Sexta-feira, 9 de Maio de 2014
Equívocos no manual «Como pensar tudo isto? Filosofia 11ºano» da Sebenta (Crítica de Manuais escolares LXII)

 

 

Vários equívocos impregnam o manual  do professor Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano, de Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolando Almeida,  revisão científica de Sofia Miguens, da editora Sebenta

 

 

O CEPTICISMO É AUTORREFUTANTE? É INSUSTENTÁVEL?

 

Sobre o cepticismo, lê-se no manual:

 

« Objecções ao cepticismo

O cepticismo é insustentável

 

«Alguns autores encaram o cepticismo como uma posição autorrefutante. Uma perspectiva é autorrefutante quando se refuta a si mesma, isto é, quando demonstra a sua própria falsidade. Em que medida se pode considerar que o cepticismo incorre neste tipo de erro? Bem, a resposta salta à vista: é simplesmente contraditório afirmar que se sabe que o conhecimento não é possível.  Afinal de contas, se o conhecimento fosse verdadeiramente impossível nem isso se poderia saber. Mas será que isto constitui uma ameaça séria para o cepticismo?» (...)

«Há, contudo, uma crítica mais séria com a qual o cepticismo tem de lidar. No texto que se segue, Bertrand Russell, um dos mais importantes filósofos do século XX, faz notar que, embora possamos ter razões para suspender a crença em relação a este ou àquele assunto, é implausível pensarmos que temos razões para colocar em suspenso todas as nossas crenças em simultâneo.

 

"É claro que é possível que todas ou qualquer uma das nossas crenças possa estar errada, e consequentemente todas devem ser adoptadas com pelo menos um ligeiro elemento de dúvida. Mas não poderemos ter razão para rejeitar uma crença excepto com base noutra crença qualquer" . (Bertrand Russell, Os problemas da filosofia, Trad. Desidério Murcho, Lisboa, Edições 70, 2008, p.87)

 

«Com estas palavras, Russell pretende defender que, embora uma certa forma de cepticismo seja recomendada para nos prevenir de dar assentimento precipitado a algumas crenças, o cepticismo extremo é uma posição insustentável do ponto de vista racional. »

 

(Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolando Almeida, Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano,  revisão científica de Sofia Miguens,  editora Sebenta, pág. 137)

 

Esta argumentação dos autores do manual, e de Bertrand Russell, de que "o cepticismo é autorrefutante, insustentável" cai pela base se atentarmos na definição integral de cepticismo: «Corrente filosófica que afirma ser impossível o conhecimento em todos os domínios, à excepção do conhecimento da tese de que "nada se pode conhecer, tudo são aparências fugazes ou ilusões". Esta definição não se auto contradiz. A definição é a ilha no meio do mar da incerteza. O mar não submerge a ilha. Uma das falhas do pensamento analítico é a destruição da barreira entre definição e objecto definido, fazendo com que este último absorva e destrua a definição que o engloba e transcende.

 

Qual é o valor da argumentação de Russell contra o cepticismo? Nenhum. Ao dizer que «não podemos refutar uma crença a não ser que tenhamos outra» Russell não demonstra nada, faz uma profissão de fé (pistis, em grego) nos orgãos dos sentidos e nos conhecimentos erguidos a partir de estes. Ademais o cepticismo radical rejeita todos os conhecimentos/ crenças, com base na crença de que «nada se pode conhecer», portanto, cumpre a exigência de Russell no texto acima de não se ficar no vazio, sem crer em nada.

 

Por que razão podemos, segundo Russell, ser parcialmente cépticos mas não globalmente cépticos? Já sabemos que o céptico global é só 99% céptico porque aceita um único dogma, o  de que «tudo é incognoscível»; em todo o yang há um pouco de yin.  Russell não justificou a sua tese. Ninguém pode justificar o anti cepticismo de maneira categórica, excluente. É uma questão de gosto, de perspectiva. Do mesmo modo que ninguém pode refutar o comunismo leninista dizendo que «há mais liberdade individual sob o capitalismo de mercado e a democracia parlamentar». A refutação é intersubjectiva: os conservadores, os liberais e socialistas aceitam que o «leninismo é mau, ditatorial», os comunistas, vivendo em democracia capitalista, preferirão sempre a vida da Cuba leninista da "ditadura do proletariado" à vida dos EUA ou da Europa capitalista.

 

FALSA DICOTOMIA CEPTICISMO-FUNDACIONALISMO

 

O manual estabelece uma dicotomia entre cepticismo e fundacionalismo (ver gráfico da página 178, com bifurcação entre estes dois conceitos):

 

«O cepticismo é a perspectiva segundo a qual devemos suspender o juízo relativamente à verdade ou falsidade de uma proposição, pois no geral as nossas pretensões de conhecimento são injustificadas.» (...)

«O fundacionalismo rejeita a conclusão do argumento céptico da regressão infinita, pois defende que nem todas as crenças se justificam com base noutras crenças - existem crenças básicas, que são de tal modo evidentes que se justificam a si mesmas.»

 

(Domingos Faria, Luís Veríssimo e Rolando Almeida, Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano,  revisão científica de Sofia Miguens,  editora Sebenta, pág. 178-179)

 

 

Esta dicotomia cepticismo-fundacionismo é falsa, fruto do magma da confusão dos autores e revisora. O cepticismo pertence ao género ontognosiológico, ao passo que fundacionismo pertence ao género protológico. Não podem opor-se: são espécies de géneros diferentes. Sobre isto Blackburn, Zizeck e a multidão de autores analíticos ou fenomenológicos nada sabe. É dialéctica, no sentido mais alto do termo.

 

David Hume era céptico sobre a natureza da matéria exterior ao dizer que não se pode demonstrar que há objectos físicos como mesas, casas e montanhas, fora do nosso espírito, e ao mesmo tempo, era fundacionista ao colocar as impressões empíricas e as relações filosóficas inerentes à razão como fundamento do limitado conhecimento que o ser humano possui.

 

Os primeiros cépticos gregos Pirron e Timón eram fundacionistas uma vez que afirmavam poder conhecer as aparências - fundavam-se nas aparências - mas não a essência oculta e o sentido oculto das coisas. Assim, fundavam-se nos sentidos. Eram empiristas, de certo modo como David Hume seria séculos mais tarde.

 

 

 

A AUSÊNCIA DE REFERÊNCIA À OPOSIÇÃO REALISMO-IDEALISMO

 

Se consultarmos o glossário deste manual, não encontramos as definições de idealismo nem de realismo. Ora é impossível explicar cabalmente a gnosiologia de Descartes sem explicar e posicionar as teses do realismo e do idealismo ontognoseológico. Em 20 páginas a explicar o pensamento de Descartes, - da página 141 à página 161 - não há uma única referência aos conceitos de realismo e idealismo gnosiológicos, o que prova a fragilidade teórica do manual.

 

ERROS NAS RESPOSTAS DE ESCOLHA MÚLTIPLA

 

Como é habitual nas perguntas de escolha múltipla forjada por autores (de)formados pela escola da filosofia analítica, este manual e guias anexos contêm erros abundantes. Vejamos exemplos no «Guia do Professor,  Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano».

 

No Teste Sumativo 4, figura a seguinte questão que pede uma única resposta certa, excluindo as outras:

 

6. En filosofia recorre-se à argumentação, ao diálogo e à discussão racional para:

 

A. descobrir como as coisas realmente são.

B. descobrir como prever o futuro.

C. descobrir a opinião de cada um.

D. descobrir como as coisas são para cada um. («Guia do Professor,  Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano», pág. 32)

 

Segundo o manual, a única resposta certa é a 6-A.

 

Crítica Minha: não há uma mas três respostas certas, a 6-A, 6-C e 6-D. É absolutamente arbitrário e ilógico dizer que a filosofia visa «descobrir como as coisas realmente são»  (hipótese A) mas não visa «descobrir como as coisas são para cada um» (hipótese D). Isso é fechar a porta da subjectividade à filosofia. E está ainda certo dizer que a filosofia visa «descobrir a opinião de cada um» (hipótese C). Por aqui se pode ver a roleta russa a que os alunos estão sujeitos com uma pergunta mal concebida de várias respostas certas.

 

No Teste Sumativo 5, figura a seguinte questão que pede uma única resposta certa, excluindo as outras:

 

2. O objecto do conhecimento prático é...

A.  uma pessoa, lugar ou objecto.

B.  uma proposição.

C.  uma proposição verdadeira

D.  uma actividade.

 

Guia do Professor,  Como pensar tudo isto? Filosofia 11º ano», pág. 32)

 

Segundo o manual, a única resposta certa é a 6-D.

 

Crítica minha: há duas respostas certas, 6-A e 6-D. Que é o conhecimento prático? Não é apenas o saber-fazer. É também o conhecimento por contacto, isto é, a visão, audição, tacto, sabor, etc, das coisas diante de nós. Ora ver uma pessoa ou um objecto, vivenciar um lugar, é conhecimento prático. Opõe-se ao conhecimento teórico ou proposicional.

 

 

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Sexta-feira, 24 de Maio de 2013
Bertrand Russell ´s misconception about universals

In Middle Age, Sain Thomas of Aquin postulated five transcendentals, ie, five universal ideas or objective qualities which are present in everything: res, unum, aliquid, bonum, verum. For example: everything (a rose, a castel, a room, a country, a person, a philosophy, etc) is a one (unum), constitutes an unity. The transcendentals are universals but not all universals are transcendentals. In his book "The Problems of Philosophy", Bertrand Russell considers whitness as an universal. He wrote:

 

«We can think of an universal and our thinking then exists in a perfectly ordinary sense, like any other mental act. Suppose, for example, that we are thinking about whiteness. (...) In the strict sense, it is not whiteness that is in our mind, but the act of thinking of whiteness. (...)»

 

«We shall find it convenient only to speak of things existing when they are in time, that is to say, when we can point to some time at which they exist (not excluding the possibility of existing at all times), Thus thoughts and feelings, minds and physical objects exist. But universals do not exist in this sense; we shall say that they subsist or have being, where "being" is opposed to "existence" as being timeless. The world of universals, therefore, may be also described as the world of being. The world of being is unchangeable, rigid, exact, delightful for mathematicien, the logicien, the builder of metaphysical sistems, and all who love perfection more than life. The world of existence is fleeting, vague, without sharp boundaries, without any clear plan or arrangement, but it contains all thoughts and feelings, all the data of sense, all the physical objects, everything than can do good or harm, everything that makes any difference to the value of life and the world» (Bertrand Russell, «The problems of philosophy», page 56-57, Oxford University Press; the bold is put by me).

 

Russell clearly adopts the position of Plato: the universals are placed as essences in a supersensible world, out of the time. The position of Russell is contrary to dialectical thinking whereby one divides into two, ie, in this case, the universal exists simultaneously in the world of static being  and in the world of mental and material becoming. Russell argues that the universal property exists only in the world of static being. It is a misconception. Whiteness is an universal because it is present in every white physical objects and not because of being an archetype out of time and space. This criticism is from Aristotle.

 

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Segunda-feira, 20 de Maio de 2013
Russell´s misconception about the universal "relation north of"

In his book "The Problems of Philosophy", Bertrand Russell draws attention to the fact that the ancien philosophers  centered  the notion of universal ( for example: Man and Rose are universals) in substantives  and adjectives and despised the verbs and prepositions as universals. Russell wrote:

 

«Consider such a proposition as "Edinburgh is north of London". Here we have a relation between two places, and it seems plain that the relation subsists independently of our knowledge of it. (...) We may therefore now assume that it to be true that nothing mental is pressuposed in the fact that Edimburg is north of London. But this fact involves the relation "north of", which is a universal; and it would be impossible for the whole fact to involve nothing mental if the relation "north of", which is a constituent part of the fact, did involve anything mental. Hence, we must admit that the relation , like the terms it relates, is not dependent upon thought. but belongs to the independent world which thought apprehends but does not create.»

 

«This conclusion, however, is met by the difficulty that the relation "north of" does not seem to exist in the same sense in which Edinburgh and London exist. If we ask «Where and when does this relation exist?» the answer must be: "Nowhere and nowhen". There is no place or time  where we can find the relation "north of". It does not exist in Edinburgh any more than in London, for it relates the two and is neutral as between them. Nor can we say that exists at any particular time. Now everything that can be apprehended by the senses or by instrospection exists at some particular time. Hence, the relation "north of" is radically different from such things. It is neither in space nor in time, neither material nor mental; yet it is something» (Bertrand Russell, «The problems of philosophy», page 55-56, Oxford University Press; the bold is put by me).

 

Certainly, I agree with Russell when he says that the relation "north of" is an universal, although he sidesteps the fact that "north" means the position of the  polar star of the constellation Ursa Minor-  so "north" means an object in the space and the relation "north of" means being spatially closer to the pole star than something else (located further south).

 

Hence, Russell makes a mistake when he says that «There is no place or time  where we can find the relation "north of"». This thesis is refutable: this relation exists objectively in space and time, and in thought, so universals do not exist out of material world or of mental world. Where could they be? In a supersensible world as the one of the archetypes of Plato. Hence, "north of" should be an archetype.

  

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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013
Russell an ordinary philosopher unable to understand Kant

 

The institutional philosophy is, in a great part, an optical illusion because it shows as "great philosophers" some that are just average. This is the case of Bertrand Russell who, shockingly, did not understand the idealism of Kant, like almost all academics. About Kant ´s theory, Russell wrote;

 

«The physical object, which he calls the "thing in itself", he regards as essentially unknowable; what can be known is the object as we have it in experience, which he calls the "phenomenon". The phenomenon, being a join product of us and the thing in itself, is sure to have those characteristics which are due to us, and is therefore sure to conform to our a priori knowledge.» (Bertrand Russell, «The problems of philosophy», page 48, Oxford University Press).

 

The great error of Russell was to suppose that matter resides on the thing in itself (ontological realism), ignoring that  Kant never sustained that the thing in itself, the noumena, is the physical or material object. About it, about matter, Kant wrote:

 

«The undetermined object of an empirical intuition, is called phenomenon. That which in phenomenon corresponds to sensation, I term it matter; but that which effects that the content of the phenomenon can be arranged under certain relations, I call its form. »(Kant, Critique of Pure Reason, page 21, Dover Publication Inc, New York).

«But time and space, with all phenomena therein, are not in themselves things. They are nothing but representations, and cannot exist out and apart of mind.» Kant, Critique of Pure Reason, page 278, Dover Publication Inc, New York; the bold is put by me).

 

This is exactly the same position of George Berkeley, ie, idealism: matter, phenomena,- ie, clouds, landscapes, houses, horses, human bodies and all empirical objects - are representations, are not real in themselves. Russell, Wittgenstein, Heidegger, Sartre, Nagel, Quine, Hessen and many others did not understand this: they thought that phenomena (fields, trees, buildings that we see and touch) are a  distorted image of physical objects (the real and hidden fields, trees, buildings, etc) but this misconception on kantism is critical realism, not transcendental idealism. They should meditate the Buddhist philosophy.

 

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Sábado, 19 de Janeiro de 2013
Russell separated, wrongly, knowledge of things and knowledge of truths

The British philosopher Bertrand Russell wrote:

 

«We may now take a survey of the sources of our knowledge, as they have appeared in the course of our analysis. We have first to distinguished knowledge of things and knowledge of truths. In each there are two kinds, one immediate and one derivative. Our immediate knowledge of things, wich we call acquaintance, consists of two sorts, according as the things known are particulars or universals. Among particulars, we have acquaintance with sensa-data and (probably) with ourselves. Among universals, there seems to be no principle by which we can decide which can be known by acquaintance, but it is clear that among those that can be so known are sensible qualities, relations of space and time, similarity, and certain abstract logical universals. Our derivative knowledge of things, which we call knowledge by description, always involves both acquaintance with something and knowledge of truths. Our immediate knowledge of truths may be called intuitive knowledge, and the truths so known may be called self-evident truths.» (Bertrand Russell, The problems of philosophy, pages 62-63, Oxford University Press, 2001; the bold is put by me).

 

On distinguishing knowledge of things and knowledge of truths Russell commits a logical error: things are truths, are a part of the truth. To see and touch a tree or an apple is to know things, and simultaneously, it is to know truths. Russell separates truth from empirical perception, from sensa-data and that is an error: empirical data contain, to a greater or lesser degree, truth. The red colour of strawberries i see and its sweet taste brings me partially the truth of these strawberries.

 

Another error of Russell is to considere particular the knowledge by acquaintace, based on sensa data. In fact, the knowledge obtained by sensa-data is simultaneously particular and universal. If it were not so, the drivers would always bump against each other on the roads because the sense-data would not show the same road to those who are, at the same moment, in the same three hundred meters of public road in their cars, in progress. But there is a commmon perception of the road and of the positions of all cars in different minds of drivers, in a given moment, and that proves that sensa-data have universitality and not only particularity.

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