Estados Unidos em Paris. A família Agnelli estava estreitamente relacionada com Mussolini, o ditador fascista, que nomeou senador vitalício o avô de Giovanni. Algumas famílias da Nobreza Negra em Veneza e Roma afirmam ter antepassados que se remontam ao imperador romano Justiniano, o homem que no ano 553 eliminou supostamente dos textos bíblicos toda a referência às reeencarnações.»

(David Icke, Y la Verdad os hará Libres, Ediciones Obelisco., Barcelona, Setembro de 2013, pp. 257-258; o destaque a bold é colocado por nós).

 

Sabe-se que o Clube de Bilderberg é um grupo de pensadores, políticos, milionários, directores de cadeias de televisão e de grupos multinacionais que conspira contra a liberdade dos povos, promove a União Europeia e constrói a Nova Ordem Mundial.   

 

 

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Sábado, 20 de Julho de 2019
Aprendizagens essenciais de filosofia 10º ano: o charlatanismo da lógica proposicional

Aires Almeida, co-autor de manuais de filosofia para o ensino secundário, e o lóbi da filosofia analítica - que inclui Manuel Maria Carrilho, João Branquinho, Ricardo Santos, Desidério Murcho, Célia Teixeira, Pedro Galvão, Rolando Almeida, Domingos Faria, Sara Bizarro, etc.- alteraram o programa de filosofia do 10º e 11º ano do ensino secundário em Portugal, amputando-o da lógica aristotélica e impondo como obrigatória e única a pseudo-ciência da lógica proposicional, expoente máximo do charlatanismo em filosofia.

Porque o fizeram? É possível aduzir várias razões:

 

O negócio e a conquista da hegemonia. Com a abolição programática de quase toda a  lógica aristotélica - as 8 regras do silogismo regular, etc. - os promotores da lógica proposicional oferecem ações de formação aos professores de filosofia, pagas. Domingos Faria, entre outros, aí está a oferecer os «seus» cursos mercenários. Este grupo pretende assim obter a hegemonia ideológica no ensino da filosofia e torcer o programa à medida dos novos manuais de filosofia que preparam já..

 

A substituição da filosofia tradicional, incluindo a história da filosofia, por um formalismo de pseudo pensamento, cumprindo as indicações do Clube de Bilderberg. De este grupo de ideólogos , grandes financeiros e donos de grandes grupos de comunicação  social, primeiros-ministros, líderes partidários  e deputados influentes, que  visa construir a Nova Ordem Mundial, um Estado subtilmente fascista com parlamentos e orgãos de imprensa controlados pela Mão Invisível, é membro o socialista Manuel Maria Carrilho. Não há, nas aprendizagens essenciais da filosofia 10º ano, qualquer referência à obrigação de conhecer a filosofia grega antiga (os pré-socráticos, Platão, Aristóteles, os sofistas) e a filosofia oriental antiga (o taoísmo de Lao Tse, o budismo filosófico, etc.). Fala-se apenas nos «grandes temas da filosofia», passando como gato sobre brasas.

 

O CHARLATANISMO DA DISTINÇÃO ENTRE DISJUNÇÃO INCLUSIVA E DISJUNÇÃO EXCLUSIVA

 

Um dos equívocos da lógica proposicional, que a qualificam como charlatanismo,  é a falaciosa distinção entre disjunção inclusiva e disjunção exclusiva. No Manual Essencial  Filosofia 11º em voga em muitas escolas do ensino secundário em Portugal lê-se: 

 

«A disjunção inclusiva é representada por V.

«A disjunção exclusiva é representada por W.

Por exemplo: 

«Os livros estão escritos em prosa ou em poesia».

 

                                      PVQ

«Os livros estão escritos ou em prosa ou em poesia».

 

                                      PWQ

 

Neste último sentido, é claro que uma alternativa exclui por si só a outra».

(Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 71).

 

Esta distinção é uma falácia. Dizer, por exemplo, «Vou ao Porto ou vou a Lisboa» (disjunção inclusiva segundo esta lógica) é o mesmo que dizer «Ou vou ao Porto ou vou a Lisboa» (disjunção exclusiva segundo esta lógica proposicional). A disjunção é exclusiva em ambos os casos: ir ao Porto exclui, no mesmo instante, ir a Lisboa. O «ou..ou» é apenas uma forma mais enfática de dizer «ou». Na substância, não há diferença alguma entre estas «duas» disjunções.

 

Andam os professores a ensinar erradamente os seus alunos. Gravíssimo. Uma pseudociência do pensamento, uma formalização parcialmente arbitrária deste, elevada a tema central da filosofia!

 

A FALSA REGRA DA «DISJUNÇÃO EXCLUSIVA»

 

Há leis erróneas na lógica proposicional. Como a seguinte:

 

«Regra da disjunção exclusiva: A disjunção exclusiva é verdadeira quando as proposições simples apresentam valores lógicos diferentes. É falsa quando as proposições são ambas verdadeiras ou ambas falsas

(Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 72).

 

Eis um exemplo que atesta o erro desta regra: a disjunção exclusiva PWQ «Ou o inverno é necessário à natureza (P) ou o verão é necessário à natureza (Q).» Ambas as proposições P e Q são verdadeiras e a disjunção é verdadeira mas segundo a regra acima deveria ser falsa.  

 

A FALSA REGRA DA «DISJUNÇÃO INCLUSIVA»

 

A lei da «disjunção inclusiva» é também errónea. É enunciada assim:

 

«Regra da disjunção inclusiva: a disjunção inclusiva de duas proposições é verdadeira em todos os casos, excepto quando as duas proposições simples são ambas falsas.»

(Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 72).

 

Eis um exemplo que atesta o erro desta regra: a disjunção inclusiva PVQ «Somos portugueses (P) ou somos europeus (Q).» Ambas as proposições P e Q são verdadeiras, contudo a disjunção é falsa porque não podemos extrinsecar portugueses de europeus, mas segundo a regra acima é uma disjunção...«verdadeira». É charlatanismo, para não falar em fascismo epistémico, impor que alunos e professores de filosofia memorizem e apliquem em pseudo tabelas de verdade estas "regras" falsas».

 

A ERRÓNEA TABELA DE VERDADE DA IMPLICAÇÃO

 

A função de verdade dita condicional ou implicação na lógica proposicional simboliza-se S →P. Por exemplo, «Se chover»(proposição S) «então levarei guarda-chuva» (proposição P).

 

Escreve um manual do 11º ano de filosofia da Santilhana:

 

«A implicação material é uma operação intelectual que relaciona condicionalmente os valores lógicos de duas proposições simples.

«Por exemplo: P→Q       «Se tirar a carta, então vou comprar carro»

 

«Qual é a regra da implicação?

«Regra da implicação: A implicação só é falsa se o antecedente for verdadeiro e o consequente falso. Nos outros casos é sempre verdadeira».

 

«Qual é a tabela de verdade da implicação?

 

«A tabela de verdade da implicação é a seguinte:

 

P       Q            P→Q

V        V              V

V         F             F

F         V            V

F          F            V

(Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 73).

 

É fácil verificar a falsidade desta tabela de verdade aplicando-a a exemplos concretos (lógica material).

 

Consideremos a proposição complexa «Se há pegadas de dinossauro na Serra de Aire e Candeeiros (P),  então a Lua completa em 27,3 dias a sua órbita em torno da Terra (Q)».

Ambas as proposições simples são verdadeiras e, segundo a tabela de «verdade», a implicação será verdadeira. Mas não é, porque a relação entre pegadas de dinossauro na serra X e mês sideral da Lua é meramente acidental,  não existe sequer: quer haja ou não pegadas de dinossauro a Lua leva sempre 27,3 dias na sua órbita em torno da Terra.

 

Consideremos as proposições simples "Os átomos existem" (P) e "As moléculas existem" (Q). Construamos  a proposição complexa «Se os átomos não existem ( ¬ P) então (→ )as moléculas existem (Q)». Segundo a tabela de verdade acima, sendo    ¬ P falsa (porque os átomos existem) e Q verdadeira (as moléculas existem) a implicação será verdadeira. Ora não é isso que sucede: não havendo átomos implica não haver moléculas porque estas são agregados de átomos, logo a proposição «Se os átomos não existem (¬ P) então as moléculas existem (Q)» é uma implicação falsa.

 

Não basta considerar o valor de verdade de cada uma das proposições simples é necessário centrar-se no tipo de implicação: se é necessária, fundada na causalidade ou no sincronismo, ou contingente, fundada na ficção, no imaginário... Mas sobre isto a lógica proposicional nada diz. Não está bem construída, não foi bem pensada.

 

O que fazem os arautos da lógica proposicional em Portugal na universidade e no ensino secundário- João Branquinho, Ricardo Santos, Guido Imaguirre, João Sàágua, Domingos Faria, Aires Almeida, Rolando Almeida, Luís Veríssimo, Pedro Galvão e outros - senão ensinar estas erróneas teses e asim contribuir para estupidificar os alunos de filosofia?

 

Tenham a coragem de fazer autocrítica e condenar a lógica proposicional! Os vossos mestrados e doutoramentos não impedem que lavreis no erro. Não servem para nada, senão para transmitir conhecimentos fragmentados, mistos de verdade e erro. «Menos lógica, mais pensar! dizia Heidegger». Extingam-se as cátedras de filosofia na universidade, ocupadas por incompetentes que se cooptam entre si, acabe-se com o autoritarismo sectário  e pseudo-científico da filosofia analítica e outras: as cátedras são tão prejudiciais ao saber quanto o Tribunal da Santa Inquisição o foi para a descoberta de Deus e o livre pensamento.

 

AS LEIS DE MORGAN ESTÃO ERRADAS

 

As leis do matemático  Morgan (1806-1871), uma das bases da lógica proposicional, estarão certas? Não.

 

Atentemos no manual de filosofia do 11º ano do ensino secundário da Santilhana Editora que as expõe:

 

«Quais são as principais leis de Morgan?

 

1ª Negação de uma conjunção:

A negação de uma conjunção é equivalente à disjunção das negações das suas proposições ou argumentos.

 

Formalizemos:

                                                                   ¬ (P∧ Q) ↔  (¬ P ∨ ¬ Q)
 
 (Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 99).
 
 
Vejamos um exemplo que prova o erro desta fórmula:
 
P= Vou a Paris
 
Q= Vou a Londres
 
 
Não vou a Paris e não vou a Londres é equivalente a Não vou a Paris ou Não vou a Londres - diz a primeira lei de Morgan exemplificada. 
 
As duas construções - negação da conjunção e disjunção das negações - não se equivalem porque no segundo caso, da disjunção, posso completá-la assim: Não vou a Paris mas vou a Londres ou Não vou a Londres mas vou a Paris.
 
A disjunção quebra o bloco unitário Não vou a Paris e não vou a Londres e abre a possibilidade de não ir a Paris mas ir a Londres.
 
Voltemos ao manual citado que expõe a segunda lei de Morgan:
 
«2º -Negação de uma disjunção:
 
A negação de uma disjunção é equivalente à conjunção das negações das suas proposições ou argumentos.
 
Formalizemos:
 
¬ (P∨ Q) ↔  (¬ P  ¬ Q)
 

  (Amândio Fontoura, Mafalda Afonso e Maria de Fátima Vasconcelos, Essencial Filosofia 11º, Santillana, pág 99).

 

Um exemplo prova a equivalência falsa estabelecida nesta lei:

 

Não vou a Paris ou não vou a Londres é equivalente a Não vou a Paris e Não Vou a Londres. - de acordo com  a segunda lei de Morgan.

 

O facto de não ir a Paris não o impede de ir a Londres, na primeira frase, porque aí figura o ou, e o facto de ir a Londres não o impede de nessa circunstância ir a Paris. Portanto, não há equivalência entre a negação da disjunção e a conjunção das negações.

 

Tantos milhares de professores catedráticos universitários, tantas centenas de milhar de professores do ensino secundário estudaram/ decoraram e aceitaram acriticamente estas falaciosas «leis de Morgan» que o Ministério da Educação impõe como obrigatórias no ensino secundário em Portugal.

 

As cátedras universitárias nada valem, porque produzem e alimentam o erro. São títulos honoríficos - o catedrático é como o papa que «representa» Deus na terra e goza de infalibilidade - que embaraçam o livre filosofar profundo. Onde estão os filósofos nas cátedras universitárias? Não estão, salvo raríssimas excepções. Extingam-se estas e regresse-se à democracia filosófica de base. Acabe-se com os privilégios dos autores de manuais associados aos gabinetes que gizam os exames e programas nacionais. Eles não pensam, facturam. Corrompem a filosofia.

 
 

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Segunda-feira, 10 de Junho de 2019
Reflexões circunstanciais de Junho de 2019

 

 

PEDRO ABRUNHOSA EM SERPA OU A DESTRUIÇÃO PROGRESSIVA DA NOSSA CAPACIDADE AUDITIVA. 9 de Junho de 2019. Assisto ao concerto de Pedro Abrunhosa na Praça da República de Serpa. O som é altíssimo e, que se veja, só eu ostento fones anti ruído a tapar os ouvidos. Mesmo assim sou obrigado a afastar-me do palco. Que fazem a câmara municipal e as autoridades de saúde para proteger a população da agressão acústica a milhares de pessoas presentes? Nada. Nem PCP, nem PS, nem BE, nem PAN, nem PSD nem CDS agem para impedir este problema de saúde pública. Ainda exibo a senyera, a bandeira da Esquerda Republicana Catalã, independentista, mas estes bons alentejanos parecem insensíveis tanto à causa da nação catalã como ao direito de não sofrerem auditivamente com os sons altíssimos dos baixos. Abrunhosa é um agente dos iluminatti, a alta maçonaria internacional que manda os artistas estupidificar as multidões pelo ruído e a dança robotizada. Ele critica Trump e apoia Hillary Clinton, a reptiliana de «esquerda» nos EUA. E Pedro dá ordens à multidão: «Quero ver o dedo indicador levantado....quero LUZ!»(o que subliminarmente significa: «Quero LÚCIFER, o portador da luz»). E centenas de telemóveis acendem-se, brandidos pelas mãos ondulantes dos espectadores. É um esboço de  ritual satanista subliminar, com luzes vermelhas no palco. Vai-te, Abrunhosa! És um agente dos malvados que controlam o planeta. Um agente do Diabo e do clube de Bilderberg que passam a mensagem «humanista» de abrir a Europa à imigação islâmica.

 

JEJUAR AUMENTA A POTÊNCIA SEXUAL MASCULINA. Sempre que jejuo 24 horas constato isso. O excesso de comida em que muita gente cai reduz a produção de tetosterona no homem e na mulher. Ao jejuar, podemos oferecer a Deus e a Nossa Senhora esse jejum pelas almas que sofrem em um outro universo de fogo (o Purgatório) e pelos vivos caídos nos vícios da mentira, do adultério, do não pagamento das suas dívidas, da exploração dos trabalhadores, da pornografia, da violência física e psíquica, etc. Jejuar desagrada ao Diabo construtor da Matrix e faz desaparecer a sensação de fome que surge umas quatro horas depois da última refeição.

 

O BEIJINHO NA CARA CORRUPTOR VERSUS APERTO DE MÃO. Em Portugal, generalizou-se desde há duas décadas a cultura do beijinho na cara: somos apresentados a uma mulher que não conhecíamos, casada ou não, e damos reciprocamente dois beijos nas faces. Os políticos fazem isso com frequência, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa é o campeão desses beijinhos que corrompem as relações humanas porque implicam um excesso de familiaridade e quase sempre um falso afecto. A freira Lúcia de Fátima em entrevista no ano 2000 já se queixava dessa moda dos beijinhos na cara que a incomodava. Na Alemanha, sucede o inverso: as pessoas cumprimentam-se de aperto de mão e conservam a liberdade de não serem devassadas por ósculos no rosto dados por estranhos. Quer-me parecer que há mais adultérios e infidelidades de namoro onde impera a moda do beijinho na cara. Haja decência, liberdade de cada um não receber beijos de Judas ou de mera conveniência.

 

HOMEM TRAÍDO. 6 de Junho de 2019. Passo numa rua do centro de Beja e vejo um homem de uns 35 anos, com ar de operário, a gritar desesperado ao telemóvel: «Andaste com ele aos beijinhos, eu parto-te toda, a ti e a esse palhaço, vou pôr as tuas coisas na rua, nunca mais te quero ver». Pela conversa, é um homem ferido pela traição amorosa - ferido no seu ego. O problema é termos ego, motor da nossa sobrevivência vital e sentimental neste planeta, por isso o budismo propõe extinguir o ego, não se apaixonar, não odiar, não cobiçar, desprender-se de tudo. E afinal o que é o amor senão uma atração de circunstância ou um acto solidário circunstancial com outra pessoa? Tudo se dissolve, é o homem e a sua circunstância como dizia Ortega y Gasset.

 

O CONSELHO MÍSTICO DE FECHAR OS OLHOS E TAPAR OS OUVIDOS QUANDO SE REFERE À BELEZA DAS MULHERES TENTADORAS E À BELEZA SATÂNICA DA NATUREZA é, em certos momentos pelo menos, aceitável. Como é possível este mundo de indiscutível mas perecível beleza ser obra de um só Deus, o Deus do Bem? Não é. E Lúcifer como se explica no seu duplo carácter de anjo belo rebelde e horrendo bode Bafomet?

 

PORQUE SE DEIXA DE GOSTAR DE UMA PESSOA? Porque, ontologicamente, só existe o amor próprio. O amor correspondido é apenas a conjunção feliz de dois egoísmos, de dois amores próprios.

 

SE NÃO REZARMOS A FAVOR DAS ALMAS DO PURGATÓRIO PERDEREMOS A BATALHA CONTRA SATANÁS. A maior parte das pessoas que morreram este ano, ou há 20, 50, 200 anos ou mais está, em espírito, a arder nas chamas do purgatório, um nível do universo abaixo do Paraíso. Os cristãos evangélicos, os muçulmanos, os budistas, etc, não consideram essa região onde se pagam as penas temporais e portanto são ineficazes, só os católicos genuínos e os cátaros oram por essas almas que os cátaros dizem estar presas no Tártaro.

 

Em 21 de Julho de 1982, com Júpiter em 1º 14´/ 1º 18´ do signo de Escorpião, a Virgem Maria diz aos videntes de Medjugorge que «No purgatório há muitas almas, há mesmo pessoas consagradas a Deus, padres e religiosas, rezai em sua intenção pelo menos sete Pai Nosso, Avé Maria, Glória e o Credo, eu recomendo-vos, há muitas almas que estão no purgatório há muito tempo, porque ninguém reza por elas».

 

Conselhos do padre Pio de Pietrelcina, santo estigmatizado:

 

1.«A mentira é filha do diabo. A humildade é verdade; verdade é humildade.»
2.«Rezai, mesmo contra vontade. Quem reza muito salva-se, quem reza pouco está em perigo, quem não reza condena-se. A vontade conta e é recompensada, mas o sentimento não.»
3. «Que a Virgem Maria seja o vosso refúgio e o vosso conforto nas horas tristes da vida.»

4. «Amo o sofrimento. Não pelo sofrimento em si. Peço a Deus para poder sofrer e desejo-o pelos frutos que daí advêm e pela glória que dá a Deus. Pelo sofrimento, os meus irmãos são salvos e os sofrimentos das almas do purgatório encurtados. Que mais posso desejar?»

 

REZEMOS O ROSÁRIO PELA SALVAÇÃO DAS MULHERES QUE USAM CALÇAS COMPRIDAS, MINI SAIA OU SAIA CURTA E DECOTES EXCESSIVOS POIS O DIABO RESERVOU PARA ELAS UM LUGAR NO INFERNO. Este foi o aviso do grande místico, frei Pio de Pietrelcina (25 de Maio de 1887- 23 de Setembro de 1968), que em vida se movia entre a Terra, o Purgatório e o Paraíso, em união com a Santíssima Virgem Maria, intercedendo pelos vivos e pelas almas sofredoras no Além que poderão ver a Deus. Abandonemos o racionalismo estreito de ateus e agnósticos, incluídas as pobres feministas que exaltam o sexo orgástico (como se o prazer da filosofia e da conversação benévola com amigos e amigas não fosse superior ao prazer do orgasmo!) e que desprezam a oração e recusam pensar em Deus em tudo o que fazem no quotidiano. Rezemos, pois quem não reza não se salva do inferno ao morrer, salvo no caso de verdadeiro arrependimento nos momentos finais.

A verdadeira luta de classes não é a que existe entre patrões e empregados mas a luta entre Deus/ Deusa do Bem, e Satã, o criador do mundo material e promotor do aborto, da guerra, da exploração dos trabalhadores, da pornografia, da sexualidade perversa, das modas indecorosas, das telenovelas, da idolatria do futebol, etc.

 

ICKE «DESPENALIZA» A HOMOSSEXUALIDADE E ATACA A VIRGEM MARIA. Não ignoro que David Icke (29 de Abril de 1952), historiador britânico das religiões e das linhagens reptilianas no planeta Terra identifica a Virgem Maria com a deusa El, uma deusa dragão - e neste campo as igrejas evangélicas, colocadas sob o domínio da maçonaria iluminatti que inclui reptilianos, concordam com Ike e rejeitam a Virgem e as suas aparições em Fátima, Medjugorge, etc. Mas Ike, sem embargo de ser um escritor e investigador  incontornável, tem pontos fracos na sua oposição ao catolicismo: tal como os iluminatti Ike «despenaliza» a homossexualidade, equiparando-a ontologicamente à heterossexualidade, ao passo que a Virgem Maria condena a homossexualidade e a heterossexualidade adúltera e libertina como vias para o Inferno. E sem a oração à Virgem, mensageira do lado Feminino de Deus, e a São Miguel Arcanjo (versão cristã do deus Thor do martelo) como podemos parapeitar-nos contra o Mal?

 

Decerto há muitos ateus com uma ética benéfica rigorosa: não assassinar, ser bom e justo na repartição de bens, etc. Mas em geral o ateísmo autoriza o aborto provocado na mulher o que a religião cristã considera um pecado.

 

FESTIVAL SOBRE MICHEL GIACOMETTI EM FERREIRA DO ALENTEJO. 2 de Junho de 2019. Vou a Ferreira do Alentejo, neste último dia do Festival sobre o etnomusicólogo corso Giacometti (Ajaccio, Córsega, 8 de Janeiro de 1929 – Faro, 24 de Novembro de 1990) que fez importantes recolhas etno-musicais no Baixo Alentejo e viveu em Peroguarda. A câmara municipal oferece almoço cabo-verdiano de cachupa no jardim público. Encontro Manuel que me diz no seu peculiar modo de ver o mundo: «Beja é uma cidade de que não gosto e os concelhos à volta de Beja não gostam da capital do distrito. Viseu é amada pelos concelhos do seu distrito, Viana do Castelo idem, mas Beja não. Tentei arranjar explicação para eu não gostar de Beja e talvez a tenha encontrado em uma pedra que não é calcário nem xisto. Há uma pedra granítica cinzenta que encontrei na soleira das portas de casas de ricos em Beja. Aqui em Ferreira somos antifascistas e não apreciamos essas classes possidentes, reacionárias. Só vou ao Lidl de Beja, de resto mais nada. A terra mãe das pedras em Portugal é Mafra, Pêro Pinheiro. Há colunas de mármore em tom rosa na igreja do convento de Mafra que foram transportadas por dezenas de bois no século XVIII e instaladas ao alto não se sabe como – não é só no Egipto que houve gigantescas pedras a ser movidas para fazer as pirâmides».

Richard que diz que montou sebes para impedir o avanço sobre o seu olival biológico da poeira química dos vizinhos que praticam.

Rafael Antunes (22 de Agosto de 1977, Torres Vedras) com câmara fotográfica modelo de inícios do século XX tira-me uma foto a preto e branco, como a outras pessoas. Quando regresso a Beja às 17.20 a temperatura do ar é 39º. Isto é o Alentejo de searas amarelas em Junho...

 

HÁ ESCOLAS PROFISSIONAIS PRIVADAS QUE ESTÃO A SER FINANCIADAS COM DINHEIROS PÚBLICOS E SÃO PRESIDIDAS POR AUTARCAS. 13 de Junho de 2019. David diz-me: «Há uma promiscuidade inaceitável entre vereadores ou presidentes de câmara e presidentes ou directores de escolas profissionais no Baixo Alentejo. Em Mértola, até Agosto de 2018, o vice presidente da câmara municipal, Mário Tomé, era ao mesmo tempo director da escola profissional local. Deu-se o caso de em reunião de 3 de Janeiro de 2018 Mário Tomé ter conseguido aprovar um financiamento de 14 800 euros à escola profissional que ele dirigia. Isto é contra a ética política: beneficiou-se a si mesmo, utilizando um cargo público. Em 29 de Março de 2019, a Polícia Judiciária vasculhou a câmara municipal de Mértola, de maioria socialista. Jorge Rosa, o presidente, poderá ser demitido?»

 

«Há 5 câmaras municipais nesta situação de promiscuidade com o ensino privado: Mértola, Alvito, Cuba, Vidigueira e Moura. As escolas profissionais são privadas mas roubam alunos às escolas públicas porque oferecem, como no caso de Mértola, mais de 100 euros mensais a cada aluno que se prove precisar dessa quantia, que vem do Ministério da Educação. Nem o PS, nem o PCP nem o PSD denunciam isto. Há censura na televisão sobre este tema. É necessário mudar a lei, blindar as escolas públicas contra a concorrência desleal das escolas profissionais.»

 

VI O MEU AMOR E ELA DEIXOU DE SER O MEU AMOR. Porque o amor é cego. Quando começa a ver deixa de ser amor paixão e arrefece , transforma-se numa amizade. Nunca vejas o teu amor. Sente-a, toca-a, beija-a de olhos fechados.

 
 

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A lei da individualidade, segundo Hegel

 

A visão totalizante da filosofia de Hegel, plasmada na tese «a verdade é o todo»  não separa a individualidade do todo universal. Escreve:

 

«3. A LEI DA INDIVIDUALIDADE

 

«Os momentos que constituem o conteúdo da lei são, por um lado, a própria individualidade e, por outro lado, a sua natureza inorgânica, universal, a saber, as circunstâncias, a situação, os hábitos, os costumes, a religião, etc., encontrados; partindo de estes elementos, há que conceber a individualidade determinada. Os ditos elementos contêm algo determinado e algo universal e são, ao mesmo tempo, algo presente que se oferece à observação e se exprime por outro lado sob a forma da individualidade.»

 

«A lei desta relação entre ambos os lados deveria conter agora o tipo de efeito e influência que estas determinadas circunstâncias exercem sobre a individualidade. Mas esta individualidade consiste precisamente em ser também o universal e, portanto, em confluir de um modo quieto e imediato com o universal presente, com os hábitos e costumes, etc., e conformar-se a eles, do mesmo modo que o comportar-se como algo contraposto a eles e mais precisamente invertê-los, assim como o comportar-se de modo totalmente indiferente frente a eles na sua singularidade, o não deixar-se influenciar por eles e o não se mostrar activo contra eles».

(G.W.F. Hegel, Fenomenología del espíritu, Fondo de Cultura Económica, México, 2007, pág. 183; o destaque a negrito é colocado por nós).

 

Deste modo, nenhum indivíduo pode atingir uma alta posição no Estado, na esfera económica, social e política se não se coadunar com uma força colectiva económica, social ou política, isto é, com o todo. Exemplo: Cristiano Ronaldo é uma individualidade brilhante no futebol (elemento individual) mas se não jogasse numa equipa de primeira divisão com colegas altamente qualificados (elemento universal) e se não respondesse aos jornalistas não atingiria o estrelato que o qualifica como «o melhor do mundo» ou «o segundo melhor do mundo».

 

A inscrição de políticos no Clube de Bildelberg, organismo semi secreto privado que agrupa políticos e financeiros influentes no mundo globalizado, é prova disso: em Junho de 2004, Santana Lopes e José Sócrates foram à reunião do Clube de Bilderberg em Itália pela mão de Pinto Balsemão, isto é, foram ligar a sua individualidade ao universal, o clube de Bilderberg, polvo com númerosos tentáculos nos grandes media e nos bancos e  pouco depois, em 17 de Julho de 2004, Santana Lopes tornava-se primeiro-ministro de Portugal e em Setembro de 2004 José Sócrates ascendia a secretário-geral do PS e em 12 de Março de 2005 tomava posse como primeiro-ministro de Portugal.

 

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Domingo, 12 de Novembro de 2017
Reflexões de Novembro de 2017

 

TRUMP TEM UM PONTO IMPORTANTE A SEU FAVOR: NÃO PERTENCE AO CLUBE DE BILDERBERG, COMO ROCKFELLER, PINTO BALSEMÃO, MARCELO REBELO DE SOUSA, ANTÓNIO COSTA, SANTANA LOPES E RUI RIO. Trump derrotou Hilary Clinton e Obama, membros do sinistro Clube de Bilderberg, nas eleições presidenciais de Novembro de 2016. Os aristocratas e políticos de Bilderberg, como a família real holandesa, Jean-Claude Junker, George Soros e Angela Merkel, querem destruir os Estados-nação e fomentar o fluxo migratório de islâmicos para a Europa, a fim de converter esta num caldo atípico de nações enfraquecidas, dissolvidas, invertebradas. Carles Puigdemont, presidente da República Catalã no exílio, tem desmascarado, desde Bruxelas, esta casta de políticos apátridas e mundialistas que governa a União Europeia. O gesto «humanitário» de Angela Merkel ao acolher 1 milhão de refugiados islâmicos visa desestruturar o espírito germânico e facilitar o governo mundial único.

 

TRUMP DENUNCIA A ISLAMIZAÇÃO DA EUROPA E COLOCA-SE À ESQUERDA DOS CONSERVADORES, LIBERAIS E SOCIALISTAS. Denunciar o islamismo como islamofascismo, como o faz José Rodrigues dos Santos, é correcto. Ser de esquerda é não só fortalecer a democracia e o socialismo democrático mas também travar a invasão islâmica da Europa. Não se trata de racismo mas de choque entre o laicismo democrático e o fanatismo religioso totalitário. Os islâmicos matam em nome de Deus, oprimem nitidamente as suas mulheres. A França é um exemplo da má islamização do país.

 

 

A REVOLUÇÃO SOVIÉTICA DE 1917, INICIADA EM 7 DE NOVEMBRO, FAZ 100 ANOS. Lenine, Trotsky, Staline foram uma tragédia para o povo russo. Serviram-se da classe operária russa, da guarda vermelha, para instalarem uma ditadura burocrática totalitária. Houve apenas um aspecto favorável no stalinismo, de 1922 a 1953: aliar-se, provisoriamente, à luta da classe operária nos países capitalistas contra as respectivas burguesias e derrotar o imperialismo nazi de Hitler em 1941-1945. De resto, o stalinismo foi horrendo: puro terror, goulags, escravidão sobre os povos da URSS.

 

NÃO AMAMOS AS PESSOAS MAS AS QUALIDADES QUE ELAS TRANSPORTAM: BELEZA DE ROSTO, AFABILIDADE, PERFEIÇÃO PROFISSIONAL, CAPACIDADE DE TRABALHO EM PROL DOS OUTROS, SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, ESPÍRITO JOVIAL E DIVERTIDO, ETC. Esta reflexão foi feita há séculos pelo filósofo francês Blaise Pascal. Portanto, está-se sujeito a deixar de amar uma pessoa se a qualidade que nos atrai nela desaparece. Não há amores absolutos a seres com invólucro corporal material.

 

O AMOR É UM JOGO EM QUE NOS ENGANAMOS A NÓS MESMOS E ENGANAMOS OS OUTROS. Só existe o amor próprio e o amor geral seja a quem for que escolhe cair sobre esta ou aquela pessoa em cada circunstância ou fase da vida. Quem ama outrém ama-se a si mesmo/a.

 

O SISMO DE 12 DE NOVEMBRO NO IRÃO E NO IRAQUE, QUE FEZ MAIS DE 530 MORTOS E MAIS DE 8000 FERIDOS FOI VONTADE DE DEUS?

Para os católicos, protestantes e judeus foi. Mas isso é uma insensatez teológica: Deus seria, então, um criminoso, um assassino cruel. O sismo resultou da engrenagem planetária no Zodíaco, sendo esta montada pelo Demiurgo-Lúcifer/ Ialdabaoth, Grande Arquitecto do Universo. Foi pois este deus inferior, estranho ao Pleroma ou Mundo Santo dos Eóns, o responsável deste terrível sismo, como de todos os outros. O verdadeiro Deus, o Pai do Puro Amor, Minné, não interfere no mundo da matéria, salvo para corrigir desastres tanto quanto lhe é permitido pelo Maligno. Esta é a visão gnóstica cristã.

 

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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
Daniel Estulín denuncia a sinarquia, fonte do terrorismo internacional

 

Daniel Estulín (29 de Agosto de 1966), jornalista lituano que vive em Espanha, é um dos autores de fama internacional que denunciam a Nova Ordem Mundial dos sinarquistas. Estes sáo um grupo de «iluminados», que pretendem criar uma espécie de Empresa Mundial única e um governo mundial único de  essência fascista e aparência «progressista». Os trabalhadores do mundo inteiro serão reduzidos a uma (semi) escravatura uma vez que não terão alternativa a aceitar baixos salários, contratos temporários, despedimentos sem indemnização, etc. Não haverá oposição ao capitalismo global, uma vez destruídos as burguesias e burocracias nacionais russa e chinesa e os nacionalismos de diversa índole. Vejamos uma pequena resenha da investigação que Estulin leva a cabo e das conclusões a que chegou, plasmada em excertos de artigos e entrevistas dele.

                                                     

OS PAÍSES QUE FOMENTAM O TERRORISMO: GRÃ-BRETANHA, EUA E ARÁBIA SAUDITA

 

 Estulín afirma que o terrorismo internacional é fomentado, financiado e manipulado pelo Ocidente anglo-americano e pela Arábia Saudita:


«Há três países terroristas: Arábia Saudita, que financia; Grã-Bretanha, que é a sede do terrorismo internacional - Sete lugares tenentes de Osama Bin Laden operam a partir de Londres - e os EUA, que sempre desempenhou o papel de valentão.»
 «Quem controla a política externa da Grã-Bretanha? Não é o primeiro-ministro. É a rainha da Inglaterra. Dizer que Elizabeth II é o fundador do Estado islâmico seria incorrecto. O certo seria dizer que a Coroa britânica é o promotor do IE.»

«Em 1992, o relatório Ynon falava da necessidade de refazer o Médio Oriente, para que Israel se pudesse expandir.espalhar. Isso faz-se enfraquecendo os estados. Podes falar sobre revoluções, de Primaveras árabes, mas aqueles que lucram dessas debilidades  regionais são Israel e Arábia Saudita, que têm inimigos comuns como o Irão. Mas o que ganha o Ocidente  do caos? O inferno na terra é fantástico para a elite supranacional que pode criar a sua nova ordem. Desmontam os estados; em seguida, vem Al Qaeda, o Estado Islâmico; em seguida, o exército norte-americano, as ONGs ... e finalmente as grandes empresas encarregadas da reconstrução. Desestabilizam para poder controlar depois a um nível supranacional.»

 

«Qual é o papel da Rússia? Russos e chineses sabem que os poderes supranacionais  não vão parar na Síria. Em seguida, vem o Irão e, em seguida, Rússia. É óbvio. Mas imagine um mundo sem a Rússia no meio. É o país que está fazendo de balança entre todos, absolutamente.»

 

«Eu não sou um lituano, eu sou da República Soviética da Lituânia. Putin encanta-me. Devolveu o orgulho ao país pisado na década de 90, quando 40% da população perdeu tudo de um dia para o outro.»


                                O CLUBE DE BILDERBERG

 

Desde 1954 existe um grupo fechado de banqueiros, directores de jornais e cadeias de televisão, políticos, professores universitários, militares, chamado clube de Bilderberg, que reune uma vez por ano para pensar e traçar as estratégias do capitalismo internacional. Lançamento de guerras ou de crises financeiras, criação do Mercado Comum Europeu em 1957-1958, criação da União Europeia, vitória eleitoral deste ou daquele político, deste ou daquele partido, alteração das leis de cada país para retirar soberania nacional são estudadas e planeadas nestas reuniões.

 

Pinto Balsemão, dono da SIC, é o poderoso agente do clube de Bilderberg em Portugal. Foi aliás Balsemão o escolhido por Kissinger e outros membros de Bilderberg, em Novembro de 1980, para substituir o  primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro que viria a ser assassinado, com o ministro da Defesa Amaro da Costa, no atentado aéreo planeado que ocorreria em 4 de Dezembro de 1980, em Camarate.

José Sócrates, António Guterres, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Ricardo Espírito Santo, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, Barack Obama, Henry Kissinger, Bill Clinton, François Hollande, Angela Merkel são membros do clube de Bilderberg, participaram em reuniões deste. Diz Estulín, que há 10 anos lançou um livro denunciando este clube de cérebros mundialistas:

 

«O que hoje é chamado de Clube Bilderberg 800 anos atrás, foi chamado de Nobreza Negra de Veneza. O sistema operacional não é o Clube piramidal, mas circular entrelaçada com outros círculos de poder. 
 O Comité dos Sábios, é dividido em três grupos de 13 pessoas. Entre eles, há grupos de poder ainda menor chamado "Nove homens sábios". Ao contrário do que está escrito em muitos sites, nenhuma pessoa realmente poderosa é judaica. Todos têm raízes italianas e venezianos mais concretas, incluindo os descendentes de famílias Frescobaldi e Savoy.»

 

ver:  http://www.publico.es/politica/daniel-estulin-reino-unido-base.html

 

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
A filosofia universitária: sequestrada pelo fascismo mundialista

 

Desde os anos 90, acompanhando superestruturalmente a globalização capitalista, com a ideologia de um mercado único mundial, a abolição de fronteiras alfandegárias ou mesmo jurídico-políticas, a filosofia universitária mudou: despiu as camisolas das ideologias contrárias, assumiu uma forma lógica abstracta, na tentativa de absorver, numa síntese totalitária, os contrários. Hoje os professores de filosofia são, sobretudo professores de lógica proposicional ou clássica, no ensino secundário.

 

São funcionários do sistema, sem irreverência filosófica, todos muito iguais, ovelhas do mesmo rebanho. Se compararmos os diferentes manuais do 10º e 11º ano de filosofia da Porto Editora, da Leya, da Areal Editores, da Santilhana, etc, vemos que são, no essencial, idênticos, dizem o mesmo e omitem os mesmos autores que hoje são tacitamente proibidos na universidade: Edgar Morin, Ivan Ilich, Paul Feyerabend, René Guenon, Jules Evola, Jean Hanu, Guy Débord, etc.

 

Todos os manuais de filosofia estão de acordo com a objecção de Edmund Gettier à definição clássica de conhecimento como «crença verdadeira justificada». A objeção de Gettier é demasiado infantil, raia a estupidez: Smith tinha uma «crença verdadeira justificada» (diz Gettier; de facto não tinha) em que Jones seria alvo de promoção no emprego mas a expectativa falha e assim se «refutaria» a definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada» (ver artigo de 15 de Maio de 2014, neste blog). Os académicos não pensam, contagiam-se uns aos outros com a veneração por raciocínios falaciosos...

 

Nenhum manual de filosofia contesta a vacinação obrigatória. Nenhum professor de filosofia, à excepção do autor deste blog e de um ou outro caso raro, questiona os alunos sobre esta questão. Os professores de filosofia, da universidade ou do secundário, dormem sobre esta e outras questões capitais de direitos humanos e de epistemologia e fazem o papel de reprodutores da ditadura da medicina alopática como no tempo do salazarismo. Não questionam, dão o assunto por entregue à «ciência» sem perceberem que a raíz desta é pura ideologia - só os estúpidos aceitam a tese de que a inoculação de um vírus através da vacina «ensina» o organismo a «defender-se»...

 

Nenhum manual de filosofia, nenhum professor universitário expõe as teses da astrologia histórica que são conhecidas, pelo menos nos países de língua portuguesa, patentes nos livros e artigos do autor deste blog. Não sabem, temem, sentem-se desmascarados na sua ignorância abissal. Censuram, escondem.

 

De Eduardo Lourenço a José Gil, passando por Desidério Murcho, Sofia Miguens, Alexandre Franco de Sá, João Branquinho, Ricardo Santos, Miguel Real, António Pedro Mesquita, José Luís Câmara Leme, Tito Cardoso e Cunha, João Luís Lisboa, Olivier Feron, Carlos João Correia, José Mattoso, João Medina, José Pacheco Pereira, Manuel Maria Carrilho e tantos outros, a mediocridade filosófica anti-astrologia impera: todos ignoram, por exemplo, que a revolução republicana de 5 de Outubro de 1910 se deu com Júpiter em 21º-22º de Balança, que a revolução radical de 19-20 de Outubro de 1921 («noite sangrenta») ocorreu com Júpiter em 4º-5º de Balança, que a greve geral operária e insurreição dos vidreiros da Marinha Grande em  18 de Janeiro de 1934 se deu com Júpiter em 22º de Balança, que a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa e a reeleição presidencial de Eanes com apoio das esquerdas em 4-7 de Dezembro de 1980 ocorreu com Júpiter em 6º-7º de Balança, que a vitória nas legislativas do PS de Sócrates em 20 de Fevereiro de 2005, aconteceu com Júpiter em 18º de Balança, e todos ignoram que tudo isto configura uma lei astronómico-política de Júpiter no signo de Balança (graus 180 a 210 da eclíptica ou contorno solar do Zodíaco).

 

A universidade, onde preponderam a filosofia analítica e o pensamento fragmentário e monolítico, executa a política da maçonaria mundialista encarnada na Comissão Trilateral, no Clube de Bilderberg e em tantos políticos que ocupam cargos de ministros, deputados, líderes de fundações, etc. Um fascismo napoleónico, bonapartista, no dizer de Daniel Estulín, fascismo de aparência democrática (votas nos conservadores ou votas nos socialistas... ambos ligados ao clube de Bilderberg) que suprime os «extremismos» de direita e de esquerda e «normaliza» tudo - veja-se como as editoras de manuais escolares invadem a esfera de ensino de cada professor de filosofia dizendo-lhe que exercícios deve dar aos alunos, que temas, quais as respostas certas, num pensamento robótico que urge desmascarar - está em marcha para criar cidadãos tecnocráticos, robóticos, obedientes à minoria iluminati superpoderosa e criminosa.

 

Os professores de filosofia são, lamentavelmente, meros agentes de propaganda das democracias sequestradas pelos iluminati - os Obama, os François Holande, os António Costa, António José Seguro, os Marcelo Rebelo de Sousa, os Pinto Balsemão, os Paulo Portas, os António Barreto, os Manuel Maria Carrilho, etc. «Coitados» dos professores! Precisam de ganhar a vida e não querem correr riscos...

 

 

 

 

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Segunda-feira, 1 de Julho de 2013
Jean Baudrillard: o hiper-realismo e a simulação ou o papel perverso da síntese fechada e eclética

 

Em livro publicado há 31 anos, o  filósofo e sociólogo francês Jean Baudrillard, nascido em 27 de Julho de 1929, caracterizou o fenómeno do hiper-realismo, da simulação e dos simulacros, que, através dos media, a televisão em particular, domina desde os anos 70, pelo menos, as democracias ocidentais. A simulação é, por exemplo, o fingimento orquestrado de que as pessoas são donas do seu destino através de um cenário que lhes confere essa ilusão: comporta, por exemplo,  o  programa «Big Brother», o «Peso Pesado» e todos os programas de televisão que exibem grupos de pessoas na sua privacidade quotidiana, deixando o espectador "ver" a intimidade dos actores,  as engrenagens ocultas do poder familiar, grupal, dando "poder" ao espectador e aos actores.

 

A simulação comporta, igualmente, o protesto de massas controlado por dirigentes ordeiros, que fingem ser contra os governantes, a alta finança, os poderosos mas suavizam o protesto e desarmam-no.

É algo que é real e fictício ao mesmo tempo, que elimina a possibilidade de uma revolução anti capitalista genuinamente democrática que eleve a sociedade a um estádio novo, se este for possível.

 

Baudrillard escreveu, distinguindo entre dissimulação e simulação:

 

«Dissimular é fingir não ter ainda o que se tem. Simular é fingir ter o que não se tem. O primeiro refere-se a uma presença, o segundo a uma pura ausência. Mas é mais complicado pois simular não é fingir: " Aquele que finge uma doença pode simplesmente meter-se na cama e fazer crer que está doente. Aquele que simula uma doença determina em si próprio alguns dos respectivos sintomas.» (Littré). Logo, fingir ou dissimular deixam intacto o princípio da realidade: a diferença continua a ser clara, está apenas disfarçada, enquanto que a simulação põe em causa a diferença do "verdadeiro" e do "falso", do "real" e do "imaginário". O simulador está ou não doente, se produz "verdadeiros" sintomas? Objectivamente não se pode tratá-lo nem como doente nem como não doente» (Jean Baudrillard, Simulacros e Simulação, páginas 9-10, Relógio d´Água).

 

 

«Hoje a abstracção já não é a do mapa, do duplo, do espelho e do conceito. A simulação não é já a simulação de um território, de um ser referencial, de uma substância. É a geração pelos modelos de um real sem origem nem realidade: hiper-real. O território já não precede o mapa, nem lhe sobrevive. É agora o mapa que precede o território - precessão dos simulacros - é ele que engendra o território cujos fragmentos apodrecem lentamente sobre a extensão do mapa. É o real, e não o mapa, cujos vestígios sobrevivem aqui e ali, nos desertos que já não são os do Império, mas o nosso. O deserto do próprio real

 

«De facto, mesmo invertida, a fábula é inutilizável. Talvez subsista apenas a alegoria do Império. Pois é com o mesmo imperialismo que os simuladores actuais tentam fazer coincidir o real, todo o real, com os seus modelos de simulação. Mas já não se trata do mapa nem de território. Algo desapareceu: a diferença soberana de um para o outro, que constituía o encontro da abstracção. Pois é na diferença que consiste a poesia do mapa e o encontro do real. .Este imaginário da representação, que culmina e ao mesmo tempo se afunda no projecto louco de cartógrafos, de uma coextensividade ideal dos mapas e do território, desaparece na simulação  - cuja operação é nuclear e genética e já não espectacular e discursiva. É toda a metafísica que desaparece.» (Jean Baudrillard, Simulacros e simulação, pag 8, Relógio d´Água).

 

 

A metafísica, isto é, a crença num mundo ideal, diferente e «transcendente» a este como, por exemplo, uma democracia participativa radical individualista em que todos os cidadãos estão informados e controlam a governação, ou o comunismo, desaparece porque a simulação faz desabar o andar de cima da casa da idealização humana.

 

Exemplo de como a simulação absorve  a generalidade dos protestos sociais foram as grandes manifestações de 80 000 e 100 000 professores em 8 de Março e 8 de Novembro de 2007 em Lisboa, contra o novo e burocrático sistema de avaliação de professores desenvolvido pelo ministério da educação de Maria de Lurdes Rodrigues e o governo Sócrates: os professores manifestaram-se, os sindicatos tansportaram em autocarros os manifestantes e discursaram ameaçando a ministra (simulação) mas acabaram por esvaziar a luta aceitando um memorando de entendimento (17 de Abril de 2008, simulacro) e marcando um dia de greve (3 de Dezembro) sem sequência de luta (simulação).

 

O interessante traço da hiper-realidade é que as manifestações estavam a ser transmitidas em directo pela televisão a todo o país como se a classe dominante, a burguesia, representada pelo PS, PSD e CDS, se estivesse a criticar ou a destruir a si mesma. Os sindicatos, tal como os profissionais da informação, são agentes de simulacros: aparelhos, entidades, que fingem estar ou estão momentaneamente à esquerda, cativando o descontentamento dos professores e as quotas sindicais, e, depois, surgem à direita ao assinar acordos com o ministro da Educação, ao suavizar a contestação, ou ao modelar a informação televisiva, dando uma no cravo e outra na ferradura.

 

Baudrillard escreveu:

«Os media carregam consigo o sentido e o contra-sentido, nada pode controlar este processo, veiculam a simulação interior ao sistema e a simulação destruidora do sistema, segundo uma lógica absolutamente (...) circular. Não há alternativa, não há resolução lógica. Apenas uma exacerbação lógica e uma resolução catastrófica.» (ibid, pag 116)

 

 

São dois problemas distintos, mas interdependentes: a desaparição do ideal metafísico, densificando por completo o real; o abarcar horizontal de todo o campo das alternativas possíveis por uma mesma força, multifacetada, hidra de muitas cabeças, que domina os media.

 

É esta a visão dos estrategas da globalização do tipo clube de Bilderberg de George Soros, Henry Kissinger e Durão Barroso que, em reuniões anuais, secretas no seu conteúdo, escolhem, no centro-direita e no centro-esquerda, os políticos que lideram grandes partidos concorrentes entre si às eleições num dado país de modo a que, ganhe um ou ganhe outro, ganha sempre o mundialismo anti-pátrias de Bilderberg. Nas eleições de 20 de Fevereiro de 2005, em Portugal, tanto o primeiro-ministro e líder do PSD Santana Lopes como o líder do maior partido de «oposição», o PS, José Sócrates, eram membros do grupo de Bilderberg: tinham ido ambos à reunião de Seveso, Itália, em Junho de 2004, a convite de Francisco Pinto Balsemão, e, um ou vários meses depois, haviam ascendido à liderança dos respectivos partidos.

 

 

O hiper-realismo é a realidade sem o sonho, com a subversão, por elites manipulatórias, dos valores éticos, estéticos  e políticos das massas populares, é o pragmatismo no seu grau extremo. É a síntese fechada, englobando a tese e a antítese, de modo «pluralista»..

 

Sob um certo aspecto, o nacional-socialismo e o marxismo-leninismo-estalinismo são sínteses entre o capitalismo liberal ou social-democrata e o seu oposto, o socialismo baseado na autogestão das empresas: o nacional-socialismo ou fascismo de demagogia social ataca alguns grupos capitalistas (a finança judeo-maçónica, os republicanos democratas) e em simultâneo esmaga as organizações operárias (os anarquistas, anarco-sindicalistas, comunistas, socialistas de esquerda ou centro); o leninismo-estalinismo idem, ao fazer uma síntese entre a burguesia e o proletariado através da criação de estados totalitários em que a antiga burocracia capitalista se funde com a propriedade colectiva dos meios de produção (uma antiga reivindicação do anarquismo). Estas sínteses que se convertem em teses ditatoriais geram antíteses fortes.

 

Mas o hiper-realismo de aparência democrática e dialética não é a síntese que esmaga a tese a antítese, a síntese redutora, mas a síntese eclética, a síntese fechada, que não permite a criação de uma nova tese. Por isso, Baudrillard no final deste livro elogia o terrorismo anti estatal e anti capitalista como a solução digna dos oprimidos e explorados: a democracia formalmente instituída é uma farsa, um cenário de pluralismo controlado pela classe dominante.

 

  

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Quinta-feira, 13 de Junho de 2013
Diálogo com Rui Reininho: o "suicídio de Jorge Lima Barreto" e a universidade asfixiante

Assisti, na noite de 9 para 10 de Junho de 2013, ao concerto dos GNR (Grupo Novo Rock) em Aljustrel,  na  Feira do Campo. Vista da estrada exterior, esta vila mineira alentejana, feita de colinas parece,  iluminada, no escuro, por colares de pérolas de luzes, uma cidade árabe das mil e uma noites.  À 1 hora e 30  minutos da madrugada, estou para sair do recinto e cruzo-me, ocasionalmente, com Rui Reininho. Abordei-o. O diálogo que exponho a seguir reproduz mais ou menos o diálogo real que ocorreu. 

 

Eu disse: «Fez bem em vir ao Alentejo, terra onde a abóbada celeste imensa nos faz reflectir, onde se pensa. Terra metafísica.»

Ele diz: «Passo sempre férias no Alentejo. Não vou para o Algarve. »

Eu: «Vi aquela notícia na televisão que o mostrava a si, numa missa, com o padre Rui Osório, no Porto. Vejo que tem um lado místico-religioso. O homem do norte é teísta, imagina deus em espírito, acima da natureza. Aqui, no Alentejo, os homens são, predominantemente, panteístas. E a astrologia, nascida da observação do céu, articula-se com o panteísmo.»

Ele: «Há sempre qualquer coisa que fica da nossa educação da meninice.»

 

Eu: «Aqui, nesta paz do montado, é possível criar o distanciamento, através do silêncio e das imagens fixas da paisagem, face às imagens fugidias e à manipulação a que a televisão nos submete a cada hora. Face à cultura falsificada dos grandes media, incluindo as universidades. Aqui estudo astrologia histórica, desvendando nos factos histórico-sociais as coordenadas astronómicas correspondentes.»

Ele: «Ah, as universidades de hoje! O meu amigo V. H. extremamente inteligente, foi corrido de todas as universidades onde entrou a leccionar porque há sempre os burocratas a travar os que se afirmam de forma individualista e criadora. Diz-me o V. H: «Rui, os professores universitários conjugaram-se para expulsar a metafísica da universidade. É impossível ensinar livremente. A liberdade retrocedeu imenso. O mundo cultural não é livre, neste nível».

 

Eu: «É precisamente o que eu penso. Na área da filosofia, são sobretudo os partidários da filosofia analítica que impõem um fascismo epistémico anti investigação astrológica, anti medicina natural, etc. A liberdade não existe na universidade.»

Rui Reininho prossegue: «O Jorge Lima Barreto, que antes e depois do 25 de Abril de 1974 tecia cenários culturais e políticos criativos no café Majestic no Porto, - éramos internacionais situacionistas, anarquistas - morreu o ano passado de inanição . Foi um suicídio. Deixou-se ficar na cama e definhou porque se sentiu asfixiado pela universidade que não o deixava ensinar o que ele queria e sabia sobre jazz, música, cultura. Havia sempre uma «doutora» burocrata a inviabilizar os projectos, a controlar

 

Eu: «Afinal, Jorge Lima Barreto praticou um suicídio à maneira dos cátaros (o endura): não ingerir durante semanas nenhum alimento material (a matéria é o princípio do mal) até que a força vital, depois de consumir gorduras, tumores e tecidos dispensáveis, acaba por consumir músculos e orgãos  essenciais à vida. Esta multiplicação de doutoramentos e mestrados, dados e vendidos àqueles que alinham com a filosofia dominante nas universidades, burocratiza o saber, fragmenta-o, e constrói um muro de protecção fascizante e totalitário em torno das «mentes doutoradas». É a ditadura mundial da antifilosofia que segue os planos do clube de Bilderberg, um grupo fascista «progressista», arauto de uma democracia formal mundial onde todos somos vigiados, reprimidos pelo governo sinárquico, o governo mundial único. E o Seguro, do PS, e o Portas, do CDS, lá foram à reunião deste clube há dias, pela mão do Pinto Balsemão.»

 

 

Recordo-me que Jorge Lima Barreto era músico e musicólogo, nascido em Vinhais em 26 de Dezembro de 1949, e membro do grupo anarquista que parava no início da década de 70 no café «Piolho» na Praça dos Leões, no Porto, ainda sob a ditadura fascista de Marcelo Caetano e Américo Tomás. Era homossexual e respeitava as opções heterossexuais dos amigos.  Faleceu a 9 de Julho de 2012. Foi o criador da Associação da Música Conceptual, com C. Zíngaro, e dispunha de uma cultura musical extremamente vasta. Era, no sentido real do termo, um catedrático da música mas foi corrido pelos catedráticos institucionais da universidade e seus acólitos.

 

Despeço-me do Rui Reininho (28 de Fevereiro de 1955, Porto) com um abraço. Reflicto, enquanto regresso a Beja, no escuro da noite: somos mais livres como professores no ensino secundário do que os professores nas universidades, onde há, em regra, estreitas relações de vassalagem entre professores e entre estes e o reitor. As universidades são, em primeiro lugar, corporações de interesses, e só em segundo lugar são lugares de pesquisa da verdade e difusão científica, filosófica, artística e literária. Por isso, na universidade oculta-se ou distorce-se a verdade, sempre que esta põe em causa a cátedra deste ou daquele. Este blog é mais livre, mais profundo e mais criativo que muitas cátedras universitárias. A cultura não carece de títulos de «professor doutor» ou de «mestre» porque graças a trabalho mimético, de reprodução dos consagrados, é possível a qualquer indivíduo de inteligência mediano-elevada, ou mesmo mediana, ascender a uma cátedra, ao título de «professor doutor». A cultura e a ciência que temos na superestrutura de Portugal e do «mundo livre» é em grande parte falsa, fragmentária.

 

A universidade é totalitária. Tem poder sobre os políticos e as grandes editoras de livros e jornais - são professores universitários os que supervisionam os manuais escolares e são professores universitários uma parte dos tradutores das grandes obras literárias, filosóficas e científicas - e exclui os que se lhe opõem e veiculam a ciência holística

 

Somos melhores que a universidade. Fazemos parte da supra-universidade, informal. Investigamos e sabemos astrologia histórico-social, a ciência das ciências, que culmina a busca hegeliana de uma ciência holística - e quase todos os filósofos e professores universitários do mundo, ininteligentes ou néscios ou ambas as coisas, negam, desprezam ou vilipendiam o determinismo astral, o fatalismo geométrico-zodiacal que rege o devir. Aliás, em muitas universidades impera, sectorial ou globalmente, um fascismo de esquerda, o social-fascismo: estou a lembrar-me de que, em Maio de 2012, o grupo Krisis da universidade de Évora me impediu de apresentar uma tese de astrologia histórica nas IV Jornadas Internacionais de Investigadores de Filosofia, quando deveriam esses académicos ser os primeiros interessados em aprender com quem investigou uma área do saber que de todo ignoram.

 

 

José Gil, António Marques, Eduardo Lourenço, Pinharanda Gomes, Ricardo Santos, João Branquinho, João Saágua, Manuel Maria Carrilho, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, António Barreto, Boaventura Sousa Santos, Marcelo Rebelo de Sousa, Miguel Sousa Tavares, Manuel Vilaverde Cabral, José Pacheco Pereira, Olivier Feron, Carlos Fiolhais, João Maguejo e tantos outros académicos ignoram, por exemplo, que Salazar tomou posse com Júpiter no signo de Carneiro (arco de 0º a 30º de longitude) em 27 de Abril de 1928, que Cavaco Silva obteve a primeira maioria absoluta do PSD em 19 de Julho de 1987 com Júpiter no signo de Carneiro,  e foi reeleito em 23 de Janeiro de 2011, com Júpiter no signo de Carneiro e não concebem que estes dados configuram uma lei político-zodiacal.

 

Que «doutas» criaturas são estas que desprezam ou troçam da possibilidade/realidade de a astrologia (histórica) ser ciência e nem sequer percebem que os seus frágeis corpos humanos de 60, 70 ou 90 quilos não podem escapar à atracção e ao determinismo do planeta Júpiter cuja massa é igual à de 317, 8 planetas Terra?

 

NOTA DE RECTIFICAÇÃO DE 3 DE JULHO DE 2014- Recebi um e.mail de um amigo muito próximo de Jorge Lima Barreto que me diz o seguinte:

«O que o Rui Reininho lhe contou , melhor, a conclusão aligeirada e momentânea do Rui não corresponde ao que infelizmente aconteceu ao Jorge.  A causa principal não foi essa.»
Assisti, com o X, com o Y, aos últimos 30 dias de vida do Jorge, no Hospital de S.José.
Sei que o seu post, hoje não pode ser rectificado, mas fica aqui o meu reparo.»

«Não tenho qualquer direito nem dever para lhe solicitar que apague o post. 
Faz parte do seu mundo pessoal, está editado.  Se o retirasse, essa parte da sua mundivivência desapareceria, ocultaria um seu (bom) episódio, nunca eu desejaria isso para "rectificar" esse curioso diálogo com o Rui.
Mas se quiser, eu e os amigos do Jorge agradecemos (presumindo que FQueiroz sabe quem foi e o que fez o Jorge como músico, musicólogo, activista, etc., etc.) que num seu próximo post hoje ou amanhã, releve a Bienal.  Obrigado.
(Veja, sff o programa no site do Centro Cultural de Vinhais).
Pena por FQueiroz não poder ir a Vinhais.
«Confidência : o Jorge sentiu imenso os "atropelos" (no mínimo, "atropelos") ao recusarem a sua inclusão no corpo docente duma universidade em Lisboa (e noutra ocasião na do Porto), mas não foi a causa principal -- de.

E de acordo consigo e com o Rui : as universidades tugas não querem professores criativos e com uma Cultura para além do que está "correcto", delineado, certinho... »

Em 4, 5 e 6 de Julho de 2014 será inaugurada a I Bienal Jorge Lima Barreto, em Vinhais.  Justíssima e inédita homenagem. Com Vítor Rua, António Barros, Joana Vasconcelos, Manuel Barbosa, Jonas Runa, Chris Cutler, Kersten Glandien, Luís San Payo, Ana Borralho, João Galante, Ilsa d'Orzac e outros.

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 15:09
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