Sábado, 5 de Setembro de 2015
Confusões de João Branquinho e Saul Kripke sobre materialismo, objecto-base e qua objecto

 

João Miguel Branquinho, catedrático de filosofia da Universidade de Lisboa, doutorado em Oxford, mergulha em confusões ao reproduzir as confusas teses de Saul Kripke sobre materialismo . No seu ensaio «Contra o materialismo» escrito no âmbito do projecto de investigação Atitudes Proposicionais e Dinâmica Cognitiva, financiado pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa de que uma versão abreviada foi apresentada no 1º Encontro Nacional de Filosofia Analítica (ENFA) realizado em Coimbra em 17-18 de Maio de 2002, escreve Branquinho:

 

«As seguintes teses acerca de três formas de identidade psicofísica dão-nos três formas relativamente independentes de materialismo acerca do mental: a) identidade de substâncias. A substância que tem atributos mentais, a mente, aquilo que satisfaz frases abertas como ‘x está a pensar no Ser’, é identificada com a substância que tem atributos físicos, o corpo, aquilo que satisfaz frases abertas como ‘x tem 1m 80 cm de altura’. b) identidade de propriedades (identidade tipo-tipo). Cada propriedade mental ou tipo de estado mental, a propriedade expressa por frases abertas como ‘x é uma dor’, é idêntica a uma certa propriedade física ou tipo de estado do cérebro, a propriedade expressa por frases abertas como ‘x é um disparar de tais e tais neurónios’. Tipos mentais são objectos repetíveis, exemplificáveis. c) identidade de particulares (identidade especimen- especimen). Cada estado ou evento mental particular,aquilo que satisfaz frases abertas como ‘x é uma dor’, é idêntico a um certo estado ou evento físico no cérebro, aquilo que satisfaz frases abertas como ‘x é um disparar de tais e tais neurónios’. Eventos mentais particulares são objectos irrepetíveis, não exemplificáveis.»

(http://www.joaomiguelbranquinho.com/uploads/9/5/3/8/9538249/materialismo.pdf, excerto extraído em 3 de Setembro de 2015)

 

Seria interessante começar por definir identidade, coisa que Branquinho não faz com clareza: há identidade-mesmidade (uma coisa é idêntica a si mesma, um género é idêntico a si mesmo; exemplo: a Torre de Belém é idêntica a si mesmo, o género humano é idêntico a si mesmo e não ao género elefante ou ao género planeta) há identidade inclusiva (exemplo: o espírito é uma modalidade da matéria, isto é, os pensamentos são formas muito subtis de matéria, incluem-se nesta, tal como a madeira, a carne, a pedra) e há identidade exclusiva, de contrários( exemplo: saúde e doença são idênticas, isto é, formam uma unidade que é o estado e o grau de vitalidade de um organismo).

 

Ora, as três definições de materialismo aqui expostas não são «relativamente independentes entre si», pecam por falta de hierarquização. É o clássico erro da filosofia analítica que multiplica horizontalmente as definições  sem as conseguir seriar, hierarquizar, reduzir o múltiplo ao uno, o que implicaria verticalização de conceitos (espécie, género, universal supra-genérico). Há uma só definição de materialismo: é a doutrina segundo a qual a matéria - algo que ocupa espaço, é dotado de diversos graus de impenetrabilidade e é composta de átomos e partículas infinitamente pequenas- é a essência de tudo, sendo o próprio espírito humano uma forma subtil de matéria. Portanto, só há um materialismo, definido como  identidade de substâncias reduzidas a matéria ( a matéria é todas as coisas inclusive o espírito) Dividir materialismo em três espécies, isto é, pôr no mesmo plano que o materialismo em geral o chamado materialismo tipo-tipo  e  o materialismo especimen-especimen é um erro teórico de Kripke e do seu seguidor João Branquinho. A primeira definição de materialismo no texto acima subsume as outras duas.

 

O conceito de especimen-especimen ou a particularização inimitável ou nominalismo não é intrínseco ao conceito de materialismo, pode ser igualmente aplicado ao conceito de idealismo: é uma categoria do género numerológico (um só, muitos, todos) ao passo que materialismo é uma categoria do género ontológico (matéria como princípio do ser, espírito como essência do ser, etc). Kripke e Branquinho não possuem suficiente capacidade de visualização filosófica que lhes permita ver que estão a interligar géneros diferentes e a perder de vista o essencial, o conceito de materialismo que nem sequer conseguem definir de forma absolutamente clara.

 

UMA DEFICIENTE ANALOGIA ENTRE A DOR E A ESTÁTUA DE GOLIAS

 

Demarcando-se ,em certa medida, de Kripke,  prossegue João Branquinho:

«Proponho-me explorar a analogia existente entre o caso dos objectos materiais comuns e o caso dos particulares mentais, e defender a ideia de que o padrão de explicação deve ser o mesmo para ambos os casos.»

«Para recorrer a um exemplo clássico, considere-se a estátua de bronze que tenho à minha frente e que representa o gigante Golias. Chamemos a esse objecto material ESTÁTUA. Consideremos agora a matéria particular, o pedaço específico de bronze, da qual esse objecto é composto. Chamemos-lhe BRONZE. Para dramatizar a situação, imaginemos que ambos ESTÁTUA e BRONZE começam a existir na mesma ocasião e cessam de existir na mesma ocasião (e ignoremos complicações derivadas das alterações e daa deteriorização a que o material está sujeito ao longo da sua existência). Tudo indica que ESTÁTUA não é nada mais do que BRONZE, que são objectos numericamente idênticos. Afinal, ocupam a mesma porção do espaço no decorrer de toda a sua existência, e têm em comum todas as propriedades que lhes estamos inclinados a atribuir. Todavia, argumentos modais poderosos podem ser construídos demodo a obter a conclusão contra-intuitiva de que ESTÁTUA e BRONZE são objectos distintos.Considere-se, por exemplo, a propriedade modal que uma coisa x tem quando satisfaz a seguinte condição contrafactual: se o bronze se derretesse então x deixaria de existir. BRONZE não tem esta propriedade, mas ESTÁTUA tem-na; ou seja, uma situação possível na qual o bronze se derrete é uma situação possível onde BRONZE continua a existir, mas ESTÁTUA não. Logo, BRONZE e ESTÁTUA não são idênticos. Suponhamos que argumentos deste género, os quais são surpreendentemente semelhantes aos argumentos modais anti- materialistas de Kripke, estabelecem de facto uma não identidade. Ficamos com o problema da identidade do objecto material relativamente à matéria do qual é feito. Se o objecto material que tenho diante de mim não é a matéria que o constitui, se é algo distinto do pedaço de bronze que também está diante de mim, então o que é afinal?
A sugestão que gostaria de fazer vai no sentido de considerar qualquer explicação queseja satisfatória para casos destes como uma explicação satisfatória para os casos de não identidades psicofísicas de particulares. A analogia consistiria em dizer que, do ponto de vistada sua identidade, a experiência de dor a está para o estado neurofisiológico b que é o seu suporte material assim como a estátua de Golias está para o pedaço de bronze que a constitui. »

 

(http://www.joaomiguelbranquinho.com/uploads/9/5/3/8/9538249/materialismo.pdf, excerto extraído em 3 de Setembro de 2015; o destaque a negrito é posto por mim)

 

O problema da identidade entre bronze e estátua de bronze não tem o grau de complicação que Branquinho lhe atribui. Estátua e bloco cúbico ou paralelipipédico de onde foi extraída são, de facto, coisas distintas. São não idênticas pela forma, facto que Branquinho não explicita e são idênticas (identidade inclusiva, noção que expliquei acima) na matéria.  A analogia entre a dor e a estátua, estabelecida no texto de João Branquinho, é errónea porque a dor não é uma forma mas a estátua é uma forma plasmada numa forma irregular da matéria bronze. A dor é um estado neurofisiológico, não se distingue deste, mas a estátua de bronze distingue-se do bronze, não é apenas bronze mas este adicionado da forma particular de um homem, Golias.

 

NÃO HÁ  IDENTIDADE ENTRE A ESSÊNCIA-BASE DO OBJECTO E ESTE NUMA DADA SITUAÇÃO ? 

 

Na linha da filosofia analítica que substitui, muitas vezes falaciosamente, o raciocínio discursivo e a intuição, por fórmulas e variáveis como x, y, x qua p, etc., que mascaram e tornam confuso e mecânico o fio do pensamento, João Branquinho sustenta a tese de  a base de um objecto, por assim dizer, a sua essência imutável, não se identifica com o objecto em certa situação exibindo uma certa propriedade contingente (o qua objecto):

 

«Uma possibilidade que me parece atraente é a teoria dos qua objectos proposta há já algum tempo por Kite Fine num pequeno artigo intitulado Acts, Events and Things (Fine 1982). Um qua objecto é uma espécie de fusão lógica de um objecto com uma propriedade. Dado um objecto x e uma propriedade P que x tenha, podemos construir a partir desses dois objectos um terceiro objecto, um qua objecto, o qual consiste em tomar o objecto x como se a propriedade P lhe tivesse sido“colada”. O resultado é x qua P, um qua objecto. Por exemplo, dados Durão Barroso e a propriedade, que ele tem, de ser primeiro- ministro, temos o qua objecto Durão Barroso qua primeiro-ministro. Fine chama a x a base do qua objecto x qua P e à propriedade P a sua glosa.»(...)

«Parece que podemos identificar Véspero com o qua objecto Vénus qua visto ao entardecer e Fósforo com o qua objecto Vénus qua visto ao amanhecer. Como as propriedades envolvidas nas glosas são obviamente diferentes, segue-se pelo princípio da identidade que os qua objectos Vénus qua visto ao entardecer e Vénus qua visto ao amanhecer são distintos. Logo, Véspero e Fósforo são numericamente distintos, o que é claramente inaceitável. Todavia, a objecção não colhe. A razão é, naturalmente, a de que a premissa usada, a pretensão de que Véspero é identificável com o qua objecto Vénus qua visto ao entardecer e Fósforo com o qua objecto Vénus qua visto ao amanhecer, é falsa. De facto, pelo princípio da identidade, um qua objecto x qua P não pode ser identificado com o objecto x que é a sua base; assim, dado que Véspero é Vénus, o qua objecto Vénus qua visto ao entardecer não pode ser identificado com Véspero (mutatis mutandis para Fósforo).

(http://www.joaomiguelbranquinho.com/uploads/9/5/3/8/9538249/materialismo.pdf, excerto extraído em 3 de Setembro de 2015; o destaque em itálico é colocado por mim).

 

É certo que  um objecto em dada circunstância (o qua objecto) - por exemplo, Mário Soares aos 30 anos de idade e Mário Soares aos 91 anos de idade - não é formalmente o mesmo que o objecto base, Mário Soares (nascido em 7 de Dezembro de 1924 e ainda hoje vivo), não são formalmente idênticos. Mas há uma identidade informal, inclusiva, entre a base e as diferentes manifestações em diferentes tempos e lugares. Em suma: o qua objecto não é idêntico, na sua forma acidental, à sua base mas é idêntico, na sua forma essencial, à sua base. Dialética, estranha ao pensar de Branquinho! Os qua objectos, isto é,  os diferentes momentos da existência de um objecto, estão potencialmente ou actualmente contidos na essência base como ensinou Hegel, sem usar a expressão qua objectos. Quer-me parecer que dialética hegeliana escapa,  a João Branquinho e a Saul Kripke.

 

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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2015
Animalismo, personismo e mentismo ou imprecisões da filosofia analítica

 

  No seu artigo «Metafísica da Morte», no compêndio em linha de Problemas de Filosofia Analítica, Pedro Galvão distingue três correntes sobre a metafísica da morte: o animalismo, o personismo e o mentismo. Escreve a partir da definição de pessoa como um ser consciente de si numa relação estreita com  um organismo animal tipo Homo Sapiens:

 

«De acordo com os animalistas (e.g. Olson 1997), essa relação é a de identidade: cada um de nós (uma pessoa humana) pura e simplesmente é um animal da espécie Homo sapiens. Sob esta perspectiva, a morte de cada um de nós será nada mais nada menos que a morte do seu organismo. Sob outras perspectivas, no entanto, esta identificação é um erro, dado que cada um de nós poderá morrer antes do seu organismo. Numa das dicussões sistemáticas mais recentes da filosofia da morte, Luper (2009: 24-38) destaca duas dessas perspectivas: o personismo e o mentismo.
Segundo o personismo, somos pessoas essencialmente. Isto implica que não poderemos sobreviver à perda da capacidade da consciência de si. Por sua vez, isto implica, por exemplo, que não poderemos sobreviver num estado de demência profunda, no qual esta capacidade se extinguiu. Mas, nesse estado, o nosso organismo seguramentenão terá ainda morrido.»

«Para os defensores do mentismo, somos sujeitos de uma mente essencialmente. Poderemos sobreviver à perda da consciência de si, mas não à extinção de todas as capacidades mentais, pelo que deixaremos de existir se o nosso cérebro perder até a capacidade mental básica de gerar estados conscientes, como dores e experiências visuais. Mas o nosso organismo poderá continuar a existir após a perdadessa capacidade. É isso que se verifica nos casos de estado vegetativo persistente.
Às três perspectivas referidas correspondem perspectivas distintas sobre as condições de persistência das pessoas humanas. Por
outras palavras: correspondem respostas distintas ao problema da identidade pessoal ao longo do tempo.»
«O animalista, como afirma que cada um de nós tem as condições de persistência do seu organismo (porque pensa que cada um de nós é o seu organismo), negará que a identidade pessoal dependa de alguma forma de continuidade psicológica. Pois a sobrevivência de um organismo humano, como nos mostram os casos de estado vegetativo persistente, não depende de nenhuma forma de continuidade psicológica.
Se aceitarmos uma perspectiva psicológica da identidade pessoal,teremos de rejeitar o animalismo. » (Pedro Galvão, Metafísica da Morte, pág. 1-2, in Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica, de João Branquinho e Ricardo Santos, transcrição em 2 de Agosto de 2015; o destaque a negrito é posto por nós).

 

A distinção entre personismo e mentismo não é clara. Galvão não define o que é ser pessoa quando define que «segundo o personismo, somos pessoas essencialmente». Que diferença há entre ser pessoa e ser mente? É preciso explicitar. Como pode Pedro Galvão garantir que «a sobrevivência de um organismo humano, como nos mostram os casos de estado vegetativo persistente, não depende de nenhuma forma de continuidade psicológica»? Existe a teoria aristotélica de que a alma é forma do organismo, logo enquanto este persistir a alma vegetativa ou animal há-de continuar a dar-lhe forma. Não conhecemos por dentro a psique de quem está em estado vegetativo persistente nem o lugar onde se encontra. Se um corpo em estado vegetativo se conserva incorruptível há provavelmente nele uma mente ou identidade psicológica «adormecida». Segundo diversas correntes espiritualistas, budistas ou não, a mente da pessoa em estado vegetativo viajará em outros planos da existência, em mundos superiores ou inferiores, logo mantém a identidade psicológica.

 

A MENTE INCORPORADA

 

Pedro Galvão acrescenta, sem hierarquizar em relação às três correntes citadas , o que é típico da confusa filosofia analítica (divide, analisa horizontalmente e carece de sistematização, de pensamento vertical), mais outra corrente: a da mente incorporada.

«De acordo com outras perspectivas psicológicas, a identidade pessoal é fundamentalmente uma questão de continuidade de capacidades mentais. A perspectiva da mente incorporada, de McMahan, enquadra-se nesta categoria. Diz-nos que continuaremos a existir enquanto a nossa mente continuar a existir – e que a nossa mente continuará a existir enquanto o nosso cérebro se mantiver minimamente capaz de gerar estados conscientes (McMahan 2002: 67-69).
A perspectiva da mente incorporada é superior às suas rivais. Assim sendo, há que aceitar o mentismo e que conceber a morte das pessoas humanas como algo distinto da morte dos seus organismos. .(Pedro Galvão, Metafísica da Morte, pág. 2, in Compêndio em Linha de Problemas de Filosofia Analítica, de João Branquinho e Ricardo Santos; o destaque a negrito é posto por nós). 

 

Os chamados «novos filósofos» são assim: fertéis em definições, quase sempre imprecisas, muitas vezes duplicadas noutras, incapazes de uma verdadeira sistematização.  As universidades em filosofia são estéreis: não atingem sequer a mais alta das filosofias, o predestinacionismo de tudo o que acontece no planeta Terra e na humanidade por virtude dos astros, a astrologia histórica.

 

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Segunda-feira, 13 de Abril de 2015
Acidentes no Metropolitano de Lisboa e Graus do Zodíaco

 

Os acidentes no Metropolitano de Lisboa, como o do dia 29 de Julho de 2014, estão predestinados pela movimentação dos planetas na esfera celeste. O Zodíaco é o verdadeiro arquitecto de todos os factos humanos e biofísicos ocorridos na Terra. Esta concepção holística, que a esmagadora maioria dos académicos de hoje não possui, justifica-se com uma ampla investigação de astrologia empírica que até hoje ninguém levou a cabo excepto o autor deste blog. Eis algumas leis astronómicas de acidentes no Metropolitano de Lisboa.

 

ÁREA 21º-23º DO SIGNO DE TOURO:

QUEDA DE UM PASSAGEIRO NA LINHA FÉRREA

 

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 21º-24º do signo de Touro  (para astrónomos: graus 51º-54º de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente no Metropolitano de Lisboa, em particular a queda de passageiros na linha de uma estação.

 

Em 9 de Junho de 2000, com Saturno em 24º 7´/ 24º 15´ de Touro,  pelas 18.00 horas, produz-se a irrupção de um buraco no passeio sobre a estação subterrânea em construção do metropolitano no Terreiro do Paço, em Lisboa, que fica inundada de água e lama, sem haver vítimas; em 14 de Setembro de 2005, com Marte em 21º 7´/ 21º 22´ de Touro, às 16.00 horas, na estação de metropolitano do Campo Grande, em Lisboa, um passageiro cai na linha férrea, interrompendo durante 45 minutos, a circulação de comboios nas linhas Verde e Amarela;em 30 de Maio de 2011, com Mercúrio em 22º 33´/ 24º 27´ de Touro, as 13 horas, uma pessoa cai e morre na linha ferroviária, na estação do Campo Pequeno, interrompendo a circulação na linha amarela do Metropolitano de Lisboa entre Odivelas e o Rato, até às 16:45 horas.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 21º-24º do signo de Touro são: 8 a 13 de Abril de 2017 (Marte); 11 a 15 de Maio de 2017 (Sol); 1 a 4 de Junho (de 2017 Mercúrio); 26 a 30 de Junho de 2017 (Vénus).

 

ÁREA 12º-13º DO SIGNO DE CARANGUEJO:

TIROTEIO, QUEDA NA LINHA, INUNDAÇÃO OU DESCARRILAMENTO EM ESTAÇÃO DE METRO

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 12º-13º do signo de Caranguejo (para astrónomos: graus 102-103 de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente no Metropolitano de Lisboa, em particular tiroteios, inundações, a queda de passageiros na linha de uma estação.

 

Em 9 de Junho de 2000, com Saturno em 24º 7´/ 24º 15´ de Touro, Mercúrio em 12º 28´/ 13º 26´ de Caranguejo, pelas 18.00 horas, produz-se a irrupção de um buraco no passeio sobre a  estação subterrânea em construção do metropolitano no Terreiro do Paço, em Lisboa, que fica inundada de água e lama, sem haver vítimas; em 22 de Março de 2001, com Nôdo Norte da Lua em 12º 14´/ 4´ de Caranguejo, dois homens armados assaltam a ourivesaria e relojoaria “ Multijóias” na Rua Eduardo Frazão, junto ao Mercado de Arroios, pelas 15h00, fogem pela Rua Carlos Martel, são encurralados pela PSP na estação de Metropolitano da Alameda onde participam num tiroteio e ferem numa perna, com um tiro de caçadeira, um estudante no 1º ano de Engenharia Civil no Instituto Superior de Engenharia de Lisboa acabando os dois ladrões por ser presos, um deles depois de receber uma bala na bacia; em 27 de Maio de 2004, com  Marte em 12º 26´/ 13º 3´ de Caranguejo, pelas 15.30 horas, um homem injuria e agride um casal na estação de Metro do Marquês de Pombal pelo que é preso pela PSP; em 14 de Junho de 2012, com Mercúrio em 12º 10´/ 13º 52´ de Caranguejo, às 08h00 uma mulher com cerca de 50 anos escorrega na plataforma da estação dos Restauradores, sofrendo um traumatismo craniano, e o socorro à vítima obriga o Metropolitano a encerrar a circulação em toda a Linha Azul, durante uma hora;  em 5 de Julho de 2013, com Sol em 13º 8´/ 14º 6´ de Caranguejo,  às 10.21 horas, na estação dos Olivais, no sentido Aeroporto-São Sebastião da Pedreira, uma pessoa cai à linha no momento em que o metro chega à estação e acaba por morrer, o que faz esvaziar os comboios, evacuar a estação e encerrar circulação na Linha Vermelha do Metro de Lisboa de (Aeroporto - São Sebastião); em 29 de Julho de 2014, com Vénus em 12º 35´ / 13º 48´ de Caranguejo, às 12h38, o descarrilamento de uma composição do Metro de Lisboa que estava a fazer inversão de marcha na estação do aeroporto e não consegue parar a tempo e embate na parede, num dos extremos da Linha Vermelha, provoca ferimentos no maquinista de 42 anos, sendo depois encerrada a Linha Vermelha do Metro de Lisboa entre as estações de Moscavide e aeroporto, abrangendo a estação da Encarnação.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 12º-13º do signo de Caranguejo são: 22 a 25 de Junho de 2017 (Marte); 26 e 27 de Junho de 2017 (Mercúrio); 10 a 12 de Agosto de 2017 (Vénus).

 

ÁREA 20º-22º DO SIGNO DE VIRGEM:

QUEDA DE PASSAGEIROS À LINHA

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 20º-22º do signo de Virgem (para astrónomos: graus 170-172 de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente no Metropolitano de Lisboa, em particular a queda de passageiros na linha de uma estação.

 

Em 11 de Dezembro de 1996, com Marte em 21º 3´/ 21º 29´ de Virgem, às 9.15 horas, um aluimento nas obras da estação do Metro de Olivais Sul, na Rua Cidade de Bissau em Lisboa, soterra sob uma parede de betão, 6 operários que permanecem salvos por uma bolsa de ar existente em outro túnel a 30 metros de profundidade e são resgatados após horas de perfuração, às 19.30 horas, um deles ferido; em 14 de Setembro de 2005, com Sol em 21º 16´/ 22º 15´ de Virgem,  às 16.00 horas, na estação de metropolitano do Campo Grande, em Lisboa, um passageiro cai na linha férrea, interrompendo durante 45 minutos, a circulação de comboio nas linhas Verde e Amarela; em 9 de Dezembro de 2008, com Saturno em 21º 17´/ 21º 20´ de Virgem, uma passageira cai à linha do Metro na zona do Marquês do Pombal no momento em que a composição circula e fica gravemente ferida com o braço esquerdo preso na roda do comboio, sendo a circulação na linha amarela do Metro de Lisboa cortada por uma hora; em 29 de Setembro de 2010, com Mercúrio em 21º 55´/ 23º 37´ de Virgem,  a  Linha Azul do Metropolitano de Lisboa é encerrada nos dois sentidos, com as cancelas bloqueadas por algumas horas, devido à queda mortal à linha de um passageiro na estação do Jardim Zoológico, às 15h42 ficando, na linha Vermelha, o metropolitano apenas a circular entre as estações do Oriente e da Alameda.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 20º-22º do signo de Virgem são: de 20 a 22 de Agosto de 2015 (Mercúrio); de 27 de Outubro a 1 de Novembro de 2015 (Marte); de 30 de Outubro a 2 de Novembro de 2015 (Vénus).

 

 

ÁREA 0º-2º DE ESCORPIÃO:

DESCARRILAMENTO, PASSAGEIRO COLHIDO NO METROPOLITANO DE LISBOA 

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 0-2º do signo de Escorpião (para astrónomos: graus 210º-212º de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente no Metropolitano de Lisboa.

 

Em 30 de Janeiro de 1999, com Marte em 1º 24´/ 1º 47´ de Escorpião, um automóvel despista-se ao descer a Avenida da Liberdade em Lisboa, galga a via de peões e acaba por embater nas paredes da entrada da estação de metropolitano dos Restauradores, provocando uma derrocada de pedras para a escadaria de acesso e três feridos, um jovem, com um rasgão no músculo da perna, e duas mulheres, uma com fractura de ombro e outra com um pé esmagado; em 24 de Outubro de 1995, com Sol em 0º 6´/ 1º 5´ de Escorpião, pelas16.30 horas, desmorona-se uma das paredes do túnel nas obras de ampliação da estação de metro do Chiado, matando um trabalhador de 35 anos; em 12 de Novembro de 2004, com Marte em 0º 31´/ 1º 11´ de Escorpião, Nodo Sul da Lua em 2º 9´ / 2º 8´ de Escorpião, uma falha de energia na estação do Rato determina a interrupção da circulação de comboios do Metro de Lisboa entre as estações do Rato e Marquês de Pombal, na linha Amarela; em 14 de Setembro de 2005, com  Vénus em 2º 41´ / 3º 51´ de Escorpião, às 16.00 horas, na estação de metropolitano do Campo Grande, em Lisboa, um passageiro cai na linha férrea, interrompendo durante 45 minutos, a circulação de comboios nas linhas Verde e Amarela; em 12 de Fevereiro de 2014, com Nodo Norte da Lua em 1º 7´/ 0º 55´ de Escorpião, no acesso à Estação do Campo Grande uma composição sem passageiros sai do parque de máquinas e oficinas não consegue obedecer a dois sinais vermelhos, no troço à superfície, devido à chuva, descarrila e apenas se imobilizou à entrada da estação; em 29 de Julho de 2014, com Marte em 1º 32´/ 2º 4´ de Escorpião, às 12h38, o descarrilamento de uma composição do Metro de Lisboa que estava a fazer inversão de marcha na estação do aeroporto e não consegue parar a tempo e embate na parede, num dos extremos da Linha Vermelha, provoca ferimentos no maquinista de 42 anos, que é cuspido, sendo depois encerrada a Linha Vermelha do Metro de Lisboa entre as estações de Moscavide e aeroporto, abrangendo a estação da Encarnação.

 

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 0º-2º  de Escorpião são: 23 a 26 de Outubro de 2015 (Sol); 2 a 4 de Novembro de 2015 (Mercúrio); 5 a 7 de Dezembro de 2015 (Vénus); de 3 a 9 de Janeiro de 2016 (Marte).

 

ÁREA 12º-13º DO SIGNO DE AQUÁRIO:

EXPLOSÕES E QUEDAS DE OPERÁRIOS EM OBRAS DO METROPOLITANO, PERSEGUIÇÕES EM ESTAÇÕES

 

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 12º-13º do signo de Aquário  (para astrónomos: graus 312º-313º de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente ou incidente no Metropolitano de Lisboa, envolvendo ou não comboios, como incêndio ou perseguição policial ou queda de estrutura dentro de estação do Metro.

 

Em 2 de Outubro de 1997, com Júpiter em 12º 9´/ 12º 8´ de Aquário, após a 1 hora da madrugada, a PSP captura na Estação de Metro da Rotunda um cabo-verdiano que na Rua dos Anjos assassinara a tiro de pistola, pouco antes, um angolano e ferira um amigo deste; em 19 de Outubro de 1997, com Júpiter em 12º 17´/ 19´ de Aquário, pela 1.00 hora da madrugada, principia um grande incêndio no qual explodem várias garrafas de acetileno e arde um depósito de tintas, no túnel do metropolitano que liga a estação da Alameda à do Areeiro, em Lisboa, ardendo as estações nova e velha, morrendo Sidi Bamba, vigilante da obra de construção, residente no Bairro das Marianas e Ernesto Rosa Pereira, chefe da estação de Metro do Areeiro e, devido às inundações causadas pelas chuvas na véspera, é interrompida a circulação de comboios no Metro entre as estações de Avenida e Campo Grande; em 19 de Março de 1998, com Vénus em 12º 1´/ 12º 57´ de Aquário, cinco operários ficam feridos na sequência da queda de um andaime metálico num túnel com cerca de 30 metros nas obras do Metro da Estação dos Olivais;em 30 de Janeiro de 1999, com Úrano em 12º 35´/ 12º 38´ de Aquário, um automóvel despista-se ao descer a Avenida da Liberdade em Lisboa, galga a via de peões e acaba por embater nas paredes da entrada da estação de metropolitano dos Restauradores, provocando uma derrocada de pedras para a escadaria de acesso e três feridos, um jovem, com um rasgão no músculo da perna, e duas mulheres, uma com fractura de ombro e outra com um pé esmagado; em 16 de Julho de 1999, com  Nodo Sul da Lua em 13º 0´/ 13º 1´ de Aquário, ao ver uma equipa de fiscais, um homem, que não tinha bilhete, salta para a linha do Metro na estação do Parque da Linha Azul(Pontinha- Baixa Chiado) pondo-se a correr pelo túnel no sentido Norte-Sul e escapa à morte, inevitável se tocasse os cabos de alta tensão, porque os fiscais cortam a energia no túnel, havendo interrupção da circulação na Linha Azul entre as 16h15 e as 16h45.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 12º-13º do signo de Aquário são: 1-3 de Fevereiro de 2016 (Sol); 22-24 de Fevereiro de 2016 (Mercúrio); 26-28 de Fevereiro de 2016 (Vénus).

 

ÁREA 0º-1º DO SIGNO DE PEIXES:

CORTE DE ENERGIA ELÉCTRICA, ACIDENTE NO METRO

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 0º-1º do signo de Peixes  (para astrónomos: graus 330º-331º de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente ou incidente no Metropolitano de Lisboa, envolvendo ou não comboios, como incêndio ou perseguição policial ou queda de estrutura dentro de estação do Metro.

 

Em 7 de Agosto de 1998, com Nodo Sul da Lua em 1º 29´/ 1º 28´ de Peixes, um corte de energia afecta uma vasta área de Lisboa de tal modo que três das quatro linhas do metropolitano de Lisboa permanecem paradas entre as 14,22 horas e as 16,26 horas, sendo a Linha Vermelha entre as estações Alameda II e Oriente a única a funcionar; em 30 de Maio de 2011, com Neptuno em 0º 56´ de Peixes, as 13 horas, uma pessoa cai e morre na linha, ferroviária, na estação do Campo Pequeno, interrompendo a circulação na linha amarela do Metropolitano de Lisboa entre Odivelas e o Rato, até às 16:45 horas; em 12 de Fevereiro de 2014, com Mercúrio em 1º 3´/ 0º 9´ de Peixes, no acesso à Estação do Campo Grande uma composição sem passageiros sai do parque de máquinas e oficinas não consegue obedecer a dois sinais vermelhos, no troço à superfície, devido à chuva, descarrila e apenas se imobiliza à entrada da estação.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 0º-1º do signo de Peixes são: 19-21 de Fevereiro de 2016 (Sol); 5-6 de Março de 2016 (Mercúrio); 12-14 de Março de 2016 (Vénus).

 

ÁREA 27º-29º DE PEIXES:

INCÊNDIOS E QUEDAS DE OPERÁRIOS EM OBRAS DO METROPOLITANO,

 

A passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua em 27º-29º do signo de Peixes  (para astrónomos: graus 358º-359º de longitude eclíptica) é condição necessária mas insuficiente para causar um acidente ou incidente no Metropolitano de Lisboa, envolvendo ou não comboios, como incêndio ou corte de energia eléctrica ou queda de estrutura dentro de estação do Metro.

 

Em 27 de Março de 1989, com Mercúrio em 27º 51´/ 29º 44´ de Peixes, deflagra um incêndio numa carruagem parada na estação de metropolitano dos Anjos, em Lisboa, sem causar feridos; em 19 de Março de 1998, com Sol em 28º 10´/ 29º 10´ de Peixes,  cinco operários ficam feridos na sequência da queda de um andaime metálico num túnel com cerca de 30 metros nas obras do Metro da Estação dos Olivais.em 7 de Agosto de 1998, com Júpiter em 27º 25´/ 27º 21´ de Peixes, um corte de energia afecta uma vasta área de Lisboa de tal modo que três das quatro linhas do metropolitano de Lisboa permanecem paradas entre as 14,22 horas e as 16,26 horas, sendo a Linha Vermelha entre as estações Alameda II e Oriente a única a funcionar; em 29 de Setembro de 2010, com Júpiter em 27º 23´/ 27º 16´ de Peixes, a  Linha Azul do Metropolitano de Lisboa é encerrada nos dois sentidos, com as cancelas bloqueadas por algumas horas, devido à queda mortal à linha de um passageiro na estação do Jardim Zoológico, às 15h42 ficando, na linha Vermelha, o metro apenas a circular entre as estações do Oriente e da Alameda.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem de um planeta, do planetóide Quiron, do Sol ou de um Nodo da Lua na área 27º-29 º do signo de Peixes são: em 17-20 de Março de 2015 (Sol); em 3-5 de Abril de 2016 (Vénus).

 

 

Ninguém pode refutar estes factos histórico-astronómicos. Isto é ciência, construída a partir de factos empíricos, cilindrando o cepticismo epistemológico de Karl Popper e dos «positivistas lógicos» anti-astrologia. É vergonhoso o silêncio a que a canalha doutorada ou licenciada «intelectual», de direita, centro ou esquerda, que domina os partidos políticos, as universidades, as associações de astrónomos, astrólogos e de professores de filosofia ou história e sociologia, os grandes media de Portugal, vota os nossos escritos científicos nesta área.

 

Escondem a verdade. Todos: José Pacheco Pereira (note-se o papel pseudo independente deste "intelectual" vendido a Pinto Balsemão e à fama fácil), Boaventura Sousa Santos, Miguel Sousa Tavares, José Gil, Eduardo Lourenço, Marcelo Rebelo de Sousa, António Barreto, João Branquinho, Pinto Balsemão, Manuel Vilaverde Cabral, Carlos Fiolhais, António Costa Pinto, Carvalho Rodrigues, Viriato Soromenho Marques, etc, etc. Pobres diabos! Diz o evangelho que Satanás é o pai da mentira. Por aí se vê quem, em termos de entidades invisíveis, domina as esferas da cultura em Portugal.

 

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Domingo, 7 de Dezembro de 2014
Breves reflexões de Dezembro de 2014

 

 

 Aqui exponho algumas breves e recorrentes reflexões neste Dezembro de 2014 em que o planeta Júpiter se mantém até 28 de Dezembro no grau 22 do signo de Leão (grau 142º em longitude eclíptica).

 
1- ESTAMOS EM RISCO DE QUE O AMOR NÃO EXISTA porque a maioria dos casamentos são apenas uma forma estável de ter sexo (duas a quatro vezes por semana) habitação e despesas domésticas compartilhadas ( muitos casais já nem fazem sexo entre os cônjugues). Proclamamos pois: o VERDADEIRO AMOR é o AMOR PRÓPRIO e nem sequer o amor a um Deus exterior pois esse Deus é o nosso próprio EGO projectado «para fora» - como se houvesse fora!

 

2- ISTO NÃO INVALIDA QUE A VIRGEM MARIA OU VÉNUS EXISTAM NO INTERIOR DE NÓS. É eficaz invocar os deuses - ou melhor: é, plausivelmente eficaz - para obter favores (emprego, amores, solução de conflitos interpessoais e político-sociais, melhorias climatéricas, etc). Há certamente muitas Virgens do Carmo - uma para cada um dos católicos que a idealizam e invocam. E cada uma está na mente exterior de cada crente e pode manifestar-se.

 

3- AS MULHERES SÃO DEUSAS ENTRE OS 17 E OS 27 ANOS DE IDADE. E nem todas. Só aquelas que são, objectivamente, belas, fisicamente falando. Objectivamente quer dizer: por largo consenso entre homens e mulheres. É evidente que há uma beleza interior que pouco se reflecte na beleza física exterior. Mas as deusas são, fisicamente, belas. Uma mulher de 40, 50 ou 60 anos não pode pretender ser uma deusa pois descobre em si as rugas e a flacidez do envelhecimento corporal. A alma espiritual, essa, não envelhece: tem sempre 16, 18 ou 20 anos de idade.

 

4- O AMOR ENTRE DUAS PESSOAS é a intersecção acidental de DOIS AMORES-PRÓPRIOS. Nada mais que isso. O  amor existe onticamente, em linguagem heideggeriana - nos fenómenos de superfície - mas ontologicamente, na parte oculta e profunda, só existe o amor-proprio.

 

5- UMA VEZ QUE O AMOR É UMA GRANDE MENTIRA convido todos os casais a manterem-se unidos sob o lema do «Amo-te muito» porque «uma mentira mil vezes repetida transforma-se em verdade».

 

6- PARA SERMOS FELIZES TEMOS QUE ACEITAR UM CERTO GRAU DE INFELICIDADE. Somos confrontados a cada passo com imperfeições, psíquicas ou físicas ou sociais, das pessoas que amamos, das pessoas com quem convivemos no dia a dia, dos lugares, dos bairros ou casas onde moramos. E isso constitui um segmento de infelicidade com que temos de nos contentar, que «temos» de aceitar. Mas não devia ser assim. O mundo está mal feito - responsabilidade do deus da matéria ou demiurgo.

 

7- PORQUE SOMOS HOMENS HETEROSSEXUAIS VESTIMO-NOS DE MULHER. Porque somos maduros, para não dizer velhos, gostamos de mulheres muito mais novas. Lei da contradição. Polaridade que forma a vida.

 

8- O PROBLEMA ONTOLÓGICO DO AMOR- Como se chega a amar alguém? De modo grego, só pela simples visualização do arquétipo (a beleza do rosto e do corpo dela coincide com os arquétipos de Mulher e de Belo) ? De modo indiano, pelo contacto físico, táctil, do beijo, do toque nos seios, nos genitais, isto é, da prática do acto sexual (mesmo que ela seja feia é óptima na cama, leva-me ao paroxismo)? Ou de outro modo?

 

9- OS DEUSES ROUBARAM A BELEZA DAS MULHERES DA MINHA GERAÇÃO. Ou terá sido só Cronos, o deus do tempo, pai de Zeus-Júpiter e este e outros deuses estão isentos de culpa? Por isso procuro mulheres de gerações mais jovens a quem os deuses, ou o deus Cronos, ainda não roubaram a beleza.

 

10- MULHERES SUPERFICIAIS - Uma mulher, por mais bela que seja, é para mim uma criatura superficial se não for capaz de orar comigo à Deusa Vénus, em ritual mágico, ou à Virgem Maria, em ritual cristão. E tem que ser autêntica na oração: uma oração sem fé é como um orgasmo fingido. Se essa mulher não crê na divindade, será incapaz de sustentar a fidelidade e manter as chaves do conhecimento hermético.

 

11- SE UM HOMEM DISSESSE «AMO-TE» A CERTAS MULHERES QUE AMA, SENSUALMENTE OU NÃO, IRIA PRESO OU SERIA AGREDIDO OU DESPEDIDO DO EMPREGO. Por isso, é preciso calar, fingir que não se ama.

 

12- UM CASAMENTO É UMA TRÉGUA NA GUERRA DAS ATRAÇÕES SEXUAIS. Para ter paz e um domínio seguro, casamo-nos. Ás vezes, pode ser preciso cortar todos os «amigos/as» do facebook para tranquilizar o conjugue e concentrar a relação em si mesma, no ovo do lar. E que são os amigos/as? Quantos nos amam? Quem tem 1500 amigos no FB, só tem 3 ou 4 amigos reais...

 

13- OS OUTROS SÃO APENAS O BÁLSAMO, OS PENSOS HIGIÉNICOS NA FERIDA ABERTA QUE É A SOLIDÃO ONTOLÓGICA DE CADA UM. Precisamos dos outros porque eles nos salvam de nós mesmos. Mas não devia ser assim. Devíamos ser autossuficientes, possuir os dois sexos, não depender de outrem. Pois deus é «bissexual», possui os dois princípios, o masculino e o feminino.

 

14- O VERDADEIRO AMOR É AQUELE QUE PRESCINDE DO ACTO SEXUAL - Ela tem uma qualquer doença no útero e não pode ter relações sexuais genitais e ele diz. «Amo-te na mesma, não te preocupes». Isto sim, é o puro amor. A contemplação da beleza dela como arquétipo. Só a visão sem o contacto íntimo.

 

15- O ENVELHECIMENTO. O envelhecimento é uma prova da maldade dos deuses ou do deus único, ou do deus da matéria, o demiurgo, que nos moldou numa fraca matéria-prima. Ao ler este meu comentário, a  aluna Jéssica acrescenta: «Num ponto de vista mais científico-filosófico é mesmo a terra e todas as suas forças que estão fartas do mal que lhes fazemos e resolvem expulsar nos daqui envelhecendo-nos do dia para a noite ahah». É uma tese plausível.

 

16- AS UNIVERSIDADES E A HISTÓRIA DA FILOSOFIA FORAM E SÃO GOVERNADAS POR FILÓSOFOS E CATEDRÁTICOS ESTÚPIDOS. Karl Popper, Saul Kripke,  Bertrand Russel, Peter Singer, Simon Blackburn e Martin Heidegger eram ou são tão estúpidos que nem sequer se deram conta de que as duas guerras mundiais do século XX  se fizeram acompanhar da presença de planetas lentos, trans-saturnianos, na área 1º-9º do signo de Leão (graus 121º a 129º da eclíptica): de 1 de Agosto de 1914 a 11 de Novembro de 1918, Neptuno moveu-se desde 28º-27º do signo de Caranguejo a 9º do signo de Leão, e decorreu a 1ª Guerra Mundial; de 1 de Setembro de 1939 a 2 de Setembro de 1945, Plutão moveu-se de 2º-1º a 10º do signo de Leão, e decorreu a 2ª Guerra Mundial. O fenomeno astronómico - um planeta lento ocupar a área 0º-9º de Leão por um período de 4 ou 5 anos - é muito raro. As guerras mundiais são raras. Sincronizaram-se guerra mundial e primeiro decanato do signo de Leão, o que indicia uma lei.

 

E o que disseram ou dizem sobre isto as «luminárias» da filosofia portuguesa, os José Marinho, Cunha Leão, Agostinho da Silva, José Gil, Eduardo Lourenço, Miguel Reale, Luís de Araújo, António Barreto, José Pacheco Pereira, Vasco Pulido Valente, Boaventura Sousa Santos, António Teixeira Fernandes, José Reis, Irene Borges-Duarte, Maria Luísa Ribeiro Ferreira, Maria Leonor Xavier, Maria do Carmo Themudo, João Branquinho, Ricardo Santos, Olivier Feron, Pedro Alves, Manuela Bastos, Alexandre Franco de Sá? Nada. Não disseram, não dizem, nada sabiam e não sabem nada disto. Não conceberam e não concebem sequer que os planetas, anteriores à existência da humanidade, determinem nos seus movimentos no Zodíaco, até aos mas ínfimos pormenores, a evolução da humanidade, os períodos de guerra e paz, a sucessão dos regimes político-sociais, o comportamento de cada indivíduo, o seu tempo de vida. Como puderam ou podem, com tão elevado grau de ininteligência anti-astrologia, ocupar cátedras universitárias?

 

Muito simples: a universidade não é a cúpula do saber autêntico, os mestrados e doutoramentos não significam verdadeira inteligência mas apenas fragmentos de inteligência, na universidade só triunfam os que se moldam ao deficiente pensamento colectivo de que «os astros não determinam a existência humana, não pode haver astrologia científica, o homem é livre de traçar o seu destino, o futuro está em aberto». Os grandes filósofos iluministas e racionalistas dos séculos XVII e XVIII - Descartes, Spinoza, Montesquieu, Voltaire, Rousseau, etc. - que pretendiam "libertar a humanidade" da "tirania da superstição e da astrologia" eram, afinal, obscurantistas, obscureceram ou esconderam a influência decisiva e permanente dos planetas sobre a vida humana.

 

E a universidade contemporânea, racionalista (fragmentária), ignorante da filosofia hermética e da dialética holística, nasceu desses cérebros retorcidos e retóricos, pretensamente superiores. A universidade é uma instituição de massas, está contra a grande maioria dos pensadores autênticos que são poucos, superiormente excêntricos e alvo de censura.

 

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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2014
Uma divisão falaciosa dos egoísmos por Kurt Baier

 

 

No seu artigo «O egoísmo», do Compêndio de Ética organizado por Peter Singer, Kurt Baier distingue cinco versões de egoísmo: o egoísmo exagerado, o egoísmo psicológico, o egoísmo como meio para o bem comum, o egoísmo racional e o egoísmo ético. Trata-se de uma divisão  confusa, que espelha o caos da filosofia analítica e da filosofia institucional em geral que mistura espécies de diferentes géneros no mesmo saco.

 

Peter Singer não detectou esta confusão nem Paul Ricoeur, nem Richard Jeffrey nem Daniel Danett, nem Simon Blackburn, nem Olavo de Carvalho, nem Miguel Reale nem os professores universitários portugueses ou brasileiros como José Gil, Ricardo Santos,  Alexandre Franco de Sá, João Branquinho, Olivier Feron, Luís de Araújo, Mendo Castro Henriques, Desidério Murcho, Pedro Galvão, José Meirinhos, Vítor Guerreiro, Bento Prado Júnior, Luís Vilela, Paulo Eduardo Arantes, e tantos outros   nunca detectaram estes erros de sobreposição de conceitos. Que sabem eles de dialética, isto é, de ordem clara no pensamento? 

 

Estamos, pois, contra as universidades, dominada por intelectuais de segunda e terceira categoria, confusos, mais ou menos eruditos, a receberem fundos estatais que não merecem pois não reunem a categoria intelectual que se outorgam a si mesmas.

 

EGOÍSMO PSICOLÓGICO NÃO SE OPÕE COMO CONTRÁRIO A EGOÍSMO PROMOTOR DO BEM COMUM

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Distinguimos entre cinco versões de egoísmo. A versão do senso comum considera um vício a busca do próprio bem mais além do moralmente permissível . A segunda, o egoísmo psicológico, é a teoria segundo a qual, se não na superfície, ao menos no mais profundo todos somos egoístas no sentido de que no que concerne à nossa conduta explicável pelas nossas crenças e desejos, esta sempre tende ao que consideramos o nosso máximo bem. A terceira, ilustrada pela teoria de Adam Smith, é a teoria segundo a qual em determinadas condições a promoção do próprio bem é o melhor meio de alcançar a meta legítima da moralidade, a saber, o bem comum. Se não se colocam objecções morais à consecução e à manutenção de estas condições, pareceria desejável tanto de um ponto de vista moral como de um ponto de vista egoísta procurar ou manter estas condições se nelas podemos alcançar a meta moral promovendo ao mesmo tempo o nosso maior bem. A quarta e quinta versões, o egoísmo ético e racional, apresenta-o como ideais práticos, a saber, como os ideais da moralidade e da razão.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 289; o destaque a negrito é posto por mim)..

 

Egoísmo psicológico não contraria a noção de egoísmo promotor do bem comum. São duas dimensões do mesmo egoísmo: o psicológico integra-se no género ontológico (o que é, o ser de...), isto é, descreve a natureza humana como egoísta; o egoísmo promotor do bem comum, isto é, analisado nos seus efeitos económicos - exemplo: o grande capitalista constrói, por egoísmo psicológico, uma casa com paredes de mármore e oiro e assim dá emprego a dezenas de operários  e negócios a empresas de matéria-prima, o seu egoísmo promove o bem comum - é, na mesma, egoísmo psicológico, integra-se no género praxiológico (a utilidade, a consequência de algo). Por que razão, então, Baier os classifica como extrínsecos, contrários, entre si? Confusão intelectual. Só isso.

 

É RIDÍCULO OPOR EGOÍSMO RACIONAL A EGOÍSMO ÉTICO

 

Escreve Kurt Baier:

 

«Vou considerar finalmente as duas versões do egoísmo como ideal prático, habitualmente denominadas egoísmo racional e egoísmo ético, respectivamente. Frente à doutrina antes considerada do egoísmo como meio para o bem comum, não se baseiam em premissas fácticas sobre as consequências sociais ou económicas do fomento de cada qual do seu maior bem. (...) Ambos os ideais têm uma versão mais forte e outra mais débil. A mais forte  afirma que é sempre racional (prudente, razoável, respaldado pela razão) sempre correcto (moral, elogioso, virtuoso) aspirar ao máximo bem de cada qual, e nunca racional, etc., nunca correcto, etc., não o fazer. A versão mais débil afirma que é sempre racional, é sempre correcto fazê-lo, mas não necessariamente nunca é racional nem correcto não o fazer.» (...)

«Unida a outra premissa, o egoísmo racional implica o egoísmo ético. Essa outra premissa é o racionalismo ético, a doutrina segundo a qual para que uma exigência ou recomendação moral seja sólida ou aceitável, o seu cumprimento deve estar de acordo com a razão. (...) Assim, pois se aceitamos a versão débil do racionalismo ético (segundo a qual as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se o seu cumprimento está de acordo com a razão) e também aceitarmos a versão débil do egoísmo racional - a saber, que comportar-se de determinada maneira está de acordo com a razão se ao comportar-se de esse modo o agente aspira ao seu máximo bem - en congruência também devemos aceitar a versão débil do egoísmo ético - a saber, que as exigências morais são sólidas e podem aceitar-se se, ao cumpri-las, o agente aspira ao seu máximo bem. E o mesmo pode dizer-se a respeito das versões fortes.»

 

(Kurt Baier, El egoísmo, in Compendio de Ética, organizado por Peter Singer, Alianza Diccionarios, Madrid, 2004, página 286-287; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Não é clara, neste texto, a distinção entre versão débil do racionalismo ético e versão débil do egoísmo racional e muito menos a distinção entre esta última e a versão débil do egoísmo ético. Não há exemplos, os contornos destas definições esfumam-se. Estamos no terreno do charlatanismo característico de alguma filosofia analítica.

 

Egoísmo racional não se opõe a egoísmo ético como contrário, é parte deste. É ridículo opor racional a ético, porque o racional está contido no ético. A racional opõe-se irracional, afectivo ou sentimental. Mas os tontos da filosofia analítica não sabem hierarquizar as espécies contrárias e as colaterais, não sabem colocar as primeiras dentro de um mesmo género e as segundas em géneros diferentes. Os grupos de estudo de filosofia analítica, como, em Portugal, o Lan Cog de João Branquinho e Ricardo Santos, passam ao lado da clareza dialética, perdidos em labirínticos corredores de pensamento fragmentário.

 

E são estes senhores, pobres em raciocínio holístico e analítico, que troçam do determinismo planetário na vida social e cultural, da astrologia histórico-social, ciência das ciências, que blindam (parafascismo!) as suas universidades contra a discussão livre desta e de outras temáticas, são estes senhores que fazem ou superintendem os programas e os manuais de filosofia para o ensino secundário...

Abaixo a casta antifilosófica, ou mediocremente filosófica, que domina as cátedras universitárias em todo o mundo!

 

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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014
A pseudo-objecção de Gettier à definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada»

 

Edmund Gettier, filósofo norte-americano nascido em 1927, é muito considerado pelos pequenos pensadores analíticos desde João Branquinho, Ricardo Santos, Desidério Murcho, Manuel Garcia-Carpinteiro, Aires Almeida, António Horta Branco, Bruno Jacinto, Sara Bizarro a Simon Blackburn e Nigel Warburton, que parecem dar-lhe o estatuto de um Descartes do século XX devido ao seu artigo «Is justified true belief knowledge?» de 1963. Eliott Sober, no artigo «O que é o conhecimento?», publicado em «Crítica na rede», explana as objecções de Edmund Gettier e Bertrand Russell à definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada»:

 

«Em 1963, o filósofo Edmund Gettier publicou dois contra-exemplos para a teoria CVJ (Crença Verdadeira Justificada). O que é um contra-exemplo? É um exemplo que contradiz o que diz uma teoria geral. Um contra-exemplo contra uma generalização mostra que a generalização é falsa. A teoria CVJ diz que todos os casos de crença verdadeira justificada são casos de conhecimento. Gettier pensa que estes dois exemplos mostram que um indivíduo pode ter uma crença verdadeira justificada mas não ter conhecimento. Se Gettier tiver razão, então as três condições indicadas pela teoria CVJ não são suficientes.
Eis um dos exemplos de Gettier. Smith trabalha num escritório. Ele sabe que alguém será promovido em breve. O patrão, que é uma pessoa em quem se pode confiar, diz a Smith que Jones será promovido. Smith acabou de contar as moedas no bolso de Jones, encontrando aí 10 moedas. Smith tem então boas informações para acreditar na seguinte proposição:

 

a) Jones será promovido e Jones tem 10 moedas no bolso.

 

Smith deduz, então, deste enunciado o seguinte:

 

b) O homem que será promovido tem 10 moedas no bolso.

 

Suponha-se agora que Jones não receberá a promoção, embora Smith não o saiba. Em vez disso, será o próprio Smith a ser promovido. E suponha-se que Smith também tem dez moedas dentro do bolso. Smith acredita em b, e b é verdadeira. Gettier afirma também que Smith acredita justificadamente em b, dado que a deduziu de a. Apesar de a ser falsa, Smith tem excelentes razões para pensar que é verdadeira. Gettier conclui que Smith tem uma crença verdadeira justificada em b, mas que Smith não sabe que b é verdadeira.»

 

«O outro exemplo de Gettier exibe o mesmo padrão. Um sujeito deduz validamente uma proposição verdadeira a partir de uma proposição que está muito bem apoiada por informações, embora esta seja falsa, apesar de o sujeito não o saber. Quero agora descrever um tipo de contra-exemplo à teoria CVJ na qual o sujeito raciocina não dedutivamente.»

 

«O filósofo e matemático britânico Bertrand Russell (1872-1970) refere um relógio muito fiável que está numa praça. Esta manhã olhas para ele para saber que horas são. Como resultado ficas a saber que são 9.55. Tens justificações para acreditar nisso, baseado na suposição correcta de que o relógio tem sido muito fiável no passado. Mas supõe que o relógio parou há exactamente 24 horas, apesar de tu não o saberes. Tens a crença verdadeira justificada de que são 9.55, mas não sabes que esta é a hora correcta.» (Eliott Sober, «O que é o conhecimento?», in «Crítica na rede», tradução de Paula Mateus)

 

O «grande» Gettier erra, "astronomicamente". O erro de Edmund Gettier é fácil de desmontar: Smith não tem conhecimento de algo que ainda não sucedeu e é contingente, apenas alimenta uma expectativa sobre a promoção de Jones. Portanto, não tem crença verdadeira justificada. Tudo o que Smith sabe é conjectural, não se verificou. As 10 moedas que, por coincidência, alberga no bolso, tal como Jones, não são justificação, ponto de apoio seguro, para prever o futuro profissional. A crença de Smith nas declarações do patrão não são crença em uma verdade, mas crença em palavras de outrém. Ora os seres humanos desdizem-se com frequência.

 

A argumentação de Gettier de que «Smith tem crença verdadeira justificada em que Jones será promovido» é estúpida: é do mesmo tipo que dizer que a crença de milhões de apostadores no euromilhões é uma crença verdadeira justificada mas não é conhecimento. Ora, a crença dos apostadores não é justificada cientificamente nem é verdadeira, em geral: é uma intuição subjectiva. Não há justificação racional para que uma pessoa jogue nos números 8,13, 22, 27, 37  no mesmo concurso em que outras apostam nos números 2,3, 30, 35, 48.

 

O erro de Bertrand Russell é muito simples: a sua crença de que são 9.55 horas é verdadeira mas não está justificada porque não leva em conta a possibilidade de o relógio estar avariado e parado, por mero acaso, a indicar aquela hora. O conhecimento de Russell é meramente acidental, resulta de uma coincidência cronológica, de um acaso...Para estar justificado, precisaria de assentar numa lei (funcionamento permanente do relógio marcando a mesma hora que o Big Ben de Londres, etc) e em uma verificação global naquele momento, o que não sucede.

 

Tanto Gettier como Russell argumentam falaciosamente ao considerar justificadas pensamentos e asserções que o não estão. Há uma gradação no termo justificação, há vários degraus de justificação, de que estes pensadores unilaterais não se dão conta.

Ao propagarem a "descoberta" de Gettier como um "avanço filosófico" os filósofos analíticos e a multidão de professores de filosofia acríticos que os seguem revelam-se razoavelmente estúpidos. Só alguém estúpido, desatento às sinuosidades da retórica, pode maravilhar-se ante a falácia de Gettier. Não raciocinam, deixam-se arrastar por uma retórica de aparência lógica. Ao usarem malabarismos de linguagem como os termos «justificado»  «justificação», mal aplicados, os defensores da objecção de Gettier conseguem seduzir os incautos, mas perdem-se em pseudo-raciocinios.

 

Fechem-se as faculdades de filosofia! Estão dominadas por catedráticos que envergonham a grande filosofia, meros prestigiditadores de palavras, inteligências de um mediano cinzentismo, ovelhas do mesmo rebanho "analítico" que manobra a Sociedade Portuguesa de Filosofia e quase todas as editoras portuguesas de manuais ou ensaios filosóficos. Os grandes pensadores clássicos, aristocratas do pensamento (Platão, Aristóteles, Hegel, Max Scheler, Freud, etc) foram substituídos por uma plebe ou «canalha» filosófica com a cultura do «certificado de doutoramento» e das «acções de formação com créditos», herdeira da inquisição medieval dominicana.

 

Os dominicanos, tal como os "analíticos" de hoje, amavam imenso a lógica que os protegia de certas intuições metafísicas, de um pensar inquietante e livre. As mesmas mentes "asininas" que veneram a objecção de Gettier proíbem a investigação de astrologia histórica (astronomia aplicada a factos sociais e históricos), etc. Os medíocres estão no poder, com a armadura dos doutoramentos e o trono das cátedras! Fizeram das universidades - que deviam ser universitas, acolhedoras dos diversos saberes-  igrejas sectárias onde o saber universal está ausente, onde se censuram as posições críticas e antagónicas... O criptofascismo "racionalista", que tudo converte em proposições lógicas com símbolos, reina. É a idade das trevas da filosofia...

 

O conhecimento  falível - não todo o conhecimento - é, de facto, quase sempre, crença, verdadeira justificada e, nalguns casos, é crença subjectiva ao acaso (exemplo: os totalistas do euromilhões) . Mas há o conhecimento infalível, que é a pura apreensão epistémica ou noética da realidade e não é crença mas certeza pura como, por exemplo, "dois é metade de quatro", "o mundo exterior existe contíguo ao meu corpo".  

 

 

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Domingo, 10 de Junho de 2012
Uma previsão de Astrologia Histórica: Espanha-Alemanha, a final do Europeu em 1 de Julho de 2012

 

É possível a previsão científica com base na Astrologia? Sim, se se tratar de Astrologia Histórico-Social, rigorosamente fundada em milhares de dados empíricos - a Astrologia que pratico e desenvolvi com inovadoras teses chave, fazendo-a entrar definitivamente nas categorias de ciência da história humana e planetária e de teoria da predestinação absoluta.

 

A astrologia que aqui desenvolvo não tem praticamente nada em comum com a astrologia comercial e a astrologia tradicional, anti historicista, de Paulo Cardoso (comerciante de "horóscopos"), Maria Flávia Monsaraz, Luís Resina, Cristina Candeias, Helena Avelar, Luís Ribeiro e outros psico-astrólogos que a burguesia difunde ao grande público em programas televisivos, revistas, jornais e livros. A Astrologia Histórico-Social que construo é alvo de uma feroz censura nos media, nos departamentos universitários de filosofia, astronomia, história, sociologia e respectivas publicações. Querem confundi-la com a astrologia comercial e o charlatanismo retórico dos "signos"...

 

Mostrarei como é possível a partir de exemplos históricos empíricos, concretos, induzir regularidades ou leis parcelares astro-sociais.

 

Quais são as posições do Sol e dos planetas em 1 de Julho de 2012, dia da final do Europeu de futebol 2012? São as seguintes, às 0 e 24 horas: Sol em 9º 34´/ 10º 31´ de Caranguejo, Mercúrio em 5º 19´ / 6º 15´ de Leão, Vénus em 7º 42´/ 7º 51´de Gémeos, Marte em 20º 41´/ 29º 12´ de Virgem, Júpiter em 4º 16´/ 4º 28´ de Gémeos, Saturno em 22º 47´/ 22º 48´ de Balança, Úrano em 8º 29´ de Carneiro, Neptuno em 2º 59´/ 2º 58´de Peixes, Plutão em 8º 14´/ 8º 12´ de Capricórnio.

 

Se compararmos o Zodíaco ao mostrador de um relógio, o signo de Carneiro (30º de arco) equivale ao arco entre as 12 horas e a 1 hora no mostrador, o signo de Touro ao arco entre a 1 e 2 horas no mostrador, o signo de Gémeos ao arco de 30º entre as 2 e as 3 horas, no mostrador, e assim sucessivamente. Os signos são divisões astronómicas da coroa circular do céu, de 30º cada, e estão todos em simultâneo no círculo celeste. Nada importa que não correspondam às constelações que levam o mesmo nome que eles.

 

 

Em 1 de Julho de 2012, Mercúrio estará no signo de Leão. Que dados extraímos, por indução, da história recente do futebol?

 

MERCÚRIO NO SIGNO DE LEÃO (NO ARCO DE 120º A 150º DA ECLÍPTICA, NA ASTRONOMIA):

 

AZARES DA ALEMANHA, VITÓRIAS DA ESPANHA E GRÉCIA

 

 

Em 30 de Julho de 1966, com Mercúrio em 4º 1´/ 3º 20´ de Leão, a Inglaterra vence por 4-2 a Alemanha Federal, na final do campeonato mundial em Londres; em 29 de Junho de 1986, com Mercúrio em 2º 2´/ 2º 47´ de Leão, a Argentina conquista o título de campeã do mundo de futebol ao vencer por 1-0 a República Federal da Alemanha no Estádio Azteca, na cidade do México.

 

 

Em 4 de Julho de 2004, com Mercúrio em 29º de Carangejo e 0º de Leão, a Grécia vence Portugal por 1-0 na fnal do campeonato da Europa de futebol; em 11 de Julho de 2010, com Mercúrio em 2º 31´ / 4º 24´ de Leão,  na final do campeonato de mundo de futebol, a Espanha vence a Holanda por 1-0.

 

É óbvio que os exemplos são escassos. Mas sugerem uma direção mais forte de probabilidades: se a Alemanha estiver na final de 1 de Julho, estes exemplos sugerem que perderá... 

 

Que dados permitem induzir a presença da Alemanha como finalista em 1 de Julho? Vários. Entre eles, a presença de Saturno em 22º 47´/ 22º 48´ de Balança.

 

PONTO 22º 30´/ 22º 50´ DE QUALQUER SIGNO:

ALEMANHA

 

A passagem de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 22º 30´ a 22º 50´ de qualquer signo zodiacal é condição necessária mas insuficiente para destacar a Alemanha.

 

Em 30 de Janeiro de 1933, com Júpiter em 22º 26´/22º 30´ de Virgem, Adolf Hitler toma posse como chanceler da Alemanha republicana, minada já pelas forças da direita e extrema-direita reaccionárias; em  30 de Julho de 1966, com Nodo Norte da Lua em 22º 36´/ 22º 26´ de Touro, a Inglaterra vence por 4-2 a Alemanha Federal, na final do campeonato mundial em Londres; em 29 de Junho de 1986, com Júpiter em 22º 33´/ 36´ de Peixes, a Argentina conquista o título de campeã do mundo de futebol ao vencer por 1-0 a República Federal da Alemanha no Estádio Azteca, na cidade do México; em 8 de Julho de 1990, com Saturno em 22º 31´/ 27´ de Capricórnio, a República Federal da Alemanha conquista o título de campeã do mundo de futebol ao vencer por 1-0 a Argentina no Estádio Olímpico, em Roma. 

 

 

GRAUS 7º DE GÉMEOS E 29º DE VIRGEM:

ESPANHA, ENTRE OUTROS

 

Embora cada grau do Zodíaco signifique em simultâneo várias entidades, a presença em simultâneo de Vénus em 7º de Gémeos e de Marte em 29º de Virgem no dia 1 de Julho de 2012, evoca Espanha em determinados exemplos históricos:

 

A)Em 15 de Junho de 1977, com Mercúrio em 7º de Gémeos, realizam-se em Espanha as primeiras eleições legislativas livres desde 1936, sendo a vitória da União do Centro Democrático do primeiro-ministro Adolfo Suárez. 

 

B) Em 11 de Julho de 2010, com Saturno em 29º de Virgem, a Espanha sagra-se campeã do mundo em futebol ao vencer por 1-0 a Holanda.

 

Poderá questionar-se a exiguidade da amostra e contestar a legitimidade da indução...

 

 

Portanto, a previsão que elaboro é a seguinte: Espanha e Alemanha deverão ser os finalistas do Europeu e a vitória será,provavelmente, da Espanha. Esta previsão pode falhar? Sim, porque há outras variáveis - ciclos planetários, ângulos interplanetários -  que não estou a levar em consideração. Mas, mesmo que falhe a previsão, fiz aqui a prova concreta de que a Astrologia Histórico-Social é ciência porque extrai leis astro-sociais dos factos segundo o princípio seguinte: factos histórico-sociais similares possuem em comum uma ou mais coordenadas planetário-zodiacais similares quanto à área do Zodíaco ocupada ou quanto à numeração de graus e minutos de arco.

 

Denunciemos, uma vez mais, a ignorância dos filósofos e dos astrólogos em geral sobre a astrologia histórica, sobre a predestinação de toda a vida humana, individual e colectiva, pelo compasso planetário: Descartes - mas não Aristóteles, nem Marco Aurélio nem Galileu nem Kepler- Kant, Nietzche, Hegel, Husserl, Heidegger, Russel, Witgenstein, Sartre, Rawls, falharam a racionalidade holística, a compreensão de que os movimentos dos planetas no Zodíaco determinam praticamente a totalidade dos fenómenos sociais, biofísicos, culturais no planeta Terra.

 

Mas enquanto que no Renascimento havia liberdade de produzir astrologia ao nível das universidades, hoje, sob o «racionalismo» iluminista - que vê, ao pormenor, as luzes das cidades, dos centros comerciais e das emissões de televisão mas não vê, de forma holística, a luz dos planetas e das estrelas semeadas ao longo dos doze signos do Zodíaco -  a Astrologia Histórica é vergonhosamente silenciada pelo totalitarismo das ciências oficiais, das universidades e dos grandes media (excepto a internet).

 

Os meus livros «Sincronismos Cabala e Graus do Zodíaco» (Estampa, 2001), «Astrología y guerra civil de España de 1936-1939» (Edição de autor, Beja, 2006), «Os acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia, Astrolgy and Accidents in USA» (edição de autor/Publidisa, 2008) que consubstanciam o salto qualitativo da Astrologia tradicional, semi científica, para a Astrologia científica Histórico-Social, são pura e simplesmente ignorados, colocados no Index informal do silêncio - método aliás usado pelos adversários deste blog que mostra as insuficiências racionais do pensamento de Platão, Heidegger, Ortega y Gasset, Deleuze, Blackburn, Russel, Witgenstein, Singer, e tantos outros.

 

Promotores, ou cúmplices através do silêncio, desse totalitarismo universitário ( fascismo epistemológico: censura-se ou expulsa-se da universidade quem aí quiser apresentar a astrologia como ciência do determinismo) são os catedráticos de filosofia, sociologia e história e os  autores de livros de filosofia e comentadores televisivos da "cultura" de que dou alguns exemplos: ao nível internacional, Anthony Kenny, Michael Smith, Zizek, Simon Blackburn, Steven Pinker, Nigel Warburton, Gianni Vattimo, Marc Guillaume, Alan Badiou, Luc Ferry, Ruwen Ogien, Jean Pierre Dupuy, Jean Vassal, entre outros; ao nível lusitano, José Gil, Eduardo Lourenço, Vítor Correia, António Zilhão, José Barata-Moura, José Matoso, Borges Coelho, José Hermano Saraiva, José António Saraiva, Nuno Rogeiro, Olivier Feron, José Caselas, Porfírio Silva, Viriato Soromenho Marques, Ricardo Silva, Joana Pontes, Luís Andrade, Vítor Guerreiro, Ricardo Santos, João Branquinho, Dina Mendonça, Luis Bernardo, Desidério Murcho, Pedro Galvão, Alexandre Franco de Sá, Marcelo Rebelo de Sousa, Paula Moura Pinheiro, Mário Crespo, António Barreto, José Pacheco Pereira, Francisco Pinto Balsemão, Francisco José Viegas.

 

Eis a ironia do destino: milhares de universidades respeitadas ignoram, no seu obscurantismo iluminista, a astrologia como ciência da história e este blog de um simples licenciado em filosofia - eu - desvenda a verdade do determinismo astral sobre os factos sociais e terrestres. Estamos na verdade, que pesquisamos arduamente, e essa é que conta (internalismo) mas não temos força social (editores poderosos, grandes media, catedráticos do nosso lado) para implantar no público a nossa concepção holística, objectiva, e vê-la socialmente reconhecida (externalismo). Mas a vida é assim mesmo. Mais vale ser muito bom e estar isolado do que ser medíocre ou suficiente e estar nas boas graças do mundo, da burguesia editorial e seus jornalistas corrompidos, e do grande público impensante.

 

 

NOTA DE 30 DE JUNHO DE 2012, POSTERIOR À ESCRITA DESTE ARTIGO - Em 29 de Junho de 2012, a Itália eliminou a Alemanha por 2-1, desfazendo em parte o carácter científico da previsão que eu fizera de que a Espanha e a Alemanha seriam as finalistas do Europeu em 1 de Julho de 2012. Isso bastou para que alguns professores de filosofia, do vasto e obtuso partido anti-astrologia, como Sérgio Lagoa e Rui Areal, me rotulassem, de má fé e precipitadamente, de "charlatão". Mas onde está o charlatanismo, se acima eu admiti que a previsão era falível? Charlatanismo seria eu escrever uma coisa do género: «É infalível que a Alemanha e a Espanha serão as finalistas, eu nunca me engano.»

 

Mas o que escrevi foi outra coisa: «Esta previsão pode falhar? Sim, porque há outras variáveis - ciclos planetários, ângulos interplanetários -  que não estou a levar em consideração. Mas, mesmo que falhe a previsão, fiz aqui a prova concreta de que a Astrologia Histórico-Social é ciência porque extrai leis astro-sociais dos factos segundo o princípio seguinte: factos histórico-sociais similares possuem em comum uma ou mais coordenadas planetário-zodiacais similares quanto à área do Zodíaco ocupada ou quanto à numeração de graus e minutos de arco.»

 

A par disto, note-se que tanto Lagoa como Areal esconderam que a minha previsão acertou pelo menos em 50%: a Espanha é finalista, como se comprovou em 27 de Junho com o triunfo da Espanha sobre Portugal. Não parece que sejam intelectualmente honestos. O seu imperativo é a todo o custo fazer crer que não há determinismo planetário na vida social e biofísica e desqualificar, com falácias ad hominem, o investigador de história mediante os ciclos dos planetas. São fanáticos anti-astrologia, fanáticos do livre-arbítrio que julgam o homem como «centro do universo, deus criador, dotado de liberdade de decidir», ignorantes porque nunca estudaram o assunto...

 

Não é o falhanço de uma previsão - ou duas, quatro, dez ou vinte - que retira carácter científico à nossa Astrologia Histórico-Social ou Astronomia Sócio-Política, do mesmo modo que o falhanço em uma ou duas ou quatro operações cirúrgicas não autoriza a qualificar de «charlatão» um cirurgião experiente que operou com êxito milhares de pessoas. Desafio seja quem for a refutar globalmente os meus livros «Astrologia Cabala e Graus do Zodíaco» (Estampa, 2001) e «Acidentes em Lisboa na Astronomia-Astrologia, Astrology and Accidents in USA» ( Publidisa/ Edição de Autor, 2008) que expõem centenas, talvez mesmo mais de mil leis astronómico-sociais com exemplos históricos datados. É preciso ler e estudar para estar habilitado a refutar, Lagoa e Areal! Vocês, tal como os velhos inquisidores de que são a sombra remanescente, já perderam a guerra contra o empiro-racionalismo holístico astronómico-astrológico...

 

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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Sismo em Portugal em 17-18 de Julho de 2012? ( Da legitimidade da Astrologia Histórico-Biofísica e do obscurantismo universitário)

As leis astronómico-biofísicas, que tive o privilégio de descobrir há anos, apontam para uma possibilidade razoavelmente forte de sismo em Portugal nos dias 17 ou 18 de Julho de 2012. Como não sou um pseudo astrólogo sensacionalista mas um investigador - possivelmente, o melhor do mundo nesta área - aqui vão as razões que fundamentam a previsão.

 

A) Em 17 de Dezembro de 2009, com Saturno em 3º 58´/ 4º 1´de Balança, às 01:37:47h, um sismo abala Portugal e toda a Península Ibérica numa intensidade de 6,0 na escala de Richter, tendo o epicentro no mar, a 30 km de profundidade e a Oeste de Gibraltar, cerca de 185km a Oeste de Faro e 264 km a Sudoeste de Lisboa, sendo seguido de dezasseis réplicas.

 

B) Em 8 de Fevereiro de 2010, com Saturno em 4º 5´/ 4º 2´ de Balança, a TVI emite “Catástrofe Anunciada”, uma reportagem de Carlos Enes sobre um possível grande sismo em Portugal.

 

C) Em 2 de Novembro de 2010, com Marte em 3º 23´/ 4º 7´ de Sagitário, Nodo Norte da Lua em 4º 21´/ 4º 14´ de Capricórnio, ocorre um sismo de magnitude 2.1 (Richter) na região da Maia.

 

D)Em 17 e 18 de Julho de 2012, o Nodo norte da Lua estará 4º 6´/ 3º 54´ do signo de Sagitário...

Um sismo nesta última data em Portugal é uma probabilidade, obviamente.

 

Note-se que em 11 de Março de 1975, com Nodo norte da Lua em 4º 10´/ 3º 57´ de Sagitário, páraquedistas de Tancos, galvanizados pelo ex presidente da República António de Spínola, bombardeiam o Regimento de Artilharia 1, em Lisboa, base vermelha da esquerda revolucionária, havendo 2 mortos e uma guinada para a esquerda da revolução portuguesa, com a subsequente nacionalização de bancos e seguros portugueses. Foi um «sismo» político.

 

Contra estas e dezenas de milhar de outras evidências empíricas, as cátedras universitárias de filosofia (analítica, fenomenológica, estruturalista, marxista, etc) e a generalidade dos professores de filosofia continuam a negar a possibilidade e a realidade de uma ciência astrológica, de os movimentos dos planetas no Zodíaco determinarem, a cada momento, tudo o que sucede na Terra e no cosmos.  É a estupidez generalizada. Dizer que «é impossível haver uma radiação constante dos planetas que provoca os acidentes aéreos, marítimos e ferroviários, os golpes de estado, o nascimento, o crescimento, as mudanças profissionais e a morte de cada indivíduo» é uma afirmação de ignorantes, destituídos de conhecimentos empíricos, de imaginação científica, de racionalidade holística.

 

Descartes, Hume, Kant, Hegel, Nietzsche, Heidegger, Husserl, Einstein, Heisenberg, Quine, Samuel Kripke, Sartre, Foucault, Deleuze, Derrida, Nelson Goodman, Carl Sagan, Stephen Hawking nada sabiam ou nada sabem disto. Ainda que fossem filósofos ou matemáticos superiormente cultos e inteligentes em certas áreas do saber, eram medíocres na intuição da correlação entre as áreas do Zodíaco e os fenómenos sociais e biofísicos.

 

Como é possível que Simon Blackburn, Thomas Nagel, Anthony Kenny, Adela Cortina, José Gil, Eduardo Lourenço,  José Barata-Moura, Michel Renauld, João Branquinho, Ricardo Santos, Olivier Feron, Porfírio Silva, Viriato Soromenho Marques, Alexandre Franco de Sá, José Matoso, José Hermano Saraiva, José Pacheco Pereira, António Barreto e tantos outros ocupem cátedras de filosofia, de  história ou de sociologia se não sabem sequer traçar um horóscopo (mapa das posições dos planetas no Zodíaco em dada hora e dia)? Como é possível que se intitulem «professores doutores» se nada sabem do essencial, se olham, com olímpica indiferença e total ignorância, os planetas que determinam a vida na Terra e as suas existências pessoais e os comandam, até no mais ínfimo pormenor?

 

Os títulos dos catedráticos de filosofia são imerecidos. São, quase todos, néscios e arrogantes. Ridiculamente arrogantes. Apesar da sua diversidade relativa ("analíticos", "fenomenólogos", "neoaristotélicos", "marxistas", etc,) são todos do mesmo partido: o partido anti racionalismo holístico, isto é, o partido anti astrologia histórica como ciência determinista. A primeira lei da dialética afirma que «tudo é uno, no universo nada está isolado e todas as coisas se relacionam entre si» o que implica que o movimento dos planetas se correlaciona com os fenómenos terrestes: com o nascimento, o apogeu, a derrota ou a morte de pessoas singulares, de máquinas e instrumentos da tecnociência, de governos, de partidos e regimes políticos, de programas económicos, sociais e culturais, etc.

 

Extinga-se a universidade na área da filosofia e nada se perderá. Pelo contrário: abrir-se-ão torrentes de fontes de investigação vivas de que jorrarão edições de livros, debates públicos, artigos de revistas, blogs, etc. Não há autoridade em filosofia, excepto aquela que vem da empiricidade sólida (por exemplo, da investigação de milhares de factos históricos a partir da astronomia) e da racionalidade. As cátedras de filosofia fundam-se num modelo eclesial dogmático, funesto à descoberta da verdade. Nem papa, nem catedráticos de filosofia! Abaixo o «fascismo cultural» e a «realeza» dos doutorados impensantes!

 

Para que serve a filosofia institucional, universitária, se conduz uma campanha obscurantista, um verdadeiro fascismo no plano epistemológico, contra a ciência maior do cosmos, a astrologia histórica, social e biofísica, ciência que reduz a proporções ínfimas a importância da lógica proposicional e de toda a estéril especulação? Eles, os catedráticos, não permitem a entrada da Astrologia Histórica na universidade. Episódio recente: o secretariado das IV Jornadas Internacionais de Investigadores de Filosofia, do grupo Krisis sediado na Universidade de Évora, impediu a apresentação, nas jornadas de Junho de 2012, de uma tese de astrologia histórica com evidentes implicações filosóficas. O obscurantismo e a censura reacionária inspiram pois, nesta importante temática do livre-arbítrio e do fatalismo de origem planetária, o grupo Krisis-Évora e os departamentos de filosofia universitária em geral, em todo o mundo.

 

E tu, que és professor de filosofia do ensino secundário e ignoras que pelo menos três revoluções/golpes militares de esquerda eclodiram em Portugal quando Júpiter percorria o signo de Peixes - a revolução liberal de 24 de Agosto de 1820, com Júpiter em 16º do signo de Peixes, a revolução popular republicana de 14 de Maio de 1915, com Júpiter em 22º do signo de Peixes, e a revolução de 25 de Abril de 1974, com Júpiter em 10º do signo de Peixes - como podes continuar a mentir aos teus alunos dizendo que «não há provas de que haja uma ciência astrológica»? Não te dás conta da ignorância em que vives e que propagas à tua volta? És um racionalista? Ou um obscurantista?

 

Julgas-te iluminista, filósofo, racional,  porque ingenuamente acreditas nas mentiras de Descartes, Nietzsche, Heidegger, Popper, Blackburn, Kenny, Deleuze, Gilson, Goodman, Russel, Witgenstein, Foucault e tantos outros sobre a astrologia. Endeusas filósofos que eram ou são homenzinhos ignorantes em muitos aspectos. E, tal como eles, nunca investigaste a história social com tabelas astronómicas, e, portanto, nada sabes. Isso prova o quão impensante és, uma ovelha de um grande rebanho de filósofos, catedráticos e professores de filosofia do ensino secundário que viveram ou vivem na obscuridade sobre o destino que os espera e à humanidade, sobre os mecanismos planetários que modelam os factos terrestres dia a dia.

 

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Quinta-feira, 8 de Março de 2012
O pseudoparadoxo de Burali-Forti (fragilidades da filosofia analítica anglo-saxónica- V)

 

O "paradoxo de Burali-Forti" é um argumento da teoria dos conjuntos considerado verdadeiro pela filosofia analítica anglo-saxónica. Blackburn  enuncia-o assim:

 

«Paradoxo de Burali-Forti - O primeiro paradoxo a ser descoberto na teoria dos conjuntos. A todos os conjuntos bem ordenados é atribuído um número ordinal. Estes ordinais podem ser comparados: de quaisquer dois se pode dizer que são iguais, ou que um é mais pequeno e o outro maior. Eles formam, por sua vez, um conjunto bem ordenado. O ordinal deste conjunto tem de ser maior do que qualquer ordinal que pertença ao conjunto. Seja C o conjunto de todos os ordinais. Uma vez que é um conjunto bem ordenado, tem um número ordinal, w, que tem de ser maior do que qualquer elemento do conjunto. Mas C era o conjunto de todos os ordinais e tem de incluir w

(Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia, pag 316, Gradiva, 2007; o destaque a negrito é posto por mim).

 

Trata-se de um pseudoparadoxo. Exemplifiquemos. Apliquemos este problema da teoria dos conjuntos aos 10 países latinos que existem na Europa, partindo do princípio que cada país é um conjunto de habitantes, atribuindo um número a cada um : a San Marino (cerca de  30 000 habitantes) o número 1, ao Mónaco (cerca de 32 000 habitantes) o número 2,  a Andorra (cerca de 78 000 habitantes) o número 3, à  Suíça (cerca de 7,8 milhões de habitantes) o número 4,  à Bélgica (cerca de 10,4 milhões de habitantes) que tem a Valónia, região de língua francesa, o numero 5, a Portugal cerca de 10,5 milhões de habitantes) o numero 6, à  Roménia (cerca de 22,2 milhões de habitantes) o número 7, a Espanha (cerca de 46 milhões de habitantes) o número 8, a Itália (cerca de 60,3 milhões de habitantes) o número 9, a França (cerca de 65,4 milhões de habitantes) o número 10.

 

Assim C é o conjunto de todos estes ordinais (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10) e tem de ter um número w - seja por exemplo 11 - maior do que qualquer elemento do conjunto.

E Blackburn escreve acima, delineando o dito paradoxo: «Mas C era o conjunto de todos os ordinais e tem de incluir w

Perguntamos: por que carga de água C tem de incluir w?  O conjunto [1,2,3...10] tem de incluir o número 11? É absurdo. É evidente que C não se inclui a si mesmo enquanto número 11 (w) ao lado dos números de escalão inferior que são os seus elementos. O erro aqui é similar ao do paradoxo de Russel que rebaixa a espécie - um conjunto de entes similares - à condição de elemento ou parte de si mesma.

 

Os matemáticos não são fiáveis,  no plano da especulação, não se inserem, em regra, no raciocínio multidimensional que caracteriza a verdadeira filosofia. É muito simples desmascarar este pseudoparadoxo da teoria dos conjuntos mas, pelos vistos, nem Russel, nem Wittgenstein, nem Quine, nem Samuel Kripke, nem Nagel, nem Blackburn, nem Anthony Kenny, nem João Branquinho, nem José Gil, nem a generalidade dos académicos actuais e do século passado o fizeram. Teremos que nos curvar e calar ante uma universidade de obnóxios doutorados em filosofia que veneram pseudoraciocínios de aparência matemática?  

 

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Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011
Questionar João Branquinho: o estudo dos primeiros princípios é separável do estudo do ser?

João Branquinho, catedrático de filosofia analítica da universidade de Lisboa escreveu no blog  "crítica na rede": 
 

«Com efeito, a província da metafísica foi dividida por Aristóteles em três departamentos: a) o estudo dos primeiros princípios e das primeiras causas; b) o estudo do divino, ou teologia; e c) o estudo do ser enquanto ser, ou ontologia. Ora, à luz de uma maneira corrente de mapear o território da filosofia e as suas disciplinas e problemas, pode-se dizer, por um lado, que a investigação mencionada em b pertence actualmente à disciplina de filosofia da religião, e, por outro lado, com respeito à investigação mencionada em a, que uma parte dela cai no âmbito da lógica e a outra parte no âmbito da filosofia da ciência. » (João Branquinho, Objecto e método da metafísica, Metafísica logicamente disciplinada, em 19 de Agosto de 2004, transcrito por mim em 6 de Outubro de 2011; o negrito é por mim colocado).

 

 

Esta divisão em três departamentos da metafísica é ambígua - não vou discutir, de imediato, se o responsável da ambiguidade é o próprio Aristóteles, ou se é João Branquinho. A questão está em que não se pode separar os primeiros princípios, do ser enquanto ser. Para Tales de Mileto, a água é princípio - ainda que Hegel tenha posto em dúvida que Tales já possuisse um grau de abstracção do pensamento que lhe permitisse supor a água como princípio interno de todas as coisas - e é também o ser, ou pelo menos a parte material do ser, se admitirmos que deus ou deuses é a parte espiritual do ser. 

O ser inclui os princípios gerais mas também a tessitura permanente ou estável das coisas.

 

Aristóteles escreveu:

 

«Posto que também o matemático utiliza os axiomas comuns, mas no seu âmbito particular, à filosofia primeira corresponderá estudar também os seus princípios. Pois "se se subtraem quantidades iguais de quantidades iguais, os restos são iguais" é um axioma comum a todo o tipo de quantidades, mas as matemáticas investigam aplicando-o a alguma parte da matéria que lhes é própria, por exemplo, linhas, ângulos, números, ou algum dos outros tipos de quantidade, mas não enquanto coisas que são, mas enquanto cada uma de estas coisas é contínua em uma, duas ou três dimensões. A filosofia, pelo contrário, não investiga acerca de realidades particulares, enquanto a cada uma delas acontece ter alguma propriedade, mas sim acerca do que é, enquanto cada uma delas é algo que é. E o mesmo que com as matemáticas acontece também com a ciência física. Com efeito, a física estuda os acidentes e os princípios das coisas que são, enquanto são movidas, e não enquanto coisas que são (enquanto que dissemos que a ciência primeira se ocupa de estas, na medida em que as coisas que estuda são coisas que são, e não enquanto são alguma outra coisa). Por isso ha-de afirmar-se que esta e a ciência matemática são partes da sabedoria». (Aristóteles, Metafísica, Livro X, 1061 b, 20-30; o negrito é posto por mim)

 

Há, pois, na doutrina de Aristóteles, uma anterioridade ontológica das coisas imóveis, objecto da filosofia, em relação às operações matemáticas, que são móveis na inteligência, e em relação aos movimentos dos corpos físicos. A filosofia estuda as coisas que são - esta forma do presente do indicativo do verbo «ser» significa eternidade, imobilidade e imutabilidade.

 

No fundo, a filosofia engloba os princípios gerais de todas as ciências - o ser enquanto ser - e é o resíduo, a ossatura comum a todas as ciências. Estuda o que é invariável, imutável - nisto, Aristóteles é um platónico, considera imóveis as essências principiais e eternas- aquilo que não que devém. A física estuda as coisas que são, em movimento- as essências de esfera, dardo, onda, por exemplo. Mas cada ciência assenta num suporte imóvel, as essências eternas, e, portanto, assenta no objecto da  filosofia que, como coluna vertebral, aguenta as ciências. Há os princípios imóveis, raíz da «árvore» do ser, princípios que fazem parte do ser. Na filosofia de Aristóteles, Deus é um dos princípios imóveis.

 

Ao dizer que o estudo dos primeiros princípios e das primeiras causas caem, hoje, na esfera da lógica, João Branquinho exprime o seu pendor para a filosofia "analítica".

Mas por que  razão a lógica há de abarcar as primeiras causas e não apenas as segundas? Por que motivo há-de a lógica conter os primeiros princípios? Por que razão não poderá a lógica nascer do terreno principial do ilógico e os primeiros princípios escaparem à lógica? E a filosofia da ciência abarca os primeiros princípios, como diz João Branquinho?  Terá capacidade para tal?

 

Em minha opinião, os primeiros princípios - como por exemplo, matéria ou espírito como fonte do universo, de tudo - continuam a ser objecto prioritário da filosofia da qual a ciência materialista é apenas uma versão. Não concordo pois que sejam a lógica ou a filosofia da ciência a absorver hoje o estudo dos primeiros princípios, das primeiras causas, como sustenta João Branquinho: é uma visão excessivamente positivista... Estes princípios são ainda objecto da metafísica ou filosofia primeira, como o eram há 2400 anos.

 

 

ARISTÓTELES NO LIVRO XI: FÍSICA, MATEMÁTICA E TEOLOGIA COMO AS CIÊNCIAS TEORÉTICAS

 

Aristóteles distingue no livro XI da Metafísica, três ciências teoréticas: a física, a matemática e a teologia. E, aparentemente pelo menos, omite a filosofia primeira, a metafísica racional.

 

«Por outro lado, posto que há uma ciência do que é, enquanto é e enquanto é separado, há-de observar-se se esta acaso se identifica com a física ou se, mais precisamente, é distinta dela. Certamente, a física trata das coisas que têm em si mesmas um princípio de movimento, enquanto que a matemática, por sua vez, é ciência teorética acerca de coisas que têm permanência, mas não existência separada. Portanto, alguma de estas ciências distintas se ocupa do que é separado e imóvel, se é que há alguma tal substância, quer dizer, separada e imóvel, algo que tratamos de demonstrar. E, se entre as coisas que são, existe uma tal natureza, ali estará também seguramente o divino, e ela será princípio primeiro e supremo. É, pois, evidente, que há três géneros de ciências teoréticas: Física, Matemáticas, Teologia. » (Aristóteles, Metafísica, Livro XI, 1064 a, 30-35, 1064 b, 1-5; o negrito é colocado por mim).

 

Assim, a filosofia é a ciência do que é - essências e relações eternas anteriores aos objectos físicos - e a teologia é a ciência do que é e separado- Deus, a inteligência suprema, imóvel, alheio ao mundo. Dir-se-ia que a teologia está contida na filosofia mas não esgota esta. A filosofia é a razão vertebradora da física, da matemática, das ciências teoréticas: é lógica, ontologia, eidologia (ou noologia).

 

A filosofia apreende, por exemplo, a essência de cavalo e o género animal, conceitos que são anteriores ontologicamente aos cavalos reais e animais reais e formula o juízo «Os cavalos são animais» que integra a espécie cavalo no género animal . Este juízo é uma relação. A física estuda os cavalos e os animais em geral no seu movimento local (phorá) e, se não estou em erro - isto é,  se considerarmos a biologia incluída na física ou ciência geral da natureza-  no seu movimento interno que é a geração (génesis), alteração (alloíosis), corrupção (phtorá). 

 

 

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© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 14:48
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