Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
Schopenhauer e a inferiorização da mulher

Arthur Schopenhauer (22 de Fevereiro de 1788, Dantzig- 21 de Setembro de 1860) por muito inteligente que tenha sido como filósofo alemão do século XIX, dissidente das universidades onde o hegelianismo imperava, tinha uma concepção reacionária sobre a natureza e o papel da mulher na sua época e em todas as outras. Escreveu:

 

«Como as mulheres foram criadas unicamente para a propagação da espécie, e toda a sua vocação se concentra em este ponto, vivem mais para a espécie do que para os indivíduos, e tomam mais a peito os interesses da espécie do que os interesses dos indivíduos. Isto é o que dá a todo o seu ser e à sua conduta uma certa ligeireza e visão oposta à dos homens. Tal é a origem dessa desunião, tão frequente no matrimónio, que chegou a ser quase normal».

«Os homens são naturalmente indiferentes entre si; as mulheres são inimigas por natureza (...)

«A posição social que ocupa um homem depende de mil considerações; para as mulheres uma só circunstância decide a sua posição: o homem a quem souberam agradar. A sua única função as coloca em um pé de igualdade muito mais marcante, e por isso elas tratam de criar entre si diferenças de categorias.

(Schopenhauer, El amor, las mujeres y la muerte, Editorial Edaf, Madrid, Abril de 2017, pág. 94).

 

AS MULHERES, INCAPAZES DE SAIR DE SI MESMAS

 

E Shopenhauer postula que as mulheres são incapazes de sair de si mesmas, de possuir objectividade de espírito:

 

«Mas que pode esperar-se das mulheres , se reflectirmos que no mundo inteiro este sexo não conseguiu produzir um só génio verdadeiramente grande, nem uma obra completa e original nas belas artes, nem um só trabalho de valor duradouro, seja no que for? Isto é muito notável na pintura. São tão aptas como nós para aprender a parte técnica, e cultivam com assiduidade esta arte, sem poder gabar-se de uma só obra prima, precisamente porque lhes falta aquela objectividade de espíritoque é necessária sobretudo para a pintura. Não podem sair de si mesmas.» (...)

«Excepções isoladas e parciais não mudam em nada as coisas: tomadas em conjunto, as mulheres são e serão as nulidades mais cabais e incuráveis».

 

(Schopenhauer, El amor, las mujeres y la muerte, Editorial Edaf, Madrid, Abril de 2017, pp 96-97).

 

 Esta ideologia da superioridade masculina sobre o feminino é hoje e bem rejeitada pela  maioria da população do mundo

 

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© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 16:52
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