Sábado, 12 de Setembro de 2020
Hegel opõe-se ao cristianismo do Evangelho de São João

 

Em um debate com intelectuais jesuítas que postulam, citando Hegel e Heidegger, ser possível unir religião e filosofia, superando o dualismo ontológico da velha metafísica, discordo. Sustento  que a união da religião e da filosofia é uma impossibilidade. Lembro que não existe a religião mas múltiplas religiões e também não existe a filosofia mas múltiplas filosofias. É claro que Hegel usa a razão (Vernunft), a arma do pensamento holístico ( «A verdade é o todo») para integrar a religião sob as abóbadas da SUA filosofia. Ele escreveu :

 

«O Reino de Deus é, antes de mais, a Igreja Invisível, que engloba todas as regiões e as diferentes religiões; em seguida, a Igreja exterior.»

«Na igreja Católica, a comunidade cinde-se em sacerdotes e leigos. Aqueles são os plenipotenciários e exercem a força. A reconciliação com Deus torna-se, em parte, externa; domina sobretudo entre os católicos, uma realidade não espiritual da religião. Entre os protestantes, os sacerdotes são apenas mestres. Na comunidade, todos são iguais perante Deus como espírito presente da comunidade. As obras, como tais, são impotentes. Interessa a fé, a disposição de ânimo. O mal conhece-se como nada em si e por si. Esta dor deve penetrar o homem. Ele deve receber livremente a graça de Deus...(George Wilhelm Friedrich Hegel, Propedêutica Filosófica, Edições 70, pág. 84)

 

Na primeira carta as cristãos, capítulo 2, São João sustenta que o cristianismo implica não amar o mundo, a concupiscência da carne, e ainda que o Anticristo - e aí poderíamos incluir o judaísmo,o islamismo, o budismo, o hinduísmo, as religiões animistas - é aquele que nega o Pai e o Filho Jesus Cristo:

«4 Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.
15 Näo ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai näo está nele.
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, näo é do Pai, mas do mundo.
17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
18 Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.
19 Saíram de nós, mas näo eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que näo säo todos de nós.
20 E vós tendes a unçäo do Santo, e sabeis tudo.
21 Näo vos escrevi porque näo soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
22 Quem é o mentiroso, senäo aquele que nega que Jesus é o Cristo? É o anticristo esse mesmo que nega o Pai e o Filho.»

 

E no Evangelho de São João, 14: 5-8, o apóstolo assegura que a única via para chegar ao Paraíso, ao Pai Celeste, é Jesus Cristo:


5Disse-lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?» 6*Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. 7*Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.»

 

Hegel é, portanto, um corruptor do cristianismo ascético, tal como os últimos papas da igreja católica romana, ao defender que todas as religiões e regiões constituem a igreja universal. O cristianismo autêntico  é dualista, opondo-se ao ateísmo e às religiões do anti Cristo, ou não é cristianismo e mergulha na sopa do ecumenismo como hoje sucede. 

 

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Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020
José Antonio Fortea: um exorcista teoriza sobre o diabo e o inferno

 

José Antonio Fortea, sacerdote católico exorcista, nascido em Barbastro, nordeste de Espanha, em 11 de Outubro de 1968, a terra do padre José María Escrivá de Balaguer, teoriza sobre o demónio e o inferno. Analisemos algumas das suas teses.

 

O TEMOR DO DEMÓNIO NÃO TEM SENTIDO?

 

Em um esforço para apagar ontologicamente o poder do demónio e o correspondente medo que causa nos seres humanos escreveu:

 

«O temor do demónio deve-se aos males que nos possa causar na vida material (doenças, desgraças) ou na vida espiritual (fazer-nos pecar ou condenar-nos). Mas tais males não estão na sua mão. As desgraças e doenças só nos acontecerão se Deus permite, e o pecado e a condenação só se nós queremos. Portanto, o temor do demónio não tem sentido, pois tudo está nas mãos de Deus. O temor do demónio é, portanto, teologicamente infundado, não tem sentido. Com Deus, não há razão para temer o demónio. Portanto, ser crente e temer o demónio supõe uma contradição

(José Antonio Fortea, Suma Daemoniaca, Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas, Paulus Editora, Junho de 2018, pág. 88; o destaque a negrito é posto por nós). 

 

Parece-nos que isto contradiz a 1ª Carta de São Pedro (5-8) em que o apóstolo diz:

 

«Sede sóbrios e vigiai! O Diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós, como um leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe firmes na fé, sabendo que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem as mesmas aflições».

 

NO INFERNO, SÓ HÁ O FOGO DO REMORSO?

 

E sobre o inferno escreve o padre Fortea:

«Questão 95 -Que penas há no inferno?»

«Existe fogo? Sim, existe o fogo do remorso. Fogo material, não, pois os demónios não estão em nenhum lugar, nem nenhum castigo corporal lhes pode já causar dano. 

«Este remorso que já nada pode apagar, que arde no interior de cada espírito condenado, que atormenta espiritualmente os espíritos, é o fogo que não se apaga (Marcos 9,48), o fogo eterno (Mateus 25,41), a fornalha de fogo (Mateus, 13, 42), o fogo ardente (Hebreus 10, 27) o lago de fogo e enxofre (Apóstolos 19,20), a Geena do fogo (Marcos 5,22), a chama que atormenta (Lucas, 16,25). (...)

«Ao falar da condenação, a Bíblia não apresenta Deus como o torturador. Usa termos impessoais como fogo, trevas, ou lago de enxofre. A condenação, portanto, é o afastamento de Deus e é a tortura que cada espírito aplica a si próprio pela deformação do espírito. Deus não criou os sofrimentos infernais, o inferno é fruto da deformação de cada espírito.»

(José Antonio Fortea, Suma Daemoniaca, Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas, Paulus Editora, Junho de 2018, pág. 111; o destaque a negrito é posto por nós). 

 

Esta descrição suavizadora, quase diria subjectivista do inferno não coincide com o mar de fogo pejado de demónios com formas horríveis e corpos humanos a arder que os pastorinhos terão visto na Cova da Iria em 13 de Julho de 1917 em visão facultada por Nossa Senhora.

 

OS DEMÓNIOS GOZAM A FELICIDADE DE EXISTIR?

 

José Antonio Fortea sustenta que os demónios, na sua fealdade e malícia, dão glória a Deus e gozam da felicidade no seu grau mais baixo que é a sensação de existir:

 

«Os demónios, como se disse, mostram a justiça terrível de Deus, mostram a sua santidade e a sua sabedoria ao criar tal ordem na Criação. Uma ordem tão perfeita que nem o mal pode destruir arquitectura tão divina. Teria sido preferível que não existisse o mal, mas existindo embeleza a catedral disposta pela mente da Santíssima Trindade .A catedral tem as suas altas torres, mas também as suas criptas e lúgubres subterrâneos» (...)

«E, voltando à férrea lógica dos conceitos teológicos, há também que considerar que os demónios não sofrem em todos e em cada um dos momentos. Inclusive, eles gozam do dom da existência. A existência é um dom. E embora sofrendo em muitos momentos, embora vivendo uma vida afastados de Deus, os demónios gozam do grau mais baixo de felicidade, a felicidade de existir. Sofrem em muitos momentos, mas noutros gozam da potência racional do conhecimento. De maneira que, inclusivamente para eles, é preferível existir a não existir.»

(José Antonio Fortea, Suma Daemoniaca, Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas, Paulus Editora, Junho de 2018, pág. 107; o destaque a negrito é posto por nós). 

 

Eis uma questão filosófica a que os suicidas respondem de uma maneira particular: não existir, que implica não sofrer, é pior do que existir sofrendo de forma lancinante?

 

UM CASO QUE PROVA A EFICÁCIA DO EXORCISMO

 

Os filmes sobre exorcismos têm, segundo o padre Fortea, a virtude de mostrar a realidade da possessão diabólica, ainda que em alguns casos não espelhem a verdade toda. Escreve:

 

«Muito diferente foi o caso da possessão de Mount Rainier em 1949, o qual teve um final muito diferente daquele que aparece no filme. Um final tão extraordinário que se optou por não o pôr, já que se considerou que ninguém iria acreditar. A libertação do demónio na última sessão foi assim:

«O demónio que falava através do menino com uma voz horrível cheia de ódio disse: "Não irei sem que seja pronunciada certa palavra mas o menino jamais a dirà (...) Não é suficiente, deve dizer uma grande palavra, refiro-me a uma grande palavra. Nunca direi essa palavra, nunca direi essa palavra."

«O exorcismo prosseguiu e, de repente, o menino falou com uma voz num tom tão autoritário como digno. O possesso disse: "Sou São Miguel e ordeno-te, Satã, que abandones o corpo no nome de Dominus,  imediatamente, agora,agora".

«Dominus em latim significa "Senhor". Ouviu-se um som que descreveram como uma detonação muito forte e que foi ouvida por muitas pessoas no hospital dos Irmãos de Santo Aleixo, em S.Louis; pessoas que não sabiam que se estava a fazer um exorcismo, trabalhadores que inclusive estavam nas oficinas do hospital. Nesse momento o possesso ficou liberto e voltou a si.»

«O menino não se lembrava de nada, mas lembrava-se de uma visão de São Miguel a lutar com Satanás. Curiosamente, nesse mesmo dia, à mesma hora que o demónio saiu, essa mesma visão foi vista no outro lado da cidade, na igreja de São Francisco Xavier, por vários sacerdotes jesuítas, que afirmam ter visto subitamente uma luz intensa que iluminou o altar principal e a abóbada sobre o altar, e na qual se via São Miguel a lutar com Satã».»

 

(José Antonio Fortea, Suma Daemoniaca, Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas, Paulus Editora, Junho de 2018, pp. 241- 242; o destaque a negrito é posto por nós).

 

O ANTICRISTO NÃO É O DEMÓNIO

A distinção entre o Anticristo, a Besta o Dragão/ Serpente nos evangelhos e do Apocalipse de São João  é frisada por José Antonio Fortea:

Questão 87: A besta do Apocalipse é o Diabo?

«Não, o Apocalipse distingue muito bem entre três figuras: o AntiCristo, a Besta e o Dragão (ou Serpente). O Anticristo é um homem, a Besta é um poder político que leva a guerra aos confins do mundo, e o Dragão (ou Serpente) é o Diabo». 

(José Antonio Fortea, Suma Daemoniaca, Tratado de Demonologia e Manual de Exorcistas, Paulus Editora, Junho de 2018, pág. 104 ; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Domingo, 20 de Janeiro de 2019
Breves reflexões de Janeiro de 2019

O ALENTEJO ESTÁ A SER DESFIGURADO PELOS INVESTIDORES ESPANHÓIS E HOLANDESES E PELOS PROPRIETÁRIOS DE TERRAS LOCAIS. 20 de Janeiro de 2019. Conversa na esplanada de um café em Beja. Ana diz-me: «Os espanhóis donos dos olivais intensivos e superintensivos compram ou alugam terras agrícolas em Beja, Serpa, Moura, Ferreira, Vidigueira, etc., pagando grandes quantias em dinheiro vivo. E os proprietários alentejanos cedem, para enriquecer. Um destes na Vidigueira disse-me: «Tenho 400 hectares de terras que pouco me rendiam. Veio um espanhol e ofereceu-me muito dinheiro para alugar 200 hectares por um período de 20 anos. Não pude recusar.»

 

Ana prossegue: «Odemira é um concelho alentejano vítima da ganância dos investidores estrangeiros. Desde há 20 anos que tem 400 quilómetros quadrados de estufas abandonadas, montadas pelos holandeses que aí cultivavam túlipas e outras flores. Os holandeses foram embora e agora resta um montão imenso de plásticos e ferros das estufas difíceis de remover. Os espanhóis, no Alentejo, revolvem as terras com máquinas escavadoras, destruindo vestígios de pontes romanas e construções arqueológicas: não dão emprego a quase nenhuns portugueses, trazem os seus operários da Andaluzia.»

 

«Há gente a passar fome no Alentejo como há no Algarve destruído pela indústria da construção civil e do turismo. No Algarve, há muitos que nesta época de baixa na hotelaria perdem o emprego sazonal e vivem do tráfico de droga, que recolhem nas praias vinda em pequenas lanchas. As pessoas têm de sobreviver: os instintos falam mais alto que as boas maneiras e o cumprimento da lei. O Portugal triunfante de António Costa é propaganda. Há o reverso da medalha.»

 

«Esta bactéria Xylella Fastidiosa que destrói os olivais, os amendoais e as vinhas, descoberta em Gaia, pode ser uma solução que a natureza inventou para destruir os olivais superintensivos e os amendoais que contaminam com química os aquíferos subterrâneos. As coisas vão naturalmente ao sítio correcto».

 

DEVEMOS LUTAR CONTRA OS INSTINTOS. Ver uma mulher jovem e belíssima despir-se diante de nós e oferecer-se ao nosso instinto masculino deve levar-nos dominar o desejo de a possuir, a recusar satisfazê-la. Isto agrada a Nosso Senhor. Isso é virilidade espiritual que não coincide necessariamente com a virilidade física. Isto irrita profundamente Satã.

 

A VIRGEM MARIA É MAIS BELA QUE QUALQUER MULHER. Porque a sua beleza emana da região da Luz Divina, do Paraíso. Uma aluna disse-me que não entendia esta asserção dos cristãos. Talvez haja duas belezas: a crística/ do Espírito Santo e a luciferina das «mulheres fatais» que povoam o mundo porno.

 

A COROINHA DO PADRE PIO, REZADA, FUNCIONA? Um amigo diz-me: «Eu tenho desde há muitos anos um caroço na parte de trás do pescoço. Comecei ontem a rezar a coroinha do Sagrado Coração de Jesus que o padre Pio de Pietrelcina (1887-1968), o estigmatizado, rezava diariamente: «1. Ó meu Jesus, que dissestes «na verdade, vos digo, pedi e recebereis, procurai e achareis, batei e abrir-se-vos-á» eu bato, procuro e peço a graça....(dizer a graça que se deseja)

Pai Nosso, Avé-Maria, Glória

Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós».

 

E continua o meu amigo: «Rezei e hoje acordei e verifico que o caroço no pescoço desapareceu. Será o efeito dessa oração?»

 

GOG E BERGOGLIO: A SEMELHANÇA DE NOMES. Gog era a personificação do AntiCristo, segundo o Antigo Testamento .«Para Ezequiel, Magog é o país do rei GOG, denominação apocalíptica que designa forças poderosas, contrárias a Deus. No Apocalipse, Magog e Gog fundem-se num só nome duplo para referir um povo que simboliza as forças antagónicas a Deus.» (Jorge Blaschke, «Os grandes enigmas do Cristianismo», Estampa, pág. 216).

 

Ora o actual papa da igreja católica chama-se Jorge BerGOGlio e é um jesuíta maçon, que se alia ao Islão e à Tora judaica para criar uma religião mundial única - a do anti Cristo.

 

PRECISO DO FACEBOOK PARA SER FELIZ? Em última análise, não. Preciso mais dos varredores da Câmara Municipal da minha cidade que varrem as ruas e esvaziam os contentores de lixo do que do Facebook. Preciso mais do meu emprego, com a rede de sociabilidade que implica, e do meu salário do que do Facebook. Preciso mais das lojas da minha cidade onde compro alimentos e outras coisas do que do FB. Só preciso do FB para me entreter difundindo ideias ou narrando episódios de confessionário, como os diários do século XVII, que outros apreciam ler. Só o meu narcisismo explica eu estar no Facebook. Este é uma feira de vaidades, um meio de contactar familiares, amigos ou colegas de escola dispersos geograficamente ou esquecidos,  ou um instrumento de mobilização política e cultural a favor de causas (os bombeiros, os animais, o voluntariado, a liberdade sexual, etc.)

 

O AMOR CONJUGAL EXIGE DINHEIRO, CASA PRÓPRIA OU ALUGADA, ALIMENTAÇÃO RICA EM VITAMINAS, PROTEÍNAS E SAIS MINEIRAIS. Ninguém vive só de beijos e orgasmos. É compreensível que em casais em que um ou ambos estejam submetidos a desemprego de longa duração e carências alimentares, o amor enfraqueça e a separação surja. Há e haverá sempre uma pequena componente interesseira numa união de amor. Alguém feminino disse um dia: «Uma mulher conquista-se com comida». A ideia de  «comer» está na base da união sexual/ conjugal do senso comum:  os homens dizem uns aos outros (com as minhas desculpas pela rudeza) «Vou comer aquela mulher, é boa como milho». 

 

A PAIXÃO CARNAL POR UMA MULHER É DAS COISAS QUE MAIS NOS AFASTA DE DEUS, SEGUNDO O CATOLICISMO TRADICIONAL. Se aceitarmos a doutrina gnóstica cátara de que a carne (a sexualidade, os prazeres gastronómicos, as riquezas materiais) está sob o domínio de Lúcifer, o príncipe deste mundo, não acreditamos sequer que Jesus Cristo tenha encarnado no seio da Virgem Maria, pois Cristo é pura Luz e não pode descer à carnalidade luciferina. É muito difícil resistir ao encanto feminino - ao menos de uma bela rapariga de 25 anos, já que as mulheres de 50 perderam muitos dos seus atributos de beleza física - e por isso a castidade cristã ou cátara é uma dura ascese. Mas talvez valha a pena, segundo alguns místicos...

 

NÃO TE VACINES. VACINAR É INFECTAR O ORGANISMO COM BASE NA ESTÚPIDA IDEIA DE CONFERIR IMUNIDADE TREINANDO O CORPO PARA UMA «PEQUENA» DOENÇA, A VACINA. A imunidade não existe: é uma ideia estática, falsificadora da realidade que está sempre em movimento. Nenhum vírus ou toxina confere imunidade por um dia, por meses, por um ou mais anos. É intrujice a ideia de ter imunidade. Contra os vírus a luta é diária: ingerindo maçãs, sumo de limão ou laranja, verduras estás a combater o...s vírus, supostas causas de uma parte das doenças. Muitos enfermeiros vacinados «contra» o sarampo contraíram sarampo em Portugal. Não creias na propaganda das vacinas: visam tranquilizar o povo e proporcionar lucros de milhões à indústria farmacêutica. Vacinas contêm alumínio e mercúrio que são cancerígenos. Resiste, recusa vacinar te ou vacinar os teus filhos! O combate é ecológico, a TV e o Ministério da Saúde manipulam a informação...

 

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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2019
Philip Gardiner: o simbolismo da Serpente na Gnose

O simbolismo da Serpente é interpretado pela gnose de forma diversa da interpretação da igreja católica. Como é sabido, a gnose é dualista, admite que o ser ou essência geral do universo tem uma linha de fractura a meio, é metade Bem e metade Mal, metade Luz e metade Matéria.

 

Philip Gardiner, talvez o mais brilhante estudioso da gnose, das sociedades secretas  e das religiões a nível mundial, rivalizando com David Icke e Alex Jones, escreveu referindo-se à proibição de comer os frutos que o Deus descrito no Antigo Testamento terá prescrito a Adão e Eva :

 

«Comer os frutos da árvore que está no meio do jardim, que só pode ser a Árvore do Conhecimento do bem e do mal, ou Árvore da Vida, tornar-vos-á semelhantes a Deus. Ou seja: isso ajudar-vos-á a perceber o vosso potencial verdadeiro, a libertar o deus que há dentro de vós, a descobrir a Divindade Interna. Isto porque estareis comendo uma coisa que está dentro de vós próprios! (...)».

 

«Voltando ao Génesis, descobrimos que tudo isto emana da serpente que se encontra enrolada na árvore. Ela é a força ou energia da Kundalini ( nota nossa: Kundalini é a energia serpentiforme que liga o chakra ou roda da coroa existente no alto da cabeça do ser humano com os outros sete chakras que descem até ao chakra do sexo) -  é o prana, e portanto, também o Espírito Santo. Isto contrasta flagrantemente com a percepção popular cristã de que a serpente era Satanás. Já agora, afirmar que havia o conhecimento do mal (sendo Satanás a serpente) antes do pecado original de Eva, é, em si mesmo, um paradoxo, o que mergulha no caos a totalidade da percepção cristã.»

 

«A Eva original não aparece como mulher, antes revelando a sua natureza como a própria serpente. O nome Eva escrevia-se havah, que significa mãe de todas as coisas vivas, mas também significa serpente fêmea, estando associado ao nome Hévila, na Índia. Ela é a mãe de todos, a parte feminina do processo criador, que é, ao mesmo tempo, uma verdade física e uma verdade psicológica. Não admira que a linha feminina da descendência (a relação matriarcal) seja tão importante para o judaísmo. Até em árabe, as palavras usadas para designar cobra, vida e doutrina estão intimamente relacionadas com o nome Eva

 

«Os textos gnósticos primitivos consideravam Eva como sendo ela própria uma serpente, guardiã dos segredos da imortalidade e da sabedoria divinas. Os textos ensinavam que os hebreus tinham encarado Eva com inveja e roubado a criação da humanidade à serpente, atribuindo-a a Iavé -  e estavam certíssimos - e, no entanto, foram apodados de hereges pelas suas afirmações e, muitas vezes assassinados.»

 

«Noutros aspectos da tradição, o mito de Eva assume um ângulo masculino , quandoela desposa Ofion, Hélio ou Agathodaemon - tudo grandes divindades serpentinas reveladoras de que a história do Génesis se baseia no culto da serpente e na união das energias serpentinas.» (...)

 

«Adão e Eva simbolizam serpentes de energia existentes no interior do homem, que devem unir-se para produzir o verdadeiro filho do Homem (que é Cristo) à superfície. É por isso que a Bíblia nos diz que "Cristo é tudo e em tudo está".»

(Philip Gardiner, Gnose, Editorial Estampa, pp. 86-89; o destaque a negrito é posto por nós)

 

As alusões de Gardiner ao carácter da Serpente benévola como fundadora e arquétipo de religiões e sociedades secretas não coincidem com as de David Icke que identifica a Serpente com o ser malévolo, com raças extraterrestres reptilianas inimigas, em geral, da humanidade. Gardiner é, na opinião de alguns, o Anti Cristo, uma incarnação do Diabo e, na opinião de outros, um criativo investigador de antropologia gnóstica e das sociedades secretas. O seu livro «Os Seres de Luz: a mais poderosa sociedade secreta mundial revelada», lançado em 2002 no Reino Unido e logo posto fora do mercado, expõe uma teoria da conspiração segundo a qual uma organização sacerdotal de mais de 5000 anos antes de Cristo modelou todos os monumentos, religiões, governos, incluindo as linhagens reais, e o mundo actual, manipulando os cidadãos.

 

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