Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
Incêndios em Lisboa na Astrologia Histórica

 

Os incêndios na cidade de Lisboa estão predestinados, resultam da mecânica celeste, da passagem de planetas, sol ou Nodo da Lua neste ou naquele grau do Zodíaco. Infelizmente, só conheço algumas das leis astronómicas que suscitam este tipo de desastres.  Vejamos algumas das áreas e pontos numéricos do Zodíaco que causam o surgimento de incêndios em Lisboa.

 

ÁREA 26º-28º DE TOURO:

INCÊNDIOS NA RUA DA PALMA, NA RUA SOL AO RATO E NA ANTÓNIO AUGUSTO DE AGUIAR

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 26º-28º  do signo de Touro  é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incêndio em Lisboa.

 

Em 2 de Janeiro de 1991, com Marte em 27º 45´ / 27º 46´ de Touro, um incêndio na Rua Jardim do Tabaco em Lisboa destrói parcialmente o arquivo da Alfândega de Lisboa; em 9 de Abril de 1999, com Vénus em 25º 49´/ 27º 0´ de Touro, às 19.50 horas, deflagra um incêndio em ambiente cheio de cortinas de veludo e cenários de madeira do ex cinema Alvalade, agora abandonado e à mercê de vadios e toxicodependentes; em 7 de Junho de 2010, com Mercúrio em 24º 48´ / 26º 21´ de Touro, um incêndio deflagra à tarde, no telhado de uma pensão de Lisboa, na Rua da Palma, junto ao Martim Moniz, desalojando mais de meia centena de pessoas;  em 25 de Maio de 2012, com Júpiter em 25º 53´/ 26º 7´ de Touro, de manhã, deflagra um incêndio na pensão “Noite Cristalina” na Rua da Palma, junto à Praça do Martim Moniz, e as chamas alastram a um prédio contíguo na Calçada do Desterro e obrigam ao corte da circulação;  em 17 de Maio de 2013, com Sol em 26º 15´ / 27º 13´ de Touro, um incêndio deflagra às 04:00 da madrugada na marquise da habitação de um prédio da Rua Sol ao Rato e uma pessoa ficou ferida com queimaduras; em 28 de Maio de 2013, com Marte em 27º 32´ / 28º 15´ de Touro, um incêndio deflagra na madrugada num prédio de oito andares na Avenida António Augusto Aguiar, em Lisboa, sendo dado como extinto, às 06h19.  

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 26º-28º de Touro, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 16 a 19 de Maio de 2016 (Sol); de 21 a 23 de Maio de 2016 (Vénus); de 9 a 12 de Junho de 2016 (Mercúrio); de 15 a 19 de Abril de 2017 (Marte); de 4 a 6 de Junho de 2017 (Mercúrio); de 1 a 4 de Julho de 2017 (Vénus).   

 

ÁREA 14º-15º DE VIRGEM:

INCÊNDIOS NA IGREJA DE SÃO DOMINGOS E NO CHIADO

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 14º-15º do signo de Virgem é condição necessária mas não suficiente para plasmar um incêndio em Lisboa.

 

Em 13 de Agosto de 1959, com Marte em 14º 43´/ 15º 21´ de Virgem,um incêndio devasta a igreja de São Domingos, em Lisboa, danifica todo o quarteirãode velhos edifícios e causa a morte de dois bombeiros; em 1 de Dezembro de 1964, com Urano em 14º 40´/ 14º 42´ de
Virgem, Saturno em 29º 4´ / 7´ de Aquário,
um incêndio destrói o Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa, reduzindo a cinzas o maior guarda-roupas da Península e a ruínas a Casa de Garret.; em 25 de Agosto de 1988, com Nôdo Sul da Lua em 14º 6´/ 5´ de Virgem, a partir das 5.19 horas, um enorme incêndio iniciado nos armazéns do Grandela devora 18 edifícios do Chiado em Lisboa, irradiando para a rua Garret e rua do Carmo, destruindo o edifício histórico dos «Grandes Armazéns do Chiado», o restaurante Ferrari, as casas de discos Valentim de Carvalho e Melodia, a Casa Batalha, os estabelecimentos Eduardo Martins e Jerónimo Martins e outros imóveis, provocando 1 morto e 14 feridos, 10 dos quais bombeiros.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 14º-15º de Virgem elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 19 de Junho a 16 de Julho de 2016 (Nodo Norte da Lua); de 9 a 11 de Agosto de 2016 (Mercúrio) de 17 a 19 de Agosto de 2016 (Vénus); de 6 a 8 de Setembro de 2016 (Sol); de 18 a 26 de Setembro de 2016 (Mercúrio).

 

ÁREA 24º-27º DO SIGNO DE VIRGEM:

INCÊNDIOS NAS MERCÊS E NO CALVÁRIO E NA CÂMARA DE LISBOA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 24º-27º  do signo de Virgem (graus 174º-177º da eclíptica, em longitude)  é condição necessária mas não suficiente para provocar um incêndio em Lisboa .

 

Em 20 de Janeiro de 1988, com Nodo Sul da Lua em 24º 31´/ 24º 26´ de Virgem, pelas 22.15 horas, na esquina da rua Serpa Pinto, no prédio nº 17, com a Rua Garret, no Chiado, em Lisboa, irrompe um incêndio, com grandes colunas de fumo, sem causar feridos; em 12 de Junho de 1997, com Nôdo Norte da Lua em 24º 26´/ 25´ de Virgem, às 3 horas da madrugada, deflagra um incêndio na Câmara Municipal de Lisboa, rapidamente debelado; em 30 de Agosto de 2004, com Júpiter em 24º 36´/ 24º 49´ de Virgem, um incêndio num apartamento numas águas- furtadas da Rua Manuel Bernardes, junto à Praça das Flores, nas Mercês, mata três gatos; em 26 de Setembro de 2006, com Vénus em 24º 30´/ 25º 44´ de Virgem, às 0.00 horas, um incêndio destrói o armazém de produtos químicos «Sampaio…» ao Calvário, em Lisboa; em 7 de Junho de 2010, com Saturno em 27º 53´ de Virgem, um incêndio deflagra à tarde, no telhado de uma pensão de Lisboa, na Rua da Palma, junto ao Martim Moniz, desalojando mais de meia centena de pessoas.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 24º-27º de Virgem, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 19 a 25  de Agosto de 2016 (Mercúrio); ); de 25 a 28 de Agosto de 2016 (Vénus); de 4 a 9 de Setembro de 2016 (Mercúrio); de 16 a 20 de Setembro de 2016 (Sol); de 3 a 6 de Outubro de 2016 (Mercúrio).

ÁREA 27º-29º DO SIGNO DE ESCORPIÃO:

INCÊNDIOS EM CAMPO DE OURIQUE, LISBOA

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 27º-29º  do signo de Escorpião (graus 237º-239º da eclíptica, em longitude)  é condição necessária mas não suficiente para provocar um incêndio em Campo de Ourique, Lisboa .

Em 25 de Setembro de 2012, com Nodo Norte da Lua em 27º 44´/ 27º 40´de Escorpião,  às 20.35 horas, um incêndio, ocorre numa cave, na Calçada dos Sete Moinhos, em Campo de Ourique, com as chamas a estarem confinadas a um quarto,numa , em Lisboa, desalojando um casal; em 29 de Maio de 2016, com Marte em 29º 30´/ 29º 10´ de Escorpião, um incêndio  deflagra no quarto piso, águas furtadas e cobertura do edifício de cinco andares situado no número 5 da Rua Carlos da Maia sendo o fogo dominado às 4.52 horas, resultando um ferido.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 27º-29º de Escorpião, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 30 de Maio a 5 de Junho de 2016, (Marte); de 24 de Julho a 2 de Agosto de 2016 (Marte); de 15 a 18 de Outubro de 2016 (Vénus); de 10 a 12 de Novembro de 2016 (Mercúrio); de 18 a 21 de Novembro de 2016 (Sol).

 

ÁREA 5º-7º DE SAGITÁRIO:

INCÊNDIOS EM OLIVAIS-NORTE E EM SÃO BENTO

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 5º-7º do signo de Sagitário (graus 245º-247º da eclíptica, em longitude)  é condição necessária mas não suficiente para provocar um incêndio em Lisboa .

 

Em 10 de Maio de 1986, com Saturno em 7º 43´/ 7º 39´ de Sagitário, um violento incêndio destrói o teatro Maria Vitória em Lisboa,resultando gravemente ferido um bombeiro; em 6 de Novembro de 1998, com Mercúrio em 5º 31´/ 6º 43´ de Sagitário, Plutão em 6º 59´/ 7º 1´ de Sagitário, às 16.45 horas, ocorrem sucessivas explosões e um incêndio num paiol demunições e explosivos da empresa Paulo & Inácio, Armas e Munições, situada na Avenida Dr. Alfredo Bensaúde, junto à praça José Queirós, na zona de Olivais-Norte, em Lisboa, morrendo 3 pessoas e resultando feridas outras 11 e destruídos os telhados da Cordoaria; em 30 de Novembro de 1998, com Sol em 7º33´/ 8º 34´ de Sagitário, às 19.30 horas irrompe um incêndio no terceiro andar do prédio nº 18 da Rua da Paz, em São Bento, destruindo parcialmente o quarto andar.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 5º-7º de Sagitário, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 14 a 20 de Agosto de 2016 (Marte); de 22 a 24 de Outubro de 2016 (Vénus); de 15 a 17 de Novembro de 2016 (Mercúrio); de 26 a 29 de Novembro de 2016.

 

ÁREA 13º-14º DE PEIXES:

INCÊNDIO NO MERCADO DA RIBEIRA NOVA E NO CHIADO

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 13º-14º do signo de Peixes  é condição necessária mas não suficiente para suscitar  um incêndio em Lisboa.

 

Em 20 de Dezembro de 1923, com Urano em 13º 55´/ 13º 57´ de Peixes, um grande incêndio destrói parte do Mercado da Ribeira Nova, em Lisboa; em 25 de Agosto de 1988, com Nodo Norte da Lua em 14º 6´/ 14º 5´ de Peixes, a partir das 5.19 horas, um enorme incêndio iniciado nos armazéns do Grandela devora 18 edifícios do Chiado em Lisboa, incluindo os Armazéns Grandela, restaurante Ferrari, as casas de discos Valentim de Carvalho e Melodia, a Casa Batalha, os estabelecimentos Eduardo Martins e Jerónimo Martins e outros imóveis, provocando 1 morto e 14 feridos, 10 dos quais bombeiros; em 31 de Janeiro 2015, com Marte em 14º 30´/ 15º 17´ de Peixes, um incêndio irrompe e destrói a cobertura do prédio nº 159, na Rua dos Sapateiros, em Lisboa.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 13º-14º de Peixes, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, em Lisboa são: de 1 de Julho a 2 de Agosto de 2016 (Nodo Sul da Lua); de 5 a 8 de Janeiro de 2017 (Marte); de 15 a 17 de Janeiro de 2017 (Vénus); em 5 e 6 de Março de 2017 (Mercúrio).

 

Quem é capaz de refutar este método científico indutivo, histórico-astronómico, de análise e de cálculo? Nem Karl Popper, um papa da anti-astrologia, o saberia fazer. Trabalho com dados empíricos, indiscutíveis, com factos e regularidades comprováveis, e os cretinos anti-astrologia só trabalham com a sua em que «somos livres e os astros longínquos não produzem os acontecimentos no planeta Terra»...

 

NOTA DE 1 DE FEVEREIRO DE 2015 (este artigo fora escrito em Maio de 2014). A utilidade destas previsões é óbvia. Ontem, 31 de Janeiro de 2015, um incêndio irrompeu e destruiu a cobertura do prédio nº 159, na Rua dos Sapateiros, em Lisboa. Se consultarmos acima o que se escreveu no item 13º-14º de Peixes, constata-se que uma das datas de previsível incêndio em Lisboa era: 29 a 31 de Janeiro de 2015 (Marte).

 

NOTA- Adquira as nossas obras de astrologia histórica em www.astrologyandaccidents.com . Isto é ciência, a ciência holística do presente e do futuro.

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 17:36
link do post | comentar | favorito
|

Quarta-feira, 28 de Maio de 2014
Crimes e Acidentes na Rua Augusta (Lisboa) na Astrologia Histórica

 

 

O assassinato de uma dentista brasileira pelo marido ciumento, em 28 de Maio de 2014, na rua Augusta, em Lisboa, estava assinalado, predestinado no Zodíaco, com a passagem do Nodo Sul da Lua em 27º do signo de Carneiro, além de outros factores zodiacais. Vejamos algumas das áreas e pontos numéricos do Zodíaco que estimulam o surgimento de crimes ou acidentes relevantes na rua Augusta de Lisboa.

 

ÁREA 14º-15º DE CARNEIRO:

ASSALTO A FARMÁCIA, ASSASSINATO NA RUA AUGUSTA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 14º-15º do signo de Carneiro  é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incidente grave ou acidente na Rua Augusta em Lisboa, e também na Rua Augusta, em São Paulo, Brasil.

 

Em 3 de Abril de 2000, com Sol em 13º 32´/ 14º 31´ de Carneiro, uma sapataria da Rua Augusta é assaltada, por arrombamento de uma montra, sendo roubados artigos no valor de 1.130 contos; em 13 de Março de 2009, com Vénus em 14º 28´/ 14º 21´ de Carneiro, entre as 11h00 e as 12h15, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL), com o aparato de bombeiros, polícias municipais, ambulâncias e viaturas da protecção civil, realiza um simulacro de incêndio com foco no n.º 177 da Rua Augusta onde alegadamente estavam a proceder a soldaduras ficando viaturas estrategicamente colocadas nas quatro artérias do quarteirão, (ruas da Assunção, Augusta, Sapateiros e Vitória) que é totalmente evacuado;em 30 de Março de 2011, com Júpiter em 14º 16´/ 14º 11´ de Carneiro, de noite, um incêndio atingiu uma lanchonete  na Rua Augusta, próxima à esquina com a Rua Luís Coelho, em São Paulo,Brasil; em 28 de Maio de 2014, com Úrano em 15º 20´/ 15º 22´ de Carneiro,  Luana Camargo, dentista de 28 anos, é esfaqueada mortalmente pelo marido de 39 anos, Marcos Camargo, às 10.00 horas, na clínica dentária Odonto Riso, localizada no número 220 da Rua Augusta, no centro de Lisboa.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 14º-15º de Carneiro, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, assaltos, assassinatos e  outros incidentes na Rua Augusta são: de 23 de Dezembro de 2014 a 8 de Janeiro de 2015 (Nodo Sul da Lua); em 4 e 5 de Março de 2015 (Vénus); em 10, 11 e 12 de Março de 2015 (Marte); em 4 e 5 e 6 de Abril de 2015 (Sol).

 

ÁREA 25º-28º DE CARNEIRO:

CRIMES E MORTES NA RUA AUGUSTA

 

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 25º-28º do signo de Carneiro  é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incidente grave ou acidente na Rua Augusta em Lisboa.

 

Em 8 de Dezembro de 1998, com Saturno em 27º 12´/ 27º 10´ de Carneiro,  ladrões quebram, com um pedregulho, a montra de uma loja de artigos fotográficos na Rua Augusta mas fogem quando os empregados do café da frente acorrem a impedir o roubo; em 28 de Novembro de 1999, com Júpiter em 25º 53´/ 25º 49´ de Carneiro, uma mulher de 89 anos morre ao cair, desde a janela de um edifício, sobre o pavimento da Rua Augusta;em 28 de Maio de 2014, com Nodo Sul da Lua em 27º 58´/ 27º 53´ de Carneiro, Vénus em 28º 45´/ 29º 44´ de Carneiro, Luana Camargo, dentista de 28 anos, é esfaqueadamortalmente pelo marido de 39 anos, Marcos Camargo, às 10.00 horas, na clínica dentária Odonto Riso, localizada no número 220 da Rua Augusta, no centrode Lisboa.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 25º-28º de Carneiro, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, assaltos, assassinatos e  outros incidentes na Rua Augusta são: de 31 de Maio a 1 de Julho de 2014 (Nodo Sul da Lua ); de 13 a 16 de Março de 2015 (Vénus); de 12 a 14 de Abril de 2015 (Mercúrio).

 

ÁREA 17º-18º DE CAPRICÓRNIO:

ASSALTO, PROTESTO MÓRBIDO NA RUA AUGUSTA 

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 17º-18º do signo de Capricórnio (ou: nos graus 287º e 288º de longitude eclíptica)  é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incidente grave ou acidente na Rua Augusta em Lisboa.

 

Em 1 de Janeiro de 2010, com Mercúrio em 19º 0´/ 17º 54´ de Capricórnio, dois homens encapuzados e armados com um revólver assaltam às 18h30 a farmácia Barral, na Rua Augusta, Baixa de Lisboa. e disparam para o tecto, sem ferir ninguém, levam 700 euros da caixa e das carteiras dos funcionários e fogem a pé; em 25 de Novembro de 2013, com Vénus em 17º 13´/ 17º 58´ de Capricórnio, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima deposita 40 sacos de cadáveres, com manequins a fingir pessoas, ao longo de dois quarteirões, na rua Augusta, em Lisboa, para evocar as 40 vítimas mortais de violência doméstica em 2012, suscitando reacções de choque a quem passava.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 17º-18º do signo de Capricórnio, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, assaltos, assassinatos e  outros incidentes na Rua Augusta são: de 18 a 20 de Novembro de 2014 (Marte), em 24 e 25 de Dezembro de 2014 (Vénus), de 27 a 29 de Dezembro de 2014 (Mercúrio), de7 a 9 de Janeiro de 2015 (Sol).

 

PONTO 24º 37´/ 24º 59´ DE QUALQUER SIGNO:

INCIDENTES NA RUA AUGUSTA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 24º 37´/ 24º 59´ de qualquer signo do Zodíaco é condição necessária mas não suficiente para materializar  um incidente grave ou acidente na Rua Augusta em Lisboa

 

 

 

Em 21 de Dezembro de 1918, com  Úrano em 24º 43´/ 24º 45´ de Aquário, ao passar o cortejo fúnebre do presidente Sidónio Pais na rua
Pais na rua Augusta, uma explosão provoca vários feridos, correrias etiroteios; em 8 de Dezembro de 1998, com Nodo Sul da Lua em 24º 41´ de Aquário, ladrões quebram, com um pedregulho, a montra de uma loja de artigos fotográficos na Rua Augusta mas fogem quando os empregados do café da frente acorrem a impedir o roubo;  em 13 de Março de 2009, com Neptuno em 24º 59´/ 25º 2´ de Aquário, entre as 11h00 e as 12h15, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa (RSBL), com o aparato de bombeiros, polícias municipais, ambulâncias e viaturas da protecção civil, realiza um simulacro de incêndio com foco no n.º 177 da Rua Augusta onde alegadamente estavam a proceder a soldaduras ficando viaturas estrategicamente colocadas nas quatro artérias do quarteirão, que é totalmente evacuado; em 1 de Janeiro de 2010, com Neptuno em 24º 35´/ 24º 37´ de Aquário, dois homens encapuzados e armados com um revólver assaltam às 18h30 a farmácia Barral, na Rua Augusta, Baixa de Lisboa. e disparam para otecto, sem ferir ninguém, levam 700 euros da caixa e das carteiras dos funcionários e fogem a pé; em 20 de Agosto de 2013, com Marte em 24º 47´/ 25º 26´ de Caranguejo, as obras de saneamento básico no cruzamento entre a rua da Vitória e a rua Augusta, em Lisboa, deixam em risco os peões que circulavam naquela artéria da cidade ao início da tarde quando o empilhador retira de um pesado as pedras para o pavimento da rua, sem que tenha sido delimitado um corredor de segurança para os peões.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão no ponto 24º 37´a 24º 59´ de qualquer signo, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndios, assaltos, assassinatos e  outros incidentes na Rua Augusta são: em 27 e 28 de Junho de 2014 (Mercúrio); de 1 a 10 de Julho de 2014 (Nodos da Lua); de 16 a 18 de Julho de 2014 (Marte).

 

Quem é capaz de refutar este método científico histórico-astronómico de análise e de cálculo? Incapazes de o fazer, os «pontífices» da universidade e os directores de informação dos grandes media, editoras incluídas (caso da Gradiva, que nutre especial animosidade pela astrologia histórica, ao contrário da Estampa até 2005, no tempo do falecido editor Manso Pinheiro), tudo fazem para silenciar e ignorar este tipo de estudos que realizo e publico. Não ficam atrás, em arrogância e espírito censório, dos catedráticos do fascismo ou dos padres da santa inquisição.

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 21:38
link do post | comentar | favorito
|

Reflexões banais da primavera de 2014

 

 FRUSTRAÇÃO NO AMOR - Todas as pessoas experimentam em diferentes graus, frustração no amor. Isto deve-se ao facto de a imperfeição ser muito mais generalizada do que a perfeição - do mesmo modo que há mais pessoas corruptas do que pessoas moralmente incorruptas. Um homem namora ou casa com uma mulher bela e logo descobre outras mais belas que lhe são próximas ou distantes que fazem nascer nele uma certa frustração por não as namorar ou possuir. Deus criou demasiadas pessoas feias -mas a que Deus nos estamos a referir? Não ao Ingénito, ao Pai andrógino e perfeito dos Eóns, mas sim ao Deus inferior, ao demiurgo, que utilizou a matéria, princípio da imperfeição, para nela plasmar formas incorruptíveis. Por isso, todas as pessoas são neuróticas: desejam objectos e pessoas belas que não podem ter, movem-se nessa melancolia e insatisfação da irrealização erótica e estética.

 

O AMOR É UMA FORTE AMIZADE que ciclicamente, alguma vez por semana, se eleva ao patamar místico do orgasmo, mútuo ou solitário.

 

O AMOR É UM PONTO INTERMÉDIO entre a obsessão do tipo «mato-te ou espanco-te se falares com outros, ou és minha ou de mais ninguém» e a indiferença tipo «Nunca te ligo, não me preocupo nada com a tua pessoa».

 

TODA A MULHER, CASADA OU NÃO, DESEJA EM SIMULTÂNEO VÁRIOS HOMENS OU VÁRIAS MULHERES. É um instinto poligâmico que a mulher não pode evitar na raíz ainda que o possa reprimir em nome da «moral», da «fidelidade conjugal» e dos valores «não hedónicos». Daí que o poliamor tenha uma base natural.

 

POLIAMOR- Sou adepto do poliamor: como homem, amo várias mulheres ao mesmo tempo, sem estar obrigado à fidelidade monogâmica. E isto é apenas reconhecer que cada um de nós é um diamante com várias faces. No entanto, sou capaz de manter um compromisso (lei da contradição principal: um pólo num campo, múltiplos pólos no campo oposto).

 

A GRANDE DESILUSÃO DA VIDA- É o casamento transformar-se numa infindável monotonia, o divórcio levar a um estado de deserto de alma, o socialismo proletário transformar-se em ditadura stalinista, as promessas eleitorais dos partidos serem esquecidas na ulterior governação, a juventude e beleza do nosso corpo se transformarem em decrepitude e fealdade, o Deus do Bem ser impotente para travar o mal do mundo e o seu Deus satânico.

 

PORQUE NÃO GOSTAM DE SI MESMOS OS PORTUGUESES «GOSTAM» DO CRISTIANO RONALDO. Frustrados, vergados ante um sistema partidário burguês que eles mesmos mantêm através do voto e da submissão política de rua e de empresa, os portugueses acham que o Cristiano Ronaldo é o símbolo da nação e «amam» o Cristiano... Pura ilusão! Ninguém ama ninguém. Só amamos as pessoas que são extensões corporais de nós mesmos (a amada, a filha, os familiares próximos...). O resto é «amor verbal», pura «conversa evangélica»...

 

TODOS OS QUE NÃO CRÊEM NO DETERMINISMO PLANETÁRIO SOBRE A VIDA HUMANA equivocam-se. A predestinação é absoluta. Espantoso é constatar que no seio das universidades não há quem pratique e credibilize a astrologia como ciência da história. Os catedráticos são árvores secas, ininteligentes, de um modo geral. Montaram um sistema feudal de vínculos, fidelidades, no interior de cada universidade e cooptam os discípulos que pensam como eles ou dão garantias de não atacar as suas posições de cátedra. Censuram os autores de teorias dissidentes. Um jogo político, com as mesmas características do parlamentarismo burguês.

 

O ABISMO E O SONHO -Todas as pessoas estão à beira do abismo: o abismo da solidão, o abismo do desemprego e da falta de recursos materiais, o abismo da doença, o abismo do sofrer a agressão, a troça ou a exploração por parte de outros, o abismo da meia idade ou da velhice, etc. Para não cair no abismo amparam-se noutras. O amparo é mútuo, muitas vezes. Ao lado do abismo, e às vezes encobrindo-o, há a névoa do sonho resplandescente, doirado, que guia a vida de cada um.

 

ÀS VEZES TEMOS UMA TEORIA AVANÇADA, INOVADORA, e ninguém dá por isso. Expomos ideias de ciência, conhecimentos originais, para um auditório ausente. Os poderes fácticos não nos favorecem. Os que pensam profundamente são minoria ínfima. Mas esse fracasso também nos dá um certo gozo. Assentamos colunas não na areia movediça do grande público mas na coerência teórica e num edifício empírico-racional que elaboramos e subsiste.

 

MULHER EXTERNA E MULHER INTERNA - Quando um homem se prende a uma mulher duplica a sua alma nela sem conseguir dominá-la porque ela lhe é exterior e sujeita-se ao ciúme, ao acto sexual consumado ou negado, ao cuidado permanente com a outra. Só no amor à mulher interna, à ANIMA, a duplicação se processa no interior do mesmo corpo, e se torna controlável ainda que a não objectivação comporte um sentimento de solidão.

 

O TRAVESTISMO DOS PADRES - Não nos damos conta de que as sotainas e as casulas dos padres são vestes de configuração feminina e representam um travestismo litúrgico, socialmente aceite. Os padres são homens que vestem no feminino durante as missas. Essa aparência significa o Deus andrógino, meio Homem meio Mulher, que terá gerado a espécie humana.

 

QUANDO ESTOU IMERSO NA LENDA DE AVALON E DO GRAAL esqueço-me de ti, meu amor. Porque és tão pequena, tão humana face aos arquétipos, às personagens fabulosas, que vejo os teus defeitos, a tua limitada percepção das coisas materiais e sociais e do transcendente. Desculpa. Eu também sou bastante limitado.

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 17:13
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 26 de Maio de 2014
A contradição de Popper

 

 

Popper era um céptico que dava uma no cravo e outra na ferradura, isto é, uma no cepticismo e outra no dogmatismo. Pregava um cepticismo pirrónico - não podemos estar certos de nada, além das aparências dos sentidos - e um dogmatismo simultâneo - exemplos: aceitamos provisoriamente que a tabela periódica dos elementos é verdadeira, que o evolucionismo de Darwin é verdadeiro, que a escatologia marxista de que o comunismo é o fim da história é falsa, etc. Escreveu:

 

«Estamos, pois, constantemente, em busca de uma teoria verdadeira (uma teoria verdadeira e relevante) ainda que não possamos nunca dar razões (razões positivas) para mostrar que encontrámos realmente a teoria verdadeira que buscávamos. Ao mesmo tempo, podemos ter boas razões - isto é, boas razões críticas - para pensar que aprendemos algo de importante: que progredimos em direcção à verdade.»  (Karl Popper, O realismo e o objectivo da ciência, Lisboa, Publicações Dom Quixote, pp 57)

 

Em termos simples, Popper dizia que a melhor teoria não é a verdadeira, porque a verdade é inatingível, mas a que mais se aproxima da verdade. Se não podemos nunca demonstrar que encontramos a verdade, como podemos falar de «progresso em direcção à verdade»? Não podemos. Seria preciso acreditar que tal tese, tal modelo é a verdade. Mas esta está encoberta por um nevoeiro invencível, de acordo com Popper.

 

Há em Popper a mesma incoerência que em Kant: este pensava o númeno ou coisa em si incognoscível - equivalente à verdade em Popper -  mas dizia ser impossível demonstrar que há númeno - tese equivalente ao cepticismo pirrónico de Popper.  É como um corredor de bicicleta que vê a meta e se aproxima dela mas diz que nunca lá consegue chegar porque não a vê nem conhece exactamente onde se situa.

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 23:26
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 25 de Maio de 2014
Entrevista ao Diário do Alentejo sobre Astrologia Histórico-Social

 

Eis uma entrevista do autor deste blog ao «Diário do Alentejo» a propósito do lançamento do seu livro «Álvaro Cunhal e Antifascismo na Astrologia Histórica»

 

 

http://da.ambaal.pt/noticias/?id=4491



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 11:23
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 24 de Maio de 2014
Seísmos en México en Astrología Histórica

 

 

Los seísmos y otros accidentes notables en México son producidos por esa causa lejana que es el paso de un o varios planetas o Nodo de la Luna en determinados grados del Zodíaco. Todo está escrito en la rueda del cielo, que es no solo astronómica sino también ontológica, es decir, formadora del ser y del ente terrestre (caídas de avión, revoluciones, choques de trenes, atentados, etc.). Este artículo es de Astrología Histórico-Social, disciplina muy rara que los astrólogos en general no conocen ni desarollan porque no investigan cada hecho historico bajo la luz de la posición de los planetas y el Sol en su respectivo día.

 

ÁREA 15º-17º DE TAURO:

SEÍSMOS DE MÉXICO EN 1932 Y 1958

 

El paso del Sol, de un planeta o de Quirón por el área 15º-17º del signo de Tauro  es condición necesaria aunque no suficiente como para engendrar un seísmo fuerte en Mexico.

 

El 3 de junio de 1932, con Marte en 15º 59´/ 16º 43´Tauro, un terremoto sacude Jalisco, en Mexico; el 28 de julio de 1957, con Nodo Sur de la Luna en 16º 25´/ 16º 14´Tauro, un seísmo afecta a México, provocando 57 muertos;  el 8 de mayo de 2016, con Sol en 17º 50´/ 18º 48´ del signo de Tauro, un terremoto de magnitud 6,0 en la escala Richter, con epicentro 13 quilómetros a sudeste de Pinotepa Nacional, con una profundidade de 35 quilómetros, en el  estado de Oaxaca, a  las 02:33 horas locales (08:34 horas en Lisboa), hace miles de personas salir a las calles en ciudad de México en plena madrugada aunque no hay victimas ni daños materiales graves.

 

 Las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el area 15º-17º de Tauro, aumentando la probabilidad de seísmo en México, serán: del 31 de marzo al 4 de abril de 2017 (Marte); del 5 al 8 de mayo de 2017 (Sol); del 28 al 30 de mayo de 2017 (Mercurio); del 21 al 23 de junio de 2017 (Venus).

 

ÁREA 27º-28º DE VIRGO:

SEÍSMOS EN MÉXICO DE 1957 Y 1995

 

El paso del Sol, de un planeta o de Quirón por el área 27º-28º del signo de Virgo  es condición necesaria aunque no suficiente como para causar  un seísmo fuerte en Mexico.

 

El 28 de julio de 1957, con Jupiter en 28º 6´/ 28º 16´Virgo, un seísmo afecta a México, provocando 57 muertos; el 14 de septiembre de 1995, con Venus en 27º 15´/ 28º 30´Virgo, un seísmo provoca 3 muertos en México.

 

Las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el area 27º-28º de Virgo, aumentando la probabilidad de seísmo en México, serán: del 19 al 21 de septiembre de 2017 (Sol); los 27 y 28 de septiembre de 2017 (Mercurio); los 12 y 13 de octubre de 2017 (Venus); del 18 al 21 de octubre de 2017 (Marte).

 

ÁREA 6º-8º DE SAGITARIO:

SEÍSMOS DE 1957, 1973, 1986 Y 1995 EN MÉXICO

 

El paso del Sol, de un planeta o de Quirón por el área 6º-8º del signo de Sagitario es condición necesaria aunque no suficiente como para impulsar un seísmo fuerte en Mexico

 

El 28 de julio de 1957, con Saturno en 7º 53´/ 7º 52´Sagitario, un seísmo afecta a México, provocando 57 muertos; el 30 de enero de 1973, con Neptuno en 7º 3´/ 7º 4´Sagitario, un terremoto azota a Mexico, originando 56 muertos; el 4 de febrero de 1986, con Saturno en 8º 10´/ 8º 14´ de Sagitario, dos seísmos sacuden varias pociones del Estado mexicano de Chiapas, fronterizo con Guatemala; el 14 de septiembre de 1995, con Júpiter en 8º 1´/ 8´del signo de Sagitario, un seísmo provoca 3 muertos en México; el 8 de mayo de 2016, con Marte en 6º 17´/ 6º 1´ de Sagitario, un terremoto de magnitud 6,0 en la escala Richter, con epicentro 13 quilómetros a sudeste de Pinotepa Nacional, con una profundidade de 35 quilómetros, en el  estado de Oaxaca, a  las 02:33 horas locales (08:34 horas en Lisboa), hace miles de personas salir a las calles en ciudad de México en plena madrugada aunque no hay victimas ni daños materiales graves.

 

Las próximas fechas en las que el Sol o un planeta o Quiron o Nodo de la Luna  pasará en el area 6º-8º de Sagitario, aumentando la probabilidad de seísmo en México, serán: del 9 al 12 de noviembre de 2017 (Mercurio); del 28 de noviembre al 1 de diciembre de 2017 (Sol); del 6 al 8 de diciembre de 2017 (Venus).

 

Solo las mentes muy estrechas, muy limitadas de los universitários y académicos de hoy pueden negar el determinismo planetario-zodiacal en los hechos sociales y deportivos. Niegam sin conocer siquiera las posiciones de los planetas, confiando en la necedad de un Bertrand Russell, Carl Sagan, Karl Popper y de la academia entera que siempre han depreciado y atacado a  la astrología.

 

  

NOTA- Puedes adquirir nuestras obras de astrologia histórica en Esfera do Caos Editora. Este blog, creador de muchas ideias e conexiones filosóficas e astrológico-históricas, útiles à la comunidade filosófica, cuesta mucho trabajo de elaboración intelectual.

 

Esta teoría es tán o mas importante que la teoria de la relatividad de Einstein y, paradojicamente, no tiene, dentro de la universidad, filósofos o catedráticos que la sepan juzgar con conocimiento e imparcialidad. 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 20:07
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 22 de Maio de 2014
Quem vencerá a final Real Madrid-Atlético, em 24 de Maio? Alguns dados astronómicos.

 

A astrologia histórica desportiva é muito complexa no campo da previsão. Muitas vezes, as grandes equipas disputam jogos de três em três dias e os planetas, exceptuando a Lua, estão quase nas mesmas posições na eclíptica (Zodíaco, trajectória aparente do sol que vertebra o Zodíaco) em dois jogos que distam três ou quatro dias entre si. A astrologia política é menos complexa.

 

Estou mais certo - sem infalibilidade, claro - de que a direita portuguesa fará eleger o seu candidato presidente da República em Janeiro de 2016, porque Júpiter estará em Virgem nesse mês - tal como esteve nas vitórias do PSD-CDS nas legislativas de 2 de Dezembro de 1979 e 5 de Outubro de 1980 e do PSD nas legislativas de 6 de Outubro de 1991 - do que tenho alguma certeza sobre o resultado da final da Liga de Campeões Real Madrid-Atlético de Madrid, em Lisboa. Explanarei alguns dados astronómico-históricos para suscitar a reflexão e mostrar que há regularidades astronómicas por debaixo do caos aparente.

 

VÉNUS EM 25º DE CARNEIRO:

O REAL MADRID VENCEDOR EM 1958

 

Em 28 de Maio de 1958, com Vénus em 25º 13´/ 26º 22´de Carneiro, o Real Madrid conquista a Taça de Campeões Europeus ao vencer por 3-2 o Milan, na final, no estádio de Heysel, em Bruxelas; em 24 de Maio de 2014, com Vénus em 24º 5´/ 25º 15´ de Carneiro, o Real Madrid defronta o Atlético de Madrid.

 

Será legítimo extrair com um único exemplo que a final de 24 de Maio será ganha pelo Real Madrid?

 

JÚPITER EM 18º DE CARANGUEJO:

TRIUNFO DO ATLÉTICO DE MADRID EM 2013

 

Em 28 de Setembro de 2013, com Júpiter em 17º 59´/ 18º 6´ de Caranguejo, Real Madrid 0, Atlético de Madrid, 1, na Liga espanhola da 1ª Divisão; em 24 de Maio de 2014, com Júpiter em 18º 51´/ 19º 2´ de Caranguejo, Real Madrid e Atlético de Madrid defrontam-se na final em Lisboa.

 

Poder-se-á a partir de um único exemplo de Júpiter em 18º de Caranguejo estar associado a uma vitória do Atlético de Madrid sobre o Real Madrid em 2013, inferir que, no próximo sábado, 24 de Maio, com Júpiter em 18º-19º de Caranguejo, o Atlético derrotará o Real?

 

GRAU 28º DE BALANÇA:

DUAS DERROTAS RECENTES DO REAL MADRID

 

Em 28 de Setembro de 2013, com Mercúrio em 28º 3´ / 29º 22´ de Balamça, Real Madrid 0, Atlético de Madrid, 1, na Liga espanhola da 1ª Divisão;em 23 de Março de 2014, com Nodo Norte da Lua em 28º 36´ de Balança, Real Madrid 3, Barcelona 4; em 24 de Maio de 2014,  com Nodo Norte da Lua em 28º 1´/ 28º 2´  de Balança, Real Madrid e Atlético de Madrid defrontam-se na final em Lisboa.

 

Será o grau 28º de Balança nocivo, em regra, ao Real Madrid?

 

PONTO 2º 42´/ 2º 58´ DE QUALQUER SIGNO:

VITÓRIAS DO ATLÉTICO DE MADRID EM FINAIS EM 2010 E 2012

 

A presença do Sol, Nodo da Lua ou de um planeta no ponto 2º 42´/ 2º 58´ de qualquer signo é condição necessária mas não suficiente para ocorrer uma vitória do Atlético de Madrid em futebol.

 

Em 12 de Maio de 2010, com Mercúrio em 2º 40´/ 2º 42´ de Touro,  o Atlético de Madrid vence a Liga Europa ao derrotar por 2-1, na final em Hamburgo, o Fulham;em 27 de Agosto de 2010, com Plutão em 2º 52´ de Capricórnio, o Atlético de Madrid conquista a Supertaça europeia ao vencer por 2-0 o Inter de Milão, no Mónaco; em 9 de Maio de 2012, com Neptuno em 2º 58´ / 2º 59´ de Peixes, o Atlético de Madrid vence a Liga Europa ao derrotar por 3-0, na final em Bucareste, o Athletic Bilbao; em 17 de Maio de 2013, com Mercúrio em 2º 28´/ 4º 37´ de Gémeos, Atlético de Madrid 2, Real Madrid 1, no Santiago Bernabéu, na final da Copa do Rey; em 24 de Maio de 2014, com Sol em 2º 45´/3º 43´ de Gémeos, o Atlético de Madrid defronta o Real Madrid na final da Liga de Campeões, em Lisboa.

 

Não vemos nenhum planeta em movimento no ponto 2º 42´/ 2º 58´  de qualquer signo no dia 24 de Maio de 2014 - mas o Sol nesse dia estará em 2º 45´/3º 43´ de Gémeos.

 

Olhando o horóscopo natal de Cristiano Ronaldo (5 de Fevereiro de 1985, Quirón em 3º 17´de Gémeos) percebe-se que em 17 de Maio de 2013, quando Mercúrio, planeta constritor, passou sobre Quiron de Cristiano, gerou ou indiciou a derrota do Real Madrid. Desta vez, é o Sol - de efeito expansivo - a passar sobre o Quirón de Cristiano...

 

Os jornalistas, directores de programas de informação, políticos e professores universitários e do secundário que censuram a astrologia histórica, que negam peremptoriamente o determinismo planetário  na vida social e desportiva, são entes medíocres, destituídos de  inteligência superior. No cosmos, nada está isolado, tudo se relaciona com tudo - é a primeira lei da dialéctica.

 

Onde o dinheiro fácil e rápido imperam - o império do efémero -  a verdadeira ciência, a filosofia holística desaparecem. É o que sucede hoje nas universidades e mass media dominados por uma corja regida pela avidez do dinheiro e da popularidade fácil e pela visão fragmentada da realidade. Os filósofos analíticos  e os seus seguidores nas universidades são os novos fascistas no interior do campo filosófico, pois proibem o estudo da astrologia como ciência da história e proíbem todo o pensamento aberto e criativo que abarque as medicinas naturais, a sociologia holística, etc.  

 

Dou razão aos defensores da «teoria da conspiração»: há um «plano illuminati» para destruir a metafísica clássica, a intuição do Deus bom transcendente à matéria, plano esse que passa por reduzir e expulsar da universidade e dos mass media todo o pensamento metafísico tradicional e impor uma mentalidade céptica de duvidar com regressão infinita. O corpo docente académico, salvo uma ou outra honrosa excepção, está vendido a esta ideologia «illuminati» dos sinarquistas, materialistas ou talvez mesmo adeptos de Satã.

 

 

NOTA- Pode adquirir as nossas obras de astrologia histórica em www.astrologyandaccidents.com. Este blog, criador de muitas ideias e conexões filosóficas e astrológico-históricas, úteis à comunidade filosófica, custa muito trabalho de elaboração intelectual. Para ajudar a mantê-lo faça um donativo na conta com o NIB 0019 0072 00200007919 49.

 

Afinal esta teoria é tão ou mais importante quanto a teoria da relatividade de Einstein e, paradoxalmente, não tem, dentro da universidade, filósofos ou catedráticos à altura que a saibam julgar com conhecimento de causa e validar, nem goza de apoios institucionais por desafiar o senso comum «científico».

 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 14:59
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Terça-feira, 20 de Maio de 2014
Teste de filosofia do 11º B (Maio de 2014, 3º período)

 

Eis um teste de filosofia, para o terceiro período lectivo, para o 11º B. O teste centra-se na teoria do conhecimento (Hume, Descartes; idealismo, pragmatismo, fenomenologia) na ontologia  (Parménides, Pitágoras, David Hume, Descartes) na teleologia/ sentido da existência (Kierkegaard, Hegel). Evitaram-se as escorregadias questões de escolha múltipla que, em muitos casos, não permitem ao aluno exibir e desenvolver o seu saber filosófico.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja
Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja
TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA B
16 de Maio de 2014. Professor: Francisco Queiroz

 


I

 

“A angústia é uma liberdade travada...Deus é, não existe, o homem existe, mas não é“ Kierkegaard

1-A) Explique estes pensamentos.

II

 

2) Disserte sobre o seguinte tema:

 

" O ser em Parménides, em Pitágoras e em David Hume".

 

III

 

 

3) Relacione, justificando:
A) Eu em Descartes e Eu em David Hume.

B) Realismo Crítico em Descartes e Conjecturalismo/falsificacionismo em Popper.

C) As três fases da Ideia Absoluta em Hegel e o Existencialismo de Kierkegaard.

D) Idealismo, Fenomenologia, Pragmatismo.

 

 

 

CORRECÇÃO DO TESTE DE FILOSOFIA (COTADO PARA 20 VALORES)

 

1) A angústia é uma categoria da vida intermédia, entre a liberdade e a necessidade. Ao olharmos de cima um precipício, sentimos alguma angústia: desejo de voar (ser livre) e medo, ditado pela necessidade ou lei infalível de causa-efeito de morrer esmagados em consequência da queda. Por isso se diz que a angústia é uma liberdade bloqueada por si mesma devido a compreender os limites da possibilidade: queremos e não queremos porque receamos. (VALE UM VALOR E MEIO). "Deus é mas não existe" significa: Deus existe eternamente, fora do tempo, e como está fora das contingências da existência (nascer, crescer, tranalhar, morrer, etc) diz-se que não existe.». "O homem existe e não é" significa: o homem está em perpétuo devir, a existência é feita de mudanças, altos e baixos, por isso existe e deixa de existir, mas não é, se por é se entende ser eterno, sempre o mesmo (VALE UM VALOR E MEIO).

 

 

2)  O ser em Parménides é, não foi nem será. É uno, homogéneo, imóvel, incriado, invisível e imperceptível aos sentidos, esférico. Ser e pensar é um e o mesmo. A alteração das cores, a mutação, o nascimento e a morte são ilusões, reais só na aparência.

Ser é um termo ambíguo, polissémico: por um lado é o existir em geral; por outro lado é o existente, algo que existe, o essente, uma essência ou substância de carácter universal. Parménides usa o termo nos dois sentidos, de existência e de essência. Neste segundo sentido, pode interpretar-se como o cosmos esférico ou como o pensamento divino estruturante do cosmos (sentido hegeliano). Fica em aberto a questão de saber se Parménides era idealista ou realista crítico.

Em Pitágoras, o ser pode interpretar-se como: Deus, o supremo geómetra, o supremo arquitecto do cosmos; os quatro números figura essenciais - o um ou ponto, o dois ou recta, o três ou plano, o quatro ou tetraedro- que compõem todas as coisas materiais. 

O ser em David Hume é antropológico: percepções empíricas ou impressões dos sentidos, razão, imaginação mas não um «eu-substância» coeso como em Kant ou em Descartes. O ser do mundo exterior é inexistente (idealismo) ou duvidoso (cepticismo) e, portanto, é não-ser efectivo ou provável. (VALE QUATRO VALORES)

 

3) A) O "eu" em Descartes é uma substância: no essencial, é res cogitans, pensamento, e secundariamente, o corpo humano, res extensa (extensão dotada de formas, comprimento, largura e altura). Em David Hume, o "eu" não é substância, não existe sequer (idealismo) ou é duvidoso (cepticismo) tal como não existem ou são duvidosas as noções de "alma", "substância", "essência". No entanto, Hume discrimina sete relações filosóficas ou noções que, à falta de um "eu",  parecem ser estruturas a priori: semelhança, identidade, relações de tempo e lugar, proporção de quantidade ou número, graus de qualidade, contrariedade e causação. (VALE TRÊS VALORES

 

B) O realismo crítico em Descartes consiste no seguinte:  há um mundo de matéria exterior às mentes humanas,  feito só de qualidades primárias, objetivas, isto é, forma, tamanho, número, movimento. As cores, os cheiros, os sons, sabores, o quente e o frio só existem no interior da minha mente, do organismo do sujeito, pois resultam de movimentos vibratórios de partículas exteriores já que o mundo exterior é apenas composto de formas, movimentos e tamanhos. .Assim, a rosa não é vermelha, é apenas forma e tamanho. O ramo de rosas é apenas formas, tamanho e um certo número de unidades, não tem cor, nem cheiro, nem peso. O mármore não é frio nem duro, o céu não tem cor.

 

O princípio da falsificabilidade de Popper estabelece que as ciências são conjuntos de conjecturas (conjecturalismo), isto é, as suas leis ou teses são hipóteses, conjecturas potencialmente falsas, falsificáveis, refutáveis. Isso exige aplicar permanentemente o princípio da testabilidade: há que submeter a constantes testes experimentais as teses de uma ciência. Entre as várias teorias na mesma área científica ( exemplo: vacinar ou não vacinar na medicina preventiva; heliocentrismo versus geocentrismo na astrofísica) Popper defende que se deve escolher a mais verosímil, a que dá mais garantias, sublinhando que a ciência é uma aproximação incessante à verdade sem nunca abarcar o todo desta.

O que há de comum entre Descartes e Popper é o cepticismo como método de pesquisa da verdade e, por vezes, como horizonte final da investigação. Como é evidente, Popper não aceitou a hipótese cartesiana de Deus ser o garante da existência do mundo material porque a existência de Deus mão pode ser testada experimentalmente, não é falsificável. (VALE TRÊS VALORES).

 

C)- Hegel divide a história universal da ideia absoluta ou Deus em três fases:  a fase lógica ou do ser em si, na qual só existe um espírito, Deus, antes de criar o universo material o espaço e o tempo, espírito ou ideia absoluta que se limita a pensar (isto corresponde ao teísmo, doutrina segundo a qual há um ou vários deuses independentes da natureza física); a fase da natureza ou do ser fora de si em que Deus se aliena em matéria bruta, isto é, se transforma em astros, sol, montanhas, rios, rochas, plantas e animais não humanos (isto corresponde ao panteísmo, doutrina que sustenta que Deus é a natureza física e biológica); a fase da humanidade ou do ser para si, em que Deus renasce, como espírito livre, em forma de homens que lentamente, progridem em direcção à liberdade de espíriro que é regresso à primeira fase. (esta terceira fase corresponde ao panenteísmo, doutrina que afirma que Deus é tudo, a natureza material, a humanidade e é Ele mesmo como espírito transcendente). Este progresso exprime-se através de três formas de estado sucessivas- no início, o despotismo oriental, em que só um homem é livre, séculos depois o estado greco-romano, em que só alguns homens são livres e por último o estado do cristianismo reformado por Lutero em que todos os homens são livres de examinar a Bíblia sem a manipulação do clero católico romano, completado em 1789-1799 pela revolução francesa que implantou a democracia baseada na liberdade, igualdade e fraternidade. Hegel dizia «o Estado é tudo, o indivíduo é nada», é essencialista - a essência Deus planeia, à partida, a existência histórica, a natureza biofísica, os diversos tipos de sociedades humanas -  ao contrário do existencialista Kierkegaard que proclamava o primado do indivíduo sobre a massa, a sociedade, a imprevisibilidade da vida, e a não intervenção de Deus na história humana cheia de pecados.

 

Segundo Kierkegaard, filósofo existencialista cristão, há três estádios na existência humana: estético, ético e religioso. No estádio estético, o protótipo é o Don Juan, insaciável conquistador de mulheres que vive apenas o prazer do instante, e sente angústia se está apaixonado por uma mulher e teme não a conquistar. O desespero é posterior à angústia: é a frustração sobre algo que já não tem remédio ou que se esgotou. Ao cabo de conquistar e deixar centenas de mulheres, o Don Juan cai no desespero: afinal nada tem, o prazer efémero esvaiu-se. Dá então o salto ao ético: casa-se. No estado ético, o paradigma é do homem casado, fiel à esposa, cumpridor dos seus deveres familiares e sociais. Este estado relaciona-se com o essencialismo, doutrina que afirma que a essência, o  modelo do carácter ou do comportamento vem antes da existência e condiciona esta. A monotonia e a necessidade do eterno faz o homem saltar ao estádio religioso, em que Deus é o valor absoluto, apenas importa salvar a alma e os outros pouco ou nada contam. Abraão estava no estádio religioso, de puro misticismo, quando se dispunha a matar o filho Isaac porque «Deus lhe ordenou fazer isso». O estádio religioso é o do puro existencialismo, doutrina que afirma que a existência vive-se em liberdade e angústia sem fórmulas (essências) definidas, buscando um Deus que não está nas igrejas nem nos ritos oficiais. Neste estádio, o homem casado pode abandonar a mulher e os filhos se «Deus lhe exigir» retirar-se para um mosteiro a meditar ou para uma região subdesenvolvida a auxiliar gente esfomeada. A escolha a cada momento ante a alternativa é a pedra de toque do existencialismo.  (VALE QUATRO VALORES).

 

D)  O idealismo sustenta que o mundo material exterior se reduz a percepções empíricas e ideias, a matéria não existe em si mesma. A fenomenologia balança entre aceitar essa posição e a do realismo: para a fenomenologia o mundo de matéria existe fora do corpo físico do sujeito, mas não sabe se este mundo está dentro ou fora da mente (envolvente) do sujeito. Portanto, não se aventura na metafísica e nesse sentido é pragmática porque pragmatismo significa ater-se àquilo que é empírico e verificável e guiar-se pela utilidade das coisas (VALE TRÊS VALORES). 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 19:40
link do post | comentar | favorito
|

Domingo, 18 de Maio de 2014
Incêndios na cidade de Beja e posições planetárias no Zodíaco

 

 

Os incêndios na cidade de Beja e arredores, sul de Portugal, são, como todos os outros fenómenos no planeta Terra, determinados pela mecânica celeste, isto é, pelo trânsito de planetas, Sol ou Nodos da Lua  em determinados graus da circunferência celeste denominada Zodíaco. Os signos do Zodíaco são reais, tão reais quanto os marcos e bermas que indicam os quilómetros em cada auto-estrada: cada signo é um arco de 30º, sendo o grau 0 do signo de Carneiro o ponto em que o Sol está a 20 ou 21 de Março de cada ano, no equinócio da primavera. Vejamos algumas leis planetário-zodiacais que presidem à eclosão de incêndios em Beja e arredores.

 

ÁREA 6º-7º DE CARNEIRO:

ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE BEJA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 6º-7º do signo de Carneiro  é condição necessária mas não suficiente para exaltar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja.

 

Em 11 de Dezembro de 1968, com Nodo Norte da Lua em 6º 21´/ 6º 19´ de Carneiro, a medalha de oiro e estrelas é atribuída pelo presidente da república à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja; em 8 de Janeiro de 1972, com Marte em 7º 58´/ 8º 34´ de Carneiro , nasce Pedro Barahona, segundo comandante de Bombeiros Voluntários de Beja em 2014; em 29 de Março de 1989, com V´nus em 6º 30´/ 7º 44´ de Carneiro, o presidente da república confere a Ordem do Infante D. Henrique à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Beja.

 

ÁREA 24º-27º  DO SIGNO DE TOURO:

OS INCÊNDIOS NA RUA ANCHA E NA PRAÇA DIOGO FERNANDES

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 24º-27º do signo de Touro  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 17 de Abril de 1985, com Marte em 23º 26´/ 24º 8´ de Touro, pelas 5 horas da madrugada um incêndio destrói uma casa no início da Rua Ancha, em Beja, e o bombeiro João Martins Borralho destaca-se ao salvar um homem idoso;em 8 de Junho de 1995, com Vénus em 26º 45´/ 27º57´ de Touro, de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 24º-27º de Touro, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 14 a 18 de Maio de 2016 (Sol); de 19 a 22 de Maio de 2016 (Vénus); de 8 a 11 de Junho de 2016 (Mercúrio),

 

ÁREA 11º-13º DO SIGNO DE GÉMEOS:

INCÊNDIOS EM NEVES E SALVADOR EM 2012

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 11º-13º do signo de Gémeos  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 8 de Junho de 1995, com Mercúrio em 12º 36´/ 12º 6´ de Gémeos,  de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja; em 17 de Fevereiro de 2012, com Nodo Sul da Lua em 11º 11´/ 11º 8´ de Gémeos, um incêndio numa habitação na povoação de Vila Azedo, na freguesia das Neves, em Beja, de madrugada, obriga os residentes, um casal na casa dos 40 anos, a ser realojados em casa de familiares; em 22 de Agosto de 2012, com Júpiter em 13º 26´/ 13º 33´ de Gémeos, deflagra um incêndio num apartamento da freguesia do Salvador, em Beja, ferindo gravemente uma mulher e intoxicando levemente por fumo um vizinho; em 19 de Maio de 2013, com Vénus em 11º 31´/ 12º 44´ de Gémeos,  um incêndio irrompe numa viatura guardada num casão e propaga-se a duas habitações contíguas em Serpa, desalojando quatro pessoas.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 11º-13º de Gémeos, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 1 a 4 de Junho de 2016 (Sol); de 2 a 4 de Junho de 2016 (Vénus); em 20 e 21 de Junho de 2016 (Mercúrio).

 

ÁREA 12º-15º  DE LEÃO:

INCÊNDIOS DA CÂMARA EM 1947 E NO HOSPITAL EM 1987

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 12º-15º do signo de Leão  é condição necessária mas não suficiente para gerar um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 23 de Julho de 1947, com  Plutão em 12º 33´/ 12º 35´ de Leão, um grande incêndio, iniciado na cúpula, destrói o edifício da câmara municipal de Beja onde funcionava também o tribunal e o presidente Bélard da Fonseca atira inúmeros documentos à rua, no intuito de os salvar, entre eles o foral de Beja; em 11 de Agosto de 1987, com Vénus em 14º 25´/ 15º 40´ de Leão,   às 13.30 horas, eclode um incêndio ao inflamar-se álcool durante uma experiência de um técnico no laboratório de análises no Hospital distrital de Beja, resultando ferido grave Alberto João Manuel, de 33 anos.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 12º-15º de Leão, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 20 a 22 de Julho de 2016 (Mercúrio); de 21 a 25 de Julho de 2016 (Vénus); de 3 a 8 de Agosto de 2016 (Sol).

 

 

ÁREA 14º-16º DE BALANÇA:

OS INCÊNDIOS DA LOJA AIRES GOMES EM 1926, E RUA DA MOEDA EM 2008

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua na área 14º-16º do signo de Balança (dito de outro modo: graus 194º a 196º de longitude eclíptica) é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 19 e 20 de Outubro de 1926, com Vénus em 16º 23´/ 18º 53´ de Balança, um grande incêndio destrói a drogaria de José Cândido Aires Gomes, no centro da cidade de Beja; em 9 de Outubro de 1973, com Sol em 15º 33´/ 16º 32´ de Balança,  um incêndio destrói uma drogaria na Rua Brito Camacho, em Beja, chegando a queimar uma escrivaninha em casa do professor Pereira Guerreiro; em 6 de Outubro de 2008, com Mercúrio em 14º 59´/ 13º 59´ de Balança, após as 0 horas, deflagra um incêndio que destrói o edifício dos serviços da habitação da Câmara Municipal de Beja, na Rua da Moeda, deixando a descoberto as ruínas de dois templos romanos.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão na área 14º-16º de Balança elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: de 18 a 27 de Junho de 2014 (Marte); de 12 a 14 de Setembro de 2014 (Mercúrio); de 7 a 10 de Outubro de 2014 (Sol); de 11 a 13 de Outubro de 2014 (Vénus); de 24 a 27 de Outubro de 2014 (Mercúrio); de 11 de Dezembro de 2014 a 8 de Janeiro de 2015 (Nodo Norte da Lua).

 

PONTO 1º 52´/ 2º 2´ DE QUALQUER SIGNO:

INCÊNDIOS NO CENTRO DE BEJA, EM MONTE ASSARIAS E SANTA VITÓRIA

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 1º 52`/2º 2´ de qualquer signo do Zodíaco é condição necessária mas não suficiente para desencadear um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 9 de Outubro de 1973, com Nodo Norte da Lua em 2º 2´ / 1º 52´ de Capricórnio, um incêndio destrói uma drogaria na Rua Brito Camacho, em Beja, chegando a queimar uma escrivaninha em casa do professor Pereira Guerreiro;em 2 de Agosto de 2010, com Marte em
1º 50´/ 2º 27´ de Balança,
de madrugada, um incêndio destrói uma casa no centro histórico de Beja;em 20 de Junho de 2012, com Júpiter em 1º 52´/ 2º 5´ de Gémeos, um fogo irrompe na localidade de Monte Assarias, em Aljustrel, um incêndio em zona de mato afecta a localidade de Vila de Frades, concelho da Vidigueira, desde as 15:57 horas e um outro fogo eclode  pelas 17:20 numa zona do concelho de de Ferreira do Alentejo, distrito de Beja; em 4 de Julho de 2013, com Júpiter em 1º 48´/ 2º 2´ de Caranguejo, um incêndio destrói mato, pasto, eucalipto e searas junto ao monte Lagoa Nova, em Santa Vitória, Beja.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão no ponto 1º 52´/ 2º 2´ de qualquer signo aumentando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: em 24 e 25 de Julho de 2014 (Júpiter em 1º-2º de Leão), em 29 de Julho de 2014 (Marte em 1º-2º de Escorpião); em 28 e 29 de Outubro de 2014 (Marte em 1º-2º de Balança).

 

PONTO 16º 39´/ 16º 47´ DE QUALQUER SIGNO:

INCÊNDIOS NA RUA DA MOEDA E EM SANTANA DE CAMBAS

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 16º 39´/ 16º 47´de qualquer signo é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e em um raio de cerca de 60 quilómetros em redor.

 

Em 24 de Maio de 1999, com Úrano em 16º 47´ de Aquário,  às 20.00 horas, deflagra um grande incêndio no armazém de plásticos da Empresa Abel e Casadinho, em Beja; em 6 de Outubro de 2008, com  Nodo Norte da Lua em 16º 46´/ 16º 44´ de Aquário, após as 0 horas, deflagra um incêndio que destrói o edifício dos serviços da habitação da Câmara Municipal de Beja, na Rua da Moeda, deixando a descoberto as ruínas de dois templos romanos; em 19 de Maio de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 47´ de Escorpião, um incêndio irrompe numa viatura guardada num casão e propaga-se a duas habitações contíguas em Serpa, desalojando quatro pessoas; em 31 de Maio de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 39´ de Escorpião,  um incêndio consome um eucaliptal na zona de Canal Caveira, Grândola; em 2 e 3 de Junho de 2013, com Nodo Norte da Lua em 16º 39´ / 16º 42´ de Escorpião,  um incêndio devasta uma extensa área de mato em Santana de Cambas, Mértola.

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão em 16º 39´/16º 47´  de qualquer signo, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja e arredores são: de 6 de Julho a 4 de Agosto de 2014 (Saturno em 16º de Escorpião); de 17 a 19 de Dezembro de 2014 ( Nodo Norte da Lua em 16º de Balança).

 

 

PONTO 24º 6´/ 24º 22´ DE QUALQUER SIGNO:
INCÊNDIOS NA CÂMARA DE BEJA EM 1947, NA CASA PIA DE BEJA EM 1977, NA METALÚRGICA EM 1992

 

 

A passagem do Sol ou de um planeta ou Nodo da Lua no ponto 24º 6´/ 24º 22´ de qualquer signo é condição necessária mas não suficiente para produzir um incêndio na cidade de Beja e arredores.

 

Em 23 de Julho de 1947, com Úrano em 24º 8´/ 24º 11´ de Gémeos, um grande incêndio, iniciado na cúpula, destrói o edifício da câmara municipal de Beja onde funcionava também o tribunal e o presidente Bélard da Fonseca atira inúmeros documentos à rua, no intuito de os salvar, entre eles o foral de Beja; em 2 de Abril de 1977, com Nodo Norte da Lua em 24º 21´/ 24º 20´ de Balança, cerca das 19.30, declara-se um grande incêndio que destrói o edifício da Casa Pia em Beja, originado no facto de dois miúdos pegarem fogo a um colchão; em 17 de Abril de 1985, com Marte em 23º 26´/ 24º 8´ de Touro, pelas 5 horas da madrugada um incêndio destrói uma casa no início da Rua Ancha, em Beja, e o bombeiro João Martins Borralho destaca-se ao salvar um homem idoso; em 5 de Novembro de 1992, com Vénus em 24º 6´ /24º 22´ de Caranguejo, irrompe um incêndio na antiga fábrica metalúrgica da cidade de Beja, agora desactivada; em 8 de Junho de 1995, com Saturno em 24º 5´/ 24º 8´ de Peixes, de madrugada, um incêndio destrói o edifício sede da União dos Sindicatos do Distrito de Beja afectos à CGTP, na praça Diogo Fernandes, em Beja. 

 

 

Algumas das próximas datas em que um planeta, o Nodo da Lua, Quirón ou o Sol estarão em 24º 6´/ 24º 22´ de qualquer signo, elevando a probabilidade de ocorrência de incêndio em Beja são: 24 de Maio de 2014 (Vénus em 24º de Carneiro); em 19 e 20 de Junho de 2014 (Júpiter em 24º 2´/ 24º 27´ de Caranguejo); de 11 a 14 de Julho de 2014 (Nodo Norte da Lua e Marte em 24º de Balança); em 4 e 5 de Setembro de 2014 (Marte em 24º de Escorpião); de 2 a 4 de Novembro de 2014 (Saturno em 24º de Escorpião).

 

Por que razão a Universidade de Évora, na pessoa dos professores Olivier Feron e José Caselas, me impediu, em Maio de 2013, de ir apresentar aí uma tese de astrologia histórica às Jornadas de Investigação de Filosofia do grupo Krisis de Junho de 2013? Se a investigação é livre, por que razão fui censurado e poscrito? Por que razão, conhecendo eu leis astronómico-sociais científicas que mais ninguém conhece, não sou convidado a leccionar em universidades, a participar em fóruns televisivos, a publicar livros com grandes editoras? Quem está interessado em impedir a divulgação do determinismo planetário na vida social e política, divulgação que ajudaria a prevenir acidentes vários e catástrofes? Até quando a sobranceria e a vaidade de néscios académicos se sobreporá à busca e difusão da verdade histórica?

 

 

NOTA- Pode adquirir as nossas obras de astrologia histórica em www.astrologyandaccidents.com. Este blog, criador de muitas ideias e conexões filosóficas e astrológico-históricas, úteis à comunidade filosófica, custa muito trabalho de elaboração intelectual. Para ajudar a mantê-lo faça um donativo na conta com o NIB 0019 0072 00200007919 49.

 

Afinal esta teoria é tão ou mais importante quanto a teoria da relatividade de Einstein e, paradoxalmente, não tem, dentro da universidade, filósofos ou catedráticos à altura que a saibam julgar com conhecimento de causa e validar, nem goza de apoios institucionais por desafiar o senso comum «científico».

 

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

 

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 02:56
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 15 de Maio de 2014
A pseudo-objecção de Gettier à definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada»

 

Edmund Gettier, filósofo norte-americano nascido em 1927, é muito considerado pelos pequenos pensadores analíticos desde João Branquinho, Ricardo Santos, Desidério Murcho, Manuel Garcia-Carpinteiro, Aires Almeida, António Horta Branco, Bruno Jacinto, Sara Bizarro a Simon Blackburn e Nigel Warburton, que parecem dar-lhe o estatuto de um Descartes do século XX devido ao seu artigo «Is justified true belief knowledge?» de 1963. Eliott Sober, no artigo «O que é o conhecimento?», publicado em «Crítica na rede», explana as objecções de Edmund Gettier e Bertrand Russell à definição de conhecimento como «crença verdadeira justificada»:

 

«Em 1963, o filósofo Edmund Gettier publicou dois contra-exemplos para a teoria CVJ (Crença Verdadeira Justificada). O que é um contra-exemplo? É um exemplo que contradiz o que diz uma teoria geral. Um contra-exemplo contra uma generalização mostra que a generalização é falsa. A teoria CVJ diz que todos os casos de crença verdadeira justificada são casos de conhecimento. Gettier pensa que estes dois exemplos mostram que um indivíduo pode ter uma crença verdadeira justificada mas não ter conhecimento. Se Gettier tiver razão, então as três condições indicadas pela teoria CVJ não são suficientes.
Eis um dos exemplos de Gettier. Smith trabalha num escritório. Ele sabe que alguém será promovido em breve. O patrão, que é uma pessoa em quem se pode confiar, diz a Smith que Jones será promovido. Smith acabou de contar as moedas no bolso de Jones, encontrando aí 10 moedas. Smith tem então boas informações para acreditar na seguinte proposição:

 

a) Jones será promovido e Jones tem 10 moedas no bolso.

 

Smith deduz, então, deste enunciado o seguinte:

 

b) O homem que será promovido tem 10 moedas no bolso.

 

Suponha-se agora que Jones não receberá a promoção, embora Smith não o saiba. Em vez disso, será o próprio Smith a ser promovido. E suponha-se que Smith também tem dez moedas dentro do bolso. Smith acredita em b, e b é verdadeira. Gettier afirma também que Smith acredita justificadamente em b, dado que a deduziu de a. Apesar de a ser falsa, Smith tem excelentes razões para pensar que é verdadeira. Gettier conclui que Smith tem uma crença verdadeira justificada em b, mas que Smith não sabe que b é verdadeira.»

 

«O outro exemplo de Gettier exibe o mesmo padrão. Um sujeito deduz validamente uma proposição verdadeira a partir de uma proposição que está muito bem apoiada por informações, embora esta seja falsa, apesar de o sujeito não o saber. Quero agora descrever um tipo de contra-exemplo à teoria CVJ na qual o sujeito raciocina não dedutivamente.»

 

«O filósofo e matemático britânico Bertrand Russell (1872-1970) refere um relógio muito fiável que está numa praça. Esta manhã olhas para ele para saber que horas são. Como resultado ficas a saber que são 9.55. Tens justificações para acreditar nisso, baseado na suposição correcta de que o relógio tem sido muito fiável no passado. Mas supõe que o relógio parou há exactamente 24 horas, apesar de tu não o saberes. Tens a crença verdadeira justificada de que são 9.55, mas não sabes que esta é a hora correcta.» (Eliott Sober, «O que é o conhecimento?», in «Crítica na rede», tradução de Paula Mateus)

 

O «grande» Gettier erra, "astronomicamente". O erro de Edmund Gettier é fácil de desmontar: Smith não tem conhecimento de algo que ainda não sucedeu e é contingente, apenas alimenta uma expectativa sobre a promoção de Jones. Portanto, não tem crença verdadeira justificada. Tudo o que Smith sabe é conjectural, não se verificou. As 10 moedas que, por coincidência, alberga no bolso, tal como Jones, não são justificação, ponto de apoio seguro, para prever o futuro profissional. A crença de Smith nas declarações do patrão não são crença em uma verdade, mas crença em palavras de outrém. Ora os seres humanos desdizem-se com frequência.

 

A argumentação de Gettier de que «Smith tem crença verdadeira justificada em que Jones será promovido» é estúpida: é do mesmo tipo que dizer que a crença de milhões de apostadores no euromilhões é uma crença verdadeira justificada mas não é conhecimento. Ora, a crença dos apostadores não é justificada cientificamente nem é verdadeira, em geral: é uma intuição subjectiva. Não há justificação racional para que uma pessoa jogue nos números 8,13, 22, 27, 37  no mesmo concurso em que outras apostam nos números 2,3, 30, 35, 48.

 

O erro de Bertrand Russell é muito simples: a sua crença de que são 9.55 horas é verdadeira mas não está justificada porque não leva em conta a possibilidade de o relógio estar avariado e parado, por mero acaso, a indicar aquela hora. O conhecimento de Russell é meramente acidental, resulta de uma coincidência cronológica, de um acaso...Para estar justificado, precisaria de assentar numa lei (funcionamento permanente do relógio marcando a mesma hora que o Big Ben de Londres, etc) e em uma verificação global naquele momento, o que não sucede.

 

Tanto Gettier como Russell argumentam falaciosamente ao considerar justificadas pensamentos e asserções que o não estão. Há uma gradação no termo justificação, há vários degraus de justificação, de que estes pensadores unilaterais não se dão conta.

Ao propagarem a "descoberta" de Gettier como um "avanço filosófico" os filósofos analíticos e a multidão de professores de filosofia acríticos que os seguem revelam-se razoavelmente estúpidos. Só alguém estúpido, desatento às sinuosidades da retórica, pode maravilhar-se ante a falácia de Gettier. Não raciocinam, deixam-se arrastar por uma retórica de aparência lógica. Ao usarem malabarismos de linguagem como os termos «justificado»  «justificação», mal aplicados, os defensores da objecção de Gettier conseguem seduzir os incautos, mas perdem-se em pseudo-raciocinios.

 

Fechem-se as faculdades de filosofia! Estão dominadas por catedráticos que envergonham a grande filosofia, meros prestigiditadores de palavras, inteligências de um mediano cinzentismo, ovelhas do mesmo rebanho "analítico" que manobra a Sociedade Portuguesa de Filosofia e quase todas as editoras portuguesas de manuais ou ensaios filosóficos. Os grandes pensadores clássicos, aristocratas do pensamento (Platão, Aristóteles, Hegel, Max Scheler, Freud, etc) foram substituídos por uma plebe ou «canalha» filosófica com a cultura do «certificado de doutoramento» e das «acções de formação com créditos», herdeira da inquisição medieval dominicana.

 

Os dominicanos, tal como os "analíticos" de hoje, amavam imenso a lógica que os protegia de certas intuições metafísicas, de um pensar inquietante e livre. As mesmas mentes "asininas" que veneram a objecção de Gettier proíbem a investigação de astrologia histórica (astronomia aplicada a factos sociais e históricos), etc. Os medíocres estão no poder, com a armadura dos doutoramentos e o trono das cátedras! Fizeram das universidades - que deviam ser universitas, acolhedoras dos diversos saberes-  igrejas sectárias onde o saber universal está ausente, onde se censuram as posições críticas e antagónicas... O criptofascismo "racionalista", que tudo converte em proposições lógicas com símbolos, reina. É a idade das trevas da filosofia...

 

O conhecimento  falível - não todo o conhecimento - é, de facto, quase sempre, crença, verdadeira justificada e, nalguns casos, é crença subjectiva ao acaso (exemplo: os totalistas do euromilhões) . Mas há o conhecimento infalível, que é a pura apreensão epistémica ou noética da realidade e não é crença mas certeza pura como, por exemplo, "dois é metade de quatro", "o mundo exterior existe contíguo ao meu corpo".  

 

 

www.filosofar.blogs.sapo.pt
f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 02:22
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Junho 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
14
15
17

19
21
23
24

25
26
27
28
29
30


posts recentes

Áreas 21º-24º de Carangu...

Ponto 27º 37´/ 27º 44´ de...

Equívocos no Exame Nacion...

25 a 30 de Junho de 2017:...

28 de Junho a 1 de Julho ...

Breves reflexões de Junho...

Areas 14º-18º of Aries, 2...

Identidade de género, uma...

Teste de filosofia do 10º...

Teste de Filosofia do 11º...

arquivos

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

Fevereiro 2006

tags

todas as tags

favoritos

Teste de filosofia do 11º...

Pequenas reflexões de Ab...

Suicídios de pilotos de a...

David Icke: a sexualidade...

links
Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds