Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2020
Romano Amerio: a moral de situação confunde juízo praxiológico com juízo prático

 

Romano Amerio (22 de Junho de 1905, Lugano– 16 de  Janeiro de 1997, Lugano), teólogo suíço, crítico da teologia eclética da igreja católica romana pós Concílio Vaticano II escreveu sobre a moral de situação, isto é, a moral existencialista que minimiza ou abole a lei moral objectiva

 

«Se divórcio, sodomia e aborto negam a lei natural em pontos específicos da aplicação, a moral de situação ataca o seu próprio princípio, reduzindo a moral a um mero juízo subjectivo do homem sobre os seus próprios actos.»

 

«A moral de situação já havia sido condenada por Pio XII como uma "radical inversão da moral" em um discurso à Federação mundial da juventude católica feminina (Observatore Romano, 19 de Abril de 1952). É uma moral que transfere o critério sobre a moralidade desde a lei objectiva e desde as estruturas essenciais para a intenção subjectiva, e "do centro à periferia", como diz o Papa. A acção seria justa quando existe recta  intenção e uma resposta sincera à situação.(...) Fica abolida a distinção entre juízo subjectivo, que valoriza o acto singular e juízo objectivo, que lê no critério universal a natureza de esse acto».

 

«Convém assinalar que também a moral tradicional é uma moral de situação. O conhecimento do universal, regra dos actos, constitui só metade da moral. A outra metade necessária para completar o juízo moral consiste na confrontação das situações concretas com a exigência expressa da lei , o que se revela como o são e irrefragável fundamento da casuística. A moral de situação unifica e confunde o juízo praxiológico com o juízo prático, eliminando a lei e fazendo da consciência a medida de si mesma.»

 

(Romano Amerio, Iota Unum, estudo sobre as transformações da igreja católica no século XX, Salamanca 1994, pág. 317; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Quinta-feira, 20 de Junho de 2019
Salvador Freixedo: as leis anti humanas da ONU e o engano dos místicos cristãos

 

Salvador Freixedo, nascido em 23 de Abril de 1923 em Carballino, Orense, Galiza, é um ex-sacerdote católico espanhol jesuíta, célebre por pesquisar ovniologia e correlacioná-la com as religiões. Sustentou que Jesus é um extraterrestre bom. Escreveu:

 

«Outra das táticas que João Paulo II viu em Satanás e que coincidem com as dos tripulantes dos OVNIS foi a maneira de infiltrar-se nas mentes das grandes autoridades de este mundo »(...)

«Um claro exemplo disto têmo-lo na ONU, que tendo começado como uma organização internacional para facilitar o encontro e a compreensão dos diversos povos e culturas, converteu-se pouco a pouco em um instrumento de leis não só anticristãs mas também antihumanas. Por exemplo, a lei do aborto livre, que pouco a pouco diversas agências dependentes e subvencionadas pela ONU estão introduzindo em todas as nações.  Mediante ela se assassina em cada ano no mundo entre trinta a cinquenta milhões de seres humanos que estavam a caminho de se converter em homens e mulheres normais e se deixa feridas psicologicamente mulheres que a longo prazo e se arrependem de ter colaborado no assassinato do seu próprio filho. Organizações dependentes da ONU como NATO, UNESCO, UNICEF, FAO, OMS, ACNUR, IPPF, SAÚDE REPRODUTIVA, BM, FMI, etc. estão seguindo a política destrutiva, anticristã e antihumana da identidade de género e com todas as suas funestas consequências. Um dos seus projectos dissimulados (valendo-se da teoria do perigo da superpopulação mundial) consiste em despovoar África e limitar a natalidade nos países atrasados que possuem riquezas naturais estratégicas para as grandes indústrias dos países desenvolvidos. Em vez de ajudar esses países a matar a fome e a organizar-se e a sair do seu atraso e da sua pobreza, forçam-nos a emigrar massivamente (criando tremendos conflitos nas nações desenvolvidas), dão-lhes de presente toneladas de preservativos para travar a sua natalidade, e por outro lado negam-lhes outras ajudas mais úteis se não se atêm às suas directivas».

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 96-98; o destaque a negrito é quase todo posto por nós).

 

O CONTROLO MENTAL DOS REPTILIANOS SOBRE OS HUMANOS

 

Salvador Freixedo atém-se à tese de que os reptilianos que vivem à superfície da Terra ou no interior desta em cidades subterrâneas são extraterrestres que vieram buscar alimento no nosso planeta e dominar a humanidade. Escreve:

 

«Segundo os melhores investigadores, os reptilianos são seres perversos, uns rebeldes dentro da ordem da Criação tal (como Luzbel e os seus seguidores na teologia cristã) que gozam com o mal e com o sofrimento. o que pretendem com a humanidade é, por um lado, a sua perversão em todos os sentidos e, por outro lado, fazê-la sofrer e convertê-la em sua escrava sem que ela se dê conta».

 

«O autor alemão Franz Erdl descreve assim as actividades destes invasores siderais:

 

"Os reptilianos e os draconianos, com a ajuda dos seus acólitos cinzas, manipulam desde há milhares de anos o nosso inconsciente colectivo e o de cada indivíduo sem que ninguém se livre disso. O controlo mental não só se estende aos sujeitos de laboratório que foram abduzidos ou preparados de outros maneiras, mas estende-se a todos nós... Os reptilianos desenharam minuciosamente todas as nossas religiões e filosofias, cuidando muito dos detalhes, e implantaram-nas entre nós. Todas as religiões levam o selo deles e todas são perigosas. Sinto dizê-lo, mas também o budismo e a de aqueles que meditam solitários nas montanhas do Tibete

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 98-99; o destaque a negrito é posto por nós).

 

OS SOFRIMENTOS DOS MÍSTICOS SÃO INDUZIDOS PELOS REPTILIANOS QUE ADORAM E BEBEM SANGUE

 

O ex jesuíta Freixedo desenvolve a tese de que os místicos cristãos, como Santa Teresa de Ávila, São João da Cruz ou o padre Pio de Pietrelcina, estigmatizado, agredido por demónios (reptilianos?) durante a noite na sua cela do convento de São Giovani Rotondo, em Itália, foram enganados por reptilianos que passam por deuses e demónios e que pedem sacrifícios de sangue porque este é o seu alimento.

 

«Se temos de ser sinceros, pensamos que toda a estranha e muitas vezes absurda fenomenologia que se dá à volta dos místicos cristãos e dos de outras religiões é obra dos "reptilianos príncipes de este mundo", não só com o desejo de se divertirem à custa do humano e de o enganar, mas com o mais perverso de atormentar pessoas inocentes cheias de boa vontade; porque estes "espíritos malignos" gozam enganando e atormentando.»

 

«Este incitamento à dor - em que o sangue está presente com muita frequência e em abundância - encontramo-lo também em outras religiões. Para citar algum exemplo, vemo-lo na cerimónia islâmica chamada Tatbir. E dá-se na festa anual denominada Ashura, comemorativa da morte de Hussein, neto do profeta. Nela, um imã vai ferindo na cabeça com uma espada muito afiada os fiéis que, possuídos por um frenesim místico, vão passando diante dele, finalizando a macabra cerimónia com centenas de fiéis enfurecidos e ensanguentados espirrando em um charco sangrento. E algo parecido se pode dizer de outra estranha cerimónia dos sufis.»

 

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 119-120; o destaque a negrito é posto por nós).

 

JESUS CRISTO, PÁRA-RAIOS ANTI REPTILIANO

 

E Jesus Cristo, para Salvador Freixedo, é um extraterrestre bom enviado pelo Ser Supremo, que designamos por Deus, para combater os reptilianos - Satanás, na linguagem da igreja,  os lagartos que adoptam forma humana, como por exemplo a rainha de Inglaterra, o príncipe Carlos, Barack Obama, George Bush, Henry Kissinger, Pierre Trudeau, Tony Blair, entre outros, e os cinzas .

 

«Considero  Jesus cristo como um desses bons espíritos que esse SER a quem os humanos chamam Deus foi mandando à humanidade para contrariar as influências dos espíritos malignos.(...)

 

«Nos exorcismos que a Igreja realiza para libertar os possessos por Satanás, a arma mais forte que o exorcista utiliza é a invocação do nome de Jesus Cristo. E igualmente, ainda que muitos dos "peritos" em ovnis o ignorem e julguem que a mistura de Jesus Cristo com os ovnis é um horror e um erro "antiovniológico", o certo é que muitos contactados se sentiram libertos do poder que sobre eles exerciam os alienígenas que os dominavam quando, desesperados, se refugiaram sob a proteção de Jesus Cristo e invocado o seu nome.»

(Salvador Freixedo, Teovnilogía, a origem do mal no mundo, Ushuaia Ediciones, Santa Coloma de Queralt, Catalunha, 2012, pp 158-160; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Domingo, 5 de Fevereiro de 2012
Valerie Solanas: «o homem é uma fêmea incompleta, um ser egocêntrico incapaz de amar»

 

Valerie Solanas (9 de Abril de 1936, Ventnor, New Jersey- 25 de Abril de 1988, São Francisco) foi uma escritora norte-americana, feminista radical, que teorizou a superioridade genética, psicofísica e intelectual, da mulher face ao homem. Celebrizou-se por ferir a tiro Andy Wharol, em 3 de Junho de 1968, a quem acusava de a controlar demais e de roubar o seu trabalho. Ela foi, de certo modo, a "extrema-esquerda" do feminismo, atacando «a sociedade norte-americana, totalitária e demagógica» no dizer de Joëlle Gazharian. No «Manifesto da Scum», sigla - Scum quer dizer «Escumalha»- de Society for Cutting-Up Men (Associação para destroçar os Homens), escreveu:

 

«O homem é um acidente biológico. O gene Y (masculino) é um gene X (feminino) incompleto, quer dizer, é um conjunto imperfeito de cromossomas. Por outras palavras, o homem é uma fêmea incompleta, um aborto com pernas, falhado na fase do gene. Ser homem é ser deficiente, emocionalmente limitado; a masculinidade é uma doença e os homens são seres emocionalmente estropiados.»

«O homem é um ser egocêntrico, fechado em si próprio, incapaz de desenvolver afinidades, de se identificar com os outros, de amar, de sentir amizade, afeição ou ternura. É uma célula completamente isolada incapaz de se relacionar.» (Valerie Solanas, Manifesto da Scum, página 7, Fenda; o destaque a negrito é posto por mim).

 

«A inabilidade para se relacionar com os outros, ou com as coisas, torna a vida do homem tão falha de sentido e tão insípida (o princípio fundamental do pensamento masculino é que a vida é absurda) que ele inventou a filosofia e a religião. Sem nada dentro de si, olha para o exterior, não apenas para orientação e controle, mas também para salvalção e sentido para a vida. Na impossibilidade de ser feliz nesta terra, criou o Céu.» (Manifesto da Scum, pag 19; o destaque a negrito é posto por mim).

 

«O segredo mais profundo de todos os homens é o medo de se vir a descobrir que ele não é uma mulher, mas sim um homem, um ser sub-humano.» (ibid, pag 27)

 

«A DESCONFIANÇA - Incapaz de desenvolver afinidades ou sentimentos de afeição ou lealdade, vivendo exclusivamente para si próprio, o homem não tem o sentido da honestidade; de forma cobarde, necessita constantemente de "engraxar" a mulher para conseguir a sua aprovação sem a qual não é ninguém; sempre no fio da navalha, temendo que sejam descobertas a sua animalidade, a sua masculinidade, sempre a encobrir, sempre a mentir; vazio, o homem não tem honra nem integridade; não conhece o significado destas palavras. Em resumo, o homem é traiçoeiro, e a única atitude apropriada, numa "sociedade" masculina, é o cinismo e a desconfiança.»

 

«A FEALDADE - Dominado totalmente pelo sexo, incapaz de reagir de forma cerebral ou estética, materialista e ambicioso, o homem para além de impor ao mundo a sua "Grande Arte", também criou cidades sem paisagem, com edifícios feios (por dentro e por fora), decorações feias, painéis publicitários, auto-estradas, carros, camiões de lixo e, acima de tudo, a sua pútrida pessoa.» (VS, ibid, pag 28; o destaque a negrito é posto por mim).

 

«ÓDIO E VIOLÊNCIA - O homem é roído pela tensão, pela frustração de não ser mulher, de nunca conseguir alcançar satisfação ou prazer; é devorado pelo ódio, não um ódio racional dirigido a quem calunia ou insulta, mas um ódio indiscriminado e irracional, um ódio, no fundo, à sua própria e inútil pessoa.»

«A violência gratuita, para além de demonstrar que ele é um "Homem", serve como tubo de escape para o seu ódio; considerando que o homem reage apenas de forma sexual e que tem necessidade de estímulos realmente fortes para excitar a sua natureza meio morta, a violência gratuita dá-lhe oportunidade para uma pequena sensação sexual» (VS, ibid, 28-29).

 

O PROJETO DE SOCIEDADE DOMINADA PELAS MULHERES E O COMBATE ÀS MENINAS DO PAPÁ

 

O projeto ideológico de Valerie Solanas é o de uma sociedade igualitária para as mulheres em que os homens são uma casta subserviente, inferior. E, como é habitual na dialética revolucionária, identifica, no campo dos oprimidos, um segmento colaboracionista com os opressores, o segmento das meninas do Papá. Paradoxalmente, ou não, as SCUM, mulheres que enfrentam a «escumalha masculina» assumem-se como egoístas e violentas para impor a sua ditadura:

 

«Numa sociedade sadia, o homem trotaria obedientemente atrás da mulher. O homem é dócil, conduz-se facilmente e facilmente se submete ao domínio de uma mulher que o queira dominar. O homem, na realidade, deseja desesperadamente ser conduzido pelas mulheres, quer que a Mamã assuma a responsabilidade, quer entregar-se aos seus cuidados. Mas esta não é uma sociedade sadia e a maioria das mulheres não tem a menor ideia do ponto em que está em relação aos homens.»

«O conflito, portanto, não é entre mulheres e homens, mas entre as SCUM - mulheres dominantes, seguras, confiantes, terríveis, violentas, egoístas, independentes, orgulhosas, aventureiras, desembaraçadas, arrogantes, que se consideram prontas a governar o universo, que soltaram as suas amarras para fora dos limites desta "sociedade" e estão prontas a deixar-se ir para além do que ela tem para oferecer - e as meninas do Papá, amáveis, passivas, "cultas", educadas, dignas, subjugadas, dependentes, receosas, cabeças no ar, inseguras, carentes de aprovação, que não conseguem enfrentar o desconhecido, que querem continuar agarradas aos macacos, que só se sentem seguras com o Papá ao lado, com um homem grande e forte para se encostarem, que precisam de um rosto gordo e peludo na Casa Branca, que são demasiado cobardes para enfrentar a medonha realidade que um homem é, que o Papá é,  que partilham com os porcos o seu destino, que se adaptaram ao animalismo, sentindo-se superficialmente bem e não conhecem outra forma de "vida", que rebaixaram as mentes, pensamentos e opiniões ao nível masculino, que com falta de percepção, imaginação e humor, apenas conseguem ser valorizadas numa "sociedade" masculina, que só conseguem um lugar ao sol, ou melhor, no lodo, como afagadoras e impulsionadoras do ego masculino, como embaladoras e procriadoras, que são rejeitadas como inconsequentes pelas outras mulheres, que projetam as suas deficiências, a sua masculinidade, em todas as mulheres e as vêem como vermes

«Mas a SCUM está demasiado impaciente para esperar pela deslavagem ao cérebro de milhões de caras de cú.»

 

(Valerie Solanas, ibid, pag 33; o destaque a negrito é posto por mim).

 

O ANTI TRABALHO E A ELIMINAÇÃO DOS HOMENS QUE RESISTAM ÀS MULHERES DA SCUM

 

O antitrabalho na sociedade industrial, capitalista privada (EUA, Canadá, Grã-Bretanha, etc) ou capitalista de estado (URSS, RDA até 1989, China Popular, etc) , tema dos internacionais situacionistas, anarquistas clássicos e hippies, é preconizado por Valerie Solanas. A finalidade é destruir o sistema do trabalho-dinheiro o que implicará a automatização total da produção de bens:

 

«A SCUM tornar-se-á membro dos grupos antitrabalho, dos grupos do arrebenta; arranjarão os mais variados empregos e porão em prática o antitrabalho. Por exemplo, as vendedoras da SCUM não aceitarão o pagamento das mercadorias; as operadoras telefónicas não exigirão o pagamento das chamadas; as trabalhadoras SCUM de escritórios e fábricas, para além de foderem o trabalho, destruirão secretamente o equipamento. A SCUM fará anti trabalho até ser despedida; depois arranjará um novo emprego onde prosseguirá o antitrabalho».

«As SCUM forçarão  os condutores de autocarro, taxistas e vendedores de bilhetes de Metro a abandonar os seus postos; de seguida conduzirão os autocarros e táxis e distribuirão gratuitamente os bilhetes ao público.» (...)

 

 

Mas onde o projeto anarco-feminista de Valerie Solanas adquire uma configuração que se poderia classificar de ginocrático-fascista, um reino de Amazonas implacáveis, transparece nestas passagens marcadamente utópicas que falam da aliança entre os gays, que enfraquecem o campo masculino, e as lésbicas da SCUM. Isso implicaria, decerto, um genocídio na forma de androcídio:

 

«A SCUM intrometer-se-á entre os casais mistos (homem-mulher) prendendo-os

«A SCUM liquidará todos os homens que não façam parte do Auxiliar Masculino da SCUM. Os homens do Auxiliar Masculino são aqueles homens que trabalham diligentemente para a própria eliminação, homens que, independentemente dos seus motivos, fazem o bem; homens que são camaradas da SCUM. Exemplos de homens do Auxiliar Masculino: homens que matam homens; biólogos que trabalham em  programas construtivos e não em prol da guerra biológica; jornalistas, escritores, editores que disseminam e promovem ideias conduzindo à realização dos objetivos da SCUM; bichas que, com o seu estilo flamejante, encorajam outros homens a desmasculinizarem-se e a tornarem-se assim relativamente inofensivos; homens que dão coisas: dinheiro, serviços; homens que contam as coisas como elas são (até agora nunca nenhum o fez) que se mostram corretos com as mulheres, que revelam a verdade àcerca de si próprios, que dão às desmioladas mulheres-homem frases corretas para elas papaguearem, que lhes dizem que o objetivo principal na vida de uma mulher devia ser esborrachar o sexo masculino (para ajudar os homens nesta diligência, a SCUM organizará Sessões do Cagalhão, nas quais todos os homens presentes farão um discurso que começa assim: «Eu sou um cagalhão, um vil e ajeto cagalhão», elaborando depois uma lista de todos os pontos em que o são.»(VS, ibid, pag. 34-35; o destaque a negrito é posto por mim).

 

E no seu terrível diagnóstico social escreve:

 

«Todas as mulheres têm em maior ou menor grau um sinal de loucura, mas isso resulta de uma longa vivência entre os homens. Eliminem-se os homens e as mulheres hão-de recuperar a forma. As mulheres têm possibilidades de melhorar, os homens não; é o comportamento destes que pode melhorar. Quando a SCUM lhes apertar os calos, eles hão-de entrar rapidamente na ordem.»

 (Valerie Solanas, ibid,pag. 36).

«A SCUM pretende destruir o sistema, não pretende alcançar alguns direitos dentro do sistema. A SCUM sempre egoisticamente e de cabeça fria, evitará ser detida e condenada. A SCUM agirá sempre de forma furtiva, dissimulada e clandestinamente (no entanto,os assassinatos das SCUM serão sempre reconhecidos).»

«Os assassinatos e destruições serão seletivos. A SCUM opõe-se aos tumultos desorientados, sem discernimento, sem objetivos claros, em que muitos dos próprios apoiantes são apanhados. » (VS, ibid, pag 38). 

 

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