Domingo, 29 de Outubro de 2017
Cátaros do século XXI: o pecadocentrismo faz crescer a árvore do vício

Os cátaros do século XXI admitem a existência de um inferno tártaro, extraterrestre ou intraterrestre, onde jazerão aprisionadas almas que não quiseram e não querem despertar os 144 castelos interiores de bondade e sabedoria existentes em cada ser humano nas suas vidas terrestres. De acordo com a gnose cátara, o ser humano é divino (teohumanidade) é um espírito celeste aprisionado num corpo material alterado por Elohim (o remodelado de adaptação): foi Lúcifer quem modelou o actual corpo adâmico do homo sapiens, a partir do barro. O homem actual é um descendente degenerado da humanidade da Atlântida e da Hiperbórea de que falam os mitos ancestrais.

 

 O teólogo cátaro João do Santo Graal (João Bereslavsky, nascido em 1946) afirma que quanto mais o homem cai no pecadocentrismo, insistindo na sua culpa, segundo os ritos das igrejas romana e bizantina, mais preso fica de Lúcifer no inferno. Nas comunicações que a Divindade teria feito a este místico haveria a seguinte:

 

«Os fariseus mentem ao afirmar que aos pecadores lhes esperam torturas eternas. A verdade é a seguinte: desde a Terra é fácil regressar ao céu no caso de haver arrependimento e uma visão clara dos seus mistérios (das armadilhas do príncipe de este mundo) e muitas almas voltam às suas moradas celestiais. Mas o caminho de volta é quase impossível depois da estada no inframundo das seitas do tártaro, esses templitos guardados pelo cão Cerbero de três cabeças e com serpentes venenosas que se enroscam à sua volta.» 

 

«Ajudai as vítimas do inferno que habitam nos templos cristãos de ultratumba, semelhantes aos Abraãos, Moisés e Noés do Antigo Testamento que estiveram no Sheol! Ajudai-os a recuperar a visão espiritual! Hoje em dia não rezeis pelos defuntos ,mas pelos que estão atolados na terceira armadilha, a armadilha de Lúcifer. Sair desta, meu filho, é mais difícil do que sair da armadilha terrena; é quase impossível.»

«Milhões de almas são arrastadas às esferas do tártaro astral. A missa de defuntos apaga-lhes para sempre a memória mística da sua origem divina e submerge-as numa constante recordação dos seus pecados, para conveniência do maligno que, durante o modelado ilegítimo lhes introduziu o princípio pecaminoso.»

«Quanto mais medita o homem sobre os seus pecados, mais cresce a árvore do vício (o que também convém ao nosso inimigo, filho meu). Quanto mais busca o arrependimento infrutuoso nos limites das antigas instituições, mais se alimenta da maldita árvore e se perde definitivamente.»

«Segundo foi revelado aos discípulos do Grande Cálice, aqueles hebreus que cumpriam as leis de Moisés ficavam no Sheol. Não podiam regressar ao céu porque professavam a fé no amo do tártaro fúnebre, Lúcifer. O destino póstumo dos cristãos é parecido a este e inclusivamente mais terrível».

 

(Juan de San Grial, « Rosa de los Serafitas, Evangelio cátaro bogomilo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2015, pp. 257-258; o destaque a negrito é posto por nós).

 

E nesta passagem parece aplicar-se a lei do pensamento negativo («Se pensas que vais fracassar, fracassarás mesmo, se pensas que há inferno eterno este plasma-se, de inexistente que era, no real») o que sugere que o inferno poderia ser uma co-criação do Diabo e da alma que desespera dos seus pecados:

 

«No inferno tártaro, não há nenhuma esperança de salvação. Quanto mais se sume a alma na visão dos seus pecados, mais profundamente é consciente da sua incorrigibilidade e dá desesperadamente o seu consentimento para os sofrimentos eternos, que é precisamente o que quer o Diabo! Os seus planos perseguem levar as almas, depois de as ter arrastado do céu à Terra na sua primeira tentação, aos seus templitos e logo enviá-las às torturas eternas nos seus campos de concentração incorrigíveis do arrependimento do pecado.» (ibid, pág 259; o negrito é de nossa lavra).

 

Assim, segundo João do Santo Graal, a teologia católica e ortodoxa, pessimista e pecadocentrista. faria o jogo de Lúcifer gerando um inferno que é real e irreal, psicológico, uma vez que a mente do cristão que  morre se automortifica e alimenta esse inferno pois não vê que o verdadeiro Deus é Amor e não envia ninguém ao Inferno. É racional que o Inferno, se existe, não seja eterno e que as almas possam sair dele.

 

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Quinta-feira, 26 de Outubro de 2017
Reflexões de Outubro de 2017

IGREJA CATÓLICA ROMANA OU SINAGOGA DE SATANÁS? Uma amiga diz-me: «Mandamos rezar uma missa por um familiar defunto numa igreja em Beja. Pagámos 15 euros. Essa mesma missa foi dita em memória de 6 outros defuntos e cada respectivo familiar mandante pagou 15 euros. Ao todo, numa missa só, o padre embolsa 105 euros fora a colheita que se faz numa bandeja durante a missa. E tudo sem pagar imposto ao Estado.»

 

Este amor ao dinheiro, escandaloso, comum em todas as paróquias da igreja católica romana, é a prova de que esta é sinagoga neorrabínica de Satanás. Move-se pelo dinheiro, explora a credulidade da massa católica tradicional. Se Cristo viesse ao mundo diria aos padres e bispos: «Hipócritas! Fizestes da casa de meu Pai um covil de ladrões!» Não há que confiar nem nos padres nem nos bispos nem no grande fingidor que os dirige, o papa Francisco, um luciferino astucioso. As suas missas nada valem para Cristo. Um sacerdote impuro e ganancioso é um bruxo, servo de Satanás. O Cristo adorado nas igrejas é um Cristo adulterado, luciferino, que chama «Pai» ao deus do Antigo Testamento, Elohim, a Grande Serpente que conduziu Moisés e os hebreus para fora do Egipto e que matou, segundo a lenda, os filhos primogénitos das famílias egípcias.

 

Mais vale ser ateu ou agnóstico do que militar nestas igrejas clerocráticas, ritualistas e financeiras, misturadas de Deus e Diabo. Se és crente, reza em casa ou na rua e desliga-te do catolicismo romano e das outras grandes religiões institucionais cujas igrejas são dirigidas por máfias do dinheiro e do poder político conservador e mundialista. Também as igrejas cristãs evangélicas que exigem o dízimo (10% do rendimento mensal de cada pessoa) baseadas na Bíblia de Elohim são intrujonas e exploradoras do público.

 

O papa Francisco é um actor de primeira qualidade: é uma voz melíflua e astuciosa de idoso, um rosto sorridente para atrair milhões de euros - em dinheiro e doações de casas, palácios, etc - à empresa Vaticano SARL, império de Lúcifer com vestes brancas. É verdade que a igreja católico-luciferina romana autora da Inquisição - expressão do ódio de Lúcifer aos homens e mulheres - gerou, por acidente, alguns santos (São Francisco de Assis, Santa Rita de Cássia, São Pio de Pietrelcina, etc.) mas canonizou muitos pseudo santos (Domingos de Gusmão, Cirilo de Alexandria, etc).

 

UMA ORAÇÃO EM JEITO CÁTARO OU CRISTÃO DUALISTA - Substitui a Avé Maria inventada por Domingos de Gusmão, frade instigador da cruzada assassina do povo cátaro a partir de 1209:

«DEUS TE SALVE Minné, Mãe do Amor Divino, que com o Pai do Puro Amor e com Jesus, reinais. Puríssima Virgem divinizai-nos, libertai as almas do Purgatório, agora e na hora da nossa transubstanciação.»

 

VACINAS CONTRA A GRIPE: COMPLICAÇÕES AUMENTADAS. 25 de Outubro de 2017. Um amigo diz-me: «A minha filha que é médica disse-me: «Não costumo vacinar-me e o ano passado vacinei-me «contra» a gripe. Foi um ano de complicações respiratórias e outras como nunca tinha sido».

Sabes de que são feitas as vacinas? Do pus de animais doentes. Os «cientistas» dos laboratórios farmacêuticos brincam com a saúde dos povos por ganância, para encher os bolsos dos patrões que ganham milhões ao vender milhões de vacinas aos Estados. Só o débil raciocínio da plebe «Ah, as vacinas imunizam, um vírus em pequena dose ensina o corpo a defender-se» impede que os figurões da vacinação (obrigatória) sejam corridos dos ministérios da «saúde» e se crie uma verdadeira medicina popular e ecológica. A imunidade por um longo prazo não existe, é um mito do tipo «poção mágica de Astérix», é uma conquista de todos os dias: praticando exercício físico, comendo frutos e saladas em abundância, evitando o alcool e o tabaco, ganha-se instantânea imunidade que se pode perder a qualquer momento comendo açúcar refinado, fumando, bebendo álcool. O organismo humano não precisa do veneno que é a vacina, um mito enganador.

 

SINCRONICIDADE ONTOFONÉTICA- Em 27 de Outubro de 2017, as ideias de  GRANDE e de JAIME estão em foco: Manuel Joaquim GANDRA (evoca: GRANDE), esoterista e filósofo da Portugalidade, um dos grandes intelectuais portugueses deste século, completa 64 anos de idade, Marcelo Rebelo de Sousa visita Ribeira GRANDE, na ilha de São Miguel, o parlamento da Catalunha aprova por 70 votos a favor num total de 136 lugares de deputado a declaração de independência da Catalunha e a praça de Sant JAUME (em português: JAIME), em Barcelona, enche-se de milhares de catalães que festejam a independência, JAIME Mata Soares discursa no Congresso da Liga de Bombeiros Portugueses e exige que os bombeiros deixem de ter de obedecer à Autoridade Nacional de Proteção Civil cujos erros de estratégia se evidenciaram nos incêndios de 17-23 de Junho e de 15 de Outubro de 2017.

 

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Quarta-feira, 25 de Outubro de 2017
Aristóteles: Deus, causa formal dos entes mundanos e de algum socorro a estes

Sobre a concepção de Deus em Aristóteles, o livro deste «Sobre o mundo» é esclarecedor: Deus não é o demiurgo, o construtor do mundo material, mas o arquitecto imóvel que idealiza as formas ou essências eternas como árvore, imanentes ao mundo material e anteriores a este.

 

«Deus, com efeito, é em verdade o conservador e o gerador de todas as coisas que, de certo modo, se constituem no nosso cosmos; mas não tomando a fadiga de um ser vivo que trabalha com as próprias mãos e está sujeito ao cansaço mas fazendo uso de uma força indefectível mediante a qual domina também as coisas que parecem estar mais afastadas.»

«Ele teve o primeiro e mais alto posto e, por este motivo, é chamado o altíssimo, tendo ocupado o seu assento, para dizê-lo com o poeta, "no mais alto cume" de tudo quanto há no céu. Do seu poder beneficia em grau supremo o corpo que está mais perto dele, depois o corpo que está mais perto daquele, e assim seguidamente até aos lugares em que nos encontramos. Por isso a terra e as coisas que estão na terra, ao encontrarem-se a maior distância do socorro que vem de Deus, parecem ser débeis, incoerentes, e cheias de grande confusão; sem embargo, na medida em que o divino tem, por sua natureza, a capacidade de penetrar em todas as coisas, as coisas que sucedem entre nós sucedem de maneira semelhante às que estão por cima de nós as quais, conforme estão mais próximas ou mais afastadas de Deus, participam em maior ou menor medida do seu socorro.»

«É melhor admitir - e isto é sem dúvida conveniente e perfeitamente concordante com Deus - que o poder está assente no céu, inclusive para as coisas que estão mais afastadas, e, em uma palavra, para todas as coisas quantas há, seja a causa da sua conservação, antes do que admitir que, penetrando e girando em redor dos lugares nos que não é belo nem decoroso, ela mesma se ocupe das coisas que dizem respeito à terra.»

 

(Aristóteles, Sobre el mundo, Ediciones Sigueme SAU, 2014, pp. 78-79; o destaque a negrito é posto por nós).

 

Em Aristóteles, Deus, situado no alto dos céus, já fora do cosmos mas a sua força ordenadora manifesta-se no interior do cosmos:

 

«Deus pois é para nós uma lei perfeitamente equilibrada, que não admite correção alguma, nem mudança; melhor, ainda, é mais sólida que as leis inscritas em tábuas.

«Sob a sua guia, imóvel e harmoniosa, toda a ordem do céu e da terra está regulada, repartida por todas as naturezas, baseada nas sementes que lhes são próprias, em plantas e animais e segundo os géneros e as espécies de estas. » (ibid 97-99).

 

Estes textos permitem desmascarar a interpretação de Lenine e outros discípulos de Marx segundo a qual Aristóteles se inclinaria no sentido do materialismo e Platão professaria o «idealismo» (leia-se: o espiritualismo ou existência de deuses transcendentes ao plano físico). Como se depreende do texto, há um socorro de Deus aos humanos pelo que tanto Platão como Aristóteles professariam o teísmo. A diferença está em que Platão sustentava a teoria da reencarnação e Aristóteles não. Para este último, o intelecto paciente ou passivo, que individualiza cada pessoa, extinguir-se-ia com a morte desta, sobrevivendo apenas o intelecto agente, o Logos, que é uma força impessoal, característico da espécie e que esta empresta ao indivíduo enquanto este vive.

 

Aliás para Aristóteles há um Deus imóvel, autor da ordem cósmica e lei cósmica e há os deuses que habitam na região superior do cosmos:

 

«A região superior do cosmos, contida completamente nos seus limites, morada dos deuses, é chamada céu. Estando todo cheio de corpos divinos, que costumamos chamar astros, o céu, movendo-se com um movimento eterno, com um único movimento de rotação de órbita circular se move harmoniosamente sem fim por toda a eternidade.» (ibid pág 31).

 

Os astros são, pois, corpos divinos - e será o mesmo que dizer «são deuses»? Sabe-se que o cosmos é eterno e que Deus foi a sua causa formal, o gerador das formas, mas quem foi a causa eficiente, isto é, quem plasmou essas formas na matéria e no éter celeste? Um demiurgo ou deus-operário?

 

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Terça-feira, 24 de Outubro de 2017
Rui Rio deverá vencer Santana Lopes em 13 de Janeiro de 2018

 Rui Rio lançou a sua candidatura a presidente do PSD em 11 de Outubro de 2017, com a Lua a minguar, no signo de Caranguejo. Pedro Santana Lopes lançou a sua candidatura a presidente do PSD em 22 de Outubro de 2017, com a Lua a crescer, no signo de Sagitário. A meu ver, Rio escolheu melhor o dia do que Santana e em 13 de Janeiro de 2017 deverá vencer as eleições directas primárias no PSD.

 

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Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017
Teologia cátaro-bogomila: Cristo (Ammi) não morreu no Gólgota

 

O teólogo cátaro por excelência do século XXI, João Bereslavsky, russo, escreveu:

 

«Cristo não morreu no Gólgota, como o representa a versão sinodal-rabínica

«Pelo contrário, Cristo não pôde morrer de nenhum modo porque era imortal; mas sim derramou cinco litros de valioso mirró (NOTA NOSSA: mirró, na versão espanhola, é, segundo o editor,« um líquido oleoso e fragante de origem celestial, manifestado de modo misterioso no mundo material em forma de gotas e correntes que caem dos objectos sagrados e relíquias), o tesouro para divinizar o homem. E o seu sangre mírrico, multiplicado, transubstanciado voltou a ele.»

«Por isso, Cristo da segunda vinda é portador dos compostos mírricos e supracelestiais.»

«Isto é o que ensinava Cristo, chegando em corpos transfigurados.»

«Ele dizia:" De igual modo que pelo corpo humano correm os glóbulos vermelhos do sangue, também no corpo de Divino Ammi, o Mestre Divino da segunda vinda, corre o mirró fragantíssimo do Pai».

«A comunhão do Santo Graal era a comunhão de Cristo da segunda vinda. Não se comungava do sangue e do corpo, mas dos compostos mírricos do Nosso Altíssimo.»

 

(Juan de San Grial, « El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pp. 382-383; o destaque a negrito é posto por nós).

 

Cristo, segundo Juan de San Grial, não gostava de usar o nome de Jesus para se demarcar do pecadocentrismo dos judeus:

 

«Cristo da segunda vinda rejeitava o nome "Jesus" e inclusive "Cristo"  por causa da intersecção com o messianismo pecadocêntrico. Cristo da segunda vinda pedia que lhe chamassem Ammi (o mestre, a divindade). »

«O seu verdadeiro destino de Messias é ser vela. Ele é o autêntico salvador dos descendentes de Adão, da teia de aranha de Elohim».

(Juan de San Grial, ibid, pp. 381-382; o destaque a negrito é nosso).

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Teologia cátaro-bogomila: diferenças entre Guan Min, a Deusa Mãe, e a Virgem Maria católica e Lilith

 

Segundo o teólogo cátaro russo Juan de San Grial (João do Santo Graal, de seu nome João Bereslavsky), nascido em 1946, a Virgem Maria está num escalão inferior ao da Deusa do Universo ou Mãe Teoengendradora da Teohumanidade, que assume várias encarnações entre as quais Guan Min, a Minné ou Amor Divino Feminino.


«7. (1) Guan Min é divindade (!), diferenciando-se da Virgem Maria que continua sendo um ser humano e não entra no panteão das divindades. A deusa está no cume do panteão. A Mãe Divina cristã, apesar de ser Rainha celestial, não é deusa. Esta é a diferença essencial».

«(2). É a mensageira do Deus do Amor ( Dieu d´ Amour), não de Jehová com a sua legislação jurídica e trazida do mal, luxúria, quimeras,etc. Guan Min é de outra Divindade, a que é um Todo - e não é «um» - com os seus filhos. Ela leva até ao outro Pai, até ao Hierodamante -um dos seus múltiplos nomes - o Pai do puro amor.»

 

«(3). É penetrante e não distante. A Mãe Divina nas suas aparições costuma limitar-se ao Verbo, a presságios. Por exemplo, durante o «baile do sol» em Fátima, a Mãe Divina está em alguma parte do céu, debaixo há uma multidão de mil pessoas, o sol desce à Terra, a gente teme queimar-se com os seus raios... Mas em pouco tempo tudo volta ao lugar.

 

«(4) É bodistávica.  Veio de aquele que diviniza os seus filhos. O seu objectivo é fazer dos recém nascidos teomeninos, bodisatvas e budas.
A Virgem Maria não se une, não diviniza e não se manifesta como NOSSA Teonoiva. O máximo que pode dar é o amparo consagrado.»

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pp. 129).

 

«(27) A grande Arquitecta é Guan Min. a que está contra o Demiurgo, o diabo que finge ser deus e que criou Adão e Eva como meio-serpentes luxuriosas».

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pág.132).

 

«37. A doutrina dos pédricos (NOTA NOSSA: discípulos de Pedro, romanos e ortodoxos) sobre a Virgem Maria está tão tergiversada e caricaturada como a visão da cruz do Gólgota -ao qual Cristo nunca ascendeu - como símbolo de morte e desonra:

"Ela não é divindade mas sim purificada previamente pelos méritos de Cristo, depois de nove meses de gestação nas suas entranhas, milagrosamente dá à luz o Salvador do mundo." Ela só é a Mãe de Cristo e só oferece aos demais um amparo distante.»

«37. A Mãe divina formalizada impede a percepção de Guan Min com o coração aberto. O "Sou a Imaculada Conceição" de Lourdes permanece como mito arquetípico dogmático».

«38. (...) Quem é a Mãe Divina hoje em dia? A Teonoiva da Montanha de Ruiseñor? A Mãe Divina transubstanciou-se em Guan Min, que talvez João o Evangelista não conhecesse.»

(ibid, pág 101; o negrito é posto por nós).

 

 

LUCIMARIA E LUCICRISTO, AS FORMAS DE LÚCIFER, SENHOR DO CATOLICISMO ROMANO E BIZANTINO

 

Segundo o catarismo, a igreja católica romana e a igreja católica bizantina veneram uma Lucimaria, uma mistura de Virgem Maria e Lúcifer, e um Lucicristo, mistura do mesmo Lúcifer com Cristo. Dizem a história e a lenda que Domingos de Gusmão, frade fanático que impulsionou em 1209 o assassínio massivo dos cátaros da Ocitânia, rezou diante de uma imagem da Virgem Maria e a estátua teria levantado os braços ao céu pedindo «justiça», isto é, a morte das centenas de milhar de cátaros que divergiam da corrupta igreja romana. Se este episódio foi verdadeiro, seria Lúcifer, disfarçado de Maria, isto é, como Lucimaria a provocar esse efeito mágico designado como milagre. Como poderia a Mãe Divina apoiar e incentivar o assassinio dos cátaros e o roubo das suas terras? Não poderia. Só Lilith, a Deusa negra do mal, deseja as guerras com as suas brutalidades sangrentas e nisso se opõe a Guan Min, a Mãe Divina, Alma Mater Dei et Humani.

 

Escreve o místico líder da pequena igreja cátara do século XXI sobre a existência de dois Deuses, um o Deus do Amor, Arquétipo Solar da Luz, da Beleza da Paz, o outro o Deus negro, ou Adonai-Elohim, deus do judaísmo, da matéria, da acumulação de dinheiro à custa da exploração de seres humanos, da escravatura, da guerra, da bruxaria, da corrupção da natureza:

 

«Deus negro manifestava-se em distintas civilizações e religiões como um ídolo malvado que exigia sacrifícios no seu altar, um açoitador, odioso, juíz e vampiro. Os cultos pagãos, ridicularizados tradicionalmente por judeus e cristãos, ligados aos sacrifícios (como os representam as tribos africanas e os índios mesoamericanos) são a manifestação de Elohím, de este "Todo Poderoso", antigo Deus negro.»

«A grande luta entre o Deus branco e o Deus negro (Luzbel) não termina nunca em nenhum momento.»

«Luzbel ("Luci-branco") é um grande fingidor, é Lúcifer que se faz passar pela Divindade. De aqui provêm Cristo Romano, Lucicristo, e Maria Romana, Lucimary, dingindo hipocritamente que eram mensageiros do Deus branco, baixavam à Terra, e em seu nome, os sacerdotes cometiam os seus actos malvados e os verdugos romanos imolavam os santos.»

(Juan de San Grial, « El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pág.114; o destaque a negrito é posto por nós).

 

LILITH, A DEUSA NEGRA DOS HUMANÓIDES E DOS SENHORES DA GLOBALIZAÇÃO, QUE SE OPÕE À MÃE DIVINA GUAN MIN

 

O lado feminino do Deus do mal é Lilith, a segunda mulher que havia no Paraíso Terrestre, deusa da luxúria e da corrupção, em alguns relatos:

 

«Guan Min intervém contra Lilith - a adversária com seus humanóides, serviços especiais, tecnocratas do governo, Comité dos 300 e as mafias religiosa, militar, petrolífera, médica, banqueira, farmacêutica.»

«1. O plano secreto dos humanóides, escondido escrupulosamente pelos serviços especiais das potências mundiais, consiste em destruir os homo sapiens, o "modelo sem saída", e implantar a espécie do "post-homem", homo sapiens-sapiens, sapiens ao quadrado, os "lilinos" (de Lilith), os gobelinos.

«2. Os humanóides estão excessivamente inquietos. Eles transmitem as tecnologias destrutivas mas têm medo de que se voltem contra eles próprios: "um quarto de século mais e as nossas tecnologias poderiam ser dirigidas contra nós!"»

«Exigem-se duas condições para a transmissão das tecnologias humanóides:

- milhões de vítimas sangrentas - exige-as Lilith negra, sentada sobre a besta púrpura, embriagada com o sangue dos inocentes -

-a destruição absoluta da 84º civilização. o homo sapiens é substituído pelo tecnorobot, o "post-homem", o "lílin".

«3. A Terra, do ponto de vista dos humanóides, está predestinada a repetir o destino de Saturno, da Lua, de Marte...quer dizer, converter-se em um planeta morto durante milhões de anos, o quartel general dos OVNI de segunda classe

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo, Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pág.103; o negrito é colocado por nós).

 

MINNÉ E SAN SALVADOR, O CASTELO MÁGICO JUNTO A PORTBOU, GIRONA

É interessante notar que os cátaros, embora considerando o Deus judaico Iavé-Elohim o príncipe do mal, têm estima pelos cabalistas que se afastaram da ortodoxia da Tora e prescrutam o Deus desconhecido, o Ein Sof Aur (Nada Infinito da Luz). O município de Girona que, ao norte da Catalunha, confina com França e onde se situa o mítico castelo de San Salvador, perto de Portbou, é talvez o centro cátaro mais importante na Europa Ocidental. O centro da teohumanidade, conceito cátaro que sustenta que em cada homem há 144 castelos interiores onde habita o verdadeiro Deus da Luz e que a distância entre o homem e Deus é muito menor do que a proclamada pelos católicos, ortodoxos, judeus e islâmicos. Escreve Juan de San Grial:

 

«Minné é a rainha de todas as culturas e civilizações. Os heróis e as mães formosas adoravam-na desde os inícios.»

«Nós renovamos e passamos da 84ª à 85ª civilização, a civilização de Minné.»

«Vilajuiga, uma povoação ao pé de San Salvador...Aqui viviam os melhores cabalistas, Isaac Luria visitava-a. As ideias dos cátaros sobre o Pai do Puro Amor transubstanciaram-se nos tratados solares da Cábala e estenderam-se por todo o mundo (posteriormente na versão do judaísmo hassídico russo e outras).»

«Também aqui, perto de Vilajuiga, viviam os sufis espanhóis.»

«San Salvador é o centro místico da teohumanidade. Assim como o foi na Idade Média, o é no III Milénio.»

(Juan de San Grial, «Guan El Santuario del Grial en el Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2010, pp. 217-218; o destaque a negrito é posto por nós).

 

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Sábado, 14 de Outubro de 2017
Teologia cátaro-bogomila: Evolucionismo de Darwin e Criacionismo Bíblico são doutrinas erróneas

Na Idade Média, a filosofia cátara, expressa por exemplo no «Livro dos Dois Princípios» do perfeito Jean de Luigio, foi sempre superior à escolástica de São Boaventura, São Tomás de Aquino, Escoto Eriúgena e muitos outros. Porquê?  Porque não caiu no erro de postular que um mundo imperfeito onde o assassínio, a exploração de milhões de seres, a doença e a mentira imperam é obra de um Deus perfeito e bondoso.  

 

Escreve o filósofo neocátaro russo João do Santo Graal, nascido em 1946:

 

«12. Vejamos as doutrinas tradicionais sobre a origem do homem:

(1) A teoria da evolução de Darwin - sobre a origem das espécies a partir das mais primitivas até às mais desenvolvidas - ao fim e ao cabo leva a uma visão humanóide do homem: o Homo Sapiens encontra-se um degrau mais abaixo de desenvolvimento que os humanóides. Esta visão está próxima da do Tibete e das doutrinas cósmicas sobre a mudança de raças, expressa na Doutrina Secreta de E.Blavatsky, o clássico do ocultismo moderno e da «nova era».

 

«(2) A doutrina criacionista considera que o homem está criado por compostos materiais, modelado a partir do pó e da argila. Sobre este postulado se apoiam os fundamentalistas bíblicos: professam isto os hebreus, cristãos e muçulmanos.»

 

«13. Do ponto de vista da antropologia bogomila, as duas doutrinas são falsas. O homem não «evolui» desde as formas primitivas até às mais desenvolvidas, mas tampouco está "criado". É nascido de civilizações de Divindades bondosas e trazido milagrosamente à Terra como uma flor celestial que caiu sobre prados verdes e pulverizou ao redor de si o seu pólen empíreo.»
«Não só Cristo nasceu do Pai, mas também o homem nasce do Pai e da Mãe do puro amor. Na terceira hipóstase (Pai- Mãe-Cristo) está presente cada um dos homens. Cada um dos encarnados na Terra está chamado a entrar na trindade bogomila suprema e cristificar-se, divinizar-se.»

 

(Juan de San Grial, «Guan Min, la Madre Divina, Enciclopedia del Catarismo», Associaciò per l´estudi de la cultura càtar, 2013, pp. 137-138; o destaque a negrito é nosso).

 

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