Quarta-feira, 16 de Setembro de 2015
A ininteligência de Einstein, de Heidegger, dos filósofos e dos cientistas

 

 

Albert Einstein, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg, Richard Feynman, Martin Heideger, John Rawls, Saul Kripke, Slavoj Zizeck e praticamente a totalidade dos filósofos, cientistas, e catedrático de filosofia, história,  sociologia, política, astrofísica, astronomia, eram ou são ininteligentes, do ponto de vista holístico, global: todos eles negavam ou não conseguiam nem conseguem intuir que os movimentos dos planetas nos 360º do Zodíaco determinam, até ao mais ínfimo grau, todos os acontecimentos da vida humana, individual ou colectiva, da vida animal, vegetal e mineral. Eles poderiam ter visto, facilmente, que, por exemplo, a passagem de Júpiter em 6º-10º do signo de Gémeos (signo este que é o arco do céu de 60º a 90º de longitude eclíptica ), que ocorre quinze dias ou um ou dois meses uma vez em cada doze anos,  se liga, em regra, a revoluções operárias e à Rússia soviética.

 

JÚPITER NA ÁREA 6º-10º DO DE GÉMEOS:

A RÚSSIA COMUNISTA E REVOLUÇÕES OPERÁRIAS ASSOCIADAS

 

Vejamos alguns exemplos da correlação entre a passagem cíclica  de Júpiter em 6º-10º de Gémeas e a exaltação do comunismo na Rússia e revoltas operárias a ele associadas.

 

Em 7 e 8 de Novembro de 1917, com Júpiter em 9º 17´/9º 3´ do signo de Gémeos, a guarda vermelha do Partido Comunista de Lenin assalta o palácio de inverno e prende os ministros do governo provisório, no dia 7, e o II Congresso Pan-Russo dos Sovietes aprova, sob a hegemonia dos bolcheviques, o decreto de reforma agrária e paz com a Alemanha e legitima o novo governo revolucionário dirigido por Lenin, no dia 8. 

 

De 27 de Dezembro de 1929 a 20 de Março de 1930,  com Júpiter em 8º 24´/ 6º 21´/ 9º 54´ do signo de Gémeos, tem lugar na URSS de Stalin a campanha de colectivização agrária com a destruição dos camponeses ricos (kulaks) e subsequentes motins, iniciada com o discurso  de Stalin sobre a colectivização acelerada nos campos na Conferência dos marxistas especializados na questão agrária (27 de Dezembro), e a liquidação dos kulaks enquanto classe, sendo-lhes arrebatadas as terras, máquinas agrícolas e colheitas pelo Estado soviético  para as integrar em kolkhoses (cooperativas) e ocorrendo motins subsequentes (Janeiro a Março de 1930).

 

Em 22 de Junho de 1941, com Júpiter em 6º 7´/ 6º 20´ de Gémeos, com 134 divisões com força de combate total e mais 73 divisões destacadas para ficar na parte de trás da frente de guerra, as forças alemãs invadem a União Soviética ,  com três grupos do exército, englobando mais de três milhões de soldados alemães apoiados por 650.000 tropas dos países aliados à Alemanha (Finlândia e Romênia) e, mais tarde, por unidades da Itália, Croácia, Eslováquia e Hungria, dandp-se a invasão numa linha de frente ampla, do Mar Báltico, ao norte, ao Mar Negro, ao sul, 22 meses após de a Alemanha de Hitler ter assinado o Pacto Germano-Soviético de Não-Agressão de 1939.

 

De 16 de a 23 de Junho de 1953, com Júpiter em 8º 43´/ 10º 33´ de Gémeos, decorre uma revolta operária contra o poder comunista em Berlim Este, iniciada por uma manifestação de rua de trabalhadores da construção na Stalinallee, na qual cerca de 40 operários se dirigem para a sede do governo para reclamar o regresso às antigas normas e denunciar o aumento da cadência de 10% no volume e horas de trabalho sem compensação, que foi estabelecido pelo governo da RDA; engrossando o protesto até 2.000 pessoas entre as quais se infiltraram elementos da extrema-direita e surgindo um  cartaz clandestino com palavras de ordem apelando a uma greve geral para o dia seguinte, e reclamando eleições livres e democráticas, no dia 16, .ocorrendo uma imensa vaga de revolta em numerosas cidades da Alemanha Oriental, no sector soviético em que uma multidão de 60.000 pessoas ataca a polícia, e incendeia os jornais do regime comunista, no dia 17, o que faz com que o dirigente burocrata Walter Ulbricht apele às tropas soviéticas para reprimir violentamente a sublevação, qualificada de «contra-revolucionária» e dando-se a intervenção de uma coluna de tanques e carros de combate que se salda por 153 vítimas mortais, e numerosos feridos, fugindo 3 milhões de pessoas para a Alemanha do Oeste e cessando os tumultos, no dia 23, com a anulação das alterações laborais impostas.

 

As universidades e os foruns televisivos e outros e a cultura oficial em geral estão pois dominadas por pequenos intelectuais que falsificam a verdade  Há demasiada luz artificial nas cidades que os impedem de contemplar o céu e perceber os posicionamentos planetários e a sua correlação com o evoluir das sociedades, dos partidos políticos, das massas populares. Os catedráticos de filosofia, astronomia, astrofísica e história, burdos ignorantes, negam que os exemplos que dei acima são significativos como indicadores de leis astronómicas que regem a história social e política mundial. Einstein, Heisenberg, Rawls, Foucault, Kripke e Heidegger eram pouco inteligentes? Em certo sentido, eram. Os chamados medidores do «quociente de inteligência» estão errados, os «sobredotados» não são verdadeiros sobredotados: quem não possuir a intuição de que tudo está predestinado pelos movimentos do sol e dos planetas e asteróides não é superiormente inteligente.  As universidades actuais anti astrologia, ininteligentes,  merecem ser fechadas nos campos da filosofia, da história, da sociologia, da política, têm de ser desmascaradas, diminuídas na sua infinita arrogância de igrejas «racionalistas». Abram caminho à Astrologia Histórica, ciência suprema!

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Domingo, 26 de Junho de 2011
Equívocos de Barata-Moura e Lenine sobre o imaterialismo de Kant

 

José Barata-Moura, catedrático da Universidade de Lisboa e filósofo marxista-leninista, escreveu:

 

«O idealismo teologicamente assistido do "esse es percipi" (ser é ser percebido) de George Berkeley começa, certamente, por operar a dissolução da materialidade do ser naquilo que, em alternativa, é designado por uma "colecção de ideias" (collection of ideas) - e por isso, se assume deliberadamente e efectivamente como um "imaterialismo";

«no entanto, por outro lado, este idealismo não pretende negar nem nega a "existência objectiva" (objectual) do mundo - requerida, nomeadamente, para que seja possível o empreendimento de recorte "empirista", a qual, nos respectivos termos, é feita depender, precisamente, da "percepção" continuada e providencial do seu "Criador" (José Barata-Moura, Lenine e a Filosofia, pag 69, Edições Avante!)

 

 

Que significa dizer que este idealismo de Berkeley não nega "a existência objectiva (objectual) do mundo? Que a matéria sob todas as formas - aquelas nuvens no céu, a torre de Belém e a cidade de Lisboa, os corpos das pessoas e animais, etc - está fora do meu corpo físico, ainda que seja uma "colecção de ideias" flutuando fora do meu corpo.. mas dentro do meu espírito-cosmos, que é tudo. Ora, isto é exactamente o que Kant pensava, embora nem Lenine nem Barata-Moura possuam uma noção clara disso.

 

A primeira confusão de Barata-Moura e do seu mestre Lenine é supor que o idealismo de Berkeley é distinto, no essencial, do idealismo de Kant. Não é. São a mesma coisa. As diferenças são apenas de grau de precisão de pormenores gnosiológicos: Kant fala de formas a priori da sensibilidade (espaço e tempo) e do entendimento (categorias e juízos puros), Berkeley não.

 

Kant afirma a imaterialidade da matéria, diz que esta que não é real em si mesma, que é fenómeno e que está em nós e não é essencialmente heterogénea em relação à alma :

 

«Deve, haver, portanto, certamente algo fora de nós a que corresponde esse fenómeno que chamamos matéria. Porém, na qualidade de fenómeno, não está fora de nós, mas sim em nós, como um pensamento, se bem que esse pensamento o represente, pelo chamado sentido externo, como situado fora de nós. Assim, a matéria não significa uma espécie de substância tão inteiramente diferente e heterogénea ao objecto do sentido interno (alma) mas somente fenómenos sem conformidade com os seus objectos (que em si mesmos nos são desconhecidos) cujas representações designamos por externas, por oposição àquelas que atribuímos ao sentido interno.»(Kant, Crítica da Razão Pura, nota de rodapé, pag 362, Fundação Calouste Gulbenkian; o negrito é posto por mim).

 

 

A matéria é fenómeno, é pensamento, é representação, isto é imagem  tridimensional nascida no espaço ou sentido externo- isto é puro idealismo imaterialista, igual ao de Berkeley, para quem os objectos materiais são «colecções de ideias». Os corpos materiais são pensamentos-sensações que preenchem o espaço ou sentido externo - área fora do nosso corpo físico mas interior à esfera cósmica que é a nossa mente. Kant nunca explicou isto com a clareza que uso aqui mas o seu pensamento era, inequivocamente, como o descrevo. 

 

Sem discernir claramente isto, em nota 123 da página 85  do seu livro "Sobre Lénine e a filosofia" Barata-Moura escreve:

 

«É neste quadro que resulta indispensável, designadamente, perceber certas diferenças que, embora num marco idealista, não deixam de separar o idealismo dos empiro-criticistas (de extracção berkeleyana) do idealismo transcendental de Kant:

 

" O idealismo (empirio-criticista) só começa quando o filósofo diz que as coisas são sensações nossas; o kantismo começa quando o filósofo diz: a coisa em si existe, mas é incognoscível » (LÉNINE, Materialismo e emprio-criticismo (1909), II, 2, pag 83; a citação em itálico é de Lenine).

 

Nesta citação em itálico de Lenine, este ilude responder à questão do que é a matéria na perspectiva de Kant (coisa para mim, substracto palpável dos fenómenos ou objectos empíricos) e salta para o númeno, a coisa em si. A diferença, na concepção de matéria, entre Kant e os empiro-criticistas que Lenine ataca  é, essencialmente, nenhuma: para Kant, a matéria é um conjunto de sensações organizado e interpretado, no espaço e no tempo, pelas categorias do entendimento (substância, causalidade, realidade, etc); para Mach e Avenarius, a matéria é um conjunto de sensações.

 

Mas Lenine e Barata Moura não captaram a identidade essencial das posições de Kant, Berkeley e dos empirio-criticistas sobre a matéria e o idealismo imaterialista. Nem a "desonestidade" de Kant ao demarcar, falaciosamente, o seu idealismo transcendental (dogmático) do idealismo dogmático de Berkeley.

 

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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Engels: o povo mais teórico da Europa e o socialismo

Engels teorizou um laço entre o movimento operário alemão e a filosofia de Kant, Schelling e Hegel, caracterizando o povo alemão como o mais teórico da Europa, o que parece, ainda hoje, ser verdade. Escreveu:

 

«Os operários alemães têm sobre os do resto da Europa duas vantagens essenciais. Em primeiro lugar, a de pertencerem ao povo mais teórico da Europa e terem conservado o sentido teórico que a chamada "gente culta" da Alemanha tão completamente perdeu. Sem a precedência  da filosofia alemã, nomeadamente de Hegel, o socialismo científico alemão - o único socialismo científico que jamais existiu - nunca teria nascido.  Sem esse sentido teórico entre os operários este socialismo científico nunca lhes teria entrado como entrou na massa do sangue (...)

«A segunda vantagem é a de os Alemães terem sido quase os últimos no tempo a entrar no movimento operário. Tal como o socialismo teórico alemão nunca esquecerá que está aos ombros de Saint-Simon, de Fourier e de Owen, três homens que apesar de todas as fantasias e apesar de todo o utopismo se contam entre as cabeças mais importantes de todos os tempos e anteciparam genialmente coisas cuja correcção nós agora demonstramos cientificamente  -assim também o movimento operário prático alemão não deve nunca esquecer que se desenvolveu aos ombros do movimento inglês e francês, pôde aproveitar-se simplesmente das suas

Friedrich Engels, Nota prévia a «A guerra dos camponeses alemães», in Marx e Engels, Obras Escolhidas 2, pag. 186, Edições Avante)

 

Sem contrariar Engels, pergunto: a aprendizagem de um proletariado nacional com a experiência de outros proletariados basta? Como explicar que o proletariado russo, que não acumulou a experiência do proletariado alemão, e atrás de si tinha a vida de combate de Lenine, Kropotkine e Bakunine, tenha superado, momentameamente, em 1917-1921, o proletariado alemão na revolução anticapitalista, engolida em poucos anos pela ditadura estalinista?  Não será necessário, para a revolução, a par da filosofia um impulso dionisíaco, irracional, um instinto revolucionário de massas, impossível de reflectir por completo no espelho da teoria e com uma importância tão grande quanto esta?

 

 

 

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