Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
Do amor instantâneo e da ilusão da sua continuidade
AMOR INSTANTÂNEO. Todo o amor é instantâneo: há momentos, em cada dia, em que não se ama a namorada, os pais, os filhos, a esposa, etc. A vida é variação. Um dia, uma mulher disse-me: «Eu quero que me desejes só pelo meu corpo. Só sexo puro. Não quero amor, namoro, romantismos, casamento e outras tretas». Ela foi cirurgicamente verdadeira. O casamento para sempre é mentira das igrejas e do nosso «ego» conservador.
  
A REPETIÇÃO DE UM SENTIMENTO E O PREDOMÍNIO DO CORPO. A noção de que amamos duradouramente os outros é meramente fílmica, fruto do movimento rápido de milhares de "fotografias de celulóide" sentimental a deslizar na máquina de projectar memórias. Ninguém ama continuamente outra pessoa durante dias, meses ou anos. Há períodos de ausência ou deterioração do amor a uma pessoa por substituição pelo amor a outra - tudo expressões do único amor que talvez seja contínuo, o amor a si mesmo, amor fundador de todos os outros. Os fragmentos, vistos ao longe, com um olhar sincrético, ou talvez mesmo sintético, parecem formar um todo coerente. Em última análise, amamos os outros porque amamos o nosso corpo. Para todos os efeitos, o espírito reside na corporalidade, não estamos certos que sobreviva fora da campânula de vidro do corpo. Por isso, até as mulheres mais intelectuais, que vivem entre alamedas de livros como árvores em bibliotecas, não dispensam o jantar requintado a dois, a maquilhagem sedutora e a roupa íntima provocante com que esperam acolher os amantes nas ondas dos seus seios. A subjugação do espírito à carne, à matéria animada, vital, é a lei geral que desmente as religiões e o espiritualismo mais aceso.

www.filosofar.blogs.sapo.pt

 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 


© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 



 

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 22:36
link do post | comentar | favorito

Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Domenico Losurdo: a atitude marxista face à China Popular e o papel ideológico da internet

A natureza dos estados marxistas-leninistas, como Cuba, Coreia do Norte ou China Popular, recebe duas interpretações opostas dentro do campo marxista e anarquista: são estados socialistas, nos quais o proletariado exerce o poder mediante o aparelhodo partido comunista; são estados capitalistas burocráticos, em que o poder se encontra nas mãos de uma burocracia anti-operária ou nova burguesia que aufere a mais valia de um proletariado explorado apesar de formalmente, a propriedade dos meios de produção e troca ser de todo o povo, estatal ou cooperativa.


A primeira interpretação é a dos partidos comunistas alinhados com a revolução cubana e a URSS até 1985, entre os quais o PCP. A segunda interpretação é a dos comunistas conselhistas de esquerda, ou marxistas libertários, dos trotskistas, dos anarquistas, e do «marxismo ocidental» (Ernst Bloch, Antonio Negri, Norberto Bobbio, Galvano Della Volpe, Hardt).


Domenico Losurdo, estigmatizou, recentemente, no III Encontro «Civilização ou Barbárie», em Serpa (30 de Outubro a 1 de Novembro de 2010) as críticas do "marxismo ocidental"  ao "totalitarismo incarnado na República Popular da China". Sustentou que a privatização de parte da economia chinesa é feita no interesse da classe operária, nos seguintes termos:


«A grande guerra patriótica da URSS contra a Alemanha nazi foi a maior luta de classes travada no século XX. E acrescentaria a revolução chinesa dirigida por Mao Ze Dong como a segunda maior forma de luta de classes no século XX. A maior luta de classes na China de hoje, é a luta por adquirir a tecnologia ocidental. Que seria de Cuba sem a China? É o marxismo ocidental que não compreendeu nada. Há uma aliança entre a classe operária e o PC Chinês, apesar das condições de exploração de uma parte do proletariado chinês. Mao Ze Dong já dissera: "Podemos fazer concessões à burguesia, desde que não percamos o essencial, o poder político, o domínio do Estado." A Woolmark, essa multinacional de distribuição, foi contestada na China, o que prova que a liberdade sindical está mais forte na China do que nos EUA».


Em suma, segundo Losurdo, os marxistas e os democratas, em vez de condenarem a China Popular por desenvolver o capitalismo e em vez de protestarem a favor dos "direitos humanos", devem sustentar o regime chinês acossado pelos EUA, União Europeia e Japão imperialistas.


A LIBERDADE DA INTERNET USADA PARA DESMORONAR O SOCIALISMO


Losurdo, adoptando o ponto de vista leninista de que a liberdade de imprensa e de comunicação possui um carácter de classe - ou serve a burguesia e a reacção ou serve o proletariado e a revolução - afirma que a internet, com as redes sociais (facebook, twitter, etc), é um grande campo de batalha que o imperialismo usa para fazer desabar os estados leninistas.


Escreveu:  


As «guerras na Internet»


«Até agora temos visto a transformação da «não verdade absoluta» em «verdade verdadeira» e incontestável passar em primeiro lugar nos «ecrãs da televisão» enquanto que o papel da Internet era secundário e negligenciável. Mas é interessante assinalar que, a partir do fim dos anos 90, no International Herald Tribune um jornalista (Bob Schmitt) observava: «As novas tecnologias alteraram a política internacional». Aqueles que estavam em posição de as controlar viam aumentar desmesuradamente o seu poder e a sua capacidade em desestabilizar países mais fracos e tecnologicamente menos avançados.»


«Com efeito, com a chegada e a generalização da Internet, do Facebook, do Twitter, apareceu uma nova arma, susceptível de modificar profundamente as relações de força no pano internacional. Isto já não é um segredo para ninguém. Actualmente, nos EUA, um rei da sátira televisiva como Jon Stewart proclama: «Mas porque é que estamos a enviar exércitos se é mais fácil deitar abaixo uma ditadura via Internet do que comprar um par de sapatos?» O significado militar das novas tecnologias está aqui explicitamente sublinhado e reivindicado: sem tocar no direito de Washington a julgar e a condenar de modo soberano, a partir de agora é possível recorrer a armas novas e mais sofisticadas para punir os culpados e os rebeldes.»


«Mas a Internet não é ela mesma a expressão da liberdade de expressão? Os que argumentam isto são só os menos dotados (e os menos escrupulosos). Na realidade – reconhece Douglas Paal, ex-colaborador de Reagan e de Bush sénior – a Internet é actualmente «gerada por uma ONG que não passa de uma emanação do Departamento do Comércio dos EUA». Mas trata-se apenas de comércio? O semanário alemão Die Zeit pede esclarecimentos a James Bamford, um dos maiores especialistas sobre os serviços secretos americanos: «Os chineses também receiam que empresas americanas como o Google sejam em última análise instrumentos dos serviços secretos americanos em território chinês. Será isso uma atitude paranóica?» «De modo nenhum» é a resposta imediata. Pelo contrário – acrescenta o especialista – até «organizações e instituições estrangeiras estão infiltradas» pelos serviços secretos americanos, que estão sempre em condições de interceptar comunicações telefónicas em todos os cantos do planeta e devem ser considerados como «os maiores piratas informáticos do mundo».


«A partir da agora – afirmam ainda no Die Zeit dois jornalistas alemães – não há quaisquer dúvidas:»


«Os grandes grupos Internet tornaram-se num instrumento da geopolítica EUA. Anteriormente, eram necessárias laboriosas operações secretas para apoiar movimentos políticos em países longínquos. Actualmente basta muitas vezes um pouco de técnica da comunicação manobrada a partir do ocidente […] O serviço secreto tecnológico dos EUA, a National Security Agency, está em vias de montar uma organização totalmente nova para as guerras na Internet».


«À luz de tudo isto, convém reler certos acontecimentos recentes de explicação difícil. Em Julho de 2009 ocorreram incidentes sangrentos em Urumqi e em Xinjiang, uma região da China habitada sobretudo por ouigours. São explicados pela discriminação e pela opressão à custa de minorias étnicas e religiosas? Não parece muito plausível uma abordagem desse tipo, pelo menos a julgar pelo que refere o correspondente de Pequim de La Stampa (Francesco Sisci):


«Numerosos hans de Urumqi queixam-se dos privilégios de que os ouigours desfrutam. De facto, estes, enquanto minoria nacional muçulmana, têm condições de trabalho e de vida muito melhores que os seus colegas hans, em igualdade de situação. Os ouigours, no seu escritório, têm autorização para suspender o seu trabalho várias vezes por dia para efectuar as cinco orações muçulmanas diárias tradicionais […] Além disso, podem não trabalhar à sexta-feira, dia santo muçulmano. Em teoria, deviam compensar ao domingo. Mas ao domingo os escritórios estão fechados […] Um outro ponto doloroso para os hans, submetidos à dura política de unificação familiar que continua a impor um filho único, é que os ouigours podem ter dois ou três filhos. E, enquanto muçulmanos, têm subsídios para além do salário dado que, como não podem comer carne de porco, têm que recorrer ao carneiro que é mais caro».


«Isto não bate certo com a acusação feita pela propaganda ocidental de que o governo de Pequim quer eliminar a identidade nacional e religiosa dos ouigours. Então, como é?»


«Reflictamos sobre a dinâmica dos incidentes. Numa cidade do litoral chinês onde, apesar das diferentes tradições culturais e religiosas pré-existentes, os hans e os ouigours trabalham lado a lado, espalha-se de repente o boato segundo o qual uma rapariga han foi violada por operários ouigours; daí ocorrem incidentes durante os quais são mortos dois ouigours. O boato que provocou essa tragédia era falso mas eis que logo a seguir se espalha um segundo boato ainda mais grave e ainda mais funesto: a Internet difunde na sua rede a notícia segundo a qual na cidade do litoral chinês teriam sido mortos centenas de ouigours, massacrados pelos hans sob a indiferença e até mesmo a complacência da polícia. Resultado: tumultos étnicos no Xinjiang, que provocam a morte de quase 200 pessoas, desta vez quase todas hans.»


«Pois bem, estaremos na presença duma intriga infeliz e casual de circunstâncias ou da difusão de boatos falsos e tendenciosos com vista ao resultado que se constatou efectivamente na sua sequência? Volta assim à nossa memória a «experiência feita pela CIA» no verão de 1951, que provocou «uma misteriosa epidemia de loucura colectiva» na «pitoresca e tranquila aldeia» de Pont-Saint-Esprit. E de novo nos vemos obrigados a fazer a pergunta inicial: a «loucura colectiva» pode ser produzida apenas por via farmacológica ou pode ser hoje também o resultado do recurso a «novas tecnologias» da comunicação de massas?» (Domenico Losurdo, A geopolítica da internet, in "Odiario.info", 13 de Outubro de 2010; o negrito é posto por mim).


Não penso que na China ou em Cuba o proletariado esteja no poder. Creio que o poder de Estado é detido pela pequena e média burguesia jacobina leninista que favorece algumas das reivindicações proletárias embora travando outras. Contudo, há que vislumbrar quem é o inimigo maior dos trabalhadores: os grandes grupos do capitalismo mundial centrados nos EUA ou as burocracias nacionais leninistas. Estas, suprimindo embora a democracia operária, a autogestão, com métodos similares ao fascismo, desenvolvem uma política externa anti imperialista, como, por exemplo, a burocracia soviética de Estaline que, enquanto eliminava Zinoviev, Kamenev e outros antigos companheiros de Lenine em 1936-1938, fornecia armamento e aviões à República espanhola assolada pela guerra civil contra revolucionária. É este aspecto, importantíssimo na geopolítica mundial, que tem de ser levado em conta. Sabe-se que a queda dos regimes marxistas-leninistas do leste da Europa - URSS, Alemanha de Leste, Hungria, Bulgária, etc - em 1989-1993, enfraqueceu os trabalhadores dos países capitalistas ocidentais e impulsionou a onda neoliberal e desregulamentadora dos direitos laborais consagrados.
Sem dúvida alguma, o grande perigo vem dos EUA, a potência que por excelência proclama as liberdades individuais, mas que as espezinha de forma massiva em guerras no exterior ou de forma selectiva em atentados, execuções e prisões arbitrárias no interior. Aqueles que exigem, em altos brados, a queda imediata do regime chinês ou do regime dos ayatolahs no Irão, em nome dos "direitos humanos", apenas abrem caminho à penetração e agressão imperialistas no Médio Oriente e no Extremo Oriente drigidas desde os EUA. Não compreendem que as contradições entre os países - independência nacional versus dominação imperialista - subordinam a si as contradições interclassistas no seio de cada país. Se a China explodisse agora numa girândola de pluralismo político, com multipartidarismo, direitos humanos para todos, emergiriam nela graves conflitos sociais, guerra civil, divisão em diversas nações, que os EUA aproveitariam para instalar aí as suas bases militares e governos regionais manipulados por Washington. Se os EUA apoiam o Dalai Lama e o Tibete livre não é porque amem a liberdade dos povos mas porque pretendem cercar a China e fazê-la recuar à situação de potência semi colonial que teve, alguns séculos, até à segunda metade do século XX.


A CENSURA LEVE AOS QUE AFIRMAM HAVER LUTA DE CLASSES NA CHINA


No Encontro «Civilização ou Barbárie», em Serpa, o universitário marxista James Petras escreveu na sua intervenção distribuída aos participantes:


«In Asia the recent working class strike waves in China, in the context of a revolutionary socialist past, gives substance for hopes of a mass socialist revival based on working class and peasant militancy.»


Ora a tradução portuguesa desta intervenção, também distribuída, da responsabilidade de alguém do PCP, é a seguinte:


«Na Ásia, as recentes ondas de greves dos trabalhadores, num quadro de um passado revolucionário socialista, dá substância à esperança de um renascimento socialista de massas baseado na militância da classe operária e do campesinato.»


Provavelmente, a omissão da palavra China na tradução foi intencional: o PCP ancora-se no modelo socialista burocrático cubano e no modelo de economia mista dirigido pelo Partido Comunista da China e tem dificuldade em admitir que há luta de classes na China entre o proletariado explorado, de um lado, e os novos capitalistas e a burocracia do PCC, por outro lado. Mas a teoria marxista exige uma análise dialéctica das contradições de classe nos Estados formalmente socialistas onde os sectores de economia privada ganham crescente influência.


www.filosofar.blogs.sapo.pt


f.limpo.queiroz@sapo.pt


© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 23:21
link do post | comentar | favorito

Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
O ateísmo, definição pela negativa

O termo «ateísmo» é uma definição pela negativa: doutrina que nega (prefixo a) a existência de deuses (theoí, em grego). Ao invés, o teísmo é definido em sentido positivo: doutrina que sustenta haver deus ou deuses, independentes da natureza biofísica e, em regra, criadores ou modeladores dessa natureza.


No entanto, o ateísmo pode ser designado de maneira positiva: naturalismo, isto é, doutrina que afirma que a natureza biofísica é a realidade primeira e última de todos os entes e que não existe um reino metafísico sobrenatural. E o teísmo pode ser definido de maneira negativa: antinaturalismo, isto é, doutrina que proclama realidades contrárias à natureza biofísica e ao instinto animal, realidades que seriam entes divinos, demónios, planos metafísicos das almas desencarnadas, etc.  A dignidade do ateísmo não foi compreendida por aqueles que dizem que se não houver deuses nem vida além da morte, o homem permanece igual ao cão ou a qualquer outro animal. Mas porque haveria o homem de merecer a imortalidade da alma e o cão não? E a racionalidade do homem não é já o prémio suficiente para uma vida finita e plena?


www.filosofar.blogs.sapo.pt


f.limpo.queiroz@sapo.pt


© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 22:23
link do post | comentar | favorito

mais sobre mim
pesquisar
 
Janeiro 2020
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10

12
13
15
16

23
24
25

26
27
28
29
30
31


posts recentes

Pai Eterno, Virgem Maria ...

Area 23º-24º de Sagitario...

Ponto 24º 0´/ 24º 28´de u...

Os degraus da beleza, seg...

Hegel: a arte não é pura ...

Aristóteles: a matemática...

17º do signo de Touro: o ...

Júpiter em 10º de Capricó...

Equívocos sobre Valores n...

Ponto 16º 25´ / 16º 31´ d...

arquivos

Janeiro 2020

Dezembro 2019

Novembro 2019

Outubro 2019

Setembro 2019

Agosto 2019

Julho 2019

Junho 2019

Maio 2019

Abril 2019

Março 2019

Fevereiro 2019

Janeiro 2019

Dezembro 2018

Novembro 2018

Outubro 2018

Setembro 2018

Agosto 2018

Julho 2018

Junho 2018

Maio 2018

Abril 2018

Março 2018

Fevereiro 2018

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Teste de filosofia do 11º...

Pequenas reflexões de Ab...

Suicídios de pilotos de a...

David Icke: a sexualidade...

links
blogs SAPO
subscrever feeds