Terça-feira, 22 de Maio de 2012
Pequenas reflexões em Maio

 

O CORPO- Ainda que o neguemos, por via de uma educação espiritualista e platonizante, amamos o corpo do ser amado - e tanto mais quanto mais fôr jovem e belo. Não se ama só o corpo, mas também a electricidade que o anima, o espírito, o charme sexy do outro. Difícil é estabelecer a proporção exacta de amor à carne, à forma plástica, e ao espírito, à forma não plástica... Talvez seja o número de oiro: 1,618. A favor do corpo. Isto daria 38,2% de amor ao espírito e 61,8% de amor ao corpo... Tudo muito matemático, tudo muito discutível.

 

OS TIPOS COMO EU - Os tipos como eu, excêntricos (verdadeiros intelectuais, modéstia àparte) passam largos períodos de travessia do deserto quando lhes salta da mão a mulher perfeita que amaram: não se contentam com meias tintas, com ventres obesos de mulher e rostos enrugados, com trintonas, quarentonas e cinquentonas com formação superior ou sucesso empresarial, por isso preferem a solidão. Necessitam de mulheres jovens (idade ideal: 25-30) para os inspirarem nas artes do pensamento que são também as artes do amor...

 

O AMOR ETERNO - É apenas a expectativa, persistente e vivamente sentida dentro de ti, do número de vezes que levas uma mulher (ou um homem) para a cama. O amor é tanto mais eterno quanto mais forte a imaginação. Mas de facto, nada há de eterno excepto o espírito e a matéria como determinações gerais das coisas. O amor é uma coisa.

 

INDIVIDUAÇÂO - 17 de Maio de 2012, cerca das zero horas. Ante um copo de bom vinho e queijo de cabra fatiado, num restaurante de Beja, Nuno tem finas observações que recolho e medito:

 

«Hoje a individuação desapareceu nas grandes cidades. Há demasiada população no mundo. As pessoas são números, átomos no meio da multidão. Aqui em Beja ainda somos reconhecidos na nossa individualidade, conhecem-nos pelo nome, traçam o nosso retrato psicológico. Os músicos e artistas criativos se fizerem músicas ou pintarem quadros que se afastem do comum do que a editora discográfica ou a galeria de arte vendem são marginalizados. Só triunfa e só vai à televisão, aos programas do Goucha, do Jorge Gabriel ou da Júlia Pinheiro, quem as editoras querem. E estas muitas vezes impõem ao músico alterar a obra original para se vender melhor. Desfazem a criatividade da obra».

 

Se a individuação desapareceu, desaparece com ela a filosofia, enquanto pensar genuíno do indivíduo. E a robotização do pensamento através da lógica proposicional e das teses redutoramente equívocas da filosofia analítica demonstram isso mesmo. Até que ponto a tomada das faculdades de filosofia nas academias por esta corrente antimetafísica não terá sido congeminada e decidida nos círculos de Bilderberg e afins, para descafeinar a filosofia e torná-la serva da «teologia» da nova ciência da electrónica e da medicina alopática e da «teologia política» da nova ordem mundial?

 


LESBIANISMO E FIDELIDADE CONJUGAL- 16 de Maio de 2012. Em conversa com Nuno, descubro que pensa como eu no capítulo da fidelidade conjugal. Diz: «Eu aceitaria a minha esposa na mesma, caso ela tivesse uma aventura com uma lésbica. Mas se a infidelidade fosse com um homem, não» . Surpreendo-me com esta opinião incomum e digo: «Penso exactamente assim, Nuno. Se a nossa esposa se entrega a outro homem isso fere mortalmente a nossa confiança nela e mina a autoconfiança de cada um de nós».

 

Obviamente, eu não sou deste tempo, nesta matéria. O marido de vanguarda, hoje, fecha os olhos às escapadelas sexuais da esposa e interpreta-a como um feixe e uma paciente de múltiplas atrações sexuais que o casamento não consegue anular, senão reprimindo.

 

OS DEUSES - Tenho conversas filosóficas frequentes com um amigo literato e chegamos à conclusão que os deuses troçam de nós. Diz o meu amigo: «Eles têm livro de instruções sabem o que podem esperar de nós e o que fazem. Nós, ao contrário, fomos postos aqui sem livro de instruções e encontramos um muro sem saber o que há para além dele, sem saber como agir com conhecimento».

Dedico-me ao estudo da astrologia histórico-social - a única científica - para detectar alguns dos lances que temos no nosso destino. Porque creio que nem os deuses têm poder de impedir o girar dos astros no céu e a influência determinante destes sobre tudo o que fazemos e pensamos.

 

 

NÃO GOSTO DAS MULHERES DEBOCHADAS- Não gosto das mulheres debochadas, salvo excepcionalmente, para passar uma noite intensa ou para as ver num espectáculo de burlesco. O deboche, a promiscuidade sexual espalhou-se, aceleradamente, entre as mulheres no mundo de hoje e isso faz baixar o seu valor afectivo "mercantil" Por isso, se somos perfecionistas, escolher, no mundo das mulheres, torna-se hoje ...complexo. As mulheres possuídas por muitos homens já deixaram de ser mulheres. São máquinas de sexo, odres vazios, imaginariamente contaminadas pelos seus múltiplos donos. Há que ser compreensivo com todas, obviamente. Até as prostitutas merecem o meu respeito - tanto como as psicanalistas e psicólogas. Só quem conhece as vidas de cada uma se abstém de as condenar.Mas abster-se de condenar não significa tomá-las como parceiras sexuais.

 

SINCRONISMOS ONTOFONÉTICOS- A cada passo, comprovo a minha teoria da ocorrência simultânea, ou quase, de factos com onomástica e ideação similares, no mesmo dia ou em cada dois dias contíguos. Exemplos não faltam.

 

De 20 a 22 de Maio de 2012, as ideias de BELO, ROSSIO e ABRA em foco: no dia 20, CiBELE (evoca: BELA) Queiroz cumpre aniversário, a imprensa mundial exalta a vitória do Chelsea, clube de ABRAmovich, na final da Liga de Campeões, na véspera; no dia 22, no cine Pax Júlia em Beja, é exibido, em duas sessões, o magnífico filme «FlorBELA», e no final da exibição, o realizador Vicente do Ó declara que se tivesse mais do que os 600 000 euros que conseguiu para financiar o filme teria recriado cenas de 1927 no ROSSIO de Lisboa e faz argutos comentários sobre a parolice reinante em Lisboa e o carácter manipulador de jovens de programas televisivos como o «Ídolos», uma máquina de inspecção de vias férreas choca com um automóvel no ROSSIO ao sul do Tejo, em ABRantes (evoca: ABRA), o «Correio da Manhã» publica, como todas as terças-feiras, mais um acutilante artigo de Paulo Morais em que este alude ao deputado Manuel SeABRA (evoca: ABRA), agente de lobbies económicos, escrevendo que «já ao nível da AR, foi recentemente constituída uma comissão para avaliar as parcerias público-privadas mas esta não oferece garantias de independência; sem qualquer pudor, os partidos nomearam para seus membros deputados como o social-democrata Emídio Guerreiro, o socialista Manuel SeABRA, o centrista Altino Bessa, parlamentares cujos interesses no imobiliário os torna parceiros num sector cujos autores dominantes são exactamente os concessionários das PPP».

 

Em 10 de Maio de 2012, SAS e QUEDA DE FALÉSIAS em foco: o pianista Bernardo SASSeti, de 41 anos, morre ao cair de uma FALÉSIA em Cascais, enquanto fotografava, o telejornal da TVI mostra imagens do derrube por uma máquina-grua de cumes de FALÉSIA numa das 75 praias do Algarve onde há arribas em risco de desmoronamento, noticia-se a morte por leucemia do cabeleireiro britânico Vidal SASSon, de 84 anos.

Em 8 de Maio de 2012, a ideia de RAPAZ DERRUBADO DE VEÍCULO DE DUAS RODAS está em foco: na Avenida Fialho de Almeida, em Beja, junto à Escola Secundária Dom Manuel, um ADOLESCENTE é DERRUBADO COM O SEU MOTOCICLO ao chocar contra uma carrinha de transporte de valores e fica entre a vida e a morte, ficando também gravemente ferida uma rapariga que o acompanhava, à noite é exibido em sessão única no cine Pax Julia, em Beja, o belo filme «O miúdo da BICICLETA» em que Cyril, um pré-adolescente de 10-11 anos, é DERRUBADO DA SUA BICICLETA por um rapaz mais velho que se quer vingar dele.

 

Se o filme «O miúdo da bicicleta», com cenas de derrube de miúdos que vão numa bicicleta, não viesse a Beja neste dia 8 de Maio haveria o brutal acidente em Beja com o derrube de dois adolescentes que iam num motociclo?

 

AS HOMENAGENS A MIGUEL PORTAS- Miguel Portas, ex militante do PCP, dirigente e eurodeputado do Bloco de Esquerda, nascido em 1 de Maio de 1958, faleceu em 24 de Abril de 2012. As homenagens à sua memória uniram pessoas de diversos quadrantes políticos: desde o ex salazarista Pedro Santana Lopes até ao ex troskista Francisco Louçã, passando pelos sociais-democratas e socialistas membros do grupo de Bilderberg Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, António Costa e outros, e pela burguesia lisboeta que apreciava a postura elegante e o discurso simultaneamente conciliador e contestatário de Miguel Portas. Mas quando a burguesia chora a morte de um «deputado revolucionário» a pergunta impõe-se: era Portas um revolucionário anticapitalista ou apenas um reformista de esquerda posicionado para travar os «excessos» da revolta popular, diluindo-a na acção parlamentar?

 

NOITE TÉPIDA EM BEJA - 23 de Maio de 2012, 22.55 horas. A noite está tépida em Beja. Uma luz amarela dos candeeiros doura, melancolicamente, o branco do casario na zona da cidade onde vivo, num bairro romântico e popular onde as tascas, às vezes emudecem, e fica um silêncio perfeito, de veludo. Amo o lugar que os deuses me concederam nesta etapa da vida- o Alentejo é uma escatologia, com Deus-planície ao fundo, como alvo da nossa atenção e vida. Vou sair um pouco até à Praça da República e ver como está a esplanada do bar JCCC.

Amo o silêncio, o silêncio hermético e sagrado do Alentejo rural, tenho sempre o telemóvel desligado e deixo-o em casa, mas aprecio muito conversar com as pessoas. E gosto de cantar as músicas de Joaquin Sabina em voz alta quando vou a caminhar pelas ruas de Beja... 

 
CALOR ABAFADO EM BEJA - 24 de Maio de 2012. Uma cúpula de calor abafado, seco, envolve a cidade de Beja hoje e os campos em volta. Temperatura máxima: 33º C. Já fiz quatro caminhadas grandes (a pé) sob o sol. Como os ceifeiros de outrora - e de hoje. Este calor é das entranhas do Alentejo, dos trigos, da pele tisnada da planície ainda com rectângulos verdes. Dizem que o Diabo, hoje, não anda por Beja: prefere o calor do inferno, porque em Beja sentir-se-ia mal, e os bares recusariam servir-lhe água, cerveja ou limonada. E as nossas orações gnósticas, com as cores do arco-irís, e alguns corsés e sutiãs imaginários vermelhos e roxos, sobem ao céu onde Deus e a Deusa - ou o Deus hermafrodita - nos protegem, complacentemente.

Ah, hoje é aniversário do coronel João Varela Gomes, de 86 anos de idade, grande figura do golpe antifascista fracassado do quartel de Beja em 1 de Janeiro de 1962. E amanhã às 18.30 é lançado na biblioteca municipal de Beja um livro sobre o golpe de Beja de 1962, de José Hipólito. Não posso esquecer. Beja, a nossa mãe amada, com seus seios de campos de girassol e trigo....

 

 

 

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Sexta-feira, 8 de Outubro de 2010
A matéria é princípio de individuação?

São Tomás de Aquino escreveu:

 

«Mas, como se disse, a determinação da espécie, em relação ao género, realiza-se por meio da forma,enquanto que a determinação do individual, em relação à espécie, por meio da matéria.» (Tomás de Aquino, O Ente e a Essência, Contraponto, pag. 80-81; o negrito é meu).

 

Esta tese aristotélica é ilógica. A individuação é aqui confundida com materialização. Sendo, por definição, a matéria prima destituída de forma, toda ela geraria a mesma coisa se unida com uma dada forma ou essência. Seria uma materialização sem verdadeira individuação. Esta seria meramente numérica mas não quiditativa. Por exemplo, a forma específica homem unida à matéria prima (hylé) geraria uma série de homens absolutamente iguais entre si. O que permite distinguir um homem do outro, isto é, revelar o quid de cada um? É a matéria prima, pura?  Não. É uma matéria impregnada de uma dada forma aqui e outra ali.

 

É, pois, pela forma imanente à matéria que os diversos indivíduos se distinguem entre si.

 

 

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Domingo, 20 de Junho de 2010
Equívocos no «Dicionário de Filósofos» sobre a doutrina de Aristóteles

O “Dicionário de Filósofos”, de Noella Baraquin e Jacqueline Lafitte, sem embargo de ser aparentemente uma obra de elevada qualidade filosófica, comporta erros sobre a teoria de Aristóteles, particularmente na doutrina da forma e da essência e na doutrina das quatro causas.

 

A FORMA (MORPHÈ) NÃO É A ESSÊNCIA (EIDOS)

 

Refere o dicionário a respeito da forma, da essência e das causas no sistema de Aristóteles:

 

«A forma sob a qual a coisa aparece constitui a sua essência e é indissociável da matéria (hilemorfismo). Ela é também o princípio que lhe confere a existência e que faz com que um ser pertença a uma dada espécie (princípio de individuação).»

«Assim, a existência de outras espécies corresponde ao movimento, à mudança de ordem do lugar, da quantidade e da qualidade.»

«A substância depende de quatro causas: material (o elemento), formal (a forma, o modelo), a causa eficiente ou motriz (o agente que actualiza o potencial) a causa final (que não é senão a substância ou essência, a forma para a qual tende a matéria.»

«Sendo agente e fim uma e a mesma coisa que a forma, as causas são redutíveis à forma e à matéria.» (Noella Baraquin e Jacqueline Lafitte, Dicionário de Filósofos, Edições 70, Pág 31-32).

 

Antes de mais, importa, rectificando o dicionário, frisar que a forma sob a qual a coisa aparece não constitui a sua essência no quadro do pensamento de Aristóteles: a forma individualizada, última, da coisa, é diferente da essência ou forma específica (eidos) que está na sua génese. A essência (eidos) precede a forma singular (morphé) porque esta resulta da impressão daquela na matéria-prima. Se a forma fosse a essência, diríamos que a forma Sócrates ou a forma Platão seriam a essência destes, o que Aristóteles nega rotundamente.

Também na citação acima é confusa a referência ao princípio da individuação. Não é este que faz com que um ente pertença a uma dada espécie, mas sim o princípio da especificação, a forma comum. A individuação conferida pela matéria afasta a coisa da espécie, singulariza.

 

AS QUATRO CAUSAS NÃO SE REDUZEM A DUAS, A FINAL NÃO É A FORMAL

 

A causa final está mal definida de um modo geral: confunde-se com a causa formal.

Reduzir as causas eficiente, formal e final a uma só é um equívoco: significaria dizer que o fabricante do relógio (causa eficiente), a forma do relógio (causa formal) e a contagem do tempo (causa final) são a mesma coisa, o que é absurdo.

Ora esta redução das quatro causas a duas é negada, em partes capitais da «Metafísica», pelo próprio Aristóteles que escreveu:

 

«Chama-se causa, num primeiro sentido, a matéria imanente da qual se faz algo; por exemplo, o bronze é causa da estátua, e a prata da taça, e também os géneros destas coisas. Em outro sentido, é causa a espécie e o modelo; e este é o enunciado da essência e os seus géneros (por exemplo, da oitava musical, a relação de dois para um, e, em suma, o número); e as partes que há no enunciado. Ademais, aquilo de onde procede o primeiro princípio da mudança ou da quietude; por exemplo, o que aconselhou é causa da acção, e o pai a causa do filho e, em suma, o agente, do que é feito, e o que produz a mudança do que a sofre. Ademais o que é como o fim; e isto é aquilo para o que algo se faz, por exemplo, do passear é causa a saúde. Porquê, com efeito, se passeia? Dizemos: para estar são.»

(Aristóteles, Metafísica, Livro V, 1013 a, Edición trilingue, Gredos, Madrid, pág 218-219)

 

 

Vemos que a definição do Dicionário «a causa final (que não é senão a substância ou essência, a forma para a qual tende a matéria.» está genericamente errada, uma vez que em numerosos casos a finalidade não é forma mas sim um estado afectivo ou qualidade. Exemplo: a causa final de um almoço de amigos não é a comida (substância ou essência) mas sim o convívio alegre e fraterno e a manutenção do corpo.

A causa final não é, em muitos casos, a forma acabada, perfeita (a enteléquia)  – por exemplo, o corpo perfeito que, num homem idoso, já não pode acontecer - mas um outro estado: a saúde, no exemplo dado por Aristóteles. Sob um ponto de vista orgânico-biológico poder-se-ia dizer que a causa final do bebé é um corpo de jovem adulto – o que daria alguma razão às autoras do Dicionário – mas a definição de causa final continua a ser deficiente, errónea em geral.

Mesmo que Aristóteles nalgum texto tivesse escrito que as quatro causas se reduzem a duas – o que é possível, dado que há incoerências dentro do texto da “Metafísica”  e em outros textos aristotélicos – é equívoco colocar essa tese num Dicionário de Filosofia como corolário da teoria das quatro causas.

 

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