Domingo, 1 de Julho de 2012
Ganhamos a previsão astrológica: Marte em 29º de Virgem ditou a vitória da Espanha no Europeu de 2012

 

A previsão histórico-astronómica (ou astrológica) que publiquei neste blog em 10 de Junho de 2012 sobre a final do Campeonato Europeu de Futebol, previsão que admti ser falível, verificou-se certa no essencial: hoje, 1 de Julho de 2012, a Espanha venceu por 4-0 a Itália, sagrando-se campeã da Europa. Aspecto secundário: não consegui prever corretamente o outro finalista, a Itália, visto que opinei dever ser a  Alemanha.

 

Esta previsão de triunfo espanhol não derivou de intuição visionária tipo Nostradamus. Nem da consulta do tarot, dos búzios, do I Ching ou do polvo. Foi feita através de uma tabela astronómica: comparando a data de 1 de Julho de 2012 com datas em que a Espanha venceu finais de futebol: 29 de Junho de 2008, Espanha vencedora por 1-0 da Alemanha na final do Europeu; 11 de Julho de 2010, Espanha vencedora da Holanda por 1-0 na final do Mundial.

 

Raciocínio indutivo feito há meses ou há mais de um ano: em 11 de Julho de 2010, com Saturno em 29º do signo de Virgem (ou: grau 179 de longitude eclíptica), a Espanha é campeã mundial ao vencer a Holanda; em 1 de Julho de 2012, com Marte em 29º do signo de Virgem, a Espanha sairá campeã europeia. Dois planetas constritores, Saturno e Marte no mesmo grau do Zodíaco, 29º de Virgem, hão-de gerar, em princípio, o mesmo resultado: um triunfo futebolístico da seleção espanhola. Relação de causa-efeito necessária.

 

Tão simples como isto: indução amplificante. Há pois uma ciência determinista astrofísica, a Astrologia Histórico-Social: cada grau do Zodíaco habitado por um planeta A ou B ou C despoleta uma radiação particular que faz emergir na Terra um acidente de avião ou de comboio em tal lugar, um triunfo da seleção X na final de uma competição internacional, a queda de um governo, a ascensão de outro em tal país, etc.

 

No entanto, os néscios cosmológicos - 99,9% dos filósofos dominantes (Kenny, Singer, Warburton, Savater, Gil, Carrilho, etc) e dos professores catedráticos e auxiliares de filosofia, dos professores de filosofia do secundário, investigadores e professores de história, sociologia, astronomia, física, matemática, biologia  - repetem exaustivamente que «não há ciência astrológica», «os astros não predestinam tudo o que sucede no planeta terra», «astrologia, seja ela qual for, é charlatanismo», etc.

 

Ganhamos!

 

É possível uma comunidade inteira de alguns milhões de licenciados, mestres, doutorados, dominante no mundo inteiro, estar errada e eu - e eventualmente alguns outros pensadores dispersos, conhecedores profundos de astrologia - estar certo? É. Não há nisto nenhum egocentrismo idolátrico: é uma questão de luta de ideias. Um indivíduo tem muitas vezes razão contra a multidão mais ou menos impensante.

 

A grande lei sociológica da verdade é a seguinte: a verdade mais profunda, de alcance holístico supra-empírico e empírico, apenas está ao alcance de um número ínfimo de pensadores em cada época e opõe-se à «verdade oficial», incompleta, ou à falsidade das ciências institucionais massificadas, divulgadas nas escolas e universidades e nos media. Dos séculos XVIII a XXI, em parte sob o influxo do positivismo de Conte e do positivismo lógico - a outra fase da crença religiosa no arbítrio divino e no livre-arbítrio humano -  imperou  esta estupidez generalizada de negar o princípio do homem como microcosmos espelho do macrocosmos (dos planetas e áreas do Zodíaco, etc). Mas esta liminarmemte imbecil negação da Astrologia Histórica e Biofísica, do determinismo astral sobre o homem,  nem sempre existiu na história do ensino universitário.

 

Serge Hutin escreveu;

«No século XIII, corria na escola de Medicina de Bolonha (uma das mais afamadas da Europa) o seguinte adágio: "Um doutorado sem astrologia é como um olho que não pode ver." » (Serge Hutin, História da Astrologia, Edições 70, páginas 135-136, Lisboa, 1972).

 

Em certo sentido, Descartes, Kant, Hegel, Schopenhauer, Nietzsche, Husserl, Heidegger, Bertrand Russel, Popper, Sartre, José Marinho, José Gil, Rawls, Singer, Blackburn, Kenny, não viam ou não vêem  com os dois olhos da razão mas só viam ou vêem de um olho, unilateralmente: opunham-se à pesquisa e creditação do determinismo astral nos factos sociais e biofísicos, troçavam da Astrologia Histórico-Social ou ignoravam-na e reprimiam-na. 

 

Hoje, século XXI, dispomos - disponho - de uma teoria astrológica de base empírica riquíssima, feita de sucessivas induções (fortes), livre da equívoca teoria das 12 casas ainda perfilhada pelos astrólogos comerciais anti-historicistas, que permite fazer a previsão fundada de quase todos os acontecimentos na Terra, de forma incompleta.   A dificuldade reside na coordenação das diversas leis astronómicas particulares na grande lei geral.


 

www.filosofar.blogs.sapo.pt

 

f.limpo.queiroz@sapo.pt

 

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 22:39
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