Domingo, 26 de Agosto de 2012
O ciclo de 12 anos de Júpiter determina a política em Portugal (parte I)

 

Há uma influência contínua, segundo leis necessárias, do planeta Júpiter sobre a vida político-social em Portugal? Há, sem dúvida. Demonstrarei com factos esta tese. ´Grosso modo, o ciclo de Júpiter é de 12 anos. Isto significa que, se Júpiter em 1983 atravessou o signo de Sagitário - os 30º de arco celeste que vão de 240º a 270º da eclíptica - doze anos depois, em 1995, atravessou o mesmo signo ou arco do céu, e doze anos depois, em 2007 percorreu mais uma vez o signo de Sagitário. Signos são segmentos de arco, de 0º a 30º cada um, na circunferência celeste a que chamamos Zodíaco (360º =12 signos, 12x30º). Estão todos no céu em simultâneo, seis na metade visivel do céu e seis na metade invisível, abaixo da linha do horizonte.

 

JÚPITER EM CARNEIRO:

FAVORÁVEL AO CENTRO E À DIREITA, NO MEIO DA TURBULÊNCIA REVOLUCIONÁRIA

 

A passagem de Júpiter no signo de Carneiro (arco do céu de 0º a 30º da eclíptica) produz, em regra, um fenómeno de dupla face: uma esquerdização do movimento popular seguida de um triunfo das direitas ou do centro em eleições legislativas ou mediante um golpe militar.

 

Em 25 de Abril de 1975, com Júpiter em 8º-9º do signo de Carneiro, o PS de Mário Soares vence, sem maioria absoluta, as eleições à Assembleia Constituinte, relegando para terceiro lugar o PCP que demonstrava grande poder de mobilização popular nas ruas. A assembleia ficará com uma maioria de deputados não comunistas e anticomunistas, o que constitui um balde de água fria para a revolução marxista e anarquista em curso.

 

Em 19 de Julho de 1987, com Júpiter em 28º do signo de Carneiro, o PSD do primeiro-ministro Cavaco Silva vence, pela primeira vez com maioria absoluta de deputados, as eleições legislativas em Portugal. A direita burguesa liberal fica agora com o caminho aberto às privatizações na economia.

 

Em 23 de Janeiro de 2011, com Júpiter em 0º do signo de Carneiro, Cavaco Silva, candidato das direitas PSD e CDS, é reeleito presidente da República Portuguesa com 52,95% dos votos, derrotando o candidato do PS e do BE, Manuel Alegre (19,76% de votos)  o independente de centro, maçon, Fernando Nobre (14,10% de votos), o candidato do PCP Francisco Lopes (7,1% de votos), o candidato radical madeirense José Manuel Coelho (4,5% de votos).

 

Outras datas marcadas por Júpiter em Carneiro que traduzem uma inflexão para a direita são:

 

Em 27 de Abril de 1928, com Júpiter em 21º  do signo de Carneiro, Oliveira Salazar, dirigente do centro católico, ascende a ministro das Finanças do 4º governo da ditadura militar de direita.

 

Em 7 de Maio de 1940, com Júpiter em 27º do signo de Carneiro, o governo de Salazar e a Santa Sé assinam uma concordata que restabelece grande parte do poder da igreja católica romana em Portugal, nomeadamente a indissolubilidade dos matrimónios celebrados no rito romano e o ensino do catolicismo nas escolas públicas.

 

Em 1 de Abril de 1964, com Júpiter em 27º do signo de Carneiro, o golpe militar de direita iniciado no dia anterior em Minas Gerais, triunfa na capital do Brasil e derruba o presidente da República João Goulart, instaurando a ditadura militar.

 

Em 25-27 de Novembro de 1975, com Júpiter em 15º de Carneiro, instigados pela CIA, que com Frank Carlucci, Mário Soares e Ramalho Eanes preparam o Termidor da revolução popular, os páraquedistas de Tancos ocupam, no dia 25, a base militar da Ota e outras, visando  derrubar o VI governo provisório chefiado por Pinheiro de Azevedo, mas, no dia 26, os comandos da Amadora chefiados por Jaime Neves neutralizam o ingénuo golpe esquerdista, assaltando o revolucionário regimento da Polícia Militar na Ajuda, à custa de 8 mortes, enquanto Otelo Saraiva de Carvalho, que comanda 10 000 soldados, fica neutro. Opera-se uma viragem à direita que estabiliza, ao centro, o regime político que passará a ser uma democracia burguesa avançada.

 

Em 24 de Março de 1976, com Júpiter em 29º do signo de Carneiro, um sangrento golpe militar fascista promovido pelo general Videla e outros, na Argentina, derruba o governo da presidenta Maria Isabel Perón e instaura uma ditadura que assassinará milhares de militantes de esquerda.

 

JÚPITER EM TOURO:

EXITOS PARCIAIS DO CDS NAS ELEIÇÕES DE 1976 E 2011, DESLIZE PARA A DIREITA

 

A passagem de Júpiter no signo de Touro (arco do céu de 30 a 60º de longitude eclíptica) produz, em regra, um deslizar para a direita do fiel da balança da situação política e liga-se a duas eleições legislativas, em 1976 e 2011, em que o CDS conservador obteve um bom resultado que lhe permitiu ascender ao governo, a curto ou médio prazo, nesse quadro parlamentar.

 

Em 25 de Abril de 1976, com Júpiter em 6º-7º do signo de Touro, o PS de Mário Soares vence, sem maioria absoluta, as eleições legislativas em Portugal e o CDS, de direita conservadora, sobe de quarto para terceiro partido parlamentar, garantindo, a médio prazo, a sua ascensão ao governo, que ocorrerá em Janeiro de 1978, em coligação com o PS de Soares.

 

Em 27 de Junho de 1976, com Júpiter em 21º do signo de Touro, o general Ramalho Eanes, candidato do bloco de direitas e centro-esquerda PS-PSD-CDS, é eleito presidente da República Portuguesa com 61,59% de votos. A esquerda revolucionária polarizada em Otelo Saraiva de Carvalho (16,46% de votos) é derrotada, tal como Pinheiro de Azevedo (14,37% de votos) e Octávio Pato do PCP (7,59% de votos).

 

Em 5 de Junho de 2011, com Júpiter em 0º do signo de Touro, o PSD de Passos Coelho vence as eleições legislativas com 38, 63% de votos. O CDS é um vencedor secundário, com 11,74% de votos, porque ascenderá ao governo coligado com o PSD. Portugal vira à direita.

 

 

Outros factos ligados à passagem de Júpiter em Touro são:

 

Em 6 de Dezembro de 1383, com Júpiter em 17º do signo de Touro, D. João, mestre de Avis, chama ao Paço, em Lisboa, o galego conde João Fernandes Andeiro, amante da rainha Leonor Teles e membro do partido castelhano, e assassina-o, enquanto Álvaro Pais, nas ruas de Lisboa, amotina a multidão gritando «Acudam, que matam o mestre!» e a turba aflui ao Paço aclamando D. João.

 

Em 6 de Abril de 1384, com Júpiter em 27º do signo de Touro, o exército português de 3900 homens, comandado por Nuno Álvares Pereira, derrota na batalha dos Atoleiros, município de Fronteira, o exército castelhano de 6500 homens.

 

Em 5 de Outubro de 1667, com Júpiter em 3º-2º de Touro, à frente de um grupo de nobres e apoiado por um tumulto popular em Lísboa, D. Pedro, que já namorava a rainha D. Maria Francisca de Sabóia, sua cunhada, invade o Paço e intima o rei D. Afonso VI a demitir o secretário de Estado António de Sousa Macedo, incompatibilizado com a rainha, intimação a que Afonso VI, abandonado, cede, ficando à mercê do irmão que dentro de três meses o substituirá como regente do reino de Portugal

 

JÚPITER EM GÉMEOS: 

VIRAGENS DIREITISTAS EM PORTUGAL

 

 

A passagem de Júpiter no signo de Gémeos (arco do céu de 60º a 90º em longitude eclíptica)  liga-se, em regra, a viragens direitistas em Portugal.  

 

De 27 a 31 de Maio de 1823, com Júpiter em  15º-16º de Gémeos, produz-se em Portugal a viragem à direita pela revolta da Vilafrancada, com a proclamação da monarquia absoluta pelo Infante D.Miguel, no dia 27, e a partida do rei D. João VI, apoiado por um regimento militar de Bemposta, para Vila Franca, submetendo D.Miguel, mas suspendendo o regime constitucional liberal de 1820-1822 e instaurando um absolutismo moderado, no dia 31.

 

Em 22 e 23 de Dezembro de 1846, com Júpiter em 9º de Gémeos, o marechal Saldanha, chefe do governo conservador de D. Maria II, ataca com o seu exército a praça de Torres Vedras onde se aquartelara o exército da Junta revolucionária do Porto comandado pelo conde de Bonfim, que, sem o apoio militar do conde das Antas, acaba por se render. É uma vitória da direita liberal.

 

De 5 a 8 de Dezembro de 1917, com Júpiter em 5º do signo de Gémeos, o major Sidónio Pais, ligado aos latifundiários e ao partido Unionista, com apoio de parte do exército, e o concurso de anarco-sindicalistas irritados com a represssão da burguesia PRP, desencadeia um sangrento golpe militar que derruba o governo do PRP de Norton de Matos e Afonso Costa, sendo este preso no Porto, no dia 8. Nasce a República Nova, direitista, sem a «formiga branca» e a Carbonária como colunas de sustentação.

 

 

 

JÚPITER EM CARANGUEJO.

FAVORÁVEL ÀS DIREITAS

 

A passagem de Júpiter no signo de Caranguejo (arco do céu de 90º a 120º ) gera, em regra, o triunfo das direitas liberais ou conservadoras em Portugal.

 

Em 17 de Março de 2002, com Júpiter em 6º do signo de Caranguejo, o PSD de Durão Barroso vence, sem maioria aboluta de deputados, as eleições legislativas, pondo fim à governação do PS de Guterres que durava desde Outubro de 1995. O CDS de Paulo Portas é um co-vencedor destas eleições porque ascenderá ao governo em coligação com o PSD.

 

Outras datas relevantes de Júpiter em Caranguejo são:

 

Em 21 de Outubro de 1147, com Júpiter em 4º do signo de Caranguejo, o rei D. Afonso Henriques com o seu exército de 12000 a 16000 soldados toma aos muçulmanos  a cidade de Lisboa, já saqueada dias antes pelo exército de 13 000 cruzados flamengos, normandos, ingleses e escoceses. 

 

Em 14 de Agosto de 1385, com Júpiter em 22º do signo de Caranguejo, o exército luso-inglês sob o comando de Nuno Álvares Pereira, entrincheirado perto de Aljubarrota e usando a tática do quadrado, vence o exército do rei D. João de Castela e consolida a independência nacional e o reinado de D. João I, mestre da ordem de Avis.

 

Em 24 de Fevereiro de 1777, com Júpiter em 15º do signo de Caranguejo, morre D. José I, déspota iluminado, e com ele cai o seu primeiro ministro Sebastião de Carvalho e Melo, marquês de Pombal, que reprimiu com mão de ferro a alta aristocracia de direita e a esquerda plebeia.

 

Em 29 de Junho de 1847, com Júpiter em 0º de Caranguejo, assina-se a convenção do Gramido entre o governo conservador de Saldanha, defensor da Carta Constitucional, apoiado na Quádrupla Aliança estangeira, e vencedor da guerra civil, e a Junta liberal de esquerda do Porto, defensora da Constituição liberal de 1836, vencida na guerra civil da Patuleia.

 

Em 14 de Dezembro de 1918, com Júpiter em 13º do signo de Caranguejo, José Júlio Costa, republicano, enfurecido pela repressão sidonista aos trabalhadores rurais por altura da greve geral de 18 de Novembro desse ano, assassina a tiro de pistola, na estação do Rossio, em Lisboa, o presidente da República Nova, o protofascista Sidónio Pais, que gozava do apoio da ala direita do Partido Socialista. Este assassinato agrada às direitas e às esquerdas republicanas, mas não à extrema-direita nem aos monárquicos.

 

Em 8 de Dezembro de 1977, com Júpiter em 3º-2º de Caranguejo, o 1º governo constitucional, do PS, chefiado por Mário Soares é derrubado por uma conjunção das direitas (PSD; CDS) e esquerdas (PCP; MDP, UDP) ao rejeitarem a moção de confiança ao governo proposta por este.

 

Em 16 de Dezembro de 2001, com Júpiter em 12º de Caranguejo, o primeiro-ministro do governo socialista, António Guterres, demite-se e faz cair o governo após conhecer os rsultados das eleições para as autarquias locais celebradas nesse dia, em que o PSD superou o PS.

 

Outros factos significativos da passagem de Júpiter em Caranguejo são:

 

De 9 a 11 de Novembro de 1918, com Júpiter em 15º do signo de Caranguejo, irrompe a República na Alemanha, com o derrube do imperador Guilherme II mediante a revolução em Berlim, no dia 9, e a assinatura do armistício que põe fim à primeira guerra mundial com a Alemanha vencida pelos Aliados, no dia 11.

 

Em 9 de Novembro de 1918, com Júpiter em 10º do signo de Caranguejo, nicia-se o derrube do muro de Berlim levado a cabo pela revolução democrática e anticomunista na Alemanha de Leste e os cidadãos berlinenses dos dois lados do muro confraternizam ente si. É a reunificação das duas Alemanhas que principia sob a égide do ocidente capitalista.´

 

JÚPITER EM LEÃO:

INFLUXO DE ESQUERDA

 

A passagem de Júpiter no signo de Leão (arco do céu de 120º a 150º de longitude) gera, em regra, um influxo de esquerda em Portugal.

 

Em 13 de Janeiro de 1991, com Júpiter em 10º do signo de Leão, Mário Soares é reeleito presidente da República com 70,35% dos votos, o apoio do PS e da ala esquerda do PSD e obtém, assim, a segurança necessária para começar a criticar com nitidez a governação do PSD de Cavaco Silva. Basílio Horta, candidato da direita CDS, fica em 14,16% de votos. Carvalhas, do PCP, obtém 12,92% de votos.

 

Outros factos ligados à passagem de Júpiter em Leão são:

 

De 9 a 11 de Setembro de 1836, com Júpiter em 8º do signo de Leão, eclode a revolução de esquerda liberal em Portugal conhecida como «revolução de Setembro», com a aclamação dos deputados radicais vindos do Porto, em particular os irmãos Manuel e José da Silva Passos, por populares armados que dão "vivas" à Constituição de 1820, e morras ao governo de direita e à Carta Constitucional, no dia 9, o pronunciamento da Guarda Nacional que exige à rainha D.Maria II a restauração da Constituição, no dia 10, e a cedência da rainha que jura a Constituição e investe o novo governo em que pontificam o conde de Lumiares (presidente), Manuel da Silva Passos (Reino), Vieira de Castro (Eclesiásticos e Justiça) e Sá da Bandeira (Estrangeiros), da ala esquerda do liberalismo.

 

De 3 a 5 de Novembro de 1836, com Júpiter em 16º do signo de Leão, ocorre a Belenzada, uma tentativa fracassada de expulsar a esquerda setembrista do governo, iniciada com a chegada de uma esquadra inglesa ao rio Tejo a fim de proteger a rainha D.Maria II no intento de abolir a Constituição liberal e a transferência da rainha com os generais conspiradores (Terceira, Saldanha) do palácio das Necessidades para o de Belém onde chama Passos Manuel e Vieira de Castro que recusam restaurar a Carta Constitucional e demite o governo, no dia 3, a nomeação de um governo conservador chefiado pelo marquês de Valença, e a resposta da Guarda Nacional e da plebe revolucionária que impedem o acesso dos conspiradores ao palácio de Belém e inclusive assassinam o liberal conservador Agostinho José Freire, ex ministro de D.Pedro IV, no dia 4, o desembarque de 600 militares ingleses na Junqueira e a reação da Guarda Nacional que desce a Alcântara e se prepara para atacar Belém e tirar a vida à contra-revolucionária D.Maria II, opondo-se a isso Passos Manuel, a quem a rainha reinveste como ministro de um novo governo setembrista chefiado por Sá da Bandeira, no dia 5.

 

Em 1 de Fevereiro de 1908, com Júpiter em 8º do signo de Leão, chegados de Vila Viçosa, o rei D. Carlos I e o príncipe herdeiro Luís Filipe são assassinados a tiro no Terreiro do Paço, em Lisboa, por dois membros da Carbonária, Alfredo Costa e Manuel Buíça, apostados em derrubar a ditadura monárquica de João Franco Castelo Branco que, em consequência deste regicídio, cai nesse dia. Os regicidas são chacinados  O príncipe D. Manuel ascende a rei e inaugura uma era de conciliação com o movimento republicano.

 

 

 

JÚPITER EM VIRGEM:

VITÓRIAS ELEITORAIS DO PSD EM 1979 E 1991, RENOVAÇÃO NA LIDERANÇA DAS DIREITAS

 

A passagem de Júpiter no signo de Virgem (arco do céu de 150º a 180º ) gera, em regra, o triunfo das direitas liberais ou conservadoras em Portugal.

 

Em 2 de Dezembro de 1979, com Júpiter em 9º do signo de Virgem, a Aliança Democrática, coligação das direitas e de parte do centro (PSD, CDS, PPM, reformadores de António Barreto) dirigida por Sá Carneiro e Freitas do Amaral e Ribeiro Teles, vence com maioria absoluta as (121 deputados a que somam 7 do PSD insular, num total de 250) as eleições legislativas em Portugal.

 

Em 6 de Outubro de 1991, com Júpiter em 4º-5º do signo de Virgem, o PSD, do primeiro-ministro Cavaco Silva, vence com maioria absoluta - 135 deputados eleitos num total de 230 - as eleições legislativas em Portugal, satisfazendo os apetites da direita liberal e neoliberal.

 

Outras datas significativas do trânsito de Júpiter em Virgem são:

 

Em 6 de Dezembro de 1185, com Júpiter em 20º do signo de Virgem, morre, em Coimbra, com cerca de 76 anos de idade, D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal.

 

De 19 a 21 de Abril de 1506, com Júpiter em 7º do signo de Virgem, enquanto a corte de D. Manuel I está ausente em Abrantes, ocorre em Lisboa o massacre dos judeus responsabilizados pela seca e fome que assolam o país, iniciado com o assassinato de um cristão-novo (judeu convertido) que negara que tivesse surgido no altar do convento de São Domingos, em Lisboa, um rosto místico de Cristo iluminado, no dia 19, e consubstanciado na matança de mais de 1.500 homens, mulheres e crianças de religião judia, estimulada por frades dominicanos que gritavam «Heresia! Heresia!», massacre levado a cabo por lisboetas e por marinheiros da Holanda, da Alemanha e outros países que saqueiam as casas e queimam os corpos em fogueiras no Rossio e na Ribeira das Naus.

 

Em 10 de Julho de 1921, com Júpiter em 14º do signo de Virgem, o Partido Republicano liberal de António Granjo e Carlos da Maia, conservador, vence as eleições legislativas na 1ª República Portuguesa habitualmente hegemonizada pelo Partido Republicano Português, vulgo partido Democrático de Afonso Costa e António Maria da Silva.

 

Em 11 de Abril de 1933, com Júpiter em 14º de Virgem, é proclamada a Constituição do Estado Novo em Portugal, um regime ditatorial católico-fascista que se apresenta como «democracia orgânica» sob a égide de Salazar.

 

Em 4 de Julho de 1945, com Júpiter em 21º do signo de Virgem, Alfredo Dinis (Alex) funcionário do Partido Comunista Português, é assassinado a tiro por uma brigada da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado na estrada nacional 115, ao quilómetro 71, em Bemposta, perto de Sobral de Monte Agraço.

 

Em 27 de Setembro de 1968, com Júpiter em 20º do signo de Virgem, Marcelo Caetano, líder da ala esquerda da ditadura salazarista, substitui como primeiro-ministro o incapacitado fundador do regime Oliveira Salazar, de 79 anos, vítima de hemorragia cerebral originada por uma queda em Agosto desse ano.

 

JÚPITER EM BALANÇA :

VITÓRIAS DO PS EM 1980 E EM 2005, EXALTAÇÃO DO REPUBLICANISMO DE ESQUERDA

 

A passagem de Júpiter no signo de Balança (arco do céu de 180º a 210º  de longitude eclíptica) gera vitórias eleitorais da esquerda em Portugal.

 

Em 7 de Dezembro de 1980, com Júpiter em 6º-7º do signo de Balança, o general Ramalho Eanes, com o apoio do PS, PCP e outros sectores da esquerda, é reeleito presidente da República Portuguesa, com 56,44% de votos, vencendo o candidato das direitas agrupadas na Aliança Democrática, general Soares Carneiro, com 40, 23% de votos.

 

Em 20 de Fevereiro de 2005, com Júpiter em 18º do signo de Balança, o PS de José Sócrates vence, com maioria absoluta de deputados (121 eleitos num total de 230), as eleições legislativas em Portugal.

 

Outras datas significativas da passagem de Júpiter em Balança são:

 

Em 25 de Julho de 1139, com Júpiter em 0º do signo de Balança, em Ourique, o exército cristão de Afonso Henriques derrota em combate um exército muçulmano mais numeroso, o que fará com que o conde lusitano passe a usar, a partir de 1140, o título de «Rei dos Portucalenses».

 

Em 30 de Novembro de 1162, com Júpiter em 8º de Balança, a cidade de Beja é tomada aos islâmicos por um exército de Afonso Henriques comandado por Fernão Gonçalves.

 

Em 20 de Junho de 1483, com Júpiter em 0º do signo de Balança, D. Fernando, duque de Bragança, envolvido numa conspiração contra o rei D.João II que procedia à centralização do poder na coroa retirando privilégios à aristocracia feudal, é degolado publicamente em Évora.

 

Em 4 de Agosto de 1578, com Júpiter em 10º do signo de Balança, o exército português, aliado ao exército do sultão Mulei Moluco, é derrotado por um grande exército do sultão de Marrocos  Mulay Mohammed, com apoio otomano, na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de Marrocos, desaparecendo o rei D.Sebastião, símbolo da nobreza africanista, e a mais alta fidalguia portuguesa.

 

Em 1 de Novembro de 1755, com Júpiter em 7º  de Balança, um sismo, acompanhado de maremoto, destrói quase por completo a cidade de Lisboa, matando cerca de 90 000 pessoas, e causa grandes destruições no sul de Portugal, em especial no Algarve.

 

De 7 de Abril a 13 de Maio de 1851, com Júpiter em 18º-4º do signo de Balança, dá-se o golpe de Estado da Regeneração que expulsa o direitista António da Costa Cabral da chefia do governo, com a sublevação do marechal Saldanha em Sintra (7 de Abril) buscando apoios em Mafra, Leiria e acabando por fugir para a Galiza, a adesão de Lisboa a Saldanha e a fuga de Costa Cabral substituido no governo pelo duque da Terceira (26 de Abril) e a entrada triunfal de Saldanha em Lisboa para chefiar o primeiro governo da Regeneração (13 de Maio).

 

 

Em 5-8  de Outubro de 1910, com Júpiter em 21º-22º do signo de Balança, a esquerda obtèm um triunfo em Portugal, com a implantação da República através da insurreição de Machado Santos e da Carbonária em Lisboa, no dia 5, e a expulsão dos jesuítas e nacionalização dos bens das ordens religiosas em Portugal decretada pelo novo ministro da Justiça, Afonso Costa.

 

Em 19-20 de Outubro de 1921, com Júpiter em 4º-5º do signo de Balança, unidades da GNR em combinação com o pequeno Partido Republicano Radical de Manuel Maria Coelho desencadeiam um golpe militar em Lisboa contra o governo de direita do Partido Liberal o que conduz ao aprisionamento e assassínio de António Granjo, chefe do governo, do almirante Machado Santos e do comandante Carlos da Maia por um grupo de amotinados em que prevalece o cabo Abel Olímpio, pago em segredo por sectores monárquicos para desestabilizar a República.

 

 

De 14 a 16 de Maio de 1958, com Júpiter em 23º do signo de Balança, a campanha eleitoral do general Humberto Delgado contra Salazar e o Estado Novo atinge o auge, com a concentração de cerca de 250 000 pessoas na baixa da cidade do Porto em apoio do candidato da democracia liberal e da maçonaria, Delgado, que promete suprimir o fascismo português, no dia 14, e a chegada do general Delgado de comboio a Lisboa, no dia 16, havendo cargas de sabres da GNR a cavalo sobre o povo antifascista de Lisboa.

 

 

Em 4 de Dezembro de 1980, com Júpiter em 6º do signo de Balança, a explosão de uma bomba colocada num avião CESNA por Lee Rodrigues, a mando da CIA e do grupo mundialista de Bilderberg, causa a morte dos seus 8 ocupantes, no céu de Camarate, entre os quais o primeiro ministro Francisco Sá Carneiro e o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa, homens íntegros da direita portuguesa que bloqueavam o trânsito de armas dos EUA para o Irão via Portugal.

 

JÚPITER EM ESCORPIÃO:

VIRAGENS À DIREITA, REVOLTA DO PORTO

 

A passagem de Júpiter no signo de Escorpião (arco do céu de 210º a 240º de longitude eclíptica) gera, em regra, uma viragem à direita em Portugal, que se faz acompanhar de uma revolta no Porto.

 

Em 22 de Janeiro de 2006, com Júpiter em 16º do signo de Escorpião, Aníbal Cavaco Silva, candidato das direitas PSD e CDS, é eleito presidente da República Portuguesa com 50,54% de votos. Manuel Alegre, candidato de centro-esquerda independente, recebe 20,74% dos votos, derrotando Mário Soares (14, 31% de votos), candidato do PS, o comunista Jerónimo de Sousa (8,64%) e Francisco Louçã (5,32%), do Bloco de Esquerda. Pela primeira vez desde 1976, um presidente de centro-direita vai habitar o palácio de Belém.

 

Outros factos interessantes ligados à passagem de Júpiter no signo de Escorpião são:

 

De 22 de Fevereiro a 7 de Dezembro de 1828, com Júpiter em 14º-4º- 29º do signo de Escorpião, restauração do absolutismo em Portugal por D.Miguel e revolta liberal do Porto, com a chegada deste a Lisboa (22 de Fevereiro) o seu juramento hipócrita da Carta Constitucional assumindo o lugar de regente (26 de Fevereiro), tumultos absolutistas em Lisboa e aclamação de D. Miguel pelo Senado de Lisboa, de Coimbra e Aveiro (25 de Abril) , a convocação dos três Estados do Reino por D.Miguel a fim de retirar a seu irmão D.Pedro a legitimidade de ser rei (3 de Maio), o levantamento de regimentos em defesa da Carta constitucional no Porto (16 de Maio), a entrada do exército absolutista no Porto e fuga da Junta Liberal para a Galiza (3 de Julho),  o juramento de D. Miguel como rei absoluto perante os três Estados (7 de Julho) e a sua aclamação (11 de Julho), promulgação dos decretos do terror absolutista (4 a 18 de Agosto) a chegada de uma esquadra liberal à Madeira acidente de D. Miguel que parte uma perna ao tombar a carruagem que conduz perto de Caxias (9 de Novembro), dissolução do depósito de emigrados liberais portugueses em Plymouth por ordem do governo inglês (7 de Dezembro).

 

De 12 de Novembro de 1910 a de Dezembro de 1911, com Júpiter em 0º- 14º- 4º- 26º de Escorpião, a República revela-se um regime democrático de direita, com a decisão de conceder a D. Manuel II, rei deposto, continuar a auferir os seus rendimentos pessoais (12 de Novembro) a repressão violenta pela GNR da vaga de greves por todo o país, dos ferroviários, operários da Companhia do gás, corticeiros, jornaleiros do Alentejo e Ribatejo violentamente reprimidas pela GNR (Dezembro de 1910 e Janeiro de 1911),a promulgação da lei de separação entre o Estado e a Igreja (20 de Abril), a eleição, pelo bloco republicano conservador, de Manuel de Arriaga como presidente da República (24 de Agosto), a incursão monárquica de Paiva Couceiro em Chaves e Vinhais (5-17 de Outubro), o espancamento de António José de Almeida por partidários do radical Afonso Costa (20 de Outubro),  o decreto proibindo ao bispo da Guarda residir no distrito por 2 anos (25 de Novembro).

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De 5 de Dezembro de 1981 a de 20 Dezembro de 1982,  com Júpiter em 1º-10º-0º- 28º do signo de Escorpião, o 8º governo constitucional, da Aliança Democrática, liderado por Pinto Balemão, desenvolve uma viragem à direita, com a reeleição do primeiro-ministro Pinto Balsemão como líder do PSD no IX Congresso Nacional deste partido no Porto (5-6 de Dezembro de 1981), o homicídio a tiro pelo corpo de intervenção da PSP de 2 militantes da CGTP e ferimentos em mais de 100 pessoas na baixa do Porto aquando de uma disputa com militantes da UGT(noite de 30 de Abril para 1 de Maio), a demissão de Pinto Balsemão do cargo de primeiro-ministro apesar de sustentado por uma maioria absoluta da AD (20 de Dezembro).

 

 

Nada disto é do conhecimento dos filósofos triunfantes, dos catedráticos de filosofia, professores liceais, astrólogos comerciais «humanistas» que continuam a mentir dizendo que os astros não determinam o destino das pessoas e das sociedades. A estupidez doutorada, anti astrologia, dos Karl Popper, dos Carl Sagan e seguidores impera nas universidades, nos livros e revistas, na televisão e jornais. (CONTINUA)

 



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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012
O pensador profundo sabe que o livre-arbítrio não existe

 

Os pensadores profundos sempre souberam que o livre-arbítrio não existe, que o homem não decide livremente nada mas são as

circunstâncias que o envolvem que o obrigam, inconscientemente, a fazer esta ou aquela escolha. Schopenhauer afirmou-o e Nietzsche também. No entanto a massa popular e os chamados filósofos superficiais - 98% dos professores de filosofia - sustentam que o livre-arbítrio existe, porque «sentem» que são livres, podem fazer escolhas livres, etc. Como resolver esta questão meta-ética?

 

Cruzando sistematicamente duas ciências - a história e a astronomia - conclui-se que o livre-arbítrio não existe. Surge assim a Astrologia Histórico-Social, ciência que tenho vindo a edificar com solidez, que, pela análise dos factos históricos descobre regularidades, leis, que indiciam a presdestinação de todos os acontecimentos objectivos realizada pelos graus da coroa celeste de constelações denominada Zodíaco.

 

ÁREA 7º-8º DO SIGNO DE GÉMEOS:

OS ESTUDANTES ASSASSINOS

A passagem de um planeta, Sol ou Nodo da Lua em 7º-8º do signo de Géneos, signo que se estende de 60º a 90º da eclíptica ou trajectória aparente do Sol, é condição necessária mas não suficiente para levar um ou mais estudantes a assasinar colegas, professores e outros cidadãos, algures no mundo.

 

 

Em 20 de Abril de 1999, com Vénus em 8º 42´/ 9º 51´ de Gémeos, dois adolescentes armados, membros do grupo «Máfia dos Impermeáveis», xenófobo e neonazi, matam a tiro 13 pessoas e ferem outras 21 na escola secundária Columbine, em Littletown, no Colorado, e suicidam-se, em seguida;em 15 de Janeiro de 2002, com Saturno em 8º 31´/ 29´ de Gémeos, um tiroteio numa escola em Manhattan (Nova Iorque) causa 2 feridos; em 16 de Janeiro de 2002, com Saturno em 8º 29´/ 27´ de Gémeos, descontente pelas suas baixas classificações, um estudante estrangeiro assassina a tiro dois professores, um deles Anthony Sutin e um estudante e fere gravemente outras três pessoas na Faculdade de Direito da Universidade de Apalaches em Grundy (Virginia); em 19 de Fevereiro de 2002, com Saturno em 8º 9´/ 8º 10´ de Gémeos, um jovem de 22 anos arremesa granadas dentro da escola profissional de a Freising, Alemanha, assassina a tiro o director, fere gravemente um professor e suicida-se; em 11 de Março de 2002, com Saturno em 8º 55´/ 8º 58´ de Gémeos, 15 raparigas morrem queimadas num incêndio de uma escola feminina em Meca, Arábia Saudita, depois de a polícia impedir que saíssem do edifício como punição por não usarem o “Abaya” (túnica prescrita pelo Islão); em 26 de Abril de 2002, com Marte em  8º 20´/ 9º 0´ de Gémeos, um estudante mal sucedido, de 19 anos, vestido de negro e mascarado, entra numa escola secundária em Erfurt, Alemanha, e dispara com uma espingarda e uma pistola matando 14 professores, 2 raparigas estudantes, um polícia e acaba por suicidar-se;em 29 de Junho de 2012, com Vénus em 7º 31´/ 7º 36´ de Gémeos, o diretor da escola municipal Ministro Marcos Freire, em Olinda,  Brasil, professor Delmiro Salvione Bonin, morre após ser baleado no coração por um estudante na escola municipal Luiz Claudio Josué, no distrito de Nova Casa Verde, no município Nova Andradina também dirigida pelo professor; em 20 de Julho de 2012, com Júpiter em 8º 6´/ 8º 17´ de Gémeos, James Holmes estudante de 24 anos, ,vestido com uma máscara de gás e roupas à prova de balas, dizendo que  era o Coringa, invade a estreia de Batman: o Cavaleiro das Trevas Ressurge numa sala de cinema de Aurora, Denver, Colorado, armado com fuzil, uma escopeta e dois revólveres e dispara contra a multidão, matando 12 pessoas e ferindo 58.

 

 

 

 

De facto, a passagem de um planeta, do nodo da Lua ou do Sol em 7º-8º do signo de Gémeos activa uma radiação zodiacal que leva a que um ou mais estudantes exerçam violência, muitas vezes assassina, sobre colegas, professores e cidadãos em geral. Isto nega o livre-arbítrio: os estudantes assassinos foram manipulados pelos "fios invisíveis" que os planetas desprendem a partir do grau do Zodíaco que ocupam numa dada hora e num dado dia. Quantos dias, durante o ano os planetas e o Sol transitam os graus 7 e 8 do signo de Gémeos? Entre 10 a 20 dias, em regra. Este ano de 2012, Janeiro, Fevereiro, Agosto, Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro são meses que não têm nenhum dia em que um planeta (exceptuamos a Lua) ou o Sol ou um Nodo da Lua transitem os graus 7º e 8º de Gémeos.  É portanto significativa a correlação que estabeleço.

 

Que os detractores da astrologia refutem estes dados, se forem capazes! Que diria o velho Popper disto? Não conseguiria refutar esta indução forte e, mesmo permanecendo fiel ao seu anti indutivismo, seria obrigado a colocar esta indução histórico-astronómica «A passagem de um planeta em 7º-8º de Gémeos cria em regra, um massacre executado por um estudante» no mesmo plano que a afirmação médica «a insulina baixa, em regra, o teor de açúcar no sangue».

 

Fui o primeiro na história da Astrologia Mundial a identificar grau a grau o Zodíaco nos planos político, económico, religioso, artístico, filosófico, biofísico, de acidentes de comboio, avião, barco, etc. Não admira, pois, que tantos adversários encontre esta teoria que rompe com o paradigma do «futuro em aberto, com inexistência de determinismo planetário na sociedade humana e na Terra». Mas os professores de filosofia deveriam ser os primeiros a reflectir com seriedade sobre estes dados e a perceber que as coisas não são o que parecem: onticamente, em termos heideggerianos, somos livres, mas ontologicamente, a um nível mais profundo, somos determinados completamente pelas radiações emanadas do Zodíaco. Os factos que apresento apontam irrefutavelmente nesse sentido.

 

 

 

 

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Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012
Confusões de Pinharanda Gomes sobre Ideísmo e Idealismo

 

Baseado no carácter anfibólico do termo «idealismo» Josué Pinharanda Gomes, filósofo e historiador da filosofia portuguesa, nascido a 16 de Julho de 1939, na aldeia de Quadrazais (Sabugal), estabeleceu uma confusa distinção entre ideísmo e idealismo. Escreveu:

 

«IDEALISMO- Nó górdio da teoria do conhecimento e da gnosiologia, ainda está por definir se isso que se designa de idealismo não devia ser designado por ideísmo. A teoria racionalista, mais insistente a partir da filosofia cartesiana, sobre a origem e a natureza do conhecimento, que propõe no princípio «noções primitivas», ideias inatas ou formas apriorísticas independentes da realidade (e portanto distinção racional entre res cogitans e res extensa) é um ideísmo como em Platão. Substantivo,  ideísmo implica o próprio da ideia. Adjectivo, idealismo indica algo que se desprende da ideia, que nesta se funda, mas não é somente ideia (...) A ideia está para o ideal em movimento de progresso, e o ideal está para a ideia em movimento de regresso, e a teoria habitualmente denominada idealismo (por influência da nomenclatura gernânica) deveria nominar-se ideísmo. Nem todo o idealismo é um ideísmo, havendo idealismo que equivale a realismo gnosiológico, e por virtude deste, elabora paradigmas e enteléquias para as quais o espírito tende mas que são ideais e não ideias propriamente ditas. O ideísmo é ideísta, o idealismo pode ser realista.» (Pinharanda Gomes, Dicionário de Filosofia Portuguesa, 2ª edição, páginas 171-172, Dom Quixote; o destaque a negrito é posto por mim).


Pinharanda Gomes não consegue definir com clareza o que é o ideísmo. Aponta a teoria de Platão como exemplo de ideísmo e opõe esta definição à de realismo gnosiológico. No entanto, Pinharanda Gomes parece ignorar que a teoria de Platão é um realismo gnosiológico, pois nela a matéria é anterior à humanidade e à consciência humana e, oviamente, exterior a esta. Sustento que a  teoria racionalista não é obrigatoriamente um ideísmo. O marxismo-leninismo é uma teoria racionalista - ou empiro-racionalista - e não é ideísmo nenhum. É um realismo: não reduz a realidade exterior física, à ideia, pelo contrário.


Ao referir que a teoria racionalista defende a existência «de ideias inatas ou formas apriorísticas independentes da realidade (e portanto distinção racional entre res cogitans e res extensa)» Pinharanda Gomes comete três imprecisões: em primeiro lugar, as ideias inatas não são independentes da realidade, elas são reais, são, sim, independentes da realidade empírica, da experiência; em segundo lugar, as ideias inatas não são o único motor necesssário da distinção entre res cogitans (pensamento) e res extensa (extensão, isto é, o comprimento, a largura e a altura das coisas materiais), pois há pensadores empiristas, da tábua rasa, que dizem não haver ideias inatas mas distinguem res cogitans de res extensa; em terceiro lugar, há racionalismo que rejeita a teoria das ideias inatas (inatismo).


Como a generalidade dos catedráticos de filosofia, Pinharanda Gomes não distingue com clareza o ideísmo (idealismo) de Kant do de Hegel. Não basta distinguir ideísmo de idealismo (ético ou telelógico) e Pinharanda não conseguiu fazê-lo: ao dizer «o ideísmo é ideísmo» pronuncia uma tautologia... Há três planos em torno deste tema ideia e não dois, como supunha este autor.

Portugal é um país de pensadores de curto alcance, não dialéticos. E a universidade mundial, em geral, idem. Não sabem hierarquizar os conceitos em géneros e espécies e mostrar como se intersectam circularmente entre si, lateralmente ou de forma descendente. Nada disto a fenomenologia ou a filosofia analítica souberam aprofundar. Os catedráticos, os professores do secundário não têm uma clara noção disto.

 

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Sábado, 11 de Agosto de 2012
Confusões de Eduardo Lourenço sobre Kant: não há intermédio entre fenómeno e númeno?

 

Eduardo Lourenço, filósofo universitário e prémio Pessoa em 2011, debateu-se, em parceria com a generalidade dos filósofos e catedráticos de filosofia, numa maré turva de incompreensões sobre a ontognosiologia de Kant. Escreveu àcerca do cogito (eu pensante) em Kant:

 

«Afastada a hipótese do cogito como númeno põe-se o problema: como  Kant não conhece intermediário entre o númeno e o fenómeno, é o cogito um fenómeno? Isso seria confundir o conhecimento psicológico com o transcendental - o cogito é a própria condição dos fenómenos e não um entre eles.  A sua maneira de existir será então a duma pura forma de ligação dos conceitos com as intuições, a ação de subsumir o singular no universal.»

(Eduardo Lourenço, Heterodoxias I, página 117, Gradiva; o negrito é colocado por mim).

 

 

Não há intermediário entre fenómeno e númeno na gnoseologia de Kant e este desconhecia um tal intermediário, como garante Lourenço? É óbvio que há: é a própria sensibilidade que é cega para o exterior do espírito humano, ou seja, está «às escuras» em relação aos númenos que flutuam ou subsistem fora dela, como Deus e mundo como totalidade, mas recebe um difuso e imperceptível «contacto» destes. Na Crítica da Razão Pura, Kant afirma que o númeno afecta de alguma maneira a sensibilidade e em consequência disso esta fabrica o fenómeno. Portanto, a sensibilidade, na qual vivem os fenómenos como as ilhas no mar, é o intermediário entre estes e os númenos.

 

Surpreendente é que o laureado Eduardo Lourenço não se aperceba que o cogito em Kant é o conjunto do entendimento - intelecto que pensa os fenómenos, o mundo da natureza física- e da razão - intelecto que pensa a metafísica, o ilógico, os númenos. E se admite que a função do cogito é «subsumir o singular no universal» como não detecta que quem faz isso é o entendimento e que este é cogito?

São estes intelectuais de segunda água, de pensamento fragmentado, antidialético, confusos e pomposos nos seus doutoramentos, como Eduardo Lourenço, que dominam a filosofia institucional, os grandes media.

 

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Sexta-feira, 10 de Agosto de 2012
Confusões de Eduardo Lourenço sobre Kant: é a apercepção transcendental distinta do Cogito cartesiano?

 

Eduardo Lourenço, filósofo universitário e prémio Pessoa em 2011, não compreendeu a ontologia de Kant em alguns pontos essenciais. Escreveu a propósito da síntese que é o conhecimento forjado no entendimento (Verstand), uma das divisões do espírito humano segundo Kant:

 

«Qual é então o fundamento da síntese? É o cogito, não no sentido cartesiano de algo subsistente e real, mas de consciência que acompanha todos os conceitos e representações, pura condição a priori do conhecimento. »

"O eu penso deve poder acompanhar todas as minhas representações; porque de outro modo haveria em mim qualquer  coisa de representado que não poderia ser pensado, o que equivaleria a dizer que ou a representação seria impossível ou pelo menos não seria nada para mim...Designo ainda a unidade desta representação sob o nome de  unidade transcendental da consciência de si" (Nota 79: Kant, Crítica da Razão Pura, pag.138)".  

 

«Detenhamo-nos na concepção kantiana da unidade da apercepção transcendental. Ela marca toda a distância que separa a filosofia crítica da metafísica de Fichte, Schelling, Reinold e Hegel. O seu tipo de existência é puramente lógico e não ontológico como o cogito cartesiano ou husserliano cuja realidade indubitável e concreta é apreendida numa intuição original. Ora, para Kant, a única espécie de intuição que existe é a intuição sensível e essa é uma representação que é dada anteriormente a todo o pensamento. O cogito, pelo contrário é um "acto de espontaneidade , quer dizer que não se poderá olhá-lo como pertencente à sensibilidade." (Crítica da Razão Pura, ibid, pag 138).

«Chama-se por isso apercepção pura distinguindo-a da apercepção empírica que caracteriza o acto de apreensão de um eu empírico, coleção de sensações e representações, contraditórias com a unidade que caracteriza o eu transcendental.» 

(Eduardo Lourenço, Heterodoxias I, página 115-116, Gradiva; o negrito é colocado ).

 

 

Isto revela uma grande confusão do laureado com o prémio Pessoa 2011 sobre a ontognosiologia de Kant.  O cogito de Descartes é uma estrutura a priori do espírito humano, ontológica, e a apercepção pura da consciência em Kant não é senão esse mesmo cogito, porque é anterior ao representado, é a priori. Mas Eduardo Lourenço não se apercebe dessa identidade. A lógica é inseparável da ontologia não pode haver uma estrutura lógica que não seja ontológica, a lógica é a radiografia óssea do corpo no qual se inserem os nexos lógicos, os «ossos». Dizer que a apercepção transcendental pura é lógica e não ontológica é não compreender que o entendimento e a razão - molas ou constituintes da apercepção pura - são ontológicos, sendo o entendimento a estrutura e função lógica e a razão a estrutura e função ilógica e supra-lógica.

 

Para diferenciar o cogito da apercepção pura Eduardo Lourenço usa, confusamente o argumento de que Kant nega haver outra intuição além da sensível, esquecendo que Descartes e Husserl deram ao termo intuição um sentido diferente, o de apreensão intelectual e instantânea da verdade.

 

Aliás como se chegaria à certeza de que o entendimento segundo Kant possui as categorias (formas lógicas) a não ser por apreensão intelectual que é a própria apercepção transcendental? Chamar a esta apreensão intuição é o que Husserl fez e Kant não, mas não é motivo para dizer que  cogito e apercepção transcendental sejam distintos...Não é a lógica que descobre a lógica, mas a estrutura ontológica, material ou espiritual, que descobre a lógica. As categorias do entendimento são estruturas ontológicas, e lógicas, de carácter imaterial inerentes ao eu humano.

 

Se Eduardo Lourenço argumentar que é o próprio Kant que postula ser a apercepção transcendental, etérea e formal, diferente de um cogito cartesiano substancial, contraporei o seguinte: a opinião de Kant em várias matérias é incoerente, não é de fiar, como no caso do seu falacioso ataque ao "idealismo dogmático" de Berkeley que é, na essência, o mesmo que o idealismo transcendental de Kant.

 

Mas isto nem Eduardo Lourenço nem os mais famosos catedráticos de filosofia, perdidos na hiper-análise fragmentária (exemplificando o que é hiper-análise: o não reconhecer que uma moeda de prata é, no essencial geral, o mesmo que uma moeda de cobre, ou que um gato preto e um grato branco são da mesma classe) não são capazes de ver.

 

Estou, pois, com Schopenhauer contra a falsidade das cátedras universitárias em filosofia e o sistema de favores mútuos de carreira entre a camada dos professores de filosofia de cátedra- ainda que eu não acompanhe as críticas de «charlatanismo»  com que ele mimoseou Hegel e Schelling.

 

  

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Quinta-feira, 9 de Agosto de 2012
Confusões de Eduardo Lourenço sobre a teoria de Hegel

 

Eduardo Lourenço, nascido em Almeida, em 23 de Maio de 1923, filósofo universitário e prémio Pessoa em 2011, não compreendeu integralmente a ontologia hegeliana. Escreveu:

 

«Toda a verdade é devir do pensamento para Hegel. Todo o devir do pensamento é verdade para Gentile. Verum et factum comvertuntur. Num caso e no outro, as duas doutrinas postulam logicamente a negação de toda a transcendência, com um rigor e uma coerência de que a história não oferece exemplo segundo.» (Eduardo Lourenço, Heterodoxias I, página 63, Gradiva; ).

 

Ora, ao menos no que se refere a Hegel, Eduardo Lourenço equivoca-se plenamente: Hegel não postula a negação de toda a transcendência, uma vez que a ontologia, a história da eternidade começa com a ideia absoluta - Deus, o Espírito puro sem matéria, sem espaço nem tempo - em si mesma, na fase do Ser em si e por si. É a essência imóvel, a transcendência absoluta, o sem limites.

 

Só na segunda fase da teoria da ideia absoluta na história, de Hegel, existe a absoluta imanência e começa o movimento dialético da Ideia: Deus desaparece do não lugar onde se encontra e transforma-se no seu contrário, em universo material, dotado de espaço e tempo. A Ideia-Deus  converte-se em astros, oceanos, rios, montanhas, pedras, árvores e reino vegetal, animais não humanos.

 

A terceira fase da história da Ideia Absoluta inicia-se com o aparecimento da humanidade, que é Deus encarnado na humanidade (mistura de espírito e matéria), e desenvolve-se através das sucessivas formas de estado - oriental, do déspota; grego, das pequenas democracias com escravos; romano, do império com escravos e homens livres; do cristianismo reformado por Lutero e ampliado com a revolução francesa de 1789, em que todos os homens são livres. Esta fase é simultaneamente imanência e transcendência: nesta fase, Deus, que adormecera em natureza bruta, acordou em forma de humanidade e simultaneamente restabeleceu a primeira fase, a do Deus Espírito fora do mundo, como o Deus de Aristóteles. Se assim não fosse, a quem se dirigiriam as preces dos homens religiosos ? Ao vazio?  Sim, na opinião de Marx e Engels. Não na opinião de Hegel que era um filósofo espiritualista, protestante, que preservou a transcendência, excepto na segunda fase, a do Ser fora de si, ou natureza física anterior à existência da humanidade.

 

Eduardo Lourenço, à semelhança da generalidade dos catedráticos portugueses, não entendeu esta "minúcia", estes "detalhes" do pensamento hegeliano. De forma errónea, qualifica a doutrina de Hegel de «negadora de toda a transcendência».Ora Hegel, repito,  era cristão protestante no plano religioso, e afirmava o valor da oração (dirigida a quem, senão ao ser transcendente?) e a realidade de Deus-espírito. Para que servem as cátedras universitárias? Em regra, servem para serem desmascaradas como estruturas de tipo eclesiástico incompatíveis com o pensar filosófico livre, habitadas não pelos que sabem em profundidade mas por aqueles que aparentam saber muito.

 

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Domingo, 5 de Agosto de 2012
Identidade de género, identidade de sexo: a classificação anti dialética em voga

 

Ao classificar o comportamento sexual e a anatomia de cada pessoa usa-se, habitualmente, dois conceitos: identidade de género e identidade de sexo. É uma divisão confusa, "analítica", não dialética. O facto de praticamente ninguèm a pôr em causa mostra bem a pobreza do pensamento racional, filosófico, sociológico, reinante no mundo das universidades e dos grandes media.

 

 

Diz-se, por exemplo: um travesti gay, isto é, um homem que se veste de saias, ligas, se maquilha de modo feminino a fim de ter actos sexuais genitais com homens «é de sexo masculino e de género feminino». Mas como classificar um travesti/ crossdresser não gay, como o realizador de cinema norte-americano Edward Wood Junior (10 de Outubro de 1924- 10 de Dezembro de 1978) que vestia saias e sutiã porque isso o excitava (fetichismo, auto-erotismo) e tinha por objecto sexual exclusivo as mulheres? Segundo a classificação em voga, Edward Wood Jr seria de sexo masculino e género feminino. É uma caracterização confusa: isso em nada o distingue do travesti ou do crossdresser (termos homólogos) gay que recebem a mesma qualificação. Tem que haver uma classificação melhor que distinga o travesti Edward Wood, heterossexual, de  qualquer travesti, ocasional ou não, homossexual ou bissexual.

 

Usando o pensamento dialético que hierarquiza géneros e espécies num duplo sentido vertical e horizontal - as universidades portuguesas, brasileiras e britânicas  não possuem nenhum grande especialista em dialética, ao contrário deste imodesto blog - encontramos três patamares de "ser-essência":

 

A) O mais elevado é sexo anatómico, isto é, masculino, feminino e hermafrodita. É um universal supra-genérico.

B) O intermédio, logo abaixo, é género - heterossexual , homossexual, bissexual - definível com base no comportamento físico-sexual e social.

C) O inferior é espécie, uma divisão do género, que o particulariza, e temos então seis espécies: "normal" (não travesti) heterossexual e travesti heterossexual (Edward Wood Júnior por exemplo) são as espécies do género heterossexual; "normal" (não travesti) bissexual e travesti bissexual são as espécies do género bissexual; "normal" homossexual e travesti homossexual são as espécies do género homossexual.

 

As espécies são construídas a partir da interseção dos géneros homossexual, heterossexual e bissexual com os géneros travesti e não travesti, ou seja, vestido segundo o padrão "normal". Assim um travesti gay é de sexo masculino, género homossexual, e espécie travesti homossexual ao passo que Edward Wood Júnior é (era) de sexo masculino, género heterossexual e espécie travesti heterossexual.

 

É evidente que há problemas metafísico-psicanalíticos difíceis de resolver. Há quem defenda que as mulheres em geral, ao usarem calças e certo tipo de camisolas, são travestis, ao menos parcelarmente, porque as calças seriam vestuário masculino típico. Se se aceitar esta classificação, a espécie travestismo (heterossexual) aumenta em mais de um bilião de pessoas e  fica, talvez, a ser a espécie mais numerosa no seio do género heterossexual.

 

Repito: falar de género masculino e de género feminino e não de género heterossexual, homossexual e bissexual é lançar a confusão e não discernir até onde é possível discernir, pois masculino e feminino são supra-géneros, originariamente expressos na anatomia e só secundariamente expressos no comportamento sexual (género) e no tipo de vestuário mais comportamento (espécie).

 

Para clarificar toda esta complexidade, cada pessoa deve ser caracterizada em 3 níveis : 1) Sexo biológico (masculino: dispõe de pénis; feminino dispõe de vagina e seios protuberantes); g

2) Género ou atração sexual por (tipo de comportamento sexual: hetero, homo ou bi).

3) Aparência ( maquilhagem ou não, uso de roupa masculina ou feminina, travestismo e androginia ou não travestismo).

A verdadeira filosofia analítica, dotada de poder de análise real, é a dialética e não essa amálgama de correntes, centrada sobretudo na análise de linguagem, baptizada de "filosofia analítica" de que Wittgenstein, Russel, Blackburn, Quine, Rawls e outros foram expoentes.

 

Nós, os dialéticos  que cremos na predestinação absoluta inscrita no Zodíaco, somos melhores que vocês, seres impensantes que dominais as cátedras universitárias, os congressos de professores de filosofia, as editoras e os grandes media, e vos intitulais "filósofos" e "arautos da racionalidade"! Os vossos doutoramentos nada ou quase nada valem, são máscaras, títulos de nobreza comprados no seio do vosso grupo social. Sobrevalorizam injustamente, não espelham, verdadeiramente, o nível intelectual, mediano, a que conseguis elevar-vos, que é o vosso.

 

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