Filosofia e Epistemologia
novembro 2009
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novembro 21, 2009


Phénoménologie, la troisiéme voie, selon Merleau-Ponty


«La phénoménologie n´est en fin de compte ni un matérialisme, ni une philosophie de l´esprit. Son opération propre est de dévoiler la couche préthéorétique où les deux idéalisations trouvent leur droit relatif et sont dépassées.» (Maurice Merleau-Ponty, Signes, Folio, Essais, pag 268). 


 


Il faut noter que Merleau-Ponty designe le réalisme gnoseologique par le mot matérialisme et l´idéalisme par l´expression philosophie de l' esprit et classifie les deux como «idéalisations». Cela signifie que la position des deux, émettant un jugement d´existence sur le mond matériel «autour de nous», au delá de la verité donnée dans la perception sensorielle, est vraiment métaphisique et ne peut pas être soutenue avec rigueur. Le depássement du réalisme et de l´idéalisme par la phénoménologie est, à bout de compte, un recul dans l´aréa des certitudes «environnantes».


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novembro 20, 2009


Modalización


Modalización es el despliegue o exhibición de algo - de una realidad, una esencia, una sustancia  – desde sí mismo, en un o distintos modos. En general, el fundamento se modaliza. Ejemplo: el dado de juego, pieza de marfil, madera, etc., de forma cúbica, se modaliza  por el hecho de tener en cada una de sus seis caras un número de 1 a 6. En la teoría de Hegel, Díos o idea absoluta se modalizó en naturaleza biofísica y después en humanidad. Las especies son modalizaciones del género y las sustancias individuales son modalizaciones de las respectivas especies.


Para Zubiri, la realidad “como realidad” es el fundamento que se modaliza “en realidad”.


 


«Pero ello no obsta para que sean dos dimensiones formalmente distintas “realidad” y “en realidad”. No olvidemos, en efecto, que no se trata de dos actualizaciones, sino de dos modos de una misma actualización.» (…)


«El “en realidad” es una modalización del “como realidad”.» (…)


«Porque para que pueda hablarse de lo que algo es “en realidad”, la cosa tiene que estar ya aprehendida “como real” en y por sí misma. Lo cual significa que esta aprehensión de la cosa real como algo, previo a su modalización ulterior, constituye a su vez un modo propio y primario de intelección. Es justo lo que llamo aprehensión primordial de la realidad. La intelección de lo que es algo “en realidad” es, pues, una modalización de la intelección de lo que ese algo es “como realidad”.» (Xavier Zubiri, Inteligencia Sentiente, Inteligencia y Realidad, Alianza Editorial / Fundación Xavier Zubiri, Pág. 255-256; la letra negrita es añadida por nosotros).


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novembro 14, 2009


Sobre o Belo, na conceptualização de Max Scheler


Max Scheler (1874-1928), o melhor filósofo da ética, de entre os que conheço - de facto, muito superior em inteligência e produção teórica aos actuais James Rachels, Peter Singer, Richard Hare, Michael Smith e outros - hierarquizou os valores em quatro grandes modalidades, cada uma das quais desdobrando-se em valor de coisa, valor de função e valor de estado: os valores sensíveis hedónicos do agradável e desagradável, e os valores por referência do útil-inútil, os valores vitais (nobreza -vulgaridade, excelência-ruindade, e respectivos estados de autoconfiança-desânimo, juventude-velhice, etc), os valores espirituais (belo-feio, justo-injusto, verdadeiro-falso) e os valores do santo e do profano ( amor pessoal supra-individual ou ausência dele, e estados sentimentais religiosos ou arreligiosos de "felicidade" e "desespero").


Por exemplo, o valor conhecimento filosófico, centrado na pura descoberta da verdade, baseia-se em valor de coisas (exemplo: livros e artigos escritos de filosofia) , valor de função (apreensão pela inteligência intuitiva, explanação pela inteligência discursiva) e valor de estado sentimental (alegria espiritual por se ter clarificado o pensamento, tristeza espiritual por se ter escrito uma tese parcialmente equívoca tempos atrás. etc).


Sobre  a modalidade dos valores espirituais, escreveu Scheler:


«Distínguese de los valores vitales, como nueva modalidad, el reino de los "valores espirituales". Incluyen ya en el modo de ser dados una separación e independencia frente a la esfera total del cuerpo y el contorno, y se manifiestan como unidad también en que en ellos se da la clara evidencia de que los valores vitales "deben" sacrificarse ante ellos. Los actos y funciones en que los aprehendemos son funciones del percibir sentimental espiritual y actos de preferir, amar y odiar espirituales, que se diferencian de las funciones y actos vitales sinónimos, tanto fenomenológicamente, como también por sus leyes peculiares (irreductibles a cualquier tipo de leyes "biológicas")»


« Estos valores son de las siguientes principales clases: 1º Los valores de lo "bello" y lo "feo", y el reino completo de los valores puramente estéticos. Los valores de lo justo e "injusto", objetos que constituyen "valores"  y son totalmente distintos de lo "recto" y "no recto", es decir, conforme o no a una ley; (...) Y 3º "Los valores del "puro conocimiento de la verdad", tal como pretende realizarlos la filosofía (en contraposición a la "ciencia" positiva, que va guiada en tal conocimiento por el fin de dominar los fenómenos). Según esto, los "valores de la ciencia" son valores por referencia respecto a los valores del conocimiento.»


(Max Scheler, Ética, Caparrós Editores, Págs. 176-177; o negrito é nosso) 


O problema que este excelente texto de Scheler levanta é o seguinte: pode confinar-se todo o reino dos valores estéticos ao mundo espiritual? Belo e feio podem dissociar-se do agradável e do desagradável, que constituem o fundamento do primeiro reino inferior dos valores?


Se contemplo uma jovem mulher de 20 ou 25 anos, que me atrai sensualmente e a quem classifico de "bela" - chamemos-lhe Débora ou Elizabete, ou outro nome- o meu sentido do belo vem do mundo espiritual ou do mundo sensível? Ou virá ainda do mundo intermédio vital?  Presumo que Scheler diria que a atracção proviria do mundo espiritual, o que me leva a qualificá-lo como um platónico refinado do século XX. Mas o valor do agradável que se manifesta no homem ao perceber empiricamente a jovem mulher, mesmo sem a ter ouvido proferir uma palavra, não conterá já o valor do belo como valor físico?


Regresso, pois, à tese que sustento de que há pelo menos duas fontes do Belo (kálon,  em grego), dois reinos do belo e do feio, ambos tendo em comum a proporção: as formas do mundo espiritual: as formas do mundo físico, onde a libido e as hormonas serpenteiam.


Ademais, segundo Scheler, os valores são dados por funções:  as funções de ver, ouvir, saborear, tactear, são funções do perceber afectivo sensivel; ora, como pode o belo ser exterior a estas funções, em especial à visão, e ser dado apenas na função do perceber sentimental espiritual?


É certo que há belezas sensuais femininas que inquietam, porque trazem as chamas de um inferno hormonal, e outras belezas femininas espirituais que tranquilizam, não inquietam hormonalmente. Procederão ambas do reino dos valores espirituais?


Nota- É de salientar que nenhum dos manuais de filosofia adoptados em Portugal no ensino secundário (10º e 11º ano de escolaridade) expõe a ética material de valores de Max Scheler - nem sequer o breve resumo de 4 modalidades de valor que expus acima. Há uma feroz censura sobre esta ética personalista cristã de tonalidades gnósticas exercida pelos adeptos da filosofia analítica, uma pleiade de doutorados e mestres mais ou menos medíocres que já se apoderou de posições chave no panorama editorial em Portugal, nos EUA, Grã Bretanha, etc. A censura patenteia-se igualmente, por exemplo, no Compendio de Ética de Peter Singer editado pela Alianza Editorial, de Madrid, que em 726 páginas faz apenas uma única referência à teoria de Max Scheler, misturada com as de Franz Brentano e Nicolai Hartman, sem a explicar verdadeiramente (pag 225), em artigo de J.B. Schneewind. Os parafilósofos ou sofistas analíticos temem os filósofos de síntese como Scheler, Hartman, Heidegger, Zubiri, etc. Bertrand Russell, um democrata no plano político, censurou a filosofia de Heidegger, na sua História da Filosofia Ocidental, omitindo-a por completo... Cuidado com estes cultores da lógica e da análise proposicional!


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