Sábado, 21 de Maio de 2016
O obscurantismo anti-astrologia/astronomia de David Marçal

 

No «Notícias Maganize», David Marçal, cronista e «cientista» publicou, há dias, neste Maio de 2016, o artigo «Como é possível ainda haver horóscopos nos jornais?» em que proclama que a astrologia é uma pseudociência. Ataca as previsões supostamente astrológicas publicadas semanalmente em revistas e jornais, queixa-se de que «a ciência é menosprezada»,  mas omite referir a Astrologia Histórico-Social, ciência dos factos histórico-astronómicos, que o meu último livro «Astrologia Histórica», edição da Esfera do Caos, veicula.

 

A PRECESSÃO DOS EQUINÓCIOS DEIXA OS SIGNOS (ARCOS DE 30º ) INALTERÁVEIS, SÓ DIZ RESPEITO ÀS CONSTELAÇÕES

 

Escreve Marçal, julgando fundamentar assim o seu ataque ao determinismo planetário na vida humana:

«Já para não falar que as bases astronómicas da astrologia estão erradas. Por causa do movimento de precessão do eixo da Terra, as zonas do céu em que vemos as constelações ao longo do ano não são as mesmas de quando a astrologia foi inventada. Eu pensava que era escorpião, mas posso afinal ser balança. Dá-me igual e cedo sem nostalgia o meu antigo destino e personalidade aos ex-sagitários»

 

David Marçal esconde que a «astrologia dos horóscopos» de jornais não é a verdadeira astrologia científica, baseada em factos indiscutíveis. Mete tudo no mesmo saco: a pseudo ciência dos horóscopos generalistas, a «astrologia» vulgar, retórica, e a astronomia cruzada com história social, a astrologia histórico-social.

 

Marçal confunde propositadamentes signos do Zodíaco (12 arcos de céu de 30º cada medidos a partir do ponto vernal, aquele que o sol cruza a 20 ou 21 de Março e que é sempre o grau 0 do signo de Carneiro) com constelações do mesmo nome. Ora a astrologia actual só leva em conta os signos - que são como os marcos quilométricos ao longo de uma estrada, inalteráveis - e não as constelações do mesmo nome- que são como as casas à margem dessa estrada, podendo umas ser destruídas ou prolongadas. A precessão dos equinócios ou recuo muitíssimo lento do ponto vernal relativamente às estrelas fixas não altera em nada as medições de cada signo porque o ponto vernal é sempre o grau 0 do signo de Carneiro, mesmo quando está  no grau 5 da constelação de Peixes. Para dar um exemplo da diferença entre signos e constelações: a constelação de Sagitário abrange os 30º do signo de Capricórnio, começa no grau 29º do signo de Sagitário, compreende os graus 0º a 29º do signo de Capricórnio e termina nos graus 0, 1 e 2 do signo de Aquário.

 

Para confusões destes conceitos de constelação e signo aí estão Marçal e os seus amigos «científicos» da imprensa que lhe permitem publicar falácias e mentiras. Como é possível ainda haver David Marçal a escrever crónicas de uma rubrica chamada «A ciência não é uma ilha» e a intitular-se cientista num jornal de grande audiência como o «Diário de Notícias» quando troça e ignora a mais elevada de todas as ciências, a astrologia histórico-social ou astronomia histórico-social?

 

É falso dizer, como Marçal, que a astrologia e a astronomia se separaram no século XVII, como se se tornassem estranhas uma à outraDe facto, embora expulsa das universidades «racionalistas», a astrologia transporta dentro de si uma parte da astronomia, a que se refere à constituição da faixa zodiacal e às posições de planetas, estrelas e outros corpos celestes relativamente a ela. Por exemplo, dizer que em 29 Maio de 2016, Júpiter ocupa o grau 13 do signo de Virgem (viaja de 13º 49´ a 13º 53´ do signo de Virgem) é o mesmo que dizer que em 29 Maio de 2016 Júpiter está no grau 163 de longitude eclíptica ou, em coordenadas equatoriais, tem de ascensão reta 11 horas 2 minutos e posiciona-se na constelação de Leão.

 

Portanto, a astrologia continua ligada à astronomia. E no meu caso, e de raríssimos sérios investigadores, que estamos contra parte da astrologia tradicional, anti historicista, a astrologia científica repousa na história social, política, económica e tecnológica: é astrologia histórica.

 

OS FACTOS QUE MARÇAL E OS INTELECTUAIS ANTI-ASTROLOGIA NÃO SABEM REFUTAR

 

David Marçal como quase 100% dos doutorados das universidades portuguesa e estrangeiras, não possui uma inteligência holística, global, que lhe permita apreender o princípio o microcosmos é análogo ao macrocosmos, «o que está em baixo é como o que está em cima

 

Nenhum deles sabe - ou se o sabe, oculta - que desde 1974, sempre que houve eleições legislativas nacionais em Portugal com Jupiter no arco 150º a 180º da eclíptica, isto é, no signo de Virgema vitória foi do PSD: 2 de Dezembro de 1979 (Júpiter em 9º do signo de Virgem  ou, em coordenadas equatoriais, 10 horas e 45 minutos de ascensão reta na constelação do Leão), vitória do PSD de Sá Carneiro e da AD; 5 de Outubro de 1980 (Júpiter em 25º do signo de Virgem e em 11 horas e 45 minutos de ascensão reta na constelação do Leão), vitória do PSD de Sá Carneiro e da AD; 6 de Outubro de 1991(Júpiter em 4º-5º do signo da Virgem), vitória do PSD; 4 de Outubro de 2015 (Júpiter em 11º do signo de Virgem ou 10 horas e 53 minutos de ascensão reta na constelação do Leão) vitória da AD de Passos Coelho e Portas, sem maioria absoluta. Ora Júpiter só um ano em cada 12 ocupa o signo de Virgem, isto é, o segmento de ascensão reta que vai de 10 horas e 9 minutos da constelação de Leão a 12 horas e 2 minutos da constelação da Virgem... Como explicar esta regularidade?

 

Isto indicia uma lei astro-política mas os obtusos doutorados, como Carl Sagan, Carlos Fiolhais, e David Marçal, recitam a ladainha anti-astrologia: «Não pode ser, os planetas estão muito longe da Terra, Marte está mais longe do que o obstetra que facilita o parto do bebé, etc.» (E quem prova que Marte não estará a telecomandar a mão do obstetra apesar de estar longe da sala de partos?)

Se não há leis planetárias a reger o comportamento e o destino dos povos, que David Marçal refute a seguinte lei que correlaciona a área 2º-5º do signo de Balança com atentados terroristas em França que passamos a exemplificar:

 

ÁREA 2º-5º DO SIGNO DE BALANÇA:
ATENTADOS EM FRANÇA

 

A passagem do Sol, um planeta do sistema solar, Nodo da Lua ou planetóide Quiron em 2º-5º do signo de Balança (isto é nos graus 182º a 185º da eclíptica já que os 30º de arco do céu que é o signo de Balança vão de 180º a 210º do círculo celeste; ou, para os astrónomos profissionais, de 12 horas e 8 minutos a 12 horas e 23 minutos de ascensão reta na constelação da Virgem) é condição necessária mas não suficiente para a irrupção de atentados terroristas em França.


Em 17 de Setembro de 1986, com Mercúrio em 3º 16´/ 4º 58´ do signo de Balança,  um atentado bombista em frente aos armazéns 'Tati', em Paris, faz sete mortos e 55 feridos. sendo esta acção um dos 15 ataques (incluindo três fracassados) perpetrados pela rede terrorista pró-iraniana de Fouad Ali Saleh, em 1985 e 1986.


Em 25 de julho de 1995, com Marte em 2º 8´/ 2º 44´ do signo de Balança, uma bomba explode numa linha da Rede Expresso Regional (RER), na estação de Saint-Michel, em pleno coração de Paris, e causa oito mortos e 119 feridos.


Em 3 de dezembro de 1996, com Nodo Norte da Lua em 5º 34´ do signo de Balança,  um atentado na estação de Port-Royal, no sul de Paris, causa quatro mortos e 91 feridos.


Em 13  de Novembro de 2015, com Vénus em 4º 45´/ 5º 51´do signo de Balança,  uma série de atentados perpetrados por sete terroristas de tonalidade islamista, consistindo em seis fuzilamentos em massa e três explosões de bombas,  ocorrem de noite em Paris e Saint-Denis, na França sendo o ataque mais mortal no teatro Bataclan, em Paris, onde os terroristas fuzilam várias pessoas e fazem reféns até ao início da madrugada de 14 de Novembro, resultando 137 pessoas mortas (incluindo os 7 terroristas que perpetraram os ataques) sendo 89 delas no teatro Bataclan e havendo mais de  de 350 pessoas feridas incluindo 99 pessoas em estado grave.

 

Há milhares de leis astronómico-astrológicas que descobrimos, duas ou três centenas delas expostas neste blog. Que as universidades nos refutem, se são honestas e interessadas na verdade! Não refutam porque não podem e temem perder o prestígio imerecido de que desfrutam. A mentira reina universalmente, nas instâncias oficiais, e as diatribes anti astrologia de David Marçal, Carlos Fiolhais, Agostinho da Silva, Simon Blackburn, Zizeck e tantos outros fazem parte dessa mentira.

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 15:16
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