Domingo, 4 de Dezembro de 2016
Teste de filosofia do 10º ano (Dezembro de 2016)

Eis um teste de filosofia de final de primeiro período do 10º ano de escolaridade em Portugal, salvaguardando a autonomia de conteúdos dados pelo professor, que ultrapassa o estereótipo dos manuais escolares, e que evita as perguntas de escolha múltipla que minimizam a capacidade filosófica.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 10º ANO TURMA A

 

2 de Dezembro de 2016. Professor: Francisco Queiroz

I

“Na cosmologia de Aristóteles, há teleologia nos movimentos que ocorrem nos dois mundos que formam o cosmos. Aristóteles dizia que Deus é o acto puro sem potência. O fatalismo não é o mesmo que o determinismo biofísico sem livre-arbítrio (vulgo determinismo radical).”

 

1)Explique, concretamente este texto.

 

2)Relacione, justificando:

A) Essencialismo transcendente em Platão e Essencialismo imanente em Aristóteles.

B) Proté Ousía, Hylé e Eidos, em Aristóteles, e lei da tríade.

C) Esfera dos valores espirituais, esfera dos valores vitais, na teoria de Max Scheler e lei do salto de qualidade.

D).O tó on, o tó tí e a teoria das quatro causas de um ente, segundo Aristóteles.

 

CORREÇÃO DO TESTE ESCRITO COTADO PARA 20 VALORES

 

 1) No cosmos de Aristóteles há dois mundos, o mundo sublunar, composto de quatro esferas concêntricas, a Terra (imóvel no centro) e as esferas de água,ar e fogo, no qual o movimento dos corpos não é circular e é teleológico, obedece a finalidades inteligentes, isto é, os corpos desejam voltar à origem do seu constituinte principal (exemplo: a pedra largada no ar cai porque o seu télos, finalidade, é voltar à «mãe», a Terra); o mundo celeste, composto de 54 esferas de cristal incorruptíveis com astros incrustados, 7 delas de planetas (Lua, Mercúrio, etc) e 47 de estrelas, que giram circularmente de modo teleológico, finalista,  já que estrelas e planetas, seres inteligentes, desejam alcançar, fora do cosmos, Deus, o pensamento puro, que se pensa a si mesmo e não se importa com o cosmos. Deus não é a causa formal (o modelo) do cosmos nem a causa eficiente (o construtor) do cosmos, mas apenas a causa final, o télos, do movimento dos astros inteligentes e das respectivas esferas. Ele nada faz mas suscita e atrai o movimento das estrelas.  (VALE TRÊS VALORES). Deus é o acto puro, sem potência, porque acto é a realidade presente, a efectividade, e sendo a potência a possibilidade de mudança, Deus não muda nunca, é igual a si mesmo, pensamento que se pensa a si mesmo. (VALE DOIS VALORES). Fatalismo  é a teoria segundo a qual tudo na vida está predestinado e os homens não dispõem de livre-arbítrio nem existe o acasoDeterminismo sem livre-arbítrio (vulgo: determinismo radical) é a teoria segundo a qual, na natureza, as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos e o homem não dispõe de liberdade racional de escolha (livre-arbítrio) mas existe o factor acaso na natureza. Exemplo: movido por uma força irracional, sem liberdade de escolha,  um homem atira-se do alto de um arranha-céus, sujeitando-se determinismo na lei da gravidade, que o faz cair para a Terra e morrer esmagado. No entanto, o acaso de uma rajada de vento,não predestinada, pode fazê-lo cair em cima de um toldo de um café e escapar quase ileso à morte. (VALE TRÊS VALORES).

 

2)A) Essencialismo é toda a filosofia que sustenta que a essência ou forma fundamental dos entes e dos fenómenos precede a existência destes. As essências são as formas eternas e imutáveis tanto em Platão como em Aristóteles. Em Platão, elas são arquétipos de Bem, Belo, Justo, Número Um, Número Dois, Triângulo, Homem, etc, existentes no mundo Inteligível acima do céu visível, por isso são transcendentes, estão além (trans) do universo físico. Em Aristóteles, as essências são formas eternas inerentes ou imanentes aos objectos físicos - exemplo: a essência sobreiro está em todos os sobreiros reais, físicos, porque não há mundo inteligível- daí ser um essencialismo imanente (VALE TRÊS VALORES). 

 

2-C) A teoria hilemórfica (hyle é matéria-prima universal; morfos é forma) de Aristóteles sustenta que cada coisa individual ou primeira substância (proté ousía) como, por exemplo, este cavalo cinzento, se forma da união entre a forma eterna de cavalo (eidos)que existe algures e a hylé ou matéria-prima universal, indiferenciada, que não é água nem fogo nem ar, nem terra mas que passa a existir ao juntar-se à forma. A lei da tríade estabelece que um processo dialéctico se divide em três fases: a tese ou afirmação, que neste caso pode ser o eidos ou essência; a antítese ou negação que, neste caso, será a hylé ou matéria-prima universal; a síntese ou negação da negação que colhe um pouco da tese e um pouco da antítese ultrapassando ambas que neste caso é a substância primeira, o composto de forma e matéria, a proté ousía. (VALE TRÊS VALORES) . 

 

 2-C) A esfera dos valores espirituais, na concepção de Scheler, engloba os valores estéticos (belo e feio), éticos ( bom e mau, justo e injusto), jurídicos (legal, ilegal; justo, injusto), filosóficos (verdade e erro) científicos (verdade e erro por referência, isto é, na experiência, no pragmatismo). Há valor de coisa - por exemplo, o quadro Mona Lisa de Leonardo da Vinci - valor de função - no exemplo olhar o quadro, apreciar o sorriso de Mona Lisa - e valor de estado - no exemplo: a felicidade resultante dessa contemplação visual. A esfera ou modalidade dos valores vitais e sentimentais é a esfera anímica que inclui os valores do nobre e do vulgar, ciúme e ausência deste, orgulho e humildade, coragem e cobardia, sentimento de vitória ou de juventude, sentimento de derrota ou de velhice, etc. A lei do salto qualitativo postula que a acumulação lenta e gradual em quantidade de um dado aspecto de um fenómeno leva a um salto brusco ou nítido de qualidade nesse fenómeno. A relação pode ser percebida de muitas maneiras, como por exemplo: acumulando percepções empíricas similares de atitudes nobres da esfera dos valores vitais(exemplo: salvar alguém com risco da própria vida ) chega-se a um salto qualitativo que é a formação do valor de ético de bem  no intelecto. (VALE TRÊS VALORES).

 

2-D) O tó tí é o quê-é ou seja a forma, essencial ou acidental, de algo, na filosofia de Aristóteles. Exemplo: o tó tí da espiga de trigo é a forma desta e distingue-se do tó tí da espiga de milho e do tó tí do rosto humano. Se Joana se distingue de Mariana e de Francisca isso deve-se aos acidentes, isto é, as particularidades singulares que as distinguem entre si e que são tó tís: o nariz arrebitado de uma e o nariz aquilino de outras, os olhos azuis de uma e os olhos verdes de outra, etc. O tó ón é o ente, o que é, o existente, qualidade que é comum às coisas ou seres com diferentes tó tís. As quatro causas de um ente segundo Aristóteles são: causa formal, a forma, que coincide con o to tí essencial ; causa material, ou matéria de que é feita que, de forma imperfeita, corresponde ao tó on ou existência ; causa eficiente, o agente que gerou esse ente; causa final, a finalidade desse ente, para que serve.

 

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f.limpo.queiroz@sapo.pt

  

© (Direitos de autor para Francisco Limpo de Faria Queiroz)



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Quinta-feira, 1 de Dezembro de 2016
O ministro da Saúde apela à vacinação como desejam as multinacionais

 Adalberto Campos Fernandes, ministro português da Saúde do governo PS, apelou na Tv à vacinação em massa «contra a gripe» e disse que ele mesmo se ia vacinar em conjunto com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Que estatura intelectual e moral têm estes políticos para embarcar na campanha das multinacionais farmacêuticas que lucram milhões com a mentira de que «as vacinas imunizam porque ensinam o corpo a defender-se»...?

 

Vacinar-se é infectar o sangue e encurtar a esperança de vida. É adquirir arterioesclerose, nefrites, perturbações do sistema nervoso, etc, porque os vírus atenuados das vacinas ficam dentro do corpo em ação nociva...

Carlos Brandt escreveu há dezenas de anos:

 

«Quando a medicina tiver estabelecido um dia uma vacina preventiva para cada uma das mil e uma doenças que ameaçam a espécie humana, os homens não terão tempo senão para se vacinarem constantemente. Pela minha parte, não reconheço como “ciência” uma seita médica, cujo ideal de saúde consiste em inocular no sangue das pessoas sãs o pus de animais empestados, que outra coisa não é a vacina.»

 

«É um ideal asqueroso, e ao mesmo tempo imoral, pois, como se sabe, para extrair a vacina é necessário em primeiro lugar empestar artificialmente – e sacrificar cruelmente – pobres e inocentes animais.» (…) «Tem circulado, em quase todas as línguas, uma obra muito interessante intitulada Envenenas-te e suicidas-te, de que é autor o Dr. Graefe. É um formidável libelo contra a vacina, no qual se citam as opiniões de mais de mil professores de Universidades e Médicos facultativos que foram alguma vez partidários da vacina e que agora a condenam».

 (Carlos Brandt, A superstição médica, Editorial Natura, Págs. 133-135, Lisboa 1949).

 

O biologista francês Pierre Valentin Marchesseau (1910-1994)escreveu a propósito das descobertas do médico e investigador francês J.Tissot sobre a nocividade das vacinas: 

 

«Os partidários de Pasteur atacaram violentamente Tissot desde o aparecimento da sua obra magistral em 1926. Na realidade, esta obra destruía as ideias pasteurianas ao mesmo tempo que era susceptível de pôr termo aos interesses particulares consideravelmente representados pelo fabrico e venda de soros e vacinas.» (...)

 

 «...O vírus das vacinas inoculado prejudica o organismo. Segundo o Dr.Tissot, os prejuízos que se verificam são:

 

1º As nefrites, problemas hepáticos, de glândulas e do sistema nervoso.

 

2º Todas as doenças do cértebro e da espinal medula, encefalites e mielites várias.

 

3º Arterioesclerose, enfraquecimento cerebral, etc.

 

4º Diminuição considerável da longevidade no homem.» (...)

 

«Tissot condena as vacinas antidiftéricas, antitetânicas, anti-rábicas, antituberculosas, BCG que não têm qualquer poder vacinador e que não protegem. A vacina antitífica é de rejeitar por perigosa. « Ela inocula de certeza (100%) a fase crónica da febre tifóide com os seus perigos, e isto para evitar o risco insignificante, quase nulo (1/20.000) de a contrair.» Tissot condena ainda os soros antidiftéricos e antitetânicos, que inoculam o colibacilo do cavalo, e que não têm qualquer acção.» (...)

 

«Para terminar, notemos que Tissot não toma posição definida com referência à vacinação antivariólica, que parece admitir, em detrimento da sua peremptória afirmação:

 

«Não se deve, seja qual for o pretexto, deixar inocular um vírus vivo, mesmo atenuado, nem um soro, nem qualquer produto proveniente de seres vivos. Exceptuam-se os produtos químicos isentos de elementos figurados».

 

(in Curso Completo Teórico e Prático de Biologia Naturopática, de PIERRE MARCHESSEAU, Nova Editorial Natura, Lisboa, 1970, Págs  100-101).

 

Proponho que o ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes se demita! O seu apelo à vacinação não respeita a opção dos que não vacinam os filhos e usam a ingestão de limões, laranjas, alho, cebola, vegetais frescos como purificadores do sangue, verdadeiros imunizantes. O ministro toma partido pela medicina alopática contra a medicina naturopática e outros tratamentos alternativos.

 

Só os pequenos intelectuais, medularmente estúpidos, acreditam na bondade da vacinação e no mito falacioso de que as vacinas fizeram desaparecer doenças. É tudo mentira: a medicina oficial é um monstruoso sistema de intoxicação das populações, ainda que, através de cirurgias ou tratamentos urgentes possa salvar milhares de vidas. Mata muitos com a medicação tóxica, com os transplantes de orgãos humanos (se o orgão está vivo, o dador «em morte cerebral» está vivo e é assassinado pelo cirurgião) e salva menos. Adalberto Fernandes, demissão, já!

 

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 13:16
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Quarta-feira, 30 de Novembro de 2016
Astronomía y accidentes aéreos en Colombia

 

El accidente aéreo en Colombia de este día 29 de noviembre de 2016 estaba predestinado, escrito en los movimientos planetarios en el cielo. Al igual que todos los otros accidentes aéreos están predestinados. A partir de la astronomía en su dimensión de coordinadas planetarias en el Zodíaco es posible determinar algunas de las leyes astronómicas (y astrológicas, lo que es lo mismo) que rigen los accidentes aéreos en Colombia. Estas leyes son de dos tipos: según las pequeñas áreas del círculo zodiacal (ejemplo: el área 19º.24º del signo de Capricornio, que abarca los grados 19,20,21,22, 23 y 24 de este signo o arco de 30º); según los puntos numericamente homólogos entre ellos en los 12 signos. Vamos a analisar algunas de esas leyes.

 

AREA 6º-9º DEL SIGNO DE ARIES

 

El area 6º-9º del signo de Aries es condición necesaria aunque no suficiente como para cuajar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 14 de Febrero de 1988, con Vénus en 5º 16´/ 6º 27´ del signo de Acuario, muere en accidente aéreo el lider conservador Jota Emilio Valderrama en un helicoptero, que lo transportaba en el oriente antioqueño entre las localidades de San Luis y Granada tras la nave se quedar sin gasolina y se venir a pique cuando estaba a punto de aterrizar, ahi el politico antioqueño se golpea la cabeza, y a las pocas horas fallece

 

El 10 de mayo de 1993, con Vénus en 8º 54´/ 9º 28´ del signo de Aries,  un Boeing 727 de la compañía colombiana SAM se estrella cerca del aeropuerto de Medellín, en el noroeste de Colombia, y mueren sus 132 ocupantes.

 

El 20 de abril de 1998, con Mercurio en 9º 48´/ 9º 49´ del signo de Ariesmueren 53 personas cuando un Boeing 727-200 de las fuerzas militares ecuatorianas y fletado por Air France para un vuelo civil choca contra la cima del monte El Cable (Colombia).

 

AREA 10º-14º DEL SIGNO DE TAURO 

 

El area 10º-14º del signo de Tauro es condición necesaria aunque no suficiente como para cuajar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 24 de Julio de 1985, con Nodo Norte de la Luna en 14º 55´/ 14º 54´ del signo de Tauro,  a raiz de una huelga de Avianca, la FAC realiza vuelos comerciales y llegando a Leticia en uno de ellos, se incendia un motor lo que hace perder el control al piloto que estrella el avión, muriendo 80 personas.

 

El 17 de marzo de 1988, con Vénus en 11º 40´/ 12º 44´del signo de Tauro, mueren los 137 ocupantes de un avión de las líneas aéreas colombianas Avianca al estrellarse cerca de la ciudad de Cucuta, en Colombia.

 

El 10 de mayo de 1993, con Mercurio en 12º 9´/14º 15´del signo de Tauro,  un Boeing 727 de la compañía colombiana SAM se estrella cerca del aeropuerto de Medellín, en el noroeste de Colombia, y mueren sus 132 ocupantes.

 

El 16 de agosto de 2005, con Marte en 10º 9´/ 10º 38´ del signo de Tauro,  fallecen los 161 ocupantes, cási todos franceses, de un MD-82 de la compañía West Caribbean Airways que se estrelló sobre la localidad de Machiques (Venezuela), fronteriza con Colombia.

 

Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, Marte, Sol o Mercurio estarán el el área 10º-14º º del signo de Tauro, intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: del 23 al 31 de marzo de 2017 (Marte); del 30 de abril al 5 de mayo de 2017 (Sol); del 24 al 28 de mayo de 2017 (Mercurio); del 16 al 21 de junio de 2017 (Vénus).

 

AREA 0º-3º DEL SIGNO DE LEO

 

El paso de planetas o el Sol en el area 0-3º del signo de Leo es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 24 de Julio de 1985, con Sol en 2º 0´ / 2º 57´ del signo de Leo,  a raiz de una huelga de Avianca, la FAC realiza vuelos comerciales y llegando a Leticia en uno de ellos, se incendia un motor lo que hace perder el control al piloto que estrella el avión, muriendo 80 personas.

 

El 16 de agosto de 2005, con Saturno en 3º 54´/ 4º 2´  del signo de Leo, mueren los 161 ocupantes, de los cuales 152 son pasajeros franceses, de un MD-82 de la compañía West Caribbean Airways que se estrella sobre la localidad de Machiques (Venezuela), fronteriza con Colombia

 

AREA 23º-24º DEL SIGNO DE LEO

 

El paso de planetas o el Sol en el area 23º-24º del signo de Leo es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 25 de Agosto de 1973, con Mercurio en 22º 47´/ 24º 46´ de Leo,  un avión de Aerocóndor saliendo de Bogotá se estrella contra el Cerro El Cable, muriendo 43 personas.

 

El 24 de Julio de 1985, con Mercurio en 24º 39´ / 24º 56´ del signo de Leo,  a raiz de una huelga de Avianca, la FAC realiza vuelos comerciales y llegando a Leticia en uno de ellos, se incendia un motor lo que hace perder el control al piloto que estrella el avión, muriendo 80 personas.

 

El 16 de agosto de 2005, con Sol en 23º 14´/ 24º 11´ del signo de Leo, mueren los 161 ocupantes, de los cuales 152 son pasajeros franceses, de un MD-82 de la compañía West Caribbean Airways que se estrella sobre la localidad de Machiques (Venezuela), fronteriza con Colombia.

 

El 16 de agosto de 2010, con Sol en 23º 2´/ 24º 0´ del signo de Leo, un avión Boeing 737-700 de la compañía Aires que venía de Bogotá con 121 pasajeros y seis miembros de la tripulación  se enfrenta a una fuerte tormentas y se estrella en el aeropuerto Gustavo Rojas Pinilla de San Andrés, Colombia, a unos 80 metros de la cabecera de la pista, dejando un muerto y al menos 114 heridos.

 

El 4 de agosto de 2015, con Mercurio en 23º 5´/ 24º 56´del signo de Leo,  un helicóptero Black Hawk de la Policía se precipita a tierra en la región del Urabá (noroeste) tras chocar contra una ladera al parecer por las condiciones meteorológicas adversas y mueren 16 de los 18 ocupantes de la aeronave.

 

Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, Sol, Marte o Mercurio estarán el el área 23º-24º del signo de Leo, intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: del 5 de julio al 7 de octubre de 2017 (Nodo Norte de la Luna); os 20 y 21 de julio 2017 (Mercurio); del 15 al 17 de agosto de 2017 (Sol); del 25 al 28 de agosto de 2017 (Marte); los 14 y 15 de septiembre de 2017 (Vénus).

 

AREA 2º-4º DEL SIGNO DE LIBRA

 

El paso de planetas, nodo de la Luna o el Sol en el area 2º-4º del signo de Libra es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 25 de Agosto de 1973, con Plutón en 3º 3´/ 3º 5´del signo de Libra, saliendo de Bogotá un avión de Aerocóndor  se estrella  contra el Cerro El Cable, resultando 43 muertos.

 

El 4 de agosto de 2015, con Nodo Norte de la Luna en 2º 6´/ 2º 7´del signo de Libra,   un helicóptero Black Hawk de la Policía se precipita a tierra en la región del Urabá (noroeste) tras chocar contra una ladera al parecer por las condiciones meteorológicas adversas y mueren 16 de los 18 ocupantes de la aeronave.

 

ÁREA 4º-7º DEL SIGNO DE SAGITARIO

 

El paso de planetas, nodo de la Luna o el Sol en el area 4º-7º del signo de Sagitario es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 25 de Agosto de 1973, con Neptuno en 4º 41´del signo de Sagitario, saliendo de Bogotá un avión de Aerocóndor  se estrella  contra el Cerro El Cable, resultando 43 muertos.

 

El 21 diciembre 1980, con Vénus en 3º 24´/ 4º 29´ del signo de Sagitario,  un avión de TAC ( transportes aereos del Cesar), explota en pleno vuelo llegando a Riohacha, luego de que una caja de fósforos se encendiera en el compartimiento de carga de la nave, resultando 70 muertos.

 

El 27 de Noviembre de 1983, con Sol en 4º 9´/ 5º 10´del signo de Sagitarioun Jumbo 747 de Avianca que hacía Paris- Madrid- Bogotá se estrella en la aproximacion de noche al aeropuerto de Barajas, por error del piloto al bajar demasiado por confundir las medidas de latitud con altitud, resultando 181 muertos y 11 sobrevivientes.

 

El 11 Enero 1995, con Vénus en 3º 27´/ 4º 27´ del signo de Sagitario, un avión de Intercontinetal que volaba de Bogotá a Cartagena se incendia en el aire y cae en una laguna de María La Baja, Bolívar, resultando solo una sobreviviente, la niña Erika Delgado de 9 años quien es resgatada por un granjero, luego de que su madre la arrojara cuando el avión iba en descenso.

 

El 29 de noviembre de 2016, con Sol en 7º 11´ / 8º 12´ del signo de Sagitario, un avión boliviano que transportaba al equipo brasileño Chapecoense, Santa Catarina, dirigido a Medellín, donde competiría el miércoles (30) el partido de ida de la final de la Copa Sudamericana en contra de  Atlético Nacional de Colombia, se estrella cerca del aeropuerto de Medellin, en la provincia de Antioquia, resultando 71 muertos y 6 supervivientes.

 

 

ÁREA 20º-24º DEL SIGNO DE SAGITARIO

 

El paso de planetas, nodo de la Luna o el Sol en el area 20º-24º del signo de Sagitario es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 27 de Noviembre de 1983con Mercurio en 19º 9´/ 20º 38´ del signo de Sagitario, un Jumbo 747 de Avianca que hacía Paris- Madrid- Bogotá se estrella en la aproximacion de noche al aeropuerto de Barajas, por error del piloto al bajar demasiado por confundir las medidas de latitud con altitud, resultando 181 muertos y 11 sobrevivientes

 

El 16 de diciembre de 2011, con Vénus en 23º 39´/ 24º 40´ de Sagitário,  dieciséis personas mueren cuando el avión en el que viajan se estrella contra una montaña en las proximidades de Medellín, cuatro minutos después de iniciar el vuelo

 

El 29 de noviembre de 2016, con Mercurio en 24º 32´/ 25º 57´ del signo de Sagitario, un avión boliviano que transportaba al equipo brasileño Chapecoense, Santa Catarina, dirigido a Medellín, donde competiría el miércoles (30) el partido de ida de la final de la Copa Sudamericana en contra de  Atlético Nacional de Colombia, se estrella cerca del aeropuerto de Medellin, en la provincia de Antioquia, resultando 71 muertos y 6 supervivientes.

 

 

AREA 11º-14º DEL SIGNO DE CAPRICORNIO:

 

El paso de planetas, nodo de la Luna o el Sol en el area 11º-14º del signo de Capricornio es condición necesaria aunque no suficiente como para desencadenar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 20 de diciembre de 1995, con Mercurio en 12º 12´/ 13º 44´ del signo de Capricornio, mueren 165 personas y cuatro sobreviven tras estrellarse un avión de la estadounidense American Airlines, cerca de Cali (Colombia).

 

El 16 de agosto de 2010, con Nodo Norte de la Luna en 11º 9´/ 11º 8´del signo de Capricornio, un avión Boeing 737-700 de la compañía Aires que venía de Bogotá con 121 pasajeros y seis miembros de la tripulación  se enfrenta a una fuerte tormentas y se estrella en el aeropuerto Gustavo Rojas Pinilla de San Andrés, Colombia, a unos 80 metros de la cabecera de la pista, dejando un muerto y al menos 114 heridos.

 

 

VÉNUS EN EL AREA 20º-27º DEL SIGNO DE CAPRICORNIO

 

El paso de Vénus en el area 20º-27º del signo de Capricornio es condición necesaria aunque no suficiente como para generar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 27 de noviembre de 1989, con Vénus en 20º 19´/ 21º 9´ de Capricornio,  mueren las 107 personas que viajaban a bordo de un Boing 727 de la compañía colombiana Avianca al explotar en pleno vuelo una bomba colocada por el "cartel de Medellín", tras despegar del aeropuerto Eldorado de Bogotá.

 

El 25 de enero de 1990, con Venus en 25º 2´/ 24º 30´ del signo de Capricornio,  el Boeing 707 de Avianca, que cubría  Medellín – Nueva York se queda sin gasolina en Long Island y por confusion en el ingles del piloto, este dice que necesita prioridad para aterrizar, cuando lo que debio haber expresado fue que estaba en emergencia, por lo que  la torre de control no le puede ayudar, y el avión se estrella resultando 69 muertos y 85 sobrevivientes.

 

El 20 de diciembre de 1995, con Vénus en 27º 49´/ 29º 3´ de Capricornio, mueren 165 personas y cuatro sobreviven tras estrellarse un avión de la estadounidense American Airlines, cerca de Cali (Colombia).

 

El 16 de enero de 2002, con Vénus en 26º 2´/ 27º 17´del signo de Capricornio, fallecen 26 personas al estrellarse el avión de la compañía Petroecuador en el cerro colombiano El Tigre.

 

 

El 24 de Febrero de 2006, con Venus en 23º 17´ /23º 55´ del signo de Capricornio, muere en accidente aéreo (o atentado) en Colombia el politico antioqueño Pedro Juan Moreno , en compañia de su hijo Juan Gilberto, su asistente Ana Maria y el piloto del Helicoptero BELL 2006-b, de la empresa Helicargo que hacía Medellin- Apartado y que cae a la altura del municipio de Dabeiba.

 

El 16 de diciembre de 2011, con Vénus en 24º 7´/ 25º 21´ de Capricornio,  dieciséis personas mueren cuando el avión en el que viajan se estrella contra una montaña en las proximidades de Medellín, cuatro minutos después de iniciar el vuelo.

 

El 29 de noviembre de 2016, con Vénus en 19º 55´/ 21º 6´ del signo de Capricornio, un avión boliviano que transportaba al equipo brasileño Chapecoense, de Santa Catarina, dirigido a Medellín, donde competiría el miércoles (30) el partido de ida de la final de la Copa Sudamericana en contra de  Atlético Nacional de Colombia, se estrella en Medellin, en la provincia de Antioquia, resultando 71 muertos y 6 supervivientes.

 

Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, estarán el el área 20º-27º del signo de Capricornio, intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: del 10 al 16 de enero de 2018; del 21 al 28 de febrero de 2019; del 12 al 18 de diciembre de 2019; del 24 al 30 de enero de 2021; del 30 de noviembre de 2021 al 6 de enero de 2022.

 

ÁREA 14º-18º DEL SIGNO DE ACUARIO:

 

 El paso de Marte, Mercurio u otro planeta  en el area 14º -18º del signo de Acuario es condición necesaria aunque no suficiente como para generar un accidente aéreo en Colombia.

 

El 15 de febrero de 1947, con Marte en 16º 4´/16º 51´del signo de Acuario, un DC-4 de Avianca con matrícula C-114, con , los pilotos del avión  de nacionalidad estadounidense, se estrella en el cerro El Tablazo en la sabana de Bogotá, Colombia, muriendo  los 53 ocupantes del avión.

 

El 15 de enero de 1966, con Marte en 17º 55´/ 18º 42´del signo de Acuario, en Cartagena, Colombia, un DC-4 HK-730 de Avianca se estrella contra el mar por causas no esclarecidas, muriendo 58 personas, y milagrosamente, 8 logrando sobrevivir.

 

El 14 de Febrero de 1988, con Mercurio en 18º 23´/ 17º 19´ del signo de Acuario, muere en accidente aéreo el lider conservador Jota Emilio Valderrama en un helicoptero, que lo transportaba en el oriente antioqueño entre las localidades de San Luis y Granada tras la nave se quedar sin gasolina y se venir a pique cuando estaba a punto de aterrizar, ahi el politico antioqueño se golpea la cabeza, y a las pocas horas fallece.

 

El 16 de enero de 2002, con Mercurio en 13º 44´/ 14º 10´ del signo de Acuario, fallecen 26 personas al estrellarse el avión de la compañía Petroecuador en el cerro colombiano El Tigre.

 

El 29 de noviembre de 2016, con Marte en 14º 39´/ 15º 24´ del signo de Acuario, un avión boliviano que transportaba al equipo brasileño Chapecoense, Santa Catarina, dirigido a Medellín, donde competiría el miércoles (30) el partido de ida de la final de la Copa Sudamericana en contra de  Atlético Nacional de Colombia, se estrella en Medellan, en la provincia de Antioquia, resultando 71 muertos y 6 supervivientes.

 

 Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, Marte o Mercurio estarán el el área 14º-18º del signo de Acuario, intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: del 19 al 24 de diciembre de 2016 (Vénus); del 2 al 7 de febrero de 2017 (Sol); del 16 al 19 de febrero de 2017 (Mercurio).

 

 

 

ÁREA 24º-28º DEL SIGNO DE PISCES

 

El paso de Vénus, Marte, Sol o Mercurio  en el area 24º-28º del signo de Pisces es condición necesaria aunque no suficiente como para originar  un accidente aéreo en Colombia.

 

El 17 de marzo de 1988, con Sol en 26º 36´/ 27º 36´de Piscesmueren los 137 ocupantes de un avión de las líneas aéreas colombianas Avianca al estrellarse cerca de la ciudad de Cucuta, en Colombia.

 

El 4 de febrero de 1996, con Venus en 23º 56' / 25º 7' de Pisces, un avión turborreactor colombiano de carga,  con una tripulación de 5 personas, explota, causando 24 muertos, la mayoría de ellos niños, en Asunción, Paraguay.

 

El 30 de enero de 2001, con Venus en 26º 37' / 27º 32' Piscis, un rebelde armado, desertor de las FARC, toma un turborreactor con 27 pasajeros, en el Aerpuerto de S.Vicente de Caguan, Colombia, y obliga al piloto a volar a Bogotá pero, en el Aeropuerto de esta ciudad, cinco horas después, es desarmado por el piloto y un pasajero.

 

El 17 de enero de 2002, con  Marte en 28º 35' / 29º 18' Piscis, un Fairchild FH-227E turborreactor de Petroproducción se estrella en una montaña al sur de Colombia, muriendo 26 personas.

 

Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, Marte o Mercurio estarán el el área 24º-28º del signo de Pisces, intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: del 20 al  26 de enero de 2017 (Marte); del 27 de enero al 2 de febrero de 2017 (Vénus); del 10 al 13 de marzo de 2017 (Mercurio).

 

PUNTO 2º 23´/ 2º 27´ DE CUALQUIER SIGNO

 

El paso del Sol, de un planeta o nodo de la Luna por el punto 2º 23´/ 2º 27´de cualquier signo del Zodíaco es condición necesaria aunque no suficiente como para generar accidente aéreo en Colombia.

 

 El 25 de Agosto de 1973, con Saturno en 2º 18´/ 2º 23´ del signo de Cáncer, un avión de Aerocóndor saliendo de Bogotá se estrella contra el Cerro El Cable, muriendo 43 personas.

 

El 8 de marzo de 2003, con Nodo Norte de la Luna en 2º 24´/ 2º 22´ del signo de Gémini,  cinco personas mueren al estrellarse contra el Alto de Sanín Villa una avioneta particular en el nordeste de Colombia.

 

El 16 de agosto de 2010, con Júpiter en 2º 30´/ 2º 26´ del signo de Aries, Saturno en 2º 21´/ 2º 27´ de Libra, un avión Boeing 737-700 de la compañía Aires que venía de Bogotá con 121 pasajeros y seis miembros de la tripulación  se enfrenta a una fuerte tormentas y se estrella en el aeropuerto Gustavo Rojas Pinilla de San Andrés, Colombia, a unos 80 metros de la cabecera de la pista, dejando un muerto y al menos 114 heridos.

 

El 31 de julio de 2015, con Nodo Norte de la Luna en 2º 24´/ 2º 16´ de Libra, once militares mueren en un accidente de una aeronave modelo Casa 235 de transporte en los alrededores de la localidad de Agustín Codazzi, en el norte de Colombia.

 

Algunas de las próximas fechas en las que Vénus, Marte o Mercurio estarán el punto 2º 21´/ 2º 27´ de cualquier signo  intensificando la posibilidad de causar un accidente aéreo en Colombia son: 13 de marzo de 2017 (Marte); 10 y 11 de abril de 2017 (Nodo de la Luna); 24 y 25 de abril de 2017 (Marte); el 21 de octubre de 2017 (Júpiter).

 

PONTO 17º 26´/ 17º 32´ DE CUALQUIER SIGNO

 

El paso del Sol, de un planeta o nodo de la Luna por el punto 17º 26´/ 17º 32´de cualquier signo del Zodíaco es condición necesaria aunque no suficiente como para generar accidente aéreo en Colombia.

 

El 24 de julio 1938, con Úrano en 17º 25´/ 17º 27´del signo de Tauro, en Usaquen un avión de la Fuerza Aérea Colombiana en una exhibición especial, cae sobre la tribuna matando 42 espectadores, se salvando los presidentes López Pumarejo y Eduardo Santos y quedando herido Misael Pastrana (siendo un niño), que estaban presenciando el acto.

 

El 20 de abril de 1998, con Júpiter en 17º 20´/ 17º  32´ del signo de Pisces, mueren 53 personas cuando un Boeing 727-200 de las fuerzas militares ecuatorianas y fletado por Air France para un vuelo civil choca contra la cima del monte El Cable (Colombia).

 

El 29 de noviembre de 2016, con Saturno en 17º 30´/ 17º 37´ del signo de Sagitario, un avión boliviano que transportaba al equipo brasileño Chapecoense, Santa Catarina, dirigido a Medellín, donde competiría el miércoles (30) el partido de ida de la final de la Copa Sudamericana en contra de  Atlético Nacional de Colombia, se estrella en Medellan, en la provincia de Antioquia, por falta de combustible, resultando 71 muertos y 6 supervivientes.

 

Esto es pura ciencia histórico-astronómica. El principio del determinismo se verifica en esto: las mismas causas, en las mismas circunstancias, producen los mismos efectos. Nuestra astrología histórica es ciencia, la más alta de las ciencias, pero no recibe subvenciones del Estado ni de las universidades ni de los periódicos y canales de televisión. Es un trabajo solitario y serio, en contra del oscurantismo dominante en las ciencias oficiales.

 



publicado por Francisco Limpo Queiroz às 22:21
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Segunda-feira, 28 de Novembro de 2016
Objeto material, objeto formal «quo» y objeto formal «quod»

En su blog  debateyargumenta. blogspot. pt Juan Diego Filippi Quan  ha reproducido, el 27 de enero de 2011, la siguiente distincion entre objeto material, objeto formal quo (objecto por lo cual) e objecto quod (objecto lo cual):

 
«Les dejo este artículo que encontré en http://es.catholic.net/psicologoscatolicos/362/2839/articulo.php?id=30073 sobre la pregunta de el objeto formal quo y quod.

«El objeto de una ciencia

«Toda ciencia posee un objeto propio que le confiere su unidad intrínsica y la diferencia de las demás ciencias. Podemos distinguir entre objeto material y objetos formales.»


a. El objeto material de una ciencia es el contenido de su investigación, es decir, la «materia» de la que trata. La aritmética, por ejemplo, estudia números; la botánica estudia las plantas y la geografia se ocupa de los fenómenos naturales de la tierra.

b. El objeto formal «quod» («el cual») consiste en el aspecto del objeto material que se estudia, o sea, la luz, la perspectiva o el punto de vista bajo el cual se analiza el contenido de la ciencia. Determina la diferencia específica de cada ciencia. La psicología, la sociología y la historia tienen el mismo objeto material –el ser humano–, pero diversos objetos formales quod o perspectivas: la psíque, la vida del hombre en sociedad, su pasado.

c. El objeto formal «quo» («por el cual») se identifica con los medios, métodos e instrumentos que se utilizan para progresar en la investigación científica. Así, las ciencias naturales usan aparatos como los microscopios, telescopios, sismógrafos, y métodos experimentales, mientras que las ciencias matemáticas progresan por deducción y la filosofía a base de razonamientos.» (final de citación)
 
 


publicado por Francisco Limpo Queiroz às 16:12
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Domingo, 27 de Novembro de 2016
Teste de filosofia do 11º ano de escolaridade (Novembro de 2016)

 

 

 

Além da lógica aristotélica, é abordada neste teste a dialética, lógica do movimento. Muito poucos professores de filosofia conhecem as leis da dialética, que não são mencionadas em nenhum manual de filosofia para o ensino secundário do 10º e 11º anos de escolaridade em Portugal, o que evidencia duas coisas: a ignorância dos autores de manuais nesta matéria; o domínio avassalador nas universidades da filosofia analítica, corrente que, de um modo geral, ignora a dialética e exprime indirectamente a ideologia dos imperialismos norte-americano e britânico no ensino de massas e na cultura mundial, interessados em omitir a metafísica cristã e o debate político com o socialismo reformista, o socialismo marxista, o estalinismo, o anarquismo.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

 

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA B

25 de Novembro de 2016. Professor: Francisco Queiroz

I

“Alguns médicos são adeptos da vacinação.

Os laboratórios farmacêuticos são adeptos da vacinação.

Os laboratórios farmacêuticos não são médicos.”

1-A) Indique, concretamente, três regras do silogismo formalmente válido que foram infringidas na construção deste silogismo.

1-B) Indique o modo e a figura deste silogismo.

                                                                        II

“Um só caminho nos fica – o Ser é! Existem milhares de sinais de sinais demonstrativos de que o Ser é incriado, imperceptível, perfeito, imóvel, eterno, não sendo lícito afirmar que o Ser foi ou que será, porque é Ser a todo o instante, uno e contínuo…(Parménides de Eleia)

2-A) Explique o que é o Ser segundo Parménides, com base no texto e em outras fontes, e relacione Ser com realismo, idealismo e fenomenologia.

2-B) Diga em que se diferencia a noção de ser em Parménides da noção de ser em Hegel. Justifique

 

3) Relacione, justificando:

 

3-A) Falácia depois de por causa de, falácia da composição e Indução amplificante.

 3.B) Lei do Salto Qualitativo e Três formas de Estado ou Três Mundos na fase da humanidade, em Hegel

3-C) Lógica Formal, Lógica Material e Argumentação.

 

CORREÇÃO DO TESTE COM A COTAÇÃO TOTAL DE 20 VALORES

 

I

A) Três regras infringidas da validade do silogismo acima foram: de duas permissas afirmativas não se pode extrair uma conclusão negativa; nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que nas premissas (alguns médicos na permissa maior/ nenhuns médicos, na conclusão); o termo médio (adeptos da vacinação ) tem de ser tomado pelo menos uma vez universalmente e está tomado apenas no sentido de «alguns» e não de «todos». (VALE TRÊS VALORES).

 

1-B) O modo do silogismo é IAE, a figura é PP (predicado e predicado refere-se à  posição do termo médio nas premissas) ou 2ª figura.(VALE UM VALOR).

 

2)  A ontologia de Parménides de Eleia diz que a única realidade é o ser, um ente uno, imóvel, imutável, esférico, invisível, imperceptível, eterno, que não foi nem será porque é eternamente o mesmo e diz que «ser e pensar são um e o mesmo». A mudança das cores, o nascimento, o crescimento, o decrescimento e a morte, a sucessão das estações do ano e todas as mudanças são aparências, ainda que o ser possa estar subjacente a elas, escondido atrás delas. A interpretação realista desta  frase «ser e pensar são um e o mesmo». é: o pensamento é idêntico ao ser, é espelho do ser material ( e aqui podemos «ler» o ser como realismo, doutrina que sustenta que o mundo de matéria é real em si mesmo). A interpretação idealista da mesma frase é: o ser é pensamento, nada existe fora da ideia absoluta que é o ser, e o mundo de matéria, com a mudança das estações do ano, o nascimento e a morte não passa de ilusão (idealismo é a teoria que afirma que o mundo material é irreal é como um sonho dentro da minha ou das nossas imensas mentes). A fenomenologia é a doutrina céptica no seu fundo que afirma que a mente humana e a matéria são correlatas não se sabendo se o mundo material existe em si mesmo ou não. (VALE QUATRO VALORES)

 

2-B) Para Parménides, o ser é invisível, imóvel, imutável, exclui as aparências empíricas. Para Hegel, o ser é invisível e visível consoante as épocas, é mutável, inclui as aparências empíricas (o verde das árvores, o calor do sol, etc) e   desdobra-se em três fases, segundo a lei da tríade: fase lógica, Deus sozinho antes de criar o universo o espaço e o tempo (é a tese ou afirmação, o primeiro momento da tríade); fase da natureza, na qual Deus se aliena ou separa de si mesmo ao transformar-se em espaço, tempo, astros, pedras, montanhas, rios, plantas e deixa de pensar (é a antítese ou negação, o segundo momento da tríade); fase da humanidade ou do espírito, em que a ideia absoluta/Deus emerge com a aparição da espécie humana, que é Deus encarnado evoluindo em direção a si mesmo, por sucessivas formas de estado, desde o despótico mundo oriental até ao mundo cristão da Reforma protestante onde todos os homens são livres (é a síntese ou negação da negação) (VALE TRÊS VALORES).

 

3-A) A falácia depois de por causa de é o erro de raciocínio  que atribui uma relação necessária de causa efeito a dois fenómenos vizinhos por acaso (exemplo: «Há 10 dias vi um gato preto e caí da bicicleta, há 5 dias vi outro gato preto e perdi a carteira, ontem vi um gato preto e o meu telemóvel avariou, logo ver gatos pretos dá-me azar). A falácia da composição é aquela que faz uma generalização errónea, passa abusivamente de um ou poucos exemplos para uma conclusão geral (exemplo: «Cristiano Ronaldo é um dos dez melhores futebolistas do mundo, Cristiano é do Real Madrid, logo a equipa do Real inclui os dez melhores futebolistas do mundo») é uma indução precipitada, ao contrário da indução amplificante ou científica que é a generalização, segundo uma lei necessária, de numerosos exemplos empíricos particulares (exemplo: «fizemos milhares de experiências juntando um ácido e uma base e deu sempre um sal, neutro, mais água, logo induzimos que a mistura de um ácido e uma base gera um sal e água»).  O que todas têm em comum é que generalizam, mal ou bem, a partir de um ou alguns casos particulares.  (TRÊS VALORES).

 

3.B) A lei do salto qualitativo postula que a acumulação lenta e gradual em quantidade de um dado aspecto de um fenómeno leva a um salto brusco ou nítido de qualidade nesse fenómeno.O progresso da humanidade na terceira fase do ser, segundo Hegel, exprime-se através de três formas de estado sucessivas- no início, o despotismo oriental, em que só um homem é livre, o imperador de direito divino ou o faraó,  séculos depois o estado greco-romano, em que só alguns homens são livres e servos e escravos não são livres e por último o estado do cristianismo reformado por Lutero em que todos os homens são livres de examinar a Bíblia sem a manipulação do clero católico romano, completado em 1789-1799 pela revolução francesa que implantou a democracia baseada na liberdade, igualdade e fraternidade. 

Dentro de cada fase/estado vai havendo, lentamente, uma mudança quantitativa lenta até que num dado instante se produz um salto grande. Exemplo: na Idade Média, ainda pertencente ao mundo greco-romano sob o domínio do catolicismo na Europa, crescem as heresias que se opõem aqui e ali ao papado romano que não deixa livres os camponeses e outras classes. A reforma de Lutero é o salto brusco de qualidade que cria um centro religioso  oposto a Roma, inaugurando a fase do estado cristão reformado. (VALE QUATRO VALORES). 

 

3-C) Lógica formal é a ciência do pensamento formalmente correcto ou válido, independentemente do seu conteudo concreto. Lógica material é a aplicação da lógica formal à natureza biofísica e às ideias concretas (exemplo: tem lógica material dizer a abelha comeu mel mas não tem lógica informal dizer o mel comeu a abelha). A argumentação ou arte de encadear juízos e raciocínios, com certa dose de subjetividade ou intersubjectividade (ideologia), visando convencer um auditório, implica lógica material e lógica formal. (VALE DOIS VALORES).

 

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Domingo, 20 de Novembro de 2016
Crítica a Hessen: realismo volitivo não pode nivelar-se com realismo crítico

 

Johannes Hessen sustentou que há diversas formas de realismo e coloca-as todas ao mesmo nível: realismo ingénuo, realismo natural, realismo crítico, realismo volitivo. Escreveu no seu célebre tratado de gnoseologia:

 

«Entendemos por realismo a posição epistemológica segundo a qual há coisas reais, independentes da consciência. Esta posição admite diversas modalidades. A primeira, tanto histórica como psicologicamente, é o realismo ingénuo. Este realismo não se acha ainda influenciado por nenhuma reflexão crítica acerca do conhecimento.» (Johannes Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado- Editor Sucessor, Coimbra, 7ª edição, 1978, página 93; o bold é posto por nós).

 

E continua Hessen:

«Diferente do realismo ingénuo é o realismo natural. Este já não é ingénuo mas está influenciado por reflexões críticas sobre o conhecimento. Isto revela-se no facto de que já não identifica o conteúdo da percepção e o objecto, mas sim distingue um do outro.» (...)

 «A terceira forma de realismo é o realismo crítico porque assenta em considerações de crítica ao conhecimento. O realismo crítico não acredita que convenham às coisas todas as propriedades inseridas nos conteúdos da percepção mas é, pelo contrário, da opinião que todas as propriedades ou qualidades das coisas que apreendemos só por um sentido, como as cores, os sons, os odores, os sabores, etc, existem unicamente na nossa consciência.» (Hessen, ibid, pag 94; o bold é posto por nós)

 

Finalmente, apresenta a quarta espécie de realismo, o realismo volitivo, que afirma que há mundo material fora de nós e que o percebemos pela nossa vontade de viver:

 

«Se fossemos puros seres intelectuais, não teríamos consciência alguma da realidade. Devemos exclusivamente esta à nossa vontade. As coisas opõem resistência às nossas volições e desejos, e nestas resistências vivemos a realidade das coisas. Estas apresentam-se à nossa consciência como reais, justamente porque se fazem sentir como factores adversos na nossa vida volitiva. A esta forma de realismo é costume chamar-se realismo volitivo. »

«O realismo volitivo é um produto da filosofia moderna. Encontramo-lo pela primeira vez no século XIX. Pode-se considerar como seu primeiro representante o filósofo francês MAINE DE BIRAN. O que depois mais se esforçou por o fundamentar e desenvolver foi GUILHERME DILTHEY.» (Johannes Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado- Editor Sucessor, Coimbra, 7ª edição, 1978, página 101; o bold é posto por nós).

 

 

Esta seriação horizontal de modalidades do realismo, todas no mesmo plano, como se fossem extrínsecas entre si,  contém um erro. O erro de Hessen consiste em misturar o género ontognoseológico, que engloba o realismo natural e o realismo crítico, com o género fonte ou motor do conhecimento ( quinesognoseológico, poderia dizer-se), que engloba volição versus representação (espelhamento). São dois planos, dois géneros diferentes: o do ser-conhecer e o do ser-originar. Na verdade, pode haver um realismo natural voltivo e um realismo natural representativo (que reflecte, como um espelho, a realidade exterior). A volição ou vontade de viver e assimilar o mundo pode estar subjacente às três formas de realismo, ingénuo, natural e crítico. Volitivo opõe-se a não voltivo, a representativo ou perceptivo.

 

Volição e inteleção só são contrárias como modalidades do género fontes do conhecimento. O nivelamento, isto é, a colocação das diversas entidades ao mesmo nível dentro do mesmo género implica exclusão mútua. A tese de Aristóteles de que cada coisa só tem um contrário é absolutamente errónea. Por exemplo, a espécie homem tem como contrárias as espécies elefante, leão, abelha, cavalo e uma infinidade de outras. Dentro de um mesmo género, as suas componentes (correntes, espécies) são extrínsecas entre si. Volição e inteleção são colaterais na relação com as correntes do realismo - a introdução de um terceiro elemento numa relação pode transformar os contrários em colaterais - isto é, podem coexistir na mesma modalidade de realismo. A classificação de Hessen é mais um exemplo da ignorância da dialética que sempre reinou entre os filósofos, em particular da lei dos géneros e das espécies que o autor deste blog formulou.

 

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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2016
Daniel Estulín denuncia a sinarquia, fonte do terrorismo internacional

 

Daniel Estulín (29 de Agosto de 1966), jornalista lituano que vive em Espanha, é um dos autores de fama internacional que denunciam a Nova Ordem Mundial dos sinarquistas. Estes sáo um grupo de «iluminados», que pretendem criar uma espécie de Empresa Mundial única e um governo mundial único de  essência fascista e aparência «progressista». Os trabalhadores do mundo inteiro serão reduzidos a uma (semi) escravatura uma vez que não terão alternativa a aceitar baixos salários, contratos temporários, despedimentos sem indemnização, etc. Não haverá oposição ao capitalismo global, uma vez destruídos as burguesias nacionais russa e chinesa e os nacionalismos de diversa índole. Vejamos uma pequena resenha da investigação que Estulin leva a cabo e das conclusões a que chegou, plasmada em excertos de artigos e entrevistas dele.

                                                     

OS PAÍSES QUE FOMENTAM O TERRORISMO: GRÃ-BRETANHA, EUA E ARÁBIA SAUDITA

 

 Estulín afirma que o terrorismo internacional é fomentado, financiado e manipulado pelo Ocidente anglo-americano e pela Arábia Saudita:


«Há três países terroristas: Arábia Saudita, que financia; Grã-Bretanha, que é a sede do terrorismo internacional - Sete lugares tenentes de Osama Bin Laden operam a partir de Londres - e os EUA, que sempre desempenhou o papel de valentão.»
 «Quem controla a política externa da Grã-Bretanha? Não é o primeiro-ministro. É a rainha da Inglaterra. Dizer que Elizabeth II é o fundador do Estado islâmico seria incorrecto. O certo seria dizer que a Coroa britânica é o promotor do IE.»

«Em 1992, o relatório Ynon falava da necessidade de refazer o Médio Oriente, para que Israel se pudesse expandir.espalhar. Isso faz-se enfraquecendo os estados. Podes falar sobre revoluções, de Primaveras árabes, mas aqueles que lucram dessas debilidades  regionais são Israel e Arábia Saudita, que têm inimigos comuns como o Irão. Mas o que ganha o Ocidente  do caos? O inferno na terra é fantástico para a elite supranacional que pode criar a sua nova ordem. Desmontam os estados; em seguida, vem Al Qaeda, o Estado Islâmico; em seguida, o exército norte-americano, as ONGs ... e finalmente as grandes empresas encarregadas da reconstrução. Desestabilizam para poder controlar depois a um nível supranacional.»

 

«Qual é o papel da Rússia? Russos e chineses sabem que os poderes supranacionais  não vão parar na Síria. Em seguida, vem o Irão e, em seguida, Rússia. É óbvio. Mas imagine um mundo sem a Rússia no meio. É o país que está fazendo de balança entre todos, absolutamente.»

 

«Eu não sou um lituano, eu sou da República Soviética da Lituânia. Putin encanta-me. Devolveu o orgulho ao país pisado na década de 90, quando 40% da população perdeu tudo de um dia para o outro.»


                                O CLUBE DE BILDERBERG

 

Desde 1954 existe um grupo fechado de banqueiros, directores de jornais e cadeias de televisão, políticos, professores universitários, militares, chamado clube de Bilderberg, que reune uma vez por ano para pensar e traçar as estratégias do capitalismo internacional. Lançamento de guerras ou de crises financeiras, criação do Mercado Comum Europeu em 1957-1958, criação da União Europeia, vitória eleitoral deste ou daquele político, deste ou daquele partido, alteração das leis de cada país para retirar soberania nacional são estudadas e planeadas nestas reuniões.

 

Pinto Balsemão, dono da SIC, é o poderoso agente do clube de Bilderberg em Portugal. Foi aliás Balsemão o escolhido por Kissinger e outros membros de Bilderberg, em Novembro de 1980, para substituir o  primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro que viria a ser assassinado, com o ministro da Defesa Amaro da Costa, no atentado aéreo planeado que ocorreria em 4 de Dezembro de 1980, em Camarate.

José Sócrates, António Guterres, Jorge Sampaio, Marcelo Rebelo de Sousa, Ricardo Espírito Santo, Durão Barroso, Pedro Santana Lopes, Paulo Portas, Barack Obama, Henry Kissinger, Bill Clinton, François Hollande, Angela Merkel são membros do clube de Bilderberg, participaram em reuniões deste. Diz Estulín, que há 10 anos lançou um livro denunciando este clube de cérebros mundialistas:

 

«O que hoje é chamado de Clube Bilderberg 800 anos atrás, foi chamado de Nobreza Negra de Veneza. O sistema operacional não é o Clube piramidal, mas circular entrelaçada com outros círculos de poder. 
 O Comité dos Sábios, é dividido em três grupos de 13 pessoas. Entre eles, há grupos de poder ainda menor chamado "Nove homens sábios". Ao contrário do que está escrito em muitos sites, nenhuma pessoa realmente poderosa é judaica. Todos têm raízes italianas e venezianos mais concretas, incluindo os descendentes de famílias Frescobaldi e Savoy.»

 

ver:  http://www.publico.es/politica/daniel-estulin-reino-unido-base.html

 

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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2016
Fenomenalismo: equívocos de Johannes Hessen

 

Hessen sustenta que há um intermédio entre o realismo e o idealismo chamado fenomenalismo. E apresenta, equivocamente, Kant, como exemplo dessa corrente. Hessen escreveu:

 

«O fenomenalismo (de phaenomenon= fenómeno, aparência) é a teoria segundo a qual não conhecemos as coisas como são em si, mas como se nos apresentam. Para o fenomenalismo, há coisas reais mas não podemos conhecer a sua essência. Só podemos saber «que» as coisas são, mas não «o que» são. O fenomenalismo coincide com o realismo quando admite coisas reais; mas coincide com o idealismo quando limita o conhecimento à consciência, ao mundo da aparência, do que resulta imediatamente a impossibilidade de conhecer as coisas em si» (Johannes Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado- Editor Sucessor, Coimbra, 7ª edição, 1978, páginas 108-109; o bold é posto por nós)

 

A definição de fenomenalismo dada acima viola o princípio da não contradição, não se pode ser realista e idealista em simultâneo no mesmo aspecto: para Hessen, no fenomenalismo, a matéria é real, as coisas são reais (isto é exterior à mente; realismo) e o conhecimento é limitado à consciência(e isto, diz ele, é.. idealismo). Mas esta última posição não é idealismo, ao contrário do que afirma Hessen. É realismo crítico, porque a matéria está lá, existe de facto, embora oculta por um «vidro fosco».

 

E quanto a Kant, este nunca afirmou que a matéria é real, ao contrário do que pensava Hessen e do que pensam os catedráticos de filosofia actuais. Kant escreveu:

 

«Devíamo-nos, contudo, lembrar de que os corpos não são objectos em si, que nos estejam presentes, mas uma simples manifestação fenoménica, sabe-se lá de que objecto desconhecido; de que o movimento não é efeito de uma causa desconhecida, mas unicamente a manifestação fenoménica da sua influência sobre os nossos sentidos; de que, por consequência, estas duas coisas não são algo fora de nós, mas apenas representações em nós; de que, portanto, não é o movimento da matéria que produz em nós representações, mas que ele próprio (e portanto também a matéria que se torna, assim, cognoscível) é mera representação.» (Kant, Crítica da Razão Pura, Fundação Calouste Gulbenkian, nota de rodapé das pags 363-364: o bold é nosso).

 

A Hessen passou despercebido o carácter idealista da doutrina de Kant quando escreveu:

 

«Desta maneira, não temos já perante nós a coisa em si, mas a coisa como se nos apresenta, ou seja o fenómeno.»

«Isto é, em breves palavras, a teoria do fenomenalismo, na forma como foi desenvolvida por Kant. O seu conteúdo essencial pode resumir-se a três proposições: 1. A coisa em si é incognoscível. 2. O nosso conhecimento permanece limitado ao mundo fenoménico. 3. Este surge na nossa consciência porque ordenamos e elaboramos o material sensível em relação às formas a priori da intuição e do entendimento.» (Johannes Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado- Editor Sucessor, Coimbra, 7ª edição, 1978, páginas 110-111; o bold é posto por nós).

 

Neste texto acima, não há nem uma palavra sobre a natureza da matéria física, se é real ou irreal, que é aquilo que distingue realismo de idealismo.

 

Fenomenalismo não é uma posição ontológica, como realismo e idealismo. É uma posição gnoseológica. Não é, portanto, um intermédio de realismo e idealismo mas uma corrente ou qualidade colateral adicionável a qualquer uma delas. Em termos metafóricos: se idealismo e realismo produzem juízos sobre a existência da cadeira «que está ali», fenomenalismo é a cortina que oculta ou desvela a cadeira. Há o ser (realismo, idealismo) e o ver (fenomenalismo/ naturalismo). Há um fenomenalismo realista - o realismo crítico de Descartes, por exemplo, a matéria é exterior mas não tem peso, nem cor, nem grau de dureza, nem cheiro, etc. - e um fenomenalismo idealista - o idealismo transcendental de Kant, a matéria é ilusão dentro da sensibilidade, os númenos não são matéria. Há ainda um fenomenalismo céptico - a fenomenologia de Heidegger que,  apesar de formular o conceitos de ser e ser-aí e de mundo, não se decide sobre a realidade da matéria.

 

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Teste de filosofia do 11º ano de escolaridade (9 de Novembro de 2016)

 

Este é o primeiro teste escrito de filosofia de uma turma do 11º ano de escolaridade na capital do Baixo Alentejo, Portugal. O teste é centrado na lógica aristotélica, na retórica e na gnoseologia.

 

Agrupamento de Escolas nº1 de Beja

Escola Secundária Diogo de Gouveia, Beja

TESTE DE FILOSOFIA, 11º ANO TURMA A

9 de Novembro de 2016. Professor: Francisco Queiroz

I

“Algumas mulheres são doutoradas..

As feministas são mulheres..

As feministas não são doutoradas.».

1-A) Indique, concretamente, três regras do silogismo formalmente válido que foram infringidas na construção deste silogismo.

1-B) Indique o modo e a figura deste silogismo.

 

2)Construa o quadrado lógico das oposições à seguinte proposição:

«As vilas alentejanas possuem castelos»».

 

3)Distinga realismo crítico de Descartes do idealismo não solipsista subjetivo e da fenomenologia.

 

4)Tendo como primeira premissa a proposição «Se for a Évora, visito a Pousada dos Lóios», construa:

A) Um silogismo condicional modus ponens.

B)Um silogismo condicional modus tollens.

    

5)Relacione ethos, pathos e logos da retórica com argumentação, persuasão manipulatória e persuasão aleteiológica.

6) Defina e construa um exemplo de cada uma das seguintes falácias: depois de por causa de, do boneco de palha, da divisão, ad hominem, ad ignorantiam.

 

CORREÇÃO DO TESTE COTADO PARA 20 VALORES

 

A) Três regras infringidas da validade do silogismo acima foram: de duas permissas afirmativas não se pode extrair uma conclusão negativa; nenhum termo pode ter maior extensão na conclusão do que nas premissas (algumas doutoradas, na permissa maior/ nenhumas doutoradas, na conclusão); o termo médio ( mulheres) tem de ser tomado pelo menos uma vez universalmente e está tomado apenas no sentido de «algumas» e não de «todas». (VALE TRÊS VALORES).

 

1-B) O modo do silogismo é IAE, a figura é SP (sujeito e predicado refere-se à  posição do termo médio nas premissas) ou 1ª figura.(VALE UM VALOR).

 

2) O quadrado lógico é o seguinte:

 

As vilas alentejanas possuem castelos.  As vilas alentejanas não possuem castelos

(TIPO A- Universal Afirmativa)      (TIPO E- Universal Negativa)

 

 

. Algumas vilas alentejanas possuem castelos Algumas vilas alentejanas não possuem castelos

(TIPO I - Particular Afirmativa)       (TIPO O -  Particular negativa)

 

As proposições A e E são contrárias entre si. As proposições I e O são subcontrárias entre si. As proposições I e O são subalternas respectivamente a A e E. A proposição A é contraditória com O e a proposição E é contraditória com I. (VALE DOIS VALORES)

 

3) O realismo crítico de Descartes é a teoria qiue sustenta que há um mundo real de matéria exterior às mentes humanas composto de uma matéria indeterminada, sem peso nem dureza/moleza, apenas formado de figuras geométricas, movimento, números (qualidades primárias, objetivas), sendo subjectivas, isto é exclusivamente mentais, as cores, os cheiros, os sabores, as sensações do tacto, o calor e frio (qualidades secundárias, subjectivas). O idealismo não solpsista ou pluralista e subjetivo é a teoria que sustenta que o mundo material é ilusório, existe apenas dentro de uma multiplicidade de mentes humanas e cada uma delas constrói esse mundo de modo diferente das ( «A torre de Belém que eu invento/vejo não é igual à torre de Belém que tu inventas/ vês»), A fenomenologia é a ontologia, nem realista nem idealista, mas cética no seu fundo, que sustenta não saber se o mundo material subsiste ou não fora das mentes humanas. (VALE QUATRO VALORES).  

 

                  

4) a)  Se for a Évora, visito a Pousada dos Lóios.

          Vou a Évora.

          Logo, visitarei a Pousada dos Lóios.     (VALE UM VALOR)

 

4.b)  Se for a Évora visito a Pousada dos Lóios..

         Não visitei a Pousada dos Lóios.

         Logo, não fui a Évora.

         (VALE UM VALOR)

 

 

5) A retórica é a arte de bem falar e argumentar de modo a convencer os interlocutores. Tem três dimensões: o logos, isto é, a racionalidade do discurso, articulando ideias e raciocínios; o pathos, o sentimento de arrebatamento ou paixão posto na oratória e reflectido no público; o ethos, isto é, o currículo e o carácter exibido  pelo orador. A persuasão ou arte de convencer outrém é essência da retórica e reveste.se de duas modalidades: manipulatória, quando convence com sofismas e paralogismos; aleteiológica (aletheia, em grego, é desvelação da verdade) quando conduz o auditório a descobrir a verdade.  A argumentação ou arte de encadear juízos e raciocínios, com certa dose de subjetividade ou intersubjectividade (ideologia), inclui a persuasão em ambas as modalidades. (VALE TRÊS VALORES).

 

6) A falácia depois de por causa de é o erro de raciocínio  que atribui uma relação necessária de causa efeito a dois fenómenos vizinhos por acaso (exemplo: «Há 10 dias vi um gato preto e caí da bicicleta, há 5 dias vi outro gato preto e perdi a carteira, ontem vi um gato preto e o meu telemóvel avariou, logo ver gatos pretos dá-me azar).  (VALE UM VALOR). A falácia do boneco de palha é aquela que falsifica a posição, os argumentos do adversário, de modo a assustar o auditório. Exemplo: «O governo de António Costa vai impor um imposto extraordinário sobre casas de valor patrimonial superior a 600 000 euros. Esse tipo de imposto é exigido pelos comunistas. Logo, o governo de António Costa vai dar aos comunistas o domínio do país.» A falácia da divisão ou indutiva é aquela que particulariza, de forma abusiva, do todo para a parte. Exemplo: «Os espanhóis falam todos muito alto. Juanito é nome de muitos espanhóis. Logo, esse Juanito (qualquer que seja) fala muito alto» (VALE UM VALOR). A falácia ad hominem é aquela que desvia a argumentação racional para o campo do ataque pessoal ao adversário (exemplo: «Ele´ganhou o concurso para gestor de empresas, mas é gay, vamos impedi-lo de subir a gestor da empresa»).(VALE UM VALOR). A falácia do apelo à ignorância ou ad ignorantiam é a que raciocina sobre um fundo desconhecido e o usa de forma tendenciosa, sustentando que uma tese fica demonstrada se a não se conseguiu demonstrar a sua contrária (exemplo: Nunca ninguém demonstrou que Deus existe, logo Deus não existe).(VALE UM VALOR)

 

 

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Sábado, 12 de Novembro de 2016
Breves reflexões de Novembro de 2016

 

Eis algumas breves reflexões neste Novembro de 2016 que vão surgindo, sem nada de especial, do pulmão metálico do outono.

 

POR QUE RAZÃO OS HOMENS QUEREM IR PARA DENTRO DAS MULHERES? Porque se sentem inseguros, insatisfeitos, incompletos. Elas são a casa, eles são o hóspede. A casa não faz mal ao hóspede, salvo raras excepções de desabamento ou inundação, mas o hóspede, faz com frequência, mal à casa esburacando paredes, partindo vidros de janelas, avariando portas.

 

O AMOR ENTRE OS APAIXONADOS, CORRESPONDIDO, É FANTÁSTICO. E tudo pode acabar de um momento para o outro, porque assenta em chamas, em labaredas vivas.

 

SINCRONISMO ONTOFONÉTICO- Em 10 e 11 de Novembro de 2016, as ideias de FORTE DE PENICHE E MARTELO estão em destaque: no dia 10, passam 103 anos sobre o nascimento de Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP, partido de símbolo foice e MARTELO, que protagonizou com 9 camaradas a célebre fuga do FORTE prisão política de PENICHE em 3 de Janeiro de 1960, 17 HAMMERskins ( pele de MARTELO, em inglês) são ouvidos por um juíz em Portugal por suspeitas de racismo e conspiração fascista organizada; no dia 11, é dia de São MARTINHO (evoca: MARTE, MARTELO), o vice-presidente da câmara de PENICHE, Jorge Amador (CDU), declara que o município quer continuar a dar parecer a futuras soluções para o FORTE DE PENICHE, que, por pressão do PCP, BE e ala esquerda do PS, foi retirado da lista de monumentos históricos a concessionar a privados.

 

OSHO DISSE: «Ouça! O Reino está dentro de você! Portanto, todos os templos são inúteis, porque você é o templo. Você é a igreja! O Vaticano é inútil, Roma é só um fardo; não há mais necessidade de ir a Meca, a Medina, de ir a Girnar ou a Kashi. Você é o templo, o templo vivo de Deus! Ele está dentro de você. Qual é então a necessidade de um padre, de um mediador?» (Bagwan Shree Rajneesh, A semente de mostarda, pag 47).

 

E SE OS PLANETAS FOREM DEUSES E DEUS? Muitas vezes penso que Deus ou os deuses espíritos não podem intervir neste mundo de matéria e de instintos reptilianos dominadores ou assassinos inerentes aos seres humanos na quase totalidade. Assim, Saturno é um implacável deus da frustração, do dinheiro ou da queda na materialidade e não é possível evitar os seus efeitos na vida de cada ser humano nem com a lei da atração que, supostamente, alteraria o destino de cada um. Jesus e os Eons do Pleroma ou mundo da Luz estão para lá da esfera de Saturno, a sétima esfera, e não parece que possam evitar o mal e o peso das sete esferas onde também há planetas-deuses bons como Vénus e Júpiter

 

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