Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016
Eliminativismo - confusões de Simon Blackburn.

 

Sobre eliminativismo, escreve o Dicionário Oxford de Filosofia de Simon Blackburn:

 

ELIMINATIVISMO

«O ponto de vista de que os termos nos quais pensamos acerca de um certo domínio estão tão minados de erro que é preferível abandoná-los a continuar a tentar formular teorias acerca do modo como são usados. O eliminativismo distingue-se do cepticismo, que defende que não podemos conhecer a verdade acerca de um certo domínio; o eliminativismo defende, antes, que não há qualquer verdade a ser conhecida nos termos com os quais habitualmente pensamos. Um eliminativista em teologia defende simplesmente o abandono dos termos ou de discursos teológicos, incluindo as preocupações acerca dos limites do conhecimento teológico.» (Simon Blackburn, Dicionário de Filosofia, Gradiva, pág. 126)

 

Blackburn não tem clareza nenhuma nesta definição. Não distingue, de facto, eliminativismo de cepticismo. Dizer que «o eliminativismo defende, antes, que não há qualquer verdade a ser conhecida nos termos com os quais habitualmente pensamos» é o mesmo que dizer que «o cepticismo defende, antes, que não há qualquer verdade a ser conhecida nos termos com os quais habitualmente pensamos».Se «Um eliminativista em teologia defende simplesmente o abandono dos termos ou de discursos teológicos, incluindo as preocupações acerca dos limites do conhecimento teológico» isso é o mesmo que ser céptico em matéria religiosa.

 

duas espécies de eliminativismo: céptico e dogmático. Blackburn não distingue isto. Exemplo de eliminativismo céptico é o do postivismo lógico enquanto defende que a metafísica, a teologia é sem sentido, porque está além do mundo empírico, não pode demonstrar-se que há ou não deuses. Exemplo de eliminativismo dogmático: o ateísmo na medida em que não duvida mas tem a certeza de que Deus e deuses não existem.

 

Afinal o que é o eliminativismo? É a supressão, pelo cepticismo ou pela negação dogmática, de um conjunto de teses supostamente verdadeiras. (existência de Deus, existência da matéria como ser independente da mente humana, etc).

 

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Quarta-feira, 21 de Setembro de 2016
Sobre a síntese

 

Para uma reflexão mais profunda, síntese é um conceito polissémico:

 

1) É um termo intermédio, em Hegel, situado posteriormente aos dois contrários que a geram. O tempo colocaria a síntese fora dos contrários que a geram, ou seja, ela dar-se-ia num outro tempo. Assim, a humanidade (Deus para si) surgiu após as duas primeiras fases da Ideia (Deus em si e por si, sem matéria; Deus fora de si, transformado em matéria bruta, plantas e animais).

 

2) É um termo intermédio, gerado a partir dos dois contrários e coexistente com eles. Funcionam os três em simultâneo. Aqui a noção de coexistência prevalece sobre a de incompatibilidade. Exemplo: o sindicato surge como síntese entre o patronato e os operários em greve selvagem.

 

3)  É um termo exterior aos dois contrários e nada conserva deles. 

 

Na interpretação marxista, o bonapartismo ou regime imperial de Napoleão Bonaparte é uma síntese, um momento posterior à contrariedade entre a revolução popular pequeno burguesa e a contra-revolução absolutista monárquica.

 

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Terça-feira, 13 de Setembro de 2016
Marte em 20º-23º de Sagitário induzirá sismo em Portugal esta semana de Setembro?

Esta semana, de 11 a 17 de Setembro de 2016, há forte probabilidade de ocorrer um sismo algures em Portugal porque Marte se desloca na área 20º a 23º do signo de Sagitário. Baseio-me na indução para fazer esta previsão.

 

MARTE EM 20º-23º DE SAGITÁRIO:

SISMOS EM PORTUGAL

 

Em 17 de Novembro de 1995, com Marte em 19º 48´ / 20º 33´de Sagitário, às 19.20 horas, eclode no Algarve, em especial no barlavento, um sismo de 4,5 na escala de Richter, havendo corridas para a rua em Portimão e Lagos; em 13 de Dezembro de 2004, com Sol em 21º 19´/ 22º 20´ de Sagitário, às 14.16 horas, eclode com epicentro ao largo do mar de Sagres, um sismo de 5,4 na escala de Richter sentido em Faro e todo o Algarve, em Beja, Évora, Lisboa e Porto; em 3 de Janeiro de 2005, com Vénus em 21º 36´/ 22º 51´ de Sagitário, às 11.34 horas, eclode um sismo de magnitude 4,1 na escala de Richter com epicentro no mar 40 quilómetros a sul de Olhão, sentido em áreas do Algarve como Faro e Albufeira; em 5 de Janeiro de 2005, com Mercúrio em 23º 10´/ 24º 27´ de Sagitário, seis sismos assolam a ilha de São Miguel, lançando algum pânico em povoações de Vila Franca do Campo, Povoação, Lagoa e Ribeira Grande; em 11 de Janeiro de 2005, com Plutão em 23º 5´/ 7´ de Sagitário, às 9.29 horas, um sismo de magnitude 3,8 na escala de Richter abala Santiago do Escoural, Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Évora e a zona lisboeta de Santa Apolónia; em 23 de Janeiro de 2005, com Marte em 19º 37´/ 20º 19´ de Sagitário, Plutão em 23º 28´/ 30´ de Sagitário, pelas 6.15 horas, um sismo de 2,8 na escala de Richter, com epicentro a sudoeste de Sobral de Monte Agraço, abala a região de Lisboa, Montachique e Mafra.

 

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Domingo, 11 de Setembro de 2016
Júpiter em 5º-7º de Balança: iminência de sismo ou mediático acidente em Lisboa?

 

A área 5º a 7º do signo de Balança, quando transitada por Júpiter uma ou duas semanas de doze em doze anos, associa-se a acidentes graves ou sismos em Lisboa. Ora, de 2 a 16 de Outubro de 2016 Júpiter transita os graus 5, 6 e 7 do signo de Balança (não confundir com a constelação de Balança que se estende de 8º a 23º do signo de Escorpião; signos são 12 arcos de 30º da esfera celeste, todos iguais entre si em extensão).

 

Em 1 de Novembro de 1755, com Júpiter em 7º  de Balança, um sismo, acompanhado de maremoto, destrói quase por completo a cidade de Lisboa, matando cerca de 90 000 pessoas, e causa grandes destruições no sul de Portugal, em especial no Algarve.

 

Em 19-20 de Outubro de 1921, com Júpiter em 4º-5º do signo de Balança, unidades da GNR em combinação com o pequeno Partido Republicano Radical de Manuel Maria Coelho desencadeiam um golpe militar em Lisboa contra o governo de direita do Partido Liberal o que conduz ao aprisionamento e assassínio de António Granjo, chefe do governo, do almirante Machado Santos e do comandante Carlos da Maia por um grupo de amotinados em que prevalece o cabo Abel Olímpio, pago em segredo por sectores monárquicos para desestabilizar a República.

 

Em 4 de Dezembro de 1980, com Júpiter em 6º do signo de Balança, a explosão de uma bomba colocada num avião CESNA por Lee Rodrigues, a mando da CIA e do grupo mundialista de Bilderberg, causa a morte dos seus 8 ocupantes, no céu de Camarate, entre os quais o primeiro ministro Francisco Sá Carneiro e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, homens íntegros da direita portuguesa que bloqueavam o trânsito de armas dos EUA para o Irão via Portugal. 

 

Acontecerá algo de grave (um acidente envolvendo três políticos da direita portuguesa?) de 2 a 16 de Outubro de 2016? Ou será apenas a derrota do PSD na oposição ao Orçamento Geral do Estado aprovado por PS, PCP e BE?

 

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