Domingo, 21 de Maio de 2017
Breves reflexões de Maio de 2017

 

Exponho aqui Algumas breves e banais reflexões do quotidiano , neste Maio de 2017.

 

O AMOR A DOIS NÃO EXISTE. O QUE HÁ É A ATRAÇÃO SEXUAL: A CARÍCIA, A UNIÃO DOS DOIS CORPOS, O ORGASMO MÚTUO. A prova de que o amor não existe EM SI MESMO E POR SI MESMO, mas apenas existe inserido no fenómeno ATRAÇÂO SEXUAL, é que uma rapariga de 20 ou 25 anos de idade não ama um homem de 50 ou 60 anos: não sente atração sexual pelo maduro, pelo «velho» e por isso não o ama. Ao contrário, o homem de 50-60 anos ama a rapariga de 20 ou 25 anos, com idade de ser sua filha, porque ela é bela fisicamente e ele sente atração sexual. À medida que vamos progredindo na idade, percebemos que todo o romantismo é um engano sobre a natureza humana, um engano necessário para que a vida não seja insuportável. Tudo se reduz, em última análise, à química das hormonas. E os deuses riem, indiferentes ao nosso destino como mortais.

 

 

O COMUNISMO SEXUAL. 19 de Maio de 2017. Ana Rita, de 20 e muitos anos, diz-me: «Em Fevereiro, rompi uma relação horrível com o rapaz com quem vivia. Saí de casa. Agora estou só. O amor hoje é um vai e vem, não se fixa. Penso que o destino sabe o que faz: dá-nos estas desilusões e mais tarde ficamos felizes ao perceber que o que aconteceu foi um bem Por isso, Francisco, não lamente se não consegue a mulher que elegeu como a luz da sua vida. É porque não daria certo.» Acho interessante esta interpretação providencialista.

A revolução sexual libertadora de costumes, que nas últimas décadas ocorreu, prejudicou-nos a nós, os homens que gostamos do «amor eterno» a uma só e mesma parceira. Vivemos a época do sexo ocasional, das rapidinhas casuais, da experimentação, do comunismo sexual - quase todas vão para a cama com «todos», há inúmeras infidelidades . Ora eu oponho-me ao comunisno sexual, que despersonaliza, destrói a privacidade de uma relação de amor, comunismo que o filósofo indiano Osho defende. A mulher é o esteio, o fundamento do casamento ou da união sexual livre e se ela «trai» o companheiro ou o marido este torna-se inseguro, volátil em sentido negativo, com o par de «chifres» simbólicos. Os povos primitivos preocupavam-se em assegurar a fidelidade das mulheres quando os homens iam caçar e se afastavam do lar.

Muitos homens pensam mas não dizem: «Maldita revolução sexual que criou uma imensa legião de debochadas, superficiais, sem princípios!» Bem, a verdade é que não podemos regressar ao fundamentalismo machista que ainda hoje ocorre entre os muçulmanos do Paquistão e outros países de a família matar a mulher adúltera ou a filha ou irmã que escolheu ser livre.

 

O AMOR É FRÁGIL- 18 de Maio de 2017. Em um bar no centro de Beja, converso com Pedro, músico, ao balcão que me diz: «As pessoas aqui não valorizam os músicos locais, o público é escasso nos espectáculos, excepto nos de Toni Carreira e outros mais popularuchos, as pessoas querem é kizomba», eu digo «Há excelentes bandas musicais aqui, fiquei surpreendido com o valor dos Coruja, que usam piano e violino e há dias tocaram em Os Infantes», ele diz «Sim, não são como os Dama que fazem música fácil, descartável, só para adolescentes de 14-15 anos. Aprecio o Salvador Sobral, com aquele ar frágil, ligado à sua debilidade física, precisa de um transplante de coração. O amor não é musculado, machão, é isso mesmo: frágil».

 

 

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f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)

 

 


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publicado por Francisco Limpo Queiroz às 09:54
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