Domingo, 30 de Maio de 2021
Área 18º-19º de Sagitario: atentados y accidentes en Madrid y Zaragoza

 

El paso del Sol, de un planeta o del Nodo de la Luna en el área 18º-19º del signo de Sagitario es condición necesaria pero no suficiente como para generar atentados o accidentes de relieve en Madrid y Zaragoza.

MADRID

El 20 de diciembre de 1973, con Mercurio en 18º 11´/ 19º 43´ del signo de Sagitario, el almirante Carrero Blanco, natural de Santoña (Santander), muere despedazado, al igual que su motorista y su escolta, al volar el  coche en el que viajaban al paso por la madrileña calle Claudio Coello, por la explosión de una bomba de ETA instalada por Argala en un túnel debajo del pavimento.

 

El 3 de enero de 1979, con Neptuno en 18º 54´/ 18º 56´ del signo de Sagitario, ETA mata a tiros al general Constantino Ortín Gil, gobernador militar de Madrid, junto a su residencia.

 

El 9 de enero de 1979, con Neptuno en 19º 7´/ 19º 9´ del signo de Sagitario,  ETA asesina en Madrid al juez del Tribunal Supremo, Miguel Cruz Cuenca. 

 

ZARAGOZA

El 11 de diciembre de 1973, con Sol en 18º 48´/ 19º 49´del signo de Sagitario, un incendio en una factoria de mobiliario en Zaragoza produce 25 muertos.

 

El 12 de julio de 1979, con Neptuno en 18º 20´/ 18´del signo de Sagitario, el hotel Corona de Aragón, en Zaragoza, donde se alojaban Doña Carmen Polo, Martínez Bordiú y otros veteranos franquistas es incendiado, habiendo 71 muertos.

 

 El 30 de enero de 1987, con Saturno en 18º 19´/  18º 24´del signo de Sagitario, un coche-bomba de ETA explota al paso de un autobús militar en la plaza de César Augusto de Zaragoza causando la muerte del comandante Manuel Rivera Sánchez  y del conductor Ángel Ramos Saavedra y aún otros 44 heridos militares y civiles.

 

El 11 de diciembre de de 1987, con Sol en 18º-19º del signo de Sagitario,  un atentado de ETA contra la casa quartel de la Guardia Civil de Zaragoza provoca la muerte de 11 personas, entre ellas 5 niñas, heridas en otras 30 y la ruina de 32 residencias de guardias civiles.

 

Algunas de las proximas fechas en las que el Sol o un planeta passarán en el área 18º-19º de Sagitario serán: del 24 al 26 de octubre de 2021 (Vénus); los 6 y 7 de diciembre de 2021 (Mercurio); del 9 al 11 de diciembre de 2021 (Sol); del 7 al 10 de enero de 2020 (Marte).

 

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publicado por Francisco Limpo Queiroz às 23:45
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Sábado, 29 de Maio de 2021
Vénus em 24º-25º de Gémeos: Manchester Unied vencedor da final no Porto em 29 de Maio de 2021?






 

O MANCHESTER UNITED VENCE HOJE 29 DE MAIO A FINAL DA LIGA DE CAMPEÕES NA CIDADE DO PORTO? Na astrologia desportiva a previsão tem sempre certo grau de incerteza, porque há múltiplas leis que desconhecemos. Olhamos o mapa do céu de nascimento de Ferran Soriano i Compte, o presidente catalão do Manchester City: nasceu em Barcelona a 16 de Junho de 1967, com o Sol entre 24º 10´e 25º 8´do signo de Gémeos.



Ora hoje, 29 de Maio de 2021, Mercúrio passa em 24º do signo de Gémeos e Vénus em 24º-25º do signo de Gémeos. Interpreto isso como um sinal de alegria, presumivelmente a conquista da Liga de Campeões na cidade do Porto pelo Manchester City. Mas nada é absolutamente seguro neste tipo de previsões. Como diria Fernando Pessoa:



«Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...



É a hora!



Valete, Fratres.»



Enganei-me há meses ao publicar que o FC Porto seria finalista desta Liga em 29 de Maio de 2021 devido a Marte estar hoje em 21º-22º de Caranguejo mas uma coisa é certa: o FC Porto não é finalista mas a cidade do Porto é, como lugar da final.

















 







 


 







 





publicado por Francisco Limpo Queiroz às 15:44
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2021
Incêndios na cidade de Beja e posições planetárias no Zodíaco

 

 

Os incêndios na cidade de Beja e arredores, sul de Portugal, são, como todos os outros fenómenos no planeta Terra, determinados pela mecânica celeste, isto é, pelo trânsito de planetas, Sol ou Nodos da Lua  em determinados graus da circunferência celeste denominada Zodíaco. Os signos do Zodíaco são reais, tão reais quanto os marcos e bermas que indicam os quilómetros em cada auto-estrada: cada signo é um arco de 30º, sendo o grau 0 do signo de Carneiro o ponto em que o Sol está a 20 ou 21 de Março de cada ano, no equinócio da primavera. Vejamos algumas leis planetário-zodiacais que presidem à eclosão de incêndios em Beja e arredores.

 

ÁREA 6º-7º DE CARNEIRO:

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE BEJA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 6º-7º do signo de Carneiro  é condição necessária mas não suficiente para exaltar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja.

 

Em 11 de Dezembro de 1968, com Nodo Norte da Lua em 6º 21´/ 6º 19´ de Carneiro, a medalha de oiro e estrelas é atribuída pelo presidente da república à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja; em 8 de Janeiro de 1972, com Marte em 7º 58´/ 8º 34´ de Carneiro , nasce Pedro Barahona, segundo comandante de Bombeiros Voluntários de Beja em 2014; em 29 de Março de 1989, com Vénus em 6º 30´/ 7º 44´ de Carneiro, o presidente da república confere a Ordem do Infante D. Henrique à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja.

 

ÁREA 24º-27º  DO SIGNO DE TOURO:

OS INCÊNDIOS NA RUA ANCHA E NA PRAÇA DIOGO FERNANDES

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 24º-27º do signo de Touro  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 17 de Abril de 1985, com Marte em 23º 26´/ 24º 8´ de Touro, pelas 5 horas da madrugada um incêndio destrói uma casa no início da Rua Ancha, em Beja, e o bombeiro João Martins Borralho destaca-se ao salvar um homem idoso;em 8 de Junho de 1995, com Vénus em 26º 45´/ 27º57´ de Touro, de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 24º-27º de Touro, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: 

 

ÁREA 10º-13º DO SIGNO DE GÉMEOS:

INCÊNDIOS EM NEVES E SALVADOR EM 2012

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 10º-13º do signo de Gémeos  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 8 de Junho de 1995, com Mercúrio em 12º 36´/ 12º 6´ de Gémeos,  de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja; em 17 de Fevereiro de 2012, com Nodo Sul da Lua em 11º 11´/ 11º 8´ de Gémeos, um incêndio numa habitação na povoação de Vila Azedo, na freguesia das Neves, em Beja, de madrugada, obriga os residentes, um casal na casa dos 40 anos, a ser realojados em casa de familiares; em 22 de Agosto de 2012, com Júpiter em 13º 26´/ 13º 33´ de Gémeos, deflagra um incêndio num apartamento da freguesia do Salvador, em Beja, ferindo gravemente uma mulher e intoxicando levemente por fumo um vizinho; em 19 de Maio de 2013, com Vénus em 11º 31´/ 12º 44´ de Gémeos,  um incêndio irrompe numa viatura guardada num casão e propaga-se a duas habitações contíguas em Serpa, desalojando quatro pessoas; em 26 de Maio de 2021, com Nodo Norte da Lua em 10º 44  de Gémeos, cerca das 13.20 horas um incêndio de fogo posto destrói ao início da tarde três autocarros da Rodoviária do Alentejo com cerca de 30 anos, abatidos ao efetivo da Rodoviária do Alentejo - Departamento Operacional de Beja (RA-DOP Beja), à espera de serem levadas para o aterro sanitário que estavam estacionados, num parque de terra batida da Câmara Municipal de Beja e onde deverá ser construído o Palácio da Justiça da Comarca.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 11º-13º de Gémeos, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 1 de Junho a 13 de Julho de 2021 (Nodo Norte da Lua).

ÁREA 12º-15º  DE LEÃO:

INCÊNDIOS DA CÂMARA EM 1947 E NO HOSPITAL EM 1987

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 12º-15º do signo de Leão  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 23 de Julho de 1947, com  Plutão em 12º 33´/ 12º 35´ de Leão, um grande incêndio, iniciado na cúpula, destrói o edifício da câmara municipal de Beja onde funcionava também o tribunal e o presidente Bélard da Fonseca atira inúmeros documentos à rua, no intuito de os salvar, entre eles o foral de Beja; em 11 de Agosto de 1987, com Vénus em 14º 25´/ 15º 40´ de Leão,   às 13.30 horas, eclode um incêndio ao inflamar-se álcool durante uma experiência de um técnico no laboratório de análises no Hospital distrital de Beja, resultando ferido grave Alberto João Manuel, de 33 anos.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 12º-15º de Leão, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 30 de Junho a 10 de Julho de 2021 (Marte e Vénus); de 4 a 8 de Agosto de 2021 (Sol); 

 

ÁREA 14º-16º DE BALANÇA:

OS INCÊNDIOS DA LOJA AIRES GOMES EM 1926, E RUA DA MOEDA EM 2008

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 14º-16º do signo de Balança (dito de outro modo: graus 194º a 196º de longitude eclíptica) é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 19 e 20 de Outubro de 1926, com Vénus em 16º 23´/ 18º 53´ de Balança, um grande incêndio destrói a drogaria de José Cândido Aires Gomes, no centro da cidade de Beja; em 9 de Outubro de 1973, com Sol em 15º 33´/ 16º 32´ de Balança,  um incêndio destrói uma drogaria na Rua Brito Camacho, em Beja, chegando a queimar uma escrivaninha em casa do professor Pereira Guerreiro; em 6 de Outubro de 2008, com Mercúrio em 14º 59´/ 13º 59´ de Balança, após as 0 horas, deflagra um incêndio que destrói o edifício dos serviços da habitação da Câmara Municipal de Beja, na Rua da Moeda, deixando a descoberto as ruínas de dois templos romanos.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 14º-16º de Balança elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: 

 

PONTO 1º 52´/ 2º 2´ DE QUALQUER SIGNO:

INCÊNDIOS NO CENTRO DE BEJA, EM MONTE ASSARIAS E SANTA VITÓRIA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 1º 52`/ 2º 2´ de qualquer signo do Zodíaco é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incêndio na cidade de Beja e arredores. 

 

Em 9 de Outubro de 1973, com Nodo Norte da Lua em 2º 2´ / 1º 52´ de Capricórnio, um incêndio destrói uma drogaria na Rua Brito Camacho, em Beja, chegando a queimar uma escrivaninha em casa do professor Pereira Guerreiro;em 2 de Agosto de 2010, com Marte em 1º 50´/ 2º 27´ de Balança, de madrugada, um incêndio destrói uma casa no centro histórico de Beja;em 20 de Junho de 2012, com Júpiter em 1º 52´/ 2º 5´ de Gémeos, um fogo irrompe na localidade de Monte Assarias, em Aljustrel, um incêndio em zona de mato afecta a localidade de Vila de Frades, concelho da Vidigueira, desde as 15:57 horas e um outro fogo eclode  pelas 17:20 numa zona do concelho de de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja; em 4 de Julho de 2013, com Júpiter em 1º 48´/ 2º 2´ de Caranguejo, um incêndio destrói mato, pasto, eucalipto e searas junto ao monte Lagoa Nova, em Santa Vitória, Beja.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão no ponto 1º 52´/ 2º 2´ de qualquer signo aumentando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: 

 

PONTO 16º 39´/ 16º 47´ DE QUALQUER SIGNO:

INCÊNDIOS NA RUA DA MOEDA E EM SANTANA DE CAMBAS

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 16º 39´/ 16º 47´de qualquer signo é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e em um raio de cerca de 60 quilómetros em redor.

 

Em 24 de Maio de 1999, com Úrano em 16º 47´ de Aquário,  às 20.00 horas, deflagra um grande incêndio no armazém de plásticos da Empresa Abel e Casadinho, em Beja; em 6 de Outubro de 2008, com  Nodo Norte da Lua em 16º 46´/ 16º 44´ de Aquário, após as 0 horas, deflagra um incêndio que destrói o edifício dos serviços da habitação da Câmara Municipal de Beja, na Rua da Moeda, deixando a descoberto as ruínas de dois templos romanos; em 19 de Maio de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 47´ de Escorpião, um incêndio irrompe numa viatura guardada num casão e propaga-se a duas habitações contíguas em Serpa, desalojando quatro pessoas; em 31 de Maio de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 39´ de Escorpião,  um incêndio consome um eucaliptal na zona de Canal Caveira, Grândola; em 2 e 3 de Junho de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 39´ / 16º 42´ de Escorpião,  um incêndio devasta uma extensa área de mato em Santana de Cambas, Mértola.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão em 16º 39´/16º 47´  de qualquer signo, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: 

 

 

PONTO 24º 6´/ 24º 22´ DE QUALQUER SIGNO:
INCÊNDIOS NA CÂMARA DE BEJA EM 1947, NA CASA PIA DE BEJA EM 1977, NA METALÚRGICA EM 1992

 

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 24º 6´/ 24º 22´ de qualquer signo é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 23 de Julho de 1947, com Úrano em 24º 8´/ 24º 11´ de Gémeos, um grande incêndio, iniciado na cúpula, destrói o edifício da câmara municipal de Beja onde funcionava também o tribunal e o presidente Bélard da Fonseca atira inúmeros documentos à rua, no intuito de os salvar, entre eles o foral de Beja; em 2 de Abril de 1977, com Nodo Norte da Lua em 24º 21´/ 24º 20´ de Balança, cerca das 19.30, declara-se um grande incêndio que destrói o edifício da Casa Pia em Beja, originado no facto de dois miúdos pegarem fogo a um colchão; em 17 de Abril de 1985, com Marte em 23º 26´/ 24º 8´ de Touro, pelas 5 horas da madrugada um incêndio destrói uma casa no início da Rua Ancha, em Beja, e o bombeiro João Martins Borralho destaca-se ao salvar um homem idoso; em 5 de Novembro de 1992, com Vénus em 24º 6´ /24º 22´ de Caranguejo, irrompe um incêndio na antiga fábrica metalúrgica da cidade de Beja, agora desactivada; em 8 de Junho de 1995, com Saturno em 24º 5´/ 24º 8´ de Peixes, de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja. 

 

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão em 24º 6´/ 24º 22´ de qualquer signo, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: 

 

Por que razão a Universidade de Évora, na pessoa dos professores Olivier Feron e José Caselas, me impediu, em Maio de 2013, de ir apresentar aí uma tese de astrologia histórica às Jornadas de Investigação de Filosofia do grupo Krisis de Junho de 2013? Se a investigação é livre, por que razão fui censurado e poscrito? Por que razão, conhecendo eu leis astronómico-sociais científicas que mais ninguém conhece, não sou convidado a leccionar em universidades, a participar em fóruns televisivos, a publicar livros com grandes editoras? Quem está interessado em impedir a divulgação do determinismo planetário na vida social e política, divulgação que ajudaria a prevenir acidentes vários e catástrofes? Até quando a sobranceria e a vaidade de néscios académicos se sobreporá à busca e difusão da verdade histórica?

 

 

NOTA- Pode adquirir as nossas obras de astrologia histórica em www.astrologyandaccidents.com. Este blog, criador de muitas ideias e conexões filosóficas e astrológico-históricas, úteis à comunidade filosófica, custa muito trabalho de elaboração intelectual. Para ajudar a mantê-lo faça um donativo na conta com o NIB 0019 0072 00200007919 49.

 

Afinal esta teoria é tão ou mais importante quanto a teoria da relatividade de Einstein e, paradoxalmente, não tem, dentro da universidade, filósofos ou catedráticos à altura que a saibam julgar com conhecimento de causa e validar, nem goza de apoios institucionais por desafiar o senso comum «científico».

 

 

 

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publicado por Francisco Limpo Queiroz às 22:41
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Equívocos no manual «Ponto de fuga 10», da Porto Editora (Crítica de Manuais Escolares- LXIII)

 

O manual de filosofia «Ponto de fuga 10» de Catarina Pires com a colaboração de Elisa Seixas e revisão pedagógica de Carlos Amorim, da Porto Editora, contém alguns erros conceptuais. 

 

O DETERMINISMO RADICAL IMPÕE UM ÚNICO RESULTADO POSSÍVEL?

 

O manual chama determinismo radical àquilo que nós definimos como determinismo biofísico sem livre-arbítrio. E explana-o assim: 

«Determinismo radical

«Se o determinismo é verdadeiro - e existem evidências científicas que tornam esta tese bastante plausível - se tudo no universo são efeitos causados por estados anteriores e leis da natureza, então os nossos atos são consequências de leis e acontecimentos situados no passado remoto. Facilmente concordamos que nem o que aconteceu antes de termos nascido nem as leis da natureza dependem de nós. Assim sendo, conclui o determinismo radical, as consequências desses eventos e leis, incluindo as nossas ações escapam ao nosso controlo. Há um único resultado possível

(Catarina Pires «Ponto de fuga 10», Porto Editora, pág. 118; o destaque a negro é posto por nós).

 

Há um único resultado possível? Não. Isso seria fatalismo, corrente segundo a qual tudo está predestinado, e que só os espíritos subtis diferenciam de determinismo radical. Este último postula que, não havendo livre-arbítrio, as mesmas causas, nas mesmas circunstâncias, geram sempre os mesmos efeitos mas há o factor acaso presente na confluência dos diversos determinismos produtores de um dado acontecimento. Diz-se, por exemplo, que o aparecimento da vida na Terra, sob determinismo radical, deu-se por acaso, podia não se ter dado. Isto prova que o determinismo radical se compagina com o acaso, perspetiva que Thomas Nagel não conseguiu alcançar. Uma criança, sem livre-arbítrio, escolhe entre comer um chocolate ou uma banana que lhe mostram: a escolha instintiva não está escrita em causas anteriores, mas é imprevisível e estende-se, segundo o verdadeiro determinismo radical, às escolhas livres por instinto de milhões de seres humanos. Logo, para o determinismo radical bem compreendido, os actos  futuros e os presentes não dependem essencialmente de causas passadas mas dos impulsos do momento presente.  

 

PARA O SUBJETIVISMO ÉTICO NÃO HÁ FACTOS MORAIS?

 

Sobre o subjetivismo moral ou ético, corrente que sustenta que a verdade é íntima a cada pessoa e varia de pessoa a pessoa, diz o manual:

«Para o subjetivismo, nenhuma preferência é objetivamente correta ou incorreta, já que não decorre de um conhecimento de facto. O subjetivismo não reconhece a existência de factos morais.» 

(Catarina Pires «Ponto de fuga 10», Porto Editora, pág. 156; o destaque a negro é posto por nós).

 

É uma errónea  definição de subjetivismo. Os subjetivistas baseiam-se em factos que interpretam à sua maneira. Então o subjectivismo do dinamarquês Soren Kierkegaard não reconhecia como um facto moral benéfico a atitude de Abraão que se dispunha a matar o seu filho Isaac para agradar a Deus? Claro que sim, reconhecia. E o padre Abel Varzim (Cristelo, Barcelos, 29 de Abril de 1902- Porto, 20 de Agosto de 1964),  subjetivista que entendia como um facto moral bom levar Jesus Cristo na hóstia a casas de prostitutas no Bairro Alto, de 1951 a 1957, não reconhecia como um mal deixar as pobres prostitutas tuberculosas entregues à sua sorte ? Claro que reconhecia. Para qualquer subjetivista existe o bem e o mal, existem factos morais, só que são definíveis por ele na solidão, imune à influência da moral social.

 

 

O OBJETIVISMO MORAL OPÕE-SE AO RELATIVISMO?

 

A noção de objectivismo é confusa neste manual que afirma:

«Ao subjetivismo, que afirma que os juízos morais são subjetivos, e ao relativismo, teoria segundo a qual todos os juízos morais são relativos, opõe-se uma outra teoria cognitivista, o objetivismo moral.»

«O objetivismo defende que a verdade dos juízos morais, pelo menos a de alguns, é independente da expressão das emoções (aprovação ou desaprovação particular) ou dos códigos morais de diferentes culturas (aprovação ou desaprovação das comunidades).»

«A perspetiva objetivista está na origem de documentos internacionais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos...»

(Catarina Pires «Ponto de fuga 10», Porto Editora, pág. 162; o destaque a negro é posto por nós).

 

O manual confunde objetivismo moral com realismo moral, não chegando a distinguir este último. Objetivismo e relativismo são conceitos colaterais e não contrários mas isto é dialética que os autores do manual não dominam: há um relativismo objetivista (exemplo: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que o manual diz não ser relativista mas é)  e um relativismo intersubjetivista (exemplo: os que acham a eutanásia um direito salvador e os que acham a eutanásia um crime ).

 

O texto da Declaração Universal dos Direitos foi adotado em 10 de Dezembro de 1948 pelos então 58 Estados membros da Assembléia Geral da ONU, com exceção da União Soviética, dos países do Leste europeu, da Arábia Saudita e da África do Sul, que se abstiveram. Há uma corrente soberanista - cada um é dono em sua casa - representada sobretudo por China, Venezuela, Cuba e Birmânia, e uma corrente islamita, que não subscreve a Declaração Universal dos Direitos do Homem na sua fórmula atual..Por isso esta é um exemplo de relativismo - nem todos os países  a adotam, é relativa ou restrita a uma grande parte dos países- objetivista - a larga maioria dos países adota como verdade objetiva o conteúdo. O que se opõe a relativismo moral não é objetivismo moral mas sim absolutismo moral (exemplo: a doutrina tradicional da igreja católica romana com a crença imutável no Paraíso, no Purgatório e no Inferno Eterno) e este é os valores serem imutáveis e os mesmos para todas as sociedades e épocas.

 

NENHUM TEMA VERDADEIRAMENTE FRACTURANTE COMO SERIA EXIGÍVEL EM FILOSOFIA

 

Estes manual e estas autoras são meros instrumentos de propaganda da redutora filosofia oficial: a filosofia analítica, com a sua errónea lógica proposicional (só mentes estúpidas dizem que «Vou ao Porto ou vou a Lisboa» é diferente na estrutura lógica de «Ou vou ao Porto ou vou a Lisboa»). Fazem o discurso politicamente correcto, longe dos "extremismos", se exceptuarmos a dúvida hiperbólica cartesiana ou a teoria das conjecturas e refutações de Karl Popper. Não são filósofas mas funcionárias de uma medíocre filosofia com a qual moldam a mente de alunos inteligentes.

 

Nenhum texto sobre astrologia histórica e não falta assunto filosófico: se o Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 25 de Abril de 1983, com Júpiter em 9º do signo de Sagitário, e venceu as eleições legislativas de 1 de Outubro de 1995, com Júpiter em 10º do signo de Sagitário, e venceu as eleições de 6 de Outubro de 2019, com Júpiter em 18º-19º do signo de Sagitário, poderá dizer-se que Júpiter no signo de Sagitário (arco de 240º a 270º do Zodíaco) gera necessariamente vitórias do PS?

 

Nenhum texto questionando a vacinação e é tão oportuno fazê-lo.David Icke escreveu. «O processo de fabricação de vacinas inclui o uso de macacos, embriões de frangos e fetos humanos, além de estabilizadores como a estreptomicina, o cloreto de sódio, o hidróxido de sódio, o alumínio, o cloridrato, o sorbitol, a gelatina hidrolisada, o formaldeído,e um derivado do mercúrio chamado timerosal ...» (David Icke, «La conspiración mundial y como acabar con ella», Ediciones Obelisco, Barcelona, pag 819).

 

As autoras deste manual, como boas servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. As autoras deste manual de filosofia são estrangeiradas, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136)

 

NOTACOMPRA O NOSSO «DICIONÁRIO DE FILOSOFIA E ONTOLOGIA, DIALÉTICA E EQUÍVOCOS DOS FILÓSOFOS», inovador em relação a todos os outros dicionários, repleto de transcrições literais de textos dos filósofos. Queres desmistificar Heidegger, Russel, Kant, Peter Singer, Richard M. Hare, Simon Blackburn? Valoriza quem te ensina a pensar dialeticamente, com a razão e a intuição. Aproveita, a edição já esgotou nas livrarias. Contém 520 páginas, custa só 20 euros (portes de correio para Portugal incluídos),  Basta depositares na conta PT50 abaixo indicada e informar-nos. CONTACTA-NOS.

 

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Sexta-feira, 21 de Maio de 2021
Equívocos do manual «O Espanto,10º ano de filosofia» da Didáctica Editora (Crítica de Manuais Escolares - LXVII)

 

O manual «O Espanto, 10º ano de Filosofia», da Didáctica editora, da autoria de Aires Almeida e Desidério Murcho,  contém alguns sérios erros conceptuais.

 

CONFUSÕES SOBRE DETERMINISMO RADICAL, LIBERTISMO E  DETERMINISMO MODERADO

 

Lê-se no manual: 

«Determinismo radical: a hipótese de que não há livre-arbítrio porque todos os acontecimentos (o que inclui as ações humanas) são efeitos de causas anteriores.»

«Libertismo: a hipótese de que há livre-arbítrio e por isso nem todos os acontecimentosnte  são efeitos de causas anteriores (nomeadamente as ações humanas).»

«Determinismo moderado: a hipótese de que há livre-arbítrio, apesar de todos os acontecimentos ( o que inclui as ações humanas) serem efeitos de causas anteriores.»

(Aires Almeida, Desidério Murcho «O Espanto, 10º ano de Filosofia»,  Didáctica editora, Pág. 122).

 

Estes autores, veículos de uma medíocre filosofia analítica anglo/ norte-americana, mergulham, como já nos habituaram desde há pelo menos duas décadas, no magma da confusão.

Em primeiro lugar, o determinismo radical não pode sustentar que todos os acontecimentos são efeitos de causas anteriores.  Só medíocres pensadores como John Searle, Ricardo Santos, João Branquinho, Desidério Murcho e Aires Almeida postulam isto. Então e a escolha irracional, instintiva, que ocorre a cada momento nos seres humanos sem uso de livre-arbítrio? A escolha da criança entre comer um gelado ou uma banana neste momento não é determinada por causas anteriores - isso seria fatalismo - mas sim por forças motrizes actuais, mais ou menos imprevisíveis. O determinismo sem livre-arbítrio não conduz o mundo em uma só direção predestinada, o acaso e a escolha irracional dos humanos a cada momento inflectem o «destino».

 

Em segundo lugar, é absurdo definir o determinismo moderado como «postulando que todos os acontecimentos ( o que inclui as ações humanas) são efeitos de causas anteriores e que isso é compatível com o livre-arbítrio», que supostamente existiria. É uma estupidez de todo o tamanho. Se todos os acontecimentos derivam de causas anteriores onde fica o livre-arbítrio? Isto sim, é um incompatibilismo.

 

Em terceiro lugar, o libertismo não passa de determinismo moderado pois admite que há acontecimentos livremente criados ou desencadeados pelo livre-arbítrio, não resultantes de causas anteriores mas fruto de deliberações racionais do momento presente. Há portanto nestes autores uma duplicação do mesmo conceito, do mesmo modo que esta «dupla visão» mental faz supor que existem disjunção inclusiva e disjunção exclusiva - a disjunção é uma só, exclusiva.

 

Libertismo, ou existência e exercício de livre-arbítrio, não constitui uma corrente autónoma mas sim uma propriedade comum a duas correntes: o determinismo biofísico com livre arbítrio, vulgo determinismo moderado( exemplo: delibero tomar sumo de laranja diariamente porque sei do efeito sempre benéfico  -determinismo- deste alimento sobre o organismo humano); o indeterminismo biofísico com livre arbítrio, vulgo indeterminismo moderado (exemplo: delibero, racionalmente, não tomar a vacina porque sei que esta produz, frequentemente, trombos nas veias, avc ´s, não gera sempre o mesmo efeito -indeterminismo - no corpo humano).

 

O RELATIVISMO ESTÁ IMPEDIDO DE CRITICAR OS COSTUMES E VALORES DE OUTRAS SOCIEDADES?

 

Sobre o relativismo, doutrina que o manual define incompletamente, ao ocultar que há relativismo, isto é, variação de valores de grupo a grupo social no seio de uma mesma sociedade (exemplo: os adeptos do crescimento industrial, os ecologistas anti indústrias, os anti homossexuais e os homossexuais e trangéneros, etc.), lemos:

«Há quem pense que é preciso ser relativista para promover a tolerância e combater a discriminação de pessoas que têm costumes diferentes dos nossos. Mas a ideia de que as pessoas de culturas diferentes da nossa não devem ser discriminadas é um juízo moral. Ora, quem é relativista e vive numa sociedade que defende a intolerância e a discriminação das mulheres, dos negros e dos judeus está obrigado a concordar que nada há de moralmente errado nessas práticas - porque são essas, precisamente, as práticas da sua sociedade. Por isso, essa pessoa não tem como combater a intolerância e a discriminação.»

 

(Aires Almeida, Desidério Murcho «O Espanto, 10º ano de Filosofia»,  Didáctica editora, Pág. 155).

 

Interpretar relativismo como igualitarismo de valores e cepticismo é um erro destes autores. Hegel e a igreja católica romana pós concílio Vaticano II (1962-1965) eram ou são relativistas em matéria de religião: ambos defendiam que a verdade religiosa é a soma de todas as religiões particulares mas entre estas o cristianismo - luterano, na visão de Hegel; católico, na visão de Roma - possuía maior grau de verdade do que qualquer outra, seguido do judaísmo, do islamismo, etc. 

 

UM JUÍZO RELATIVO NÃO É VERDADEIRO NEM FALSO?  QUANDO UM JUÍZO É RELATIVO NENHUMA SOCIEDADE/CULTURA ESTÁ ENGANADA?

 

No caderno de atividades do professor, lêem-se, entre muitos outros,  os seguintes erros conceptuais:

«1)a) Um juízo é relativo quando não é verdadeiro em falso.

1) b) Quando um juízo é relativo, nenhuma sociedade/cultura está enganada.»

(Aires Almeida, Desidério Murcho «O Espanto, 10º ano de Filosofia»,  Caderno de Atividades, professor» Didáctica editora, Pág. 102)

 

Refutemos o ponto 1)a): eis um exemplo de um juízo relativo verdadeiro: «Na Europa, vigoram democracias liberais, com liberdade de imprensa, de comportamento sexual e de vestuário feminino ousado, na Arábia Saudita e no Irão não».  Não há juízos que sejam ao mesmo tempo nem verdadeiros nem falsos, como sustentou o positivismo lógico do Círculo de Viena: ou são verdadeiros ou falsos. Exemplo de outro juízo relativo verdadeiro: «A gravidade terrestre é relativa à distância de um objecto no ar em relação à superfície terrestre, essa força gravitacional cessa acima dos 500 quilómetros de altitude, no caso das naves espaciais, verifica-se esta cessação em órbitas terrestres circulares situadas a uma altitude de 500 km, em que este estado não gravitacional é permanente.»

Refutemos o ponto 1)b): o juízo «a democracia liberal com direito à objeção de consciência é o melhor regime do mundo» é condenado pelas sociedades totalitárias como a China comunista e a Arábia Saudita que sobre ele estão enganadas e enganam os respectivos povos.

 

NENHUM TEMA VERDADEIRAMENTE FRACTURANTE COMO SERIA EXIGÍVEL EM FILOSOFIA

 

Estes manual e estes autores são meros instrumentos de propaganda da redutora filosofia oficial: a filosofia analítica, com a sua errónea lógica proposicional (só mentes estúpidas dizem que «Vou ao Porto ou vou a Lisboa» é diferente na estrutura lógica de «Ou vou ao Porto ou vou a Lisboa»). Fazem o discurso politicamente correcto, longe dos "extremismos", se exceptuarmos a dúvida hiperbólica cartesiana ou a teoria das conjecturas e refutações de Karl Popper. Não são filósofos mas funcionários de uma medíocre filosofia com a qual moldam a mente de alunos inteligentes.

 

Nenhum texto sobre astrologia histórica e não falta assunto filosófico neste tema : se o Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 25 de Abril de 1983, com Júpiter em 9º do signo de Sagitário, e venceu as eleições legislativas de 1 de Outubro de 1995, com Júpiter em 10º do signo de Sagitário, e venceu as eleições de 6 de Outubro de 2019, com Júpiter em 18º-19º do signo de Sagitário, poderá dizer-se que Júpiter no signo de Sagitário (arco de 240º a 270º do Zodíaco) gera necessariamente vitórias do PS?

 

Nenhum texto questionando a vacinação e é tão oportuno fazê-lo.David Icke escreveu. «O processo de fabricação de vacinas inclui o uso de macacos, embriões de frangos e fetos humanos, além de estabilizadores como a estreptomicina, o cloreto de sódio, o hidróxido de sódio, o alumínio, o cloridrato, o sorbitol, a gelatina hidrolisada, o formaldeído,e um derivado do mercúrio chamado timerosal ...» (David Icke, «La conspiración mundial y como acabar con ella», Ediciones Obelisco, Barcelona, pag 819).

 

Os autores deste manual, como bons servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. Os autores deste manual de filosofia são estrangeirados, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136).

 

NOTACOMPRA O NOSSO «DICIONÁRIO DE FILOSOFIA E ONTOLOGIA, DIALÉTICA E EQUÍVOCOS DOS FILÓSOFOS», inovador em relação a todos os outros dicionários, repleto de transcrições literais de textos dos filósofos. Queres desmistificar Heidegger, Russel, Kant, Peter Singer, Richard M. Hare, Simon Blackburn? Aproveita, a edição já esgotou nas livrarias. Contém 520 páginas, custa só 20 euros (portes de correio para Portugal incluídos),  Basta depositares na conta PT50 abaixo indicada e informar-nos. CONTACTA-NOS.

 

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Quarta-feira, 19 de Maio de 2021
Equívocos do manual «Como pensar tudo isto,10º ano de filosofia» da ASA (Crítica de Manuais Escolares - LXVI)

 

O manual «Como pensar tudo isto», do 10º ano de Filosofia, da ASA (grupo Leya), da autoria de Ana da Gama, Domingos Faria e Luís Veríssimo, contém alguns erros conceptuais.

 

UMA ERRÓNEA OU INCOMPLETA CONCEPÇÃO DE LIVRE ARBÍTRIO

O manual afirma:

«Temos livre-arbítrio se, e só se algumas das coisas que nos acontecem dependem de nós».

 

(Ana da Gama, Domingos Faria, Luís Veríssimo «Como pensar tudo isto,  10º ano de Filosofia»,  ASA, pág. 135) 

 

Esta definição está errada ou, no mínimo incompleta. Há coisas, decisões que dependem de nós e não implicam livre-arbítrio, são tomadas por instinto, irracionalmente. Exemplo: uma criança não instruída escolhe, irracionalmente, entre comer um croissant ou uma banana.

 

UMA ERRÓNEA DEFINIÇÃO DE DETERMINISMO CONFUNDIDO COM CAUSALISMO

 

Lê-se no manual:

«Esta crença de que tudo o que acontece tem uma causa ficou conhecida como "determinismo". Ou dito de outra forma:

O determinismo é a tese de que tudo o que acontece é a consequência de acontecimentos anteriores e das leis da natureza.»(...)

«Em suma, se o determinismo for  verdadeiro, o passado e as leis da natureza determinam a cada instante um único futuro possível. » 

(Ana da Gama, Domingos Faria, Luís Veríssimo «Como pensar tudo isto,  10º ano de Filosofia»,  ASA, pág. 136-137).

 

Não há aqui a definição exacta de determinismo. Esta é a seguinte: nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos. Isto é diferente de dizer que tudo o que acontece é a consequência de acontecimentos anteriores. Porque existem o acaso na natureza e o livre-arbítrio no ser humano no momento atual, que estão fora do determinismo e não têm a ver com acontecimentos anteriores. Se decido jantar alheira hoje ou viajar a Santiago de Compostela e visitar o túmulo de Prisciliano, bispo de Ávila decapitado em 385, isso não resulta exclusiva e principalmente de causas anteriores mas sim de causas do momento atual, mais ou menos imprevisíveis, entre elas o meu livre-arbítrio e o meu instinto de improvisação, que são causas livres. É portanto ridículo assegurar que o passado e as leis da natureza determinam a cada instante um único futuro possível. Esta visão é o fatalismo, não o determinismo.

 

A correcta definição de Determinismo não é a de que tudo o que acontece tem uma causa. Isto é causalismo. Ora há dois tipos de causas: as causas necessárias não livres (exemplo: a lei da gravidade terrestre que faz cair os corpos inertes largados no ar), e as causas livres como o livre-arbítrio e a escolha irracional,instintiva a que Aristóteles chamava escolha voluntária.  Mas nada isto é percebido e explicado pelos autores do manual. 

 

NO DETERMINISMO MODERADO TUDO ESTÁ DETERMINADO?

 

O manual define assim o determinismo moderado, isto é, o determinismo biofísico com livre-arbítrio:

«O determinismo moderado sustenta que:

i) o livre-arbítrio é compatível com o determinismo.

ii) tudo está determinado

e

iii) tenos livre-arbítrio».

 

(Ana da Gama, Domingos Faria, Luís Veríssimo «Como pensar tudo isto,  10º ano de Filosofia»,  ASA, pág. 138).

 

Esta definição é uma incoerência: se, no determinismo moderado  tudo está determinado então não há lugar para o livre-arbítrio que, por definição, é livre, está fora das algemas do determinismo biofísico. Livre opõe-se como contrário a determinismo, necessidade infalível. Enfim, um triste pântano de confusões...

 

NEBULOSAS DEFINIÇÕES DE COGNITIVISMO E NÃO COGNITIVISMO

 

O manual define confusamente as noções de cognitivismo (dogmatismo)  e não cognitivismo (cepticismo):

«O não cognitivismo caracteriza-se por defender que, contrariamente ao que acontece com os juízos de facto, os juízos morais não são crenças. Na sua opinião, estes nem sequer são juízos propriamente ditos, mas sim uma espécie de pseudojuízos.» (...)

«Os cognitivistas sustentam que os juízos morais são crenças, o que significa que são juízos propriamente ditos, e não pseudojuízos. (...)

«Iremos centrar as nossas atenções em três perspetivas cognitivistas: o subjetivismo, o relativismo e o objetivismo.»

(Ana da Gama, Domingos Faria, Luís Veríssimo «Como pensar tudo isto,  10º ano de Filosofia»,  ASA, páginas 167-168).

 

Há aqui erros capitais: cognitivismo e não cognitivismo habitam igualmente o subjetivismo, o relativismo e o absolutismo de valores e juízos morais. O subjetivismo é cognitivista? Só algum. Exemplo de subjetivismo não cognitivista: «A verdade é íntima a cada um e eu não sei o que é o bem e o que é o mal, se o aborto voluntário é ou não pecado». O relativismo é cognitivista? Só algum. Exemplo de relativismo não cognitivista: «Nós os milhões de agnósticos não sabemos se Deus existe ou não e caso exista não sabemos se interfere no mundo e nos exige alguma ética». O absolutismo (mal denominado objetivismo) é cognitivista? Só algum. Exemplo de absolutismo não cognitivista: «Em todos os países do mundo, em todas as religiões nada se conhece sobre vida após a morte».

 

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Os autores deste manual, como bons servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. Os autores deste manual de filosofia são estrangeirados, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136).

 

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Equívocos do manual «Dúvida metódica,10º ano de filosofia» da Texto Editora (Crítica de Manuais Escolares - LXV)

 

O manual «Dúvida metódica», do 10º ano de Filosofia, da Texto Editora, da autoria de Sara Raposo e José Pires, e André Barata como consultor científico, contém alguns erros conceptuais.

 

A NÃO DISTINÇÃO, COM CLAREZA, ENTRE DETERMINISMO MODERADO E LIBERTISMO

 

Lê-se no manual:

«Um libertista defende que existe livre-arbítrio e que, portanto, algumas ações humanas são livres.» 

«Que ações humanas são livres? As que não são causalmente determinadas, ou seja, que não são provocadas por causas anteriores às decisões ou escolhas do agente.»

 

(Sara Raposo e José Pires,«Dúvida metódica,  Filosofia 10º ano», Texto Editora, pág. 122).

 

Em que difere esta noção da de determinismo moderado, se ambos defendem, como diz o manual na página 111,  que «algumas ações humanas são livres»? Em nada.

 

A suposta diferença entre libertismo e determinismo seria, segundo os autores, o facto de o libertismo dizer que «nem todas as ações humanas são determinadas» e o determinismo moderado «defender que todas as ações humanas são determinadas» (pág 111). Ora isto é uma falsidade. Se o determinismo moderado, que inclui o livre-arbítrio, sustentasse que todas as ações humanas são determinadas então não englobaria livre-arbítrio, negar-se-ia a si mesmo. A ação de eu optar como comer uma maçã em vez de um doce carregado de açúcar branco, porque racionalizo previamente que a sacarose faz mal ao organismo, é uma escolha livre minha, não está determinada e inclui-se no determinismo moderado ( e já agora no imaginário libertismo que está associado a este  determinismo).

 

Na verdade, o libertismo (exercício do livre-arbítrio) não existe como corrente separada: é apenas uma propriedade comum ao determinismo biofísico com livre-arbítrio (vulgo determinismo moderado) e ao indeterminismo biofísico com livre-arbítrio. O libertismo concebido autonomamente é uma falácia. Coisa que nem John Searle nem estes autores e a generalidade dos professores de filosofia  percebem.

 

UMA INTERPRETAÇÃO UNILATERAL DE RELATIVISMO

Lê-se no manual sobre o relativismo, doutrina que afirma que os valores morais variam de sociedade a sociedade ou de classe a classe social (algo que o manual não destaca) dentro de uma mesma sociedade:

 

«O relativismo alega que criticar os costumes de outros povos é sempre  arrogante etnocêntrico (...)»

«A posição do relativismo, ao condenar todas as críticas (sem diferenciar entre críticas etnocêntricas e críticas construtivas e justificadas) dificulta ou impede o diálogo intercultural. »

«Por isso o relativismo é uma teoria implausível.»

(Sara Raposo e José Pires,«Dúvida metódica,  Filosofia 10º ano», Texto Editora, pág. 172).

Como é que o relativismo é uma teoria implausível se a democracia liberal, com um arco de correntes políticas desde a extrema direita à extrema esquerda, é o modelo do relativismo? E nesta democracia os socialistas ou os liberais afirmam ser os melhores para governar e criticam os anarquistas, os comunistas e os fascistas mas aceitam a sua existência como expressão de sectores da população. 

Relativismo não é dar razão por igual a todos. É reconhecer a diversidade política, cultural, religiosa, artística, sexual e afirmar a superioridade moral de um ponto de vista sobre os outros.

 

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Nenhum texto sobre astrologia histórica e não falta assunto filosófico: se o Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 25 de Abril de 1983, com Júpiter em 9º do signo de Sagitário, e venceu as eleições legislativas de 1 de Outubro de 1995, com Júpiter em 10º do signo de Sagitário, e venceu as eleições de 6 de Outubro de 2019, com Júpiter em 18º-19º do signo de Sagitário, poderá dizer-se que Júpiter no signo de Sagitário (arco de 240º a 270º do Zodíaco) gera necessariamente vitórias do PS?

 

Nenhum texto questionando a vacinação e é tão oportuno fazê-lo.David Icke escreveu. «O processo de fabricação de vacinas inclui o uso de macacos, embriões de frangos e fetos humanos, além de estabilizadores como a estreptomicina, o cloreto de sódio, o hidróxido de sódio, o alumínio, o cloridrato, o sorbitol, a gelatina hidrolisada, o formaldeído,e um derivado do mercúrio chamado timerosal ...» (David Icke, «La conspiración mundial y como acabar con ella», Ediciones Obelisco, Barcelona, pag 819).

Os autores deste manual, como bons servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. Os autores deste manual de filosofia são estrangeirados, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136)

 

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Sábado, 15 de Maio de 2021
Área 27º-29º de Aquário: Jesus crucificado

 

Os fenómenos místicos obedecem, em regra, a posições dos planetas no Zodíaco.

 

5º DO SIGNO DE TOURO:

SANTÍSSIMA TRINDADE

 

A passagem de um planeta, do Sol ou de um Nodo da Lua em 5º  do signo de Touro é condição necessária mas insuficiente para a mística freira Faustina Kowalska ver a Santíssima Trindade.

 

Em 13 de Setembro de 1935, com Úrano em 5º 6´/ 5º 5´do signo de Touro, a irmã Faustina vê, na sua cela, o anjo executor da Ira de Deus, de espada na mão, implora que se detivesse e conforme regista no seu diário «E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade».

 

Em 26 de Março de 1937, com Vénus em 5º 46´/ 5º 49´ do signo de Touro, a irmã Faustina sente no corpo a Paixão das Cinco Chagas de Cristo e como regista no seu diário «A Trindade de Deus envolveu-me toda e n´Ele me submergi».

 

ÁREA 21º-22º DO SIGNO DE LEÃO:

PRESENÇA DE DEUS

 

A passagem de um planeta, do Sol ou de um Nodo da Lua em 21º-22 º   do signo de Leão é condição necessária mas insuficiente para a mística freira Faustina Kowalska se sentir imersa na Presença de Deus. 

 

Em 4 de Agosto de 1936, com Vénus em 21º 15´/ 22º  29´ do signo de Leão, a irmã Faustina Kowalska sente-se inundada pela Presença de Deus que lhe dá uma superconsciência do pecado e anota no seu diário «tormento interior por mais de duas horas, agonia...de repente, a Presença de Deus inunda-me, e sinto-me como sob o poder da Sua Justiça».

 

Em 15 de Agosto de 1936, com Sol em 21º 58´/ 22º 55´do signo de Leão,  a irmã Faustina Kowalska sente-se inundada pela Presença de Deus que lhe dá uma superconsciência do pecado e anota no seu diário «durante a Santa Missa, que foi celebrada pelo padre Andrasz, um momento antes da Elevação a Presença de Deus penetrou na minha alma logo arrebatada para o altar, então vi a Mãe de Deus com o Menino Jesus».

 

ÁREA 11º-12º DO SIGNO DE VIRGEM:

ESPADA

 

A passagem de um planeta, do Sol ou de um Nodo da Lua em 11º-12º   do signo de Virgem é condição necessária mas insuficiente para a mística freira Faustina Kowalska ver um anjo ou Nossa Senhora com uma espada.

 

Em 13 de Setembro de 1935, com  Vénus em 11º 57´/ 11º 23´  do signo de Virgem,  a irmã Faustina vê, na sua cela, o anjo executor da Ira de Deus, de espada na mão, implora que se detivesse e conforme regista no seu diário «E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade».

 

Em 4 de Setembro de 1936, com Sol em 11º 16´ / 12º 14´ do signo de Virgem, a irmã Faustina vê a Mãe de Deus com o peito descoberto trespassado por uma espada, «derramando amargas lágrimas e defendendo-nos de terrível castigo de Deus.»

 

ÁREA 11º-12º DO SIGNO DE CAPRICÓRNIO:

MENINO JESUS

 

A passagem de um planeta, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 11º-12º do signo de Capricórnio é condição necessária mas insuficiente para a mística freira Faustina Kowalska ver o Menino Jesus que lhe estende os braços.

 

Em 25 de Dezembro de 1934, com Vénus em 11º 13´/ 12º 29´do signo de Capricórnio, a freira Faustina Kowalska vê o Menino Jesus vivo, na missa do galo, e anota no seu diário «Foi durante o Ofertório que vi no altar o Menino Jesus, de uma incomparável beleza, durante todo o tempo o Menininho manteve-se a fixar-nos a todos, estendendo as Suas mãozinhas».

 

Em 25 de Dezembro de 1935, com Nodo Norte da Lua em 12º 45´/ 12º 44´ do signo de Capricórnio, a freira Faustina Kowalska vê o Menino Jesus vivo, na missa do galo, e anota no seu diário «durante a Santa Missa, tive novamente a visão do Menino Jesus, e era tão belo, radiante, a estender as mãozinhas para mim».

 

ÁREA 27º-29º DO SIGNO DE AQUÁRIO:

JESUS CRUCIFICADO OU COBERTO DE CHAGAS

 

A passagem de um planeta, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 27º-29º do signo de Aquário é condição necessária mas insuficiente para a mística freira Faustina Kowalska ver Jesus crucificado ou flagelado.

 

Em 7 de Abril do ano 30, com Vénus de 29º 19´ do signo de Aquário a 0º 23´do signo de Peixes, Jesus Cristo é, supostamente, crucificado no monte Gólgota, em Jerusalém, por soldados romanos.

 

Em 11 de Outubro de 1933, com Nodo Norte da Lua em 27º 15´ do signo de Aquário, a freira polaca Faustina Kowalska, no seu convento, vê Jesus enquanto reza na Hora Santa de quinta feira e regista no seu diário que «surgiu de repente diante de mim, despojado das Suas vestes, o corpo inteiramente coberto de chagas, os olhos cheios de lágrimas e sangue, a face toda desfigrada, coberta de escarros».

 

De 4 a 6 de Fevereiro de 1935, com Saturno em 28º 44´/ 28º 58´ do signo de Aquário, a irmã Faustina tem a visão de Jesus crucificado, no teto da capela do convento, a olhar amorosamente as freiras, excepto três destas a quem olha com severidade e Faustina pede misericórdia para essas três o que, no dia 6, é concedido com a dulcificação do olhar do Senhor..

 

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Quarta-feira, 12 de Maio de 2021
Equívocos do manual «Em questão,10º ano de filosofia» da Porto Editora (Crítica de Manuais Escolares - LXIV)

 

O manual «Em questão», do 10º ano de Filosofia, de José Ferreira Borges, Marta Paiva e Orlanda Tavares, da Porto Editora,  contém alguns erros conceptuais.

 

ACEITAÇÃO DA FALÁCIA DAS DUAS MODALIDADES DE DISJUNÇÃO

 

Os espíritos confinados, anti dialéticos, da filosofia analítica, como John Searle, Peter Singer, Simon Blackburn, João Branquinho, Ricardo Santos, João Sàágua, Manuel Maria Carrilho sustentam que existem duas modalidades de disjunção, inclusiva e exclusiva. É uma falácia, é  erro que desde há poucos anos pomos a nú. Este manual afirma :

 

Disjunção inclusiva, forma lógica: P ou Q. Exemplo: «A vida é misteriosa ou o mundo é finito».

Disjunção exclusiva, forma lógica: Ou P ou Q. Exemplo: «Ou a vida é misteriosa ou o mundo é finito (mas não ambas as coisas).»

 

(José Ferreira Borges, Marta Paiva e Orlanda Tavares, «Em questão», 10º ano de Filosofia, da Porto Editora, pág 45).

 

A disjunção é a mesma, só difere no ênfase da frase (Ou..ou) , não no conteúdo. No primeiro exemplo, não se postula ambas as coisas, é uma disjunção exclusiva - toda a disjunção é exclusiva, não existe disjunção inclusiva. Espíritos confusos..

 

OS DETERMINISTAS AFIRMAM QUE TODOS OS EVENTOS FÍSICOS SÃO CAUSADOS POR EVENTOS FÍSICOS ANTERIORES?

 

Sem conseguir distinguir com clareza o determinismo moderado do libertismo, o manual afirma:

 

«Para fugir à visão do mundo dos deterministas, segundo o qual todos os eventos físicos são causados por eventos físicos anteriores, os libertistas defendem que o sujeito é um agente causador, com o poder de interferir no curso normal das coisas pela sua capacidade racional e deliberativa. Neste sentido, os agentes têm o poder de afetar a corrente de causas do universo e fazer com que as coisas aconteçam por sua intervenção. É como se existisse uma causalidade do agente...»

(José Ferreira Borges, Marta Paiva e Orlanda Tavares, «Em questão», 10º ano de Filosofia, da Porto Editora, pág 116).

 

É falso que os deterministas moderados sustentem que todos os eventos físicos são causados por eventos físicos anteriores. Isso anularia o livre-arbítrio, que é suposto existir no determinismo moderado. Este possui livre-arbítrio em tanto ou maior grau que o dito libertismo. Afinal o que os distingue se em ambos é possível um sujeito opor-se a um ou vários determinismos? Exemplo: o determinista moderado que sofre de úlcera de estômago escolhe entre comer três a cinco quilos de uvas diariamente para se curar ou continuar a comer carne e peixe como há anos o faz e tomar medicação. Isto não é ser agente causal? É. E em que se distingue do «libertismo»? Em nada.

 

NO DETERMINISMO RADICAL O SUJEITO NÃO ESCOLHE AGIR DESTA OU DAQUELA MANEIRA?

 

Sobre o chamado determinismo radical, um conceito medíocre da filosofia analítica de John Searle e Simon Blackburn, escreve o manual:

«Os filósofos deterministas radicais aceitam também que, se estamos determinados não tenos a liberdade necessária para sermos moralmente responsáveis. (...) Ora, como não tem qualquer controlo sobre as suas ações que são o resultado inevitável de causas anteriores (algumas das quais remontam, inclusive, a um tempo em que ele ainda não tinha nascido) o sujeito não escolhe agir desta ou daquela maneira , logo não tem livre-arbítrio e, por isso, não pode ser responsabilizado.»

 

(José Ferreira Borges, Marta Paiva e Orlanda Tavares, «Em questão», 10º ano de Filosofia, da Porto Editora, pág 113).

 

Este texto está equivocado. É falso que todas as ações sejam o resultado inevitável de causas anteriores. As pessoas controlam irracionalmente as suas ações: escolhem por instinto, sem usar a racionalidade do livre-arbítrio. Um alcoólico pára de beber num dado jantar por instinto, escolhe não beber mais. Ora na escolha voluntária, irracional, conceito que Aristóteles, mais profundo que John Searle e Peter Singer,  desenvolve em oposição a  livre-arbítrio, há imprevisibilidade, liberdade instintiva  e o sujeito escolhe, ao contrário do que sustentam este e os outros manuais do 10º ano em Portugal. Aristóteles escreveu:

 

«O livre-arbítrio, pois, é claro que consiste nas coisas voluntárias mas não é o mesmo, mas não é o mesmo que elas; antes o voluntário é algo mais geral. Porque as crianças e os demais animais participam de ações voluntárias, mas não do livre-arbítrio. E as coisas que fazemos repentinamente e sem deliberação, dizemos bem que são voluntárias, mas não dizemos que procedem do livre-arbítrio, mas não dizemos que procedem do livre-arbítrio.» 

(Aristóteles, Ética a Nicómaco I, Folio, Barcelona, 2002, pág. 99; o destaque a negro é nosso).

 

E são autores com mestrados e doutoramentos em filosofia deste género que confundem os nossos alunos porque não voam alto no mundo do intelecto.

 

NENHUM TEMA VERDADEIRAMENTE FRACTURANTE COMO SERIA EXIGÍVEL EM FILOSOFIA

 

Estes manual e estes autores são meros instrumentos de propaganda da redutora filosofia oficial: a filosofia analítica, com a sua errónea lógica proposicional (só mentes estúpidas dizem que «Vou ao Porto ou vou a Lisboa» é diferente na estrutura lógica de «Ou vou ao Porto ou vou a Lisboa»). Fazem o discurso politicamente correcto, longe dos "extremismos", se exceptuarmos a dúvida hiperbólica cartesiana ou a teoria das conjecturas e refutações de Karl Popper. Não são filósofos mas funcionários de uma medíocre filosofia com a qual moldam a mente de alunos inteligentes.

 

Nenhum texto sobre astrologia histórica e não falta assunto filosófico: se o Partido Socialista venceu as eleições legislativas de 25 de Abril de 1983, com Júpiter em 9º do signo de Sagitário, e venceu as eleições legislativas de 1 de Outubro de 1995, com Júpiter em 10º do signo de Sagitário, e venceu as eleições de 6 de Outubro de 2019, com Júpiter em 18º-19º do signo de Sagitário, poderá dizer-se que Júpiter no signo de Sagitário (arco de 240º a 270º do Zodíaco) gera necessariamente vitórias do PS?

 

Nenhum texto questionando a vacinação e é tão oportuno fazê-lo.David Icke escreveu. «O processo de fabricação de vacinas inclui o uso de macacos, embriões de frangos e fetos humanos, além de estabilizadores como a estreptomicina, o cloreto de sódio, o hidróxido de sódio, o alumínio, o cloridrato, o sorbitol, a gelatina hidrolisada, o formaldeído,e um derivado do mercúrio chamado timerosal ...» (David Icke, «La conspiración mundial y como acabar con ella», Ediciones Obelisco, Barcelona, pag 819).

 

Os autores deste manual, como bons servos das multinacionais de farmácia, não contrapõem nada à teoria oficial.

 

Nenhum texto de Fernando Pessoa, poeta e filósofo da fenomenologia ou de outros pensadores portugueses metafísicos. Os autores deste manual de filosofia são estrangeirados, no mau sentido do termo. Não se dá importância ao que Pessoa escreveu:

«Não é possível uma futura civilização espanhola, nem uma futura civilização portuguesa. O que é possível é uma futura civilização ibérica formada pelos esforços da Espanha e de Portugal.»

«Todas as forças que se oponham a uma aliança, a um entendimento entre Portugal e Espanha devem ser desde já condenadas como inimigas. Essas forças são: os conservadores, sobretudo os católicos, e a Igreja Católica acima de tudo, que têm por ânsia íntima a união ibérica; a maçonaria, que é também estrangeira de origem, e é agora um organismo estranho metido na carne da Ibéria; a França, que com a sua cultura especial, tem envenenado, por excesso, a alma, ou as almas da Ibéria. A Inglaterra que politicamente tem espezinhado os países ibéricos.» (...)

«Para a criação da civilização ibérica é preciso a rigorosa independência das nações componentes dessa civilização. É um erro crasso supor que a fusão imperialista facilita a actividade civilizacional.»

 

(Fernando Pessoa, «Obra em prosa, Páginas de Pensamento Político-1, 1910-1919», Livros de Bolso Europa-América, páginas 135-136)

 

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Terça-feira, 11 de Maio de 2021
Teste de filosofia 11º ano (Maio de 2021)

 

Eis um teste de filosofia isento de perguntas de escolha múltipla. Assim se obriga os alunos a desenvolver conceitos e teses e relacioná-los.

 

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA C

7 de Maio de 2021.

Professor: Francisco Queiroz

I

“.O fenómeno religioso comporta o misterium, o fascinans, o tremendum e o ganz andere. Em Platão, há seis degraus na dialética do Belo. Para Kant, existe o Belo e o Sublime e neste último há três modalidades. O princípio da correspondência microcosmos-macrocosmos estava presente na construção da catedral medieval e na orgia da primavera a favor de boas colheitas de certos indígenas australianos. Este princípio exige conceber o umbigo do mundo e o eixo do mundo na cosmisação do espaço que se torna heterogéneo.”

 

1)Explique, concretamente este texto.

 

2) Relacione, justificando:

A) Hierofania, panteísmo e teísmo

B) Os três níveis de um Programa de Investigação Científica segundo Lakatos e o argumento da contingência e da necessidade de São Tomás para demonstrar Deus.

C) O argumento ontológico de Santo Anselmo e o argumento dos graus de perfeição de São Tomás e o estádio religioso em Kierkegaard

D) A arte como transfiguração do real e Apolo e Diónisos em Nietzsche.

 

CORREÇÃO DO TESTE COM COTAÇÃO MÁXIMA DE 20 VALORES

 

1) O fenómeno religioso comporta o misterium, isto é o mistério, o fascinans, isto é o encantamento que os seres humanos sentem ante divindades, o tremendum, isto é, o temor de castigos divinos, e o ganz andere, expressão alemã que significa totalmente diferente, quer dizer, a natureza humana é completamente diferente da natureza divina (VALE DOIS VALORES) .A dialética do Belo implica que diversos níveis da matéria e do espírito humano contêm sucessivos degraus do Belo: primeiro, diz Platão, deve-se amar um corpo belo, depois deve-se amar vários corpos belos e descobrir que há beleza em todos, depois amar a beleza das almas, em seguida amar as leis e costumes da cidade que são belas, encontrar a beleza das ciências e da filosofia e por último amar o Belo em Si Mesmo, que não participa de nada (VALE DOIS VALORES). Kant sustentou que o belo é pequeno, cheio de adornos, de encanto visual como um jardim com canteiros de flores multicolores, como o dia luminoso, como a mulher loura, como a lógica, como a juventude e o sublime é grande, grandioso, metafísico como um bosque alto de carvalhos, como a noite estrelada, como o homem moreno, como a filosofia metafisica, como a velhice. O sentimento do belo existe na faculdade do gosto que não é racional embora universal, existente em todas as pessoas. Kant preconizou haver três formas do sublimeo sublime terrível, como por exemplo, a visão de um vulcão a expelir lava ou de um precipício imenso; o sublime nobre, em que a grandeza se combina com a simplicidade, como uma igreja gótica vazia, sem altares doirados; o sublime magnífico em que a grandeza se mistura com riquezas materiais como um palácio com paredes de ouro ou a capela sistina do Vaticano. (VALE TRÊS VALORES). O princípio da correspondência microcosmo-macrocosmo das antigas filosofias estipula que «o que está em baixo é como o que está em cima, o microcosmo ou pequeno universo é o espelho do macrocosmo ou grande universo».Isto está presente que na construção dos castelos   Isto manifesta-se na astrologia, por exemplo: Júpiter em 9º do signo de Sagitário em 25 de Abril de 1983 (Sagitário é parte do céu, macrocosmo) causou a vitória eleitoral do PS de Mário Soares (microcosmo, Portugal). Também se manifesta na construção dos castelos templários em que a planta das muralhas (microcosmos) reproduz o desenho de constelações (macrocosmos). Está ainda presente na orgia dos australianos primitivos (microcosmos) que espelha a hierogamia ou união sexual do deus e da deusa no Céu (VALE DOIS VALORES). A cosmisação do espaço é a transformação do espaço caótico, sem limites definidos, em um espaço cósmico, um espaço organizado e hierarquizado com centro e periferia, metade direita e metade esquerda, etc. Isso faz-se primordialmente definindo o lugar do centro ou umbigo do mundo pelo qual passa, vertical, o axis mundis, ou eixo do mundo que pode tomar variadas formas. O axis mundis é a coluna que sustenta o céu aos ombros do gigante Atlas, na mitologia grega, o poste de madeira por onde o deus dos australianos Achilpas subiu ao céu e desapareceu, poste que a tribo nómada transporta consigo e implanta no centro do acampamento. São também axis mundis a montanha sagrada, a ilha de Avalon no centro do oceano, a árvore sagrada dos bascos e de outros povos, a cruz de Cristo crucificado no monte de Gólgota. (VALE DOIS VALORES).

 

2)A)Teísmo é o conjunto das concepções religiosas que supõem a existência de um ou mais deuses transcendentes à natureza biofísico, «no alto dos céus». Panteísmo é a concepção que sustenta que Deus ou deuses são imanentes à natureza, não estão fora desta, como por exemplo, o vento, o sol e a lua são deuses ou partes do deus-natureza física. A hierofania é a manifestação do sagrado e tanto existe no teísmo (exemplo: a capela das aparições em Fátima é sagrada) como no panteísmo (exemplo: a trovoada e o rugir das ondas do mar são sagradas, são o divino naturalizado). (VALE DOIS VALORES)

 

2.B) Os três níveis de um programa de investigação científica (P.I.C) são para Imre Lakatos: o núcleo duro (hard core), isto é, as teses imutáveis de uma ciência (exemplo: a série de números vai de menos infinito a mais infinito); o cinto protector (protective belt), isto é, as teses susceptíveis de revisibilidade ou eliminação (exemplo: o Big Bang foi o começo de tudo); a heurística, o conjunto de métodos e técnicas de investigação experimental (exemplo: a observação por microscópio, por telescópio, por câmaras em drones, etc.) o argumento da contingência e da necessidade de São Tomás para demonstrar Deus é o seguinte: como todas as coisas do mundo são contingentes, mutáveis, finitas ( nota nossa:  e isto corresponde ao cinto protector de Lakatos) tem de haver um ser necessário, imutável, eterno que escape à contingência (nota nossa: isto corresponde ao núcleo duro de um PIC) e esse ser é Deus. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-C) O argumento ontológico de Santo Anselmo é o seguinte: Deus possui todas as perfeições, suprema misericórdia, suprema bondade, suprema justiça, logo tem de ter a perfeição de existir. O argumento dos graus de perfeição em São Tomás parte do mundo sensível e eleva-se até Deus: uma árvore é mais perfeita que uma pedra e o homem é mais perfeito que o boi logo a perfeição suprema é Deus. A monotonia do homem casado que personifica o estado ético em Kierkegaard e a necessidade do eterno faz o homem saltar ao estádio religioso, em que Deus é o valor absoluto, que não exige ser demonstrado (fideísmo) apenas importa salvar a alma e os outros pouco ou nada contam. Abraão estava no estádio religioso, de puro misticismo, quando se dispunha a matar o filho Isaac porque «Deus lhe ordenou fazer isso». O estádio religioso é o do puro existencialismo, doutrina que afirma que a existência vive-se em liberdade e angústia sem fórmulas (essências) definidas, buscando um Deus que não está nas igrejas nem nos ritos oficiais. Neste estádio, o homem casado pode abandonar a mulher e os filhos se «Deus lhe exigir» retirar-se para um mosteiro a meditar ou para uma região subdesenvolvida a auxiliar gente esfomeada. A escolha a cada momento ante a alternativa é a pedra de toque do existencialismo. Kierkegaard acentuava a noção de angústia, essa liberdade bloqueada, essa intranquilidade que surge antes ou durante muitos actos decisivos (exemplo: a angústia do aluno antes de saber a nota do teste, a angústia da mãe antes do parto, etc). Kierkegaard situa o paradoxo no interior do estado religioso e diz que se deve amar e seguir a vontade de Deus apesar de não compreendermos esta. (VALE DOIS VALORES).

 

2-D) O surrealismo, na medida em que projecta do inconsciente figuras fantásticas que não existem, como por exemplo, uma árvore com cabeça de mulher, transfigura a realidade. As artes plásticas - pintura, escultura, arquitectura - são do deus Apolo, deus da ordem e da beleza solar serena, segundo Nietzsche, e as artes não plásticas - música, dança, poesia, teatro - sáo de Diónisos, deus da desordem, das paixões, da embriaguez. Embora Nietzsche tivesse morrido em 1900, 25 anos antes do aparecimento do manifesto surrealista, podemos atribuir a este um carácter dionisíaco. (VALE DOIS VALORES)

 

 

 



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