Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2015
Aires Almeida e Desidério Murcho: janelas para a confusão

 

 Em «Janelas para a filosofia», Aires Almeida e Desidério Murcho, autores de manuais escolares do 10º e 11º ano de escolaridade em Portugal, membros influentes do «lobby» da filosofia analítica que inclui Ricardo Santos, João Branquinho, Pedro Galvão, Sara Bizarro e outros académicos, ensaiam uma exposição sobre os problemas centrais da filosofia. Acontece que as janelas que aqueles dois autores abriram dão para o pátio da sofística e, acidentalmente, para a planície vasta da filosofia, olhada de viés, neste livro.

 

UMA EQUÍVOCA DEFINIÇÃO DE RELATIVISMO

 

Um dos erros teóricos de Almeida e Murcho patentes neste livro, seguindo aliás o célebre Peter Singer, é o seu conceito de relativismo. Escrevem:

 

«1. Relativismo

«O relativismo defende que os juízos de valor são relativos às sociedades. Quando uma sociedade condena ou aceita um dado juízo de valor não pode estar enganada. Isto contrasta com os juízos de facto...» (Aires Almeida, Desidério Murcho, Janelas para a Filosofia, Gradiva, Novembro de 2014, pág. 40; o destaque a negrito é colocado por mim).

 

Esta definição é parcialmente incorrecta: diz que os juízos de valor variam de sociedade para sociedade, o que é verdade, em princípio, mas oculta ou escamoteia o facto de relativismo ser a variação de valores no interior de uma mesma sociedade, segundo as classes sociais, os grupos políticos, religiosos e artísticos.  É relativismo haver em Portugal uma lei que consagra o casamento de gays e lésbicas e uma maioria social que condena este tipo de casamento, é relativismo haver dentro da mesma sociedade portuguesa defensores dos valores de esquerda e defensores dos valores de direita, religiosos católicos, islâmicos, budistas, agnósticos e ateus,etc.

 

A frase «Quando uma sociedade condena ou aceita um dado juízo de valor não pode estar enganada», incluída na definição de relativismo, é um verdadeiro absurdo. É apresentar relativismo como um dogmatismo absolutista e prova a debilidade do pensamento de Aires Almeida e Desidério Murcho, pseudo-filósofos que fazem «copy paste» de Simon Blackburn, de Peter Singer e outros. Eles não pensam: dizem coisas sem nexo como, por exemplo, que "segundo o relativismo, uma sociedade não pode estar enganada ao condenar ou aceitar algo"...

 

A PSEUDO-REFUTAÇÃO DA DEFINIÇÃO DE CONHECIMENTO COMO «CRENÇA VERDADEIRA JUSTIFICADA»

 

Edmund Gettier refutou, aparentemente, a definição clássica de conhecimento como «crença verdadeira justificada». Almeida e Murcho dão razão a Gettier e escrevem:

 

« Vejamos um exemplo diferente do de Gettier mas que estabelece o mesmo resultado filosófico. A Rita é apreciadora de carros antigos e tem reparado no Citroen boca-de-sapo estacionado num dos lugares reservado à administração, na garagem do edifício da empresa onde trabalha. Ela forma a crença de que um dos administradores da empresa tem um boca-de-sapo. Algum tempo depois, a Rita veio a descobrir, com grande surpresa, que o boca-de-sapo que viu era afinal de um morador daquela zona que se aproveitava para estacionar discretamente ali o seu estimado carro. O morador oportunista só tinha conseguido estacionar ali o seu cargo simplesmente porque o segurança julgava ser o boca-de-sapo de colecção que, por coincidência, a administradora Paula possuía. Até ter sido apanhado».

«O que mostra esta história? Em primeiro lugar, mostra-nos que a Rita formou uma crença verdadeira: que um dos administradores tem um boca-de-sapo. Em segundo lugar, que a Rita tem uma justificação razoável para esta crença: ela própria viu um boca-de-sapo vários dias estacionado num lugar onde apenas podem ser estacionados veículos dos administradores.(...) Parece, pois, que a Rita tem uma crença verdadeira justificada mas não tem conhecimento. Isto parece mostrar que não basta que uma crença verdadeira esteja justificada para haver conhecimento.»(Aires Almeida, Desidério Murcho, Janelas para a Filosofia, Gradiva, Novembro de 2014, pág. 180-181; o destaque a negrito é colocado por mim).

 

Qual é o erro de raciocínio de Gettier, de Almeida e Murcho relativo a este exemplo da Rita?

 

É o facto de considerarem que a Rita tinha uma crença verdadeira justificada ao saber que uma administradora tinha um Citroen boca-de-sapo e que um destes automóveis estava estacionado no lugar reservado junto ao edifício da administração da empresa. Pobres Gettier, Almeida e Murcho!  A Rita não tinha uma crença verdadeira justificada porque não conhecia a matrícula do boca-de-sapo da administradora Paula e, portanto, não podia garantir, com segurança que o boca-de-sapo, afinal pertença de um vizinho, pertencesse à administradora. Portanto, o argumento de Gettier/ Aires/ Desidério  é uma pseudo-refutação da tese de que o conhecimento  é crença verdadeira justificada: o conhecimento da Rita é insuficiente, não está justificado.

 

 

FALTA DE CLAREZA SOBRE O QUE SÃO OBJECTIVISMO E VALORES OBJECTIVOS

 

Escrevem Almeida e Murcho:

«Valores objectivos

«O objectivismo defende que alguns valores são objectivos (e não que todos o são). Isto significa que quando uma pessoa ou uma sociedade condena ou aceita um dado juízo de valor pode estar enganada, tal como acontece com os juízos de facto.» (Aires Almeida, Desidério Murcho, Janelas para a Filosofia, Gradiva, Novembro de 2014, pág. 44; o destaque a negrito é posto por mim).

 

O facto de ser falível  a condenação por uma pessoa de um juízo de valor, isto é, o facto de uma pessoa se poder enganar nesse juízo, não acarreta que este juízo seja objectivo. A definição de objectivismo dada por estes autores é obscura. Afirmar que objectivismo é o facto de que« quando uma pessoa ou uma sociedade condena ou aceita um dado juízo de valor pode estar enganada» é um absurdo. Desidério Murcho e Aires Almeida são incapazes de fornecer uma definição clara de objectivismo dos valores: metem-se por vielas escuras e obscuras do pensamento, onde não há a luz da clareza racional. Não sabem distinguir objectivismo intra-anima ( por exemplo: o número 7 só existe nas mentes humanas mas é objectivo por ser comum a quase todas as mentes) de objectivismo extra-anima (por exemplo: o Mosteiro dos Jerónimos existe em Belém, como edifício de pedra, e é fisicamente objectivo).

 

Escrevem ainda no mesmo estilo retorcido de contornar as definições claras:

 

 

«Para compreender melhor o objectivista, temos de compreender melhor o próprio conceito de objectividade. Há várias concepções de objectividade, mas a mais relevante no que respeita à natureza dos valores considera que a imparcialidade é uma condição necessária da objectividade. O que isto significa é que os juízos de valor que são objectivos são imparciais. Por exemplo, imaginemos que a Daniela defende o juízo de valor de que quem tem olhos azuis deve ter mais direitos do que os outros. Quando lhe perguntamos porquê, responde, com toda a honestidade, que tem olhos azuis, e por isso essa medida iria beneficiá-la. É óbvio que a justificação do seu  juízo de valor não é imparcial»

(Aires Almeida, Desidério Murcho, Janelas para a Filosofia, Gradiva, Novembro de 2014, pág. 44; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Há aqui incoerências: Desidério e Aires falam em haver vários conceitos de objectividade, mas não explicitam mais que um, a imparcialidade, e isto é vaguismo; os juízos de valor objectivos não são imparciais, porque são juízos de valor, mas estes dois autores proclamam a sua imparcialidade; o exemplo da Daniela e do seu juízo parcial de favorecer quem tem olhos azuis está envolto numa nuvem de ambiguidade, não se percebe, com clareza, se ilustra o objectivismo ou o subjectivismo dos valores. 

 

Almeida e Murcho não pensam dialecticamente, escarnecem da autêntica filosofia: escrevem de forma elíptica, rodeando o cerne dos assuntos, à maneira dos filósofos analíticos actuais. São o exemplo da anti-filosofia entronizada nas universidades portuguesas e brasileiras e nas grandes editoras que as secundam. Que leva a Gradiva de Guilherme Valente a editar estes frágeis pensadores?  Ah, pois: o professor Aires Almeida é o responsável da secção de filosofia da editora Gradiva...Pode ser um pensador medíocre, mas tem poder editorial.

 

Se querem mergulhar na confusão e citar definições erróneas, no todo ou em parte, assimilem e citem acriticamente o conteúdo deste pobre livro «Janelas para a Filosofia».

 

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
Uma divisão falaciosa dos egoísmos por Kurt Baier

 

 

No seu artigo «O egoísmo», do Compêndio de Ética organizado por Peter Singer, Kurt Baier distingue cinco versões de egoísmo: o egoísmo exagerado, o egoísmo psicológico, o egoísmo como meio para o bem comum, o egoísmo racional e o egoísmo ético. Trata-se de uma divisão  confusa, que espelha o caos da filosofia analítica e da filosofia institucional em geral que mistura espécies de diferentes géneros no mesmo saco.

 

Peter Singer não detectou esta confusão nem Paul Ricoeur, nem Richard Jeffrey nem Daniel Danett, nem Simon Blackburn, nem Olavo de Carvalho, nem Miguel Reale nem os professores universitários portugueses ou brasileiros como José Gil, Ricardo Santos,  Alexandre Franco de Sá, João Branquinho, Olivier Feron, Luís de Araújo, Mendo Castro Henriques, Desidério Murcho, Pedro Galvão, José Meirinhos, Vítor Guerreiro, Bento Prado Júnior, Luís Vilela, Paulo Eduardo Arantes, e tantos outros   nunca detectaram estes erros de sobreposição de conceitos. Que sabem eles de dialética, isto é, de ordem clara no pensamento? 

 

Estamos, pois, contra as universidades, dominada por intelectuais de segunda e terceira categoria, confusos, mais ou menos eruditos, a receberem fundos estatais que não merecem pois não reunem a categoria intelectual que se outorgam a si mesmas.

 

EGOÍSMO PSICOLÓGICO NÃO SE OPÕE COMO CONTRÁRIO A EGOÍSMO PROMOTOR DO BEM COMUM

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Distinguimos entre cinco versões de egoísmo. A versão do senso comum considera um vício a busca do próprio bem mais além do moralmente permissível . A segunda, o egoísmo psicológico, é a teoria segundo a qual, se não na superfície, ao menos no mais profundo todos somos egoístas no sentido de que no que concerne à nossa conduta explicável pelas nossas crenças e desejos, esta sempre tende ao que consideramos o nosso máximo bem. A terceira, ilustrada pela teoria de Adam Smith, é a teoria segundo a qual em determinadas condições a promoção do próprio bem é o melhor meio de alcançar a meta legítima da moralidade, a saber, o bem comum. Se não se colocam objecções morais à consecução e à manutenção de estas condições, pareceria desejável tanto de um ponto de vista moral como de um ponto de vista egoísta procurar ou manter estas condições se nelas podemos alcançar a meta moral promovendo ao mesmo tempo o nosso maior bem. A quarta e quinta versões, o egoísmo ético e racional, apresenta-o como ideais práticos, a saber, como os ideais da moralidade e da razão.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 289; o destaque a negrito é posto por mim)..

 

Egoísmo psicológico não contraria a noção de egoísmo promotor do bem comum. São duas dimensões do mesmo egoísmo: o psicológico integra-se no género ontológico (o que é, o ser de...), isto é, descreve a natureza humana como egoísta; o egoísmo promotor do bem comum, isto é, analisado nos seus efeitos económicos - exemplo: o grande capitalista constrói, por egoísmo psicológico, uma casa com paredes de mármore e oiro e assim dá emprego a dezenas de operários  e negócios a empresas de matéria-prima, o seu egoísmo promove o bem comum - é, na mesma, egoísmo psicológico, integra-se no género praxiológico (a utilidade, a consequência de algo). Por que razão, então, Baier os classifica como extrínsecos, contrários, entre si? Confusão intelectual. Só isso.

 

É RIDÍCULO OPOR EGOÍSMO RACIONAL A EGOÍSMO ÉTICO

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Vou considerar finalmente as duas versões do egoísmo como ideal prático, habitualmente denominadas egoísmo racional e egoísmo ético, respectivamente. Frente à doutrina antes considerada do egoísmo como meio para o bem comum, não se baseiam em premissas fácticas sobre as consequências sociais ou económicas do fomento de cada qual do seu maior bem. (...) Ambos os ideais têm uma versão mais forte e outra mais débil. A mais forte  afirma que é sempre racional (prudente, razoável, respaldado pela razão) sempre correcto (moral, elogioso, virtuoso) aspirar ao máximo bem de cada qual, e nunca racional, etc., nunca correcto, etc., não o fazer. A versão mais débil afirma que é sempre racional, é sempre correcto fazê-lo, mas não necessariamente nunca é racional nem correcto não o fazer.» (...)

«Unida a outra premissa, o egoísmo racional implica o egoísmo ético. Essa outra premissa é o racionalismo ético, a doutrina segundo a qual para que uma exigência ou recomendação moral seja sólida ou aceitável, o seu cumprimento deve estar de acordo com a razão. (...) Assim, pois se aceitamos a versão débil do racionalismo ético (segundo a qual as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se o seu cumprimento está de acordo com a razão) e também aceitarmos a versão débil do egoísmo racional - a saber, que comportar-se de determinada maneira está de acordo com a razão se ao comportar-se de esse modo o agente aspira ao seu máximo bem - en congruência também devemos aceitar a versão débil do egoísmo ético - a saber, que as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se, ao cumpri-las, o agente aspira ao seu máximo bem. E o mesmo pode dizer-se a respeito das versões fortes.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 286-287; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Não é clara, neste texto, a distinção entre versão débil do racionalismo ético e versão débil do egoísmo racional e muito menos a distinção entre esta última e a versão débil do egoísmo ético. Não há exemplos, os contornos destas definições esfumam-se. Estamos no terreno do charlatanismo característico de alguma filosofia analítica.

 

Egoísmo racional não se opõe a egoísmo ético como contrário, é parte deste. É ridículo opor racional a ético, porque o racional está contido no ético. A racional opõe-se irracional, afectivo ou sentimental. Mas os tontos da filosofia analítica não sabem hierarquizar as espécies contrárias e as colaterais, não sabem colocar as primeiras dentro de um mesmo género e as segundas em géneros diferentes. Os grupos de estudo de filosofia analítica, como, em Portugal, o Lan Cog de João Branquinho e Ricardo Santos, passam ao lado da clareza dialética, perdidos em labirínticos corredores de pensamento fragmentário.

 

E são estes senhores, pobres em raciocínio holístico e analítico, que troçam do determinismo planetário na vida social e cultural, da astrologia histórico-social, ciência das ciências, que blindam (parafascismo!) as suas universidades contra a discussão livre desta e de outras temáticas, são estes senhores que fazem ou superintendem os programas e os manuais de filosofia para o ensino secundário...

Abaixo a casta antifilosófica, ou mediocremente filosófica, que domina as cátedras universitárias em todo o mundo!

 

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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
Júpiter em 7º-13º de Leão: demissão de Cavaco, Portas ou Passos Coelho em Agosto ou Setembro de 2014?

 

A astrologia é ainda, na presente conjuntura, incapaz de prever com exactidão infalível todos os grandes e os pequenos acontecimentos dos anos vindouros. Os factos estão todos predestinados mas não sabemos lê-los na maioria das suas leis e aspectos. No entanto, há regularidades histórico-astronómicas comprovadas que estudamos e trazemos à luz, como a que se consubstancia na seguinte lei: a passagem de um planeta ou Nodo da Lua na área 7º-12º de Leão gera, em regra, demissão ou morte de ministros ou do presidente da República ou revolta popular fracassada em Portugal. .

 

 ÁREA 7º-13º DE LEÃO:

REVOLTAS MILITARES, ATENTADOS A GOVERNANTES DE DIREITA, DEMISSÕES DE GOVERNANTES DE DIREITA

 

A 16 de Julho de 2014, Júpiter entrou no signo de Leão (arco do céu de 120º a 150º ) e isso deverá abrir um período favorável à esquerda moderada portuguesa (PS) e ao sionismo pró-norte-americano, que decorrerá, em princípio, até 11 de Agosto de 2015, dia em que Júpiter passará de 29º de Leão para 0º do signo de Virgem, signo favorável à direita portuguesa. Se houver eleições legislativas em 2015, até Agosto de 2015, o PS, dirigido  pelo agente do clube mundialista e criminoso de Bilderberg António Costa será o presumível vencedor.

 

De 17 de Agosto a 20 de Setembro de 2014, Júpiter estará em 7º-13º do signo de Leão - arco do céu de 120º a 150º da eclíptica - o que deverá gerar um forte protesto de esquerda ou acto revolucionário contra o governo então vigente em Portugal ou, mais provavelmente,  a demissão de um ministro, do primeiro-ministro  ou, quiçá, do presidente da república. O que sucederá, em concreto? A queda parcial do governo, por dissensões internas? Um atentado? Uma invasão de edifícios governamentais? Talvez apenas demissões pacíficas de altos cargos da República.

 

Eis cinco factos histórico-astronómicos em que me fundamento:

 

A) Em 1 de Fevereiro de 1908, com Júpiter em 8º do signo de Leão (ou grau 128 da eclíptica, em longitude), a Carbonária Portuguesa, pelas mãos munidas de carabinas de Alfredo Costa e Manuel Buíça, assassina a tiro, no Terreiro do Paço, em Lisboa, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe, por sustentarem a ditadura de João Franco que, na sequência do regicídio, cai, subindo ao trono D. Manuel II.

 

B) Em 14 de Dezembro de 1918, com Neptuno em 9º de Leão, o presidente da República Nova, Sidónio Pais, conservador e anti maçon, é assassinado a tiro na estação do Rossio, em Lisboa, pelo republicano José Júlio da Costa, amigo do Grão-Mestre da Maçonaria Magalhães Lima.

 

C) Em 6 de Junho de 1920, com Júpiter em 13º de Leão, António Maria Baptista, chefe do governo, morre, subitamente, de um ataque em pleno conselho de ministros.

 

D) Em 26 de Agosto de 1931, com Júpiter em 8º do signo de Leão, um grupo de oficiais antifascistas apodera-se dos quartéis de Metralhadoras 1 e de Artilharia 3, junta da Penitenciária de Lisboa, e ocupa com os militares revoltosos a zona desde o alto do Parque Eduardo VII ao Largo do Rato, englobando Campolide, mas a artilharia da ditadura militar e as ofensivas da GNR e do regimento de Caçadores 5 abafam a revolta, de tarde.

 

E) Em 4 de Dezembro de 1980, com Nodo Norte da Lua em 13º-12º de Leão, o 1º ministro Sá Carneiro e o ministro da Defesa Amaro da Costa morrem em atentado à bomba no avião CESSNA em que viajavam, sobre Camarate.

 

E aparte, consideremos um sexto facto que não traduz vitória da esquerda mas uma espécie de mudança de regime com o surgimento da primeira maioria absoluta de deputados de um só partido, o PSD, uma maioria de direita:

 

F) Em 19 de Julho de 1987, com Marte em 7º-8º  de Leão, o PSD do 1º ministro Cavaco Silva, de centro-direita, vence com maioria absoluta de deputados as legislativas em Portugal, cilindrando à sua direita o CDS de Adriano Moreira, e à sus esquerda o PRD de Hermínio Martinho, o PS de Vítor Constâncio, a CDU de Cunhal.

 

A previsão feita desta maneira é uma indução: erige uma lei geral a partir de casos empíricos similares. Os actuais doutorados que pontificam nos meios académicos- refiro-me a "pensadores" como Peter Singer, Nigel Warburton, Alan Renault, Slavoj Zizek, José Gil, José Matoso, João Medina, António Barreto, Marcelo Rebelo de Sousa, Maria Filomena Mónica, Maria Carrilho, Boaventura Sousa Santos, Lurdes Rodrigues, José Sócrates, António Costa Pinto, Adriano Moreira, José Pacheco Pereira e tantos outros - destituídos de inteligência holística, não concebem que Júpiter, sempre que passa uma vez, durante umas quatro ou cinco semanas, de doze em doze anos, nos graus 7 a 13º  do signo de Leão (arco 127º a 133º da eclíptica), possa suscitar um influxo de esquerda em Portugal ou um influxo de centro derrotando parte da direita.

 

São demasiado antropocêntricos na sua ignorância do mistério cósmico. Não pensam o mundo, e a vida humana em particular, como um todo cósmico. Falta-lhes a noção da lei dialética do uno: no universo nada está isolado, tudo se relaciona e forma um imenso Uno. Não passam de charlatães.

 

Que tem de inadmissível que os movimentos de um planeta suscitem uma revolução ou contra-revolução no Brasil ou na Argentina ou em Portugal, uma vitória futebolística do Flamengo, dos Estudiantes de la Plata, ou do Sport Lisboa e Benfica? Nada. Só mentes fragmentadas e fragmentárias objectam contra isto. Os grandes media e as universidades estão dominados por charlatães doutorados, muito ciosos dos seus títulos e do seu papel de guardiães da mentira dominante do «indeterminismo» e do «futuro em aberto, sem condicionamentos astrais».  

 

 

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Terça-feira, 19 de Novembro de 2013
Determinismo moderado? Ou libertismo moderado?

 

Os frágeis pensadores da filosofia analítica falam em determinismo duro e determinismo moderado .. e em libertismo.Mas porque não dividem o libertismo em moderado e duro? Se o fizessem, descobriam que determinismo moderado (pelo livre-arbítrio) é o mesmo que libertismo moderado (pelo determinismo).

 

«O caminho que sobe e o caminho que desce são um e o mesmo» dizia Heráclito. Note-se que há exercíios de preparação para exame nacional de filosofia, em manuais escolares, que exigem uma resposta certa entre quatro hipóteses, nos seguintes termos:

 

«Escolha a hipótese verdadeira no caso X:

 

A) Determinimo moderado

B) Libertismo

C)  Determinismo duro.

D)................. »

 

Trata-se, entre A) e B),  de uma disjunção incompleta ou falsa porque o determinismo moderado é a forma moderada do libertismo, está incluído neste: o livre-arbítrio exerce-se, prevalece, sobre as condições de determinismos biofísicos adversos. Exemplo: os ocupantes alemães da França em 1940, apontam-me uma arma e ameaçam matar-me se eu resistir mas eu, cidadão francês, posso juntar-me à resistência da France Libre de Jean Moulin e De Gaulle e atacar as patrulhas alemãs com granadas, está no meu livre-arbítrio fazê-lo. Kant e Sartre eram libertistas e, em simultâneo, deterministas moderados.

 

Os vesgos pensadores analíticos (Simon Blackburn, Peter Singer, Nigel Warburton, etc) não vêem o óbvio e esquartejam o campo das definições a torto e a direito...


 

 

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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2013
Contradicting David Wong: Relativism is not the contrary of Universalism

David Wong, professor of Philosophy at Duke University, opposes as contraries moral relativism and moral universalism:

 

«The debate between moral relativism and universalism accounts for a significant proportion of philosophical reflection in ethics. In ancient Greece at least some of the "Sophists" defended a version of moral relativism, which Plato attempted to refute. » (David Wong, Relativism, in A Companion to Ethics, edited by Peter Singer, page 443, Blackwell Publishers, 1995).  

 

It is a mistake of Wong and all analitical thinkers: universalism is not the contrary of relativism, is the contrary of localism and of regionalism. There is a relativistic universalism and an absolutist universalism. David Wong has not a dialectical thought, simultaneously analytic and synthetic. He lacks intellectual clarity.

 

Example of relativistic universalism: in Middle Age, the good value in politics is to obey to the autorithy of the king, or of the pope or of of the Arabic caliph, or of Oriental imperor as they were representatives of God in their functions; in XXI Century, the Good value in politics is to promote parliamentary democracy, individual freedom and gender equality and multiculturalism.

 

Example of absolutist relativism: a mother's love towards their children is a good value eternal, immutable, visible in all societies and at all times.

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Terça-feira, 20 de Novembro de 2012
Marte em 1º-11º de Capricórnio, em Novembro-Dezembro de 2012, e as universidades obtusas

Todos os acontecimentos na Terra estão determinados pela passagem dos planetas e do Sol nesta ou naquela área do Zodíaco - círcunferência celeste dividida em doze signos ou fatias iguais de 30º de arco por astrónomos e astrólogos. O livre-arbítrio e o acaso da natureza física são meras aparências, ilusões dos seres humanos que nunca estudaram ao pormenor as movimentações no círculo celeste e as correlações com os factos terrestres.

 

Hoje, 20 de Novembro de 2012, Marte desloca-se de 2º 11´a 2º 57´ do signo de Capricórnio. No dia 2 de Dezembro, Marte estará no grau 11 de Capricórnio e no «mítico» dia 21 de Dezembro de 2012, data do «fim do mundo» segundo interpretações da profecia maia, estará em 26º do signo de Capricórnio. Vou expor algumas breves previsões de Astrologia Histórica , algumas das quais falharão porque não levo em conta todos os ciclos de previsão que conheço para cada data.

 

Motivo da falibilidade: falta de tempo para cálculos muito precisos que exigem horas e horas. Aponto, em cada data, uma condição necessária para a eclosão de um determinado tipo de acidente ou incidente notável mas não todas as condições necessárias. O Estado e as Fundações dos ricos não me editam os estudos, absolutamente originais nesta matéria, nem me pagam para me dedicar em exclusivo à Astrologia Histórico-Social que desenvolvi e que decifra o futuro com base em leis astronómicas objectivas fundadas na história social, política e biofísica.   

 

ÁREA 4º-6º DE CAPRICÓRNIO:

TRAGÉDIA NO EGIPTO

 

A passagem do Sol ou de um planeta em 4º-6º de Capricórnio é condição necessária mas insuficiente para gerar uma tragédia relevante no Egipto.

 

 

Em 17 de Novembro de 1997, com ,Marte em 5º 52´/ 6º 38´ de Capricórnio,  65 turistas, na maioria suíços e japoneses, são assassinados à metralhadora ou à espada quando visitavam de autocarro o Vale das Rainhas, em Luxor, Egipto, resultando ainda 85 feridos, sendo os homicidas fundamentalistas mortos pela polícia; em 10 de Janeiro de 1999, com Mercúrio em 4º 19´/ 5º 49´ de Capricórnio, a derrocada de um prédio no Cairo mata pelo menos 5 pessoas e fere outras 7.

 

De 22 a 26 de Novembro de 2012, Marte estará em 4º-6º de Capricórnio. De 25 a 28 de Dezembro de 2012, o Sol estará em 4º-6º de Capricórnio. 

 

ÁREA 5º-7º DE CAPRICÓRNIO:
FÁBRICA DE CORTIÇA, MINA

 

A passagem do Sol, de um planeta ou Nodo da Lua em 5º-7º do signo de Capricórnio é condição necessária mas insuficiente para gerar um acidente notável em fábrica de cortiça em Portugal ou numa mina algures.

 

Em 11 de Janeiro de 1999, com Mercúrio em 5º 49´ / 7º 20´ de Capricórnio, pelas 15.45 horas, explode uma caldeira na fábrica de rolhas de cortiça Edmundo Alves Ferreira S.A. em Lourosa, Santa Maria da Feira, matando o operário João da Silva, ferindo outra trabalhadora e causando danos em 30 viaturas estacionadas; em 9 de Maio de 2001, com Nodo Sul da Lua em 7º 15´/ 7º 11´ de Capricórnio, um silo com pó de cortiça da Fábrica de Cortiças Soberana, no Montijo, arde durante 40 minutos; em 11 de Maio de 2001, com Nodo Sul da Lua em 7º 10´ de Capricórnio, uma série de explosões fazem deflagrar um incêndio numa fábrica de cortiça desactivada em Paços de Brandão, concelho de Santa Maria da Feira, consumindo grande parte da estrutura da unidade; em 6 de Junho de 2001, com Nodo Sul da Lua em 6º 22´/ 21´ de Capricórnio, uma fábrica de cortiça no concelho de Alcochete é destruída pelo fogo, obrigando à hospitalização de 3 operários.

 

On February 14, 2005, with Mars in 5th 7 '/ 5 º 50' Capricorn, an explosion and collapse in a coal mine in Fuxin, Liaoning Province, China, during the celebrations of Chinese New Year kills 213 miners; on September 23, 2001, with Mars in 7 º 48 '/ 8 ° 23' Capricorn, the explosion in a mine in Brookwood, Alabama, USA, generates 13 dead.

 

De 23 a 27 de Novembro de 2012, Marte transita de 5º a 7º do signo de Capricórnio.

  

ÁREA 7º-10º DE CAPRICÓRNIO:

DESAIRES NO IRÃO E NO PSD PORTUGUÊS

 

A passagem do Sol, de um planeta ou Nodo da Lua na área 7º-10º do signo de Capricórnio é condição necessária mas insuficiente para gerar um sismo no Irão ou inflingir uma derrota política forte ao PSD português.  

 

 

Em 21 de Junho de 1990, com Úrano em 7º 57´/ 7º 55´  do signo de Capricórnio,  um sismo com magnitude 7,7 na escala de Richter, nas províncias de Gilan e Zanyan, no Noroeste do Irão, arrasa 17 vilas, 1 871 aldeias e provoca cerca de 37 000 mortos e 100 000 feridos; em 22 de Fevereiro de 2005, com Marte em 10º 48´/ 11º 31´ de Capricórnio, um sismo de magnitude 6,4 na escala de Richter abala a província de Kerman, no Irão, perto da cidade de Bam, arrasando 40 aldeias e fazendo 602 mortos e mais de 1000 feridos; em 11 de Agosto de 2012, com Plutão em 7º 18´/ 7º 17´ de Capricórnio, dois terremotos consecutivos, de 6,4 e 6,2 na escala de Richter, causam pelo menos 306 mortes e  mais de três mil feridos no Irão, em quatro distritos do Azerbaijão Oriental situados ao nordeste de Tabriz, a capital provincial, abalando esta e as cidades de Ardébil e Mehraban.

 

 

Em 4 de Dezembro de 1980, com Marte em 9º 5´/ 9º 51´ de Capricórnio, Francisco Sá Carneiro, líder do PSD e primeiro-ministro, Adelino Amaro da Costa, vice líder do CDS e ministro da Defesa, morrem na queda em Camarate de um pequeno avião Cesna, onde deflagrara uma bomba, encomendada pela CIA desgostada por o governo português obstar ao tráfico de armas dos EUA para o Irão; em 3 de Abril de 1987, com Neptuno em 7º 59´/ 8º 0´ de Capricórnio, a votação favorável pelas esquerdas (PS, PRD, PCP, MDP) de uma moção de censura ao governo minoritário do PSD, de Cavaco Silva, proposta pelo PRD de Hermínio Martinho, faz tombar o governo; em 20 de Fevereiro de 2005, com Marte em 9º 23´/ 10º 5´ de Capricórnio, o PSD, presidido por Santana Lopes, sofre a sua maior derrota de sempre em eleições legislativas frente a um PS de José Sócrates que, pela primeira vez desde 1975, obtèm maioria absoluta de deputados.

 

De 26 de Novembro a 1 de Dezembro de 2012, Marte percorrerá a área 7º-10º do signo de Capricórnio. Veremos se se manifestará o sincronismo entre o Irão e o PSD português, provavelmente ambos vítimas de derrotas nestas datas.

  

 

ÁREA 11º-12º DE CAPRICÓRNIO:

TRAGÉDIA NO EGIPTO

 

 

A passagem do Sol ou de um planeta em 11º-12º de Capricórnio é condição necessária mas insuficiente para gerar uma tragédia relevante no Egipto

 

Em 17 de Novembro de 1997, com Vénus em 11º 14´/ 12º 9´ de Capricórnio, 65 turistas, na maioria suíços e japoneses, são assassinados à metralhadora ou à espada quando visitavam de autocarro o Vale das Rainhas, em Luxor, Egipto, resultando ainda 85 feridos, sendo os homicidas fundamentalistas mortos pela polícia; em 31 de Outubro de 1999, com Marte em 10º 11´/ 10º 56´ de Capricórnio,  por um acto de sucídio do piloto egípcio, um avião Boeing 767 da Air Egypt em voo desde Nova Iorque para o Cairo despenha-se no Oceano Atlântico, a sudeste de Nantucket Island, USA, morrendo as 217 pessoas que iam a bordo.

 

De 1 a 4 de Dezembro de 2011, Marte cruza os graus 11º e 12º do signo de Capricórnio. Veremos o que sucede no Egipto.

 

 

Nada há de anticientífico nesta análise histórico-astronómica nem nas previsões fundadas nela. Qualquer pessoa inteligente reconhece aqui o princípio do determinismo ou necessidade, ao menos na aparência: nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas geram os mesmos efeitos. As universidades, em geral, desconhecem e combatem esta racionalidade holística fundada em factos empíricos. Quantos são os catedráticos, de filosofia, comunicação social, história, astronomia, sociologia, matemática, física que negam que tudo está predestinado pelos ciclos planetários e solar no Zodíaco? Praticamente todos.

 

Zizeck, Thomas Nagel, Simon Blackburn, Peter Singer, Anthony Kenny, Alan Badiou, Jean Luc Ferry, José Gil, Fernando Savater e outros ignoram a ciência do cosmos, a ontocosmologia, a Astrologia Histórico-Social, do mesmo modo que Descartes, Spinoza, Kant, Hegel, Nietzsche, Leonardo Coimbra, Ortega y Gasset, Xavier Zubiri, Sartre, Derrida, Deleuze, ou Wittgenstein ignoravam esta ciência, pilar do conhecimento. Não passam, pois, de medíocres - só conseguem ver a realidade cósmica até ao meio (medio), a sua visão intelectual é curta, não atinge a circunferência celeste do Zodíaco onde cada planeta emite, a cada instante, uma radiação modeladora dos acontecimentos e entes terrestres.

 

A universidade está contra a ciência! A grande comunicação social, incluindo os editores em geral, está contra a ciência! A multidão dos professores de filosofia nas escolas está contra a ciência holística! Somos governados por micro intelectuais, retóricos e confusos,  que só vêem de um olho e promovem o fascismo epistémico, proibem a livre investigação astrológico-histórica e a difusão dos seus resultados.

 

Vão continuar a censurar esta investigação rigorosa mas já perceberam que estão derrotados, não no plano social, porque ainda controlam os media e as massas, mas intelectualmente derrotados. É só uma questão de tempo para que as suas cátedras, as suas sinecuras político-culturais ruam fragorosamente. Basta que esta informação circule amplamente. E haverá algum editor com coragem de nos editar, a nós que temos uma teoria mais importante, mais objectiva e profunda que a de António Damásio ou a de João Maguejo?

 

PS- Se é professor ou estudante de filosofia, história, astrologia ou demais ciências, porque não começa a compreender os movimentos planetários e a astrologia histórico-social e a libertar-se da crucial ignorância a que o votaram nessa matéria? Adquira na nossa loja online www.astrologyandaccidents.com as nossas obras «Álvaro Cunhal e Antifascismo na Astrologia Histórica», recentemente lançada, «Os acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia» e outras que lhe fornecem conhecimentos que em nenhum outro lado pode encontrar. É tempo de ser culto e profundo! Pense por si, sem receio dos clichés dominantes.

 

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Domingo, 17 de Abril de 2011
Theoretical mistakes of Michael Smith on Ethics: on realism, irrealism, nihilism, projectivism, emotivism, prescriptivism

In his article “The realism” contained in A Companion to Ethics (Basil Blackwell Ltd. 1991, 1993) , organised by Peter Singer, professor Michael Smith divides the descriptivist theories into three classes: realism, irrealism and nihilism.

 

«Moral realism thus contrasts with two metaphysical views about morality: irrealism (sometimes called "anti-realism") and moral nihilism. According to the irrealists, there are no moral facts, but neither are moral facts required to make sense of moral practice. (...)

«By contrast, according to the moral nihilists. the irrealits are right that there are no moral facts, but wrong about what is required to make sense of moral practice. The nihilist thinks that without moral facts moral practice is a sham, much like a religious without belief in God.»

 

(Michael Smith, Realism, in A Companion to Ethics, page 402, Blackwell Publishers).

 

Bracketing the confusing definition of nihilism exposed above,  the confusion of Smith begins with the incapacity on applying the principle of excluded middle:  so, according to the principle of excluded middle, on ontological level, the theories are realism or no realism, i.e., irrealism. Thus, nihilism is or a version of realism or a verson of irrealism. There is no other possibility out of this dilemma.

 

Nihilism has two senses: on ontological level, is the theory of nothing, that denies the existence of values and, thus, is the same as irrealism; on eidological level, is a realistic version, is the theory that sustains the non-differentiation on values​​, i.e., all values ​are worth the same (example: «being selfish or being selfless is the same, or being a murderer or being a peaceful and homest person is the same») or that their hierarchy is unknowable to us.

 

Smith wrote:

«This, the psychological counterpart to irrealism, is called "non-cognitivism" (There are different versions of irrealism: e.g emotivism, prescriptivism and projectivism.)».  

(Michael Smith, Realism, in A Companion to Ethics, page 402, Blackwell Publishers).

 

 

That is another error. Pescritivism is not confined to irrealism, there can be a realistic prescriptivism: the ideology of universal human rights is a prescriptivism, since establishes that freedoms of conscience, of anyone dispose of his body without suffering murder, mutilation, torture or humiliation are real and must be respected by all and in all human beings. Why is prescriptivism an irrealism? Smith doesn’t explain that, since he doesn´t  see clearly on that matter.

 

And why is emotivism an irrealistic theory? Emotivism is the theory that emotions are the base, the source of moral facts: these emotions can be considered real, and thus you have a realistic emotivism, or can be considered illusory and thus we have an irrealistic emotivism.

 

The same critic is applied to projectivism, the theory that moral values are projections from one or infinite human mind: there can be a realistic projectivism, if moral value are in fact in internal human nature and transposed by projection to physical and social acts, and an irrealistic projectivism, if moral values do not exist as internal stable realities in human soul.

 

There is no doubt that the greatest academic authorities in ethics currently– Peter Singer, Jonathan Dancy, Michael Smith, Richard M.Hare, etc – are theoretically poor since they don’t possess a dialectical thought and commit such errors we bring to light. And this sad reality echoed in hundreds of thousand of teachers of philosophy in all the world.

 

 

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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Dois tipos de relativismo: intensivo ou epistémico e extensivo ou sociológico

Há dois tipos de relativismo, na minha concepção: intensivo ou epistémico e extensivo ou sociológico.

Já acentuei, em outros artigos deste blog, que autores famosos no plano da ética - Peter Singer, James Rachels, Simon Blackburn, entre outros - definem, erroneamente, relativismo como a doutrina segundo a qual «as verdades éticas e estéticas e outras variam de sociedade a sociedade (definição que está certa, até aqui) mas no interior de cada sociedade essas verdades ou valores não sofrem variação uma vez que são as verdades e valores impostos e difundidos pelo sector dominante aos outros sectores da sociedade» (definição esta errada, porque o relativismo reconhece a diversidade de valores e perspectivas no seio de cada sociedade e não prescreve a hegemonia absoluta de alguns e o monolitismo de valores em cada sociedade). Os manuais escolares de filosofia do ensino secundário em Portugal reproduzem este erro de considerar  "relativismo" o absolutismo de valores no interior de cada sociedade.

 

Habitualmente, distingue-se o relativismo do subjectivismo. O relativismo é definido como a corrente que sustenta que as verdades, os valores, os costumes variam de época a época, de sociedade a sociedade e no interior de cada sociedade, de classe a classe, de grupo a grupo social, de etnia a etnia. Dizer, como os académicos mais editados internacionalmente, que «o relativismo coloca no mesmo plano todas as opiniões e valores e postula ser impossível hierarquizá-los em função do valor de verdade» não é definir correctamente relativismo: é confundi-lo com o cepticismo, uma das saídas para a perspectiva relativista. Há outra saída: o dogmatismo diferencial, que estabelece uma hierarquia de graus de verdade ou valor no conjunto das perspectivas sobre um mesmo tema.

 

Quanto ao subjectivismo, é definido, geralmente, como a corrente gnosiológica que sustenta que a verdade varia de pessoa a pessoa, é íntima, intransmissível, em certo sentido.. Exemplo: Maria diz que Deus é a luz da aurora, Carlos afirma que Deus é o ADN e o ciclo da vida, Joana afirma que Deus é o diabo disfarçado, Cristovão afirma que Deus só existe enquanto se pensa nele. Alguns, como Harry Gensler, apontaram uma inexistente incoerência no subjectivismo, que seria a tentativa de este se impor, prescritivamente, como verdade única, numa espécie de imperialismo de opinião de um só, que chocaria com os outros subjectivismos, anulando-se estes entre si. Não é nada disto: o subjectivismo supõe o perspectivismo, a  aceitação da multiplicidade de posições e de cabeças pensantes, só em alguns casos se estriba ou desemboca no absolutismo. 

 

O subjectivismo será um relativismo individualista ou singularista. É uma espécie dentro do género relativismo. Portanto, para maior rigor, deveria falar-se, não na distinção subjectivismo/ relativismo, mas em relativismo subjectivista e relativismo intersubjectivista e objectivista- num plano que leva em conta o número de pessoas que perfilham os mesmos valores ou verdades e não torna o subjectivismo extrínseco ao relativismo.

Mas há uma outra dimensão do termo relativismo, uma dimensão vertical, por assim dizer: a variação, não do número de pessoas adeptas de um dado valor ou ideia, - relativismo estendido no plano sociológico; por isso, lhe chamo extensivo - mas a variação um valor ou ideia no interior da mesma mente - relativismo circunscrito ao plano axiológico ou gnosiológico subjectivo de uma única pessoa; por isso, o denomino intensivo.

Assim, há um subjectivismo absolutista e um subjectivismo relativista. E aqui a situação inverte-se, mas só aparentemente: o relativismo, enquanto doutrina epistémica, passa a ser espécie do género subjectivismo. Note-se que, neste degrau inferior, não se trata do mesmo relativismo que o relativismo sociológico: é um relativismo epistémico, dos valores em si mesmos, científico-axiológico, não é um relativismo dos valores em outros, isto é, ancorados nos grupos sociais, sociométrico, sociológico. Relativismo epistémico e relativismo sociológico não são espécies do mesmo género pois estas não se intersectam mutuamente: o relativismo epistémico, que é a variabilidade dos conceitos e valores, intersecta algum relativismo sociológico, que é a variabilidade do número de pessoas, designado subjectivismo (universo de uma só pessoa). Géneros diferentes que não pertencem à mesma matriz, como por exemplo, o género animal e o género racional, intersectam-se através de uma espécie comum a ambos - neste caso, a espécie homem. Ora o relativismo epistémico é espécie pertencente ao género   relativismo sociológico: as ideias e valores mutáveis são uma espécie  e as ideias e valores imutáveis, absolutos, são outra espécie. 

Assim , hierarquizando dialecticamente géneros, espécies e subespécies temos:

 

GÉNERO: RELATIVISMO SOCIOLÓGICO

ESPÉCIE: SUBJECTIVISMO OU RELATIVISMO SOCIOLÓGICO SINGULARISTA, INTERSUBJECTIVISMO OU RELATIVISMO SOCIOLÓGICO COLECTIVISTA, OBJECTIVISMO ÕU RELATIVISMO SOCIOLÓGICO UNIVERSAL E NECESSÁRIO 

SUB-ESPÉCIES DO SUBJECTIVISMO :SUBJECTIVISMO RELATIVISTA EPISTÉMICO, SUBJECTIVISMO ABSOLUTISTA EPISTÉMICO

 

Note-se que se considerassemos a existências de deuses ou anjos pensantes, extravasando a sociedade humana, esta classificação mudaria de figura. Exemplo de subjectivismo relativista: «Dantes eu acreditava que o universo tinha a forma de um melão, agora acredito que tem a forma de um guiador de bicleta.»  Neste subjectivismo, o sujeito não varia, é um só, fechado no seu casulo interior, o que varia (relativismo) é o conteúdo da sua crença, o objecto epistémico. Exemplo de subjectivismo absolutista: «Sempre acreditei e acreditarei que o amor, a amizade, o ódio ou a inimizade não existem na alma de cada um, são apenas expressão da correlação de forças entre cada um de nós e o mundo que o rodeia, com os seus entes.» Neste subjectivismo absolutista, o sujeito não varia, é um só, e o conteúdo da sua crença, o objecto epistémico, permanece invariável, absoluto (absolutismo).

 

 

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Domingo, 5 de Abril de 2009
Peter Singer não sabe o que é o relativismo

Peter Singer, o renomado teórico da ética, define erroneamente relativismo como o conjunto das morais e opiniões dominantes nas diversas sociedades e não como o conjunto de todas as opiniões de grupo ou classe social existentes no seio de cada sociedade. Para Singer, o relativismo não permitiria, por exemplo, que na Cuba «comunista» de Castro a oposição, que exige eleições livres e o fim da censura e da ditadura do partido único,  tivesse algum quinhão de verdade. Singer interpreta relativismo como ditadura da maioria sociológica no seio de uma sociedade. Ora isto é absolutismo, não relativismo.

 

 

Escreveu Singer:

 

«Mas isto levanta um problema: se a moral é relativa, o que há de especial no comunismo? Por que razão haveria alguém de tomar o partido do proletariado, e não o da burguesia?

 

Engels abordou este problema da única forma possível: abandonando o relativismo em favor de uma tese mais restrita que defendia que a moral de uma sociedade dividida em classes será sempre relativa à classe dominante, embora a moral de uma sociedade sem antagonismos sociais pudesse ser «realmente humana». Aqui já não há relativismo , mas é ainda o marxismo que, de uma forma meio confusa, impulsiona muitas ideias relativistas vagas. (..)

 

 

 

«Pior ainda, o relativista não consegue explicar satisfatoriamente o inconformista. Se «A escravatura é um mal» significa «A minha sociedade rejeita a escravatura», nesse caso qualquer pessoa que viva numa sociedade que a aceita está a cometer um erro factual ao dizer que a escravatura é um mal. Uma sondagem poderia então demonstrar o erro de um juízo ético. Os candidatos a reformadores ficam numa posição terrível: quando pretendem modificar as perspectivas éticas dos seus concidadãos, estão necessariamente errados; só quando conseguem conquistar a maioria da sociedade passam as suas opiniões a estar certas.

 

Estas dificuldades são suficientes para afundar o relativismo ético; o subjectivismo ético evita pelo menos que se tornem absurdos os esforços valorosos dos pretendentes a reformadores, pois faz os juízos éticos dependerem da aprovação ou desaprovação da pessoa que faz esse juízo, e não da sociedade em que essa pessoa se insere. »(Peter Singer, Ética prática, Gradiva, pags 21-23; o bold é nosso)

 

 

Ao dizer que Engels abandonou o relativismo, Singer equivoca-se: uma das características do materialismo histórico marxista é o seu relativismo, pois desvenda que em cada sociedade não existe uma moral única mas , pelo menos, duas morais em luta entre si, cada uma delas relativa a uma classe, a dominante e a dominada. Relativismo é isto e não a uniformização no seio da mesma sociedade nacional. O próprio raciocínio de Singer é confuso quando diz «Engels abordou este problema da única forma possível: abandonando o relativismo em favor de uma tese mais restrita que defendia que a moral de uma sociedade dividida em classes será sempre relativa à classe dominante». Então se Engels defendeu que " a moral de uma sociedade dividida em classes será sempre relativa à classe dominante", como pode ter abandonado o relativismo? Moral relativa a cada classe não é relativismo?

  

Singer padece de  uma confusão teórica completa sobre o que é relativismo - doutrina que diz que há diferentes verdades ou interpretações da verdade no seio de cada sociedade, consoante os grupos sociais, culturais, políticos, religiosos, etc, e também no seio da comunidade internacional- confusão que já denunciamos existir também em James Rachels e nos manuais de filosofia para o 10º ano em Portugal de Desidério Murcho, Pedro Galvão, Luís Rodrigues e muitos outros.

 

 

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Terça-feira, 3 de Março de 2009
Procedimentalismo opõe-se a Formalismo e a Substancialismo Éticos? (Sobre um livro de Adela Cortina)

No seu livro «Ética sin moral», na busca de sistematizações conceptuais perfeitas, a filósofa espanhola Adela Cortina joga com três conceitos num mesmo plano da ética: formalismo, procedimentalismo e substancialismo.

 

«Contamos - dirá Habermas - com teorias da justiça construídas procedimentalmente que, situadas na tradição kantiana, dão maior credibilidade ao ponto de vista defendido: o neocontratualismo rawlsiano, «decisionista» em excesso, no parecer de Habermas; a kolhbergiana teoria do desenvolvimento da consciência moral, suficientemente «empática» para o gosto habermasiano por servir-se da assunção do papel, e a ética discursiva, que se sente mais próxima de Kant por nos apetrechar de um proceder argumentativo na formação racional da vontade, mas que acredita superar Kant porquanto a universalidade proposta é procedimental e não meramente formal. Nestas três posições demonstra-se que o direito procedimental e a ética postconvencional remetem um para o outro, evitando os inconvenientes do jusnaturalismo material.»

(Adela Cortina, Ética sin moral, Tecnos, Madrid, pags 176-177, traduzido do castelhano e destacado em negrito por nós)

 

Neste texto acima, a autora opõe o procedimental ao formal, atribuindo este a Kant.

 

«Mas prescindir da bondade da intenção, desinteressar-se do que faz moralmente bom um móbil - que o converte em móbil moral - e deslocar o interesse ético exclusivamente para o que faz correcta uma norma situa - no meu parecer - a ética e a moral num lugar bem precário. Parece que a interioridade do formalismo não se supera, conservando-a, mas se abandona em proveito da exterioridade do procedimentalismo.» (Adela Cortina, Ética sin moral, pags 191-192).

 

Neste segundo texto, Adela Cortina opõe o formalismo, pelo seu interiorismo, isto é por nascer e se mover na pura subjectividade de cada um - como é o caso de Kant, cuja ética autoriza a formação de imperativos categóricos contrários entre si, segundo os indivíduos, como por exemplo: «Dá sempre esmola a um mendigo pois gostarias que tal fosse lei universal da natureza» e «Nunca dês esmola a mendigos pois isso suscita a indignidade humana» - ao procedimentalismo, que acaba por ser exteriorismo, uma vez que parte simultaneamente da esfera da reflexão interior e da esfera da interacção  exterior - como é o caso de Habermas, pensador misto de neomarxismo e neokantismo, com a sua ética procedimental do diálogo em que a autonomia de cada indivíduo se conjuga com a de outros.

 

A contradição surge, no entanto, na seguinte passagem do livro de Adela Cortina:

 

«É necessário, pois, pronunciar de novo o «zurück zu Kant - e recuperar - ainda que transformando-o - o procedimentalismo ético de Kant»  (Adela Cortina, Ética sin Moral, pags 219-220).

 

Mais acima, a ética de Kant era definida como formalismo e este indicado como oposto ao procedimentalismo. Agora, Kant é designado como procedimentalista. Há, pois, um deslizar na fixidez do conceito de procedimentalismo por parte de Adela Cortina.

 

O que é o procedimentalismo? Se não é um formalismo puro, será um formalismo, no que respeita a conteúdos de bens morais, adicionado a um substancialismo de regras de diálogo social?

 

«Sem embargo, as éticas deontológicas, procedimentalistas e de princípios, que vieram à luz através da Grudlegung e da Crítica da Razão Prática, mantêm hoje uma pujança não alcançada desde a época de Kant. Apesar das críticas procedentes do neoaristotelismo e do neohegelianismo; apesar dos ataques surgidos do neonietzschianismo , as éticas deontológicas e de princípios ocupam hoje um lugar privilegiado» .

«Sem embargo, no juízo dos neoaristótélicos, as éticas procedimentais fracassaram. No melhor dos casos, Charles Taylor concede que pode manter-se o potencial destas éticas, com tal que se reconstruam a partir de uma ideia do bom, com a qual se lograria mediar as éticas procedimentais com as substanciais.» (Adela Cortina,  Ética sin moral, Tecnos, pags 220-221).

 

Decerto, infere-se que o neoaristotelismo e o neohegelianismo são éticas substancialistas, ao passo que o kantismo não. Mas um problema permanece: formalismo é procedimentalismo? Em um trecho, Adela afirma que não, e em outro sustenta que sim.

 

Há, pois, uma contradição na sistematização de Adela, filósofa que, contudo, nos parece superior aos teóricos ingleses, australianos e norte-americanos da ética como James Rachels, Peter Singer, Michael Smith, Richard M.Hare e outros.

 

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