Sexta-feira, 22 de Abril de 2016
O surrealismo de Heidegger no conceito de distância

 

Heidegger designou cada homem, a consciência individual de cada pessoa como o "ser aí" (Dasein). Mas este pensador alemão, nazi numa dada época, fora do comum na sua perspicácia, entrou no surrealismo, na liquidificação e confusão de conceitos, quando escreveu em «Ser e tempo»:

 

«O "ser aí" se mantém, enquanto "ser no mundo", essencialmente em um des-afastar. Não pode cruzar nunca este desafastamento, a lonjura do "à mão" para ele mesmo. A lonjura de algo "à mão" relativamente ao "ser aí" é sem dúvida algo que ele pode encontrar diante de si como distância, ao precisá-la em relação de uma coisa concebida "diante dos olhos" no sítio ocupado anteriormente por ele, "o ser aí". Este pode atravessar posteriormente o intervalo da distância mas só fazendo da própria distância uma distância des-afastada. O "ser aí" conseguiu tão pouco cruzar o seu des-afastamento, que mais precisamente o foi refazendo e refaz constantemente, porque ele mesmo é essencialmente des-afastamento , quer dizer, espacial. O "ser aí" não pode ir e vir dentro do círculo dos seus des-afastamento do caso, só pode mudar uns por outros. O "ser aí" é espacial naquele modo de descobrimento do espaço do "ver em redor" que consiste em conduzir-se relativamente aos entes que estão diante de si espacialmente assim des-afastando-os constantemente (Martin Heidegger, El Ser y el Tiempo, pag 123, Fondo de Cultura Económica; o destaque a bold é posto por nós).

 

Desafastamento é o mesmo que aproximação ou que imobilização ou congelamento da distância. Ao fixar o meu olhar numa montanha distante, estou a desafastá-la, a travar a sua desaparição do meu horizonte visual.  Heidegger entra em contradição quando afirma que cada homem, isto é, o "ser aí" «não pode cruzar nunca este desafastamento, a lonjura do "à mão" para ele mesmo» e, mais à frente, diz sobre o ser aí: «Este pode atravessar posteriormente o intervalo da distância mas só fazendo da própria distância uma distância des-afastada».

Primeiro, o ser aí não pode atravessar a distância que o separa dos entes em redor, por último já pode fazendo-o posteriormente. Porquê, posteriormente? E como se faz da distância uma distância desafastada ? Distância é um fenómeno objectivo ou é uma construção subjectiva do «ser aí»? Ao caracterizar o ser aí «essencialmente como des-afastamento, isto é, espacial» Heidegger identifica, o espaço com o desafastar. Mas não há espaço no afastamento? Nada disto é claro na prosa de Heidegger, muito avaro em exemplos concretos.

 

O que é fazer da distância uma distância desafastada, se afastamento está incluído no próprio conceito de distância? É possível encurtar a distância por meios extrasensoriais e intelectuais? Sim, se falarmos no domínio da telepatia e da clarividência. É possível desafastar os 305 quilómetros entre Porto e Lisboa ou estes são inamovíveis, reais, independentes do ser aí?

 

Heidegger brinca com as palavras, torna-as obscuras, dotadas de sentidos diversos, faz poesia e apresenta isso como ciência fenomenológica mas isso não mostra como a realidade é. O reino do verbo sem referentes sólidos é o grande pecado da filosofia: fala-se ou escreve-se «caro», com certa obscuridade, e escrevem-se livros de títulos sonantes, tiram-se doutoramentos. Desde que se tenha verbosidade retórica pode chegar-se às mais «altas teorias» e o público, que não entende, venera e cala-se. Heidegger era um filósofo? Sim, mas enquanto escritor surrealista, era um charlatão inteligente, em matéria de ontognoseologia...A filosofia está cheia de catedráticos pseudo-racionais.

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Quarta-feira, 20 de Abril de 2016
Hegel: a oposição entre a obra e a consciência

 

Na sua obra «Fenomenologia do espírito», Hegel estabelece dois polos, a realidade ou ser e a consciência, e uma transição ou mediação entre ambos que é o operar (obrar), a negatividade do ser imediato :

 

«Tal é o conceito que forma de si a consciência, que está certa de si mesma como absoluta interpenetração da individualidade e do ser; vejamos se este conceito se confirma pela experiência e a sua relidade [ Realität] coincide com ele. A obra é a realidade que a consciência dá; é aquilo em que o indivíduo é para a consciência o que é em si, de tal modo que a consciência para a qual o indivíduo devém na obra não é a consciência particular, mas a consciência universal, a consciência, na obra, transcende em geral o elemento da universalidade, o espaço indeterminado do ser. A consciência a que se remonta a partir da sua obra é de facto, a consciência universal  - porque devém em negatividade absoluta ou o obrar em oposição - relativamente à sua obra que é o determinado; a consciência vai, pois, além de si mesma, enquanto obra e é por si mesma o espaço indeterminado que não se encontra cheio pela sua obra» (Hegel,Fenomenología del espíritu, pag 237, Fondo de Cultura Económica, México; o destaque a negrito é posto por mim).

 

O termo consiência não se resume ao indivíduo senciente e pensante. A consciência deste é a particular. Ora Hegel refere-se à consciência universal que está na origem tanto do objecto material (o ser) como da consciência individual. A sua ontologia é espiritualista - o espírito divino é eterno e gerador da matéria, seu ser-outro - e realista ou ideal-realista.  Hegel afasta-se do idealismo material de Kant: em Kant o fenómeno (árvore, casa, animal) nunca chega a ser um fora de si em relação ao espírito humano, está sempre dentro deste (idealismo material), embora na sua zona quase periférica (o espaço ou sentido externo), ao passo que em Hegel a matéria é um fora de si em relação à Ideia (realismo).

 

Não parece clara a afirmação de que «a consciência, na obra, transcende em geral o elemento da universalidade, o espaço indeterminado do ser» a menos que se interprete universalidade como generalidade abstracta e se pretenda significar que a consciência ao materializar a partir de si uma obra - exemplo: construir uma casa com tijolos e cimento- está a ultrapassar a generalidade abstracta, o mero projecto por concretizar.

 

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Domingo, 17 de Abril de 2016
Sismos en Ecuador en Astrología Histórica

 

Diversas áreas y puntos (grado y minuto de arco) del Zodíaco son responsables de los seísmos en Ecuador. Estudiaremos algunos de ellos.

 

AREA 20º-21º DEL SIGNO DE VIRGO:

SEÍSMO EN ECUADOR

 

El paso del Sol, de un planeta o de Quirón por el área 20º-21º del signo de Virgo es condición necesaria aunque no suficiente como para engendrar un seísmo fuerte en Ecuador.

 

El 8 de febrero de 2012, con Marte en 21º 39´/21º 27´ de Virgo, un sismo de 5.5 grados sacude la costa de Ecuador; el 16 de abril de 2016, con Nodo Norte de la Luna en 21º 22´/21º 23´ de Virgo, al menos 350 personas fallecen y más de 2527 resultam heridas tras un fuerte terremoto de 7,8 grados de magnitud Richter que se registra con epicentro ubicado a 27 kilómetros de la ciudad de Muisne, capital de la provincia de Esmeraldas,  en el noroeste de Ecuador.

 

Las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el area 20º-21º del signo de Virgo aumentando la probabilidad de seísmo en Ecuador, serán: del 18 de abril al 8 de mayo de 2016 (Nodo Norte de la Luna); del 15 al 17 de agosto de 2016 (Mercurio); del 21 al 23 de agosto de 2016 (Venus); del 11 al 13 de septiembre de 2016 (Mercurio); del 30 de septiembre al 2 de octubre de 2016 (Mercurio).

 

AREA 2º.3º DEL SIGNO DE PISCIS:

 

 

El paso del Sol, de un planeta o de Quirón por el área 2º-3º del signo de Piscis es condición necesaria aunque no suficiente como para engendrar un seísmo fuerte en Ecuador.

 

el 31 de enero de 1906, con Mercurio en 2º 27´/ 2º 33´ de Piscis, un sismo de magnitud 8,8 frente a la costa de Esmeralda, Ecuador, produce unos 1000 muertos;  el 5 de marzo de 1987, con Mercurio en 3º 20´/ 2º 32´ de Piscis, el Ecuador es golpeado por dos terremotos, el primero, a las 20:54, con una magnitud de 6,1 y el segundo, a las 23:10, con una magnitud de 6,9, con el saldo de 25 000 muertos y daños materiales por US$ 1000 millones, con edificaciones afectadas en las ciudades de Baeza, Ibarra, Otavalo y Cayambe;

 

Las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el area 2º-3º del signo de Piscis aumentando la probabilidad de seísmo en Ecuador, serán: del 22 al 24 de diciembre de 2016 (Marte); del 5 al 7 de enero de 2017 (Vénus); del 20 al 22 de febrero de 2017 (Sol); los 27 y 28 de febrero de 2017 (Mercurio).

 

PUNT0 11º 0´/11º 11´DE CUALQUIER SIGNO ZODIACAL:

SEÍSMO EN ECUADOR

 

El paso del Sol, de un planeta, nodo de la Luna o de Quirón por el punto 11º 0´/ 11º 11´ de cualquier signo del Zodíaco es condición necesaria aunque no suficiente como para causar  un seísmo fuerte en Ecuador.

 

El 25 de marzo de 2014, con Júpiter en 11º 0´/11º 3´ de Cáncer, un sismo de magnitud 5.5 en la escala abierta de Richter se registra en la madrugada en la provincia del Guayas, Ecuador, sin causar víctimas ni daños materiales; el 16 de abril de 2016, con Neptuno en 11º 9´/ 11º 10´ de Piscis, al menos 350 personas fallecen y más de 2527 resultam heridas tras un fuerte terremoto de 7,8 grados de magnitud Richter que se registra con epicentro ubicado a 27 kilómetros de la ciudad de Muisne, capital de la provincia de Esmeraldas,  en el noroeste de Ecuador.

 

Algunas de las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el punto 11º 0´/ 11º 11´ de cualquier signo del Zodíaco, aumentando la probabilidad de sismo en Ecuador, serán: del 1 al 4 de julio 2016 (Saturno en 11º 11´ /10º 58´ de Sagitario); del 21 al 24 de septiembre 2016 (Saturno en 10º 57´/ 11º 12´ de Sagitario); los 31 octubre y 1 de noviembre 2016 (Júpiter en 10º 59´/ 11º 23´ de Libra).

 

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Factos em Lagoa (Algarve) na Astrologia Histórica

 

Tal como sucede com todas as localidades e regiões do planeta Terra, os acontecimentos relevantes no concelho de Lagoa, Algarve, obedecem a leis planetário-zodiacais particulares. É a ordem planetária perfeita, subjacente ao caos aparente. Que há de anticientífico nisto? Nada. Os factos estão aí a demonstrar, com impressionante regularidade matemática ou físico-matemática, a existência dessas leis. Anticientíficos foram ou são, neste campo,  Descartes, Leibniz, Hume, Kant, Heidegger, Karl Popper, Foucault, Carl Sagan, Thomas Kuhn, Nigel Warburton, Peter Singer, Edmund Gettier, Zizeck, e tantos outros que nunca intuiram nem estudaram em pormenor mas rejeitaram esta concepção determinista astronómico-social. Vejamos exemplos de leis .

 

PONTO 15º 41´/ 15º 56´  DE QUALQUER SIGNO:

HOMICÍDIO A TIRO, EXPLOSÃO DE GÁS, ACIDENTE RODOVIÁRIO NO CONCELHO DE LAGOA

 

A passagem do Sol, de um planeta, do planetóide Quiron ou de um Nodo da Lua no ponto 15º 41´/ 15º 56´ de qualquer signo dp Zodíaco é condição necessária mas não suficiente para gerar acidente ou incidente notável no concelho de Lagoa.

 

Em 1 de Dezembro de 2000, com Nodo Norte da Lua em 15º 56´/ 15º 58´ de Norberto Pereira, de 17 anos, residente na zona de Montechoros de Albufeira, empregado de mesa no bar “Liberto´s “, é assassinado à facada, de madrugada, por um armador de ferro residente na zona da Mexilhoeira da Carregação, Lagoa, à porta da discoteca “Kiss” em Albufeira;  em 30 de Junho de 2002, com Plutão em 15º 41´ / 15º 39´ de Sagitário, um acidente rodoviário ocorrido entre três veículos ligeiros, na Estrada Nacional 125, entre Porches e Alcantarilha, no Algarve, causa três mortos e seis feridos graves, segundo o último balanço da Brigada de Trânsito da GNR; em 11 de Janeiro de 2003, com Júpiter em 15º 54´ / 15º 47´ de Leão, um agente da PSP mata a tiro um jovem de 26 anos, numa casa de alterne em Lagoa; em 6 de Maio de 2014,com Júpiter em 15º 44´/ 15º 54´ de Caranguejo, cerca das 23 horas, uma explosão de gás em Porches, concelho de Lagoa, destrói parcialmente um armazém e fere gravemente um idoso de 78 anos.

 

Algumas das próximas datas de  passagem do Sol, de um planeta, do planetóide Quiron ou de um Nodo da Lua no ponto 15º 41´/ 15º 56´ de qualquer signo dp Zodíaco elevando a probabilidade de causar acidente ou incidente notável no concelho de Lagoa são: de 18 a 24 de Abril de 2016 (Saturno em 15º 57´/ 15º 40´ de Sagitário); de 19 a 21 de Junho de 2016 (Nodo Norte da Lua em 16º 9´/ 15º 32´ de Virgem); de 13 a 15 de Novembro de 2016 (Saturno em 15º 40´/ 16º 0´de Sagitário).

 

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Quarta-feira, 13 de Abril de 2016
Mircea Eliade e a Arte pela Arte dessacralizadora

 

Mircea Elíade (Bucareste, 9 de março de 1907 — Chicago, 22 de abril de 1986) professor, historiador das religiões, mitólogo, filósofo e romancista romeno, naturalizado norte-americano em 1970, classificou a arte pela arte como destituída de mística, do sagrado. Eliade referiu-se às bacias de água perfumada que simbolizava o mar e  cuja tampa simbolizava a Montanha, a ilha dos Bem-Aventurados, na antiga China, objectos imbuídos de sacralidade que foram dessacralizados pela intelectualidade chinesa a partir do século XVII. Escreveu:

 

«A santidade do mundo fechado pode descobrir-se ainda nas bacias com água perfumada e tampa que simbolizam o Mar e as Ilhas dos Bem-Aventurados. Este complexo servia ainda para a meditação, tal qual, no começo, serviam os jardins em miniatura, antes que a moda dos letrados se apoderasse deles, no século XVII, para os transformar em "objectos de arte".»

«Notemos, todavia, que neste exemplo, jamais assistimos a uma total dessacralização do mundo, porque, no Extremo Oriente, o que se chama " emoção estética" conserva ainda, mesmo entre os letrados, uma dimensão religiosa. Mas o exemplo dos jardins em miniatura mostra-nos em que sentido e por que meios se opera a dessacralização do mundo. Basta que imaginemos o que uma emoção estética desta ordem pode tornar-se numa sociedade moderna - para compreendermos como é que a experiência da santidade cósmica pode rarefazer-se e transformar-se até se tornar uma emoção unicamente humana: por exemplo a da arte pela arte.» (Mircea Eliade, O sagrado e o profano, a essência das religiões», Livros do Brasil, página 163; o bold é colocado por nós).

 

A arte pela arte, fruto da pura imaginação isenta de qualquer mensagem sócio-política ou religiosa, é, pois, para Mircea, uma arte meramente humana, destruidora do sagrado, incapaz de ser veículo dos deuses e de forças mágicas transcendentes.

  

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Segunda-feira, 11 de Abril de 2016
Notas, filosóficas ou não, de Abril de 2016

 

 

 

Eis alguns pensamentos soltos do meu diário mágico, filosófico e existencial, nesta fria primavera de Abril de 2016.

 

E SE O UNIVERSO FOSSE MÁGICO E TE OBEDECESSE? Não ficarias mais calma/o e não abdicarias de certos desejos e preocupações que agora te assaltam?

 

É UMA LIBERDADE INCRÍVEL quando me desligo de ti e não temo perder-te porque afinal há muitas mulheres belas no mundo e és trocável ( «se ao fim de 15 dias esta mulher que leva na mala da imaginação não servir pode voltar à nossa loja, aceitamos trocas e devoluções»).

 

AMO-TE PORQUE SOU RAZOAVELMENTE OU ESSENCIALMENTE EGOCÊNTRICO. Se eu fosse totalmente altruísta não tinha casa, nem emprego nem dinheiro porque dava tudo o que tenho, como uma árvore que explode em mil pedaços mas só um desses pedaços te beneficiaria a ti. Amaria a todos e não amaria ninguém em particular. Assim, o meu egocentrismo moderado - partilho contigo o meu salário, a minha casa, os meus livros, a minha mesa- faz de ti uma mulher beneficiada, amada por mim e emocionalmente feliz.

 

TODOS OS HOMENS HETEROSSEXUAIS AMAM DUAS MULHERES EM SILMULTÂNEO: A ESPOSA OU A NAMORADA E A AMANTE VIRTUAL. Mas nunca confessam esta duplicidade, inevitável no psiquismo masculino. Pois se amam o Sol (a esposa, a namorada oficial) amam inevitavelmente a Lua (a rapariga bela com quem se cruzam na rua, no emprego, ou no ginásio, ou no cinema, ou no café pastelaria). Os contrários suscitam-se um ao outro. Onde há fidelidade no comportamento social, há infidelidade no pensamento.


Aliás é saudável um homem amar duas mulheres ao mesmo tempo: revela um coração generoso, quente, onde cabem duas mulheres. A lei deveria permitir o casamento poligâmico, a bigamia, e se o não faz é por influência do catolicismo e do judaísmo, que erroneamente, limitam o casamento à forma monogâmica (um homem só pode desposar uma mulher de cada vez e vice-versa). Na base desta crença religiosa está a propriedade privada da riqueza, dos meios de produção de transporte e troca (fábricas, terras, lojas, barcos de pesca, aviões, etc). Porque haveria Deus de importar-se que um homem durma com duas mulheres desde que as faça felizes?

 

É O AMOR ESPIRITUAL QUE FAZ NASCER A ATRAÇÃO SEXUAL FÍSICA E QUÍMICA OU É ESTA ÚLTIMA QUE FAZ NASCER O AMOR ESPIRITUAL? Eis o grande mistério. Espiritualismo contra materialismo. Deixarei de estar apaixonado por ti quando fores velha e feia... (ahah, ainda és muito jovem).

 

NINGUÉM GOSTA DE TI SEM FALHAS - As pessoas só gostam continuamente de si mesmas e só gostam de ti acidentalmente, enquanto lhes és útil ou bela/belo de aspecto, ou conversador/a amigável, ou lhes emprestas dinheiro ou lhes pagas o salário ou as ensinas profissional e artisticamente. Mas não te incomodes: os deuses amam-te e estão lá em cima ou nos troncos dos sobreiros e nos olivais e ouvem os teus queixumes.

 

O ARCO-ÍRIS A SUDOESTE. 11 de Abril de 2016. De tarde, procurei um lugar propício à invocação dos deuses dos quatro pontos cardeais, no campo alentejano perto de Beja. Depois de invocar os Silfos e as Sílfides, Espíritos do Ar médio, e os deuses do Este, notei, a sudoeste, numa zona de núvens escuras um fragmento do arco-íris. Que lindo! Eram 18 horas e 45 minutos. As minhas invocações por excelência à divindade têm lugar no campo, a «catedral» aberta, onde a abóbada é o próprio céu.. O arco-íris pareceu-me um sinal de Deus para um pedido pessoal de suma importância, aguardemos o resto da semana...

 

SE INVOCARMOS OS DEUSES receberemos sinais de que nos ouvem ainda que não nos possam sempre favorecer porque há a Moira, o destino, o relógio cósmico inexorável.

 

PEGUEI NA IMAGEM DO MENINO JESUS E PU-LA AO COLO, EMBALEI-A COMO UMA CRIANÇA. Creio que tinha frio. Fiz de pai - as minhas filhas já são adultas - e confidenciei-lhe alguns dos meus sonhos. Dei um beijinho neste bebé de barro. Não, isto não é ser maluco! As imagens são condensadores do espírito. Ser maluco é agredir fisicamente a mulher ou a namorada por ciúmes, mesquinhez. etc. Nesta linha de pensamento, um amigo diz-me : «Vi um dia o meu pai beijar com amor verdadeiro uma das suas laranjeiras. E achei bem.»

 

NÃO TENTES SER MAIS FELIZ. Tenta, sim, manter a felicidade que tens. Tens saúde? Ah, reumatismo? Bronquite? Faz dieta de maçãs, comendo 10 maçãs por dia e evita comer carnes e sal. Tens boas relações no teu emprego? Evita as pessoas nocivas, asfixiantes. São Francisco de Assis foi assaltado por ladrões, agredido e atirado para dentro de uma cova e levantou-se e prosseguiu o seu caminho cantando e louvando a Deus. Podes parar de te lamentar, por favor? Já não posso ouvir-te.

 

FIM DE TARDE, ORAR AO CÉU COM NUVENS. 19.30 horas de 18 de Abril de 2016. Caminho junto ao edifício dos correios em Beja. E olho o céu coberto de flocos de nuvens mas ainda azul. Apetece prolongar o passeio e entrar no campo alentejano, onde as searas estão verdes e há papoilas vermelhas aqui e acolá. O campo é a minha catedral. Hoje é um dia fantástico de desbloqueio: até recebi 4 credenciais para no dia 21 levar quatro turmas de alunos a visitar a Ovibeja, grande feira agro-pecuária do Baixo Alentejo. Apetece ir para o campo e orar, criar uma abertura vertical para o transcendente, no céu. Não em obediência à igreja católica romana com a sua hierarquia: em homenagem à Virgem e a Jesus. Aos espíritos da Terra, do Ar, do Fogo e da Água do paganismo. Somos cátaros, somos wiccans - pese embora a contradição.

 

E pus o retrato do padre Pio de Pietrelcina (Francesco Forgione, nascido a 25 de Maio de 1887, filho de Horácio Forgione), místico, sorridente, no meu altar cristão, budista e taoísta, de tão feliz que estou hoje. Tenho também um altar neopagão, à deusa do Prazer e da Sexualidade, pois não consigo a ascese nesse campo. Jogo pois em dois campos, sirvo a dois Deuses ao mesmo tempo. Templarismo, gnose, ecletismo.. tanto me faz. Não se pode é perder a ligação ao Alto, o axis mundis (eixo do mundo). Nós, alentejanos, de raíz ou adotados, somos naturalmente religiosos: a planície infinita é a Deusa, a Grande Mãe Natureza, o Céu, de imensa abóbada, é o Pai

 

A SAGRADA CÓPULA. Além do meu lado gnóstico, tenho um lado Wiccan ( hierofante mágico da natureza). Para mim, o acto sexual é sagrado e um homem não o deve fazer com qualquer mulher. Apenas com as que incarnam a beleza de Vénus, de Vénus/Babalon ou de Hecate a Triforme, deusa do mundo subterrâneo. Aliás as bruxas que veneram Hecate são, em regra, raparigas muito belas e não velhas feias. O corpo da mulher deve ser perfeito porque é o altar dessa «missa» selvagem, mais ou menos ritualizada, que é a união sexual homem-mulher. A Deusa deve estar presente nesse momento culminante. Todos os actos de amor e prazer pertencem à Deusa.

 

AS JOVENS AGED VINTE E PICO E CROSSDRESSING. Almoço com a Ana para discutirmos uma hipótese de filme centrado no mistério do crossdressing não homo. Digo: «Nenhuma das possíveis actrizes de 20 a 25 anos a quem propus o papel no filme aceitou até agora. E uma faria de deusa Babalon». Ela responde: «Não vês que as raparigas de 20-28 anos ainda vêem o amor e o sexo de forma bastante idílica, segundo o arquétipo do homem tradicional e da mulher tradicional? Chocam-se com uma configuração diferente no vestuário - o homem travestido, a mulher masculinizada - e na postura. Esses papéis são para mulheres mais velhas, acima dos 40, com outro corpo, que já viveram o prazer e deram prazer e têm uma mente aberta. E a deusa deve estar acima dos 40.» Digo: «Grande perspicácia». E Ana diz: «Já reparaste na semelhança entre ASCÉTICO e ASSEPTICO? A ascese é um estado de assepsia... Eu prefiro a criação, a construção de algo.»

 

OLHO-ME AO ESPELHO E VEJO QUE ESTOU MUITO VELHO DE ASPECTO. Agora percebo por que razão aquelas mulheres com metade da minha idade ou um pouco menos não me ligam, não se deixam conquistar. E percebo por que razão gosto de me travestir. É pecado? Os deuses não são duros connosco? Tenho de habituar-me à solidão - até porque não aturo mulheres da minha idade ou 10 ou 15 anos mais novas. São demasiado idosas para mim. Eu amaria ser eternamente jovem e belo. E copular as mulheres modelo Vénus da perfeição. Porque a cópula é melhor que beber copos.

 

SINAIS NAS NUVENS - Ontem, 26 de Abril de 2016, estava a jantar às 19.30 horas, olhei o céu azul da cidade de Beja e vejo a norte duas curiosas nuvens: a da esquerda em forma de C e a da direita em forma de X. Perguntei.me: indicará o X o resultado do Manchester City-Real Madrid, jogo que está quase a começar? Confirmei, horas depois, que o resultado foi 0-0, isto é, um X no sistema 1X2 de apostas. Mas e o significado do C? Parece ser o de Cristiano (C) Ronaldo não ter jogado por lesão. As nuvens dão sinais. A natureza é vidente, é um organismo vivo, o cosmos é uma mulher, um animal que nos estimula e alimenta, um organismo inteligente.

 

ZIZEK, A FRAUDE FILOSÓFICA- Slavoj Zizeck é o ícone de uma certa esquerda «light», pós comunista leninista. É um pensador limitado: não consegue sequer intuir que a liberdade não existe, que tudo está predestinado pelos movimentos planetários. E bebe muito em Jacques Lacan. A sua suposta genialidade é duvidosa. É um tribuno, um politólogo com uma retórica poderosa. Edgar Morin é ou era mais fecundo que Zizek mas deixou de estar na moda. À beira de um Sigmund Freud, de um Carl Jung, de um Jules Evola, de um Paul Feyerabend, Zizek é quase nada. Os filósofos são, quase todos, moderadamente estúpidos, falta-lhes um fecho de abóbada do pensamento: só quando se afastam, em certa medida, da «racionalidade» filosófica e se acercam do mito é que alguns se tornam verdadeiramente inteligentes.

 

SINCRONISMOS FONÉTICOS - Em 5 e 6 de Abril de 2016, as ideias de PROSTITUIÇÂO, MARROCOS, PEDRO ABRUNHOSA, MOURA estão em destaque: no dia 5, recebo um convite para ir a MOURA assistir ao lançamento do livro «Castelo de MOURA - escavações arqueológicas», o teatro Pax Julia em Beja exibe, em sessão única, o filme marroquino «Muito amadas», a história de quatro PROSTITUTAS muito dignas que, em Marrocos, sustentam as famílias e sofrem a violência machista; no dia 6, o parlamento francês aprova uma nova lei que regulamenta a prática da prostituição no país, lei que impõe que as PROSTITUTAS não correm mais risco de serem multadas, mas os clientes poderão ser sancionados, tornando a França o quinto país europeu a sancionar os clientes da prostituição, após a Suécia, Noruega, Islândia e Reino Unido, o canal de TV por cabo Kitchen mostra um cozinheiro europeu ou norte-americano a fazer culinária em MARROCOS, coloco na minha página de FB um vídeo musical de PEDRO ABRUNHOSA e horas depois PEDRO ABRUNHOSA canta com Ana MOURA no telejornal da TVI.

  

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Quarta-feira, 6 de Abril de 2016
Gilberto de Lascariz e os mistérios do Wicca

 

 Em «Ritos e Mistérios Secretos do Wicca» Gilberto de Lascariz, nascido na Venezuela, esoterista da Bruxaria Iniciática e Neo-Pagã adverso à sua superficialização New-Age, escritor que, em 1989 criou em Portugal o Conventículo TerraSerpente de Wicca Alexandriano e lançou a Confraria Sol-Negro, revela-se um conhecedor profundo de uma religião da Natureza, o Wicca, e das suas componentes bruxaria e feitiçaria, dos seus arquétipos primordiais.

Não se trata de um livro «light», isto é, superficial ao alcance de qualquer semi-analfabeto como há livros de divulgação que deturpam o Wicca, mas de um estudo sério e denso. Referirei apenas alguns apontamentos sobre este livro rico em sabedoria filosófica e antropológica.

 

O ANJO-BODE E A NUDEZ SAGRADA DAS BRUXAS

 

Lascariz refere que os Anjos Guardiões ou Grigori desobedeceram a Deus ao darem aos homens livre-arbítrio e conhecimentos de tecnologias da guerra e da beleza, da agricultura e da medicina, e Deus puniu-os ao expulsá-los do éter superior e fazê-los descer ao mundo da matéria visível. Passaram a ser Demónios ou Daimonius. Estes anjos amaldiçoados uniram-se a mulheres da Terra e deram origem à mais antiga linhagem das bruxas. São os autores da civilização, os libertadores da humanidade, ao promoverem a ciência e a gnose (conhecimento global, dos princípios do universo) que se opõem ao obscurantismo das religiões cristã, islâmica e outras. Escreve Lascariz:

 

«O líder desta campanha prometeica foi Azael, o Anjo-Bode. Trata-se do bode saudado e reverenciado na Bruxaria Arcaica e que, em lembrança da sua origem estelar, traz uma tocha entre os seus cornos, símbolo do meteoro incandescente que no passado remoto da humanidade desceu do céu para a primeira assembleia de bruxos e bruxas. Ele foi o primeiro nascido do Fogo Divino, antes de todas as demais criaturas! Foi através da atração sexual que estes seres desceram à essência da humanidade. Esta lenda revela a emergência da sacralidade do sexo oposta à sexualidade animal e reprodutiva, celebrada pelas bruxas antigas e modernas ao exigirem que a nudez fosse o seu único vestuário. Vestuário branco de carne e que na sua alvura lembra as sombras do Submundo onde reina Azael! Mas também vestuário celeste de um corpo que está coberto apenas pelas estrelas de onde vieram os Grigori. A Instrução do Wicca, por isso, é muito clara: E como sinal que estais verdadeiramente livres estais nús nos nossos ritos. Gardner que, provavelmente conhecia a lenda dos Grigori, transvasada no Aradia de Charles Leland dizia que a nudez era «estar vestido de céu», isto é, no estádio primeiro em que os Anjos viram as primeiras feiticeiras e as fecundaram com o fogo cósmico do seu espírito. Os Grigori são a corrente da Iniciação Primordial ainda hoje invocada no seio da Bruxaria Tradicional pela críptica palavra "atalaia" quando o Alto Sacerdote clama por exemplo: Eu vos evoco, convoco e chamo Senhores do Fogo, Senhores das Atalaias do Sul.

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.281; o destaque a old é colocado por nós)

 

Há, pois, um erotismo mágico, sagrado, fundador da Wicca, visto como demoníaco e anti sagrado por parte da igrejas católica, evangélicas, judaica e outras. Note-se que o bode sagrado é, decerto, o Baphomet venerado secretamente pelos  templários que eram um elo da cadeia não cristã da sabedoria primordial, da tradição hermética.

 

O REINO DE DEUS ESTÁ DENTRO DE VÒS

 

Em Platão, um gnóstico da antiguidade, a anamnese é a recordação intuitiva dos arquétipos de Bem, Belo, Justo, Círculo, Triângulo, Número, etc. Ora a Iniciação na Magia é uma anamnese operacionalizada através de ritos. A divindade está dentro do iniciado e ao mesmo tempo extravasa-o, está por toda a natureza biofísica, é esta natureza. Escreve Gilberto Lascariz:

 

«O que determina o processo de Iniciação é um acto de vontade dinamizada pela meditação e o ritual, transfigurando o indivíduo e fazendo-o transitar para um outro estado de consciência: o da anamnese. Por isso, a palavra Iniciação vem da palavra in re, ir para dentro de si mesmo. Neste estado transfigurado de recordação das suas origens ele pode comunicar com os princípios arquetípicos e as forças divinas dentro de si mesmo. O Iniciado é, assim, aquele que se recorda! Ele torna-se um Portador da Luz da Gnose. Daí o epíteto que se dava antigamente aos Iniciados de Portadores do Fogo. Eles eram aqueles que seguravam as tochas de Hécate durante a Iniciação ao Mundo Subterrâneo e lhes revelavam os Mistérios! A religião com o seu misticismo depende, pelo contrário, de um estado de graça concedida pela imprevisibilidade do seu Deus e de um sacrifício do seu "eu" para o receber, até alcançar o estado de êxtase. Visto de outro ângulo, pode dizer-se que enquanto a religião vê Deus fora de si e apela para a sua misericórdia, o Iniciado vê Deus dentro de si e apela para a sua força de vontade. Deus est Hommo, como dizia Crowley com o seu travo poético nietzschiano. Na Magia, o Iniciado gira à volta de si-mesmo, do seu Daimon. Deuses e Demónios existem dentro de nós! Os Demónios somos nós próprios.»(...)

«Na Instrução do Wicca a Deusa adverte de forma semelhante ao Evangelho de Tomé: se o que procuras não o encontras dentro de ti mesmo então nunca o encontrarás fora de ti próprio. (...) O wiccan tem uma religiosidade que é fundamentalmente mágica, caracterizada pela re-santificação do corpo e do mundo natural, síntese exaltante do Cosmos que ele abençoa pela quíntupla benção dos seus beijos veneráveis sobre o corpo desnudado da Grande Sacerdotisa nos ritos do plenilúnio».

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.109; o destaque a bold é de nossa lavra)

 

UNIR-SE COM A FLORESTA E NÃO CONQUISTAR A FLORESTA

 

O templo por excelência da maggia wicca é a floresta, o mundo da natureza vegetal e mineral e não os templos em pedra ou tijolo construídos por mão humana. Escreve Lascariz:

«O efeito da floresta e da natureza selvagem, seja num deserto ou numa floresta, é de quatro ordens:

1. Expor-se a um lugar de forte ionização negativa.

2. Desencadear uma forte dinamização dos sonhos visionários e de arquétipos específicos da sua criação.

3. Dissolver as limitações do ego.

4. Estimular energicamente o duplo astral.

 

«Para que este efeito seja garantido é necessário ir para a floresta, não na perspectiva dos desportos radicais, que se baseiam numa filosofia que está totalmente centrada no ego e nos seus valores de domínio e auto-suficiência, mas na perspectiva mágica.  Os desportos radicais são um sucedâneo do cartesianismo e do materialismo moderno, que vêem o mundo natural apenas como um obstáculo a ser vencido e conquistado, reforçando assim a sua alteridade em relação à Natureza. No ideário mágico-pagão vamos para a Natureza com o fim de regressar, na medida do possível, ao estado selvagem e numa perspectiva não de controlo mas de empatia».

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.149; o destaque a bold é de nossa lavra).

 

BRUXARIA, SIMBOLIZADA NO SAPO, É DIFERENTE DE FEITIÇARIA

Gilberto de Lazcariz distingue a bruxaria, um poder inato em muitas pessoas, como por exemplo, a intensidade do olhar capaz de «mau olhado» e a crença em Hecate e no Bode Sagrado, da feitiçaria, a técnica operativa de mediante rituais alcançar efeitos mágicos.

«O povo português tem um provérbio antigo que diz: «feiticeira é quem quer e bruxa é quem puder» (...)

«Existe um sapo chamado bruca, que em castelhano se pronuncia brucha, que foi aplicado às mulheres que praticavam as artes da goetia. O bruca é um sapo dos pântanos que condensa a ideia, muito em voga em Espanha, de que a bruxa vive nos lugares isolados da terra, como o Caim bíblico, onde o ser humano não pode viver. Neste sentido a bruxaria integra-se num mito europeu de origem xamânica, que acredita que ela habita "entre os mundos": de um lado o mundo civilizado e do outro o mundo sobrenatural.»

«(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.102-103; o destaque a bold é de nossa lavra).

 

A ESTACA DO WICCA, SÍMBOLO DA ÁRVORE DO MUNDO

A religião Wicca contrapõe à cruz de Cristo a Estaca, símbolo do martírio de milhoes de mulheres e homens dissidentes ou contrários à igreja católica e a outras. Escreve Gilberto de Lascariz:

 

«A Bruxaria Tradicional conserva no seu memorial um símbolo fundamental que traz consigo recordações angustiosas: a Estaca. Sobre ela os cristãos amarraram milhares de pessoas inocentes acusadas de bruxaria, cujo única nota de culpa era o de terem uma opinião diferente daquela que a leitura eclesiástica da Bíblia impunha. Trata-se de um genoicídio macabro, executado por uma religião cega e embebedada pelo seu poder. (...) Na realidade, eles não adoravam estátuas da mesma forma que o cristão não adora os títeres de pau que vemos nos seus altares, mas adoravam o princípio espiritual que eles representavam. Os objectos de culto são suportes visuais que facilitam à nossa imaginação os meios físicos para transpor as dificuldades de apreensão do mundo invisível. Símbolo da Árvore do Mundo, Eixo cósmico que perfura a terra no seu eixo norte-sul, a Estaca Tradicional apresenta a particularidade de ser bifurcada na sua extremidade superior e, por vezes, adornada de um círio onde brilha e lembrança dos nossos antepassados.»

«A Estaca é o altar mais básico e fundamental de um feiticeiro tradicional e é o símbolo do Deus de Chifres, com as suas duas pontas erguidas e abertas como se fossem cornos. A sua origem aparece sugerida num outro Deus de Chifres da antiguidade pagã: Hermes. O seu nome deu o epíteto às pedras fálicas que se encontravam distribuídas pela Grécia Arcaica e marcavam os cruzamentos dos caminhos por entre florestas e montanhas, desde que Pisístrato (527-514 A.E.C.) as mandara restaurar. Deus das Encruzilhadas como a Deusa das bruxas Hécate, Hermes era o protector da transição entre os mundos visíveis e invisíveis, subterrâneo e cósmico».

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.263-264; o destaque a bold é de nossa lavra).

 

Note-se que na teologia esotérica de Aleister Crowley (1875-1947), fundador da igreja católica gnóstica,  Hermes era o deus protector da homossexualidade: Crowley colocava a estátua deste deus grego no centro do quarto quando iniciava uma magia sexual, uma cópula com o seu amante.

 

HECÁTE, A DEUSA DAS TRÊS FORMAS E DAS TRÊS FASES DA LUA VISÍVEL

A figura de Hecaté, deusa do mundo subterrâneo, protectora das bruxas na Ibéria, representada em três posições, com três corpos, na mesma estátua - de frente, de perfil direito e de perfil esquerdo, isto é, como se fossem três mulheres encostadas umas às outras - é merecedora de nota. As três figuras unidas numa só são as três fases da lua visíveis: o quarto crescente, a lua cheia (a figura daestátua voltada de frente para nós) e o quarto minguante. Escreve Lascariz:

 

«O erro da concepção tripla da divindade feminina no Wicca é vê-la dividida quando ela é apenas uma só! Isso deve-se ao facto de esta triplicidade ser as três fases visíveis e principais da lua. Nós devemos habituar.nos a vê-las as três ao mesmo tempo. É esse o caminho do trabalho mágico e a solução do paradoxo tão difícil de compreender durante a aprendizagem wiccan. Através de exercícios meditativos e rituais o wiccan acaba por apreender os fenómenos da sua existência a partir de uma matriz tripla e não de maneira dualista. Essa triplicidade permite aceder à unidade subjacente de todas as coisas. Esse ponto de fusão e exclusão das três forças é a Lua Negra que não se vê no horizonte. É o olho da visão panorâmica e da clarividência que permite essa experiência da Alma. Assim a esmeralda perdida é restituída à fronte do Antigo Portador da Luz» (...)

«Deve-se lembrar que a Deusa por excelência da Bruxaria, segundo a tradição greco-romana, é Hecáte, conhecida por muitos nomes, sobretudo como Hecáte Trimorphus, a das Três Formas. (...)

«A encruzilhada tornou-se pela possessão hecatiana, o lugar onde, com as suas chaves simbólicas, se abrem as portas de comunicação com o Mundo dos Mortos e dos Antepassados. A encruzilhada é um perigoso ponto de colisão entre transeuntes visíveis e invisíveis e um lugar de poder. Lugar de sacrifício, como os automobilistas sabem pela experiência, onde ela sacrificava com o cutelo as suas vítimas e com a sua corda amarrava os encantamentos de benção e maldição, a Hécate Tripla tornou-se desde muito cedo, por isso, a figura predilecta das bruxas latinas.»

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.354-355; o destaque a bold é de nossa lavra).

 

A encruzilhada, note-se, é a interseção de três caminhos que formam, simbolicamente, vistos do céu, a Estaca sagrada, dois cornos e um tronco vertical de onde eles saem - os quartos crescente e minguante e a lua cheia ou plenilúnio.  É pois, de certo modo, a figuração estilizada do Deus Cornudo ou do Anjo-Bode na superfície da terra. E a realidade é, de facto, triádica como dizia Hegel: tese, antítese e síntese. Infância (tese), velhice (antítese) e idade adulta jovem (síntese). Dia de plena luz, noite escura e crepúsculo. Marte (masculinidade), Vénus (feminilidade), Mercúrio (hermafroditismo, androginia). Capitalismo (patrões e assalariados), Comunismo (Partido único marxista e assalariados) e Produtores Independentes.

 

A ESPADA E O CALDEIRÃO

 

A espada e o caldeirão, instrumentos da liturgia Wicca, são, como se detecta intuitivamente, materializações do princípio masculino e do princípio feminino, do Yang (luz, fogo, grande, movimento) e do Yin (escuridão, água, pequeno, imobilidade). Escreve Lascariz:

 

«O caldeirão de ferro, redondo como um ventre prenhe de vida e assente sobre os seus três pés, como um tripé de pitonisa, é um dos objectos mais belos e mais ricos de significado entre os wiccans (...).»

«O caldeirão, seja pela sua função de suporte à transformação das plantas alimentares ou das poções e dos metais na forja, era o recipiente sagrado das transmutações.»

«Na realidade, o caldeirão que vemos no círculo nada mais é do que uma representação da "alma do lugar". (...) Se o caldeirão representa a Água Cósmica, então o seu princípio complementar é o Fogo Cósmico. O símbolo ideal desse Fogo Cósmico é a Espada. Antigamente, o caldeirão seria feito de ferro terrestre extraído das minas enquanto a espada seria feita do ferro cósmico dos meteoros caídos do céu». (...)

«No Wicca tradicional, a Espada está profundamente ligada ao Mundo Subterrâneo. No mito wiccan, ela é conferida pelo Deus Cornígero à Deusa quando ela se encontra com ele nas suas profundezas. Esse mito iniciático em que o Deus Cornígero deposita a Espada aos pés da Deusa, nas trevas do Mundo Subterrâneo, refere-se ao facto do poder da Deusa ser um poder delegado, da mesma maneira que a luminosidade da Lua é um dom delegado do Sol. Esta alegoria subverte o mito a que estamos habituados nas lendas arturianas, em que a espada é concedida a um soberano por uma entidade feminina guardiã do Submundo, como vemos na história da Dama do Lago e do Rei Artur.»

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.255-257; o destaque a bold é de nossa lavra). 

 

A VASSOURA E A TÚNICA NEGRA COM CAPUZ

A dualidade masculino-feminino está igualmente presente na estrutura da vassoura das Bruxas. Eis uma passagem muito bonita desta obra de Gilberto de Lascariz:

 

«No Wicca a vassoura ritual é um símbolo bicéfalo: é o emblema do triângulo público da Deusa, quando erguida e fincada no solo, mas quando usada para montar, cavalgar e dançar à volta do Circulo, torna-se a insígnia do Falo Divino do Deus de Chifres. Na essência, é um símbolo ambivalente: o bastão é o princípio masculino e as ramagens o elemento feminino, unidos um ao outro. Mas nem todas as tradições usam este símbolo litúrgico, que pode ser completamente dispensado da prática wiccam. Depois de usada para limpar o espaço cerimonial a vassoura ritual deve ser deitada a noroeste ou mantida pela Donzela nesse ponto do círculo. Existem muitas variações na escolha da madeira utilizada na vassoura ritual, variando de grupo para grupo e de indivíduo para indivíduo (...) Na Tradição Nórdica, por exemplo, o primeiro homem e mulher nasceram de um freixo e de um ulmeiro. Tradicionalmente o cabo da vassoura é de freixo e as suas ramagens são de bétula, unidas por flexíveis ramos de salgueiro, símbolismo das forças lunares. Algumas tradições usam uma mistura de varas de aveleira, bétula e sorveira, na sua ramagem, simbolizando a Sabedoria, Purificação e a Protecção.»

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.260; o destaque a bold é de nossa lavra). 

 

Note-se que no Feng Shui, filosofia e ciência chinesa da geografia cósmica milenar, o noroeste é a região dos antepassados, dos deuses e isso coaduna-se com a colocação nessa orientação da vassoura do Wicca. No que respeita à túnica, escreve Lascariz:

«Sempre fez parte dos hábitos rituais do Wicca, na sua fase gardneriana, estar em círculo completamente desnudado. Chamava-se a isto Skyclad, isto e, vestido de céu.» (..)«

«O uso do vestuário cerimonial que vemos em algumas fotos da época, com Alexander Sanders ou Doreen Valiente, na sua fase em que era discípula de Robert Cochrane, apresenta algumas diferenças subtis do vestuário usado noutros grupos mágicos como os da Golden Dawn. Em ambos os casos o vestuário é um robe negro que cobre o corpo inteiro, da cabeça à ponta dos pés mas o vestuário ritual wiccan tem um pormenor muito específico: o do seu capuz ser pontiagudo.»(...)

«Num culto mistérico onde a Deusa predomina, haveria razão para o Grande Sacerdote estar sugestivamente vestido de vestes femininas. Assim se passava no culto de Hércules, na Lídia, e de Sabazius, na Frigia, onde os sacerdotes se vestiam de mulheres, e o mesmo se passava entre as tribos germânicas do norte e entre os sacerdotes de Cibele, em Creta e em Roma, e um pouco por todo o mundo desde a Patagónia ao Equador. (...) Os longos robes não deixam de estar associados às vestes femininas no subconsciente do homem ocidental e o seu porte cria um sentimento de incontida feminilidade na rígida mentalidade masculina do homem de hoje».

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag.261-263; o destaque a bold é de nossa lavra). 

 

Note-se que o negro da túnica associa-se á terra, ao mundo subterrâneo, ao mundo das Bruxas e inspira-se na veste negra com capuz dos cátaros, gnósticos cristãos dos séculos XI-XIV perseguidos e chacinados pela igreja católica romana como «herejes».

 

O CÍRCULO MÁGICO E O SAGRADO EM TODA A PARTE

Sabe-se o rico simbolismo do círculo: representa a eternidade, em contraposição ao ponto, que representa um dado instante; representa o seio feminino, um orgão comunitário, antes de mais porque o bebé aí suga o seu alimento inicial; representa a ágora ou praça pública na antiga Grécia, lugar de igualdade entre os cidadãos, a mesa da Távola Redonda onde todos os cavaleiros são iguais, a roda do Zodíaco de onde parte a predestinação de todos os nossos actos na Terra, o Sol etc. Lascariz escreve:

 

«Todos os rituais do Wicca iniciam-se com a realização do Círculo Mágico. Chama-se a esse acto litúrgico "talhar o círculo", porque ele é tradicionalmente efectuado com uma faca ou adaga consagrada. Trata-se de criar um círculo à nossa volta e compor um lugar fora do espaço-tempo ou, como se costuma dizer, "entre os mundos". (...) A flexibilidade de, em qualquer altura e lugar, poder transfigurar o espaço profano em espaço sagrado e o Caos e Cosmos. Isso só é possível porque o wiccan reconhece que qualquer lugar é sagrado. (...)

«Há uma outra função subentendida na prática do Círculo Wiccan: a da possibilidade do Passado e do Futuro se reencontrarem no Eterno Presente do Círculo Mágico. (...) Traçá-lo ou desenhá-lo no ar, como é costume entre os wiccans, funciona como uma gestalt geometrizada no espaço que rememora o nosso passado de imersão no ventre da mãe. O círculo é o primeiro acto cerimonial porque reactualiza o estado de gestação antes do nascimento. Ele é o simbólico Ventre da Grande Mãe que protege e sustém todas as coisas.» (...)

«Por si só o Círculo Mágico só poderá representar um estado de caos e indiferenciação no Todo Universal. Pode colocar lá dentro a vida inteira mas se não puder perceber que o círculo é um movimento dotado de ritmos, nunca compreenderá o seu significado cosmológico! Coloque-se dentro de um círculo desenhado no chão ou visualizado no espaço e tente meditar sobre a sua forma arquetípica e verá que o que obterá é muito insubstancial !   É insubstancial porque um círculo significa a Totalidade, esse cume da experiência que é incognoscível e nos escapa à nomeação. Foi Jung o primeiro a notar que, quando os seus pacientes sonhavam com formas circulares, estavam próximos da cura, porque no círculo está subentendido a completa integração da complexidade humana, até aí fragmentada e alienada, num todo funcional e criativo».

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag. 169-175; o destaque a bold é de nossa lavra). 

 

O ALTAR  WICCA OU PANTÁCULO

O altar é uma espécie de mesa onde se oferece um banquete propiciatório aos deuses. E a forma importa: cúbica não tem o mesmo significado que rectangular ou circular. No Wicca tradicional o altar seria uma placa ou mesa circular com um pentagrama no centro mas diversos grupos wiccan usam altares rectangulares ou cúbicos. Escreve o sábio Lascariz:

 

«O altar de muitos povos antigos era apenas uma superfície vulgar de pedra, a conhecida pedra de cúpula. Tratava-se de um bloco de rocha com cúpulas semi-esféricas gravadas ou naturais, datando do neolítico. (...) »

«Esta pedra original que veio mais tarde desembocar estilisticamente na ara romana, o araceli,  o altar do céu, é representada no Wicca pelo pantáculo com os seus símbolos sacrais gravados, de sugestão estelar, sobre os quais se fazem todas as consagrações do coventículo»

«O altar wiccan é, como o altar cristão, um altar de culto que funde os dois tipos de altares supracitados: o altar da celebração das Forças da Vida, sob a forma do altar da comunhão, e o altar de celebração das Forças da Morte, sob a forma do altar cúbico do sacrifício.»

 

(Gilberto de Lascariz, «Ritos e mistérios secretos do Wicca», Zéfiro, Sintra, 2ª edição, Novembro de 2014,  pag. 205-207; o destaque a bold é de nossa lavra). 

 

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Tornados em Portugal e ponto 2º 40´/ 2º 59´ de qualquer signo do Zodíaco

 

A teoria dos graus minutos dos diversos signos do Zodíaco numericamente homólogos entre si descoberta há uns 10 anos por nós, com a graça dos deuses, revela-se de grande precisão na previsão dos tornados e temporais em Portugal.

 

PONTO 2º 40´ / 2º 58´ DE QUALQUER SIGNO:

TORNADO EM PORTUGAL

 

A passagem do Sol, de um Nodo da Lua, de um planeta ou do planetóide Quirón no ponto 2º ´40´/ 2º 59´ de qualquer signo zodiacal é condição necessária mas insuficiente para gerar um temporal de chuva e vento ou mar algures em Portugal continental ou insular.

 

Em 7 de Julho de 2010, com Júpiter em 2º 58´/ 3º 1´ de Carneiro, um tornado atinge Odivelas, no concelho de Ferreira do Alentejo, ao início da tarde, durante cerca de 15 a 20 minutos, causando a queda de cinco árvores de grande porte, quatro de pequeno porte, quatro postes da PT, um cabo de alta-tensão e uma estrutura de sombra para animais, atingindo várias explorações agrícolas com árvores centenárias arrancadas pela raiz e alguns telhados de habitações e de anexos agrícolas completamente levantados pela força,em Torrão do Alentejo, concelho de Alcácer do Sal, ventos fortes pela manhã levarm à queda de árvores e ao corte de uma estrada, duas árvores de grande porte provocaram danos no telhado da escola primária e uma outra na escola secundária da vila, ambas vazias devido ao final das aulas, dois mini-tornados causam queda de cerca de 20 árvores, no distrito de Évora, um na estrada que liga Évora a Alcáçovas e outro perto de São Cristóvão, concelho de Montemor-o-Novo, e fenómenos semelhantes foram referenciados em Alcoutim e Porto Covo; em 7 de Dezembro de 2010, com  Nodo Norte da Lua em 2º 43´ de Capricórnio,  o tornado mais forte que alguma vez ocorreu em Portugal, classificado como F3 da escala de Fujita, assola a região Oeste do país, em particular Tomar, Ferreira do Zêzere e Sertã provocando 40 feridos e prejuízos em cerca de 16 milhões de euros; em 23 de Fevereiro de 2012, com Úrano em 2º 46´/ 2º 49´ de Carneiro, temporais de vento causam um ferido ligeiro e duas famílias desalojadas na localidade de Guilhovai, em Ovar, fazem voar árvores e tendas no parque de campismo Canelas, em Armação de Pêra, e destroem quatro restaurantes na praia do Vau, Portimão; em 25 de Outubro de 2013, com Neptuno em 2º 42´/ 2º 41´ de Peixes, gera-se um tornado na Ericeira.

 

Algumas das próximas datas em que ocorrerá a passagem do Sol, de um Nodo da Lua, de um planeta ou do planetóide Quirón no ponto 2º 40´/2º 59´ de qualquer signo do Zodíaco elevando a probabilidade de ocorrer um tornado em Portugal continental ou insular.são: em 7 de Abril de 2016 (Mercúrio em 1º 56´/ 3º 45´ de Touro); em 2 de Maio de 2016 (Vénus em 2º 26´/3º 40´ de Touro);  em 9 e 10 de Agosto de 2016 (Marte em 2º 31´/ 3º 23` de Sagitário); em 12 e 13 de Novembro de 2016 (Marte em 2º 1' / 3º 30´ de Aquário). 

 

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